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Categoria: Economia

Micro e pequenas empresas puxam saldo do mercado formal de empregos no RN

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A quantidade de novas vagas de emprego com carteira assinada abertas pelos pequenos negócios do Rio Grande Norte tem se mantido, mês a mês, acima do saldo das médias e grandes empresas. Em março, esse volume chegou a 2.899 novos postos de trabalho gerados. Com o desempenho do segmento, juntamente com o encerramento de 1.484 vagas por parte das médias e grandes corporações, o estado terminou o terceiro mês do ano com um saldo positivo de empregos formais, somando um total de 1.415 empregos criados. A maioria dessas vagas foi ocupada por jovens, entre 18 e 24 anos, e aberta no setor de serviços.

Isso é o que revela a edição de março do Mapa do Emprego do RN, publicação elaborada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, que nesta edição apresentada os dados do mercado de trabalho potiguar no segundo mês do ano a partir dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro, divulgados na terça-feira 30.

A publicação mostra que, em março ocorreram mais de 19,4 mil desligamentos no Rio Grande do Norte, mas, em compensação, houve mais de 20,8 mil contratações, o que resultou na abertura de 1.415 novas vagas. Esse é o quinto melhor saldo entre os estados do Nordeste, à frente de Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Alagoas, e também o melhor resultado de geração de trabalho com carteira assinada pelo RN para o mês desde 2020.

Foram criados 2.613 postos nas microempresas e outros 286 nas pequenas empresas. Por outro lado, as empresas de demais portes não acompanharam o mesmo desempenho e registraram perdas de vagas, sendo 533 encerradas nas médias e 951 nas grandes.

O volume de empregos criados pelos pequenos negócios no terceiro mês deste ano é 16% maior que o registrado em 2023, quando em março foram criados pelas empresas de micro e pequeno porte do estado cerca 2,5 mil empregos formais. Os pequenos negócios acumulam no primeiro trimestre um total 5.341 vagas.

Do total, apenas 56 foram geradas pelas pequenas empresas, o restante pelas micro. Esse saldo de empregos do segmento, apesar de significativo, é 70% menor que as vagas abertas no primeiro trimestre do ano passado, quando as MPEs do RN foram responsáveis por mais de 18 mil frentes de trabalho abertas.

Como o saldo de março ficou em 1.415 vagas (1.826% maior que março de 2023), o total de vagas acumuladas pelo RN no trimestre atingiu o patamar de 2.839 empregos acumulados no ano. Os pequenos negócios já chegam a acumular um saldo que é quase o dobro (88,1%) do total de empregos no estado acumulados entre janeiro e março.

Agora RN

RN fecha março com saldo de 1,4 mil postos de trabalho criados

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte encerrou o mês de março deste ano com um saldo positivo de 1.415 empregos com carteira assinada. No mês, foram registradas 20.842 admissões e 19.427 desligamentos, elevando o estoque de pessoas trabalhando com carteira assinada no estado para mais de 504 mil.

Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado de março é o melhor registrado em 2024, em comparação com os meses de janeiro (1.183) e fevereiro (241).

No mês de março, o setor de Serviços liderou o saldo positivo, com 2.535 novos empregos, seguido pelos setores de Comércio (925) e Construção (628). Por outro lado, a Agropecuária apresentou o maior saldo negativo, com 1.667 postos de trabalho a menos, seguida pelo setor da Indústria, com 1.035 desligamentos.

Em todo o Brasil, o saldo positivo foi de 244.315 empregos, totalizando 46.236.308 pessoas com vínculo celetistas ativos, representando uma alta de 0,53% em comparação ao mês anterior.

Novo Noticias

Tarifa do GNV reduz R$ 0,10 no RN e vai a R$ 3,76 o m3, já com impostos

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A partir desta quarta-feira, 1º de maio, a tarifa da Companhia Potiguar de Gás (Potigás) para o Gás Natural Veicular (GNV) irá reduzir R$ 0,10, passando a ser comercializada para os postos de combustíveis no valor de R$ 3,76 o metro cúbico, já com impostos inclusos. Mais de 55 mil veículos que usam o GNV no RN serão beneficiados com a medida.

A redução é resultado das atualizações nos contratos de aquisição do gás natural pela Potigás, que ocorrem a cada três meses e acompanham índices internacionais atrelados ao petróleo.

“Gostamos sempre de destacar que a Potigás não é remunerada pela venda do gás. O valor pelo qual adquirimos o gás dos produtores é repassado para nossos clientes sem qualquer acréscimo. Assim, quando a molécula baixa nós repassamos a baixa, da mesma forma ocorre quando há aumento. O lucro da empresa se dá pela construção da infraestrutura para distribuição do gás no RN, explica Marina Melo, diretora-presidente da Potigás.

Com a redução, a competitividade do GNV frente aos combustíveis líquidos irá aumentar. De acordo com a última pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a utilização do GNV representava uma economia de 32% com relação à gasolina e de 43% ao etanol.

Além da economia, o GNV tem como vantagens uma menor emissão de poluentes; maior segurança, pois o risco de combustão é menor e o gás dissipa rapidamente em caso de vazamento; além de não ser passível de adulteração pois chega ao posto por tubulação subterrânea da Potigás. 

Reforma Tributária isenta 18 itens da cesta básica e mais de 380 medicamentos

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Está em tramitação, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar (PLP) que regulamenta a Emenda Constitucional (EC) 132, promulgada em dezembro do ano passado e que promove a Reforma Tributária do consumo. Apelidado pelo governo de Lei Geral do IBS, da CBS e do Imposto Seletivo, o texto tem 499 artigos e, entre outros pontos, prevê a desoneração integral dos novos impostos para 18 categorias de produtos da cesta básica nacional, além de isenções totais ou parciais para mais de 380 medicamentos e vacinas.

Se aprovado, itens como arroz, feijão, farinha, açúcar e café (confira lista completa abaixo) estarão isentos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) dos estados e municípios, bem como da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal. “A desoneração desses produtos busca fazer com que a população que mais precisa, ou seja, aquela que possui menor renda, pague menos imposto naquilo que é essencial para sua subsistência”, explica o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete.

Além da desoneração dos alimentos da cesta básica, o projeto também contempla isenções totais de impostos ou reduções de 60% sobre a alíquota para mais de 380 medicamentos e vacinas. Isto, segundo o governo, visa tornar mais acessíveis produtos fundamentais para a saúde, como as vacinas contra Covid-19, dengue, febre amarela e gripe, assim como dispositivos médicos de uso frequente, como cateteres, válvulas e sondas, além de equipamentos de acessibilidade, como cadeiras de rodas e aparelhos de audição.

“É importante destacar que, para o Estado, não se espera um impacto significativo na arrecadação, uma vez que a nova alíquota, trazida pela Reforma Tributária, será definida visando não ter mudança na arrecadação, compensando os produtos que terão isenção ou redução. Fato é que, quanto mais cedo essa regulamentação for finalizada, mais tempo as empresas terão para se adaptar, implementar novas estratégias e garantir uma transição suave para o novo regime tributário”, destaca Daniel.

Confira abaixo os itens incluídos na desoneração da cesta básica nacional:

  • Arroz;
  • Açúcar;
  • Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica;
  • Manteiga;
  • Margarina;
  • Feijões;
  • Raízes e tubérculos;
  • Cocos;
  • Café;
  • Óleo de soja;
  • Farinha de mandioca;
  • Farinha, grumos e sêmolas, de milho e grãos esmagados ou em flocos, de milho
  • Farinha de trigo;
  • Massas alimentícias;
  • Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal);
  • Ovos;
  • Produtos hortícolas (exceto Cogumelos e trufas);
  • Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes.

Carro elétrico da Xiaomi vende em um mês mais que Fiat Mobi em um ano

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O mercado de automóveis da China é conhecido por seus números impressionantes. A Xiaomi, famosa por seus smartphones, lançou seu primeiro carro, o elétrico SU7, e apesar de um grande número de reservas canceladas, conseguiu vender 75.725 unidades em apenas 28 dias.

Para colocar em perspectiva, no ano passado, o Fiat Mobi vendeu 73.428 unidades, tornando-se o sexto carro mais vendido no Brasil. Portanto, as vendas do Xiaomi SU7 superaram as do Fiat Mobi.

Segundo informações do WM1 da Webmotors, a Xiaomi divulgou esses resultados, juntamente com alguns dados interessantes sobre os compradores do SU7. Cerca de 28% são mulheres, 29% já possuem carros das marcas Audi, BMW e Mercedes-Benz e, surpreendentemente, mais da metade (51,9%) são usuários de iPhone, produto da rival Apple.

No entanto, aqueles que conseguiram comprar o SU7 no lançamento terão que aguardar um pouco para receber o carro. As primeiras unidades do SU7 foram entregues no dia 18, e a versão Pro começará a ser produzida apenas no final de maio. A Xiaomi planeja ultrapassar a marca de 10 mil unidades entregues por mês em junho.

Webmotors

No Chile, empresários de Natal apresentam estratégias para o mercado do vinho e pisco no Brasil

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Com objetivo de apresentar estratégias comerciais para o mercado do vinho e do pisco (tradicional bebida chilena) no Brasil, os empresários Jaime Lourenço e Luis Montanares realizaram palestra com integrantes da Corporación de Fomento de la Producción (Corfo) do Chile além de empresários de vinícolas e pisqueros das regiões de vales de Elqui e Limari, responsáveis pela produção de produtos com elevada qualidade no mercado.

A Corfo é um órgão do governo chileno responsável por promover o crescimento econômico regional. Durante o encontro com os membros da agência chilena e empresários, Jaime e Luis abordaram a importância do enoturismo para o mercado brasileiro e destacaram o impacto disso também no consumo de vinho. Dentro da palestra também trataram a respeito de estratégias para vinícolas e produtores de pisco chileno que desejam ingressar no mercado brasileiro.

Durante a conversa, Jaime Lourenço, que é sommelier, explicou algumas particularidades do mercado brasileiro junto com dados repassados por Luis Montanares, que é assessor internacional do Enoturismo do Chile e proprietário da Decanter.

Jaime e Luis também apresentaram ao público chileno o conceito da empresa Enotransfer, que surge com a proposta de dinamizar essa questão comercial por meio de um site e aplicativo onde a pessoa pode encontrar opções de comprar pacotes relacionados ao enoturismo. “É algo que tende a ser muito ágil e objetivo tanto para quem vende quanto para quem vai comprar”, explicou Montanares.

Eles enfatizaram a qualidade muito acima da média tanto dos vinhos quanto do pisco produzido nos vales de Elqui e Limari. Os empresários comentaram a respeito do pisco, que é uma tradicional bebida chilena e é um destilado da uva conhecida como “o espírito do vinho”. “É algo que com certeza vai cair no gosto dos brasileiros. Não só pelo sabor, mas pela elevada qualidade do que é produzido naquela região do Chile”, frisou Jaime Lourenço.

Os representantes da Corfo e os empresários de vinícolas e pisqueros destacaram a força do mercado brasileiro. Prova disso que convidaram, por meio da Enoturismo Chile, Jaime e Luis para esta palestra como forma de viabilizar o intercâmbio do Chile com o Brasil. “Eles possuem um grande potencial e acredito que será algo bastante produtivo tanto para eles quanto para nós”, concluiu Lourenço.

Governo do RN e Petrobras firmam parceria para projeto de energia eólica offshore

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O Governo do Rio Grande do Norte e a Petrobras fazem a assinatura, nesta segunda (29), de um memorando de entendimento voltado ao desenvolvimento de um projeto de instalação de uma usina de geração de energia eólica em alto mar (offshore). De acordo com o Estado, trata-se de uma iniciativa pioneira e com expectativa de início de operação em 2029. A oficialização da parceria acontece às 10h, no auditório da governadoria.

Para o Governo do Estado, a iniciativa reforça o protagonismo do Rio Grande do Norte na transição energética para uma economia de baixo carbono. Hoje, o estado é líder, em toda a América Latina, na produção de energia eólica em terra.

Aliado a isso, o projeto representa uma parceria estratégica entre o Governo do RN e a Petrobras, que recentemente assumiu o compromisso de liderar a transição energética do país para uma economia global de baixo carbono.

Tribuna do Norte

Preço da laranja aumenta 39% e impacta bolso do consumidor natalense

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Nos últimos meses, os consumidores têm observado que a laranja, umas das frutas mais consumidas do País, ficou mais cara. O que eles sentem se justifica num aumento de 39,1% que ocorreu em um ano, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quilo da fruta varia de R$ 4 a R$ 5,49 nos supermercados e feiras livres.

Consumidores ouvidos pela TRIBUNA DO NORTE relatam que a laranja é um item básico na dieta diária, seja consumida como suco ou inatura, em qualquer refeição do dia. Por isso, o aumento de quase 40% tem impacto significativo nas compras do mês. “A gente todo mês tem que se preparar para um aumento diferente. É tanto aumento no supermercado que a gente até deixa de comprar algumas coisas”, conta a aposentada Maria das Graças, 68 .

A subida no preço da laranja é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo o clima desfavorável, aumento dos custos de produção e logística. O surgimento da praga greening reduziu a colheita nas regiões produtoras, como São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A doença não tem cura e faz a fruta amadurecer de forma anormal, adquirindo coloração verde clara manchada e caindo precocemente. A escassez de chuvas também contribui para a redução da oferta, impactando os preços no mercado. “É um aumento que tem acontecido sim, embora a laranja, dentro dos segmentos de frutas, verduras e legumes, fique em segundo plano. Nós vivemos um momento de El Niño, mudanças climáticas e tudo isso tem impacto nas colheitas”, explica Gilvan Mikelyson Gois, presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn).

Segundo conta, a estratégia utilizada para tentar driblar o aumento é reduzir as margens de lucros para que as vendas não diminuam. “Se a gente repassar tudo que vem de aumento para o consumidor, a gente não vende nada, perdemos clientes e isso é ruim para todo mundo”, afirma. “A gente está falando da laranja, mas vale para outros itens também. Hoje com R$ 50 você não consegue comprar um quilo de tomate, um de cenoura, um de cebola e outro de batatinha, que são os principais”, acrescenta.

A elevação dos preços também é sentida nas bancas das feiras livres, onde a fruta é vendida de R$ 4 a R$ 5 o quilo, a depender do tamanho, visto que é uma estratégia dos vendedores. O quilo das menores fica entre R$ 4 e R$ 4,50 enquanto as maiores vão a R$ 5 o quilo. Há um ano, a fruta ainda era vendida por unidade, a R$ 0,50 e hoje o produto só é encontrado a partir do quilo.

O professor aposentado Francisco Lourenço, 74, é um dos que não deixa faltar laranja em casa, mas precisa adotar alternativas que não deixem a fruta faltar. Ele prefere ir às feiras porque acredita encontrar preços menores. “Minha saúde depende da laranja, gosto de comer a fruta inteira, com o bagaço porque o médico indicou. Se a gente fosse depender do supermercado ia gastar muito mais. A laranja aumentou demais, 40% é muita coisa”, disse.

O artesão Erilson Araújo, 67, pontua que a sensação é de que o poder de compra vem diminuindo mês a mês. “Estou prestes a completar 68 anos e posso dizer com certeza que a gente parece sufocado, entra governo e sai governo e a sensação é a mesma, a gente compra menos e paga mais”, desabafa.

Economistas dizem que essa sensação de “sufocamento” é um efeito da inflação que atinge principalmente a classe mais pobre do País. “Quando acontece isso com um item específico, podemos tentar entender, considerando um aumento da demanda ou restrição de oferta. Nesse caso, como não houve nenhum fenômeno onde as pessoas passaram a tomar mais suco de laranja, por exemplo, esse aumento fica atrelado à restrição de oferta”, avalia o economista Cassiano Trovão.

O efeito se torna mais evidente, segundo diz, quando soma a de outros produtos inflacionados. “Quando a gente soma o aumento de um item com a elevação de outros itens de alimentação, a gente tem esse impacto que a população relata. Logicamente que quem tem menor renda acaba sendo mais impactado por isso”, diz Trovão.

Queda de 2,2% na safra

Chuvas abaixo da média, frutos menores e a presença de pragas puxaram a safra de laranja para baixo na principal região produtora do Mundo, o chamado Cinturão Cítrico, localizado entre São Paulo e Triângulo/Sudoeste mineiro. A produção 2023/2024 foi 2,22% menor que a colheita anterior com 307,2 milhões de caixas. Já em 2022/2023, a quantidade ficou em 314,2 milhões. Os dados são do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). As condições climáticas desfavoráveis foram determinantes para a redução da produção em relação à expectativa inicial, segundo o coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra do Fundecitrus, Vinícius Trombin. “A transição do primeiro semestre chuvoso em 2023 para um déficit de precipitação no segundo semestre, que se prolongou até o fim da temporada em 2024, impactou a produção das laranjeiras”, diz.

Com informações da Tribuna do Norte