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Categoria: Economia

Procon Natal consta aumento no preço da espiga de milho verde na capital

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O consumidor natalense está pagando mais caro pelo milho das festas juninas. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, o aumento, em relação ao ano passado, chega a 23,68%. O levantamento foi feito nas duas primeiras semanas do mês e percorreu as tradicionais feiras, pontos de vendas locais e supermercados.

As espigas de milho verde, segundo a pesquisa, estão sendo comercializadas a um preço médio de R$ 0,95. Em 2022 o consumidor local pagava, em média, R$ 0,73, ou seja, um aumento de R$ 0,22 de um ano para o outro.

Os pesquisadores do Procon Natal estiveram nas feiras montadas no Conjunto Santa Catarina, Igapó, Panorama, Carrasco e Rocas. O preço médio encontrado nas feiras livres foi de R$ 1,00, na primeira e segunda semana do mês. A pesquisa também abrangeu os pontos tradicionais de vendas como o Centro de Agricultura da Família, Canteiro das avenidas das Alagoas, João Medeiros Filho, Itapetinga, Tomás Landim.

Este ano a prefeitura abriu dois pontos de vendas de milho verde. Um na praça da árvore em Mirassol e outro no largo do Arena das Dunas. O preço médio da espiga de milho nesses locais foi de R$ 1,00 na primeira semana e de R$ 0,80 na segunda semana, a redução no preço encontrada na segunda semana deve-se ao aumento nos pontos de vendas, crescendo a concorrência.

Nos estabelecimentos comerciais (supermercados e similares) os pesquisadores encontraram o produto  vendido em bandeja com cinco unidades.  Nesse caso, o preço médio, na primeira semana foi de R$ 8,55. Na segunda semana, nos mesmos estabelecimentos, a pesquisa encontrou um preço médio de R$ 7,75. 

A mão de milho com 50 unidades, foi encontrada a um preço médio de R$ 41,25.  No ano passado essa mesma quantidade de milho era vendida por R$ 36,25, ou seja, uma variação de 12,12%, isso representa um custo para o consumidor de R$ 5,00 de um ano para o outro.

Mão de milho

Nas feiras livres no ano passado o preço médio encontrado pela pesquisa foi de R$ 35,00, Já esse ano o preço médio da mão de milho nas feiras é de R$ 40,00, de acordo com a pesquisa feita na primeira e segunda semanas do mês. O maior preço encontrado pela pesquisa foi de R$ 45,00 e o menor a R$ 30,00.

Nos pontos de venda, a mão de milho apresentou preço médio de R$ 42,50, enquanto no ano passado era vendido a R$ 37,50. Na primeira semana desse ano o preço médio da mão de milho nos pontos de venda era de R$ 45,00, já na segunda semana o preço médio encontrado foi de R$ 40,00, uma redução de R$ 5,00.

Após críticas, 3R Petroleum diminui preço da gasolina do RN em 6 centavos

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A Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, na Costa Branca potiguar, baixou em cerca de R$ 0,06, os preços da gasolina e do diesel vendidos à distribuidoras no Rio Grande do Norte. A decisão ocorreu após a 3R Petroleum, empresa que assumiu há alguns dias o controle da refinaria, ser duramente criticada na 96 FM por chegar já com um anúncio de elevação nos valores, o que fez ser mais barato para os postos do Rio Grande do Norte “importarem” gasolina da Paraíba, que comprar no próprio Estado – veja no vídeo acima:

Os novos valores foram consultados nos preços de produtos disponibilizados publicamente no site da empresa, conforme norma da Agência Nacional de Petróleo (ANP). No caso do diesel, a redução foi de quase R$ 0,07. No dia em que a 3R Petroleum assumiu as operações da refinaria, a empresa aumentou em R$ 0,51 no preço do óleo diesel A S500 vendido às distribuidoras. No caso da gasolina tipo A, a alta chegou a R$ 0,23.

Em reunião com a nova empresa proprietária da Refinaria Clara Camarão, na última terça-feira (13), o governo do Rio Grande do Norte demonstrou preocupação com o aumento do preço dos combustíveis vendidos para o mercado local desde a semana passada. Segundo comunicado do governo, a governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou estar preocupada com o preço da gasolina acima da média praticada na região Nordeste.

“Em que pese o respeito à autonomia da empresa e às suas decisões, eu não posso deixar de ressaltar a importância de se manter um preço justo dos combustíveis vendidos na refinaria Clara Camarão. Isso tem impacto direto na economia e na vida das pessoas”, disse.

Na primeira visita oficial depois de assumir as operações do Polo Potiguar, onde a refinaria está incluída, o diretor presidente da 3R Petroleum, Matheus Dias, apresentou à governadora um resumo dos planos da empresa para o estado.

Com informações do G1

Gasolina tem aumento de R$ 0,31 em Natal, aponta Procon; confira os menores preços

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O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou, na última segunda-feira (12), uma pesquisa de preço dos combustíveis na capital potiguar. O estudo identificou aumento de R$ 0,31 no preço da gasolina comum em relação ao mês anterior.

De acordo com o Procon, o litro do combustível custava, em média, R$ 5,51 em maio. Nessa semana, já em junho, o preço médio constatado foi de R$ 5,82. O etanol também sofreu variação. Segundo a pesquisa, o valor médio do combustível teve alta de R$ 0,35, subindo de R$ 4,47 para R$ 4,83.

Já o Gás Natural Veicular registrou redução de apenas R$ 0,01, caindo de R$ 4,38 em maio para R$ 4,37 em junho. Por sua vez, o diesel anotou queda de R$ 0,50 no valor médio. Segundo o Procon, o combustível custava R$ 5,50 em maio e teve redução no preço para R$ 5.

O Procon Natal realiza pesquisa de preço de combustível mensalmente em 84 postos de gasolina na cidade do Natal, contemplando as quatro regiões da cidade, analisando os preços entre o mês atual e o anterior.

“Mesmo com preços altos encontrados nas bombas para o consumidor final, em relação ao anterior, o Procon Natal ratifica o quanto é importante o consumidor pesquisar antes de abastecer seu veículo”, pontuou.

Como denunciar

Caso o consumidor, identifique preços muito acima da média encontrada pela pesquisa do Procon Natal, tem que fazer a denúncia com posse do cupom fiscal emitido pelo posto de combustível, na sede do órgão, localizado na rua Ulisses Caldas n° 181, Cidade Alta ou pelos canais de atendimento ao consumidor: telefone: (84) 3232-9050, WhatsApp: (84) 98812-3865 e e-mail: [email protected], para medidas administrativas cabíveis.

Portal da Tropical

Expofruit completa 30 anos em 2023 e espera movimentar R$ 80 milhões

 O EVENTO JÁ COMERCIALIZOU 80% DOS ESTANDES E COM INCREMENTO NO NÚMERO DE EXPOSITORES PASSARÁ A SER A MAIOR FEIRA DO SETOR DA FRUTICULTURA NA AMÉRICA LATINA. FOTO: DIVULGAÇÃO

Entre 23 a 25 de agosto, será realizada mais uma edição da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit, em Mossoró/RN. Um dos eventos mais importantes do agronegócio e da fruticultura irrigada brasileira tem a expectativa de movimentar uma média de  R$ 80 milhões e trazer muitas novidades para o setor produtivo da região.

A feira terá como tema “A riqueza das nossas frutas conquistando o mundo”, reforçando o crescimento das exportações do segmento ocorrido nos últimos anos. “O Rio Grande do Norte é atualmente o maior exportador de frutas do Brasil e tivemos, nos últimos cinco anos, um bom crescimento no volume de exportações. Somente no ano passado, obtivemos um volume total de 253,6 mil toneladas de frutas exportadas, o que representou US$ 163 milhões. As frutas produzidas aqui abastecem quase 20 países, com destaque para a União Europeia, Estados Unidos, Rússia, Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e diversos países do Oriente Médio”, afirma o presidente do Coex – Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, Fábio Queiroga, entidade realizadora da Expofruit.

De acordo com o diretor comercial da feira, João Manoel da Silveira Neto, as vendas estão aquecidas e já foram comercializados mais de 80% dos espaços da feira. “Como esse ano teremos uma feira maior, estamos vendo essa procura com um ótimo indicativo de que teremos mais uma grande Expofruit. A maior nesses 30 anos e nos tornaremos a maior no segmento da fruticultura irrigada na América Latina”.

 Nessa edição, a Expofruit terá uma estrutura maior com 420 estandes, cem a mais em relação à última feira,  que serão distribuídos numa área total de 15 mil m2 e estão sendo comercializados a R$ 4.600. Os interessados podem obter mais informações sobre o evento e a venda dos estandes pelos telefones (84) 3312.6939 e 99950-7931 e pelo email [email protected].

A Expofruit 2023 é uma realização do COEX – Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e da Universidade Federal Rural do Semi-árido (Ufersa) e conta com a promoção da PromoExpo.  A feira tem o patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura de Mossoró/RN, Banco do Nordeste, Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea/RN) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Também possui o apoio do Governo Cidadão, Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn),  Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), Sistema Fiern, Sistema Faern/Senar, Companhia Docas do RN e Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Encontro promovido pela Fecomércio e LIDE RN esclarece pontos da nova Reforma Tributária aos empresários

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Autoridades, empresários e especialistas estiveram reunidos nesta segunda-feira, 12, durante o Encontro-Debate com o tema Brasil em Foco: Debatendo a Reforma Tributária, promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN) e o LIDE RN (Grupo de Líderes Empresariais do Rio Grande do Norte), no Hotel Holiday Inn Natal. 

O evento contou com a participação do secretário extraordinário da Reforma Tributária do Governo Federal, Bernard Appy; o diretor de Economia e Inovação da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Guilherme Mercês; e o secretário estadual da Fazenda e presidente do Comsefaz, Carlos Eduardo Xavier. 

O evento foi mediado pelo presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, e pelo presidente do LIDE RN, Jean Valério, e contou com a presença dos deputados federais, João Maia, Benes Leocádio, Fernando Mineiro, General Girão e Sargento Gonçalves.

A reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional é um tema de extrema importância com impactos relevantes para a economia do país e do estado. Na ocasião, os especialistas apresentaram um panorama com as implicações das mudanças propostas no sistema tributário.

Para o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o país necessita de um crescimento econômico sólido a partir de um melhor ambiente de negócios. “Essas discussões são essenciais para garantir a geração de emprego e renda para os brasileiros. Infelizmente, vivemos em um país com uma carga tributária complexa e excessivamente elevada, o que gera inúmeras dificuldades para os empreendedores e população em geral”, afirmou Queiroz.

Para o secretário extraordinário da Reforma Tributária no Governo Federal, Bernard Appy, a proposta em questão se trata de uma reforma de país. “Isso já vem sendo discutido desde 2019 e já está bastante amadurecido no âmbito do Congresso Nacional. A nossa percepção é de que hoje exista um ambiente favorável à aprovação”, analisa Appy. 

O secretário da Fazenda do Estado, Carlos Eduardo Xavier, explica que há uma leitura, por parte do Governo do RN, de que a proposta atual precisa ser remodelada e que dialogue com o futuro do país nas próximas décadas. “É uma reforma que visa simplificar o nosso sistema tributário mas, também, trazer um viés de justiça social”, afirmou o titular da pasta estadual.   

Setor de Serviços

Atualmente, parte das premissas defendidas pelos empresários do setor terciário foi contemplada na nova proposta, mas, de acordo com a classe produtiva, é preciso garantir uma alíquota diferenciada para todo o setor de serviços. 

Por conta do aumento da carga tributária para o setor de Serviços, que pode crescer em mais de 70%, a Confederação Nacional do Comercio (CNC), defende que deve haver alíquotas diferenciadas não apenas para segmentos específicos – o proposto inicialmente é que haja distinção apenas para as áreas de saúde, educação e transporte público –, mas para todo o setor de Serviços.

Para que não haja aumento da carga tributária para o setor, a CNC propõe uma alíquota máxima de 10,7% para o segmento de Serviços.

De acordo com o diretor de Economia e Inovação da CNC, Guilherme Mercês, a entidade entende que o sucesso da reforma tributária também depende da não cumulatividade plena, bem como crédito para empresas do Simples Nacional.

“A CNC tem apresentando cálculos de impacto e propostas concretas, em frequentes reuniões com os Poderes Executivo e Legislativo. Também temos promovido momentos com os empresários para esclarecer o tema, como este evento que realizamos hoje”, disse Mercês.

O presidente do LIDE, Jean Valério, afirmou que a iniciativa é uma forma de esclarecimento aos empresários “para que possam entender as mudanças previstas e como elas podem impactar a economia do estado”.

A ideia do evento é que as discussões geradas possam resultar em sugestões de mudanças no sistema tributário, além de ser uma oportunidade para que empresários e lideranças locais possam contribuir para o debate nacional.

Dia dos namorados: pesquisa mostra como tributos encarecem presentes

FOTO: VALTER CAMPANATO

Na próxima segunda-feira (12) será comemorado o Dia dos Namorados, mas, de um modo geral, o consumidor não sabe quais são as taxas de tributos que incidem nos principais produtos que compõem a lista de presentes mais procurados nesta época do ano.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra as taxas de tributo projetadas para este ano que impactam no preço final para o consumidor. O perfume importado, por exemplo, é taxado com 78,99%, e o nacional, com 69,13%. No caso do importado, o diretor do IBPT, Carlos Pinto, explicou que pesam também o imposto de importação, o frete, a dolarização, o desembaraço aduaneiro e a taxa de comércio exterior, que elevam o preço do produto internamente.

Os chocolates, sempre lembrados como presente, são tributados em 39,61% e as flores naturais, em 17,71%. Objetos pessoais, como relógios, tem taxação de 56,14% e joias, de 50,44%. Se a opção for por bijuterias, os impostos serão de 43,36%.

No caso de livros, que não têm taxação na saída, os impostos alcançam 15,52%, porque consideram fatores como produção na indústria editorial, energia elétrica, equipamentos, funcionários, frete, gasolina. Outros produtos, como bolsas,têm taxa de tributo que pode atingir 39,95% de cobrança. O preço dos presentes fica mais alto para o consumidor porque os produtos são taxados dentro do país.

Regressividade

Uma característica do sistema tributário brasileiro é esse acúmulo sobre o consumo, disse Carlos Pinto à Agência Brasil. “A gente tem aí um tributo que entra na base de outro tributo, e isso faz com que haja uma parcela extremamente grosseira dentro de um produto que é relativo à tributação”. Ele considera o sistema de tributação brasileiro antagônico ao sistema mundial. Na regra geral, existem três fontes de receita do governo: renda (Imposto de Renda); patrimônio (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, Imposto Predial e Territorial Urbano, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis-ITBI); e consumo.

Quando se tem uma carga tributária elevada sobre o consumo, “não há escapatória para o contribuinte. Porque [no caso de] um carro, por exemplo, que é patrimônio, ele pode dizer que não vai comprar porque o imposto está muito caro. Mas, no consumo geral, não tem jeito. É armadilha, e todo mundo cai”. No Brasil, esse imposto é por dentro. Ou seja, o consumidor não sabe quanto está pagando.

De acordo com Carlos Pinto, o sistema tributário no Brasil é regressivo porque ricos e pobres pagam carga tributária igual sobre um mesmo produto. Em uma geladeira que custa, por exemplo, R$ 3 mil, a carga tributária é de 60%, o que significa que R$ 1,8 mil são tributos. Para um trabalhador que ganha salário mínimo, R$ 1,8 mil representam cerca de 140% do salário dele; quem ganha R$ 10 mil paga 18% do salário. “O sistema regressivo do Brasil é extremamente prejudicial”, afirmou.

Reforma

Para Carlos Pinto, a reforma tributária que está em análise pelo governo é, na verdade, uma simplificação de tributos que incidem sobre o consumo.

“Aí, a gente está falando de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/COFINS)”. Esse momento demonstra a necessidade de fato de o Brasil adotar uma política transparente dos tributos que estão sendo pagos., acrescentou.

A carga de tributos acumulada da indústria até o consumidor final faz com que o produto fique extremamente oneroso. E em épocas em que a oferta é superior, o preço aumenta, o tributo sobe, e toda a cascata aumenta. “´É o efeito cascata que a gente tem.”

Impostômetro

Fundado em 1992, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) dedica-se ao estudo do complexo sistema tributário no país e é reconhecido pelo uso de uma linguagem clara e precisa à sociedade sobre a realidade tributária brasileira.

O IBPT calcula os tributos diretos e os indiretos que estão na etapa de produção.

O instituto também lançou bases e fundamentos para viabilizar a lógica da transparência fiscal, promovendo conscientização tributária, através de projetos como o Impostômetro e o De Olho no Imposto, entre outros. O cadastro é atualizado anualmente ou sempre que a legislação é alterada, como ocorreu na recente mudança no ICMS.

Agência Brasill

Após 3R Petroleum assumir, ficou mais barato “importar” gasolina da Paraíba que comprar no RN

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Um dia depois de assumir a refinaria Clara Camarão, em Guamaré, e aumentar o preço da gasolina e do diesel, a empresa 3R Petroleum acabou por transformar os combustíveis vendidos em Paraíba mais vantajosos do que o comercializado no Rio Grande do Norte, para revendedores do próprio RN. A informação foi trazia por exclusividade por Dinarte Assunção, no Jornal das 6, nesta sexta-feira (9).

Segundo Dinarte, uma tabela recebida por ele (veja o trecho no vídeo acima), mostra que, mesmo pagando frete, é mais barato para os revendedores comprarem gasolina na Paraíba que no Rio Grande do Norte. Por isso, não foram poucas as críticas a medida do 3R Petroleum.

No caso da gasolina tipo A, a alta é de R$ 0,23. A comparação foi feita por empresários e distribuidoras com base nos dados de preços dos produtos disponibilizados pela Petrobras no dia 1º de junho e os preços disponibilizados nesta quinta (8) no site da 3R Petroleum, que assumiu as operações da refinaria.

No dia 1º, a gasolina era vendida pela Petrobras à distribuidoras por R$ 2,68. O novo preço disponibilizado no site da 3R Petroleum é de R$ 2,91. No caso do diesel, o preço passou de R$ 2,85 para R$ 3,36.

RN não vai conceder reajuste a nenhuma categoria neste ano, diz Governo

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A situação financeira do Estado impede que qualquer reajuste salarial seja concedido aos servidores públicos neste ano. É o que afirma o secretário da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), o secretário explicou que os gastos com pessoal têm crescido de maneira que as finanças governamentais estão gravemente comprometidas.

De acordo com Cadu Xavier, o Rio Grande do Norte passa por uma “tempestade perfeita”, com queda na arrecadação após mudanças nas alíquotas de ICMS no ano passado e o aumento significativo da folha de pessoal. De maneira aberta, o secretário explicou que, mesmo sendo favorável à implementação, o piso dos professores implicou diretamente nas finanças do Estado.

“Nada contra os pisos, mas é preciso que os entes tenham condições de arcar com esses gastos. É uma tempestade perfeita. O aumento dos gastos com a perda de receitas trouxe o desequilíbrio. A gente está enfrentando esse desequilíbrio. (O piso dos professores) É o principal calo. Temos que falar abertamente. o Rio Grande do Norte precisa conter o crescimento da folha de pessoal. Ou faz isso, ou não vamos recuperar o poder de investimentos”, disse o secretário.

Segundo o secretário, que enfatizou diversas vezes não ser contrário ao piso, a forma com que ele é aplicado no Rio Grande do Norte é diferente do que acontece na maioria do Brasil. De acordo com ele, o estado é “basicamente” o único que faz o reajuste à categoria fora do que ele entende ser um conceito de “piso”. Isso porque, no estado, mesmo os profissionais que já recebiam acima do valor do piso determinado por lei vão receber os reajustes, que foram de 33% ano passado e quase 15% neste ano. 

“Para se ter uma ideia, o impacto anual em Pernambuco é de R$ 600 milhões por ano, enquanto aqui é de R$ 1 bilhão. E estamos falando de um estado que é maior do que o nosso, que consequentemente tem mais escolas que o nosso e, consequentemente, tem mais professores do que o nosso”, explicou.

Apesar da crítica, Carlos Eduardo Xavier disse que os valores que foram acordados e a forma de pagamento para este ano estão garantidos no planejamento financeiro do Estado. Porém, não há margem para reajustes a outros servidores dos quadros, com a exceção do que já está previsto por lei nos planos de carreira.

“O pagamento do piso já estava no planejamento. A gente consegue absorver no fluxo desse ano o piso dos professores. Novas concessões, não tem condições nesse momento. Não temos condições financeiras de dar nenhum tipo de concessão nesse ano. Nenhum tipo de reajuste nesse ano”, enfatizou o secretário.

ICMS

Sobre a alíquota modal do ICMS, Carlos Eduardo Xavier disse que o Estado não vai revogar a alíquota atual, de 20%, para retornar aos 18% até o fim deste ano. Mesmo com a homologação do acordo para compensação, o secretário diz que não há condições de que o valor retorne a 18% antes de fevereiro do ano que vem. Os deputados e o setor produtivo têm cobrado a redução.

“Do nosso ponto de vista, jurídico e da necessidade que temos, não vê previsão de voltar antes de janeiro. A gente conta com a manutenção dessa alíquota, até para cumprir com as obrigações do ano”, disse o secretário.

Tribuna do Norte