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Categoria: Economia

Projeto da 1ª planta-piloto offshore do Brasil avança no RN, com apresentação à comunidade

FOTO: REPRODUÇÃO

O projeto de instalação da primeira planta-piloto de energia eólica offshore do Brasil – unidade de pesquisa concebida para nortear investimentos no mar e prevenir impactos com a chegada dessa nova atividade industrial ao país – avançou nesta semana, no Rio Grande do Norte, com uma série de discussões que envolveram a população, empresas e o setor público.

Em reunião técnica na última terça-feira (06), o SENAI-RN apresentou infraestrutura prevista, estudos envolvidos, objetivos e resultados esperados em Areia Branca, município potiguar a 330 km da capital, Natal, escolhido pela instituição como sede do empreendimento.

Na terça e na quarta-feira (08), empresas nacionais e estrangeiras parceiras no projeto participaram de visitas na área e na sede do SENAI.

“Nós estamos mostrando aqui algo que não é mais só uma ideia. É um projeto que está extremamente maduro e que vemos como oportunidade que nasce para a comunidade local, para os trabalhadores do mar, para o Ibama conhecer as condições do ambiente, para as indústrias fortalecerem seus negócios, e para o SENAI poder desenvolver tecnologia e formar pessoas”, disse o diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Rodrigo Mello.

A geração de energia eólica offshore, ou seja, com turbinas instaladas no mar, é uma atividade industrial que começou há menos de 10 anos no mundo, observou o executivo.

No Brasil, o desenvolvimento do setor está em estágio inicial, à espera de regulamentação, mas pesquisas e sinalizações de investimentos ganham cada vez mais corpo.

“Ainda não existe, no país, nenhum aerogerador instalado no mar. E nós estamos, assim como a população, ansiosos para aprender mais a respeito. Com os estudos que já realizamos, conhecemos as condições físicas, as condições da nossa economia, as condições biológicas e o vento, mas precisamos ir além. É uma oportunidade que nasce em Areia Branca para dar respostas ao Brasil”, complementou o diretor.

Planta-piloto

A planta-piloto é um sítio de testes, em condições reais de operação, para futuros aerogeradores que serão implantados no mar do Brasil.

O projeto está em fase de licenciamento ambiental no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A expectativa do SENAI-RN é que a licença saia ainda este ano e que o início da operação ocorra em 2027.

Estudos ambientais para avaliação do Ibama foram entregues em julho, com levantamentos de dados do meio físico da região – o que inclui relevo, clima e oceano – do meio biótico (fauna e flora marinhos) e de aspectos socioeconômicos envolvendo população, paisagem, infraestrutura pública e atividades como a salineira, a pesca industrial, a artesanal e a mariscagem, de Areia Branca e dos municípios de Grossos e Tibau, que estão no entorno.

O documento contém mais de 600 páginas e foi elaborado por geólogos, geógrafos, biólogos, engenheiros civis, ambientais, navais e oceanógrafos que compõem a equipe de pesquisadores do ISI-ER, principal referência do SENAI no Brasil em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em energia eólica, solar e sustentabilidade, e braço da instituição à frente do projeto.

A reunião técnica em Areia Branca é uma etapa prevista no processo de licenciamento. O principal objetivo, segundo o Ibama, é a apresentação de informações que trazem impacto à população e a coleta de ideias que serão utilizadas para balizar a tomada de decisão sobre o licenciamento.

Pescadores que atuam na área e outros representantes da comunidade com os quais o ISI-ER dialoga há aproximadamente um ano para construção do projeto participaram do evento. Em meio ao grupo, Chicão do Mel, presidente da Colônia de Pescadores de Areia Branca, ressaltou a importância da discussão e citou o SENAI como um “elo entre o setor pesqueiro e os empreendimentos que venham a ser instalados na região”.

“Eu tenho dito para os pescadores que é em reuniões como essas que a gente vai conseguir diminuir a dificuldade e a distância do pescador. Eu vejo como de suma importância o envolvimento do setor”, frisou ele.

A reunião também contou com a presença do Ibama, da Marinha do Brasil, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC), da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e de empresas anunciadas como parceiras no projeto: a Goldwind Brasil, de origem chinesa, a espanhola Esteyco, a potiguar Dois A Engenharia, a italiana Prysmian e a Intersal, consórcio que opera o Porto-Ilha de Areia Branca – terminal salineiro ao qual a planta-piloto estará diretamente conectado.

Preço da cesta básica cai em Natal e em outras 16 capitais

FOTO: ILUSTRAÇÃO/PIXABAY

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta terça-feira 6 pesquisa sobre o custo da cesta básica referente ao mês de julho. Em 17 capitais, o valor do conjunto de alimentos básicos consumidos pelas famílias caiu. O preço da cesta básica em Natal, capital potiguar, teve retração (-6,28%).

Na comparação com junho, as quedas mais relevantes foram verificadas no Rio de Janeiro (-6,97%), em Aracaju (-6,71%), Belo Horizonte (-6,39%), Brasília (-6,04%), Recife (-5,91%) e Salvador (-5,46%).

São Paulo foi a capital onde o valor da cesta básica apresentou o maior custo, R$ 809,77 e queda de 2,75% em relação a junho, seguida por Florianópolis onde a cesta básica custou R$ 782,73, com queda de 4,08% em relação a junho e Porto Alegre, R$ 769,96 com queda de 4,34% e Rio de Janeiro, R$ 757,64.

Como a composição da cesta básica é diferente nas cidades das regiões Norte e Nordeste, os menores valores da cesta básica foram constatados em Aracaju (R$ 524,28), Recife (R$ 548,43) e João Pessoa (R$ 572,38).

Entre as seis cidades que tiveram retração nos preços figuram Recife (-7,47%) e Natal (-6,28%). De janeiro a julho deste ano, 15 cidades tiveram alta nos preços médios – Belo Horizonte com alta de 0,06% e Fortaleza, com 7,48%. Por esse critério, de preços médios, as reduções ocorreram em Brasília (-0,63%) e Vitória (-0,06%).

Sebrae Capacita impactará mais de 300 pequenos negócios no Vale do Açu

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Empresários e potenciais empreendedores dos 19 municípios atendidos pela Agência Sebrae Vale do Açu serão alvo do Programa Sebrae Capacita. A estimativa é de que a capacitação impacte mais de 300 pequenos negócios da região, por meio de uma série de soluções com vistas ao melhoramento da gestão dos negócios e elevação da competitividade empresarial. A iniciativa será desenvolvida entre os meses de julho e setembro deste ano.

O Sebrae Capacita é executado em parceria com as Salas do Empreendedor, principal ambiente de suporte empresarial nos municípios. A iniciativa visa impulsionar ideias e negócios em desenvolvimento, a partir do acesso ao conhecimento e a ferramentas inovadoras que promovem a geração de oportunidades para os empreendedores locais.

Além das soluções coletivas, o programa oferece atendimento personalizado aos empreendedores. Durante a capacitação, eles recebem consultorias especializadas na Sala do Empreendedor e têm acesso a alternativas e ferramentas adequadas, com o objetivo de promover melhorias no negócio.

Segundo o gerente da Agência Sebrae do Vale do Açu, Fernando de Sá Leitão, o Sebrae Capacita é decisivo na missão de fortalecer os pequenos negócios. Mas, para ele, a importância vai além, ao promover visibilidade e engajamento para as Salas do Empreendedor.

“A Sala do Empreendedor possibilita um acompanhamento mais direcionado e eficaz aos empreendedores. Ao incentivar a utilização desse espaço, o Sebrae Capacita fortalece o papel das Salas do Empreendedor como um ponto central de apoio ao desenvolvimento empresarial e econômico local”, pontua.

Conteúdo estratégico

O Sebrae Capacita integra um conjunto de iniciativas da nova Estratégia de Atendimento do Sebrae no Rio Grande do Norte, que mira na criação de conexões consistentes e duradoras e no chamado “mind share”, termo inglês que significa “a presença na mente dos consumidores”.

Somente em julho, primeiro mês de execução, o Sebrae Capacita beneficiou empreendedores dos municípios de Galinhos, Alto do Rodrigues, Macau e Guamaré. Nesse período, o programa já impactou 70 pequenos negócios formalizados, em mais de 50 horas de capacitação.

Para tanto, O Sebrae aplica conteúdos estratégicos, com foco nas áreas de gestão financeira, técnicas avançadas de vendas, além de marketing. As capacitações continuam ao longo de agosto e setembro, com ações programadas em Carnaubais, Afonso Bezerra, Pedro Avelino, Lajes, Pedra Preta, Angicos, Ipanguaçu, Fernando Pedroza, São Rafael, Paraú e Triunfo Potiguar.

Agora RN

Agronegócio no RN está em expansão e tem destaque na fruticultura

FOTO: ILUSTRAÇÃO

O agronegócio do Rio Grande do Norte está em expansão e inovação, com perspectivas positivas para os próximos anos, conforme demonstrado pelo mais recente Boletim de AgroNegócio do Sebrae-RN. O documento apresenta dados sobre a distribuição de produtores rurais, produção agrícola e pecuária, além de tendências tecnológicas para 2024. A combinação de tecnologia, sustentabilidade e uma economia crescente fortalece o papel do estado no cenário agrícola nacional.

Os dados mostram que a produção de frutas é um dos destaques econômicos, com forte crescimento na produção de melão e banana. De acordo com dados do IBGE de 2022, a produção de banana teve um aumento percentual de 135% entre 2021 e 2022, enquanto o melão cresceu 65% no mesmo período.

A exportação é um dos grandes propulsores do crescimento da fruticultura. No primeiro semestre de 2024, o RN exportou mais de US$ 73.318.208 em frutas, posicionando-se como o quarto maior produtor do Brasil. A expectativa é de que o estado alcance um novo recorde anual de exportação, refletindo o crescimento contínuo do setor.

A pecuária também se destaca, com grandes rebanhos de galináceos (10.812.369 cabeças), bovinos (1.059.926 cabeças) e ovinos (914.154 cabeças).

O RN conta com um total de 52.292 produtores rurais, com maior ênfase nos 38.437 agricultores. Entre as dez cidades com o maior número de produtores rurais estão Santa Cruz (1.245), Touros (1.173), Apodi (1.152), Santo Antônio (1.131) e Caraúbas (1.033).

Para Mona Paula, gerente da Unidade de Desenvolvimento Rural do Sebrae no Rio Grande do Norte, o cenário de expansão abre novas oportunidades para atender os produtores. “Neste contexto, temos projetos como o Fruticultura Potiguar, que promove capacitação, consultorias de gestão e tecnológicas, missões técnicas e ações de mercado para pequenos produtores. Além disso, iniciativas como o “Juntos pelo Agro”, parceria do Sebrae-RN e o Sistema CNA/Senar, e a criação de ecossistemas de inovação local buscam alcançar produtores distantes ou com dificuldades de conectividade”, comentou.

Inovação e Sustentabilidade

Com um olhar no futuro, o boletim indica que o agronegócio do RN está em posição favorável para competir globalmente. A digitalização dos processos de aquisição de insumos e a mecanização avançada são tendências que continuarão a moldar o setor, tornando-o mais competitivo e resiliente. As tendências para o agronegócio em 2024 apontam para um setor mais tecnológico e sustentável. A adoção dessas inovações permitirá aos produtores enfrentar desafios, aumentar a produtividade e atender às novas demandas do mercado.

Agora RN

Setor produtivo critica debate político sobre ICMS no RN

FOTO: DIVULGAÇÃO

Os secretários estaduais da fazenda, Carlos Eduardo Xavier e da Administração, Pedro Lopes, recorreram às redes sociais para rebater as afirmações de representantes dos segmentos empresariais do Rio Grande do Norte, que apontaram a redução na alíquota do ICMS, que desde janeiro passou de 20% para 18%, como um dos fatores que influenciaram na geração de empregos no primeiro semestre de 2024. Para eles, essa interpretação não reconhece o esforço do governo federal, ao passo que busca vincular algo positivo à redução do imposto. O Rio Grande do Norte encerrou o período com um saldo positivo de 13.060 novos postos de trabalho, puxado pelos setores de serviços, construção civil e comércio.

Na tarde desta segunda-feira (05), representantes de entidades de diferentes segmentos reagiram às críticas dos secretários. Com base nos dados disponíveis, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio RN) diverge dos secretários. “Conforme já nos posicionamos, o desempenho do emprego formal no Estado no primeiro semestre é atribuído a três fatores principais: aumento da renda média do trabalhador, que subiu cerca de 9% no período; aumento de 13,6% no volume de crédito ofertado e diretamente ao consumidor; e a manutenção do modal de ICMS no RN em 18%, resultando na injeção de aproximadamente R$ 300 milhões que seriam pagos em impostos no mercado consumidor”, informou o presidente da entidade, Marcelo Queiroz.

Quanto à influência nos preços dos produtos, ele diz que a composição dos preços no varejo leva em conta um conjunto de fatores, que vão além dos tributos, como custos da matéria-prima, da mão de obra, câmbio, logística e aluguéis, entre outros. “Além disso, desde abril deste ano, tivemos várias alterações no regime especial dos atacadistas, bem como no crédito presumido. Essas mudanças acarretaram aumentos nas alíquotas que variaram entre 1 e 2 pontos percentuais, a depender dos produtos comercializados”, informou Queiroz.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, lamentou a forma como esse tema está sendo discutido porque diz que está sendo privilegiado o debate político. “Estamos apresentando, há pelo menos nove meses, de forma pública, sugestões de ações e medidas para que o Governo do Estado possa incrementar a arrecadação de forma sustentável, melhorar a infraestrutura e resgatar a competitividade regional”, declarou. Ele acrescenta que, até o presente, não foram observadas novas iniciativas e ações neste sentido. “O debate político capitaneado pelo governo vem embaçando a discussão em torno das iniciativas para gerar crescimento econômico ao nosso Estado”, pontuou.

Da Federação da Agricultura e Pecuária (Faern), o presidente José Vieira, se diz surpreso com o retorno dessa discussão. “A Federação de Agricultura e Pecuária do RN achou que esse já tinha sido encerrado, pacificado. Lamento profundamente que o Governo do Estado, ao invés de se preocupar em diminuir o tamanho da máquina e reduzir custos, queira transferir para o setor privado a ineficiência da gestão”, declarou.

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) o RN teve o terceiro melhor desempenho do Nordeste, com o setor de serviços registrando saldo de 10.623 postos; o de construção civil, 3.050 empregos e o comércio, 1.777 novas vagas.

Consultados pela TRIBUNA DO NORTE, representantes dos setores que mais empregaram nos primeiros seis meses apontaram que a oferta de mais crédito, a manutenção da alíquota do ICMS em 18%, as mudanças no Plano Diretor de Natal e a consolidação de obras de infraestrutura contribuíram para a abertura de mais postos de trabalho.

Para o titular da Sefaz/RN, vincular este crescimento no Estado à redução do ICMS é uma interpretação errônea. “Enquanto isso, no mês de julho mais uma queda de arrecadação deste tributo, na casa de 9% nominal, ou seja, sem considerar a inflação”, pontuou em publicações nas redes sociais da internet.

Além disso, ele diz que ligar a queda do imposto ao aumento de empregos parece ter “dupla finalidade: não reconhecer o mérito do governo federal neste resultado e tentar vincular algo positivo na redução da alíquota do ICMS já que não reduziu preços e teve forte impacto nas finanças estaduais”. Procurado pela reportagem, o secretário afirmou que não iria comentar o assunto.

Quem também criticou a postura das entidades do setor produtivo foi o secretário de Administração do Estado, Pedro Lopes. Ele chamou de “falácias” a associação feita entre o bom desempenho da economia e a redução do ICMS, conforme foi destacado pelos segmentos empresariais em matéria da TRIBUNA DO NORTE na edição da última sexta-feira (2). “Os empresários não baixaram os preços dos produtos como prometeram, a arrecadação do ICMS despencou (erraram de novo) e, portanto, não contribuíram para o bom resultado”, escreveu em suas redes sociais.

Lopes afirmou, ainda, que foram as políticas do governo federal que fomentaram a economia e fizeram crescer o emprego no País. “Estamos novamente seguindo o caminho do pleno emprego”, frisou nas publicações. Ele foi procurado para comentar o assunto, mas não deu retorno, até o fechamento desta edição.

Tribuna do Norte

RN será um dos estados beneficiados com a Margem Equatorial na produção de petróleo

FOTO: GERALDO FALCÃO

O estado do Rio Grande do Norte – assim como Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá – deve ser um dos mais beneficiados com a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Os investimentos nessa área estratégica podem definir o futuro energético do Brasil. Com cerca de 500 mil km², essa faixa abrange o litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá, e tem uma estimativa de abrigar em torno de 16 bilhões de barris de petróleo no subsolo. “O futuro energético do Brasil tem uma excelente oportunidade de dar um salto de produção na exploração petrolífera e de gás. Isso pode diminuir a dependência de importações e impulsionar a economia do país”, ressalta Carlos Logulo, organizador do Oil & Gas Summit, evento que vai debater, em 2025, em Fortaleza, o potencial da Margem Equatorial para a economia brasileira.

A Margem Equatorial também é conhecida por Bacia Equatorial e apresenta grande potencial de contribuir para o desenvolvimento social e tecnológico das regiões costeiras, pois a exploração petrolífera gera royalties e tributos para as esferas governamentais, que podem ser reinvestidos em infraestrutura, educação e saúde.

“Um aspecto importante é que a atividade exploratória petrolífera demanda mão de obra em diversas áreas, como construção civil, logística e serviços especializados. Isso impulsiona o mercado de trabalho, gera renda e oportunidades. Sem contar que a exploração de petróleo atrai investimentos em portos, aeroportos, estradas e redes de comunicação, ampliando os ganhos para a população”, reforça Carlos Logulo.

Potencial

Os primeiros estudos foram realizados na bacia da Foz do Amazonas e no Amapá, além da bacia Potiguar. Em todos os locais foram encontrados indícios de petróleo. Neste ano, a Petrobras anunciou a descoberta de grandes reservas de petróleo no poço exploratório Anhangá, entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

O organizador do Oil & Gas Summit observa que alguns países já estão se beneficiando da Margem Equatorial, como a Guiana, que há cerca de uma década já incorporou 11 bilhões de barris em reservas, e do Suriname, que encontrou cerca de 4 bilhões de barris. “Esses montantes ultrapassam as reservas brasileiras, de 14,8 bilhões de barris. Por isso, o Brasil não pode perder a oportunidade de investir na Margem Equatorial” avalia Carlos Logulo. “Somente com os projetos petrolíferos em implantação, a produção nacional vai entrar em declínio a partir de 2032 e o país pode voltar a ser importador líquido de petróleo na década de 2040”, alerta.

Agora RN

Dia dos Pais: comércio potiguar movimentará mais de R$ 313 milhões em 2024, projeta Instituto Fecomércio RN

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Marcado pelo aumento na procura por presentes, o Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante para o varejo brasileiro. De acordo com pesquisas do Instituto Fecomércio RN (IFC), as vendas do período devem injetar aproximadamente R$ 313,5 milhões na economia potiguar – um aumento de 15,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o comércio potiguar movimentou 271,5 milhões.

Em Natal, cerca de 61,5% pretendem comprar presentes para o Dia dos Pais. Menos pessoas irão presentear em Mossoró, mas a pretensão de compra na capital do oeste saltou de 43,4% para 55,4% desde o ano passado. Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN), Marcelo Queiroz, os negócios do varejo devem estar preparados para atender essa demanda.

“Estamos esperando um crescimento expressivo no desempenho do varejo, principalmente em Mossoró. Na capital do Oeste, a expectativa é que o Dia dos Pais movimente mais de R$ 21,2 milhões. No ano passado, a data injetou aproximadamente R$ 15,5 milhões na economia do município. O melhor é que uma boa parte dessa receita, algo em torno de 45%, deve circular no comércio de rua”, ressaltou Marcelo.

Busca por presentes deve injetar R$ 99,5 milhões na economia de Natal

A maior parte de quem vai às compras na capital do RN pertence ao sexo feminino (65,6%), tem de 18 a 24 anos de idade (74%), concluiu o ensino superior (64,4%) e possui renda familiar de 5 a 10 salários mínimos (67,1%). A maioria comprará presentes para o pai (78,1%), mas cerca de 23,3% também pretendem presentear maridos ou namorados. Além disso, 74,2% deixarão para comprar o presente na semana do Dia dos Pais.

De acordo com a pesquisa do IFC, o gasto médio dos natalenses com presentes deve crescer 2,1% em comparação ao ano passado, aumentando de R$ 146,48 para R$ 149,59. Os itens mais procurados serão os de vestuário (47,1%) e perfumes/cosméticos (18,4%). A expectativa do comércio da capital é movimentar R$ 99,5 milhões, um aumento moderado em relação a 2023, quando o valor registrado foi de R$ 99 milhões.

Em Mossoró, cerca de 31,5% pretendem comprar dois presentes

Em Mossoró, a maioria das pessoas que pretendem gastar com presentes também pertence ao sexo feminino (57,3%) e concluiu o ensino superior (61,9%). Por outro lado, a maior parte dos mossoroenses que vai às compras tem de 25 a 34 anos de idade (75,3%) e possui renda familiar acima de 10 salários mínimos (81,3%). Além disso, cerca de 71,5% afirmaram que vão fazer pesquisa de preço.

Assim como na capital potiguar, os itens mais procurados serão os de vestuário (49,2%), perfume/cosmético (26%) e calçados/carteira/cinto/bolsa (26%). O valor gasto nesses presentes, segundo a pesquisa do Instituto Fecomércio RN, será de aproximadamente R$ 135,98 – um crescimento de 7,5% em comparação ao Dia dos Pais 2023, quando o gasto médio registrado foi de R$ 126,54.

Metodologia – Para mapear a intenção de compra para o Dia dos Pais, o Instituto Fecomércio RN entrevistou um total de 600 natalenses e de 500 mossoroenses. Os dados foram coletados ao longo do mês de julho. O nível de confiança de ambas pesquisas é de 95% com margem de erro de quatro pontos percentuais. As pesquisas completas estão disponíveis em: https://fecomerciorn.com.br/pesquisas/

Fecomércio RN aponta que estado tem melhor primeiro semestre da história na geração de vagas formais de emprego

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O Rio Grande do Norte alcançou, em junho, o melhor resultado do ano na geração de empregos formais, marcando o sexto mês consecutivo de crescimento. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado gerou 4.533 postos de trabalho no mês, superando os 2.604 empregos criados no mesmo período de 2023.

No acumulado do primeiro semestre de 2024, o emprego formal no Rio Grande do Norte teve o melhor desempenho desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2010. Foram abertas 13.060 vagas de emprego formal, mais do que o dobro das vagas abertas no primeiro semestre do ano passado (6.060) e quase 50% a mais do que o último recorde para o período, registrado no primeiro semestre de 2010, com 8.188 novas vagas.

Os setores de Comércio e Serviços foram os grandes responsáveis pelo desempenho positivo. No acumulado do ano, esses setores geraram 12.400 vagas, correspondendo a 95% do total de empregos formais criados no estado.

Negócios aquecidos influenciam geração de emprego

O desempenho do emprego formal no estado no primeiro semestre é atribuído a três fatores principais: aumento da renda média do trabalhador, que subiu cerca de 9% no período; aumento de 13,6% no volume de crédito ofertado no mercado e diretamente ao consumidor; e a manutenção do modal de ICMS no RN em 18%, resultando na injeção de aproximadamente R$ 300 milhões que seriam pagos em impostos no mercado consumidor.

Os festejos juninos também tiveram um impacto significativo na economia do estado.

Segundo dados do Instituto Fecomércio RN, as grandes festas realizadas em municípios como Assú e Mossoró movimentaram pouco mais de R$ 450 milhões na economia local.

Os números mostram a força do nosso mercado de trabalho, especialmente nos setores de Comércio e Serviços, que são pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico do estado. O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, explica a influência dos fatores na geração de mais postos de trabalho.

“Mais crédito e renda ajudam a aquecer o mercado fazendo que haja a necessidade de novos postos de trabalho. Pelo peso que os setores de Comércio e Serviços têm, quando eles se aquecem, aumentando suas vendas, também estimulam um forte e ágil círculo virtuoso na economia”, afirma.