SELO BLOG FM (4)

Categoria: Economia

RN expande energia solar residencial em 49% e ocupa 4ª posição no Nordeste

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte aumentou sua potência instalada de energia solar em 49% entre abril de 2023 a abril de 2024, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. O crescimento coloca o estado em 4º lugar no Nordeste. Especialistas do setor apontam que essa tendência de crescimento está atrelada ao maior acesso a financiamentos, que têm contribuído para o barateamento dos custos e impulsionado o ritmo da transição energética.

Este aumento se refere à produção de energia elétrica de pequeno porte, gerada pelos próprios consumidores de forma independente, quase sempre a partir dos telhados de seus imóveis. No Rio Grande do Norte, a capacidade total de produção de energia solar fotovoltaica desse tipo saltou de 409 megawatts em 2023 para 609,2 megawatts em 2024.

Já a produção de energia solar em grandes usinas instaladas no estado destaca o Rio Grande do Norte como o quinto maior gerador do país. São 10.952 megawatts total no estado, somando o que está em operação, em construção ou já outorgado e apto para exploração. Com linhas de créditos exclusivas e preços reduzidos, instituições financeiras têm oferecido linhas de crédito específicas para quem deseja investir em sistemas de geração de energia solar.

Segundo Ana Paula Medeiros Vieira, Coordenadora de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o aumento da procura por esse tipo de financiamento está ligado aos benefícios do empréstimo, como taxas de juros competitivas, análise de crédito simplificada e ausência de burocracia. “O financiamento para nossos associados (pessoas que possuem conta no Sicredi) cobre até 100% do valor do projeto, com prazos de pagamento flexíveis de até 10 anos, dependendo da política de cada cooperativa, e inclui assessoria especializada para apoio no processo”, afirma a especialista.

A linha de financiamento oferecida pelo Sicredi é voltada para consumidores residenciais e empresas que desejam suprir suas necessidades energéticas com a energia solar. Só na instituição, de acordo com a Coordenadora, houve um aumento de cerca de 30% na procura por esse tipo de financiamento nos últimos anos, impulsionado pela crescente conscientização da importância da sustentabilidade e da economia de recursos naturais.

Por ser uma fonte de energia limpa e renovável que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o uso das placas fotovoltaicas oferecem diversos benefícios para o bolso dos consumidores, incluindo a redução de custos na conta e a possibilidade de vender o excedente de energia produzido de volta para a rede. Isso acaba por gerar uma autossuficiência energética, diminuindo a dependência da rede elétrica convencional e os constantes reajustes.

Com a disponibilidade constante dessa fonte de energia ao longo do ano no Rio Grande do Norte e por ser um investimento com retorno garantido, a energia solar está entre as mais competitivas do país. “Para que o associado tenha segurança sobre a viabilidade do seu projeto, o Sicredi disponibiliza uma equipe de especialistas em energia solar para ajudar a escolher a melhor opção conforme as necessidades energéticas individuais”, conclui Ana Paula Medeiros Vieira.

RN registra maior número de passageiros internacionais desde 2018

FOTO: ASSECOM/ILUSTRAÇÃO

Em razão de sua localização geográfica e imensa capacidade de geração de energia eólica, o Rio Grande do Norte se destaca como um dos que possui maior potencial para produção de Hidrogênio Verde no país. A avalição é de Fernanda Delgado, diretora executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV).

Atualmente, o estado possui 295 parques eólicos em operação, respondendo por 32% da energia eólica gerada no país. “O Brasil está em posição de vantagem para liderar o setor de maneira global, com mais de 90% de sua matriz elétrica limpa”, disse.

“Considerando que a energia gerada pelos ventos é fundamental para a indústria do Hidrogênio Verde, esse aspecto credencia o Rio Grande do Norte como um dos principais centros de fornecimento de energia renovável”, afirma Fernanda Delgado.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 9,59 GW de potência instalada em energia eólica, colocando-o como um dos líderes nacionais nesse setor.

De acordo com projeções feitas com base nos projetos já idealizados, “até o próximo ano estão previstas a construção e o início da operação de plantas-piloto de H2V em pequena escala.” Entre 2027 e 2028, existe uma previsão para produção em larga escala, incluindo exportação e fabricação de outros produtos como aço verde, fertilizante verde e metanol.

No Rio Grande do Norte, destacam-se projetos como o da Petrobras, que prevê investimentos da ordem de R$ 90 milhões na ampliação da planta piloto de H2V no RN, utilizando energia eólica da Usina Alto Rodrigues. Além disso, a Auren (ex-Cesp), agora controladora da AES Brasil, está em fase de estudos e captação de recursos para a construção de um porto e um complexo industrial para produção, armazenamento e exportação de H2V, amônia verde e metanol verde, com um investimento projetado de R$ 5,6 bilhões.

Estima-se que a indústria de Hidrogênio Verde possa gerar milhares de empregos no Rio Grande do Norte, impulsionando a economia local e atraindo investimentos nacionais e internacionais, além de impulsionar o desenvolvimento tecnológico e industrial do estado.

De acordo com um estudo realizado pela LCA em dezembro de 2023, “em um cenário de participação brasileira equivalente a 4% da produção global estimada de H2V, o impacto no PIB até 2050 pode ser de R$ 7 trilhões.” Esses resultados representam uma arrecadação de R$ 866 bilhões em todos os níveis do governo, um fomento de R$ 82 bilhões para a economia nacional, com um superávit de R$ 783 bilhões. No curto prazo (entre 2024-2030), projeta-se um superávit de R$ 75 bilhões, com um impacto de R$ 550 bilhões no PIB nacional.

Com informações do Novo Notícias

Natal tem 3ª gasolina mais cara entre capitais nordestinas, diz ANP

FOTO: REUTERS

Em Natal, o preço médio da gasolina ficou em R$ 6,12 na semana terminada no último sábado 15, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com isso, o valor médio do combustível teve redução de sete centavos em comparação com a semana anterior.

Ainda assim, a capital potiguar tem a terceira gasolina mais cara entre as capitais nordestinas, atrás apenas de Aracaju/SE (R$ 6,35) e Salvador/BA (R$ 6,16).

Preço médio da gasolina subiu para R$ 5,58 por litro, no Brasil. Foto: REUTERS/Francis Mascarenhas

A pesquisa da ANP levantou os dados em 16 postos de combustíveis monitorados em Natal. O estabelecimento com a gasolina mais barata apresentou o custo de R$ 5,99 por litro, enquanto o mais caro estava a R$ 6,19.

No País, a capital potiguar aparece em nono no ranking onde a gasolina é mais cara. Na outra ponta, São Luís/MA é capital que tem o menor preço médio do combustível no Brasil.

Preço médio da gasolina nas capitais nordestinas:

  • Aracaju: R$ 6,35
  • Fortaleza: R$ 5,70
  • João Pessoa: R$5,86
  • Maceió: R$ 5,88
  • Natal: R$ 6,12
  • Recife: R$ 5,67
  • Salvador: R$ 6,16
  • São Luís: R$ 5,44
  • Teresina: R$ 5,69

Agora RN

Comidas típicas de festa junina estão mais caras com inflação, aponta pesquisa

FOTO: PIXABAY

Junho, o mês das festas juninas, é aguardado com grande expectativa todos os anos. No entanto, não é só de alegrias que se vive esse período festivo, pois os consumidores estão enfrentando aumentos significativos nos preços das comidas típicas, aponta levantamento do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Os ingredientes para os pratos tradicionais das festas juninas ficaram quase 6% mais caros entre junho de 2023 e 2024, enquanto a inflação do período foi de 3,28%.

O aumento dos preços afetou diversos produtos: o arroz-doce subiu mais de 23%, a maçã teve alta de 21% e a batata-doce aumentou quase 12%. O maior vilão foi a batata inglesa, com um aumento superior a 60%. O açúcar refinado também encareceu, com alta de 10,30%, e até as bebidas não escaparam, com água e refrigerante subindo quase 6%.

Esses aumentos são atribuídos aos efeitos climáticos, especialmente o impacto do El Niño, que deveria ter terminado no final de abril, mas se prolongou, agravando a situação agrícola, especialmente no Sul, importante região produtora de diversos alimentos. Por outro lado, alguns alimentos tiveram queda de preço, como a farinha de trigo (-15,47%), o leite condensado (-13,98%), o leite tipo longa vida (-7,22%) e o milho de pipoca (-6,63%), segundo levantamento do Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Ponta Negra News

Setor imobiliário espera novos negócios com o Complexo Turístico da Redinha

FOTO: ALEX RÉGIS

As obras do Complexo Turístico da Redinha, na zona Norte de Natal, ultrapassaram 80% de execução, o que deve permitir a entrega do equipamento no dia 31 de julho. A informação é da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Alvo de muita expectativa para permissionários e demais trabalhadores que dependem do ativo para geração de renda, a chegada do Complexo também é aguardada com bastante otimismo pelo setor imobiliário da capital. A avaliação de fontes ouvidas pela reportagem é de que o empreendimento irá valorizar a região, permitir a instalação de novos empreendimentos e gerar negócios.

O presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon-RN), Sérgio Azevedo, destaca que o equipamento, aliado à revisão do Plano Diretor de Natal (PDN), trará diversas oportunidades para o setor. “O Complexo chega para oxigenar a região. Aquela área ficará mais atrativa e irá fomentar o mercado de imóveis, com capacidade para a construção de novos empreendimentos”, avalia. O Novo Mercado da Redinha, que integra o Complexo, contará com um andar, 33 boxes, sete restaurantes, praça de alimentação, mirante, píer e deck para embarcações, além de varanda panorâmica.

A Prefeitura realiza estudos para conceder a operação do mercado à iniciativa privada, por meio de um processo de concessão, o que deve aumentar as perspectivas de investimentos em todo o perímetro onde o empreendimento está instalado. O presidente do Conselho Regional de Corretores de imóveis (CRECI-RN), Roberto Peres, assegurou que há boas expectativas de investimentos para a região, especialmente, se levado em conta também a vigência do PDN. “A Redinha passou, com a revisão, de um gabarito de sete metros e meio para construções de até trinta metros de altura”, explica.

“Isso, por si só, já garante uma expansão de negócios para a região. Com o Complexo, a gente espera que novos empreendimentos – quer sejam comerciais, quer sejam residenciais – surjam ao redor daquela área”, completa. Renato Gomes, do Sindicato de Habitação do RN (Secovi), também comemora o novo equipamento. “O Complexo, obviamente, vai levar mais turistas e pessoas que moram na região a frequentar a localidade. Por consequência, a gente espera a instalação de imóveis circunvizinhos. É uma forma de a área ganhar valorização e um potencial maior de construções”, diz.

Gomes diz ainda que espera um novo olhar, por parte dos investidores, para o bairro e adjacências. “É bem verdade que tem muita gente contando os dias para voltar a comer ginga com tapioca ou socializar com os amigos na Boca da Barra. E, claro, isso tende a induzir a chegada de equipamentos pela iniciativa privada, que precisa ter um olhar diferente para a área”, indica.

Ricardo Abreu, da Abreu Imóveis, discorre sobre a boa localização da Redinha e comenta as possibilidades de investimento. “A Prefeitura tem se voltado para aquela região e isso será acompanhado pelo mercado imobiliário. A Redinha é uma área muito boa de se morar, relativamente próxima de outras localidades, com uma excelente extensão de mar. Paralelo, temos ali bons terrenos com valores acessíveis, ideais para fazer empreendimentos muito interessantes. Então, acho que a chegada do Complexo será de muita validade para abrir um novo elo urbano e de moradia”, descreve o empresário.

Ele também mencionou o Plano Diretor como fator de estímulo aos negócios para o mercado imobilário no entorno do equipamento. “O Plano permite a construção de edificações bem acima do que era permitido anteriormente. Acredito que isso vai ser mais uma razão para alavancar novos projetos”, conjectura. A obra do Complexo Turístico foi dividida em cinco lotes e conta com investimentos da ordem de R$ 25 milhões, fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Natal e o Governo Federal.

Saneamento e segurança são desafios na região

Apesar do otimismo com a chegada do Complexo, as fontes ouvidas pela TRIBUNA DO NORTE comentaram que há desafios a serem superados para melhorar a a atratividade de investimentos na região. Setores como saneamento, infraestrutura, limpeza e segurança pública estão entre os pontos de atenção. “Vejo como necessário um acesso mais qualificado à região, tanto para quem vem de Santa Rita, quanto para que vem do outro lado da capital”, sugere Renato Gomes, do Secovi.

“Tem ainda a questão da limpeza. Se houver esse planejamento, se a segurança funcionar, naturalmente outros bons atores vão surgir para que o equipamento seja melhor aproveitado”, afirma Gomes, em seguida.

Já para Sérgio Azevedo, do Sinduscon-RN, os problemas em relação a saneamento são o principal gargalo. “É preciso ampliar o saneamento em toda a zona Norte, porque, a partir desse aspecto, é bastante caro investir na área hoje em dia. O deslocamento pela região e a infraesttura urbana também precisam melhorar”, aponta Azevedo.

O empresário Ricardo Abreu reforça a necessidade de investimentos em vias de acesso à zona Norte e acrescenta: “Além de melhorar estradas, é importante pensar no aperfeiçoamento de linhas de transporte urbano. E não se pode esquecer do fator segurança para que o investimento privado venha muito mais rápido”.

Estudos para PPP

Para gerenciar a operação do Complexo Turístico da Redinha, a Prefeitura pretende conceder o ativo à iniciativa privada. De acordo com Danielle Mafra, secretária-executiva de PPPs e Concessões de Ntal, o edital deverá ser lançado em breve. Estudos técnicos estão sendo elaborados para analisar a viabilidade da parceria. O edital irá contemplar desde estacionamentos, áreas de circulação, centro de artesanato e o próprio mercado.

Segundo Mafra, algumas empresas já demonstram interesse em fazer parte da parceria com a Prefeitura. Ela preferiu não divulgar nenhuma estimativa de investimentos no âmbito da concessão. A Prefeitura tem trabalhado no edital desde o início do ano para constituir exatamente qual será a área da concessão. A PPP para administração do Complexo da Redinha, de acordo com a gestora, deverá gerar valorização dos imóveis próximos, pois o investimento está sendo feito em vias de acesso, iluminação da região e uma estação própria de tratamento de esgoto.

Também foi feita a proteção costeira na praia, através do enrocamento de proteção do Mercado. “É uma licitação grande, com seis lotes diferentes. Existem seis frentes de trabalho, dentre elas, iluminação pública, drenagem, calçada, pavimentação. Temos um ponto com vocação turística, mas tinha a necessidade de melhorias da praia urbana. Temos na gestão do prefeito Álvaro Dias uma ação contínua de valorização dos equipamentos públicos para preservar a história e a cultura de Natal, atrair novos empreendimentos, mais emprego e oportunidade para empresas de Natal”, afirma a Secretária.

Tribuna do Norte

No RN, vendas avançam 0,5% em abril e comerciantes aproveitam alta

FOTO: ILUSTRAÇÃO

O comércio está em alta em 2024. É o que aponta a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, as vendas do setor cresceram 0,9% no Brasil e 0,5% no Rio Grande do Norte no comparativo com março deste ano. Esse foi o quarto resultado positivo seguido no varejo, que acumula alta, no País, de 4,9% no ano e crescimento de 2,2% na comparação com abril do ano passado. O levantamento afere a receita bruta de revenda nas empresas, com 20 ou mais pessoas, que têm como atividade principal o comércio varejista.

No comparativo com abril do ano passado, as vendas do comércio potiguar cresceram 6,4%, posicionando o Estado na oitava colocação entre as 25 taxas positivas, em todo o País. Já no varejo ampliado, o crescimento foi de 11,3%, colocando o RN na sexta posição entre as 26 taxas positivas.

“Esse resultado nos traz muito entusiasmo e reflete aquilo já percebemos há meses com base na condução da economia brasileira realizada pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Os dados mostram ainda a força do setor dos pequenos negócios, que hoje representam cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), além de ter garantido o emprego para seis em cada dez brasileiros no mês de abril”, avaliou o presidente do Sebrae, Décio Lima.

No varejo ampliado, que inclui, além das atividades do varejo, as de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, a taxa de crescimento no Estado foi de 2%, na contramão do país que teve queda de 1%.

Entre as atividades pesquisadas no País, cinco avançaram em abril. O destaque foi no ramo equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (14,2%). Ligado ao comércio de alimentos, a área de supermercados, bebida e fumo, tiveram um crescimento de 1,5% em abril. O setor de móveis e eletrodomésticos (2,4%) também teve resultado positivo após a queda em março. Os estados quem mais registraram avanço em abril foram Rondônia (5,1%), Roraima (4,5%) e Amapá (3,7%). Já o Maranhão (-1,4%), Bahia (-1,2%) e Paraíba (-1,1%) ficaram entre os que tiveram piores desempenhos.

Tribuna do Norte

Cesta básica registra variação positiva no mês de maio em Natal

FOTO: FREEPIK

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da cidade do Natal, calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES), registrou para o mês de maio de 2024, uma variação positiva de 0,35% em relação ao mês anterior. Com este resultado, a variação no ano ficou em 2,30%, nos últimos doze meses (Junho/2023 a Maio/2024) atingiu 3,82% e 682,03% desde o início do Plano Real.

O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 0,29% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: Sal e Condimentos (4,56%), Óleo e Gorduras (2,75%), Tubérculos, Raízes e Legumes (2,34%), Farinhas, Féculas e Massas (1,82%), Açúcares e Derivados (1,66%) e Frutas (1,52%).

Já o grupo Habitação apresentou uma variação positiva de 1,74%. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: Reparos (3,93%) e Artigos de Limpeza (0,27%).

Os Artigos de Residência teve uma variação positiva de 0,70% em função do aumento de preços nos seguintes itens: Mobiliário (2,29%), Cama, Mesa e Banho (2,28%) e Utensílios e Enfeites (1,03%).

Cesta Básica

O custo da cesta básica teve uma variação positiva de 1,66% em relação ao mês anterior.

Nas despesas com os produtos essenciais, o custo com a alimentação por pessoa foi de R$ 622.49. Para uma família constituída por quatro pessoas, esse valor alcançou R$ 2.489,96. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com Vestuário, Despesas Pessoais, Transportes etc., o dispêndio total seria de R$ 7.678,09.

Dos treze produtos que compõem a Cesta Básica, nove tiveram variações positivas: Leite (11,13%), Café (4,48%), Frutas (4,01%), Carne de Boi (2,50%), Tubérculos (2,20%), Arroz (1,65%%), Açúcar (0,72%), Farinha (0,65%) e Pão (0,53%). As variações negativas ocorreram em quatro produtos restantes: Óleo (-5,60%), Leite (-3,05%), Legumes (-1,55%) e Margarina (0,68%).

Cesta Básica

– Janeiro: variação positiva de 2,83%

– Fevereiro: variação positiva de 0,73%

– Março: variação positiva de 1,05%

– Abril: variação positiva de 2,26%

– Maio: variação positiva de 1,66%

IPC

– Janeiro: 0,46%

– Fevereiro: 0,68%

– Março: 0,44%

– Abril: 0,36%

– Maio: 0,35%

“PEC das Praias” pode estimular a competitividade do turismo no RN

FOTO: CANINDÉ SOARES

A PEC nº 3/2024, que autoriza a União a vender os chamados terrenos de marinha, localizados próximos das praias, lagoas e rios, pautou o debate público nas últimas semanas e vem dividindo opiniões. A proposta ficou conhecida como PEC das Praias, embora o texto não trate especificamente de acesso ao mar nem a faixas de areia. Defensores da proposta, em tramitação no Senado, dizem que o texto vai facilitar o registro fundiário e a geração de empregos. Segmentos do turismo sugerem discussões aprofundadas e destacam que a medida já vem sendo aplicada em outros países. Enquanto isso, ambientalistas veem risco de agravamento da crise climática.

A PEC em questão transfere os terrenos de marinha, mediante pagamento, aos seus ocupantes particulares e, gratuitamente, quando ocupados por estados ou municípios. Apesar do nome, os terrenos não pertencem à Marinha do Brasil. Na verdade, são as áreas situadas na costa marítima, aquelas que contornam as praias, ilhas, margens dos rios e das lagoas, em faixa de 33 metros medidos a partir da posição da linha imaginária do preamar (maré cheia média). A faixa foi estabelecida pela Carta Náutica de 1831.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Abdon Gosson, diz que os hoteleiros veem a PEC como uma boa oportunidade, desde que todos os critérios regulatórios sejam obedecidos. O argumento é de que com a possível extinção do pagamento das cobranças de foro, taxa de ocupação e laudêmio (transferência de propriedade), o Brasil poderia ter mais competitividade turística frente a outros países. Gosson destaca que a visão é consensual entre os empresários da hotelaria. “Isso é uma prática que já acontece em diversos países. Estados Unidos, Canadá, na Europa, no Extremo Oriente. No México o exemplo é Cancún, que tem centenas de hotéis e todos têm a propriedade dessas áreas”, conta o presidente da ABIH/RN.

Para critérios específicos, como hotéis, resorts, cassinos, outras instituições, ele diz que a medida é muito bem aceita pelo turista do mundo. “Nessa PEC permanece com a União as praias, demais terrenos de marinha, áreas específicas. Não é qualquer área. Então, se for baseado nesse princípio e com essas condições, nós concordamos plenamente para uma melhoria significativa e elevar o padrão de qualidade do turismo”, pontua.

A PEC sugere retirar a obrigatoriedade de pagamento de taxa à União por pessoas que ocupam essas áreas. Além disso, esses territórios poderiam ser transferidos a entes privados mediante pagamento. Atualmente, o imóvel é compartilhado entre o morador ou ocupante, que detém 83%, e a União, com 17% da área. De acordo com o governo, existem cerca de 500 mil imóveis no País classificados como terrenos de marinha, dos quais em torno de 271 mil aparecem registrados em nome de responsáveis únicos (pessoas físicas e jurídicas).

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Estado (SHRBS), Habib Chalita, diz que é preciso cautela e que o tema deve ser discutido exaustivamente, com foco na viabilidade sustentável. “Isso precisa ser debatido com a população local porque se vier acontecer ou não, tem que se prestigiar a sustentabilidade, o meio ambiente, dar acesso à população. São vários fatores que precisam ser colocados na mesa para que ninguém possa sair perdendo”, pondera Chalita.

Ele reforça que o mesmo acontece fora do Brasil, mas os países trabalham exaustivamente com a população local, a proteção ao meio ambiente. “Não é um tema que seja discutido em seis meses porque isso envolve a população, a iniciativa privada que gera emprego e impostos e, principalmente, o meio ambiente. Não estou aprovando nem desaprovando, estou sugerindo o debate em exaustão em todo o litoral brasileiro”, frisou.

Polêmica nas redes sociais

No fim de semana passado, o tema ganhou holofotes após um embate virtual nas redes entre a atriz Luana Piovani e o jogador de futebol Neymar, após ela publicar vídeos em suas redes pedindo que as pessoas fossem contrárias à PEC. Neymar foi associado à questão por uma parceria que fechou com uma incorporadora, a Due, em um projeto anunciado como “Caribe Brasileiro”, que cota com imóveis de alto padrão em uma área de 100 quilômetros entre os litorais de Pernambuco e Alagoas. A incorporadora Due, parceira do atacante, nega que a PEC vá beneficiar seu empreendimento.

As duas celebridades, no entanto, trocaram farpas. Por um lado, Luana chamou Neymar de “péssimo cidadão, pai e marido”, além de “mau caráter”. O jogador, por sua vez, respondeu, entre outras coisas, que a atriz é “maluca” e a acusou de querer “lacrar na internet”. O surfista Pedro Scooby, ex-marido de Piovani também se pronunciou sobre a desavença pública entre ela e o amigo dele. Scooby se declarou contra o assunto, em postagem no Instagram, após Luana ter lhe cobrado um posicionamento público.

Controvérsia no Senado

A PEC das Praias, que já foi tema de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 27 de maio, despertou controvérsias entre os debatedores, além da grande repercussão nas redes sociais. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) citou a tragédia do Rio Grande do Sul como efeito das mudanças no clima mundial.

Ele disse que os senadores precisam conhecer com clareza o que a PEC pode trazer à sociedade e ressaltou que na faixa costeira localizam-se ecossistemas de alta relevância ambiental, como manguezais, manchas residuais da mata atlântica, restingas, dunas eólicas e recife de corais. “Os terrenos de marinha são aliados estratégicos fundamentais para adaptação à crise climática e preservação desses ecossistemas”, sublinhou o parlamentar.

Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) propôs convidar para o debate uma série de autoridades da União, dos estados e dos municípios. Girão também chama a atenção para a polêmica em torno do tema: ele considera que o texto da proposta deve ser aperfeiçoado, mas contestou os argumentos de que a PEC resultaria na privatização das praias. “Talvez, essa opinião seja fruto da falta de um melhor conhecimento sobre o conteúdo da PEC ou, em alguns casos, de simples má-fé no sentido de imputar interesses escusos aos interessados na sua tramitação exitosa”, avalia Girão.

Tribuna do Norte