18 de março de 2026 às 04:09
18 de março de 2026 às 04:33
FOTO: GETTY
O Irã atacou Tel Aviv com bombas de fragmentação, em uma ação que, segundo o país, foi uma retaliação ao assassinato do chefe do Conselho de Segurança iraniano, Ali Larijani, após uma ofensiva de Israel, informou a televisão estatal iraniana nesta quarta-feira (18).
Israel afirmou que o Irã tem usado repetidamente bombas de fragmentação, que se dispersam em múltiplos explosivos menores no ar e se espalham por uma vasta área, tornando-as difíceis de interceptar. O ataque à densamente povoada Tel Aviv nesta madrugada matou duas pessoas, elevando o número de mortos em Israel devido à guerra para pelo menos 14 pessoas.
No Irã, um projétil atingiu uma área próxima à usina nuclear de Bushehr na noite de terça-feira (17), mas não causou danos ou feridos, informou o Irã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou seu apelo por máxima contenção durante o conflito para evitar o risco de um acidente nuclear.
Israel e os Estados Unidos afirmaram que impedir o Irã de desenvolver um programa de armas nucleares era um dos objetivos dos ataques lançados há mais de duas semanas, que mataram o líder supremo do país e muitos outros altos funcionários.
O governo iraniano confirmou na terça-feira o assassinato de Larijani, a figura de mais alto escalão alvejada desde o primeiro dia da guerra entre os EUA e Israel, quando um ataque israelense matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que Larijani liderava como secretário, afirmou que o filho de Larijani e seu vice, Alireza Bayat, também foram mortos em um ataque israelense na noite de segunda-feira (16).
Os assassinatos seletivos ocorreram em um momento em que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã não mostra sinais de desescalada.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores iraniano para “reduzir as tensões ou estabelecer um cessar-fogo com os Estados Unidos”, segundo um alto funcionário iraniano que pediu para não ser identificado.
Khamenei, participando de sua primeira reunião de política externa desde sua nomeação, disse que “não é o momento certo para a paz até que os Estados Unidos e Israel sejam subjugados, aceitem a derrota e paguem indenizações”, de acordo com o funcionário.
O funcionário não esclareceu se Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em fotos ou na TV desde que foi nomeado na semana passada para substituir seu pai assassinado, participou da reunião pessoalmente ou remotamente.
17 de março de 2026 às 17:15
17 de março de 2026 às 10:12
FOTO: EFE
O Ministério da Defesa de Israel afirmou nesta terça-feira (17) que matou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, nos bombardeios realizados na noite desta segunda (16) contra “infraestruturas do regime” iraniano.
– Larijani e o comandante da [milícia] Basij foram eliminados esta noite e se juntaram ao chefe do plano de destruição, [o ex-líder supremo iraniano Ali] Khamenei, e a todos os membros frustrados do eixo do mal nas profundezas do inferno – disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em comunicado divulgado nesta terça.
Minutos antes, o departamento de imprensa do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia emitido um breve comunicado assegurando que o líder ordenou “a eliminação de altos funcionários do regime iraniano”, acompanhado de uma foto do chefe de governo ao telefone junto a um comando militar.
Larijani era considerado uma das figuras políticas mais influentes do regime iraniano e havia sido descrito pela imprensa árabe como o “homem mais importante, atrás apenas de figuras-chave como Mojtaba Khamenei”.
Sua última aparição pública ocorreu na última sexta (13), quando participou, junto a outras autoridades e milhares de pessoas, de uma marcha na capital iraniana para desafiar as ameaças ao Irã e manifestar seu repúdio à guerra contra seu país.
Além disso, ele foi presidente do Parlamento iraniano por mais de uma década e ex-comandante da Guarda Revolucionária. Possuía também uma sólida formação acadêmica, com mestrado em Filosofia pela Universidade de Teerã e licenciatura em Matemática e Informática pela Universidade de Sharif.
Após o anúncio de sua morte por parte de Israel, a conta de Larijani na rede social X publicou uma carta escrita à mão, supostamente redigida pelo próprio dirigente iraniano e sem relação aparente com a notícia, na qual lamenta o falecimento de membros da Marinha iraniana. O documento não possui data.
ALTA ROTATIVIDADE NA CÚPULA IRANIANA Sobre a execução de Larijani, Katz afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se recentemente à “alta taxa de rotatividade na cúpula iraniana” e que agora esta “está inclusive aumentando”.
– As Forças de Defesa de Israel continuam operando no Irã com grande força contra alvos do regime, suprimindo a capacidade de lançamento de mísseis e destruindo infraestruturas estratégicas fundamentais em todas as áreas, o que faz o Irã retroceder décadas – acrescentou Katz.
Nesta manhã, as Forças de Defesa de Israel (FDI) também anunciaram em comunicado que atacaram simultaneamente “infraestruturas do regime” nas cidades de Teerã, Shiraz e Tabriz.
– Dezenas de aviões de combate da Força Aérea, guiados pela Inteligência Militar, completaram ontem [segunda-feira] um ataque aéreo em larga escala (…). Foram lançadas dezenas de munições sobre as sedes dos organismos de segurança – detalharam as FDI em sua nota sobre os impactos em Teerã, informando que, entre as instalações afetadas, estavam o Ministério da Inteligência e sedes da milícia Basij.
17 de março de 2026 às 13:30
17 de março de 2026 às 10:01
FOTO: ILUSTRAÇÃO
Nessa segunda-feira (16), Cuba sofreu um novo apagão em escala nacional, o sexto em apenas um ano e meio. A informação foi divulgada pelo Ministério de Energia e Minas do país.
– Ocorreu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional (SEN). As causas estão sendo investigadas, e os protocolos para o restabelecimento começam a ser ativados – informou a pasta em redes sociais.
Com base em experiências anteriores, o restabelecimento do SEN é um procedimento lento e trabalhoso que pode demorar dias e que passa por começar a gerar energia com as fontes de partida simples (solar, hidrelétrica, motores de geração) para atender pequenas áreas que depois se interconectam.
O objetivo é levar o quanto antes energia suficiente para as usinas termelétricas, o pilar da geração elétrica em Cuba, para que elas possam dar a partida novamente e produzir energia em grandes quantidades para satisfazer a demanda.
Cuba já previa que ocorressem longos apagões durante todo o dia e que, no momento de maior demanda, 62% do país ficasse simultaneamente sem energia.
Nove das 16 unidades de geração termelétrica do país não estavam em funcionamento por avarias ou trabalhos de manutenção (sendo que esta fonte é responsável por 40% da matriz energética).
Especialistas independentes indicam que a crise energética cubana responde a uma combinação de subfinanciamento crônico do setor e o atual bloqueio americano. O governo cubano destaca sobretudo o impacto das sanções americanas e acusa os EUA de “asfixia energética”.
Diversos cálculos independentes estimam que seriam necessários de 8 bilhões a 10 bilhões de dólares para sanear o sistema de energia elétrica.
Os apagões prejudicam a economia, que encolheu mais de 15% desde 2020, segundo números oficiais.
Além disso, foram o estopim dos principais protestos dos últimos anos, incluindo os ocorridos há poucos dias em Havana e Morón.
17 de março de 2026 às 08:00
17 de março de 2026 às 04:56
FOTO: REPRODUÇÃO
A modalidade de fetiche incomum é conhecida como “findom” (dominação financeira). Uma representante dela, que atende pela alcunha de Lola Sharp, está fazendo fortuna como dominatrix financeira explorando suas “vítimas”.
Tudo o que ela tem que fazer é pedir dinheiro. Homens “dominados” não conseguem dizer “não” a ela.
Em vez de procurar um “sugar daddy”, Lola procura homens que façam dela uma “mimada profissional”.
Na findom, pessoas submissas (homens na grande maioria) têm prazer em dar dinheiro ou presentes a quem as domina. Normalmente, e no caso de Lola, esses relacionamentos de findom não envolvem contato sexual.
Segundo a britânica, ela “domina a arte de ser paga para existir”.
“Uma vez, pedi a um homem que me enviasse 100 libras e, para minha surpresa, ele me enviou 1.000 libras. Achei que fosse um engano. Não era. Bem-vindo ao mundo do findom”, contou a moradora do Reino Unido em vídeo compartilhado na web.
Em “troca”, continuou Lola, o doador ouviu que Lola “o deixaria na miséria”. E ele adorou.
“Moral da história: seja ousada. Quem não pede, não recebe”, finalizou ela, em reportagem no “Sun”.
Em outro vídeo, a britânica declarou:
“Sem brincadeira, este carro em que estou sentada agora no meu apartamento, minha empresa, as férias que tiro, tudo isso é financiado basicamente por ser arrogante e malvada com os homens. Eu construí uma marca bem grande (não revelou qual), diria que estou me saindo muito bem com ela. Estou monetizando a indústria adulta nos meus próprios termos, então nada de conteúdo explícito, basicamente só eu sendo eu mesma e provocando um pouco os homens.”
17 de março de 2026 às 04:27
17 de março de 2026 às 04:36
FOTO: GETTY
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a jornalistas na Casa Branca, nesta segunda-feira (16), que projeta a possibilidade de assumir a gestão de Cuba. Durante uma interação no Salão Oval, o líder americano expressou sua expectativa sobre o futuro político da ilha.
“Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle de Cuba, de alguma forma”, afirmou o presidente aos profissionais de imprensa presentes.
A fala de Trump ocorre em um momento de aproximação diplomática. Na última semana, o presidente já havia sinalizado que Washington mantém diálogos com as autoridades cubanas. Segundo uma fonte da Casa Branca ouvida pela agência Reuters, Trump defende que os dirigentes da ilha devem aceitar um tratado e que tal entendimento “seria muito fácil de ser feito”. Essa posição reforça declarações prévias do governo americano após Havana ratificar que as tratativas diplomáticas foram iniciadas.
Pelo lado cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel confirmou na sexta-feira que a administração comunista abriu canais de negociação com os Estados Unidos. O movimento de Havana acontece em um contexto de severa deterioração econômica, intensificada pelo bloqueio ao suprimento de petróleo estabelecido pela gestão Trump.
Uma fonte oficial da presidência dos EUA, que preferiu não ser identificada, reiterou o otimismo do chefe de Estado. “Como o presidente declarou, estamos conversando com Cuba, cujos líderes devem fazer um acordo, que ele acredita que ‘seria muito fácil de ser feito’”, reportou a autoridade.
16 de março de 2026 às 17:45
16 de março de 2026 às 10:11
FOTO: REUTERS
O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (16) que destruiu um avião usado pelo falecido Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, no aeroporto Mehrabad, em Teerã, durante a noite.
De acordo com a força militar, a aeronave era utilizada por altos funcionários e autoridades militares iranianas em viagens dentro do país e para o exterior, além de servir para coordenar ações com países aliados.
O Mehrabad é um dos aeroportos mais antigos de Teerã e hoje opera principalmente voos domésticos e regionais. Além de ser o mais movimentado para voos internos, a instalação tem uso misto, abrigando também equipamentos da força aérea iraniana.
16 de março de 2026 às 17:00
16 de março de 2026 às 14:20
FOTO: REUTERS
Apenas horas após o presidente Donald Trump ordenar ataques ao programa nuclear do Irã em junho passado, o vice-presidente JD Vance apareceu em dois programas dominicais diferentes para exaltar o sucesso da missão.
Na ocasião, JD Vance foi tão efusivo que usou a palavra “incrível” ou “incrivelmente” quatro vezes em menos de um minuto.
Dentro de horas após a operação de Trump para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, Vance estava no X publicando uma defesa combativa da legalidade da operação.
Já se passaram duas semanas desde que Trump iniciou uma guerra com o Irã, e Vance ainda não ofereceu nada parecido com esses votos públicos de confiança.
Isso continuou na sexta-feira (13) quando um repórter lhe perguntou o que ele havia aconselhado a Trump inicialmente e mais recentemente. Vance deu uma resposta extensa, mas evitou dar sua opinião pessoal sobre a guerra.
“Odeio desapontá-lo, mas não vou aparecer aqui e, na frente de Deus e de todo mundo, dizer exatamente o que eu disse naquela sala”, afirmou aos repórteres na Carolina do Norte, referindo-se à Sala de Situação.
“Parcialmente because não quero ir para a prisão, e parcialmente, porque acho importante que o presidente dos Estados Unidos possa conversar com seus conselheiros sem que esses conselheiros fiquem falando para a mídia americana”, continuou Vance.
Não está claro como Vance compartilhar suas opiniões seria um crime, e ele foi questionado de forma mais ampla sobre seu conselho a Trump, não sobre algo secreto.
Foi uma resposta estranha, mas reveladora quanto à forma como Vance tem evitado esse assunto. Na verdade, seus comentários mais noticiáveis até agora foram suas garantias de que a guerra não seria prolongada.
A falta de apoio público forte de Vance tem sido notória há algum tempo, mas está se tornando ainda mais evidente.
A CNN reportou que Vance inicialmente aconselhou contra outra guerra no Oriente Médio, mas mudou sua postura quando ficou claro que Trump favorecia a ação militar e defendeu que o presidente atacasse rapidamente e decisivamente.
As reservas iniciais do vice-presidente se alinham com seus comentários anteriores defendendo as virtudes do não-intervencionismo.
Como senador, Vance escreveu um artigo de opinião em 2023 argumentando que Trump foi um presidente bem-sucedido em grande parte porque se manteve fora de guerras.
Em 2024, o vice disse que uma guerra com o Irã, especificamente, não era do interesse dos EUA e seria uma “enorme distração de recursos”. Ele alertou sobre guerra em 2020, quando Trump ordenou a morte de um comandante iraniano.
Mensagens privadas do aplicativo “Signal-gate”, no ano passado, sugeriram que Vance estava cético quanto aos ataques de Trump contra os rebeldes Houthi do Iêmen.
Mas ele é o vice-presidente de Trump. E para um presidente que frequentemente exige fidelidade servil daqueles ao seu redor — incluindo seu número 2 — tem sido surpreendente ver Vance tentando manter sua posição pelo menos um pouco neutra.
Críticos da administração verão a política em ação, ou seja, Vance estaria tentando se proteger antes da campanha presidencial de 2028. Mas sua abordagem distante também poderia ser uma vulnerabilidade política.
Com a guerra tendo baixa aprovação na maioria das pesquisas, a Casa Branca frequentemente aponta para seu forte apoio dentro do movimento MAGA (Make America Great Again). No entanto, aqui está o segundo político MAGA mais poderoso do país, que nem sequer oferece muito de seu apoio político.
E isso não é nem um pouco sutil.
Embora Vance tenha sido rápido em recorrer ao X para defender a administração após a operação na Venezuela em janeiro, ele tem estado muito quieto nas redes sociais nas últimas duas semanas. Na verdade, ele fez apenas oito postagens em sua conta pessoal desde que a guerra começou.
Vale notar, no entanto, que Vance parece ter se afastado das redes sociais nos últimos meses, mesmo antes do início da guerra.
Embora algumas das postagens em suas contas pessoal e oficial sejam sobre o Irã, estas são principalmente sobre militares mortos e compartilhamento de comentários de Trump em vez de opiniões dele próprio.
Ele também publicou uma entrevista que concedeu à Fox News sobre o Irã. Mas enquanto o tema daquela entrevista de 2 de março era o Irã, Vance evitou em grande parte dar sua opinião sobre a guerra.
Significativamente, ele repetidamente apontou para o que Trump estava pensando ou dizendo: “o presidente estava observando”; “o presidente determinou”; “ele viu isso”; “ele queria garantir”; “o presidente tem sido extremamente claro”; “o presidente apenas quer”; “o objetivo do presidente”; e “o presidente ficará feliz.”
Até certo ponto, esse é o trabalho de Vance — falar sobre as visões do presidente. Mas após os ataques de junho ao programa nuclear do Irã, ele passou a falar muito mais em termos do que ele, pessoalmente, pensava e sentia.
E o grande destaque daquela aparição na Fox foi Vance garantindo que isso não seria um processo de décadas como no Iraque e no Afeganistão.
Suas outras aparições públicas têm sido rasas em comentários sobre o Irã. Ele mencionou brevemente os militares mortos em um discurso para a Associação Internacional de Bombeiros na segunda-feira, da semana passada. E no discurso de sexta-feira (13) na Carolina do Norte, que focou principalmente na economia.
Vance não é o único que tem sido questionado sobre divergências entre ele e a administração. Quando perguntados sobre esse assunto, nem Trump, nem o secretário de Defesa Pete Hegseth protestaram muito contra a ideia de que Vance está em uma posição diferente da do presidente.
Quando Trump foi questionado se havia algum desacordo entre ele e Vance, ele respondeu: “Não acho. Não. Não. Nos damos muito bem nisso.”
Mas então Trump sugeriu que havia algo nisso: “Ele era, eu diria, filosoficamente um pouco diferente de mim.”
“Acho que ele [Vance] estava talvez menos entusiasmado em ir, mas estava bastante entusiasmado.”
Questionado sobre se existe uma “divisão” entre Vance e Trump, Hegseth evitou uma resposta direta.
“Quanto ao vice-presidente, ele é um membro incrível, líder desta equipe também, ao lado do presidente e do secretário de Estado”, disse Hegseth, acrescentando que esta equipe dá opções a Trump, “e o vice-presidente, todos os dias, é uma voz fundamental nisso — uma voz indispensável, na verdade.”
Por qualquer razão, seja filosófica, política ou ambas, Vance não está nos dando nada para contestar a narrativa de que ele não está totalmente alinhado. E a administração está permitindo que ele mantenha sua distância.
Mas resta saber por quanto tempo essa postura pode ser mantida conforme a guerra continua.
16 de março de 2026 às 15:30
16 de março de 2026 às 10:26
FOTO: EFE
Agora em sua terceira semana, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deve levar entre quatro a seis semanas para ser concluída, de acordo com previsões do Pentágono, afirmou neste domingo (15) o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett.
Em entrevista à CBS News, Hassett disse que até este sábado (14), o departamento de defesa norte-americano acreditava que levaria de quatro a seis semanas para “completar a missão”, e que os EUA “estão adiantados”.
– Esperamos que a economia global tenha um grande choque positivo assim que isso acabar – previu o principal assessor econômico do governo Trump.
Segundo Hassett, as estimativas do Pentágono são de que os ataques ao Irã tenham custado cerca de 12 bilhões de dólares (R$ 64 milhões) até o momento.
Também durante entrevista ao mesmo canal hoje, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, questionado sobre quanto tempo o conflito iria se estender, respondeu que, na pior hipótese, “serão semanas, e não meses”.
Também avaliou que o cenário iria melhorar bastante após o encerramento da guerra.
– Teremos um período temporário de preços de energia elevados, mas não será longo. No pior cenário, são semanas, e não meses – disse.
Wright e Hassett, assim como outros altos funcionários da administração Trump, têm tentado controlar o ânimo dos americanos em meio à escalada dos preços de energia, defendendo que o objetivo de eliminar a ameaça do Irã à estabilidade do Oriente Médio vai valer a pena.
– Por 47 anos, o Irã travou guerra contra os Estados Unidos e, ao longo desses 47 anos, eles tentaram minar o desenvolvimento energético e a infraestrutura energética de todos os seus vizinhos, como estão fazendo agora, e é hora de pôr um fim nisso – declarou Wright.
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