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Categoria: Economia

Natal apresenta redução no preço da gasolina comum; preço médio chega a R$ 6,13

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal realizou uma pesquisa de preço de combustíveis na cidade de Natal, na segunda semana do mês de janeiro segunda-feira 13. A pesquisa identificou redução no preço da gasolina comum em relação ao mês de dezembro, sendo vendida nos postos de combustíveis em média a R$ 6,13 e a aditivada por R$ 6,19.

Essa redução encontrada pelos pesquisadores, pode ser uma promoção aplicada pelos postos, uma vez que não houve redução no preço dos combustíveis nas refinarias. De acordo com dados da Agência nacional de combustíveis para esse mesmo período, o preço médio da gasolina é de R$ 6,35 no estado e a nacional ficou em R$ 6,14. Mesmo com a defasagem que os combustíveis estão em relação à moeda estrangeira.

O estudo abrangeu todas as quatro regiões da capital e analisou os preços dos combustíveis. No total, foram pesquisados 87 postos de gasolina, contemplando todas as regiões da cidade. Em dezembro, a pesquisa realizada pelo Procon Natal identificou o preço médio da gasolina comum na capital por R$ 6,67 e no mês de janeiro o preço médio da gasolina sendo vendida nos postos é de R$ 6,13, ou seja, uma redução de R$ de (R$ -0,54), de um mês para o outro.

Em todas as regiões foi observado redução no preço, destaque para a região leste onde quase todos os combustíveis pesquisados estavam com os melhores preços em relação as demais regiões. A gasolina comum teve redução no preço médio de R$ 0,66 de um mês para o outro, uma vez que em dezembro o preço médio dessa região era de R$ 6,66 e neste mês a pesquisa encontrou de R$ 6,00. O menor preço da gasolina comum foi de R$ 5,54, no posto da Alexandrino de Alencar no bairro de Lagoa Seca. O diesel e o etano estavam com o preço médio de R$ 6,01 e R$ 4,29, respectivamente. Já o gás natural foi exceção, uma vez que o menor preço foi encontrado na região sul de R$ 4,87 em média.

O consumidor deve pesquisar antes de abastecer, já que a pesquisa encontrou uma variação entre o maior e menor preço podendo resultar em uma economia significativa. É o caso do etanol que o maior preço encontrado foi de R$ 4,99 e o menor de R$ 3,79, este menor preço foi na região leste no bairro do Alecrim e Dix-Sept Rosado, e isso representa uma variação de 31,66 % entre o maior e menor preço, uma diferença em reais de R$ 1,20. No diesel S-10 a diferença encontrada entre o maior e menor preço foi de R$ 0,75, onde o maior preço foi de R$ 6,49 e o menor R$ 5,74, na região leste no bairro do Alecrim e Ribeira, região oeste no bairro de Bom Pastor. Também foi observada grande diferença entre o maior e menor preço da gasolina comum de R$ 1,15, onde o maior preço R$ 6,69 e o menor R$ 5,54 no bairro de Lagoa Seca na zona leste da capital.

O Procon Natal, investiga se o aumento encontrado é abusivo avaliando a cadeia de produção e distribuição dos combustíveis. No entanto, os consumidores devem continuar atentos aos preços e pesquisar antes de abastecer. Caso identifiquem valores muito acima da média encontrada pela pesquisa do Procon Natal, podem denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento ao consumidor: (84) 98812-3865 e e-mail [email protected], para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis.

Agora RN

Confiança do comércio natalense cresce 4,9% e setor encerra 2024 mais otimista

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Em dezembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) natalense registrou alta de 4,9% em comparação ao mesmo período de 2023. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN), o otimismo dos negócios locais está diretamente relacionado à Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que cresceu aproximadamente 7,2% em relação a dezembro de 2023.

Os dados, apurados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indicam que os varejistas natalenses enxergam que o comércio avançou em 2024. De acordo com o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, a confiança dos comerciantes também foi impulsionada pela queda dos níveis de desemprego e pelo crescimento do setor nos últimos meses.

“A economia do Rio Grande do Norte teve um 2024 marcado pelo crescimento do comércio varejista e pela queda do desemprego. Os últimos dados da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, mostram que em novembro o setor já apresentava alta interanual pelo 12º mês consecutivo; então os empresários locais tiveram bons motivos para terminar o ano mais animados e otimistas do que em 2023”, explicou Marcelo.

De acordo com o levantamento da CNC, apenas as empresas que comercializam bens duráveis apresentaram queda de confiança (-1,5%) na comparação com dezembro de 2023. Por outro lado, a confiança dos negócios que empregam até 50 funcionários cresceu 5%.

Turismo do RN cresce 19% e apresenta o maior resultado no Brasil
Liderando o ranking nacional, o Rio Grande do Norte se destacou no setor de serviços em novembro de 2024, com um crescimento de 19,1% em relação ao mesmo mês de 2023. Esse avanço, impulsionado pelo turismo, colocou o estado no topo entre os que mais cresceram no país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 15 pelo IBGE, através da Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS).

“O número reforça a importância do Turismo na economia do Rio Grande do Norte e chama nossa atenção para buscar mais investimentos para o segmento e fazendo girar a roda econômica. Quanto mais investimentos no turismo potiguar, mais turistas chegam ao nosso estado, sejam eles nacionais ou internacionais, movimentando toda uma cadeia, deixando nos cofres públicos mais recursos para investimentos”, afirmou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

O setor de Serviços como um todo registrou um aumento de 14,3% no penúltimo mês do ano, em relação ao mesmo mês de 2023. Esse foi o quarto melhor desempenho anual do país.

Já o Brasil cresceu 2,9%, e o Turismo brasileiro, 9,2%, utilizando a mesma base de comparação. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, o RN cresceu 4,1%, estando acima da média brasileira de 3,2%.

Agora RN

RN registra o segundo maior preço da gasolina no Nordeste, segundo pesquisa da ANP

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O Rio Grande do Norte (RN) apresentou o segundo maior preço médio da gasolina comum entre os estados do Nordeste, com R$ 6,30 por litro, conforme apontado pela pesquisa mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa, realizada entre 5 e 11 de janeiro de 2025, considerou dados de 37 postos de combustíveis no estado.

O preço do litro de gasolina no RN ficou atrás apenas do Ceará, onde o valor médio foi de R$ 6,39. Em seguida, estão Bahia e Sergipe, com preços de R$ 6,29. Outros estados com preços elevados incluem Alagoas (R$ 6,13), Pernambuco (R$ 6,12), Maranhão (R$ 5,96), Piauí (R$ 5,96) e Paraíba (R$ 5,88).

Nas capitais da região, Natal registrou o quarto maior preço, com R$ 6,24 por litro. As cidades com os preços mais altos foram Fortaleza (R$ 6,39) e Salvador (R$ 6,27), seguidas por Aracaju (R$ 6,33) e Maceió (R$ 6,12). São Luís apresentou o preço mais baixo da região, com R$ 5,73 por litro.

Preço do gás de cozinha no RN

No que se refere ao gás de cozinha (GLP), o Rio Grande do Norte ocupa a 5ª posição entre os estados nordestinos com os preços mais elevados. O preço médio do botijão de gás no estado é de R$ 104,50, sendo considerado um dos mais baixos da região. Pernambuco lidera com o preço mais acessível, de R$ 92,11, seguido por Alagoas (R$ 99,15) e Sergipe (R$ 103,78).

Os preços mais altos de gás de cozinha foram registrados na Bahia (R$ 124,60), Maranhão (R$ 110,04) e Ceará (R$ 105,76).

Preços médios de combustíveis nos estados e capitais do Nordeste (jan/2025)

Gasolina comum (preço médio por litro):

Ceará: R$ 6,39
Rio Grande do Norte: R$ 6,30
Bahia: R$ 6,29
Sergipe: R$ 6,29
Alagoas: R$ 6,13
Pernambuco: R$ 6,12
Maranhão: R$ 5,96
Piauí: R$ 5,96
Paraíba: R$ 5,88

Capitais do Nordeste (preço médio por litro):

Fortaleza: R$ 6,39
Aracaju: R$ 6,33
Salvador: R$ 6,27
Natal: R$ 6,24
Maceió: R$ 6,12
Recife: R$ 6,11
Teresina: R$ 5,93
João Pessoa: R$ 5,84
São Luís: R$ 5,73

Gás de cozinha (preço médio do botijão de 13kg):

Bahia: R$ 124,60
Maranhão: R$ 110,04
Ceará: R$ 105,76
Paraíba: R$ 104,84
Rio Grande do Norte: R$ 104,50
Piauí: R$ 104,16
Sergipe: R$ 103,78
Alagoas: R$ 99,15
Pernambuco: R$ 92,11

Agora RN

46% dos potiguares estão inadimplentes. Confira dicas para organizar finanças em 2025

FOTO: FREEPIK

Cerca de 45,67% da população adulta do Rio Grande do Norte está inadimplente. Percentual é o terceiro maior do Nordeste, aponta levantamento do Serasa. Com dados relativos ao mês de outubro de 2024, o valor médio das dívidas é de R$ 1.457,48, sendo a maior parte vinculada a bancos, cartões de crédito e contas de água, energia e gás.

Diante desse cenário, a chegada de 2025 representa uma oportunidade para reavaliar hábitos financeiros e adotar um planejamento eficiente. Segundo Erli Bandeira, Consultor de Negócios da Central Sicredi Nordeste, o primeiro passo é compreender a real situação financeira: “Entender como o dinheiro está sendo gasto é essencial para priorizar o que realmente importa e tomar decisões conscientes sobre as finanças.”

A seguir, confira cinco passos fundamentais do especialista para organizar suas finanças em 2025:

  1. Faça um diagnóstico financeiro completo

A prioridade é entender bem tudo que afeta o seu orçamento. Liste todas as suas fontes de renda e categorize os gastos em fixos (como aluguel e contas de consumo), variáveis (supermercado e transporte) e ocasionais (viagens e presentes). Isso permitirá identificar para onde está indo seu dinheiro e onde é possível reduzir excessos.

“Sem esse panorama, é impossível planejar ou estabelecer prioridades. O diagnóstico financeiro é a base para qualquer mudança positiva. Hoje existem muitas ferramentas práticas que auxiliam nisso”, orienta Bandeira.

  1. Estabeleça metas claras e alcançáveis

Defina objetivos de curto, médio e longo prazo, como quitar dívidas, começar uma reserva de emergência ou investir em uma nova habilidade. Para começar, metas simples, como guardar uma porcentagem da renda todo mês, podem ser mais fáceis de seguir e ajudam a criar o hábito de economizar.

“Metas realistas não só facilitam o planejamento como também aumentam a motivação ao longo do processo. São essas metas que podem dar a cada um foco e um direcionamento em vários outros aspectos de nossa vida”, destaca o consultor do Sicredi.

  1. Crie um orçamento mensal equilibrado

Baseado no diagnóstico financeiro, elabore um orçamento que priorize o essencial e elimine gastos desnecessários. Uma boa estratégia é aplicar a regra 50-30-20:

  • 50% para despesas essenciais (moradia, alimentação, transporte);
  • 30% para desejos (lazer, hobbies);
  • 20% para investimentos e quitação de dívidas.
  1. Construa ou fortaleça sua reserva de emergência

Especialistas recomendam que essa reserva cubra de 3 a 6 meses de despesas essenciais. Comece destinando um valor fixo mensal para uma aplicação de boa liquidez, que possa ser acessada em caso de necessidade.

“A reserva de emergência é uma proteção contra imprevistos, como uma despesa médica, uma perda de emprego ou reparo inesperado, e pode evitar o grande percentual de endividamento das famílias como observamos no estado”, orienta o consultor.

  1. Use o crédito de forma consciente e invista no futuro

Se precisar recorrer ao crédito, planeje antes e compare as condições oferecidas. Evite empréstimos que comprometam mais de 30% da renda e dê preferência a opções com taxas mais justas. Além disso, pense em diversificar seus recursos por meio de investimentos, alinhados ao seu perfil financeiro e objetivos de longo prazo.

“Usar o crédito de forma consciente é essencial para que ele se torne uma solução, e não um problema. As cooperativas de crédito desempenham um papel importante nesse sentido, oferecendo aconselhamento presencial para que cada caso seja analisado de forma personalizada por especialistas. Com disciplina e planejamento, é possível organizar as finanças e transformar 2025 em um ano mais tranquilo e seguro”, finaliza Bandeira.

Novo Noticias

Cesta Básica em Natal registra aumento de 3,7% em dezembro

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, realizou uma pesquisa de preços da cesta básica na capital e identificou aumentos no mês de dezembro. Este já é o terceiro mês consecutivo de alta nos produtos pesquisados. Neste mês, o aumento foi de 3,70%, considerando que, no mês anterior, o preço médio era de R$ 412,74. Isso representa um custo adicional de R$ 15,88 para o consumidor.

O estudo, realizado pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, constatou aumentos em quatro categorias de produtos de um mês para o outro. As categorias de mercearia e higiene/limpeza apresentaram aumentos de 0,41% e 0,85%, respectivamente. Já os setores de açougue e hortifrúti registraram os maiores percentuais de alta, com 4,69% e 6,18%, respectivamente. Entre os 40 itens que compõem a cesta básica, 26 registraram aumento de preço em comparação ao mês anterior, o que equivale a 65% dos produtos.

No acumulado de 12 meses, o aumento na cesta básica foi de 4,42%. Apenas no último trimestre do ano, o acumulado chegou a 5,45%. Em outubro, o preço médio da cesta era de R$ 402,27, passando para R$ 428,62 no final de dezembro, o que representa um acréscimo de R$ 26,35.

Produtos que contribuíram para o aumento anual incluem, na categoria de Mercearia: arroz (R$ 7,14), pão francês (R$ 13,86), café (R$ 9,74) e óleo de soja (R$ 7,79). Também produtos na categoria de Açougue: carne de primeira (R$ 43,42/kg), pescado (R$ 45,65/kg), queijo coalho (R$ 46,84/kg) e caixa de ovos com 30 unidades (R$ 18,53).

A pesquisa comparou os preços da cesta básica em diferentes segmentos comerciais, visando orientar os consumidores. O preço médio mais alto foi encontrado nos hipermercados R$ 434,75, enquanto nos supermercados de bairro o valor médio foi de R$ 412,93, uma variação de 5,29%, ou R$ 21,83. Já nos atacarejos, o preço médio foi de R$ 391,37. A diferença entre o valor mais caro nos hipermercados e o mais barato nos atacarejos foi de 11,09%, representando uma economia de R$ 43,39 para o consumidor.

Preço da cesta básica sobe pelo terceiro mês seguido em Natal; tubérculos lideram alta

FOTO: REPROFUÇÃO

O custo da cesta básica em Natal teve um aumento de 1,92% no mês de dezembro, em relação ao mês anterior. Nas despesas com os produtos essenciais, o custo com a alimentação por pessoa foi de R$ 593,97. Dos itens, os tubérculos (batata doce, macaxeira, aipim, batata inglesa e inhame) tiveram o maior aumento, com 7,40%. Em seguida está o óleo de cozinha, com 5,21%, que desde novembro se mantém em alta. Os dados constam na pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da cidade do Natal, calculado pelo Idema, através da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES). De acordo com o CES, a variação de 2024 ficou em 4,33%.

Além do dos tubérculos e do óleo, outros oito itens registraram aumento no período: Pão (5,18%), Legumes (4,22%), Arroz (3,98%), Margarina (1,66%), Café (1,65%), Carne de Boi (1,24%), Açúcar (0,49%) e Feijão (0,10%). Apenas três itens apresentaram redução em dezembro: Farinha (-7,60%), Frutas (-3,22%) e Leite (-0,74%).

Dezembro foi o quarto mês com a cesta básica mais cara, atrás apenas de janeiro (2,83%), novembro (2,45%) e abril (2,26%). Enquanto os meses que a cesta teve redução foram agosto (1,87%), setembro (2,73%) e julho (3,67%).

De acordo com a metodologia da pesquisa, uma família natalense constituída por quatro pessoas gastaria R$ 2.375,88. com Alimentação. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com Vestuário, Despesas Pessoais, Transportes etc., o dispêndio total seria de R$ 7.188,54.

Tribuna do Norte

Café, carnes e açúcar devem pressionar inflação em 2025

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A expectativa de preços mais firmes de produtos agropecuários utilizados na cesta básica deve pressionar a inflação de alimentos neste ano. Carnes, café e açúcar são as commodities que mais preocupam quanto à pressão inflacionária em 2025. As commodities softs, de forma consolidada, devem ter pressão intermediária sobre a inflação, assim como o leite, enquanto os grãos tendem a ter impacto neutro.

O movimento tende a repetir o já observado no ano passado com uma inflação de alimentos resistente, o que preocupa o governo em virtude da pressão sobre a inflação geral e, consequente, atraso no ciclo de corte de juros. Os números mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os preços de alimentação e bebidas aumentaram pelo quarto mês seguido.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma elevação de 1,34% em novembro para uma alta de 1,47% em dezembro, resultando numa contribuição de 0,32 ponto percentual para a taxa de 0,34% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) no último mês.

O principal impacto da aceleração da inflação de alimentos deve vir das proteínas, aponta a analista Gabriela Faria, da Tendências Consultoria, economista responsável por agropecuária e biocombustíveis.

– A inflação será impulsionada pelo aumento expressivo dos preços das carnes, estimado em pelo menos 16,6% no valor pago ao produtor, com repasse à indústria e ao consumidor – diz.

Café e açúcar também devem contribuir com uma inflação de alimentos mais forte com produções limitadas, segundo a economista. Em contrapartida, do lado dos grãos, o efeito dos preços sobre a inflação tende a ser neutro, sem expectativa de altas acentuadas nas cotações de soja e milho.

A Tendência Consultoria projeta aumento de 9,1% no IPCA alimentos de 2024 e de 6,2% para este ano, com viés de alta. Faria cita também o óleo de soja, leite e as commodities softs como itens de atenção quanto a potencial inflacionário neste ano, além de hortaliças, frutas e verduras, que têm maior suscetibilidade a variações climáticas e peso relevante na cesta básica.

O momento atual é de atenção também sobre o desenvolvimento das lavouras de hortifrútis, afetadas pela seca histórica do ano passado, aponta o gerente da consultoria Agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves.

– É preciso observar o acumulado de chuvas nos próximos dois meses e os efeitos sobre a produção de hortifrútis, que, apesar da rápida recuperação das lavouras, podem ter pressão momentânea sobre inflação em caso de perdas nas lavouras – destaca Alves.

Ele concorda com os demais analistas de que as proteínas e as commodities softs são os produtos mais preocupantes quanto à pressão inflacionária.

– A alta do café ainda não foi repassada ao varejo e poderemos ter novas máximas históricas. Dos produtos básicos, o trigo vai depender muito do dólar, já o arroz tende a ter uma ótima safra e o feijão deve ficar com produção dentro da média – acrescenta.

O sócio-diretor da consultoria MB Agro, José Carlos Hausknecht, observa que o câmbio será determinante para a inflação de alimentos neste ano.

– Se o dólar se mantiver acima de R$ 6, a pressão sobre a inflação de alimentos será maior levando a uma política monetária mais restritiva. Do ponto de vista fiscal, o mercado não vê firmeza nas medidas do governo, o que gera incerteza, e somado aos preços sustentados de commodities agrícolas reflete em maior pressão sobre inflação – completa.

AE

Tabela do Imposto de Renda é congelada em 2025 e quem ganha acima de R$ 2.824 pagará imposto

FOTO: JOEDSON ALVES

Sem a aprovação da reforma do IR (Imposto de Renda), que só deverá ser enviada ao Congresso após a votação do Orçamento de 2025, a tabela progressiva fica congelada neste ano. Quem ganha mais de R$ 2.824, pouco menos de dois salários mínimos, pagará o tributo.

No fim de novembro, o governo tinha anunciado a intenção de elevar a faixa de isenção para R$ 5 mil, na segunda fase da reforma tributária, que trata do IR. Em troca, o governo pretendia introduzir uma alíquota em torno de 10% sobre os rendimentos mensais acima de R$ 50 mil, que compensaria o impacto fiscal do aumento do limite de isenção.

Originalmente anunciada para tramitar junto do pacote de corte de gastos aprovado no fim de dezembro, a proposta ficou para este ano. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “inconsistências” nos modelos estatísticos da Receita levaram o Fisco a rever os cálculos. Caso o Congresso aprove o Orçamento em fevereiro, a proposta pode ser enviada no mesmo mês ou no início de março.

Veja como ficam as alíquotas

Até R$ 2.259,20 – 0%
De R$ 2.259,21 até R$ 2.826,65 – 7,5%
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15%
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5%
Acima de R$ 4.664,68 – 27,5%

Correspondente ao piso da tabela progressiva, a faixa de isenção foi elevada pela última vez em fevereiro de 2024, de R$ 2.640 para R$ 2.824. As demais faixas de tributação permanecem sem mudanças desde 2015. O projeto de lei do Orçamento de 2025, enviado ao Congresso em agosto, não prevê mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Oficialmente, o limite máximo da alíquota zero está fixado em R$ 2.259,20. No entanto, para garantir a isenção para quem recebe até R$ 2.824, equivalente a dois salários mínimos, haverá um desconto simplificado de R$ 564,80 da renda sobre a qual deveria incidir o imposto. Esse desconto corresponde à diferença entre os dois valores: limite de isenção e dois salários mínimos.

A Receita Federal esclarece que esse desconto simplificado é opcional. Para quem tem direito a deduções maiores pela legislação atual, como dependentes, pensão alimentícia, gastos com educação e saúde, nada mudará.

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