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Categoria: Economia

Cesta básica em Natal registra aumento de 1,35% em janeiro

FOTO: ALESSANDRO MARQUES

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, realizou pesquisa de preço em janeiro e identificou um aumento no valor da cesta básica, em relação ao mês de dezembro do ano passado. O acréscimo foi de R$ 5,63, representando uma variação de 1,35%.

Durante o mês de janeiro foi observado oscilação no custo médio da cesta básica. Na primeira semana o preço médio encontrado foi de R$ 417,39, na segunda semana foi identificado uma baixa nos preços chegando R$ 403,01, na terceira semana voltou a subir com um preço de R$ 415,95 e na quarta e quinta semanas os preços continuaram em alta de R$ 415,95 e R$ 422,60, respectivamente. O preço médio em janeiro ficou R$ 416,11, e em dezembro, em R$ 410,49.

Analisando os preços dos quarenta produtos que compõem a cesta básica pesquisada pelo Procon Natal, mesmo com o aumento encontrado em janeiro, o segmento de atacarejo registrou a cesta básica mais barata, com valor médio de R$ 379,74. Já os supermercados de bairros vieram logo em seguida com os melhores preços registrando uma média de R$ 414,57 para o produto. Como sempre é observado, nos hipermercados e supermercados de grande porte, são onde se encontra o maior custo da cesta básica, em janeiro chegando a  R$ 448,21. O custo mais baixo, comparando atacarejos e supermercados de bairros com os hipermercados, chega a um diferença de 8,12% e de 17,97%, respectivamente. 

O estudo observou um aumento consistente nos produtos que compõem a cesta básica. Dos 40 itens pesquisados, 22 deles registraram alta em relação a dezembro. Foi observado ainda um aumento significativo nos produtos das categorias mercearia e hortifruti com variação de 1,97% e 12,65%, respectivamente. O feijão carioquinha teve variação de 14,29%; o arroz agulhinha tipo II pacote de 1 kg teve variação de 8,82%; e o sal e o fubá registraram variação acima de 6%. Entre os hortifrúti, jerimum leite, chuchu e batata comum tiveram alta de 31,90%, 28,89% e 28,51%, respectivamente. Em duas categorias foi observado redução de preço: açougue com -1,51%, higiênico/limpeza com -0,67%.

O Núcleo de pesquisa, acompanha semanalmente, 26 estabelecimentos comerciais da capital, os pesquisadores coletam o preço de 40 itens que compõem a cesta básica, classificados em quatro categorias: Mercearia, Açougue, Higiene/Limpeza e Hortifrúti que são pesquisados três segmentos: 8 hipermercados, 7 atacarejos e 11 supermercados de bairro. A divulgação, na íntegra, é publicada no início do mês subsequente no site www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitido cópia dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização deste material, integral ou parcial, para fins de anúncio publicitário comercial de qualquer espécie.

RN tem injeção R$ 40 milhões na economia na alta estação

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Os turistas que visitam o Rio Grande do Norte na alta estação deste ano deixam quase R$ 40 milhões na economia local. É o que mostra levantamento do Setor de Inteligência da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur-RN). Esses números podem ser ainda maiores, pois os dados refletem apenas as chegadas via aeroporto.

Esse resultado se deve ao crescimento de dois indicadores importantes: aumento do gasto médio (17%) e tempo de permanência dos visitantes (33%), em relação ao mesmo período do ano passado, segundo indicadores do Sistema de Inteligência Turística do RN (Sírio). Aliado a esse desempenho, foi observado ainda o incremento de 8% no número de voos para o Rio Grande do Norte em comparação com o mesmo período, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Para a diretora de Promoção Turística da Emprotur, Nayara Santana, o desempenho positivo é fruto dos investimentos do Governo do Estado na divulgação do Rio Grande do Norte como destino turístico.“Nós sabemos que o estado tem belezas naturais sem igual, tem inúmeras opções de lazer, diversão, aventura, uma gastronomia muito rica, entretanto para que isso se reflita na vinda de turistas é necessário que mantenhamos o estado sempre no imaginário do público final e dos parceiros estratégicos para a venda do destino”, reforça.

“Nossa missão é mostrar ao Brasil e ao mundo as maravilhas que o Rio Grande do Norte oferece, apresentando sempre as novidades, a hospitalidade e diversidade de atrativos que o RN possui”, acredita a diretora-presidente da Emprotur, Roberta Duarte.

Agora RN

Gasolina em Natal vai a R$ 6,29 no 1º dia de aumento do ICMS

FOTO: DIVULGAÇÃO

O litro da gasolina comum já pode ser encontrado a R$ 6,29 em alguns postos da capital desde esta quinta-feira (1º), data em que começou a valer o aumento de R$ 0,15 no valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A elevação, resultado de uma decisão do Conselho de Política Fazendária (Confaz), terá vigência até o final do ano e envolve também reajustes para o diesel (de R$ 0,12, o litro) e o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) – gás de cozinha (alta de R$ 0,16 por quilo e de R$ 2,03 para o botijão de 13kg).

Tribuna do Norte

Carnaval 2024: comércio potiguar movimentará mais de R$ 500 milhões no feriado, projeta Fecomércio RN

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEMURB

Com a chegada do carnaval, diversos segmentos do comércio e do turismo potiguar se preparam para atender a demanda gerada pelo feriado prolongado. De acordo com pesquisas do Instituto Fecomércio RN (IFC), a data deve injetar mais de R$ 501 milhões na economia do Rio Grande do Norte – um aumento notável em relação a 2023, quando a projeção foi de R$ 467 milhões.

Além disso, mais da metade dos consumidores de Natal (51%) e Mossoró (51,7%) pretende ir às compras durante a festa. O destaque é o crescimento da intenção de consumo na capital do Oeste, que era de 45,2% no ano passado e saltou 6,5 pontos percentuais desde o último carnaval. Também foi registrado aumento no gasto médio dos foliões.

“Estamos esperando um grande crescimento no gasto médio de cada pessoa, algo em torno de 16% em Natal e de 8% em Mossoró.  Isso é muito animador, principalmente para os pequenos empresários que vivem do comércio de rua, já que este ainda é o principal local das compras de carnaval”, ressaltou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

Para mapear o perfil dos consumidores e a intenção de consumo durante o carnaval, o Instituto Fecomércio RN (IFC) ouviu 610 natalenses e 502 mossoroenses. Todas as entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 21 de janeiro de 2024. Ambos os levantamentos possuem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Litoral será o principal destino dos natalenses

Em Natal, a maior parte de quem vai às compras pertence ao sexo masculino (57%), tem de 35 a 44 anos de idade (57,9%), possui ensino superior completo (59,4%) e recebe mais de 10 salários mínimos por mês (83,3%). De acordo com a pesquisa, as vendas realizadas durante o carnaval devem movimentar aproximadamente R$ 144,6 milhões na economia da capital.

Além disso, 64,4% dos natalenses pretende brincar o carnaval no litoral – um aumento em relação ao ano passado, quando 57,9% queria passar o feriado na praia. Os itens mais procurados por eles serão alimentos/bebidas (84,5%) e roupas (37,5%), mas a procura por acessórios, como fantasias e adereços, subiu de 7,9% para 20,2% desde o ano passado.

Mossoroenses devem gastar mais com alimentos e bebidas

De acordo com o levantamento do IFC, os mossoroenses também devem gastar principalmente com alimentos e bebidas (91,9%), mas houve um aumento considerável daqueles que pretendem comprar itens de vestuário e calçados: na capital do Oeste, o percentual de interessados em comprar roupas saltou de 26,5% para 37,5% desde o carnaval de 2023.

Diferente do observado em Natal, a maior parte de quem vai às compras em Mossoró pertence ao sexo feminino (51,9%) e tem de 16 a 24 anos de idade (61,3%). Além disso, a maioria possui ensino superior completo (64%) e recebe de 6 a 10 salários mínimos por mês (74,5%).

Brasil passa Argentina e vira o mais endividado da América Latina

FOTO: ILUSTRAÇÃO

O Brasil ultrapassou a Argentina e se tornou o país mais endividado da América Latina, segundo levantamento do Institute of International Finance, divulgado pelo Instituto Millenium.

Os dados apontam que desde o ano passado, o Brasil assumiu essa infeliz liderança, atingindo a marca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) em dívida pública.

Veja o gráfico divulgado pelo Instituto Millenium:

FOTO: REPRODUÇÃO

Outro dado alarmante foi divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, apontando que o governo Lula (PT) fechou 2023 (o primeiro ano do Lula 3) com déficit primário de R$230,5 bilhões, o segundo pior da história, superado apenas pelo ano de 2020, início da pandemia de Covid-19, quando o rombo foi de R$940 bilhões.

O déficit primário resulta do desajuste entre as despesas do governo e as receitas, quando os gastos superam o caixa do dinheiro público.

Com informações do Diário do Poder

Preço do gás de cozinha deve aumentar até R$ 5 no RN em fevereiro, diz Singás

FOTO: MARCELLO CASAL JR

O preço do gás de cozinha terá aumento no mês de fevereiro. De acordo o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo do Rio Grande do Norte (Singás-RN), Francisco Correia, a estimativa inicial é que o valor suba entre R$ 4 e R$ 5 ao consumidor final. Reajuste de impostos e elevação dos custos de logística motivam o acréscimo, segundo o sindicato.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (29), o Singás afirmou que foi informado pelas distribuidoras que o Conselho Nacional de Política Fazendária decidiu elevar o ICMS do GLP. O reajuste passará a valer a partir da próxima quinta-feira (1º).

O presidente do Singás afirmou que o comunicado foi repassado ao setor de contabilidade para destrinchar o impacto. Ele adiantou à reportagem da TRIBUNA DO NORTE que o aumento do imposto deve significar um acréscimo de R$ 2 a R$ 3 no valor do produto.

Junto a isso, a retomada da cobrança de impostos federais sobre o óleo diesel gerou aumento de custos na cadeia logística. A alíquota de PIS/Cofins passou a ser de R$ 0,35 por litro, o que representa um aumento de tributo de R$ 0,22. O presidente do Singás informou que o GLP revendido no Rio Grande do Norte é comprado em Fortaleza, no Ceará, e no Porto de Suape, em Pernambuco.

O terceiro fator para o aumento do preço do gás de cozinha, segundo o Singás, é o reajuste do salário mínimo que passará a ser pago aos trabalhadores do setor.

“Somando os três aumentos de custos, o preço do gás de cozinha deve subir de R$ 4 a R$ 5, mais ou menos. Como recebemos o comunicado do reajuste do Confaz hoje, estamos com a nossa equipe de contabilidade trabalhando para ver isso”, disse o presidente Francisco Correia.

Segundo o sindicato, o preço médio do botijão de gás de cozinha vendido hoje no Rio Grande do Norte é de R$ 100.

Com informações da Tribuna do Norte

3R anuncia novo aumento de 15 centavos no preço da gasolina no RN, a partir desta quinta (25)

FOTO: REPRODUÇÃO

A 3R Petroleum, empresa privada que assumiu os campos de exploração de petróleo que eram operados pela Petrobras no Rio Grande do Norte, anunciou um novo aumento no preço da gasolina nesta quinta-feira (25) na refinaria Clara Camarão, em Guamaré.

O litro da gasolina passou de R$ 3,008 para R$ 3,153, um aumento de R$ 0,15 ou 4,8%. Este é o segundo aumento registrado em 2024. O último reajuste havia sido realizado na semana passada, quando houve também um aumento de R$ 0,15.

O preço do diesel ficou inalterado e segue em R$ 3,597. Na semana passada, a companhia já tinha efetuado um aumento de R$ 0,09 no combustível. Foi o primeiro aumento desde 4 de janeiro, quando a empresa havia reduzido o preço do diesel em R$ 0,30 por litro.

Combustíveis: diferença nos preços entre RN e PB não tem solução a curto prazo

FOTO: MARCELO CAMARGO

Discussão constante entre motoristas, o preço dos combustíveis no Rio Grande do Norte costuma ganhar uma pauta frequente: a comparação com o valor na Paraíba, estado vizinho que costuma praticar preços mais baixos. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos/RN), não há uma solução a curto prazo para diminuir a diferença para o estado vizinho.

No âmbito local, para ter uma noção do comportamento dos preços dos combustíveis nos dois estados, o AGORA RN fez um levantamento de julho de 2023 a janeiro deste ano com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e apenas em três ocasiões foi mais vantajoso abastecer no RN do que no estado vizinho. Publicado de forma semanal, a análise dos dados da ANP feita pela reportagem considerou sempre o primeiro levantamento a ter análises feitas dentro do mesmo mês.

Na semana de 1º de outubro ao dia 7, o preço médio de revenda do litro da gasolina aditivada no Rio Grande do Norte era de R$ 5,85, contra R$ 5,96 da Paraíba. No mês seguinte, na semana do dia 5 ao dia 11 de novembro, a gasolina comum custava, em média, R$ 5,55 no RN contra R$ 5,66 na Paraíba. Já a gasolina comum, nesta semana, tinha valor médio de R$ 5,60 no estado potiguar, contra R$ 5,83 nos postos paraibanos. Em todas as outras semanas, a Paraíba levou vantagem. De junho a janeiro, etanol, GNV, diesel e diesel S-10 sempre foram mais em conta no estado vizinho.

Para Maxwell Flor, presidente do Sindipostos/RN, alguns fatores explicam a diferença de preços entre os dois estados para o consumidor final. Como por exemplo a diferença entre as refinarias de Clara Camarão, que pertence à 3R Petroleum, e da Petrobras, que abastece a Paraíba. “Se a gente for comparar o preço do produto, da gasolina A – gasolina pura, sem adição do etanol – nas refinarias, a Clara Camarão está vendendo às distribuidoras do RN 30 centavos mais caro [o litro] do que a Petrobras vende, por exemplo, às distribuidoras da Paraíba, de Pernambuco e do Ceará”, explicou.

“Outros fatores que podem levar a isso, a gente tem o próprio etanol. 27% de um litro de gasolina C – gasolina que vendemos nos postos – tem etanol. No RN, a gente só tem três usinas que produzem etanol, que não é o mesmo vendido na bomba. O que a gente vende na bomba é o hidratado, e o etanol que é adicionado a gasolina é o anidro, que tem que vir de outros estados e por isso vai ter custo de logística maior, aumentando também o preço”, acrescentou.

Outro fator apresentado pelo presidente do Sindipostos é a logística. “A refinaria está localizada em Guamaré. Temos um custo de deslocamento para a capital, principalmente, em média de 400 km, porque o caminhão vai rodar 200 km vazio para pegar combustível e voltar para distribuir aqui. Enquanto que na Paraíba o combustível chega em Cabedelo, vizinha a João Pessoa, e já é distribuído. O custo logístico é bem mais barato. Você vai somando esses fatores e vai chegar nessa diferença”, completou.

Uma particularidade que o RN enfrenta é o valor do diesel, principalmente nos postos de rodovias, onde os caminhões transitam. Segundo Flor, a logística pesa contra, já que o combustível precisa ir até Guamaré para ser distribuído. “Terminamos nos prejudicando, porque temos custo mais alto, mas temos que vender pelo preço, pelo menos o diesel, muito próximo ao da Paraíba, senão o caminhoneiro vai abastecer na Paraíba, cruzar nosso estado e só vai abastecer de novo no Ceará. Ou vice-versa. Então nós perdemos com isso”, relatou.

Para Maxwell Flor, uma das questões que encareceu foi a transferência da refinaria para Guamaré, que foi privatizada. “Quando nós tínhamos a base aqui em Santos Reis [Zona Leste de Natal], a gente não tinha essa diferença toda, as condições eram parecidas. Outro problema é que nós agora temos uma refinaria privatizada. Como a Petrobras não faz mais a paridade internacional de preços, tem praticado preços abaixo desse mercado. E enquanto a refinaria não tem como fazer isso, porque está trazendo combustível de fora”, avaliou.

Para ele, não há uma solução a curto prazo para diminuir a diferença de preços. “Uma solução a curto prazo a gente não vai ter não. Vejo que assim, hoje os postos daqui do estado, em sua maioria, todos eles tem que ter um caminhão próprio para fazer essa compra. Quando a gente também consegue comprar numa condição melhor lá fora, em outros estados, a gente tem que buscar também. Mas querendo ou não, você tem o custo do frete, o custo do investimento naquele caminhão. E quando a gente tinha base aqui em Santos Reis, não tinha esse problema, não precisava, porque a logística era bem mais simples”, finalizou.

Agora RN