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Categoria: Economia

Cesta básica tem aumento de 2,54% em novembro em Natal, aponta pesquisa do Procon

FOTO: ALESSANDRO MARQUES

Os produtos da cesta básica tiveram um aumento de 2,54% em novembro em Natal, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (5) pelo Procon Municipal. A cesta alcançou R$ 412,74, alta de 2,54% em relação a outubro, quando os produtos custavam R$ 402,27. Em um mês, o aumento foi de R$ 10,47.

De 40 produtos pesquisados, 23 tiveram aumento de preço em comparação ao mês anterior. Isto representa que 57% dos produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros este mês.

No mês de novembro, das quatro categorias que compõem a cesta básica, em três foram identificados variação positiva. Os maiores valores foram de hortifrúti, com variação de 3,8%, e de açougue, com 3,24%, seguido pela de mercearia com 1,3%.

No setor de hortifrúti, tiveram reajuste produtos como tomate, chuchu, macaxeira, batata comum e laranja – este último teve variação de 6,8%.

Na categoria de açougue, a carne de primeira alcançou R$ 47,13, com um aumento de 6,06%. Outros produtos com alta nesta categoria que chamaram a atenção foram o frango (4,81%), ovos (6,15%), carne de sol (3,79%) e queijo coalho (2,62%).

Segmentos comerciais

O levantamento comparou o custo da cesta básica em diferentes segmentos comerciais para melhor orientação dos consumidores. O preço médio da cesta básica mais caro foi de R$ 434,75 nos hipermercados, enquanto nos supermercados de bairro foi de R$ 412,93. A variação entre esses dois estabelecimentos foi de 5,29%, correspondente a uma diferença de R$ 21,83.

Comparando-se a cesta básica mais cara nos hipermercados com a mais barata nos atacarejos, o preço médio encontrado nos atacarejos foi de R$ 391,37, o que representa uma variação de 11,09% e uma economia de R$ 43,39 para o consumidor.

RN registra saldo positivo de 34.493 empregos formais gerados até outubro deste ano

FOTO: DIVULGAÇÃO

O saldo da geração de empregos neste ano, no Rio Grande do Norte, até o mês de outubro, foi de 34.493 empregos formais. A constatação é com base nos números disponíveis no Boletim Econômico divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC). No mês de outubro, o saldo positivo chegou a 2.847 postos de trabalho.

O levantamento identificou que a Construção Civil obteve resultados significativos, com 3.865 admissões em outubro, “impulsionadas, sobretudo, pelas obras de infraestrutura, com ênfase na reestruturação das rodovias estaduais executadas pelo governo do Estado”. Segundo o Boletim, essas obras específicas geraram 1.357 contratações.

O Boletim aponta que entre os setores que se destacam estão os de Serviços, Comércio e Construção Civil, contabilizando 8.258 admissões, impulsionado especialmente pelo grupamento de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, que, isoladamente, somou 4.765 contratações.

O Comércio também apresentou um desempenho notável, com 5.627 admissões no mês, sendo o comércio varejista o principal destaque, ao registrar 3.862 contratações. Este segmento reafirma sua relevância como um motor estratégico para a geração de emprego e renda no estado.

O Boletim Econômico é elaborado mensalmente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico com base dos dados do Sistema de Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho.

Carnatal aquece economia local e deve gerar 10 mil empregos diretos e indiretos

FOTO: DIVULGAÇÃO

A contagem regressiva para o Carnatal, que acontece de 6 a 8 de dezembro na Arena das Dunas, já movimenta e impulsiona a economia local com a expectativa de movimentação superior a R$100 milhões. A edição deste ano, além de consolidar o carnaval fora de época como um dos maiores do Brasil, deve gerar aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativa de Felinto Filho, diretor do evento. A festa é considerada uma oportunidade de incremento no faturamento para as cadeias envolvidas na cidade.

“Somente a estruturação de montagem do evento já desencadeia milhares de empregos. Desde o pessoal de infraestrutura, produção, confecção de materiais até fornecedores, todos esses segmentos são impactados. Além disso, o volume de empregos diretos e indiretos acontece por pelo menos 30 dias antes do evento para toda a construção do corredor da folia”, explica Felinto sobre a movimentação no evento.

Um das áreas que deve absorver a energia do Carnatal estão os negócios de pequeno porte, em especial por aqueles que se instalarão no entorno da Arena das Dunas. Para empreendedoras como Viviane Sabrine e Paola Lima, que atuarão com carrinhos de alimentação, o evento é uma oportunidade de impulsionar os ganhos de fim de ano.

Viviane, que há dois anos trabalha ao lado do marido com vendas de espetinhos, hambúrgueres e batatas fritas, revela que a expectativa é alta. “A gente espera fazer o lucro para garantir o décimo terceiro e os presentes de fim de ano. Com o estoque preparado, dá para atender bem a demanda e aproveitar o movimento intenso”, destaca. Apesar do tempo de trabalho, essa é a primeira vez que Viviane estará no Carnatal, por influência de bons relatos de colegas na edição de 2023.

Uma das que incentivou a entrada do casal foi Paola, que chega ao segundo ano de Carnatal e está confiante em dobrar o faturamento em relação ao ano anterior, diante dos bons resultados conquistados no ano passado. “Este ano o Carnatal está mais divulgado e com uma estrutura melhor. Acredito que a demanda será ainda maior, e estamos preparados para atender com uma equipe de cinco pessoas nos dias de evento”, conta.

Além da alimentação, o setor de beleza também se beneficia do aquecimento econômico proporcionado pelo Carnatal. Fabiana Nunes, proprietária do salão Embelezaria, localizado no bairro das Rocas, relata que preparou combos especiais para atrair clientes destinados ao Carnatal e já percebe um aumento significativo na procura por serviços como penteados e maquiagens.

“Nesse período, geralmente considerado fraco no início de dezembro, o Carnatal muda o cenário. Este ano, montei pacotes promocionais e aumentei a divulgação, o que atraiu mais clientes. Vou ampliar a equipe com mais duas pessoas para atender, prevendo um acréscimo de 30% no faturamento em relação ao ano passado”, comemora. Os valores dos combos variam de R$119,00 a R$139,00.

Parcerias e impacto na cadeia produtiva

O impacto econômico proporcionado pelo evento não se limita à geração de empregos, mas bem como o estímulo ao turismo e ao comércio local, explica Felinto Filho, diretor do Carnatal. “Cerca de 33% do público são turistas, segundo o levantamento realizado com o público no ano passado, o que incrementa diretamente a rede hoteleira, bares e restaurantes. A expectativa é que para este ano, o número de turistas seja ainda maior”, afirma.

Uma das ativações realizadas para o fomento ao setor associado com o Carnatal aconteceu em parceria com a CDL Natal e a Fecomércio RN através do “+Carnatal”. Nas compras acima de R$50,00 nas lojas participantes, o consumidor recebia um cupom para concorrer a quase 300 prêmios.

Segundo Laumir Barreto, diretor executivo da Fecomércio RN, o Carnatal chega com bastante otimismo para o comércio, aliado a alta estação e ao fim da Black Friday. “A gente tem, em 2024, um ano que tem batido recordes com o volume de pessoas empregadas, é um recorde histórico e com certeza, juntando Carnatal com festa de final de ano e as compras natalinas, gera uma expectativa muito positiva”, afirma.

O evento ainda aposta na sustentabilidade através da implementação do conceito Ambiental, Social e Governança (ESG). Entre as ações implementadas neste ano, o Carnatal realizou a contratação de costureiras para transformar produtos recicláveis em dois mil estojos que serão distribuídos para alunos da rede pública, de forma a ampliar o impacto social da festa e o fomento à cadeira fabril.

Tribuna do Norte

Preço do café têm alta e pode ficar mais caro nos próximos meses

FOTO: DIVULGAÇÃO

Quem tem o hábito de consumir café já percebeu: o preço da bebida subiu significativamente. Nos supermercados, o impacto no bolso do consumidor é evidente, e especialistas alertam que a situação pode se agravar. Os índices globais mostram o aumento expressivo. O café arábica, referência no mercado internacional, registrou em março de 2024 seu maior valor desde 1977, com um crescimento de 70% em relação ao ano anterior. Já o café robusta, uma opção mais acessível, subiu 80% no mesmo período. Esses aumentos assustam os consumidores e os levam a reduzir a quantidade da compra.

O principal responsável pela alta nos preços é o clima adverso. O Brasil, maior produtor mundial de café e responsável por quase metade da oferta de arábica, enfrentou desafios severos, como a pior seca em 70 anos entre agosto e setembro de 2024. Apesar das chuvas ajudarem no cultivo, há incertezas sobre a próxima safra, prevista para julho de 2025.

Além da seca, queimadas também afetaram plantações em estados como São Paulo. “A gente teve seca, chuva em excesso em algumas regiões e até queimadas, muitas delas criminosas. Esses eventos destroem cafezais, que levam anos para voltar a produzir”, explica Robespierre do O’, economista. Segundo ele, a recuperação das plantações será lenta, o que mantém os preços pressionados por mais tempo.

Alta nos valores segue em outros países

O Vietnã, maior produtor de café robusta, também sofreu com extremos climáticos: uma seca no início do ano, seguida por fortes chuvas, prejudicou a produção. A situação é agravada por três anos consecutivos de déficit de oferta. Outros países importantes na produção de café, como Colômbia e Honduras, enfrentam desafios semelhantes, criando um cenário global de alta nos preços.

Como economizar?

Para quem não abre mão do cafezinho, a recomendação é diminuir a quantidade e evitar desperdícios. “É importante pesquisar preços nos supermercados e, se possível, buscar alternativas, como chás, que podem ser mais baratos”, sugere Robespierre.

O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, e os ajustes no orçamento familiar serão necessários para lidar com os aumentos. A previsão é que os preços permaneçam altos enquanto o setor se recupera dos problemas climáticos e das perdas na produção. Para os cafeicultores, o desafio é manter a produtividade em um cenário cada vez mais incerto, enquanto os consumidores precisam adaptar seus hábitos para enfrentar essa nova realidade.

Tribuna do Norte

Setor de minérios movimentou mais de R$3 bi em 10 anos no RN, aponta Sedec

FOTO: REPRODUÇÃO/ INTER TV CABUGI

O setor de mineração no Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 3 bilhões entre 2013 e 2023, segundo dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec).

De acordo com a Sedec, o setor gera cerca de 10 mil empregos diretos no RN. Além disso, o órgão aponta que nos últimos dez anos, o setor apresentou um crescimento de 222,93% no estado.

Durantes os dias 28 e 29 de novembro, Natal sediou o 5º Fórum Estadual Mineral para debater sobre o setor. O secretário de desenvolvimento do RN, Silvio Torquato, reforçou a importância da área no estado.

“O Rio Grande do Norte é um dos estados mais ricos do Nordeste, se não for o mais rico, na área mineral. Esse é o 5º Fórum Mineral que estamos fazendo, nós reativamos o setor mineral e marcamos uma ação forte na mineração no RN”, disse.

O crescimento do setor começou a se tornar mais relevante a partir de 2020, com o incremento na produção de substâncias, como calcário e as rochas ornamentais.

g1rn

Carne de frango atinge maior preço em 2 anos, diz pesquisa

FOTO: PEXELS

Um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que o preço da carne de frango está no patamar mais caro desde o fim de 2022. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29).

Os pesquisadores apontaram que o aumento preço se manteve no período em que a queda seria o habitual.

– Levantamentos do Cepea mostram que os preços da carne de frango seguem firmes no mercado doméstico, operando nos maiores patamares reais desde novembro de 2022. Nem mesmo o período de final de mês, quando geralmente a demanda final se desaquece — por conta do menor poder de compra da população —, impediu novos aumentos – destacaram os pesquisadores.

Segundo registros do Cepea, o valor médio é de pouco mais de R$ 8, tanto para os produtos congelados quanto in natura. A média foi feita estabelecida com base nos dados coletados no mercado no estado de São Paulo. As informações são da Oeste.

Pleno News

Aneel aciona bandeira verde em dezembro e tira taxa extra na conta de luz

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nessa sexta-feira (29) que a bandeira tarifária será verde em dezembro, ou seja, sem taxa extra na conta de luz.

Segundo a agência, a bandeira verde foi acionada por causa da “expressiva melhora” das condições de geração de energia, com as chuvas.

Neste mês de novembro, a bandeira em vigor é a amarela, com cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Com a bandeira verde em dezembro, esse valor deixa de ser cobrado na conta de luz.

“Nas últimas semanas, o período chuvoso mais intenso favoreceu a geração de energia hidrelétrica, com custo de geração inferior ao de fontes termelétricas – acionada mais frequentemente quando os níveis dos reservatórios estão baixos”, explicou a agência em nota.

Dezembro será o primeiro mês sem cobrança adicional na conta desde agosto, quando a Aneel anunciou a transição de bandeira verde para vermelha patamar 1 –uma das mais caras no sistema de cores da agência.

Veja as bandeiras acionadas em 2024:

janeiro: verde
fevereiro: verde
março: verde
abril: verde
maio: verde
junho: verde
julho: amarela
agosto: verde
setembro: vermelha patamar 1
outubro: vermelha patamar 2
novembro: amarela
dezembro: verde

Impacto na inflação

O sistema de bandeiras da Aneel sinaliza as condições de geração de energia no sistema elétrico.

Quando chove e os reservatórios das hidrelétricas estão cheios, o custo é menor, mas em momentos de seca o custo aumenta porque é necessário acionar mais usinas termelétricas –mais caras e poluentes.

O custo da energia, com o acionamento das bandeiras tarifárias nos últimos meses, tem sido um dos responsáveis pela alta na inflação.

Em outubro, a inflação apresentou alta de 0,54%, influenciada sobretudo pela alta nos preços da energia elétrica residencial.

As cobranças extras na conta de luz se tornaram uma preocupação para o governo, que tem que cumprir a meta de inflação, de 3% em 2024, podendo variar entre 1,5% e 4,5%.

Saiba quanto custa cada bandeira

Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:

bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

g1

Empregos gerados por micro e pequenas empresas no RN crescem 31% em 2024, aponta Sebrae

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 31% no número de empregos gerados por micro e pequenas empresas (MPE) de janeiro a outubro de 2024, com um total de 23.266 novas vagas, em comparação com 17.787 no mesmo período de 2023.

Os dados são do relatório Mapa do Emprego de Outubro, elaborado pelo Sebrae-RN, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No geral, o saldo acumulado de empregos no período saltou de 21.937 vagas em 2023 para 34.493 em 2024. Desse total, 70,51% das novas vagas foram geradas por pequenos negócios, com destaque para as microempresas, responsáveis por 21.175 postos de trabalho, seguidas pelas pequenas empresas, que criaram 2.091 vagas, e as médias empresas, com 1.057.

O crescimento foi particularmente expressivo entre as pequenas empresas, que aumentaram o saldo de 339 para 2.091 vagas, um crescimento de 517%. Já as microempresas apresentaram uma variação de 17.448 para 21.175 postos. Os setores com maior geração de empregos foram serviços (17.228 vagas), construção (6.449 vagas) e indústria (4.905 vagas).

Saldo de outubro – geral

Em outubro de 2024, o saldo de empregos formais (todos os setores e portes de empresa) foi de 2.847, resultado de 21.330 admissões e 18.483 desligamentos. Este número representa o quarto melhor desempenho histórico para o mês, ficando atrás de 2020, 2021 e 2019.

Natal liderou as admissões no mês, com 1.292 novas vagas, seguida por Currais Novos (457) e Açu (376). Por outro lado, os maiores números de desligamentos foram registrados em Espírito Santo (-249), Touros (-114) e Goianinha (-64).

No ranking do Nordeste, o Rio Grande do Norte ocupou a quarta posição em geração de empregos, atrás de Pernambuco, Alagoas e Ceará.

Portal 98 FM