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Categoria: Economia

Natal de Luz e Prêmios deve aquecer as vendas e fortalecer o comércio local em Natal

FOTO: JOSÉ ALDENIR

De 29 de novembro a 24 de dezembro, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) realizará mais uma edição da Natal de Luz e Prêmios, uma ação estratégica que promete impulsionar as vendas no setor de comércio e serviços no período mais esperado do ano, o ciclo natalino.

A campanha tem como principal objetivo estimular o consumo local, aumentar o fluxo de pessoas no comércio e aquecer as vendas, além de oferecer aos clientes a oportunidade de concorrer a prêmios incríveis. A cada R$ 50 em compras nas lojas participantes, o consumidor ganha um cupom para participar do sorteio, que inclui 01 carro elétrico, 01 caminhão de prêmios e 10 bicicletas. Para aqueles que realizarem pagamento a maquineta da Cielo, a oportunidade é ainda maior com os cupons que serão triplicados. Já os pagamentos com o cartão Elo, realizados na maquineta da Cielo, garantem 5 cupons para cada R$ 50 em compras.

“A campanha Natal de Luz e Prêmios foi criada para dar um impulso nas vendas do setor de comércio e serviços, incentivando os consumidores a comprarem nas lojas participantes e, ao mesmo tempo, concorrerem a prêmios incríveis. É uma iniciativa que movimenta a economia local, gerando oportunidades tanto para lojistas do comércio de rua, shoppings, quanto para consumidores “, destacou José Lucena, presidente da CDL Natal.

Além de aquecer as vendas no comércio local, a campanha busca fortalecer a economia e celebrar o espírito natalino, proporcionando aos consumidores a chance de transformar suas compras em grandes prêmios.

Onde depositar os cupons?

Nos Shoppings Cidade jardim, Partage Norte, Natal Shopping, Via Direta, Praia Shopping, Shopping 10, Beco do Café, todas as lojas da Comjol, Rio Center da rua João Pessoa e Prudente de Moraes, CCAB Petrópolis, Rede Supermercado Favorito, Carajás, Capitania do Cheiro de Parnamirim, Ferreira Costa, Magazine Luiza (Midway, Roberto Freire, Alecrim e Parnamirim), O Boticário (Neivaldo Rocha e Partage).

Até quando depositar os cupons?

Até o dia 25 nas lojas citadas acima, depois desta data só na sede da CDL Natal na rua Ceará-Mirim.

Sorteio

Os ganhadores dos prêmios desta edição do Natal de Luz e Prêmios serão conhecidos no dia 30/12 às 10hs na sede da CDL Natal, quando será realizado o sorteio dos cupons.

Agora RN

RN gera mais de 2.800 vagas de emprego com carteira assinada em outubro

FOTO: REPRODUÇÃO

O Rio Grande do Norte abriu 2.847 vagas de emprego com carteira assinada em outubro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O resultado é proveniente de 21.330 contratações e 18.483 demissões.

Todos os setores pesquisados registraram abertura de vagas em outubro, com destaque para o comércio (+874), construção civil (+820) e serviços (+768). Além disso, também tiveram alta a indústria (+287) e a agropecuária (+98).

O resultado deste mês representa um aumento de 29% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o saldo foi positivo em 2.192 vagas abertas. Com os resultados de outubro, o RN agora tem um saldo de 35 mil empregos criados nos últimos 12 meses (novembro de 2023 a outubro de 2024) e de 34 mil no acumulado do ano (janeiro a outubro de 2024).

Âmbito nacional

Em todo o País, o mercado de trabalho formal registrou um saldo positivo de 132.714 carteiras assinadas em outubro. O resultado do décimo mês de 2024 decorreu de 2.222.962 admissões e 2.090.248 demissões. O saldo é o pior resultado para este mês considerando a série histórica do Novo Caged, iniciada em 2020 (sem ajustes). Em outubro de 2023, houve abertura de 187.070 vagas com carteira assinada, na série ajustada.

A abertura de vagas de trabalho foi novamente puxada pelo desempenho do setor de serviços, com a criação de 71.217 postos formais, seguido pelo comércio, que abriu 44.297 vagas. Já a indústria gerou 23.729 vagas em outubro.

Por outro lado, houve fechamento de vagas no setor de construção, em 767 vagas, e na agropecuária, em 5.757 postos.

No décimo mês do ano, 24 das 27 Unidades da Federação obtiveram resultado positivo no Caged. O melhor desempenho entre os Estados foi registrado em São Paulo, com saldo positivo de 47.255 postos de trabalho. Já o pior aconteceu na Bahia, onde 579 vagas foram fechadas.

Renda média

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada foi de R$ 2.153,18 em outubro. Comparado ao mês anterior, houve uma redução de R$ 18,96 no salário médio de admissão, uma queda de 0,87%.

Portal 98 FM

Black Friday vai movimentar R$ 920 milhões no RN, aponta Fecomércio

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Última grande data para o faturamento do varejo antes do Natal, a Black Friday neste ano será celebrada no dia 29 de novembro. De acordo com levantamento do Instituto Fecomércio RN (IFC), o período de ofertas e descontos especiais deve injetar aproximadamente R$ 920 milhões na economia do estado. Os negócios em Natal e de Mossoró devem registrar o maior aumento no volume de vendas, movimentando cerca de R$ 332,5 milhões e R$ 73,4 milhões, respectivamente.

De acordo com a pesquisa de intenção de compras do IFC, 61% dos consumidores de Natal e 51,6% dos de Mossoró pretendem ir às compras durante a Black Friday. Além disso, o estudo revela que 57,9% dos natalenses desejam aproveitar as ofertas e os descontos para antecipar compras para o período natalino. Na capital do Oeste, 32,3% dos consumidores ouvidos pelo Instituto Fecomércio RN afirmaram que vão utilizar as promoções oferecidas na data para adiantar compras do mês que vem.

Eletrodomésticos serão os mais procurados

A maior parte dos natalenses que vai às compras pertence ao sexo feminino (61,1%), tem de 25 a 34 anos de idade (65,9%), concluiu o ensino superior (62,5%) e possui renda familiar mensal acima de 10 salários mínimos (74,5%).

Aproximadamente 38,4% das pessoas que aproveitarão os descontos em Natal pretendem comprar eletrodomésticos, mas a procura por roupas (24,2%) e eletrônicos (20,7%) também deve aumentar durante a Black Friday. Além disso, os natalenses esperam gastar uma média de R$ 725,66. Para 62,1% dos entrevistados pelo IFC, o parcelamento com cartão de crédito será a principal forma de pagamento; enquanto 33,7% devem comprar à vista, com cartão de débito ou transferência por pix.

Em Mossoró, consumidor vai gastar R$ 537,55

Em Mossoró, a maioria das pessoas que vai às compras durante a Black Friday pertence ao sexo feminino (53,9%), tem de 18 a 24 anos de idade (68,2%), possui ensino superior completo (55,9%) e vive com renda superior a 10 salários mínimos (72,7%). Os itens mais procurados no município serão roupas e acessórios (32,2%), seguidos por eletrodomésticos (23,6%) e perfumes e/ou cosméticos (20,5%).

De acordo com o levantamento do Instituto Fecomércio RN, a forma de pagamento mais utilizada pelos mossoroenses deve ser o cartão de crédito. Cerca de 72% dos entrevistados pelo IFC afirmaram que pretendem parcelar as compras da Black Friday, enquanto apenas 22,2% devem realizar pagamentos utilizando dinheiro em espécie, cartão de débito ou transferências por pix. A pesquisa também revelou que, em 2024, o gasto médio do consumidor de Mossoró deve ser de R$ 537,55.

Metodologia

Para mapear as intenções de compras para a Black Friday, o Instituto Fecomércio RN (IFC) entrevistou, durante o mês de outubro, um total de 600 consumidores de Natal e 501 de Mossoró. O nível de confiança de ambos os levantamentos é de 95%, com margem de erro de 4 pontos percentuais.

Com informações da Tribuna do Norte

Vaca nelore alcança valor de R$ 24 milhões e se torna a mais valorizada do mundo

FOTO: GETTY IMAGES

A comercialização de um quarto dos direitos de uma vaca por R$ 6,015 milhões num leilão nesta sexta-feira (22) a colocou como a mais cara já negociada no mundo.

Carina FIV do Kado tem somente três anos de idade e é vista como a mais importante matriz nelore atualmente no milionário mercado de gado de elite no país. O negócio projeta que o valor total do animal alcance R$ 24,06 milhões, superando a atual recordista mundial, Viatina-19 GIV Mara Móveis, que está no Guinness Book.

Num leilão em junho do ano passado, Viatina-19 teve um terço de seus direitos negociados por R$ 6,993 milhões, o que à época representava R$ 20,97 milhões (R$ 22,02 milhões, atualizados pelo IPCA, a inflação oficial do país).

Tricampeã da raça nelore, com os títulos obtidos na Expoinel (Exposição Internacional de Nelore) em 2023 e 2024 e na Expozebu -principal evento da pecuária nacional, em Uberaba (MG)-, também neste ano, Carina FIV do Kado tinha seus direitos divididos entre três donos.

Após Casa Branca Agropastoril -que é também uma das donas de Viatina-19-, RS Agropecuária e Nelore RFA decidirem vender 25% da vaca, passaram a ter como sócia a Syagri Agropecuária, de Minas Gerais.

A aquisição ocorreu no leilão Cataratas Collection, em Foz do Iguaçu (PR), organizado por duas das empresas que já tinham participação nos direitos do animal -Casa Branca e RS.

Além da empresa, Viatina-19 FIV Mara Móveis é de propriedade também da Agropecuária Napemo e da Nelore HRO. A diferença da ex e da atual recordista mundial é a idade, e o retrospecto indica que Carina pode obter valores ainda maiores no futuro.

Viatina-19 tem cinco anos e dez meses, ante os três anos da nova recordista. Em 2022, Viatina teve metade dos direitos vendidos por R$ 3,99 milhões (R$ 4,37 milhões, corrigidos) e, pouco mais de um ano depois, um terço foi vendido por R$ 6,993 milhões (R$ 7,34 milhões).

Animais como as duas vacas são extremamente valorizados no mercado por terem consistência genética, pedigree consagrado e características produtivas que vão se refletir no campo -o que significa mais dinheiro para os pecuaristas.

O objetivo do melhoramento genético é que o animal transfira a genética aos seus descendentes e que eles produzam mais carne em menos tempo e com menor custo. Em um ano, por exemplo, Viatina-19 gerou mais de R$ 7 milhões (já atualizados) em negócios.

Em maio, uma bezerra ainda a nascer de Viatina-19 foi leiloada por R$ 3 milhões num evento que teve renda revertida às vítimas da tragédia que destruiu cidades do Rio Grande do Sul.

Folhapress

Preço da laranja aumenta 41% em um ano no RN

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Enfrentando uma onda de altos preços nacionalmente, o preço da laranja também tem registrado aumentos no Rio Grande do Norte. Pesquisas feitas pela TRIBUNA DO NORTE junto à cotação de preços da Central de Abastecimento do RN (Ceasa) mostram que o preço da laranja, no atacado, sofreu variação no quilo de R$ 2,75 em novembro de 2023 para R$ 3,90 em novembro deste ano, aumento de 41%. Quando a fruta cítrica chega nos supermercados e feiras para o consumidor, o preço chega em alguns casos a R$ 5,50.

Nacionalmente, um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço da laranja-pera acumulou alta de 144% em um ano, saindo a R$ 115,10 por caixa de 40,8kg. Em outubro, o valor chegou a atingir R$ 125,97.

De acordo com os boletins de preço publicados quase que diariamente pela Ceasa, o preço da laranja pera atualmente é de R$ 3,90/kg no atacado. Em se tratando de laranja-bahia, caixas com 14kgs chegam a custar, em média, R$ 165,00, com o quilo custando R$ 11,79. As laranjas consumidas no Rio Grande do Norte vêm de Bahia e Sergipe.

Segundo especialistas e interlocutores do setor de fruticultura, os preços estão em alta em virtude da oferta limitada de frutas de bom padrão. Além disso, questões climáticas influenciam diretamente no preço cobrado pela fruta. “Hoje sem sombra de dúvidas conseguimos atribuir essa flutuação de preço com base em questões climáticas, com questões de estiagem e seca, que são aspectos que prejudicam a colheita da fruta. Ela fica prejudicada porque a laranja por ser uma fruta de característica cítrica, ela exige um ciclo de maturação e de colheita que é muito afetado com essas oscilações climáticas. No final, o produtor faz com que esse aumento seja repassado ao consumidor final”, explica o diretor-presidente da Ceasa-RN, Matheus Galvão.

Em feiras e supermercados, consumidores potiguares têm se desdobrado em busca de descontos e preços mais acessíveis na hora de comprar a laranja, um dos sucos preferidos na hora de almoços, lanches e cafés da manhã.

A aposentada Lourdes Bezerra, 71 anos, reclama dos altos preços da fruta. “Acho que está muito caro. Compro todas as vezes porque tenho uma irmã que toma muito suco de laranja. Eu pesquiso bastante antes de comprar, mas não fico sem. Tem que comprar”, cita.

Mesmo pensamento tem a recepcionista Kalina Brito, 53 anos. Ela cita que a laranja está “bastante cara e já faz tempo”, inclusive nas feiras. “Em toda banca é um valor só. Compro a laranja todos os sábados, geralmente compro até 4kgs porque é para minha casa e da minha tia. Não pode faltar”, acrescenta.

O preços alto das laranjas, inclusive, afeta produtos derivados da fruta cítrica, como sucos de néctar de laranja, que subiram 16,19% em novembro em comparação a dezembro do ano passado, segundo a prévia do Índice de Preços do Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

O aumento, inclusive, pode afetar itens das cestas de Natal neste ano. Segundo o estudo da FIPE, O preço médio em novembro deste ano foi de R$ 439,30, em comparação a R$ 402,45 em dezembro do ano passado. “A laranja teve menor produtividade devido à seca e à maior demanda externa para exportação. Essas duas situações combinadas fizeram o preço da laranja disparar”, disse Guilherme Moreira, coordenador da pesquisa, em entrevista ao portal Infomoney.

Tribuna do Norte

Custo da cesta básica sobe mais de 7% em outubro no RN, segundo levantamento da Ufersa

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O Índice da Cesta Básica Essencial (ICBE), calculado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), registrou em outubro de 2024 um aumento médio superior a 7% no custo da cesta básica em quatro cidades do Rio Grande do Norte. Este é o maior percentual de alta desde o início do monitoramento, em 2022. A elevação foi impulsionada principalmente pela redução na oferta de carne bovina e pelo término da safra de tomate.

Caraúbas tem maior aumento de cesta básica, diz levantamento

Entre os municípios analisados, Caraúbas apresentou o maior aumento, com a cesta subindo 11,1% e alcançando o valor de R$ 522,01. Os principais responsáveis por esse encarecimento foram o tomate, a carne e o leite.

Em Pau dos Ferros, a alta foi de 7,7%, com o custo médio chegando a R$ 484,69, impactado especialmente pelos reajustes no tomate, no óleo de soja e na carne.

Mossoró, por sua vez, registrou um aumento de 6,2%, com o valor da cesta atingindo R$ 494,62. Os itens que mais contribuíram para a alta foram o tomate, a carne e o óleo de soja.

Já em Angicos, o preço da cesta subiu 3,5%, totalizando R$ 485,03, com destaque para os aumentos no tomate, no pão francês e no arroz.

Agora RN

Comércio: 13º em 2024 deve fazer circular R$ 3,6 bilhões na economia do RN e aquecer vendas

FOTO: MARCELLO CASAL JR

A economia potiguar deverá receber até o final de 2024, a título de 13° salário, pouco mais de R$ 3,6 bilhões, representando 1,1% do total do Brasil e 7,2% da região Nordeste. Esse valor corresponde a cerca de 3,5% do PIB estadual, com uma média estimada de R$ 2.416 por pessoa.

O pagamento do 13º salário aos trabalhadores deve injetar mais de R$ 3,6 bilhões na economia do Estado até 20 de dezembro deste ano, data limite para que todos os brasileiros do setor público e privado recebam o pagamento. Esse montante representa 1,1% do total nacional e 7,2% da região Nordeste, equivalendo a aproximadamente 3,5% do PIB estadual.

Segundo o Dieese, cerca de 1,261 milhão de pessoas devem receber o 13º no Rio Grande do Norte. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,1%. A distribuição por segmento é a seguinte: empregados formalizados com 62,3% (R$ 2,2 bilhões), beneficiários do INSS com 21,2% (R$ 773 milhões), aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado com 12,5% (R$ 454 milhões) e do Regime Próprio dos municípios com 4,0% (R$ 145 milhões).

Esses valores não animam apenas os consumidores, mas também os setores de comércio e serviços, que absorvem grande parte desse montante nas compras de fim de ano, quitação de dívidas e recuperação de crédito.

“O pagamento do 13º salário é um momento crucial para a economia, especialmente para o comércio de Natal. Este salário extra traz um alívio financeiro para muitas famílias e, consequentemente, um aumento no poder de compra. Para nós comerciantes, representa uma oportunidade significativa de alavancar as vendas de fim de ano, nosso melhor período em vendas”, afirmou José Lucena, presidente da CDL Natal.

O empresário destacou que muitos consumidores utilizam parte do 13º para quitar dívidas, o que também ajuda a economia. “O pagamento do 13º ajuda a movimentar a economia. O fato de muitos consumidores optarem por negociar débitos e voltar a crédito também impulsiona e movimenta a nossa economia, essencial para que possamos terminar o ano com um resultado positivo para empresários e consumidores”, finalizou José Lucena.

Novo Notícias

Petróleo e energia renovável impulsionaram PIB do RN em 2024, diz Fiern

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A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte é de expandir 6,2% em 2024, o maior índice entre as unidades federativas do país, superando a previsão anterior divulgada em setembro, quando estava em 4,4%, segundo estudo do Banco do Brasil (BB) intitulado “Resenha Regional de Assessoramento Econômico” e atualizado neste mês de novembro. Nesse cenário, a taxa de crescimento da economia norte-riograndense será mais que o dobro do país neste ano (3%) e também superior à região Nordeste (3,3%). A revisão do índice é puxada especialmente pelo agro e pela indústria.

No ranking da projeção do PIB aparecem em seguida o Tocantins (6%), Paraíba (5,8%), Amapá (5,1%), Pará (4,9%) e Distrito Federal (4,4%). O Mato Grosso do Sul foi o único estado cuja projeção ficou negativa (-0,5%) e o Mato Grosso teve expectativa positiva mais baixa (0,2%) dentre as unidades da federação.

Pelo levantamento, o PIB da indústria potiguar deverá ser destaque, crescendo 20,8% e seguido pelo setor agropecuário (9,8%) e de Serviços (3,6%). Segundo o documento, no acumulado do ano, a indústria nacional apresentou uma variação positiva de 3% e a do Rio Grande do Norte manteve o melhor desempenho do país, com um crescimento de 13,7%, sendo o único estado a apresentar crescimento de dois dígitos.

Esse resultado foi impulsionado pelo bom desempenho na fabricação de coque – ingrediente chave na produção de aço -, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (33,6%), além da confecção de artigos do vestuário e acessórios (28,3%).

O Ceará ocupa o segundo lugar, com um crescimento de 8,9%, beneficiado pelo bom desempenho na fabricação de produtos de metal, máquinas e equipamentos (32,4%), preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (26,9%), e confecção de artigos do vestuário e acessórios (26,1%). “Estimamos que a indústria seja o setor mais dinâmico na economia brasileira neste ano, com crescimento esperado na ordem de 3,4% no PIB Industrial”, diz relatório.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, afirma que a projeção de crescimento acima do esperado do PIB da indústria, pelos bancos oficiais, se dá em função do grande avanço da produção do petróleo e de energias renováveis no Rio Grande do Norte, que hoje é o maior produtor de petróleo e maior gerador de energia eólica em terra.

“A descoberta do novo potencial do Campo de Pitu, na margem equatorial do RN, associado à perspectiva da geração de energia eólica off-shore, assim como a planta piloto de produção do hidrogênio verde, também contribuem para esse otimismo em relação aos resultados econômicos do RN”, afirma o presidente da Federação.

Serquiz analisa ainda a questão dos empregos. “No que se refere ao saldo de empregos formais, temos o destaque da construção civil, que está novamente aquecida. É um retrato desses setores mencionados, principalmente, que impacta nos números e nas boas expectativas para o nosso Estado”, analisa.

O economista Helder Cavalcanti, do Conselho Regional de Economia (Corecon RN), relembra que o RN também vive um bom momento em outro segmento industrial. “Temos um momento muito interessante da indústria de energias renováveis, a energia solar, da energia eólica. A indústria teve uma elevação bem expressiva e com a agricultura está incrementando a economia”, avalia.

Esses dois setores colocam o estado em posição de destaque na recuperação econômica do Nordeste. Entre os principais produtos apontados na “Resenha Regional de Assessoramento Econômico”, do Banco do Brasil, aparecem a produção da cana de açúcar com um crescimento de 29.7% na safra de 2024, o que representa 0,5% da produção nacional.

Já o setor de serviços, que no mês de agosto voltou a recuar no país, após dois meses consecutivos de alta, cresceu 1.4% nos últimos doze meses no RN e 1.1% no acumulado do ano, mas ainda é o terceiro menor desempenho do Nordeste. “Vamos entrar num período que o turismo poderá dar uma resposta bem expressiva e é preciso que se tenha um olhar para essa atividade e incentive as empresas, profissionalize cada vez mais”, aponta o economista.

Resultado reflete recuperação econômica, dizem entidades

As entidades representativas do setor produtivo potiguar comemoraram a elevação da projeção do PIB no estado e destacaram que reflete a recuperação econômica. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/RN), isso demonstra ainda a capacidade de adaptação da economia potiguar. “Esse desempenho robusto foi impulsionado pelo aumento da renda, a queda do desemprego e pelo ciclo de redução de juros, que durou de agosto de 2023 a junho de 2024, beneficiando setores como comércio, serviços e indústria”, ressalta o presidente da entidade, Marcelo Queiroz.

Ele aponta que o comércio varejista do estado, que em 2023 havia caído 0,8%, registrou até setembro deste ano um crescimento de 5,3%. “Mostra uma reversão de cenário, o que evidencia a recuperação da confiança dos consumidores e a expansão das atividades comerciais”, acrescenta o presidente da Fecomércio.

As perspectivas da Fecomércio para 2025 também são positivas com a projeção de crescimento do PIB do estado para 1,8%, impulsionado principalmente pelos setores de serviços e comércio, que devem crescer 1,7%. Apesar dessas perspectivas promissoras, a Fecomércio RN alerta para um risco que pode comprometer esse cenário positivo: a proposta de majoração da alíquota modal de ICMS, que está em discussão na Assembleia Legislativa do RN. Segundo a entidade, a elevação do ICMS pode aumentar os custos de produção e consumo, o que afetaria diretamente a competitividade do comércio e de outros setores da economia potiguar, impactando sobretudo os consumidores.

“Por isso, a Fecomércio RN reforça a importância de políticas fiscais prudentes e que incentivem o crescimento sustentável, sem onerar ainda mais a sociedade. É essencial que as políticas públicas sejam orientadas para garantir a continuidade desse crescimento, assegurando um ambiente de negócios estável, previsível e favorável ao desenvolvimento do estado”, diz ele.

A agropecuária também se destaca com um crescimento projetado de 9,8%. José Álvares Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern), diz que é fruto da combinação de fatores que criam um ambiente propício para o crescimento da agropecuária no RN. “O setor sucroalcooleiro tem apresentado um desempenho que merece ser destacado, com crescimento da produção de cana de mais de 20% nesse ano. Além disso, o RN também passou a produzir outros produtos, com a região de Touros se consolidando como um polo de produção de frutas, batata e outros. Em termos de novas culturas, os citros e a cebola estão ganhando importância”, aponta José Vieira.

RN gerou 31.488 empregos formais até setembro

No quesito empregabilidade, o Rio Grande do Norte gerou 31.488 empregos formais até setembro. O dado marca um crescimento de 60% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 19.739 novos postos de trabalho em todos os segmentos. “O nosso entendimento é que quanto mais a economia gira, mais riqueza acontece e repercute na taxa de emprego”, avalia o economista Helder Cavalcanti.

Do total, 63% das vagas foram no setor terciário. O setor de serviços foi o que mais impulsionou a geração de empregos com um saldo de 16.422. A indústria também teve um desempenho considerável com 4.624 postos, mais que duplicando o resultado do ano passado e, junto com a construção civil (5.590), figura entre os três setores que mais geraram novos postos de trabalho de janeiro a setembro.

O estado registra a menor taxa de desemprego (9,1%) para o 2° trimestre na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), ficando também abaixo da taxa do Nordeste (9,4%). Contudo, essa taxa está acima da média nacional para o período (6,9%) e é a terceira maior dentre os estados nordestinos, junto com Sergipe, superando apenas a Bahia (11,1%) e Pernambuco (11,5%).

Tribuna do Norte