SELO BLOG FM (4)

Categoria: Economia

Setor Têxtil do RN dispara 48%, supera o petróleo e vira nova potência da indústria potiguar

FOTO: REPRODUÇÃO

O setor têxtil e de confecção do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 48% em 2025 e assumiu a liderança da produção industrial do estado, superando o petróleo. A cadeia emprega cerca de 20 mil pessoas e tem como destaque nacional a produção de bonés no Seridó.

O avanço é puxado pelo fortalecimento do mercado interno e por investimentos em qualificação, tecnologia e modernização, considerados essenciais para manter a competitividade.

Em entrevista à Inter TV, o Presidente da Fiern, Roberto Serquiz, destacou que o setor se tornou mais competitivo na última década, ampliou sua capilaridade e apresenta forte perspectiva de crescimento e geração de empregos. Para 2026, a expectativa é consolidar a liderança e avançar na agregação de valor ao vestuário potiguar.

Portal Grande Ponto

RN fechou ano com saldo de 23 mil novas empresas abertas, aponta Sedec

FOTO: REPRODUÇÃO

O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com saldo positivo de 22.969 novas empresas, crescimento de 30,5% em relação a 2024. Os dados integram o Boletim Empresarial elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em parceria com a Junta Comercial do Estado (Jucern). Os órgãos afirmam que os dados “revelam um ambiente de negócios mais dinâmico, com expansão da formalização e fortalecimento da atividade empreendedora em todas as regiões do Estado.”

O avanço foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs), responsáveis por um saldo de 18.859 empresas, consolidando-se como o principal motor de crescimento do tecido empresarial potiguar. Também registraram saldos positivos as microempresas (+2.155), empresas de pequeno porte (+1.375) e empresas de maior porte (+580), demonstrando expansão generalizada entre os diferentes perfis empresariais.

De acordo com a Sedec, os resultados refletem “a consolidação de um ambiente favorável à abertura e manutenção de negócios, com impacto direto na diversificação produtiva, na geração de renda e na movimentação do mercado local.”

A análise setorial mostra que 75% do saldo empresarial em 2025 concentrou-se no setor de serviços, reafirmando seu papel como principal eixo da economia potiguar.

O comércio respondeu por 14% do crescimento e a indústria por 11%, evidenciando uma expansão mais gradual, porém consistente, da base produtiva.

Entre os segmentos com maior dinamismo destacam-se Transporte, Armazenagem e Correio (+3.296 empresas), Comércio (+3.278), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+2.962), além de serviços profissionais, alojamento e alimentação, educação e saúde. O desempenho aponta para fortalecimento da cadeia logística, do turismo, dos serviços especializados e das atividades voltadas ao consumo interno.

Agora RN

Potigás anuncia queda no preço do gás natural no RN; confira redução

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), anunciou nesta terça-feira (10) uma nova redução média de 2,4% nas tarifas de gás natural, em vigor desde o início de fevereiro. A medida beneficia diretamente os segmentos industrial, comercial, residencial e veicular, consolidando o estado como um ambiente estratégico e atrativo para investimentos.

No segmento de Gás Natural Veicular (GNV), a redução foi de R$ 0,10 por metro cúbico. Este é o segundo ajuste desde novembro de 2025, acumulando uma queda de aproximadamente 5% no período. Além de aliviar o bolso do consumidor, a iniciativa reforça a competitividade de um combustível limpo e eficiente, alinhado à liderança potiguar na transição para energias renováveis.

Com uma rede de distribuição que já ultrapassa 610 quilômetros, a Potigás atende hoje mais de 51 mil usuários. A redução tarifária atual não apenas gera economia imediata, mas impulsiona a universalização do acesso ao gás natural, fortalecendo a infraestrutura do estado e otimizando os custos de produção da indústria local.

Para potencializar ainda mais o setor produtivo, o Governo do Estado, via SEDEC e SEFAZ, mantém o programa RN Gás Mais. O objetivo é claro: incentivar a industrialização potiguar através de preços subsidiados e benefícios fiscais estratégicos. O RN Gás Mais possibilita:

  • Redução Tributária: O programa assegura a redução da alíquota de ICMS de 20% para 12%, garantindo que o alívio na carga tributária chegue diretamente ao preço final praticado pela Potigás.
  • Impacto Social: Atualmente, 16 grandes indústrias nos municípios de Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba e Goianinha já são beneficiadas. Juntas, elas sustentam mais de 14.800 empregos nos setores têxtil, de mineração, alimentação e transformação.
  • Relevância: Este contingente representa quase 26% dos empregos gerados pelo PROEDI, demonstrando a força do gás natural como motor da empregabilidade no RN.

BNews Natal

Custo da construção sobe 1,74% no RN em janeiro de 2026, aponta IBGE

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O custo médio de construção do metro quadrado (m²) teve alta de 1,74% no Rio Grande do Norte em janeiro de 2026, 1,61 ponto percentual acima do índice registrado em dezembro de 2025 (0,13%). O resultado é o maior para um mês de janeiro desde 2021, quando a variação foi de 2,64%. Em janeiro de 2025, o aumento havia sido de 0,63%.

Os dados são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o custo do m² no estado passou de R$ 1.749,52 no fim de 2025 para R$ 1.779,98 em janeiro, aumento de R$ 30,46. Em todo o ano de 2025, o custo acumulou alta de R$ 53,96. Em 12 meses, a variação foi de 4,99% no RN.

A elevação foi influenciada pelo aumento no custo da mão de obra, que ficou em R$ 718,66 em janeiro, ante R$ 696,73 em dezembro. O componente material ficou em R$ 1.061,32.

De acordo com o gerente da Sinapi, Augusto Oliveira, “a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026. Em especial para serventes de obra, categoria profissional que teve alta decorrente da adequação a este reajuste em 11 das 27 unidades da federação”. Além do Rio Grande do Norte, a adequação foi observada nos estados do Pará, Amapá, Tocantins, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul e Goiás.

O índice do RN ficou acima da média nacional, de 1,54% em janeiro. No País, este foi o maior resultado desde junho de 2022 (1,65%). O acumulado em 12 meses foi de 6,71%, superior aos 5,63% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, o índice nacional foi de 0,51%.

O Sinapi produz séries mensais de custos e índices para o setor habitacional e séries de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas, equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação. As estatísticas são produzidas em conjunto pelo IBGE e pela Caixa Econômica Federal (Caixa) e são utilizadas na programação de investimentos, elaboração e atualização de orçamentos e contratos.

Os resultados podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). A próxima divulgação do Sinapi, referente a fevereiro de 2026, está prevista para 12 de março.

Agora RN

Fiern e Prefeitura de Caicó firmam acordo para implantar complexo industrial no Seridó

FOTO: REPRODUÇÃO

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiertn) e a Prefeitura de Caicó firmaram, nesta sexta-feira 6, um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para viabilizar a implantação do Complexo Industrial de Serviços e Comércio do Seridó (Ciscom). O documento foi assinado durante reunião realizada na Casa da Indústria pelo presidente da FIERN, Roberto Serquiz, e pelo prefeito de Caicó, Judas Tadeu.

A cooperação estabelece, por parte da Federação, a elaboração do arcabouço legal e jurídico necessário, além da condução de ações institucionais voltadas à implantação e regulamentação do complexo. O projeto é considerado estratégico para o fortalecimento da atividade industrial no Seridó, com foco na atração de investimentos, geração de empregos e dinamização da economia regional.

Arcabouço legal e ambiente de investimentos

Segundo Roberto Serquiz, o acordo reforça o papel da Fiern como parceira dos municípios na estruturação de projetos de desenvolvimento regional. “Nossa missão é criar um ambiente de investimentos que possa fazer o estado prosperar e melhorar a atração de negócios”, afirmou.

De acordo com o presidente da Federação, o trabalho técnico será decisivo para transformar o complexo em um vetor de desenvolvimento sustentável. “Vamos nos debruçar sobre o arcabouço legal para criar as condições necessárias à atração de investimentos, à geração de empregos e à transformação do parque industrial em um motor de competitividade para o interior do Estado”, completou.

Impacto regional e visão do município

Para o prefeito de Caicó, Judas Tadeu, o Ciscom representa “um divisor de águas para a história econômica e social do município”. Segundo ele, o projeto reúne qualidade técnica e planejamento de longo prazo, com potencial para atrair melhores condições de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte, especialmente para o interior.

O deputado estadual Nelter Queiroz, que participou do encontro, destacou a importância da iniciativa para o Seridó potiguar. “Caicó é a capital da região do Seridó, e a geração de emprego e renda, por meio dessa parceria, vai alavancar e concretizar o sonho do fortalecimento do setor industrial”, afirmou.

Bonelaria e setor têxtil ganham impulso

O presidente do Sindicato das Indústrias de Bonés e Chapéus do Rio Grande do Norte (Sindibonés-RN), Francisco Sena, ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento de negócios ligados à bonelaria e ao setor têxtil. Segundo ele, a articulação entre a FIERN, a Prefeitura de Caicó e o sindicato foi fundamental para viabilizar o início do projeto.

“É mais uma vitória construída em conjunto. Sozinhos nada somos, mas juntos nada é impossível”, afirmou Sena, ao destacar o potencial do complexo para fortalecer a cadeia produtiva local.

Estrutura do Ciscom

O Complexo Industrial de Serviços e Comércio do Seridó funcionará como um ecossistema voltado ao desenvolvimento econômico, ao empreendedorismo e ao fortalecimento dos negócios locais. O objetivo é oferecer suporte ao crescimento da atividade produtiva, à geração de empregos e ao aumento da produtividade regional.

O empreendimento contará com 75 lotes destinados a atividades industriais e comerciais, em uma área de aproximadamente 50 hectares, localizada no Sítio Riacho do Meio, no Km 16 da RN-118. Na primeira etapa do projeto, estão previstos a construção de cinco galpões industriais.

Articulação institucional

O encontro contou com a presença do 1º vice-presidente da Fiern, Vilmar Pereira; do diretor 1º secretário, Heyder Dantas; da coordenadora executiva de Relações Institucionais e com o Mercado, Ana Adalgisa Dias; da superintendente regional do Sesi-RN, Danielle Mafra; além de vereadores, secretários municipais e equipes técnicas da Prefeitura de Caicó, reforçando o caráter institucional e multissetorial da iniciativa.

Agora RN

Natal puxa emprego no RN e concentra quase 40% das novas vagas formais

FOTO: DIVULGAÇÃO

Natal encerrou 2025 como o principal motor da geração de empregos no RN. A capital concentrou 38% de todas as vagas com carteira assinada abertas no estado ao longo do ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com saldo positivo de quase 6 mil novos postos de trabalho.

O desempenho colocou Natal na liderança absoluta do mercado formal potiguar e ampliou a distância em relação aos demais municípios. Em 2024, a participação da capital na geração de empregos era de 29%, o que evidencia um avanço expressivo em apenas um ano.

A maior parte das vagas abertas em Natal veio dos setores de comércio, serviços e construção civil. Juntas, essas áreas têm forte impacto direto no dia a dia da população, por empregar mão de obra local e estimular a circulação de renda na cidade.

Ao longo de 2025, a capital acumulou sucessivos meses de saldo positivo, com destaque para o segundo semestre, período em que o ritmo de contratações se intensificou. Esse movimento ajudou a sustentar os números do emprego formal em todo o estado.

Novo Noticias

Exportações do RN despencam 30% e superávit no início de 2026 sofre colapso

FOTO: DIVULGAÇÃO

O RN começou 2026 com a balança comercial no positivo, mas em ritmo significativamente mais fraco. Em janeiro, as exportações somaram US$ 77,9 milhões, queda de cerca de 30% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações avançaram 18%, alcançando US$ 56,3 milhões, resultando em superávit de US$ 21,6 milhões — 66,5% menor que o registrado no início do ano passado.

Apesar do saldo positivo, o estado aparece apenas na 19ª posição entre os exportadores brasileiros, respondendo por 0,34% das vendas externas do país, conforme informações da Tribuna do Norte. O desempenho reflete a forte dependência de poucos produtos e mercados específicos.

A composição das exportações do RN apresentou alterações relevantes em janeiro. Frutas e nozes frescas ou secas continuaram liderando, com US$ 31,4 milhões, mas registraram queda de 13,9% em relação a janeiro de 2025. A principal novidade foi o ouro não monetário, que entrou na pauta e somou US$ 29,8 milhões, representando 38,3% do total exportado e ajudando a compensar parte da queda global.

Em contrapartida, produtos tradicionais como óleos combustíveis tiveram forte retração. As vendas caíram 84,7%, somando apenas US$ 9,5 milhões, reduzindo em mais de US$ 52 milhões a receita do estado com esse item.

Mercados em alta e em baixa

Alguns destinos apresentaram crescimento expressivo, como Canadá e Suíça, que compraram principalmente ouro potiguar, com alta de mais de 2.700% e 20 mil por cento, respectivamente. Por outro lado, mercados tradicionais recuaram. Exportações para os Estados Unidos caíram 68,9%, para apenas US$ 2,8 milhões. Países Baixos (-35,9%), Reino Unido (-10,8%) e Espanha (-27,7%) também registraram retrações significativas.

Importações em ascensão

O aumento das importações potiguares foi puxado por bens industriais, especialmente geradores elétricos e suas partes, que somaram US$ 11,6 milhões, crescimento superior a 15 mil por cento. Óleos combustíveis totalizaram US$ 10,5 milhões, embora com queda anual de 24,2%. Componentes eletrônicos, como válvulas e transistores, avançaram quase 75%, chegando a US$ 6,7 milhões. Trigo e centeio mantiveram estabilidade, com US$ 6,3 milhões.

Comparativo com o Brasil

Enquanto o RN enfrenta queda expressiva, o Brasil iniciou 2026 com superávit robusto de US$ 4,34 bilhões, impulsionado pela queda das importações (-9,8%). As exportações nacionais somaram US$ 25,15 bilhões, com leve recuo de 1%. Setores como agropecuária apresentaram crescimento de 2,1%, enquanto indústria extrativa e de transformação registraram pequenas retrações.

Projeções e cenário

Para 2026, o governo projeta superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões para o Brasil, com exportações estimadas entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Apesar do otimismo nacional, o desempenho do RN evidencia vulnerabilidade a oscilações em produtos-chave e mercados específicos. A entrada do ouro ajudou a sustentar o saldo em janeiro, mas não compensou a retração das vendas de frutas e combustíveis, sinalizando atenção para os próximos meses.

Novo Noticias

Comércio de Natal projeta crescimento de até 30% nas vendas com a chegada do Carnaval

FOTO: REPRODUÇÃO

Faltando poucos dias para o Carnaval, o comércio de Natal já sente o aumento da circulação de pessoas na cidade. Entre moradores e turistas, a busca por produtos e serviços típicos do período começa a aquecer as vendas e reforça a expectativa de crescimento em diversos segmentos da economia local.

Em lojas especializadas, os preparativos começam cedo. Alessandro Caetano, que trabalha há cerca de 14 anos no setor, afirma que o reforço de estoque é iniciado logo após o Dia de Reis. Segundo ele, assim que termina o ciclo das festas de fim de ano, os lojistas passam a investir em novidades para atender à demanda do Carnaval, que pode ocorrer em fevereiro ou março, a depender do calendário.

A projeção é de um crescimento de até 30% nas vendas em áreas como alimentação fora do lar, bebidas, moda casual e serviços de beleza, segmentos tradicionalmente impulsionados pelo período carnavalesco. Para Cauã, vendedor no comércio local, o movimento começou antes do esperado. De acordo com ele, a procura por artigos carnavalescos já é maior em relação ao ano passado e teve início ainda nas primeiras semanas de janeiro, logo após as festas de reis.

No bairro do Alecrim, um dos principais polos comerciais da capital potiguar, os lojistas já se organizam para atender ao aumento do fluxo de clientes. Estoques reforçados, promoções e ampliação de horários fazem parte das estratégias adotadas para aproveitar o período. O presidente da Associação dos Empresários do Alecrim, Matheus Feitosa, destaca que a expectativa é de um aumento de até 30% nas vendas durante o Carnaval de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo a entidade, o crescimento está associado à chegada de novos produtos, à integração entre atendimento digital e presencial e ao maior fluxo de consumidores na região. O comércio do Alecrim deve funcionar em horário normal até o sábado que antecede o Carnaval. Durante a segunda e a terça-feira, as lojas permanecem fechadas, com parte dos estabelecimentos retomando as atividades já na quarta-feira de Cinzas. Os horários de abertura variam, com algumas lojas iniciando o expediente às 8h e outras a partir das 13h.

Com o calendário de festas definido e a economia aquecida pelo turismo, a expectativa do setor é de um Carnaval movimentado em Natal, com impacto positivo no comércio e reflexos diretos na geração de renda e empregos na cidade.

Portal 98 FM