8 de janeiro de 2026 às 17:15
8 de janeiro de 2026 às 14:26
FOTO: RODOLFO FERNANDES
Na tarde desta quarta-feira 7, a Prefeitura de Mossoró deu posse ao novo secretário de Comunicação Social do município, Wesley Duarte. A solenidade de posse aconteceu no Casarão Lili Duarte.
A cerimônia foi conduzida pelo vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros. O ato solene contou com a participação de servidores da Secretaria Municipal de Comunicação Social (SECOM), amigos e familiares do novo titular da pasta.
“Assumo a Secretaria de Comunicação Social com muita alegria. Agradeço a gestão pela confiança e pela oportunidade. Vamos dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela Secom, sempre com responsabilidade e compromisso com a população”, pontuou Wesley Duarte, secretário municipal de Comunicação Social.
Wesley Duarte é jornalista formado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Entre 2021 e 2024, atuou na Secretaria de Comunicação Social como assessor de Comunicação e diretor de Jornalismo. Recentemente, ocupava o cargo de diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Mossoró.
A nomeação do novo secretário municipal de Comunicação Social foi publicada no Diário Oficial de Mossoró (DOM) desta terça-feira 6.
8 de janeiro de 2026 às 16:25
8 de janeiro de 2026 às 16:25
FOTO: CARLOS MOURA
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) e a esquerda de transformar em “cortina de fumaça” o ato de hoje sobre os três anos dos ataques de 8 de Janeiro. O objetivo seria encobrir blindagens do Supremo Tribunal Federal (STF) a investigados na CPMI do INSS, o roubo bilionário a aposentados, e a apuração da Polícia Federal sobre a suspeita de repasse milionário e mesada para o filho do presidente Lula (PT), o Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, no esquema na Previdência.
O senador potiguar também denunciou que uma falsa narrativa foi criada pelos petistas para ofuscar a “destruição da economia, e o contrato milionário da mulher de ministro do STF”. Uma referência clara ao contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. A instituição bancária foi liquidada, em novembro, após o Banco Central identificar fraudes de R$ 12 bilhões e a Polícia Federal prender o dono do Master, Daniel Vorcaro.
“O 8 de janeiro virou a maior cortina de fumaça do PT e da esquerda. Fabricam uma falsa narrativa para encobrir blindagens na CPMI do INSS, o roubo aos aposentados, a mesada do Lulinha, a destruição da economia, e o contrato milionário da mulher de ministro do STF. Usam o medo para tentar calar a verdade e perseguir adversários. Mas a farsa está ruindo, e o povo vai cobrar nas urnas!”, escreveu Marinho, na rede social X.
Junto com sua mensagem, Marinho publica um vídeo que acusa a esquerda de tentar eternizar a data como “tentativa de golpe”. Enquanto trata o caso como “baderna, sem líderes, sem armas, com idosos e bíblias”.
O ato convocado por Lula tem sido tratado como evento político para reforçar o discurso eleitoral pela reeleição do petista. E tem como mote a destruição das sedes dos Três Poderes, em 8 de Janeiro de 2023, em Brasília. O ataque no protesto violento ajudou a levar à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado com centenas de apoiadores por acusações de crimes em “trama golpista” contra a eleição do presidente Lula.
8 de janeiro de 2026 às 14:45
8 de janeiro de 2026 às 09:46
FOTO: MARCELLO CASAL JR
O Palácio do Planalto calcula que até 24 ministros podem deixar os cargos nos próximos meses para disputar as eleições deste ano. A legislação eleitoral determina que ministros que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar das funções até seis meses antes do pleito, prazo que termina em 4 de abril.
As mudanças já devem começar nas próximas semanas com a saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que pediu para deixar o cargo. Além da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia possíveis substituições em outras 22 pastas, em razão de ministros que planejam disputar cargos eletivos.
Lista de ministros que podem deixar o governo para disputar as eleições:
Casa Civil – Rui Costa: candidato ao Senado pela Bahia
Relações Institucionais – Gleisi Hoffmann: candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná
Secretaria de Comunicação da Presidência – Sidônio Palmeira: deve atuar no marketing da campanha de reeleição do presidente Lula
Fazenda – Fernando Haddad: avalia candidatura ao Senado ou ao governo de São Paulo
Educação – Camilo Santana: candidato ao governo do Ceará
Transportes – Renan Filho: candidato ao governo de Alagoas
Esporte – André Fufuca: avalia candidatura ao Senado ou ao governo do Maranhão
Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho: candidato ao Senado por Pernambuco
Integração Nacional – Waldez Goés: cotado para o Senado pelo Amapá
Planejamento – Simone Tebet: cotada para disputar vaga ao Senado por São Paulo
Meio Ambiente – Marina Silva: cotada para disputar vaga ao Senado
Cidades – Jader Filho: candidato a deputado federal pelo Pará
Agricultura – Carlos Fávaro: candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso
Pesca – André de Paula: candidato a deputado federal por Pernambuco
Igualdade Racial – Anielle Franco: avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro
Desenvolvimento Agrário – Paulo Teixeira: candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo
Empreendedorismo – Márcio França: avalia candidatura ao governo ou a outro cargo por São Paulo
Minas e Energia – Alexandre Silveira: candidato ao Senado por Minas Gerais
Direitos Humanos – Macaé Evaristo: candidata a deputada estadual em Minas Gerais
Povos Indígenas – Sonia Guajajara: candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo
Cultura – Margareth Menezes: Planalto avalia candidatura a deputada federal pela Bahia
Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Geraldo Alckmin: candidato à reeleição como vice-presidente ou a cargo por São Paulo
Previdência Social – Wolney Queiroz: candidato a deputado federal por Pernambuco
8 de janeiro de 2026 às 12:30
8 de janeiro de 2026 às 15:05
FOTO: REPRODUÇÃO
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta quinta-feira 8 o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, projeto aprovado no Congresso que reduz penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Entre os beneficiados do texto, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O veto agora será avaliado pelo Congresso, que pode derrubar a decisão do presidente e fazer o texto prevalecer.
Em nota à imprensa, Rogério Marinho destacou que “Lula escancara sua hipocrisia ao vetar qualquer iniciativa de redução de penas para os condenados de 8 de janeiro”. “Ele e os seus, que foram anistiados no passado, agora se recusam até mesmo a discutir clemência. Falta-lhes a grandeza que tiveram líderes da história do Brasil, capazes de reconciliar o país por meio de sucessivas anistias em momentos muito mais graves”, escreveu o senador potiguar.
Ainda segundo Rogério Marinho, “a ‘defesa da democracia’ virou apenas um instrumento de vingança política”. “Mantêm-se brasileiros presos não para fazer justiça, mas para satisfazer a vingança e sustentar uma narrativa conveniente”, acrescentou.
O líder da oposição também aproveitou para criticar o governo Lula, dizendo também que “o PT precisa do mito do ‘golpe’ que não houve”. “Precisa dessa farsa para encobrir o fracasso de um governo sem ideias, sem rumo e sem novidades, que afunda o Brasil enquanto vive do passado”, enfatizou.
E voltou a pedir a liberdade de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe em 2022, após perder as eleições, e outros condenados. “Não é justiça. É hipocrisia. É vingança. É perseguição. Democracia não se defende com arbitrariedade. Defende-se com lei, equilíbrio e reconciliação. Liberdade para os presos políticos. Bolsonaro livre!”, escreveu Rogério.
O veto de Lula
Lula vetou de forma integral a redução das penas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta, aprovada pelo Congresso, também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro. O veto ocorreu durante uma solenidade no Palácio do Planalto para marcar os 3 anos dos atos golpistas.
“Não temos o direito de esquecer do passado. Por isso não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. Viva a democracia brasileira”, declarou Lula em discurso. “O 8 de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas.”
Durante a solenidade, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que os crimes do 8 de Janeiro não são passíveis de indulto ou anistia.
O que dizia o texto
A proposta diz que as penas pelos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito não devem ser aplicadas de forma cumulativa quando inseridos no mesmo contexto. Nesse caso, o texto estabelece como alternativa que deve ser aplicada a pena mais grave entre os dois (ou, se elas forem iguais, somente uma), aumentando-se a punição de um sexto a metade.
O texto prevê ainda redução de pena de um a dois terços para os crimes de tentativa de golpe ou abolição quando eles tiverem sido praticados em contexto de multidão. Além disso, fixa o menor tempo possível de cumprimento da pena para progressão de regime para esses crimes, um sexto, independentemente de reincidência ou do uso de violência ou grave ameaça.
8 de janeiro de 2026 às 12:20
8 de janeiro de 2026 às 15:17
FOTO: DIVULGAÇÃO
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, afirmou que vai articular com deputados estaduais a derrubada do veto da governadora Fátima Bezerra ao projeto de lei que estabelecia regras e prazos para o repasse aos municípios de parcelas da arrecadação de impostos estaduais. Em entrevista à rádio 98 FM Natal, nesta quinta-feira (8), Babá disse que pretende acionar o deputado Gustavo Carvalho (PL), relator da proposta aprovada pela Assembleia Legislativa.
Segundo Babá Pereira, o veto representa falta de respeito aos municípios, aos gestores públicos, à população e à própria Assembleia, que aprovou o projeto por unanimidade, inclusive com votos de parlamentares da base governista. Ele afirmou discordar do argumento jurídico apresentado pelo Governo do Estado para barrar a proposta.
“O projeto não cria despesa nem aumenta receita. Ele apenas organiza o repasse de recursos que já pertencem constitucionalmente aos municípios. Não vai aumentar nem diminuir a receita do Estado”, declarou.
O presidente da Femurn afirmou ainda que, na prática, o governo estadual estaria se apropriando temporariamente desses recursos para fazer frente às próprias despesas. Como exemplo, citou atrasos nos repasses do Fundeb.
“Nós estamos na segunda semana de janeiro e não recebemos a última semana de dezembro, nem a primeira semana de janeiro, nem esta agora. São três semanas de atraso”, afirmou.
De acordo com Babá, a situação já tem impacto direto na administração municipal. Alguns prefeitos, segundo ele, tiveram dificuldades para fechar a folha de pagamento, especialmente de servidores contratados, e precisaram recorrer a outras fontes de recursos, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), ou atrasar compromissos.
Apesar de não classificar o cenário como uma calamidade, Babá reconheceu que houve prejuízos. “Alguns municípios tiveram que cobrir com dinheiro de outra fonte ou atrasar pagamentos”, disse.
O projeto de lei vetado pelo Executivo estadual estabelece novos critérios e prazos para o crédito das parcelas de impostos estaduais destinadas aos municípios e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A proposta trata dos repasses de tributos como ICMS, IPVA e ITCD, além das receitas de dívida ativa relacionadas a esses impostos.
Pelo texto aprovado na Assembleia, a parcela do IPVA pertencente aos municípios deveria ser creditada diariamente, diretamente nas contas das prefeituras. Já os repasses do ICMS passariam a ocorrer até o segundo dia útil de cada semana, sempre referentes à arrecadação da semana anterior.
O projeto também determina que os créditos sejam realizados pelo agente centralizador da arrecadação, a instituição financeira responsável, independentemente de ordem superior, prevendo responsabilidade pessoal dos dirigentes em caso de descumprimento.
Em relação ao Fundeb, o texto estabelece que 20% das receitas de ICMS, IPVA, ITCD e da dívida ativa tributária sejam repassadas semanalmente ao fundo, garantindo regularidade e previsibilidade no financiamento da educação básica.
Babá Pereira afirmou que a ausência dessa garantia legal prejudica diretamente os serviços essenciais nos municípios. “Quando o repasse atrasa, o município atrasa salário, merenda, transporte escolar, manutenção das escolas. Quem sofre é a população, principalmente os alunos”, disse.
Para o presidente da Femurn, o veto tem motivação financeira. “Eu acredito que o governo está sem caixa e termina usando o dinheiro dos municípios para pagar despesas, como a folha dos inativos. Depois de duas ou três semanas é que repassa”, afirmou.
8 de janeiro de 2026 às 12:18
8 de janeiro de 2026 às 15:50
FOTO: ISAAV AMORIM
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro do ano passado. O veto foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8).
A proposta, de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho, tratava de regras e prazos para o repasse aos municípios de parcelas da arrecadação de impostos estaduais, como IPVA e ICMS, além dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Na mensagem de veto, a governadora afirma que, apesar da relevância do tema, a proposta apresenta problemas que impedem sua aplicação. O principal argumento do Executivo é que o projeto interfere diretamente na forma como o Estado organiza a arrecadação e a movimentação dos recursos públicos.
Antes da decisão, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) foi consultada e se manifestou contrária ao projeto. De acordo com a pasta, a proposta cria regras rígidas para o fluxo do dinheiro arrecadado, o que poderia comprometer a gestão financeira do Estado, gerar insegurança jurídica e afetar o equilíbrio das contas públicas.
Segundo o governo, o projeto estabelece exigências que não estão previstas na legislação federal, como a obrigatoriedade de trânsito diário dos recursos e a proibição de que os valores passem, mesmo que temporariamente, pelas contas do Tesouro Estadual. Para o Executivo, essas medidas limitam a autonomia do Estado para administrar seu próprio caixa.
O veto também aponta que o texto aprovado mistura regras de repasse de impostos com normas relacionadas ao Fundeb, que possui legislação específica e funcionamento próprio. De acordo com a justificativa, essa junção poderia gerar dificuldades contábeis e conflitos com normas federais.
Fátima destacou ainda que a iniciativa trata de temas ligados à gestão administrativa e financeira, que são atribuições do Poder Executivo. Por isso, o governo entendeu que o projeto fere o interesse público.
Com o veto integral, o texto retorna agora para análise dos deputados estaduais, que poderão manter ou derrubar a decisão do Executivo, conforme previsto na Constituição Estadual.
8 de janeiro de 2026 às 12:15
8 de janeiro de 2026 às 15:10
FOTO: RICARDO STUCKERT
Em uma cerimônia que marca os três anos dos ataques do dia 8 de janeiro, o presidente Luís Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria, lei aprovada pelo Congresso Nacional que reduzia as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados por envolvimento nos atos, incluindo as depredações à sede dos Três Poderes.
A decisão já foi antecipada por Lula em eventos e encontros políticos. Durante agenda em São Paulo cumprida em dezembro, o petista falou em “respeito” e disse que o Congresso Nacional poderá derrubar o seu veto, se assim quiser.
“Se o Congresso quiser, que derrube meu veto”, afirmou o chefe do Planalto em cerimônia de Natal na ExpoCatadores, em Santana, na zona norte da capital paulista. Segundo Lula, é “obrigação” não permitir que “a democracia dê um passo para trás”.
O que diz o texto
A proposta trata da redução do cálculo das penas e, para isso, o texto lista condições e fixa porcentagens mínimas para o cumprimento da pena e progressão de regime. Também determina que a remição da pena pode ser compatível com a prisão domiciliar.
O projeto altera a Lei de Execução Penal, estabelecendo novas condições e percentuais mínimos para progressão de regime. Pela regra em vigor, a transferência para um regime menos rigoroso ocorre após o cumprimento de 16% da pena, desde que o crime não tenha sido cometido com violência ou grave ameaça.
A proposta prevê a possibilidade de progressão após o cumprimento de um sexto da pena, com percentuais maiores aplicados a crimes hediondos, feminicídios, constituição de milícia e reincidência.
Ainda de acordo com o texto, se a pessoa for condenada por “exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverá ser cumprido ao menos 50%” da pena.
Esse seria o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Isso porque, para a definição da pena, foi considerado o agravante de liderança de organização criminosa.
8 de janeiro de 2026 às 10:30
8 de janeiro de 2026 às 06:26
FOTO: TCU
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta quarta-feira (7) que protocolou uma representação para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a iniciativa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, de confrontar a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master.
O senador sergipano considera a conduta do ministro do TCU como “absolutamente inconstitucional”, por arriscar a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro nacional. Porque o ministro tem ignorado as evidências de crimes em fraude de R$ 12,2 bilhões, na instituição financeira investigada pela Polícia Federal, e questiona a decisão técnica do BC motivada por fraudes massivas que chegaram a levar à prisão Daniel Vorcaro, dono do banco.
“Protocolei representação ao PGR pedindo a apuração da conduta do ministro do TCU Jhonatan de Jesus no caso Master, por se tratar de atuação absolutamente inconstitucional do referido ministro, colocando em risco a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro nacional”, comunicou o senador Alessandro Vieira, na rede social X.
Legitimidade exclusiva é do BC
O Master foi liquidado em decisão unânime do Banco Central, em novembro do ano passado. Medida que resultou na Operação Compliance Zero, após o BC e a Polícia Federal evidenciarem que o Master não avaliou a solidez dos ativos, ao comprar falsas carteiras de crédito da empresa Tirreno. Manobra para superar a ausência de liquidez para honrar vencimentos de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
O ministro do TCU tem apontado “indícios de cronologia atípica”, porque a liquidação foi anunciada no mesmo dia em que a PF prendeu Vorcaro.
Porém, em seu posicionamento, o senador Alessandro Vieira sugere que o ministro do TCU afronta a legitimidade exclusiva do Banco Central de atuar com independência constitucional para regular os bancos no Brasil.
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