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Categoria: Economia

Insegurança jurídica ameaça investimentos de até R$ 2 bi no litoral potiguar

FOTO: REPRODUÇÃO

A demarcação de um território quilombola na praia de Sibaúma, no município de Tibau do Sul, tem preocupado empreendedores que planejam instalar equipamentos turísticos na região. A possível delimitação da comunidade pode inviabilizar cerca de R$ 2 bilhões em investimentos, estimam os empresários.

O principal entrave é a reabertura de um processo administrativo no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), arquivado em 2010, que prevê a demarcação e a titulação de um território quilombola na praia de Sibaúma.

Segundo o Incra, em nota enviada ao NOVO, o processo administrativo que trata da regularização do Território Quilombola de Sibaúma foi aberto em 2005 e arquivado em 2010, a pedido da comunidade quilombola, ainda antes da conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID).

À época, apenas o Relatório Antropológico, uma das peças que compõem o RTID, havia sido finalizado. Com a reabertura do processo, em 2020, houve a necessidade de atualizar a situação do Quilombo Sibaúma em relação ao território.

A área indicada como território tradicional é muito valorizada, por se tratar de uma região de grande potencial turístico. Atualmente, é ocupada por empreendimentos hoteleiros, residenciais e de lazer.

“Essa situação, entrelaçada a uma longa história de conflitos internos associados às famílias da própria comunidade, tem resultado em grande dificuldade e demora para se estabelecer um consenso a respeito dos limites do território quilombola. Com a definição desse perímetro, sem data para conclusão, a próxima etapa será a elaboração da Planta e do Memorial Descritivo do Território Quilombola, concluindo-se assim o RTID, e dando sequência à sua publicação”, detalhou o Incra.

Com a demarcação, potenciais licenças ambientais e de construção passariam a ser totalmente afetadas com novas exigências, tal como a consulta prévia, livre e informada determinada pela Convenção Internacional 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em razão da comunidade autodefinida como Remanescente de Quilombolas.

A insegurança jurídica afeta não apenas a comunidade quilombola, que aguarda a regulamentação, mas também proprietários de imóveis, empreendedores e a economia do município de Tibau do Sul. No entanto, em meio ao imbróglio jurídico envolvido, o Incra aponta que, após a publicação do RTID, haverá um prazo para que quaisquer interessados apresentem contestações. O órgão não delimitou prazos para encerrar o processo.

“Após esse período [conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação], o Incra publicará uma Portaria de Reconhecimento do Território Quilombola, seguida da publicação de um Decreto Desapropriatório por Interesse Social assinado pelo presidente da República. Por fim, o Incra fará a avaliação para as devidas indenizações e o registro e titulação. Tendo em vista que não é possível antever com precisão a duração dessas etapas, não há previsão para a conclusão dos procedimentos”, detalhou o Incra.

Também em nota, a Associação dos Remanescentes Quilombolas de Sibaúma reforça a necessidade de o Incra demarcar o terreno, protegendo a identidade da comunidade. “As tentativas de desacreditar a legitimidade histórica e cultural de nossa comunidade, baseando-se em um suposto laudo antropológico “muito fraco”, não apenas desrespeitam a memória de nossos ancestrais, mas também ignoram a legislação vigente que reconhece e protege os direitos das comunidades quilombolas em todo o território nacional. É imperativo ressaltar que a identidade quilombola de Sibaúma foi reconhecida pelo INCRA, após rigoroso processo de identificação e delimitação, que cadastrou 265 famílias como remanescentes de quilombolas, legitimando nossa história e nossos direitos”, aponta a entidade.

Empreendedores pedem diálogo entre partes envolvidas

Uma das principais questões que tem causado apreensão é a discrepância entre as coordenadas da área quilombola de Sibaúma fornecidas pelo Ministério Público Federal (MPF/RN). As coordenadas representam um território quilombola muito maior do que o definido pelos próprios membros da comunidade.

A área consta no laudo antropológico, resultado de um convênio entre Incra e o departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o que pode agravar ainda mais os conflitos fundiários e causar prejuízos econômicos significativos.

Além disso, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA) passou a exigir, por recomendação do MPF, que qualquer empreendimento a ser licenciado em um raio de 8 quilômetros da comunidade quilombola necessita de consulta prévia, independentemente do seu potencial de causar impacto.

A medida, alega a Associação dos Proprietários de Imóveis e Empreendimentos do Distrito Praia de Sibaúma (ASPRIES), afetou diretamente empreendimentos já licenciados e ameaça a viabilidade de novos projetos na região. Os empreendedores temem cancelamentos ou mesmo a não renovação ou, ainda, a suspensão de licenças já concedidas, sem que haja qualquer falha técnica apontada.

“Quando empreendimentos que já haviam obtido todas as autorizações necessárias são subitamente surpreendidos com essa nova exigência, levando à paralisação do empreendimento, isso causa um efeito dominó que afeta diversos setores da economia local”, destaca o presidente da ASPRIES, Marcelo Xavier.

Os empreendedores pedem cautela nesse momento de incertezas e esperam um diálogo entre as partes envolvidas para soluções que contemplem os interesses de todos. A urgência de negociações e a união de objetivos são fundamentais para encontrar uma saída positiva em meio a esse momento conturbado. “O desenvolvimento imobiliário da região de Sibaúma está totalmente comprometido. O trecho é a última parte do município de Tibau do Sul que pode realmente crescer em termos imobiliários nos próximos 20 anos, podendo alcançar um potencial de R$ 2 bilhões em construção e milhares de empregos. Caso aconteça um embate jurídico na região, fica difícil ter um crescimento. Todos nós perdemos com isso. Os empresários e a comunidade”, encerra Fabiano Alexandre de Pontes e Silva, proprietário da Sibaúma Agropecuária LTDA.

Novo Notícias

Petrobras anuncia aumento de preço da gasolina e do gás de cozinha

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A Petrobras divulgou nesta segunda-feira (8) o aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras, passando a valer a partir desta terça-feira (9). O diesel não teve reajuste. O litro da gasolina terá uma alta de R$ 0,20, chegando a R$ 3,01. Já para o gás de cozinha de 13kg, o litro vai subir para R$3,10, indo para R$34,70.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,20 /litro, uma variação de R$ 0,15 a cada litro de gasolina C”, explicou a companhia por meio de nota.

Este é o primeiro ajuste nos preços de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras em 2024.

Considerando os novos preços, o aumento da gasolina é de 7,11%. O último reajuste da gasolina feito pela Petrobras havia sido em outubro de 2023, com uma redução de R$ 0,12 .

Vale lembrar que a Petrobras anunciou em maio de 2023 uma mudança em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI). Isso significa que o reajuste de preço dos combustíveis não segue as variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior.

Desde a implementação da nova estratégia comercial, a petroleira reduziu seus preços de venda para as distribuidoras em R$ 0,17 /litro.

Com informações do SBT News

RN tem crescimento de 83% nas exportações no primeiro semestre, aponta SEDEC

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O Rio Grande do Norte teve um primeiro semestre neste ano com resultado positivo na “balança comercial”, ou seja, as exportações somaram valores que ultrapassaram as importações potiguares. Entre janeiro e junho de 2024, o saldo da balança comercial chegou a 238,4 milhões de dólares. As exportações corresponderam, nos primeiros seis meses do ano, a 484,1 milhões de dólares, o que significa um aumento de 83,1% em relação ao mesmo período de 2023.

Os números integram a 7ª Edição de 2024 do Boletim de análises econômicas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

Conforme o boletim, que resume e sistematiza os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, referentes ao Rio Grande do Norte, predominaram na pauta de exportações potiguar, entre janeiro de junho, óleos combustíveis (321 milhões de dólares), frutas e castanhas (74,2 milhões de dólares), seguidos de açúcares (19,4 milhões de dólares), produtos da indústria de transformação (15,5 milhões de dólares) e tecidos de algodão (13,7 milhões de dólares).

Em relação ao destino dos produtos exportados pelo Rio Grande do Norte, os destaques foram: Singapura (119,4 milhões de dólares), Holanda (81,5 milhões de dólares), Emirados Árabes Unidos (47,1 milhões dólares), Ilhas Virgens Americanas (36,5 milhões de dólares) e Estados Unidos (30,3 milhões dólares).

“O comercial exterior do Rio Grande do Norte culminou, no primeiro semestre, com uma movimentação financeira que, na soma das exportações e importações, chegou ao valor de U$ 729,8 milhões, isso representa uma alta de 33,3%, no que se refere ao mesmo período do ano passado”, destacou o secretário adjunto da SEDEC, Hugo Fonseca.

“O que explica esse fato são as exportações de óleos combustíveis terem crescido 255% quando comparado ao ano passado. Além disso, houve um aumento das transações comerciais dos açúcares e melaço de 392%”, observa.

Ele aponta que esses dois produtos geraram um aumento significativo na balança comercial do RN. “É necessário ressaltar que a parceria entre Rio Grande do Norte e os Países Baixos (Holanda), representou um aumento de 232,1%, assim como a parceria com os Emirados Árabes Unidos apresentou um acréscimo de 1.041,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Logo, todos esses fatores impactaram para que o saldo da balança comercial se fizesse positivo em 83,1%, pois toda essa conjuntura refere-se às exportações.

“Os desempenho da exportação do RN mostram também que mercado árabe vem se tornando uma nova fronteira de oportunidades para os produtos do Estado e que podem ser melhor aproveitados pelas empresas potiguares”, disse Hugo Fonseca.

No mês de junho deste ano, houve um crescimento da aquisição de combustível do mercado externo para atender a demanda interna. Com isso, as importações ficaram em 39,35 milhões de dólares. As exportações somaram 26,7 milhões de dólares. O saldo foi, portanto, negativo em 12,48 milhões de dólares.

“No que diz respeito à balança comercial referente a junho de 2024, um dos principais motivos que puxou a alta das importações nas transações comerciais, referente a junho, foram os combustíveis e os óleos lubrificantes, que apareceram na balança para complementar a demanda interna”, constatou Hugo Fonseca.

“Ademais, cabe ressaltar que essa demanda é periódica, pois a cada trimestre ocorre um grande volume de compra desse produto para atender ao mercado interno. Além disso, é valoroso destacar que, no mês de março de 2024, houve uma compra recorrente do mesmo produto, que gerou em valores percentuais um aumento de 31% em relação a março do ano corrente, isso justifica o saldo negativo na balança comercial do mês de junho”, analisou.

Nas exportações, em junho, os principais produtos foram combustíveis e derivados de petróleo (13,34 milhões de dólares), seguido de tecidos de algodão (2,7 milhões de dólares), frutas secas e castanhas (1,9 milhão de dólares), sal marinho (1,5 milhão de dólares) e lagosta (1,1 milhão de dólares)

Os principais destinos, também em junho, foram Holanda (13,32 milhões de dólares), Estados Unidos (3,15 milhões de dólares), Colômbia (1,8 milhão de dólares), China (1,4 milhão de dólares) e México (1,1 milhão de dólares).

3R Petroleum aumenta preços da gasolina e do diesel na refinaria do RN; confira

FOTO: GETTY

A 3R Petroleum anunciou nesta quinta-feira o aumento no preço de combustíveis comercializados na refinaria potiguar Clara Camarão. Tanto gasolina como óleo diesel tiveram aumento no valores cobrados das distribuidoras.

O litro da gasolina A passou a ser vendido por R$ 3,258, um aumento de seis centavos. O preço está R$ 0,55 mais caro que o praticado pela Petrobras no terminal paraibano de Cabedelo.

O Diesel A S500 também teve um acréscimo de seis centavos no custo por litro e chegou a R$ 3.697 na refinaria potiguar. No terminal paraibano da Petrobras, o mesmo combustível sai por R$ 3,306, ou seja, R$ 0,39 mais barato do que no Rio Grande do Norte.

A 3R Petroleum, proprietária da refinaria potiguar Clara Camarão, geralmente atualiza o valor dos seus produtos a cada quinta-feira.

Tribuna do Norte

Pesquisa de Preço da Cesta Básica em Natal aponta preço médio de R$ 426,56

FOTO: ALESSANDRO MARQUES

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, realizou uma pesquisa de preços da cesta básica na capital e encontrou um valor médio de R$ 426,56. Este valor representa uma reduçãoo de R$ 2,49 em relação ao preço médio do mês anterior, sendo o segundo mês consecutivo de redução nos preços desde o início do ano.

A pesquisa, conduzida pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, acompanha mensalmente os preços de quarenta itens que compõem a cesta básica no comércio da cidade. A pesquisa abrange 26 estabelecimentos comerciais da capital, e são coletados preços de 40 itens da cesta básica, classificados em quatro categorias: mercearia, açougue, higiene/limpeza e hortifrúti. Ao todo, são pesquisados 8 hipermercados, 7 atacarejos e 11 supermercados de bairro, contemplando todas as zonas da cidade.

A categoria mercearia teve em seus preços algumas elevações em relação ao mês anterior como: Arroz agulhinha tipo 2 (kg), aumento de 3,26%; Açúcar cristal (kg), aumento de 2,11% e o Pacote de café de 250 g, com maior variação encontrada de R$ 7,69%

Já para a categoria açougue, os produtos com preços elevados em relação ao mês passado incluem: a carne de primeira alcatra (kg), aumento de 2,88%; Carne de sol (kg), aumento de 1,45%; Frango congelado inteiro (kg), aumento de 0,11%; Filé de merluza (kg) aumento de 5,01%.

Nas categorias de higiene/limpeza e hortifrúti, tiveram reduções de 2,87% e 7,76%, respectivamente. Na categoria de hortifrúti, embora nove itens apresentassem redução, a batata-inglesa (kg) e a batata-doce (kg) destacaram-se com aumentos de R$ 2,18 e R$ 0,42, respectivamente, com preços de R$ 10,61 e R$ 5,79.

Para o primeiro semestre, o preço médio da cesta básica foi de R$ 426,99, alcançando seu maior valor em abril, que foi de R$ 433,64. Em junho, foram observadas alterações no preço médio ao longo das quatro semanas pesquisadas. Dessa forma, no começo do mês o preço médio encontrado foi de R$ 433,65, na segunda semana, observou-se queda e chegou a um preço de R$ 429,50. Já na terceira e quarta semanas seguiu tendência de baixa sendo observado uma redução nos preços, ficando por R$ 421,86 e 421,22, respectivamente.

O Núcleo de pesquisa considera que o aumento da oferta de itens hortifrúti em maio e junho contribuiu para a redução dos preços desses produtos. Entretanto, outros produtos como arroz, açúcar, café e carne registraram aumentos devido a condições climáticas adversas e ao alto valor do dólar, que encarecem o transporte de alimentos, afetando os preços ao consumidor final.

Os consumidores devem adotar estratégias de compra, aproveitando as informações fornecidas pelo Núcleo de Pesquisa e acompanhando as variações de preços ao longo da semana e em dias específicos. Para mais detalhes, a pesquisa completa, dúvidas ou denúncias, o consumidor pode entrar em contato pelo WhatsApp (84) 98812-3865, e-mail [email protected] ou presencialmente na sede do órgão na Rua Ulisses Caldas, 181, bairro Cidade Alta.

Dívidas no cartão de crédito poderão ser pagas em outro banco a partir desta segunda. Saiba como fazer

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Os clientes com dívidas no cartão de crédito poderão a partir dessa segunda-feira (1°) realizar a portabilidade do saldo rotativo para outras instituições financeiras. A possibilidade, determinada pelo Conselho Monetário Nacional em dezembro do ano passado, visa ajudar o devedor a conseguir melhores juros e formas de pagamento.

Os interessados podem procurar uma instituição financeira que ofereça juros menores ou melhores condições de pagamento e pedir uma proposta. Com isso em mãos, o consumidor pode ir atrás do banco onde está devendo e ver se recebe uma contraproposta para quitar a pendência. Se o cliente decidir transferir esse saldo devedor para outra instituição, a operação vai ser de graça.

Os juros do crédito rotativo, em abril deste ano, somaram 423,5% ao ano. O presidente da Associação Nacional de Assistência aos Superendividados (Anas), Sérgio Gradovski, destaca os perfis que lideram o ranking de superendividamento. “O funcionário público, aposentado ou pensionista não precisa fazer a análise de crédito. Eles têm o salário garantido. Então muitos deles acabam emprestando para filho, para irmão, para compadre”, diz ele.

Segundo a associação, nove em cada 10 brasileiros estão superendividados. Se você está nesse grupo, o educador financeiro Francisco Rodrigues explica os primeiros passos para se livrar dos juros abusivos.

“Antes de ir para o banco negociar, de procurar as instituições credoras, eu vou o que: fazer um levantamento, uma faxina financeira do que eu devo, fazer um levantamento de cartões, de tudo que eu devo de consignado, empréstimo pessoal, se eu devo terceiros ou não, e aí vou fazer um planejamento de médio e longo prazo”, afirma.

Com informações do SBT News

Conta de luz terá bandeira amarela em julho e subirá R$ 1,88 a cada 100 KW/h, informa Aneel

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A conta de luz terá bandeira amarela em julho, com custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kW/h consumidos, informou o Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (28).

Segundo o governo, a decisão ocorre por condições menos favoráveis para a geração de energia no país com previsão de escassez de chuvas e inverno com temperaturas mais altas.

Essa é a primeira alteração na bandeira desde abril de 2022. Ao todo, foram 26 meses com bandeira verde.

“A bandeira amarela foi acionada em razão da previsão de chuvas abaixo da média até o final do ano (em cerca de 50%) e pela expectativa de crescimento da carga e do consumo de energia no mesmo período”, informou a Aneel.

“Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao inverno com temperaturas superiores à média histórica do período, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais”.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil.

O modelo reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

CNN

Governo Lula tem rombo astronômico de R$ 280 bilhões em maio, mesmo com aumento de receita

FOTO: RICARDO STUCKERT

O deficit primário, que exclui o pagamento de juros da dívida, alcançou R$ 280,2 bilhões no acumulado de 12 meses, o maior valor desde julho de 2021 (quando totalizou R$ 305,5 bilhões). O Banco Central divulgou esses dados em seu relatório de estatísticas fiscais nesta sexta-feira, 28 de junho de 2024.

O setor público consolidado, composto por União, Estados, municípios e estatais, registrou um deficit primário de R$ 1,062 trilhão nos últimos 12 meses até maio. Esse é o maior saldo negativo da série histórica, iniciada em 2002. Mesmo excluindo os juros da dívida, o rombo nas contas públicas está em alta e atingiu o maior valor desde junho de 2021.

Em maio, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deficit continuou a crescer, apesar da arrecadação recorde de R$ 203 bilhões no mês, a maior desde 1995.

O deficit nominal, que inclui os juros da dívida, corresponde a 9,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, o saldo negativo havia sido de R$ 1,043 trilhão. O pagamento de juros da dívida, que totalizou R$ 781,6 bilhões nos últimos 12 meses até maio, é o maior valor registrado na série histórica.

Esse aumento nos juros da dívida é, em parte, explicado pela taxa básica de juros, a Selic, que permanece em 10,5% ao ano.

Em maio, o país registrou um deficit nominal de R$ 138,3 bilhões, o maior para o mês desde 2020. O setor público gastou R$ 74,4 bilhões com o pagamento dos juros da dívida. O deficit primário (sem considerar os juros) foi de R$ 63,9 bilhões, também o maior valor para o mês desde 2020.

O recorde histórico do deficit nominal, corrigido pela inflação, ocorreu em outubro de 2020, quando atingiu R$ 1,299 trilhão nos últimos 12 meses. Já o recorde do deficit primário (excluindo a dívida pública) foi em dezembro de 2020, somando R$ 887,5 bilhões no acumulado de 12 meses.

Com informações e imagens de Poder 360