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Categoria: Economia

RN vai na contramão dos estados e reduz investimentos em mais de 40%

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De todos os 27 governos estaduais, o Governo do Rio Grande do Norte foi o que mais reduziu seus investimentos em 2025. Segundo os dados oficiais, a queda nos investimentos do RN foi de 40,8% de janeiro a outubro de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior.

No setor público, investimento são despesas que ampliam o patrimônio e a capacidade de oferta do governo, como obras, construções, aquisição de máquinas e equipamentos, gerando benefícios futuros. Diferencia-se do custeio, cobre as despesas diárias e a manutenção da máquina administrativa (salários, materiais de consumo e serviços).

Os números são de relatórios resumidos de execução orçamentária enviados pelos próprios estados à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Um relatório com os dados foi divulgado na última segunda-feira 12 pelo jornal Valor Econômico. Os dados de 2025 ainda não estão totalmente fechados porque os estados têm até o fim deste mês para divulgar os números do último bimestre do ano passado (novembro e dezembro de 2025).

Em números totais, o Governo do RN investiu R$ 370 milhões de janeiro a outubro de 2025. Foi o terceiro menor valor entre os 27 governos estaduais, à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões) – a população do Rio Grande do Norte é maior que a dos dois estados somados.

Os investimentos subiram em 16 estados e no Distrito Federal. Em 13 deles, o aumento foi superior a 10%, sendo que a taxa superou 30% reais em nove desses entes: Goiás, Rio Grande do Sul, Amapá, Sergipe, Paraná, Maranhão, Acre, Paraíba e Pernambuco.

No Nordeste, apenas dois estados tiveram queda nos investimentos. Além do RN, o outro estado com redução foi a Bahia, com queda de 6,1%. Ainda assim, o governo baiano investiu R$ 5,47 bilhões no período analisado. Estado com população equivalente à do RN, mas com PIB menor, a Paraíba teve investimento de quase R$ 1,8 bilhão de janeiro a outubro de 2025 – quase cinco vezes mais que o estado potiguar.

Procurada pelo AGORA RN, a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) não comentou os números até o fechamento da edição.

RN perdeu parcela do PEF em 2025 por não atender metas fiscais

Um dos fatores que pode ter contribuído para a queda nos investimentos em 2025 foi a saída do Rio Grande do Norte do Programa de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF). Em 2024, com base no programa, o Estado conseguiu um empréstimo de R$ 427 milhões junto ao Banco do Brasil, e o dinheiro foi aplicado na recuperação de estradas.

No ano passado, a expectativa era de uma nova operação de crédito para outros investimentos, mas o Tesouro Nacional não deu aval à transação, sob a alegação de que o governo potiguar não conseguiu cumprir uma meta fiscal – a redução da despesa com pessoal.

Através do PEF, estados e municípios com situação fiscal desfavorável podem buscar empréstimos junto a instituições financeiras com aval da União. Em troca, porém, devem cumprir metas fiscais, sob pena de saída do programa.

Em novembro de 2025, o Governo do RN e o Governo Federal fecharam um acordo para que o Estado volte ao PEF. A retomada vai permitir ao Estado buscar R$ 855 milhões em novos empréstimos. O acordo foi homologado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a volta ao PEF, a gestão estadual se comprometeu a adotar medidas de equilíbrio fiscal. Com o aval, a União vira uma espécie de “fiadora”: ou seja, o Tesouro Nacional arca com as despesas do empréstimo caso o Estado não consiga honrar as parcelas.

Se o Estado cumprir as metas, além dos R$ 855 milhões, poderá captar mais cerca de R$ 430 milhões em uma segunda etapa. Portanto, o acordo permitirá um financiamento total de quase R$ 1,3 bilhão.

Em entrevista ao AGORA RN em novembro, o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, disse que, entre outras medidas, o Estado se comprometeu em promover um “crescimento sustentável” da folha de pessoal. Ele não detalhou, porém, que medidas específicas a gestão pretende implementar para atingir a meta. Já está em vigor no RN, desde o início de 2024, uma lei que prevê que, de um ano para o outro, a despesa com pessoal não pode crescer mais que 80% do avanço da receita.

O economista Alberto Borges, sócio da consultoria Aequus, disse ao Valor Econômico que o aumento nos investimentos dos estados se deveu justamente à evolução das operações de crédito. Essas receitas tiveram alta de 34,4% de janeiro a outubro de 2025 contra iguais meses de 2024. Em igual período, a arrecadação própria dos Estados cresceu a ritmo bem menor, de 2%.

Despesa com pessoal limita investimentos

Um dos principais fatores que limitam a execução de investimentos com recursos próprios no Estado é o gasto com folha de pagamento de salários. No ano passado, o Estado começou a reduzir sua despesa com pessoal, em relação à receita corrente líquida. No segundo quadrimestre de 2025 (de maio a agosto), o percentual ficou em 55,73%. No quadrimestre anterior (janeiro e abril de 2025), a taxa estava em 56,01%. O último relatório de 2025 deverá ser publicado até o fim deste mês.

Apesar disso, o Estado ainda ultrapassou o limite previsto para esse tipo de gasto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para o Poder Executivo (49%).

Além disso, o Rio Grande do Norte segue sendo o estado com o maior gasto com pessoal do Brasil, em termos proporcionais. Também é o único que ultrapassa o limite previsto na LRF. Em 2º lugar, vem Minas Gerais, com 48,52%. O menor gasto, por sua vez, está no Maranhão (30,06%).

Em números: Investimentos do RN em 2025

– Queda nos investimentos: –40,8%

(jan–out/2025 em relação ao mesmo período de 2024)

– Valor investido pelo RN: R$ 370 milhões

(terceiro menor entre os 27 estados)

– Comparativo regional:

Bahia: R$ 5,47 bilhões (–6,1%)

Paraíba: cerca de R$ 1,8 bilhão (quase 5x o RN)

– Ranking nacional:

RN ficou à frente apenas de Rondônia (R$ 350 milhões) e Roraima (R$ 170 milhões)

– Estados com alta nos investimentos: 16 estados + DF

– 9 deles com crescimento acima de 30%

– PEF (Programa de Equilíbrio Fiscal):

RN ficou fora em 2025

Potencial de financiamento com retorno ao programa: até R$ 1,3 bilhão em dois anos

Agora RN

Arrecadação de impostos no RN bate recorde logo no início de 2026

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A arrecadação do Rio Grande do Norte já alcançou R$ 1 bilhão e 486 milhões nos primeiros 13 dias de janeiro de 2026, segundo levantamento da 96 FM com base em dados do Portal da Transparência. O valor foi registrado antes da metade do mês.

Ainda não há detalhamento das despesas de janeiro de 2026 no sistema, pois os dados devem estar em processamento, já que os pagamentos foram concluídos apenas nesta terça-feira (13). No entanto, as informações sobre receitas já estão disponíveis.

Em comparação, durante todo o mês de janeiro de 2025, o estado arrecadou R$ 2 bilhões e 90 milhões. Isso significa que, em menos da metade do período, a arrecadação de 2026 já representa cerca de 75% do total registrado no mesmo mês do ano passado.

Quando o recorte é feito apenas sobre impostos, o crescimento chama ainda mais atenção. Em janeiro de 2025, ao longo dos 31 dias, a arrecadação foi de R$ 992 milhões. Já em 2026, em apenas 13 dias, o estado arrecadou R$ 935 milhões em impostos, valor próximo de todo o montante arrecadado no mesmo período do ano anterior.

Os dados apontam R$ 935 milhões arrecadados em ICMS e R$ 484 milhões em contribuições até o momento. Além disso, ainda há expectativa de entrada de recursos federais. O repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ocorreu no dia 10 de janeiro, mas o valor ainda não aparece no Portal da Transparência. Se seguir o padrão do ano passado, o RN deve receber pelo menos mais R$ 1 bilhão em repasses federais.

Portal 96 FM

Combustíveis em Natal sobem 13,62% em janeiro, aponta Procon

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Os combustíveis em Natal ficaram mais caros em janeiro. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) identificou um aumento médio de 13,62% em relação ao último levantamento de 2025. O estudo foi feito nesta segunda-feira (12) e analisou os preços praticados em 87 postos de combustíveis, distribuídos pelas quatro regiões da capital potiguar. Todos os combustíveis apresentaram aumento, com exceção do gás veicular, que manteve o preço médio de R$ 5,05.

Nos dois últimos meses do ano passado, o cenário era diferente. Em novembro, a gasolina custava, em média, R$ 6,04, enquanto em dezembro o valor caiu para R$ 5,79.

Etanol lidera aumento entre os combustíveis

Em comparação com janeiro de 2025, quando a gasolina comum custava R$ 6,13, o preço médio em janeiro de 2026 chegou a R$ 6,58. Isso representa um aumento de 7,34%, ou R$ 0,45 a mais por litro para o consumidor.

A mesma tendência foi observada nos demais combustíveis. O diesel S-10 passou de R$ 6,18 para R$ 6,45, um acréscimo de 4,36%. Já o etanol apresentou a maior alta: 25,79%. O preço médio saltou de R$ 4,42 para R$ 5,56, gerando um custo adicional de R$ 1,14.

Além disso, em relação a dezembro, quando o etanol custava R$ 4,34, o aumento foi ainda maior, chegando a 28,11%.

Reajuste do ICMS impactou preços em todo o país

Segundo o Procon Natal, os aumentos refletem o reajuste do ICMS, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 em todo o país. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

No caso da gasolina, o imposto subiu R$ 0,10, passando para R$ 1,57 por litro. Já o diesel teve reajuste de R$ 0,05, saindo de R$ 1,12 para R$ 1,17. O aumento é obrigatório e busca compensar a inflação acumulada.

Regiões com os menores preços em Natal

A pesquisa também apontou variações significativas entre bairros e regiões da cidade. As regiões Leste e Oeste registraram o melhor preço médio da gasolina comum, com R$ 6,56.

O diesel S-10 mais barato foi encontrado nas regiões Sul e Leste, com média de R$ 6,43. Já o etanol teve o menor preço médio na região Norte, custando R$ 5,54.

No caso do gás natural veicular, o menor valor foi registrado na região Sul, com R$ 5,02, seguido da região Leste, com R$ 5,03.

Diferença de preços pode gerar economia ao consumidor

A pesquisa reforça a importância de comparar preços antes de abastecer. No etanol, a diferença entre o maior e o menor valor foi de R$ 0,40, variando entre R$ 5,59 e R$ 5,19. A menor tarifa foi encontrada no bairro Potengi, na zona Norte.

Para o diesel S-10, a diferença também chegou a R$ 0,40, com preços entre R$ 6,59 e R$ 6,19, novamente no bairro Potengi.

Já a gasolina comum apresentou variação de R$ 0,24, indo de R$ 6,45, no bairro das Rocas, na zona Leste, até R$ 6,69. A economia pode chegar a 3,72%.

Segundo o levantamento, 63,21% dos postos pesquisados praticavam preços acima da média geral, enquanto apenas 27,59% estavam abaixo.

Como acessar a pesquisa e denunciar abusos

Os dados completos estão disponíveis no site do Procon Natal. O consumidor também pode denunciar possíveis abusos econômicos mediante apresentação do cupom fiscal.

Mesmo sob tarifaço, RN bate recorde no comércio exterior e fecha 2025 com superávit histórico

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O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com o melhor desempenho de sua história no comércio exterior. Mesmo em um cenário internacional marcado por restrições tarifárias, tensões geopolíticas e dificuldades logísticas, o Estado fechou o ano com superávit comercial de US$ 649,6 milhões, resultado considerado expressivo por especialistas e autoridades econômicas.

Os números mostram que as exportações potiguares superaram US$ 1,08 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 436,7 milhões. O saldo positivo representa um crescimento de 18,7% em relação a 2024 e consolida o RN como um dos destaques do Nordeste no comércio internacional.

Para o economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon-RN), Ricardo Valério, o desempenho vai além dos números e reflete uma mudança estratégica do setor produtivo e dos governos. “A balança comercial do Brasil e do RN foi muito satisfatória em 2025. Tivemos crescimento de 5,7% nas exportações, contra 2,4% das importações, o que gerou resultados bastante expressivos”, afirmou.

Segundo ele, no cenário nacional, o Brasil encerrou o ano com US$ 350 bilhões em exportações e US$ 280 bilhões em importações, movimentando uma corrente de comércio próxima de US$ 629 bilhões. “Isso mostra força do setor externo, mesmo diante de dificuldades impostas pelo tarifaço internacional”, explicou.

No caso potiguar, o avanço foi ainda mais significativo. “Batemos todos os recordes. Passamos de mais de um bilhão em exportações para cerca de US$ 436 milhões em importações, gerando um superávit de aproximadamente US$ 650 milhões, o que é extremamente satisfatório para o Rio Grande do Norte”, destacou Valério.

Um dos fatores centrais para o bom desempenho foi a ampliação dos mercados internacionais. Em 2025, o RN passou a exportar para 14 novos países, distribuídos por quatro continentes. Produtos potiguares chegaram pela primeira vez a destinos como Bangladesh, Suécia, Ucrânia, Paquistão, Luxemburgo, Cabo Verde e Ilhas Cayman.

Para Ricardo Valério, a pressão externa acabou provocando um efeito positivo. “Eu sempre disse que, às vezes, medidas duras vêm para o bem. O tarifaço despertou o empresariado e os governos a buscarem novos mercados, tanto no Brasil quanto no RN”, avaliou.

Mesmo com perdas pontuais, especialmente nos setores de pescados e sal marinho, o economista vê perspectivas de recuperação no curto prazo. “Tivemos prejuízos nesses segmentos, mas há informações seguras de que, até março, deve ser liberada novamente a exportação do nosso pescado e do sal marinho”, afirmou o economista.

Energia e frutas puxam a pauta

A pauta exportadora potiguar segue concentrada em poucos produtos, mas com forte peso econômico. O óleo combustível liderou as vendas externas em 2025, com US$ 495,6 milhões, seguido por melões frescos (US$ 139,4 milhões), melancias frescas (US$ 93,1 milhões) e ouro em forma bruta (US$ 91,2 milhões).

Esses itens responderam por quase 80% das exportações do Estado, reforçando o papel estratégico da energia e do agronegócio na economia potiguar.

Entre os principais destinos, o Panamá aparece como maior comprador, com US$ 468,4 milhões, seguido pelos Países Baixos, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido. Juntos, esses cinco mercados concentraram mais de 80% das exportações do RN em 2025.

Mesmo com restrições tarifárias, os Estados Unidos mantiveram relevância. As vendas para o país somaram US$ 91,2 milhões, crescimento de quase 36% em relação ao ano anterior.

Infraestrutura e desafios logísticos

O bom desempenho também expõe gargalos históricos. A dependência do transporte marítimo é alta: mais de 86% das exportações e 91% das importações passaram pelos portos.

Ricardo Valério aponta que avanços na infraestrutura serão decisivos para manter o crescimento. “O RN vai ter melhorias importantes, como a readequação da ponte, necessária para a passagem de embarcações de maior calado, além da dragagem do porto. São obras fundamentais para o comércio exterior”, afirmou.

Outro ponto sensível é o setor de petróleo. “Esperamos que a indústria extrativa recupere padrões de exportação que já teve. É um mercado sensível, ainda impactado pela crise internacional do petróleo provocada pela invasão da Venezuela”, avaliou.

Perspectivas para 2026

Apesar das incertezas externas, a avaliação para o próximo ano é positiva. “Vamos observar com cautela, mas acredito que teremos um bom desempenho do mercado externo em 2026, tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Norte”, disse Valério.

Segundo ele, a ampliação de mercados, os investimentos logísticos e a retomada de setores estratégicos podem sustentar novos avanços. “O Mercosul pode vir aí a galope muito em breve, abrindo novas oportunidades para os produtos potiguares”, concluiu.

NÚMEROS-CHAVE DO COMÉRCIO EXTERIOR DO RN EM 2025

•⁠ ⁠Exportações: US$ 1,08 bilhão

•⁠ ⁠Importações: US$ 436,7 milhões

•⁠ ⁠Superávit comercial: US$ 649,6 milhões

•⁠ ⁠Crescimento do saldo: +18,7%

PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS

•⁠ ⁠Óleo combustível

•⁠ ⁠Melão fresco

•⁠ ⁠Melancia fresca

•⁠ ⁠Ouro em forma bruta

•⁠ ⁠Derivados energéticos

MAIORES DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES

•⁠ ⁠Panamá

•⁠ ⁠Países Baixos

•⁠ ⁠Canadá

•⁠ ⁠Estados Unidos

•⁠ ⁠Reino Unido

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Chocolate, queijo, azeite e molho de tomate podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

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O acordo entre União Europeia e Mercosul aprovado na sexta-feira (9) pelos países europeus pode baratear produtos bastante consumidos pelo brasileiro e conhecidos pela qualidade na Europa, como chocolates, queijos, azeites e molho de tomate. O tratado comercial prevê redução de alíquotas para vários alimentos a partir de um cronograma pré-definido.

Os chocolates europeus, por exemplo, hoje são taxados em 20% pelo Brasil, mas ficarão imunes aos tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu. O cronograma de cortes, no entanto, já começa logo no primeiro ano de tratado.

Os queijos da UE, que hoje têm alíquota de 16%, também terão isenção de tributos de importação a partir do décimo ano. Nesse caso, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas em todo o Mercosul -quando essa quantidade for atingida, os importadores precisarão voltar a pagar impostos de importação. A mozarela, porém, seguirá sendo taxada em 28%.

Já os azeites produzidos nos países europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano, mas também já ficarão mais baratos a partir do primeiro ano de vigência, devido aos cortes graduais.

A redução nos impostos de importação de azeite, aliás, pode gerar um impacto significativo nas compras dos brasileiros. Hoje, quase todo o azeite consumido no Brasil vem de fora do país, sendo que Portugal é de longe o maior exportador do alimento para o Brasil (em 2025, foram 10 mil toneladas, contra 662 vindo da Argentina, o segundo colocado).

Estão na lista também de produtos que deverão chegar mais baratos ao Brasil os molhos de tomate, sobretudo os italianos -principal origem dos molhos importados pelo Brasil. Nesse caso, em dez anos, os molhos verão as taxas de 18% de importação serem zeradas.

Os consumidores de kiwi no Brasil também devem se beneficiar com o acordo. A maior parte da fruta vendida em supermercados brasileiros vem de fora, sendo Grécia e Itália o segundo e o terceiro maiores vendedores, atrás apenas do Chile. Nesse caso, a redução será integral logo no primeiro ano de vigência.

Os vinhos europeus, por sua vez, terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano, a depender do tipo de vinho. Já os vinhos brancos produzidos em algumas regiões específicas da Europa serão isentos logo no primeiro ano do acordo.

A manteiga também terá sua alíquota reduzida, ainda que o Brasil importe muito pouco desse produto. Nesse caso, assim que o acordo entrar em vigência, a manteiga europeia terá uma alíquota reduzida em 30% -hoje, a alíquota aplicada pelo governo brasileiro é de 16%.

ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS CELEBRAM ACORDO

Se na União Europeia agricultores manifestam contrários ao acordo com medo de que a carne brasileira tome parte do mercado europeu, no Brasil há euforia com o tratado.

O agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com o acordo. As tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados pelo Mercosul para o bloco europeu serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.

Simulações feitas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que, até 2040, as exportações de carnes de suínos e aves aos países europeus cresceriam 19,7%.

Após a aprovação do acordo, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) publicou uma nota, afirmando que o tratado comercial representa um avanço no comércio entre os dois blocos. A entidade celebra a possibilidade de o Brasil exportar mais frango, carne suína e ovo para a União Europeia.

Já a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que o acordo representa um passo significativo para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional.

“O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos”, diz em nota.

Folhapress

Custo do metro quadrado da construção chega a R$ 1.749,52 no RN, aponta IBGE

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O custo médio do metro quadrado da construção civil no Rio Grande do Norte terminou dezembro de 2025 em R$ 1.749,52. O valor é R$ 53,96 maior do que o registrado em janeiro do mesmo ano, quando o custo era de R$ 1.695,56.

Os dados são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (9). Segundo o levantamento, o custo do metro quadrado no estado é composto por R$ 696,73 referentes à mão de obra e R$ 1.052,79 relacionados aos materiais.

No comparativo anual, o custo da construção civil no Rio Grande do Norte acumulou alta de 3,84% em 2025 em relação a 2024. De acordo com o IBGE, esse foi o menor percentual acumulado para o mês de dezembro registrado no estado desde 2019. O resultado também foi o menor da Região Nordeste e o terceiro menor do país, ficando atrás apenas de Tocantins (3,77%) e Amazonas (3,74%).

Em relação a novembro, a variação registrada em dezembro foi de 0,13%.

Os números do Rio Grande do Norte ficaram abaixo da média nacional. Em dezembro de 2025, o Índice Nacional da Construção Civil foi de 0,51%, acima do resultado de novembro, que ficou em 0,25%. No acumulado do ano, o índice nacional chegou a 5,63%, superando o registrado em 2024, que havia sido de 3,98%.

Agora RN

Governo do RN informa que concluirá pagamento do 13º salário dos servidores até esta segunda-feira 12

FOTO: SANDRO MENEZES

O Governo do Rio Grande do Norte deu continuidade, nessa sexta-feira (9), ao pagamento do décimo terceiro salário dos servidores públicos estaduais. De acordo com a administração estadual, o cronograma segue normalmente e será finalizado na próxima segunda-feira (12).

Já receberam o benefício 100% dos servidores ativos, além de todos os aposentados das forças de segurança pública, incluindo a Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Polícia Civil (PCRN), Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI-RN). Também foram contemplados os pensionistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Segundo o Governo do Estado, o valor do 13º salário dos demais servidores públicos estaduais será creditado nas contas ao longo do dia da próxima segunda-feira, quando o pagamento será concluído integralmente.

Em nota, o Governo do RN reafirmou o compromisso com o funcionalismo público e destacou a responsabilidade com o equilíbrio financeiro do Estado.

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Construção civil fica mais cara no RN, aponta Sinduscon

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O Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon/RN) divulgou os novos valores do Custo Unitário Básico (CUB/m²) referentes aos meses de outubro e novembro de 2025, indicando variação positiva nos custos da construção civil no estado.

Em outubro, o indicador foi fixado em R$ 1.993,99, o que representou um aumento de 1,95% em comparação com o mês anterior. Já em novembro, o CUB chegou a R$ 1.996,59, com uma elevação mais moderada, de 0,13%.

O CUB é considerado o principal parâmetro de referência do setor para o cálculo de custos de obras, elaboração de orçamentos, definição de contratos e análise da viabilidade de novos empreendimentos. O índice reflete a variação dos preços de materiais, equipamentos e serviços essenciais à construção.

A divulgação mensal do indicador permite que construtoras, incorporadoras, investidores e profissionais do mercado imobiliário acompanhem a evolução dos custos e ajustem seus planejamentos financeiros com maior precisão.

Segundo o Sinduscon/RN, o acompanhamento sistemático do CUB contribui para mais previsibilidade e segurança nas decisões, especialmente em um cenário de ajustes graduais nos preços do setor da construção civil no Rio Grande do Norte.

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