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Categoria: Política

Com Walter Alves, Jader Filho anuncia novas unidades habitacionais para o RN

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O presidente do MDB no Rio Grande do Norte, Walter Alves, esteve reunido nesta quinta-feira (12) em Brasília com o ministro das Cidades, Jader Filho. Ele ouviu do ministro que, em breve, serão anunciadas novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida para o Rio Grande do Norte.

Walter Alves agradeceu ao ministro as 12 mil unidades com as quais o estado já foi contemplado e as 6 mil contratadas. Ele explicou que o pleito agora é para que seja agilizada a construção e a entrega dessas casas. E pediu também por novas unidades.

“Eu recebo os prefeitos, os vice-prefeitos e é aquele pleito: Walter, fala lá com o Ministério das Cidades para apressar as casas aqui. E não só o beneficiário, Jader, como também a economia gira rápido. Então, assim, a gente está muito animado com a perspectiva auspiciosa com relação a isso também”, disse o presidente do MDB.

O ministro Jader Filho elogiou o “grande trabalho que tem sido feito pelo nosso governador Walter Alves em defesa do povo do Rio Grande do Norte”. Ele explicou que a meta traçada pelo presidente Lula era de 2 milhões de casas por todo o país, mas que essa marca já foi superada.

“Nós já temos contratadas 2.220.000 casas, gerando emprego, renda e realizando o sonho da casa própria das famílias, tanto no Brasil como no nosso querido Rio Grande do Norte. E dizer que a gente vai ampliar ainda mais”, afirmou.

Jader Filho lembrou que atualmente está aberta uma seleção do Minha Casa Minha Vida Rural e do Minha Casa Minha Vida Entidades. “Atenção as entidades e as prefeituras que quiserem ter casas tanto na área rural quanto também na zona urbana, estamos aqui neste momento finalizando o processo”, alertou.

E acrescentou, anunciando mais unidades para o RN: “Vamos fazer a seleção e, daqui a pouquinho, a gente anuncia mais casas para o povo do meu querido estado do Rio Grande do Norte”.

Diário do RN

José Dias acusa governo do RN de usar STF como “cortina de fumaça” para não pagar emendas

FOTO: JOÃO GILBERTO

O deputado estadual José Dias (PL) acusou o Governo do Rio Grande do Norte de utilizar indevidamente decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) como justificativa para não liberar emendas parlamentares impositivas. Durante sessão na Assembleia Legislativa na terça-feira 11, o parlamentar classificou a explicação apresentada por aliados do Executivo como uma “defesa esfarrapada” e uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” para encobrir problemas administrativos e financeiros.

“O argumento não se sustenta um segundo. Isso é apenas uma cortina de fumaça para quem não tem argumento”, afirmou o deputado durante discurso.

José Dias contestou a interpretação de que decisões do STF impediriam o pagamento das emendas. Segundo ele, as determinações da Corte tratam de mecanismos de controle e transparência, mas não proíbem a execução de recursos obrigatórios, especialmente aqueles destinados a áreas como saúde e educação.

Para sustentar as críticas, o parlamentar apresentou números relacionados às emendas de sua autoria. De acordo com ele, R$ 1,727 milhão indicados em 2024 ainda não foram pagos, e outros R$ 2,497 milhões referentes a 2025 também permanecem sem liberação.

“A grande verdade é que a governadora utiliza dois comportamentos para liberar essas ações. Primeiro, o desastre administrativo e financeiro do Estado. E segundo, o critério político”, declarou o decano da ALRN.

O deputado também afirmou que outros parlamentares não enfrentariam o mesmo nível de atraso, o que, na avaliação dele, indicaria tratamento desigual na liberação dos recursos.

“É o retrato de um governo político perseguidor, incompetente, destruidor do nosso Estado”, disse.

José Dias defendeu que o tema seja discutido com maior transparência e ressaltou que a decisão sobre os rumos políticos do Estado cabe ao eleitor. “Numa democracia, quem decide é o voto. Que o voto seja consciente”, concluiu.

Cobrança do TCE

Enquanto isso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) afirma que a execução das emendas continua bloqueada porque o Governo do Estado ainda precisa adequar o Portal da Transparência às exigências de rastreabilidade e transparência estabelecidas após decisões do STF no debate nacional sobre o chamado “orçamento secreto”.

Segundo o auditor de controle externo José Luiz Moreira, diretor de Controle de Contas de Gestão e Execução da Despesa Pública do TCE, o sistema criado pelo governo ainda não atende totalmente aos critérios definidos.

“São 15 critérios de transparência e dois critérios de rastreabilidade. Os dois critérios de rastreabilidade os nossos auditores entenderam que não estão implementados e, dos 15 de transparência, ainda faltam cinco a serem implementados”, explicou, em entrevista ao jornal Agora RN.

Entre as informações que ainda precisam ser disponibilizadas no portal estão o objeto da despesa, cronograma de execução, instrumentos vinculados, APIs abertas e cronograma físico-financeiro, além da integração com os sistemas de gestão orçamentária e financeira.

“Se não estiver cumprindo, o tribunal tem que acompanhar esse cumprimento. E, se não estiver cumprindo esses requisitos, ele está proibido de executar”, afirmou. Segundo ele, a regra vale para qualquer órgão jurisdicionado ao tribunal, o que vale também para prefeituras.

De acordo com o tribunal, enquanto todos os requisitos não forem cumpridos, a execução das emendas permanece impedida.

Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) proferidas em 2025 estabeleceram que, a partir de agora, as emendas parlamentares só podem ser pagas se forem cumpridos critérios de transparência e rastreabilidade, no contexto do debate nacional provocado pelo chamado “orçamento secreto”. No Rio Grande do Norte, um conjunto de regras foi regulamentado pela Resolução nº 034/2025 do TCE, publicada no fim de novembro do ano passado.

No orçamento estadual, cada um dos 24 deputados indicou cerca de R$ 4 milhões em emendas para 2025, dos quais aproximadamente R$ 800 mil ainda não foram pagos. Para 2026, ano eleitoral, o valor indicado por parlamentar é de R$ 4,4 milhões, mas nenhum recurso foi liberado até agora.

Procurada, a Controladoria Geral do Estado (Control) não se manifestou sobre as exigências do tribunal.

Agora RN

Rogério Marinho dá ultimato para Ratinho Júnior desistir da Presidência

FOTO: ZECA RIBEIRO

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu ao governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que desista da disputa ao Planalto e passe a apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, Marinho se reuniu com Ratinho Jr. na quarta-feira 11 e apresentou a proposta, que incluiria até a possibilidade de o governador paranaense ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio.

Ratinho Jr., porém, rejeitou a ideia. De acordo com relatos ouvidos pela Folha, ele afirmou que manterá a pré-candidatura caso seja escolhido pelo PSD como representante do partido na disputa presidencial. A legenda pretende definir até 30 de março quem será o nome para a corrida ao Planalto entre ele, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o de Goiás, Ronaldo Caiado.

Durante a conversa, Marinho advertiu que, se Ratinho Jr. insistir na candidatura, o PL poderá romper a aliança no Paraná. Nesse cenário, o partido de Bolsonaro apoiaria outro nome ao governo estadual para garantir um palanque para Flávio no estado.

Até então, havia um acordo informal para que o PL apoiasse o candidato escolhido por Ratinho Jr. ao governo paranaense. Em contrapartida, o deputado federal Filipe Barros (PL) disputaria uma das vagas ao Senado.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, Marinho estabeleceu prazo até a próxima terça-feira 17 para que o governador reavalie a proposta. Caso não haja acordo, a campanha de Flávio Bolsonaro poderá negociar apoio a outro candidato no Paraná.

Entre as alternativas consideradas está o senador Sergio Moro (União Brasil), que aparece bem posicionado em pesquisas de intenção de voto para o governo estadual. Outra possibilidade é o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD).

De acordo com relatos obtidos pela reportagem, Marinho também conversou com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para discutir a possibilidade de o PL apoiar Moro e indicar o candidato a vice.

Uma das ideias em análise seria filiar ao PL um parlamentar do PSD para compor a chapa, o deputado federal Reinhold Stephanes Junior.

O eventual rompimento com o PL poderia fragilizar a sucessão de Ratinho Jr., ao dividir a base política que hoje sustenta o governo paranaense. Aliados do governador, porém, afirmam que ele não demonstra preocupação com o impasse e lembram que já enfrentou divergências com o bolsonarismo em eleições recentes.

Mesmo assim, interlocutores dos dois lados ainda tentam evitar uma ruptura. A avaliação entre parte dos aliados é que a união de forças contra o PT na eleição presidencial seria o cenário mais vantajoso para ambos os grupos políticos.

Agora RN

General Girão critica gestão de Fátima Bezerra e cobra providências diante da crise no RN

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Em discurso realizado nesta quarta-feira (11) na Câmara dos Deputados do Brasil, o deputado federal General Girão (PL-RN) fez duras críticas à gestão da governadora Fátima Bezerra e afirmou que o Rio Grande do Norte enfrenta uma grave crise administrativa, fiscal e social.

Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou que o estado vive um cenário de desorganização financeira, apontando que o endividamento já ultrapassa R$ 6 bilhões. Segundo ele, há ainda uma crise fiscal agravada por gastos com pessoal acima dos limites estabelecidos em lei, além de um rombo previdenciário estimado em cerca de R$ 100 milhões mensais.

O deputado também citou denúncias e suspeitas de irregularidades em licitações que ultrapassariam R$ 200 milhões. Para Girão, os problemas administrativos refletem diretamente na vida da população potiguar.

“O Rio Grande do Norte vive uma confusão administrativa sem fim. É um exemplo claro de tudo o que não se deve fazer na gestão pública”, afirmou.

No discurso, o parlamentar também criticou a situação da educação estadual, mencionando denúncias sobre uma suposta “folha de pagamento fantasma” envolvendo professores cedidos a sindicatos. Além disso, apontou dificuldades na área da saúde, com filas para leitos de UTI e falta de medicamentos essenciais.

Outro ponto levantado foi o aumento dos índices de pobreza no estado. Segundo Girão, quase metade da população do Rio Grande do Norte vive atualmente em situação de vulnerabilidade social.

Diante do cenário apresentado, o deputado defendeu a atuação dos órgãos de controle e fiscalização. “É hora de cobrar responsabilidades. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte precisam agir e exigir explicações sobre esses problemas e possíveis desvios”, declarou.

Ao final do pronunciamento, o parlamentar afirmou que a situação exige mudanças imediatas na condução do governo estadual. “Para o bem do nosso povo, a governadora deve pedir para sair”, concluiu.

Fátima articula maioria na ALRN para eleger governador para mandato tampão

FOTO: REPRODUÇÃO/BAND

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou nesta quarta-feira 11 que articula a construção de uma maioria na Assembleia Legislativa com o objetivo de garantir a eleição de um nome alinhado ao seu grupo político na disputa da eventual eleição indireta para um mandato tampão no governo.

O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta para o Governo do Estado se forem confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB). Os dois precisam deixar os cargos até 4 de abril para ficarem aptos à disputa eleitoral de outubro. Fátima é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter Alves é pré-candidato a deputado estadual.

Na eleição indireta, os 24 deputados estaduais terão de eleger um governador e um vice-governador para completarem o mandato até o fim: 5 de janeiro de 2027. O PT já apresentou o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, como seu candidato na disputa, mas o petista enfrenta resistências na Assembleia.

“Estamos trabalhando firme e incansavelmente para que possamos ter uma correlação de forças políticas na Assembleia Legislativa adequada para que a gente possa eleger o candidato apresentado por nós”, afirmou a governadora, em entrevista ao programa Band Mulher, da TV Band RN.

A governadora defendeu que, independentemente do nome escolhido, o governador do mandato tampão seja ligado ao governo eleito em 2018 e 2022.

“Eu tenho uma responsabilidade com o Estado. Em 2018, a maioria do povo do Rio Grande do Norte foi às urnas e escolheu a governadora. Em 2022, foi às urnas novamente e me reelegeu governadora. Por isso, a gente tem trabalhado no sentido de que seja respeitada essa vontade do povo nas urnas”, enfatizou.

Por causa das dificuldades para eleger o sucessor, aliados da governadora admitem a possibilidade de ela não renunciar e completar o mandato. Neste caso, o PT teria outro candidato ao Senado. Mas, durante a entrevista, Fátima Bezerra reafirmou a intenção de disputar o mandato. Segundo ela, a candidatura faz parte de um projeto nacional da esquerda para fazer frente ao bolsonarismo no Congresso.

“Há o desejo não só do presidente Lula, não só do PT nacional, mas das forças no campo democrático popular que eu disponibilize o meu nome para o Senado. Porque a eleição eleitoral se tornou muito estratégica, principalmente o Senado. Disputar o Senado hoje significa, primeiro, reafirmar o nosso compromisso com os interesses do Estado, mas também o nosso compromisso com a estrutura democrática, com a defesa da democracia”, afirmou Fátima Bezerra.

Durante a entrevista, Fátima reafirmou que o nome escolhido por seu grupo político para disputar o governo é Cadu Xavier. A governadora afirmou que o secretário reúne experiência administrativa, capacidade técnica e trajetória dentro da gestão estadual que o credenciam a representar o projeto político do grupo nas próximas eleições. Ela, no entanto, admitiu outros nomes.

“O nosso candidato é Cadu Xavier. Uma candidatura que tem muito presente e muito futuro político. Talento, sabedoria, experiência. Está comigo desde a época da transição, antes da primeira eleição, em 2018. É um servidor muito capacitado, é um excelente gestor e está preparado, sem dúvida nenhuma, não só para dar continuidade ao nosso trabalho, mas, sobretudo, avançar. Ele é o nosso candidato. Agora, estamos trabalhando com outros nomes também”, afirmou Fátima Bezerra.

Ao ser questionada especificamente sobre Francisco do PT, ela afirmou: “É um dos nomes. Outros eu não vou dizer não”.

Governadora diz que oposição é “desqualificada” e “prejudica o Estado”

Na entrevista à TV Band RN, a governadora também fez duras críticas à oposição. Segundo ela, parte dos adversários tem adotado uma postura “desqualificada” e baseada em ataques pessoais, o que, em sua avaliação, acaba prejudicando o próprio Rio Grande do Norte.

Durante a entrevista, Fátima afirmou que não generaliza todos os adversários, mas disse que uma fatia significativa da oposição tem origem no bolsonarismo e atua de forma movida por ódio político. “O que nós temos visto aqui no Rio Grande do Norte é uma oposição, uma parte, boa parte dela — também não generalizo tudo — que se alimenta de origens bolsonaristas. Ela faz uma oposição de uma maneira muito desqualificada. É criticar por criticar”, declarou.

A governadora disse que esse comportamento vai além da disputa política tradicional e se manifesta em ataques que, segundo ela, chegam a ultrapassar limites institucionais e pessoais. “Eu vejo uma misoginia sem tamanho. Os ataques são elevados de canalhice, de desrespeito. Ou seja, é uma oposição muito virulenta, desqualificada”, afirmou.

Fátima também acusou setores da oposição de espalharem informações falsas para desgastar sua gestão e sua imagem política. “É mentirosa. Ficam se alimentando de fake news. É uma fake news atrás da outra”, disse.

Apesar das críticas, a governadora afirmou que não rejeita o papel da oposição em uma democracia. Segundo ela, quando exercida com responsabilidade e espírito público, a crítica política pode inclusive contribuir para aperfeiçoar a gestão. “Uma oposição quando é feita com senso de responsabilidade, com espírito público, ela inclusive ajuda o governo”, afirmou.

Comissão especial vai analisar PEC da eleição indireta

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte instalou, nesta quarta-feira 11, a comissão especial que será responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 03/2022, que trata dos procedimentos a serem realizados no caso de vacância dupla no Governo do Estado (como mortes ou renúncias do governador e do vice-governador) nos dois últimos anos do mandato.

A PEC tem o objetivo de estabelecer na Constituição do Estado um entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, a Constituição do Estado determina que, em caso de vacância dupla no governo no último ano do mandato, o cargo deve ser ocupado até o fim (5 de janeiro do ano seguinte) pelo presidente da Assembleia Legislativa ou, se houver recusa, pelo presidente do Tribunal de Justiça.

Em março de 2025, porém, o STF invalidou essa regra, determinando que, no caso de vacância dupla nos dois últimos anos, o Estado precisa realizar novas eleições (diretas ou indiretas) para escolher governador e vice para um mandato tampão. Seguindo o que determina a Constituição Federal, quando a vacância dupla ocorre no último ano de mandato, o caminho é a realização de eleição indireta.

O Rio Grande do Norte caminha para ter essa situação em abril, quando são esperadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB).

Durante o encontro, os parlamentares elegeram por unanimidade o deputado Gustavo Carvalho (PL) para a presidência da comissão especial. A vice-presidente será a deputada Cristiane Dantas (Solidariedade).

O relator será o deputado estadual Francisco do PT, que agora tem 10 dias para apresentar parecer sobre a proposta. A apreciação do relatório está prevista para ocorrer em reunião marcada para o dia 25 de março, às 9h.

Os outros dois membros da comissão são Isolda Dantas (PT) e Hermano Morais (PV).

Em 4 de março, mesmo antes da oficialização da mudança constitucional, a Assembleia aprovou por unanimidade um projeto de resolução que estabelece as regras para a realização da eventual eleição indireta. O texto aguarda promulgação pelo presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB). Segundo o texto, a eleição indireta deverá ser realizada em até 30 dias depois da vacância dupla.

Agora RN

Boulos e Lula sugerem mais uma taxa, agora para entregadores

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O governo federal quer acelerar a implementação da lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defende que a ausência de normas claras favorece as grandes plataformas e prejudica os trabalhadores, tornando necessária a criação de regras que equilibrem essa relação comercial.

Uma das principais preocupações da classe trabalhadora é o efeito inverso: o risco iminente de uma redução nos ganhos. Isso porque, além do repasse às plataformas, agora os motoristas teriam que contribuir com a Previdência. A perda de autonomia é outra preocupação pertinente, com possíveis imposições sobre a carga horária de trabalho.

Boulos afirmou que foi criado um grupo de trabalho como ministros do governo Lula para ouvir as demandas dos trabalhadores. Entre as críticas estão as atuais taxas de retenção, que podem chegar a 50% do valor pago pelo cliente. Argumenta-se que é injusto o trabalhador arcar sozinho com os custos operacionais enquanto as empresas ficam com metade do faturamento.

A proposta central estabelece o pagamento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega ou corrida, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado. O objetivo é garantir uma remuneração base que cubra os custos operacionais dos prestadores.

Outro ponto de questionamento é o sistema de “entregas agrupadas”, onde a plataforma cobra o valor integral de clientes próximos, mas não repassa o proporcional aos entregadores. O governo busca assegurar que esses ganhos logísticos sejam distribuídos de forma mais justa.

Para agilizar a votação, os ministros Luiz Marinho e Gleisi Hoffmann reuniram-se com o presidente da Câmara, Hugo Motta. O objetivo é dar celeridade ao relatório do deputado Augusto Coutinho, garantindo segurança jurídica e direitos mínimos à categoria ainda este ano.

Pleno News

Oposição aposta que Fátima Bezerra não renuncia e vai concluir mandato

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A possibilidade de uma eleição indireta para o Governo do Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao cargo para disputar o Senado em 2026, ainda é tratada com cautela por parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa. Para o deputado estadual da direita, Tomba Farias (PL), o cenário mais provável é que a governadora permaneça no cargo até o fim do mandato. “Ela fica no governo até o fim. Porque ela não tem os votos. Ela só renunciará se tiver a certeza de que tem os votos”, afirmou o parlamentar em entrevista ao Diário do RN.

Pelas regras, caso a renúncia ocorra no último ano de mandato, a escolha do novo governador é feita de forma indireta pela Assembleia Legislativa, que reúne 24 deputados estaduais. Para vencer, o candidato precisa de maioria simples, ou seja, pelo menos 13 votos. Segundo Tomba, a direita ainda não discute nomes para uma eventual disputa justamente porque não acredita que a governadora vá abrir mão do cargo sem a garantia de eleger um sucessor.

“Deixa eu fazer uma pergunta: Fátima vai renunciar? Fátima sai do governo? Se ela não tiver votação, ela sai? Então, se ela não sai, não tem eleição. Como é que nós vamos botar os carros na frente dos bois? Nem Rogério Marinho conversou nada com a gente ainda sobre isso. A gente não tem nem certeza que tem que começar a trabalhar nisso. Quem está trabalhando muito é a esquerda, mas a esquerda está trabalhando para ver se tem os votos”, afirmou.

O deputado avalia que, hoje, nenhum dos grupos políticos possui os 13 votos necessários para garantir a eleição de um candidato. Para ele, esse equilíbrio de forças explica por que o debate ainda não avançou de forma concreta entre os parlamentares. “O problema é que nós (a direita) temos hoje dez votos. Precisa de 13. Quem é que tem 13 votos? Ninguém. Se tem alguém que tem votos, somos nós da direita. A esquerda não tem 13. O centro não tem 13”, disse.

A lógica do deputado vem sendo considerada nos bastidores por diferentes grupos políticos. Se Fátima não conseguir a maioria, não haverá eleição indireta, porque ela não renunciará.

Nesse cenário de forças equilibradas, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), é apontado por diferentes grupos como o principal articulador e possível fiel da balança na definição de um nome capaz de reunir maioria. Recentemente, chegou a circular nos bastidores a hipótese de um nome considerado conciliador: o do secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha (PSD), que possui trânsito em diferentes grupos políticos.

No entanto, fontes próximas à presidência da Assembleia negam que essa possibilidade esteja sendo discutida neste momento. Segundo essas fontes, o nome de Saldanha não foi tratado por Ezequiel nem com o próprio secretário nem com o governo estadual, o que indica que, ao menos por enquanto, ele não integra as negociações.

Nomes ligados ao PT afirmam que o partido vai continuar insistindo em um candidato dos seus quadros. “O PT vai bater o pé. Tem que ser alguém do PT”, afirmou à reportagem um interlocutor próximo ao partido.

O partido da governadora insiste em Cadu Xavier, o candidato que vem sendo trabalhado até agora. Entretanto, entende que o pré-candidato enfrenta mais dificuldades por ser o nome do grupo para a eleição de outubro, enquanto Francisco do PT poderia representar uma alternativa de negociação. O deputado, inclusive, é apontado por parlamentares de centro pela maior capacidade de diálogo por já integrar a própria Assembleia.

Francisco admitiu, em conversa com o Diário do RN, que a prioridade pessoal é disputar a reeleição para deputado estadual em 2026, mas não descarta participar de um eventual projeto partidário caso seja necessário: “O projeto que eu venho trabalhando é o da reeleição à deputada estadual. Eu tenho dito isso em todo lugar. Mas eu tenho 35 anos de filiação ao PT, todos os mandatos que exerci foram pelo partido, então tenho compromisso partidário e coletivo”, disse.

Nos bastidores da Casa, o cenário é de forte resistência a um nome diretamente ligado ao PT.

Mesmo assim, o partido ainda aposta na construção de um acordo político mais amplo e não trabalha, neste momento, com outras alternativas fora da legenda. Cadu continua sendo prioridade do projeto, mas o grupo dá a entender que tem uma carta na manga: “Ainda vamos usar acordo. Então não se discute isso agora”, garante o interlocutor do PT.

Diário do RN

Prefeito Paulinho Freire apresenta ao Banco Mundial projetos para transformar mobilidade e orla de Natal

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O prefeito de Natal, Paulinho Freire, recebeu o especialista sênior em transportes do Banco Mundial, Carlos Bellas Lamas, na tarde desta quarta-feira (11), no salão nobre do Palácio Felipe Camarão, para uma reunião estratégica voltada à apresentação e discussão de uma carteira de projetos estruturantes de médio e longo prazos para a capital potiguar. Os projetos são divididos em três eixos.

Para Paulinho, o diálogo com organismos internacionais é fundamental para viabilizar projetos estruturantes que possam transformar Natal de forma planejada e sustentável.“O encontro com o Banco Mundial é um passo importante para fortalecer o planejamento estratégico de Natal. Estamos apresentando projetos que pensam a cidade para o futuro, com mobilidade mais eficiente, infraestrutura resiliente e valorização das nossas áreas turísticas. Nosso compromisso é buscar parcerias e investimentos que contribuam para desenvolver ainda mais o município e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou o prefeito.

Durante a reunião, o chefe do Executivo natalense apresentou ao representante do Banco Mundial um conjunto de propostas organizadas em três eixos estratégicos. O primeiro trata da mobilidade urbana sustentável, com propostas de reestruturação dos principais corredores viários da cidade, implantação de faixas exclusivas para ônibus, ampliação da malha cicloviária, além da modernização e progressiva eletrificação da frota do transporte público coletivo.

O segundo contempla ações de macrodrenagem e resiliência urbana, com obras voltadas ao enfrentamento de alagamentos históricos em áreas críticas da cidade, especialmente nas zonas Oeste, Norte e Sul. Dentre as iniciativas, estão a ampliação de galerias de drenagem, criação de novas lagoas de captação e retenção e a implantação de soluções baseadas na natureza para o manejo das águas pluviais.

Por fim, o terceiro eixo envolve projetos de urbanização e requalificação da orla marítima e fluvial, além de áreas de interesse turístico. As propostas incluem reurbanização de calçadões, ciclovias e equipamentos de lazer, melhoria da acessibilidade, controle da erosão costeira e integração desses espaços ao sistema de mobilidade urbana da cidade.

O especialista do Banco Mundial, Carlos Bellas, agradeceu a receptividade da gestão municipal e destacou a importância do diálogo para avançar em soluções estruturantes para a mobilidade urbana. “Para nós, do Banco Mundial, é muito importante avançar na melhoria da mobilidade urbana das diferentes capitais e cidades importantes do Brasil. Acredito que hoje saímos desta reunião com um passo importante, com a aprovação do prefeito para iniciarmos o trabalho de preparação de um futuro pleito de financiamento junto ao Banco Mundial. A ideia é estruturar projetos que possam ajudar a resolver grande parte dos desafios de mobilidade da cidade, especialmente na Zona Norte de Natal”, afirmou Bellas.