26 de setembro de 2024 às 15:45
26 de setembro de 2024 às 15:56
FOTO: REPRODUÇÃO
As mulheres ganham, em média, 19,5% a menos do que os homens no Rio Grande do Norte. No estado, a remuneração dos homens é de R$ 2.658,20, enquanto a das mulheres é de R$ 2.139,65. É o que aponta o 2º Relatório de Transparência Salarial, documento elaborado pelos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e das Mulheres com o recorte de gênero, a partir dos dados extraídos de informações enviadas pelas empresas com 100 ou mais funcionários, exigência da Lei nº 14.611/2023.
A Lei de Igualdade Salarial determina a equiparação de salários entre mulheres e homens em situações nas quais ambos desempenham funções equivalentes (ou seja, quando realizam o mesmo trabalho, com igual produtividade e eficiência). No Rio Grande do Norte, a diferença de remuneração entre mulheres e homens varia de acordo com o grande grupo ocupacional. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença sobe para 28,2%.
No total, 496 empresas potiguares responderam ao questionário. Juntas, elas somam 174,9 mil pessoas empregadas. O 2º Relatório foi apresentado na última quarta-feira, 18 de setembro. Em março, o primeiro relatório indicou que, em média, as mulheres recebiam 76,1% do salário pago aos homens no estado. No primeiro ciclo, 500 empresas enviaram informações referentes a 168,2 mil pessoas empregadas.
No recorte por raça, o relatório aponta que o número de mulheres negras é maior que o de mulheres não negras nas empresas do levantamento, com registro de 39,1 mil e 26 mil, respectivamente. Contudo, mulheres negras recebem, em média, 19,3% a menos que as não negras. Entre os homens negros e não negros, a diferença de remuneração média é de 14,4%.
O documento registrou que, no Rio Grande do Norte, 47,6% das empresas possuem planos de cargos e salários; 22,7% têm políticas de incentivo à contratação de mulheres; 30,7% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência e 15,2% adotam incentivos para contratação de mulheres negras. Em relação ao incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 12,9% dos estabelecimentos contam com a política.
O relatório também apresenta informações que indicam se as empresas contam com políticas efetivas de incentivo à contratação de mulheres, como flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade, entre outros critérios vistos como de incentivo à entrada, permanência e ascensão profissional das mulheres.
25 de setembro de 2024 às 08:15
25 de setembro de 2024 às 07:11
FOTO: ILUSTRAÇÃO
O nome é complicado: Kappaphycus alvarezii. Trata-se de um musgo marinho chifre-de-alce, uma espécie de alga vermelha. Varia em tamanho, peso e idade. Possui um tom marrom-esverdeado escuro e às vezes pode ser roxo profundo, com formato cilíndrico. Porém, o mais complicado não é falar o nome, difícil mesmo é conseguir a licença ambiental para sua exploração. No Rio Grande do Norte, que possui potencial milionário, a espera dessa liberação já dura mais de 3 anos.
A Kappaphycus alvarezii é uma macroalga exótica, originária das Filipinas, que é usada comercialmente por ter grande importância para diversos setores da economia. Na agricultura, pode ser usada como bioinsumo, dando mais qualidade ao solo e resistência vegetal a doenças.
Na pecuária, serve como alimentação animal, melhorando o desempenho e a saúde dos bichos.
Na indústria, a alga é fonte rica em compostos com propriedades espessantes, gelificantes e emulsificantes. E pode ser utilizada em diversos produtos, inclusive farmacêuticos e cosméticos.
Por fim, é altamente sustentável, pois contribui para a fixação de carbono, auxiliando na mitigação das mudanças climáticas e também na reconstrução de ambientes marinhos.
E onde este tipo de alga se reproduz? Em águas rasas, claras e limpas, com altos níveis de iluminação, temperaturas que variam entre 20 e 32 graus e salinidade superior a 30 partes por mil, ou seja, condições encontradas na costa potiguar. O problema, até então, é a liberação para o cultivo. No Brasil, isso só é possível por meio de instrução normativa do IBAMA. Atualmente, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo possuem produções já liberadas pelo órgão.
“Isso pode se tornar um negócio gigante”, diz Secretário de Agricultura
“Hoje, mundialmente cultivada, a alga Kappaphycus alvarezii tem vários benefícios ambientais, porque tem uma capacidade de crescimento gigante. E com essa capacidade de crescimento, ela consegue captar o CO2 (dióxido de carbono) que está na água, nas águas oceânicas, e transformar em uma alga que tem um altíssimo teor de potássio. A ideia é essa, é aproveitar esse crescimento e iniciar essa exploração aqui no estado do Rio Grande do Norte. Assim, atrairíamos empresas que atuam nesse segmento de adubos biológicos, empresas que aproveitassem essas algas para produzir adubo à base de potássio, para ser utilizado na agricultura”, acrescentou o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha.
Ainda de acordo com Guilherme, o que falta para o RN se aproveitar dessa potencialidade é a autorização ambiental. “Nesse caso específico, é o IBAMA. A gente já está tratando disso há mais de três anos”, confirmou.
“Temos um grupo de trabalho, junto com o Governo do Estado, Secretaria da Agricultura, Emparn, EMATER, IDEMA, IGARN, UFRN, Escola Agrícola de Jundiaí, e com o próprio IBAMA, onde discutimos para ver se a gente consegue acelerar e concluir esse processo da autorização. E aí poderemos entrar com a pesquisa de campo, ver os potenciais que essa alga tem de crescimento, provar que ela respeita todas as diretrizes ambientais, e aí começar uma exploração comercial”, destacou Guilherme.
“Olha, isso pode se tornar um negócio gigante, gigante mesmo, algo que possa movimentar a casa dos milhões de reais, de dezenas de milhões de reais na produção de adubos orgânicos à base de potássio”, reforçou o secretário da Agricultura.
IBAMA faz reunião e promete retomar discussão
Ao Diário do RN, o superintendente do IBAMA no RN, professor Rivaldo Fernandes, prometeu retomar as discussões. “Hoje fizemos uma reunião para tratar disso. Vamos retomar”, prometeu.
Natal tem jornada para discutir estratégias de implementação do cultivo da Kappaphyccus
Natal está sediando, até o dia 4 de outubro, a “2ª Jornada Norte-Rio-Grandense pró Kappaphyccus”. O evento é uma iniciativa conjunta da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN (SAPE), da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura do Estado do Rio Grande do Norte (SFPARN) e da Sociedade Brasileira de Ficologia (SBFic). O objetivo é definir os parâmetros logísticos a serem adotados como estratégia na implementação dos processos operacionais envolvidos numa possível cadeia produtiva das macroalgas no estado.
A 2ª JRNpK integrará também as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão desenvolvidas pelo setor de Aquicultura da Escola Agrícola de Jundiaí-EAJ-UFRN, respectivamente, vinculadas ao PRONATEC, ao PRODEMA e ao Projeto “Maricultura de Macroalgas: Tecnologia Social e Organização de Grupos Produtivos no Rio Grande do Norte”.
A programação conta com apresentações orais, debates, oficinas de trabalho e visitas técnicas às localidades litorâneas que possuem as melhores condições socioambientais para executar o cultivo comercial da K.alvarezii, de forma sustentável.
As visitas técnicas ocorrerão de 01 a 03 de outubro, abrangendo localidades praianas nos municípios de Caiçara do Norte, Extremoz, Macau, Maxaranguape e Rio do Fogo.
25 de setembro de 2024 às 04:08
25 de setembro de 2024 às 05:04
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Brava Energia, empresa resultado da combinação entre a 3R Petroleum e a Enauta e que opera no RN, fez sua estreia na ROG.e, um dos maiores eventos do setor energético da América Latina. Até quinta-feira (26), a companhia, que é uma das principais independentes do setor de óleo e gás, estará presente no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro, para apresentar ao público externo sua nova identidade e principais projetos.
A Brava Energia conta com um estande interativo, onde os visitantes podem conhecer em detalhes os projetos, tecnologias e soluções desenvolvidas pela companhia. A empresa também aproveita a oportunidade para se apresentar para o mercado, parceiros e investidores, fortalecendo sua posição no mercado.
Na programação do Congresso, a Brava Energia está presente em painéis, discutindo temas relevantes para o setor. O CEO, Décio Oddone, participa de dois painéis: um deles é sobre a transição energética e o papel da indústria de óleo e gás nos desafios sociais e climáticos. O segundo será um Strategic Talks, encontros diários com os principais líderes e autoridades do mercado para debater o presente e o futuro do universo da energia.
O CFO da Brava Energia, Pedro Medeiros, também participa de um painel sobre o papel das empresas independentes na diversificação das atividades de E&P.
Premiação e trabalhos técnicos – Profissionais da Brava Energia também vão apresentar trabalhos técnicos durante o evento. Especialistas da empresa compartilharão conhecimentos sobre certificação de projetos, transformação digital, gestão da produção em campos maduros e avaliação ambiental de blocos terrestres.
Na cerimônia de encerramento, o diretor de operações da Brava Energia, Carlos Mastrangelo, receberá o Prêmio Leopoldo Américo Miguez de Mello, láurea que reconhece publicamente a contribuição de personalidades que tenham atuado para transformar e desenvolver a indústria de petróleo e gás no Brasil.
23 de setembro de 2024 às 11:15
23 de setembro de 2024 às 08:30
FOTO: DIVULGAÇÃO
Os projetos de energia renovável no RN preveem até 2029, pelo menos, R$ 75,5 bilhões em investimentos. São R$ 30 bilhões em projetos de energia solar e eólica e outros R$ 45,5 bilhões em projetos para produção de hidrogênio verde.
A soma coloca o RN em posição de destaque no que diz respeito à chamada neoindustrialização brasileira, que é pautada pelo uso de fontes sustentáveis e alinhada à agenda internacional de combate às mudanças climáticas.
Os números foram levantados junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) e levam em consideração as perspectivas reais para os próximos anos. Esse é o cenário atual, contudo, esses valores poderão se tornar ainda maiores.
Para dar uma ideia da pujança desses investimentos, em 2022, os projetos de energia solar somaram R$ 21,8 bilhões em investimentos, enquanto a eólica ficou em R$ 9,3 bilhões. Em 2023, esses valores foram de R$ 17,1 bilhões para solar e R$ 5,4 bilhões para eólica.
Os investimentos em energia solar estão de tal modo que mudaram a balança comercial do estado. Hoje, o principal produto importado para o RN são placas de painéis solares, para projetos que serão instalados no território potiguar.
De acordo com a Sedec, a estimativa é de que nos últimos 13 anos, a energia sustentável no RN foi responsável por um investimento entre R$ 45 a 50 bilhões (de 2010 a 2023). Esse valor inclui tudo que foi necessário para a implantação dos parques no estado.
Agora em 2024, de janeiro a junho, o Rio Grande do Norte registrou investimentos de R$ 6,1 bilhões em eólica e R$ 3 bilhões em solar.
E também registrou — no início do segundo semestre — o primeiro contrato para produção de hidrogênio verde do Brasil. Esse contrato, cujo investimento previsto é de R$ 40 milhões, foi firmado entre a CPFL Energia e a Mizu Cimentos, com apoio do governo do Rio Grande do Norte e do Consórcio Nordeste.
O projeto consiste em uma planta-piloto que usará energia renovável para produzir o hidrogênio verde a ser utilizado nos fornos rotativos da companhia de cimento, que ficam na cidade de Baraúna, a cerca de 300 quilômetros de Natal, na divisa com o Ceará.
A assinatura do contrato com a Mizu é apenas a fresta de luz um novo horizonte de oportunidades que está começando a se descortinar para o RN. De acordo com o secretário-adjunto da Sedec, Hugo Fonseca, há pelo menos outros quatro projetos privados de hidrogênio verde sendo desenvolvidos no RN.
Um deles foi destacado recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no estudo “Hidrogênio sustentável: perspectivas para o desenvolvimento e potencial para a indústria brasileira”, que lista mais de 60 projetos de hidrogênio a partir de fontes renováveis no Brasil, com investimentos estimados em R$ 188,7 bilhões.
O projeto citado pelo estudo da CNI para o RN visa a implantação do Complexo Industrial para produção de Hidrogênio e Amônia Verde – Alto dos Ventos. De acordo com a CNI, o investimento total é de R$ 12,9 bilhões.
O pedido de licenciamento prévio foi apresentado ao Idema em maio de 2023 e informava que seriam gerados 50 empregos diretos. A planta deve ocupar uma área de 200 mil metros quadrados.
Há ainda um projeto em Areia Branca, com investimento estimado em R$ 13 bilhões, cuja licença prévia foi pedida pela Maturati Participações em abril de 2024. O pedido prevê a instalação do Complexo Industrial Morro Pintado – Usina de Geração de Hidrogênio Verde/Amônia.
Trata-se de um projeto híbrido com mais de 1 GW de capacidade instalada – composto por 231 MW de energia eólica e 812,5 MW de energia solar. De acordo com o memorando assinado pelo governo do estado e a empresa em agosto deste ano, o projeto tem potencial para gerar 3 GWh por ano.
A previsão é que a nova planta entre em operação até janeiro de 2026. Também de acordo com o memorando, estima-se a geração de 52 mil toneladas de hidrogênio verde e derivados como amônia e ureia verde por ano.
De acordo com Hugo Fonseca, há ainda outros dois projetos em Galinhos, cujos investimentos são estimados entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões (cada). Para a estimativa total foi usado o valor de R$ 7 bilhões, cada.
No Diário Oficial do Rio Grande do Norte, em maio de 2023, em julho e agosto deste ano constam pedidos de licença de alteração “visando a instalação de uma planta piloto de eletrólise de água de hidrogênio sustentável por meio de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), localizada na Ilha de Pisa Sal, Zona Rural”.
Além das iniciativas já citadas, o governo do estado desenvolve o projeto do Porto-Indústria Verde, que deve ser instalado em Caiçara do Norte (RN), a cerca de 154 quilômetros de Natal. De acordo com estudos feitos, a obra está orçada em R$ 5,6 bilhões e será implantada em uma área de 13 mil hectares, gerando 50 mil novos empregos diretos e indiretos
“O Porto-Indústria é um grande hub de produção de hidrogênio, onde vai estar concentrado um pool de usinas, que vão produzir hidrogênio e vão usar a logística para distribuir esse hidrogênio para o mercado técnico brasileiro e também para o mercado externo”, explica Hugo Fonseca.
Solar deve passar eólica em 2025
A tendência é que o Rio Grande do Norte observe já nos próximos anos uma nova mudança na sua matriz energética, com a produção de energia solar ultrapassando a fonte eólica. “A tendência é que até 2029 a fonte solar, nesse ritmo de crescimento, supere a fonte eólica como a principal fonte de geração de energia no estado”, afirma Hugo Fonseca.
Ele explica que tendo por base o que já está como potência outorgada, a energia eólica responde por 11.1 gigawatts enquanto a solar está com 10.9 gigawatts. “A diferença entre a eólica solar, está em torno de quase 200 megawatts. É muito pouco. Então a tendência é que a solar, ela ultrapasse os dados de potência instalada outorgada a eólica”.
De acordo com o secretário-adjunto, essa ultrapassagem poderá ocorrer no final de 2025 e início de 2026. “Vai depender muito do cenário que a gente vai encontrar agora no segundo semestre. Porque o que está acontecendo é que estamos vivendo um período de seca grande agora, e se houver aí uma perspectiva de melhora de preços no mercado, pela demanda que tende a ser crescente agora no segundo semestre, e ir se intensificando até o final de fevereiro, no início de março, a tendência é que nós teremos um volume maior de contratação da solar pelo preço que será mais competitivo e ela tende a passar”, explica. De acordo com Balanço Energético do primeiro semestre de 2024 produzido pela Sedec, o Rio Grande do Norte superou a marca de 24 gigawatts de potência outorgada para geração de energia elétrica.
Investimentos em energia renovável no RN
Investimentos 1º semestre de 2024
▸ Eólica: R$ 6,1 bilhões
▸ Solar: R$ 3 bilhões
Investimentos em 2023
▸ Eólica: R$ 5,432 bilhões
▸ Solar: R$ 17,180 bilhões
Investimentos em 2022
▸ Eólica: R$ 9,378 bilhões
▸ Solar: R$ 21,884 bilhões
Investimentos feitos de 2010 a 2023
▸ Entre R$ 45 a R$ 50 bilhões
Investimentos em Eólica e solar previstos até 2029
▸ R$ 30 bilhões
Investimentos em Hidrogênio Verde previstos
▸ 01 Projeto em Macau – R$ 12,9 bilhões
▸ 02 Projetos em Galinhos – R$ 6 a 8 bilhões (cada)*
20 de setembro de 2024 às 05:31
20 de setembro de 2024 às 05:39
FOTO: ILUSTRAÇÃO
A arrecadação do ICMS no Rio Grande do Norte registrou, em agosto, a maior queda, verificada ao longo de 2024. O volume teve um declínio de 6,1% no oitavo mês do ano em relação ao mesmo período de 2023, chegando ao total de R$ 709,9 milhões, enquanto, em agosto do ano anterior, o volume havia atingido R$ 755,8 milhões. Os dados são da Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ-RN) e estão no Boletim Fazendário, cuja décima edição foi publicada nesta quinta-feira (19). O informativo, que traz os números da Receita e do Tesouro Estadual, está disponível para consulta e download no portal da SEFAZ (www.sefaz.rn.gov.br), na seção “Boletins”.
O desempenho negativo teve impacto direto no volume total de receitas próprias do estado, que encerrou o mês com R$ 770,5 milhões arrecadados Esse valor representa uma retração de 5,6% no comparativo com o volume recolhido 13 meses atrás, quando a arrecadação do RN ficou em R$ 816,2 milhões.
A análise dos números do boletim revelam que essa é a quarta queda na arrecadação de ICMS registrada desde o início de 2024, ficando entre as maiores baixas da série histórica do ano, atrás apenas de julho, quando o recuo foi de 9%. Para se ter uma ideia do impacto causado pela redução do volume, basta saber que, em agosto, a participação do ICMS representou mais de 92%.
Entre janeiro e agosto, o volume acumulado, no entanto, é positivo, chegando a R$ 5,4 bilhões – alta de 1% em relação ao acumulado nos oito primeiros meses de 2023. Porém, o resultado se deve ao desempenho das receitas no primeiro trimestre, quando a arrecadação não sofreu reflexos da redução da alíquota modal de 20% para 18%. Isso é o que avalia o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier. “Não há como negar que essas constantes baixas que o estado vem registrando na arrecadação estão intimamente ligadas à redução da alíquota. Em 2024, o volume vem se reduzindo mês a mês, enquanto no ano passado o crescimento mensal médio girava em torno de 15%, uma diferença significativa, confirmando todas as nossas projeções e alertas”, diz o secretário.
Já os demais tributos estaduais tiveram resultados melhores, sobretudo o ITCD, que cresceu 31%, com R$ 2,3 milhões arrecadados, acumulando R$ 28,1 milhões neste ano. O demonstrativo da Fazenda Estadual mostra ainda que o IPVA apresentou leve queda (-0,6%) em agosto, devido ao recolhimento de R$ 58,3 milhões, e um acumulado de R$ 439,6 milhões – volume semelhante ao do período em 2023, portanto, não apresentando variação.
O Boletim Fazendário do RN também aponta os repasses de recursos aos municípios potiguares, que somaram R$ 188,6 milhões. Nesse caso, as transferências referentes ao ICMS, que compõem esse bolo, despencaram quase 19% em comparação com agosto do ano passado, chegando a R$ 155,4 milhões, e os repasses do IPVA (R$ 29,1 milhões) também tiveram queda de 0,5% no mês.
19 de setembro de 2024 às 18:00
19 de setembro de 2024 às 16:25
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte superou a marca de 24 gigawatts de potência outorgada para geração de energia elétrica, conforme divulgado no Balanço Energético do primeiro semestre de 2024 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (SEDEC). A capacidade autorizada para instalação e geração reforça a relevância do estado no processo de descarbonização da matriz elétrica do país.
Os 24 gigawatts outorgados ao RN equivalem a cerca de 1,3 milhões de cavalos de potência. Isso corresponde à energia gerada por 294 usinas de grande porte, suficiente para alimentar aproximadamente 2,4 bilhões de lâmpadas LED.
A quantidade de potência é capaz de abastecer mais de 20 cidades do porte de Natal. Vale ressaltar que esses números são estimativas e podem variar conforme a eficiência energética e o perfil de consumo de cada cidade.
O Boletim apresenta informações técnicas do setor energético do Rio Grande do Norte, sistematizadas pela SEDEC, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Energético (CODER). A publicação destaca que os projetos de fontes eólica e solar continuam em evidência, sendo responsáveis por 97,8% da potência comercializada.
Os empreendimentos eólicos atualmente em construção estão localizados nos municípios de Bodó, Lajes, Areia Branca, Pedra Preta, Santana do Matos, Caiçara do Rio do Vento e Currais Novos.
Projetos de geração de energia
O boletim também detalha os principais dados sobre o desenvolvimento dos projetos de geração de energia fotovoltaica. No município de Assu, encontra-se a maior quantidade de empreendimentos e potência outorgada por geração solar.
Além disso, o balanço apresenta a quantidade de usinas e potência outorgada, os principais municípios geradores de energia, a quantidade de empreendimentos por fase de implantação e as usinas que entraram em operação no primeiro semestre.
O relatório também estabelece um comparativo do desempenho das energias renováveis no estado em relação ao cenário nacional.
16 de setembro de 2024 às 15:30
16 de setembro de 2024 às 11:57
FOTO: DIVULGAÇÃO
A empresa de energia brasileira Trinity Energias Renováveis vem expandindo sua atuação no mercado livre de energia e na geração distribuída por meio da energia solar.
A empresa planeja investir 311 milhões de reais na região Nordeste até o final de 2025 para inaugurar 47 usinas, em 24 municípios espalhados pelos estados de Pernambuco, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí.
Juntas, as usinas vão somar potência de aproximadamente 80 MWp (megawatt-pico), De acordo com João Sanches, presidente da Trinity, os planos de expansão se devem a dois fatores: custo médio de energia elevado e alta incidência solar na região.
“O Nordeste possui uma das maiores radiações solares do mundo, tornando a região propícia para a geração de energia fotovoltaica. Além disso, existem condições de financiamento favoráveis”.
13 de setembro de 2024 às 11:45
13 de setembro de 2024 às 09:46
FOTO: DIVULGAÇÃO
O mercado de café vem enfrentando uma sequência de fortes altas de preços desde o início do ano, com indicações de que essa tendência continuará pelo menos até o primeiro semestre de 2025. Segundo dados do setor, o valor do café no varejo subiu significativamente, registrando um aumento de 35% nos últimos quatro meses. Em agosto, o quilo do café atingiu um preço médio de R$ 39,63, comparado a R$ 29,18 em abril.
Segundo informações da Folha de SP, Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), apontou que “o valor do café deve subir de 10% a 15% nos próximos 40 ou 60 dias”. Esse aumento, no entanto, ainda não foi totalmente repassado ao consumidor devido às negociações entre supermercadistas e marcas.
Por que o Preço do Café Está Aumentando?
A principal razão para o aumento dos preços do café está relacionada às condições climáticas adversas que têm afetado os cafeicultores em diversas regiões produtoras do Brasil. Uma série de problemas, como estiagem prolongada e calor excessivo, contribuíram para a pressão nos preços. Em 2022, geadas severas prejudicaram as plantações, seguidas por chuvas excessivas em 2023 em algumas áreas e falta de chuva em outras.
As previsões da Abic indicam que a pressão sobre os preços do café deve continuar até 2025. “Até o momento, não há nenhum indício de queda de preço da matéria-prima para este ano”, comentou Inácio. “Essa previsão se estende até, pelo menos, abril de 2025”. O clima terá um papel fundamental neste cenário. “Caso haja chuva na segunda quinzena de setembro, pode-se esperar uma grande safra, suficiente para abastecer o consumo interno e as demandas de exportação”, disse Inácio.
Como os Climas Afetam a Produção de Café no Brasil?
Os cafeicultores brasileiros têm enfrentado uma série de desafios climáticos nos últimos anos. Veja alguns eventos recentes que impactaram a produção:
2022: Geadas severas que causaram danos significativos às plantações.
2023: Chuvas excessivas em algumas áreas e falta de chuva em outras, comprometendo a produção.
2024: Estiagem prolongada e altas temperaturas, combinado com queimadas, especialmente em São Paulo.
Essas adversidades climáticas afetam diretamente o preço do café devido à incerteza e insegurança que geram no mercado. Segundo Inácio, “há preocupações e tensões” que só poderão ser mitigadas caso um período longo de chuvas regulares se inicie no final de setembro.
Quais São as Perspectivas para o Consumidor de Café?
Para o consumidor final, isso pode significar um período de preços elevados e voláteis. Com os supermercadistas tentando negociar com as marcas, há uma possibilidade de atrasos na transferência do aumento dos preços ao consumidor, mas a tendência é que os valores continuem a subir nos próximos meses.
Ainda assim, é importante destacar que, além das condições climáticas, fatores como custos de produção, transporte e demanda global também influenciam o preço final do café. Manter-se informado sobre essas variáveis pode ajudar os consumidores a entender melhor as variações de preços e planejar suas compras de forma mais estratégica.
Comentários