SELO BLOG FM (4)

Categoria: Economia

Trinity planeja investir mais de R$ 300 milhões em energia solar no Nordeste; RN está na lista

FOTO: DIVULGAÇÃO

A empresa de energia brasileira Trinity Energias Renováveis vem expandindo sua atuação no mercado livre de energia e na geração distribuída por meio da energia solar.

A empresa planeja investir 311 milhões de reais na região Nordeste até o final de 2025 para inaugurar 47 usinas, em 24 municípios espalhados pelos estados de Pernambuco, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí.

Juntas, as usinas vão somar potência de aproximadamente 80 MWp (megawatt-pico), De acordo com João Sanches, presidente da Trinity, os planos de expansão se devem a dois fatores: custo médio de energia elevado e alta incidência solar na região.

“O Nordeste possui uma das maiores radiações solares do mundo, tornando a região propícia para a geração de energia fotovoltaica. Além disso, existem condições de financiamento favoráveis”.

Radar Econômico – VEJA

Preço do café dispara 35% em apenas 4 meses e deve continuar em alta

FOTO: DIVULGAÇÃO

O mercado de café vem enfrentando uma sequência de fortes altas de preços desde o início do ano, com indicações de que essa tendência continuará pelo menos até o primeiro semestre de 2025. Segundo dados do setor, o valor do café no varejo subiu significativamente, registrando um aumento de 35% nos últimos quatro meses. Em agosto, o quilo do café atingiu um preço médio de R$ 39,63, comparado a R$ 29,18 em abril.

Segundo informações da Folha de SP, Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), apontou que “o valor do café deve subir de 10% a 15% nos próximos 40 ou 60 dias”. Esse aumento, no entanto, ainda não foi totalmente repassado ao consumidor devido às negociações entre supermercadistas e marcas.

Por que o Preço do Café Está Aumentando?

A principal razão para o aumento dos preços do café está relacionada às condições climáticas adversas que têm afetado os cafeicultores em diversas regiões produtoras do Brasil. Uma série de problemas, como estiagem prolongada e calor excessivo, contribuíram para a pressão nos preços. Em 2022, geadas severas prejudicaram as plantações, seguidas por chuvas excessivas em 2023 em algumas áreas e falta de chuva em outras.

As previsões da Abic indicam que a pressão sobre os preços do café deve continuar até 2025. “Até o momento, não há nenhum indício de queda de preço da matéria-prima para este ano”, comentou Inácio. “Essa previsão se estende até, pelo menos, abril de 2025”. O clima terá um papel fundamental neste cenário. “Caso haja chuva na segunda quinzena de setembro, pode-se esperar uma grande safra, suficiente para abastecer o consumo interno e as demandas de exportação”, disse Inácio.

Como os Climas Afetam a Produção de Café no Brasil?

Os cafeicultores brasileiros têm enfrentado uma série de desafios climáticos nos últimos anos. Veja alguns eventos recentes que impactaram a produção:

  • 2022: Geadas severas que causaram danos significativos às plantações.
  • 2023: Chuvas excessivas em algumas áreas e falta de chuva em outras, comprometendo a produção.
  • 2024: Estiagem prolongada e altas temperaturas, combinado com queimadas, especialmente em São Paulo.

Essas adversidades climáticas afetam diretamente o preço do café devido à incerteza e insegurança que geram no mercado. Segundo Inácio, “há preocupações e tensões” que só poderão ser mitigadas caso um período longo de chuvas regulares se inicie no final de setembro.

Quais São as Perspectivas para o Consumidor de Café?

Para o consumidor final, isso pode significar um período de preços elevados e voláteis. Com os supermercadistas tentando negociar com as marcas, há uma possibilidade de atrasos na transferência do aumento dos preços ao consumidor, mas a tendência é que os valores continuem a subir nos próximos meses.

Ainda assim, é importante destacar que, além das condições climáticas, fatores como custos de produção, transporte e demanda global também influenciam o preço final do café. Manter-se informado sobre essas variáveis pode ajudar os consumidores a entender melhor as variações de preços e planejar suas compras de forma mais estratégica.

Liquida Natal movimenta mais de R$ 120 milhões no comércio varejista

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Liquida Natal conseguiu movimentar o comércio da cidade por 10 dias consecutivos. A campanha teve um crescimento de 10% em relação ao ano passado. As informações são da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL) Natal. De acordo com o 2º vice-presidente da entidade, Bruno Alcides, o programa foi um sucesso para o comércio natalense, principalmente no Alecrim e na Cidade Alta.

“O Liquida Natal foi um sucesso. O natalense foi para às ruas, comprou e aproveitou os descontos. Tivemos um crescimento de mais de 10% em relação ao ano passado. Mais de R$ 120 milhões movimentados. A gente ficou muito feliz pelo grande movimento que gerou no Alecrim e na Cidade Alta, que passam por um momento de transição”, explicou.

Bruno Alcides revelou ainda que a pujança do comércio natalense na edição do Liquida Natal deste ano veio do varejo, mas precisamente do segmento de confecções. “É o segmento que tem a maior adesão, é o maior peso de lojas que participam. Neste ano, a gente entrou com campanha junto com o Sebrae-RN para MEIs (Microempreendedores individuais). Conseguimos trazer MEIs para dentro da campanha e muito serviço junto com supermercados. Aumentamos a abrangência de ramos de atividades”, detalhou.

No domingo (8), nos shoppings da cidade, o movimento e as filas foram grandes, com consumidores fazendo o depósito dos cupons nas urnas para aumentar chances de ganhar os prêmios: um automóvel elétrico BYD, duas motos 0km e dois caminhões de prêmios.

Os contribuintes têm até o dia 16 de setembro para depositar os cupons nas urnas, na sede da CDL Natal. A previsão da organização para o sorteio dos cupons é de que seja realizado no dia 19 de setembro.

Para a próxima edição, a ideia da CDL é começar a campanha no início do ano. “Nós estamos estruturando o Liquida para o ano que vem, queremos começar logo no início do ano com campanhas de capacitação junto com os nossos parceiros (Sebrae, Fecomércio), capacitando lojistas e colaboradores, para que ao longo do ano ele se desenvolva e quando chegar no Liquida Natal, chegar mais forte e capacitado”, antecipou o empresário Bruno Alcides.

A 23 ª edição da campanha foi intensa, e diante da movimentação dos consumidores no comércio, se reafirmou e se consagrou mais uma vez como uma das maiores ações promocionais do ano, beneficiando tanto os lojistas e prestadores de serviço, quanto os consumidores da cidade.

“A Líquida desse ano foi surpreendente, tanto lojistas quanto os consumidores acreditaram e investiram na promoção. Vimos as pessoas no comércio em busca das promoções nas redes sociais muitos lojistas divulgando as ofertas. Encerramos a campanha felizes com os resultados e o melhor com crescimento e 10% de vendas em relação ao mesmo período do ano passado”, afirmou Bruno Alcides.

A Liquida Natal é um projeto da CDL Natal, criada com o objetivo de movimentar o comércio em um período que tradicionalmente era fraco em vendas por não existir uma data comercial forte. Esta é a 23ª edição, e o período é considerado pelos lojistas como a 3ª melhor data em vendas, ficando atrás apenas do Natal e Dia das Mães.

RN tem maior estimativa para crescimento do PIB industrial de 2024

FOTO: ASSECOM

O Rio Grande do Norte está com a maior estimativa para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Indústria para 2024, entre os estados brasileiros, com um aumento projetado de 10,1%. A previsão foi divulgada na “Resenha Regional”, uma publicação do Banco do Brasil, que apresenta análises de especialistas em cenários econômicos. Além disso, o estado também está com a terceira melhor percentual na projeção para o PIB total, com 4,4%, empatado com o Pará.

Na edição mais recente da publicação, divulgada na segunda-feira 9, os analistas do Banco do Brasil revisaram para cima as expectativas de crescimento do Rio Grande do Norte, com base no desempenho econômico do Estado.

O estudo destaca o RN como uma das unidades da federação com melhores resultados na atividade econômica, indicando que a evolução da atividade industrial potiguar será ainda maior do que o previsto anteriormente.

“Entre os estados que apresentaram os melhores resultados neste período [de junho deste ano] estão o Maranhão (17,3%), influenciado pelas indústrias de celulose e metalurgia; e o Rio Grande do Norte (15,2%), impulsionado pela indústria de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel) e confecção de artigos de vestuário”, aponta a Resenha Regional do BB.

Com base nessas informações, o crescimento anual da indústria no Rio Grande do Norte deverá atingir 10,1%, segundo os especialistas do Banco do Brasil. O Ceará aparece em segundo lugar nessa projeção, com 6,5%.

A previsão de avanço da indústria potiguar é o dobro da média calculada para a região Nordeste (5%). Para o PIB anual da indústria nacional, a projeção é de 3,4%. Os analistas também preveem um crescimento significativo para a agropecuária do RN, estimado em 9,8%.

As projeções para o desempenho anual do PIB total do Rio Grande do Norte foram revisadas. E indicam um aumento do crescimento das atividades econômicas observadas na totalidade. “Fizemos uma revisão positiva mais acentuada para Rondônia, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo e Goiás (todas revisões de magnitude igual ou superior a 1 ponto percentual)”, destaca a publicação.

Assim, a projeção do PIB total, no RN, passou, para 2024, de 3,4% para 4,4%, a quarta maior perspectiva de aumento entre os estados brasileiros. Esse indicador está acima da projeção nacional, que é de 3%, e da regional, de 3,4%.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato, afirma que as projeções da Resenha Regional devem ser analisadas com atenção, pois são baseadas em fundamentos técnicos e especializados, elaborados por profissionais qualificados.

Para Sílvio Torquato, os indicadores mostram que o Rio Grande do Norte tem acertado em seus programas de incentivo a empreendimentos e nas decisões para aprovar legislações que regulamentam e melhoram o ambiente de negócios.

Entre os fatores que impulsionam o desempenho da indústria, ele cita o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROEDI), que substituiu o antigo PROADI; o diálogo permanente com os setores produtivos; e as medidas adotadas para estimular a produção, como a aprovação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e a Lei do Gás, enviadas para votação pelo governo na atual gestão.

Resenha

A Resenha Regional integra as análises macroeconômicas que abrange cenários, indicadores de mercado e fatos econômicos relevantes para orientar as estratégias de investimento e de mercado. Trata-se de conteúdos da equipe especializada do Banco do Brasil neste tipo de levantamento.

O Relatório Regional é mensal com os principais indicadores econômicos por região publicados e as projeções do PIB para os estados com detalhamentos setoriais.

PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO DO PIB

Maiores crescimentos projetados – PIB Industrial

Rio Grande do Norte: 10,1%

Ceará: 6,5%

Mato Grosso do Sul: 5,7%

Paraíba: 5,6%

Goiás: 5,4%

Pernambuco: 5.3%

Maiores crescimentos – PIB total em 2024

Paraíba: 6,8%

Amará 5,8%

Tocantins: 5,8%

Rio Grande do Norte: 4,4%

Pará: 4,4%

Movimentação do RN no comércio exterior passa dos US$ 990 milhões em 2024

FOTO: MARCELLO CASAL JR

O Rio Grande do Norte alcançou quase US$ 1 bilhão em movimentações no comércio exterior, com a soma das exportações e importações, entre janeiro e agosto de 2024. Mais precisamente, o valor desse montante acumulado na balança comercial, no período, foi de US$ 997,6 milhões, o que representa um aumento de 12% em comparação com os mesmos oito meses de 2023.

Os dados fazem parte da 9ª Edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (Sedec).

A publicação informa que o saldo da balança comercial em agosto deste ano foi de US$ 14,2 milhões. As exportações totalizaram US$ 76,8 milhões, enquanto as importações somaram US$ 62,6 milhões no mesmo mês.

Em agosto, os principais destinos dos produtos exportados pelo RN foram: Ilhas Virgens Americanas (US$ 52,1 milhões), Estados Unidos (US$ 4,3 milhões), Países Baixos (US$ 3 milhões), Reino Unido (US$ 2,7 milhões) e China (US$ 1,6 milhão). Esses cinco países representaram 89% das vendas externas do RN no oitavo mês de 2024.

Os principais produtos exportados pelo Estado no mês foram óleos combustíveis (US$ 56,8 milhões), melões frescos (US$ 3,1 milhões) e melancias frescas (US$ 1,9 milhão).

Quanto às importações do Estado, os países que se destacaram como principais origens dos produtos foram: China (US$ 25,3 milhões), Suíça (US$ 10,6 milhões), Rússia (US$ 7 milhões), Malta (US$ 5,6 milhões) e Estados Unidos (US$ 4,5 milhões). Esses cinco países concentraram 84,6% das importações do Estado em agosto.

Os produtos que se destacaram nas importações potiguares foram células fotovoltaicas (US$ 18,6 milhões), outras gasolinas exceto para aviação (US$ 15,4 milhões) e trigo e centeio (US$ 6,8 milhões).

Agora RN

Indústria do Rio Grande do Norte lidera crescimento no país, com quase 23%

FOTO: REPRODUÇÃO

O Rio Grande do Norte vem registrando um crescimento acentuado do setor industrial. Desde julho do ano passado, a indústria potiguar é a que apresenta melhor desempenho nos 18 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento acumulado foi de 22,9% no primeiro semestre de 2024, diante de uma média nacional de 2,6%.

Os dados constam em informe do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste, divulgado nesta semana. Na área de atuação da instituição de desenvolvimento regional, com disponibilidade de informações para sete estados, aparecem em seguida o Ceará (7,3%), Maranhão (4,8%) e Bahia (2,4%).

A liderança nacional do RN no acumulado do ano foi puxada por derivados do petróleo e biocombustíveis (58,6%), em especial óleo diesel e gasolina automotiva, e confecção e vestuário (33,8%).

Nas demais comparações, o estado também apresenta crescimento intenso, acima de qualquer local, dentre os pesquisados pelo IBGE: 23,9% no primeiro trimestre do ano; 21,8%, no segundo trimestre, e 22,8% na taxa anualizada.

As perspectivas para a indústria potiguar seguem otimistas. Conforme a pesquisa Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), na passagem de junho para julho de 2024, a produção industrial do estado registrou crescimento, bem como a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) que aumentou um ponto percentual, para 78%, nível superior à média histórica (70%).

Ponta Negra News

RN NO ‘RUMO CERTO’? Natal tem a terceira cesta básica mais cara do Nordeste em agosto

FOTO: ILUSTRAÇÃO/PIXABAY

O custo da cesta básica em Natal foi o terceiro maior entre as capitais do Nordeste pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o quarto menor do país em agosto de 2024. O valor chegou a R$ 555,68, 3,38% a menos que em julho.

Na comparação com agosto de 2023, o preço médio em Natal reduziu 4,39%.

Valor das cestas básicas nas capitais do Nordeste

  • Fortaleza – R$ 630,48
  • Salvador – R$ 560,72
  • Natal – R$ 555,68
  • Recife – R$ 533,12
  • Aracaju – R$ 516,40

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, entre julho e agosto de 2024, sete produtos tiveram redução nos preços médios: tomate (-36,46%), feijão carioquinha (-6,55%), farinha de mandioca (-3,26%), leite integral UHT (-1,11%), açúcar (-0,80%), arroz agulhinha (-0,67%) e manteiga (-0,30%).

Cinco produtos sofreram aumento no preço médio: café (6,84%), banana (4,70%), óleo de soja (2,18%), carne bovina de primeira (1,12%) e pão francês (0,35%).

No acumulado dos últimos 12 meses, houve redução de preços em seis dos 12 produtos: tomate (-52,86%), farinha de mandioca (-11,67%), feijão carioquinha (-6,67%), manteiga (-3,34%). Carne bovina de primeira (-0,96%) e leite integral UHT (-0,80%). Foram registradas altas no café (35,53%), arroz agulhinha (34,30%), banana (23,59%), açúcar (9,76%), óleo de soja (6,70%) e pão francês (1,95%).

g1 RN

Fora da cesta básica, carnes podem ficar até 9% mais caras

FOTO: GETTY

A retirada das carnes da cesta básica isenta de impostos, proposta por um dos textos que regulamenta a reforma tributária, poderia resultar no encarecimento médio do alimento de até 9%.

Segundo resultados preliminares de um estudo da consultoria empresarial GO Associados que o Metrópoles teve acesso, a retirada do produto da cesta básica isenta poderia deixar o preço médio das carnes mais caro entre 6% e 9,2%.

Outro tópico presente no levantamento da consultoria empresarial trata do impacto na alíquota padrão do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) dual, ou seja, com duas frentes de cobrança — a Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

De acordo com os dados preliminares do estudo, o impacto da inclusão das carnes na cesta básica sem tributos seria de 0,28 ponto percentual, metade do valor estimado pelo Ministério da Fazenda.

Em nota técnica, o ministério destacou que a entrada do alimento na cesta básica renderá um impacto de 0,56 ponto percentual (p.p.), sendo a maior entre as principais mudanças (confira tabela abaixo) introduzidas durante a tramitação do projeto de lei complementar (PLP) 68/2024, que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo, na Câmara dos Deputados.

O ministério também indicou que as alterações no texto feitas pelos deputados alteraram a alíquota padrão, que passou de 26,5% para 27,97%. Segundo a análise da Fazenda, caso o texto seja aprovado de forma definitiva como está, o imposto médio subirá 1,47 ponto percentual.

Assim, o Brasil tornaria-se o país com maior alíquota média do mundo, atrás apenas de Dinamarca (27%), Grécia (25%), Suécia (25%), Irlanda (24%) e Portugal (24%), segundo a Tax Foundation.

A GO Associados, por sua vez, defende que “o efeito da isenção das carnes sobre a alíquota média é muito menor do que o que vem sendo divulgado: de 0,28 p.p. e não 0,56 p.p.”. Segundo eles, a projeção foi feita com base em dados da Tabela de Recursos e Usos (TRU) de 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e informações do setor.

A polêmica da carne na cesta básica

A inclusão da carne na cesta básica isenta de impostos gerou controvérsia na votação da reforma tributária na Câmara, em meados de julho. O embate ocorreu entre o governo federal e os deputados, além de contar com a pressão do setor alimentício, que defendia a isenção do alimento.

Inicialmente, o grupo de trabalho (GT) que analisou o PLP nº 68/2024 não inseriu as carnes. Os motivos foram: não querer mexer na alíquota padrão e sair de uma decisão política da Casa.

Na proposta inicial do governo Lula (PT), a isenção era parcial, de 60% em relação à alíquota padrão. Mesmo tendo enviado o texto sem as carnes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a defender, em diferentes momentos, a isenção do frango.

Por outro lado, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mostrou publicamente sua contrariedade à inclusão do alimento. Um dos motivos era a preocupação de ser colocada a pecha de que os deputados seriam os responsáveis pela alta da alíquota geral no novo sistema tributário.

No fim, os deputados contemplaram a ideia de que os partidos precisavam colocar sua digital em um possível ônus do aumento do imposto. Com isso, aprovaram um destaque para a entrada da carne.

Metrópoles