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Categoria: Economia

Exportações do RN crescem 42,6% em 2024 e movimentação do comércio exterior tem soma recorde

FOTO: ASSECOM

As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 42,6% em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,1 bilhão. Com isso, ao longo de 2024, o comércio exterior do Estado alcançou um volume recorde de transações, atingindo US$ 1,7 bilhão — soma das exportações com as importações (US$ 595 milhões). Esses números estão na mais recente edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com as informações da Balança Comercial do RN, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (07/01), por meio da plataforma “Comex Stat”.

Ao longo do ano, a pauta de exportação foi diversificada, com destaque para óleos combustíveis (US$ 558,7 milhões), melões frescos (US$ 120,1 milhões), óleo diesel (US$ 86,7 milhões) e melancias frescas (US$ 52,9 milhões). “Esses produtos refletem a capacidade do estado de combinar uma base agrícola consolidada, liderada pela fruticultura, com uma crescente relevância no setor energético, especialmente no comércio de combustíveis”, aponta a análise feita pela equipe técnica que elabora o Boletim.

Os principais produtos importados nos doze meses de 2024 foram células fotovoltaicas (US$ 129,1 milhões), “outras gasolinas” (US$ 92,2 milhões), grupos eletrogêneos de energia eólica (US$ 54,6 milhões), trigo e centeio (US$ 49,6 milhões) e óleo diesel (US$ 40,7 milhões). “A predominância de tecnologias voltadas à transição energética reforça o compromisso do Rio Grande do Norte com o desenvolvimento sustentável, consolidando sua posição como líder nacional na geração de energias renováveis”, aponta a análise.

Os cinco principais destinos das exportações potiguares no período foram: Singapura (US$ 199,3 milhões), Países Baixos (US$ 189,2 milhões), Ilhas Virgens Americanas (US$ 187,8 milhões), Estados Unidos (US$ 66,1 milhões) e Reino Unido (US$ 52,2 milhões).

Nas importações, os principais parceiros foram: China (US$ 260,4 milhões), Estados Unidos (US$ 76,2 milhões), Suíça (US$ 44,1 milhões), Argentina (US$ 34,3 milhões) e Países Baixos (US$ 32,7 milhões).

Dezembro

A SEDEC também divulgou a edição do Boletim Econômico com as informações sobre a Balança Comercial específica de dezembro de 2024. As transações comerciais do Rio Grande do Norte no último mês de 2024 somaram US$ 126,8 milhões. As exportações alcançaram US$ 64,6 milhões, enquanto as importações somaram US$ 62,2 milhões.

Acesse aqui a íntegra do Boletim com as informações sobre a Balança comercial do RN em dezembro de 2024.

Trump ameniza tom, derruba dólar e traz algum alívio ao governo Lula

FOTO: GETTY

A duas semanas da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em um segundo mandato não consecutivo, a moderação no tom sobre a imposição de tarifas de importação pelo novo governo trouxe alívio para moedas emergentes, entre elas o real. Nessa segunda-feira (6/1), o dólar fechou em baixa de 1,1% no Brasil, cotado a R$ 6,11. Na mínima do dia, chegou a R$ 6,09.

A cotação mais baixa da moeda norte-americana neste início de ano é uma boa notícia para o governo Lula (PT), que vem sendo pressionado e cobrado desde que o dólar rompeu a barreira dos R$ 6, no fim do ano passado.

A alta global do dólar nos últimos meses estava relacionada à tarifação ameaçada por Trump, visto que aumentos nas tarifas podem intensificar ou gerar novas guerras comerciais e, por consequência, elevar a inflação nos EUA, já que produtos mais baratos deixariam de entrar no país.

De acordo com reportagem de segunda-feira do jornal The Washington Post, assessores de Trump têm estudado tarifas apenas em importações críticas, o que seria uma mudança considerável em relação às ameaças do republicano durante a campanha presidencial de 2024.

Como candidato, Trump apelou a tarifas “universais” de até 10% ou 20% sobre tudo o que é importado para os EUA. Muitos economistas alertaram que tais planos poderiam causar choques nos preços. Agora, de acordo com o jornal, a tarifação atingiria somente setores-chaves para a segurança do país, como defesa bélica (por meio de tarifas sobre aço, ferro, alumínio e cobre); suprimentos médicos críticos (seringas, agulhas, frascos e materiais farmacêuticos); e produção de energia (baterias, minerais de terras raras e até painéis solares).

Trump negou as informações em sua rede social, Truth Social, ainda pela manhã, mas isso não foi suficiente para a reversão do movimento de enfraquecimento do dólar.

Durante a campanha, ele reforçou sua defesa em torno das tarifas, que chamou de “a palavra mais bonita do dicionário”. Na quarta-feira (1º/1), ele postou que as tarifas vão pagar a dívida norte-americana e “tornar a América rica novamente”.

Trump toma posse oficialmente no próximo dia 20. Nessa segunda, sua vitória nas eleições de novembro foi certificada pelo Congresso dos Estados Unidos.

Também em âmbito internacional, o mercado está de olho na divulgação de novos indicadores econômicos nesta semana, principalmente os de mercado de trabalho nos Estados Unidos, que sairão na próxima sexta-feira (10/1). Eles vão indicar como está se comportando a economia do país e podem dar pistas sobre os próximos passos de política monetária – corte, subida ou manutenção dos juros.

Processo de acomodação

Ainda na segunda, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que há um processo de “acomodação natural” e citou o que chamou de “estresse” no mundo todo no final de 2024. Ele ainda afirmou que não está em discussão uma eventual mudança do atual regime de câmbio, que é flutuante. No fim do ano passado, o Banco Central (BC) interveio fazendo leilões (vendas de dólares) em razão da saída atípica de recursos do país.

“O presidente eleito dos Estados Unidos deu declarações moderando determinadas propostas que foram feitas ao longo da campanha. É natural que as coisas se acomodem, mas não existe discussão de mudar o regime cambial no Brasil nem de aumentar imposto com esse objetivo”, disse o ministro.

Metrópoles

Bancos veem Selic e Dólar sem trégua até julho

FOTO: ILUSTRAÇÃO

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ouviu bancões e agentes do mercado financeiro e produziu uma pesquisa que é um banho de água fria na equipe econômica do governo Lula. A maioria dos entrevistados, que tem nomes como Bradesco, Caixa, Itaú, BRB, BNDES, Santander e vários outros, não conta com estabilização da Selic ou do Dólar até o meio do ano. E fica pior. Para 57,9% dos ouvidos, a inflação deve passar dos 4,5%, ou seja, vai estourar o teto da meta.

O céu é o limite

O número dos entrevistados que acham que a Selic ficará acima dos 14,25% é esmagador: 84,2%. A expectativa é chegue aos 15% até junho.

Dólar, R$6

Com apreciação prevista, o Dólar também não traz boas notícias. O previsto é a moeda na casa dos R$6. Só em julho fica perto dos R$5,90.

Tesoura cega

O corte de gastos não convenceu. O governo previa economia de R$71 bilhões em 2 anos. Os bancos esperam entre R$40 bilhões e 55 bilhões.

Dados

A pesquisa foi realizada em dezembro e considerou percepções sobre as atas do Copom e projeções para o mercado de crédito para este ano.

Diário do Poder

Brasil e China começam 2025 entre piores resultados das Bolsas

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O início do ano fraco para a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) se destaca dentre os principais índices mundiais. O Ibovespa acumulou uma retração de 1,46% nos 2 primeiros pregões de 2025 e tem a 10ª maior baixa da lista de países.

A China é outro destaque dos piores resultados dos mercados globais, onde as maiores Bolsas ocupam do 2º ao 5º lugar das desvalorizações. Contrasta com outras nações asiáticas –Japão e Índia entraram em janeiro com expansão.

A lista é liderada pelo S&P 500 VIX, usado para medir a volatilidade do índice de mesmo nome dos Estados Unidos. Entretanto, o resto do mercado norte-americano começou 2025 em alta. É o caso da Dow Jones (+0,44%) e da Nasdaq (+1,61%).
Outro destaque negativo da lista foi a Rússia. A Moex (Bolsa de Valores de Moscou) caiu 1,89%.

A 1ª semana do ano foi marcada por uma agenda econômica fria no cenário nacional e internacional. Os investidores ainda processam a aprovação do pacote de corte de gastos do governo pelo Congresso no fim de 2024. Não foi suficiente para acalmar os ânimos em relação ao temor pela política fiscal.

Outro ponto de destaque no Brasil é a sucessão do Banco Central. O novo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, e 3 diretores indicados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiram o cargo oficialmente em 2025.

A 2ª semana do ano será mais quente no Brasil. Haverá divulgação de indicadores econômicos importantes, como inflação e balança comercial. …

Na América do Norte, destacou-se a divulgação de dados sobre o setor industrial dos Estados Unidos. Os números indicaram uma evolução em dezembro, mas uma contração no cenário de longo prazo.

Além disso, o mercado internacional se prepara para o momento em que Donald Trump (Partido Republicano) assumirá a Casa Branca. Ele prometeu medidas protecionistas de fortalecimento da economia norte-americana. Toma posse em 20 de janeiro.

Na Ásia, uma grande movimentação veio por parte da China. O presidente do país, Xi Jinping, prometeu estímulos fiscais para impulsionar a economia. Entretanto, não detalhou quais medidas serão adotadas. A incerteza costuma agitar os mercados.

Poder 360

Gasolina e diesel têm aumento de preço na refinaria do RN; Confira

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O início do ano trouxe um aumento no preço dos combustíveis na refinaria potiguar Clara Camarão, localizada em Guamaré. O primeiro reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel aconteceu nesta quinta-feira 2. A refinaria é administrada pela Brava Energia, antiga 3R Petroleum.

O preço do óleo Diesel A S500 passou de R$ 3,541 para R$ 3,591, o que corresponde a um acréscimo de cinco centavos por litro do combustível comercializado na refinaria potiguar.

A gasolina tipo A, vendida às distribuidoras, teve um aumento de três centavos, passando de R$ 3,173 para R$ 3,203.

Agora RN

Salário mínimo passa para R$ 1.518 a partir desta semana

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O Brasil tem desde esta quarta-feira (1º de janeiro) um novo valor de R$ 1.518 para o salário mínimo, o que representa aumento de R$ 106 em relação a 2024 (R$ 1.412). Segundo o governo federal, o novo valor incorpora a reposição de 4,84% da inflação de 12 meses apurada em novembro do ano passado (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 2,5% de ganho real.

O reajuste está de acordo com a nova regra aprovada pelo Congresso Nacional que condiciona a atualização do salário mínimo aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. Por essa nova norma – válida entre 2025 e 2030 – o salário mínimo terá ganho real de 0,6% a 2,5%.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pela regra anterior o reajuste deveria ser a reposição da inflação mais 3,2% (variação do Produto Interno Bruto em 2023).

O reajuste menor vai afetar a remuneração de 59 milhões pessoas que têm o rendimento ligado ao valor do salário mínimo, como empregados formais, trabalhadores domésticos, empregadores, trabalhadores por conta própria e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Impacto direto

O valor do salário mínimo tem impacto direto em despesas do governo federal como os pagamentos das pessoas aposentadas ou pensionistas, cerca de 19 milhões; de quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), mais de 4,7 milhões; dos trabalhadores com carteira dispensados do serviço, cerca de 7,35 milhões que acionaram o seguro-desemprego (dado de julho de 2024); e os trabalhadores que têm direito ao abono salarial (PIS-Pasep), cerca de 240 mil pessoas no ano passado.

A empresa Tendências Consultoria, de São Paulo, estima que a nova política de reajuste de salário mínimo vai gerar R$ 110 bilhões de economia dos gastos públicos até 2030, sendo que R$ 2 bilhões são previstos em 2025.

Entre 2003 e 2017, o salário mínimo teve 77% de ganho real (acima da inflação). Essa política de reajuste ficou interrompida entre 2018 e 2022. O salário mínimo no Brasil foi criado em 1936, durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas.

Diário do Poder

Recorde: 33% das empresas brasileiras fecham 2024 inadimplentes

FOTO: DIVULGAÇÃO

De acordo com dados levantados pela companhia Serasa Experian, empresas brasileiras batem recorde de inadimplência no final do mês de outubro passado e situação deve persistir em 2025.

É o maior numero da serie histórica, com 7 milhões de empresas no vermelh0, o que representam 33% das companhias nacionais, o passivo somado chega a 156 bilhões de reais.

O economista-chefe do Serasa Luiz Rabi afirma que as altas taxas de juros justificam os números alarmantes

“A taxa de juros é uma variável muito importante para a inadimplência das empresas, assim como a inflação é importante para a inadimplência do consumidor. Nesse cenário de inflação e juros subindo, as duas inadimplências vão ficar pressionadas. Então, nos próximos dois trimestres, não esperamos nenhum tipo de arrefecimento nessa tendência”, pontua Luiz Rabi

O Banco Central (BC) já indicou novos aumentos para a taxa básica de juros no próximo ano, com isso especialistas projetam um período difícil para os empreendimentos brasileiros em 2025.

Diário do Poder

Brasil deve crescer 2,01% em 2025, abaixo da média global

FOTO: REPRODUÇÃO

O mercado financeiro estima crescimento de 2,01% para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025. A projeção é menor que a alta projetada para 2024 (3,49%). O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) só deve divulgar o resultado da atividade econômica do ano passado em 7 de março de 2025.

Os dados com as perspectivas para a economia brasileira estão no Boletim Focus divulgado pelo BC (Banco Central) nesta 2ª feira (30.dez.2024). O relatório (íntegra PDF – 754 kB) é divulgado semanalmente e traz projeções de economistas sobre diversos indicadores.

O Poder360 também compilou estimativas de instituições financeiras e consultorias. As projeções mostram que deve haver um crescimento menor do PIB brasileiro ante 2024.

A Fecomércio SP (alta de 1,5%), por exemplo, praz uma estimativa mais pessimista. Já o Ministério da Fazenda (crescimento de 2,5%) é mais otimista.

BRASIL ABAIXO DA MÉDIA GLOBAL

As estimativas dos principais organismos internacionais indicam que o PIB global terá expansão de 2,6% (Fitch Ratings) a 3,3% (OECD). Os Estados Unidos iniciaram um movimento de redução da taxa básica de juros no 2º semestre de 2024 e há resiliência na atividade econômica em países asiáticos, com a Índia como destaque.

Dessa forma, o patamar deve ser maior do que o brasileiro. As projeções destas organizações para a atividade econômica no país são de alta de 2,0% a 2,3%.

Na prática, apostam em desaceleração da atividade econômica brasileira em 2025 ante 2024:

Ecio Costa, economista e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), afirma que os países desenvolvidos estão em um movimento diferente do Brasil.

“Os Estados Unidos, a Zona do Euro e outras economias estão em um processo de redução de taxas de juros porque a inflação desses países foi de certa forma controlada. […] Isso vai ajudar a acelerar o ritmo de crescimento dessas economias. Aqui no Brasil, a gente está com um processo de reinflação. E esse processo de reinflação tem obrigado o Banco Central a elevar as taxas de juros, fazendo até com que muitos investimentos se tornem inviáveis”, declara ao Poder360.

O mercado financeiro projeta que a Selic termine 2025 em até 15%. A estimativa para a taxa básica de juros se dá depois da decisão do BC (Banco Central) de elevar a Selic em 1 p.p. (ponto percentual) e da indicação de que deve promover duas novas altas da mesma magnitude.

No comunicado (íntegra – PDF – 36 kB), o Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou “ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, caso haja a confirmação de “cenário mais adverso para a convergência da inflação”. A Selic terminou 2024 em 12,25%.

“A projeção da Selic de 15% no final deste ano inviabiliza muitos investimentos, principalmente investimentos de tecnologia e infraestrutura, em que os retornos são muito demorados. A viabilidade desses negócios se torna cada vez mais comprometida. Isso desacelera o ritmo da economia brasileira até para poder controlar a inflação”, diz Costa.

O economista afirma que a questão fiscal pesa: “No ano passado, você viu uma política fiscal bastante expansionista, fazendo com que haja um crescimento acima das expectativas, mas isso tende a se reverter a partir desse ano, caso realmente haja uma redução dos gastos. Há uma pressão do mercado para que o governo atenda e até foi apresentado um plano de redução, apesar de que tímido, mas se você tem redução de despesas. Isso termina também desacelerando a economia.”

Em 27 de novembro, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) anunciou em pronunciamento em rede nacional da rádio e TV um pacote fiscal, que busca reduzir gastos de 2025 a 2030.

O Congresso aprovou grande parte das medidas no final de dezembro. O projeto de lei envolvendo a mudança sobre a passagem de militares para a reserva ficou para ser votado em 2025.

Poder 360