7 de março de 2025 às 13:15
7 de março de 2025 às 11:03
FOTO: DIVULGAÇÃO
O governo federal anunciou, nessa quinta-feira (6), uma série de medidas para tentar conter a alta no preço dos alimentos, que vem impactando diretamente a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo informou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), entre as medidas está a isenção da alíquota do imposto de importação dos seguintes produtos:
carne (atualmente em 10,8%); café (atualmente em 9%); açúcar (atualmente em 14%); milho ((atualmente em 7,2%); óleo de girassol (atualmente em 9%); azeite de oliva (atualmente em 9%); óleo de palma (aumento da cota de importação de 65.000 toneladas para 150 mil); sardinha (atualmente em 32%); biscoitos (atualmente em 16,2%); massas alimentícias (atualmente em 14,4%).
6 de março de 2025 às 05:35
6 de março de 2025 às 05:46
FOTO: CLAUDIO CAVALIERI
A decisão de Lula (PT) de injetar R$12 bilhões na economia liberando o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), objetiva estimular o consumo, que o Banco Central luta exatamente para desestimular, e por isso deve fazer disparar a inflação, segundo os especialistas. Werton Oliveira, da Ekonomy Consultoria Econômica, confirma o risco na alta da inflação e prevê que isso pode fazer o BC alongar o ciclo de alta da taxa de juros, passando os 15%, algo que não acontece desde 2006”.
Oferta e demanda simples
Oliveira explica que mais dinheiro circulando pode aumentar a demanda por bens e serviços, pressionando preços, caso a oferta não cresça.
Qualidade do gasto
Segundo João Fossaluzza, da EXP Empresarial, o efeito inflacionário dependerá da velocidade e destino do gasto pelos beneficiados.
Inflação de alimentos
Há risco elevado de que a liberação desses recursos pressione ainda mais a inflação, especialmente nos itens alimentícios, diz Fossaluzza.
Salários corroídos
Os especialistas concordam que o FGTS liberado pode aliviar famílias endividadas, mas a inflação corrói o poder de compra dos salários.
4 de março de 2025 às 05:05
4 de março de 2025 às 05:57
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu nessa sexta-feira (28) que a bandeira tarifária do setor elétrico brasileiro em março será verde, sem cobrança adicional nas contas de energia dos consumidores.
Esse será o quarto mês seguido sem valores extras. A agência afirma que o período chuvoso melhorou os níveis dos reservatórios e as condições de geração de energia, garantindo a taxa mínima.
“Dessa forma, o acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara, torna-se menos necessário”, afirmou o regulador, em comunicado.
A bandeira ficou verde de abril de 2022 até julho de 2024, quando foi interrompida com o anúncio da bandeira amarela. Em agosto, voltou ao verde. Em setembro, foi aplicada a vermelha patamar 1, e em outubro, vermelha patamar 2. Em novembro, amarela, e a conta de luz voltou à bandeira verde em dezembro.
A medida é válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) do país.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia considerando fatores como a disponibilidade de água, o uso das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.
A ideia é transferir de forma mais imediata ao consumidor os eventuais aumentos na geração de energia, dando transparência e estimulando um consumo consciente. Até então, o repasse de preços acontecia só nos reajustes anuais.
Cerca de 71% da geração do Brasil vem de hidrelétricas. O restante é complementado por outras fontes, como eólica, solar e nuclear. Como a geração hidrelétrica pode ficar comprometida em períodos de seca, o país tem um parque de usinas térmicas que são acionadas quando faltam chuvas.
Essas térmicas consomem gás, óleo combustível ou diesel e, quando são ligadas, elevam o custo de geração de energia, já que é necessário gastar com a compra do combustível.
ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS
Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido
Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido
27 de fevereiro de 2025 às 03:45
27 de fevereiro de 2025 às 03:52
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte fechou o mês de janeiro de 2025 com mais demissões que contratações. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o saldo ficou negativo em 628 vagas no mercado formal (com carteira assinada).
O resultado foi alcançado a partir de 20.322 demissões e 19.694 contratações. De todos os setores pesquisados, apenas a construção civil registrou alta, com saldo positivo de 781 vagas formais. Os demais segmentos tiveram queda. São eles: agricultura (-620), comércio (-581), indústria (-192) e serviços (-16).
Em janeiro de 2024, o resultado tinha sido positivo no RN: saldo de 1.279 vagas.
O saldo negativo na geração de empregos foi registrado em janeiro de 2025 em quase todos os estados do Nordeste. Dos 9 estados, apenas Bahia e Maranhão fecharam o mês com mais demissões e contratações. Entre os demais, o destaque negativo ficou por conta de Pernambuco, com saldo negativo de -5.230. Considerando toda a região, o saldo negativo foi de -2.671 vagas.
Cenário nacional
Em todo o País, o resultado foi de saldo positivo de 137,3 mil vagas formais de trabalho em janeiro, segundo o Caged. O resultado do mês é fruto de 2,27 milhões de contratações e 2,13 milhões de demissões. O número representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro do ano passado, quando foram criados cerca de 173,2 mil empregos com carteira assinada.
A fila foi puxada com folga pela indústria, com 70 mil postos criados, seguido por serviços (45,1 mil), construção (38,3 mil) e agropecuária (35,7 mil). O setor de comércio foi o único que registrou saldo negativo, com 52,4 mil demissões. A fila foi puxada com folga pela indústria, com 70 mil postos criados, seguido por serviços (45,1 mil), construção (38,3 mil) e agropecuária (35,7 mil). O setor de comércio foi o único que registrou saldo negativo, com 52,4 mil demissões.
25 de fevereiro de 2025 às 09:15
25 de fevereiro de 2025 às 07:05
FOTO: EFE
Nesta segunda-feira (24), o mercado reagiu aos comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a economia e fez o dólar fechar em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,75. Além disso, a B3, bolsa de valores brasileira, viu seu principal índice, o Ibovespa, fechar preliminarmente com queda de 1,37%, aos 125.389,97 pontos.
Junto com o principal índice da B3, papéis importantes como os da Petrobras (-1,14%), da Vale (-0,95%) e de bancos como o Bradesco (-2,11%) também registraram quedas acentuadas. De acordo com João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da corretora Convexa, o dólar e a B3 sofreram o impacto de declarações feitas por Lula.
Ao discursar nesta segunda em uma cerimônia de assinatura do contrato de navios da Transpetro pelo Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras, em Rio Grande (RS), Lula afirmou, por exemplo, que a economia brasileira crescerá “mais do que o previsto” em 2025. De acordo com o Banco Mundial, o índice de crescimento brasileiro deve ser de 2,2% em 2025.
Em outro momento, Lula disse ainda que o crescimento da economia brasileira será puxado pela microeconomia e que as pessoas não devem acreditar nessa “bobagem de macroeconomia”. A diferença entre os dois conceitos é que a microeconomia estuda fenômenos econômicos de maneira mais específica, enquanto a macroeconomia analisa uma perspectiva mais abrangente.
24 de fevereiro de 2025 às 17:30
24 de fevereiro de 2025 às 11:53
FOTO: DIVULGAÇÃO
A alta de 189% no preço do cacau no mercado internacional deve impactar os preços dos ovos de Páscoa neste ano. Segundo a Associação Cearense de Supermercados (Acesu), os ovos de chocolate devem ficar, em média, 15% mais caros nos supermercados cearenses, mas esse reajuste deve ser sentido em todo o país.
Para minimizar os impactos ao consumidor final, os supermercados estão adotando estratégias como ofertas promocionais e redução das margens de lucro em determinados produtos. Além disso, a indústria pode recorrer a estratégias como adição de recheios e coberturas para reduzir o uso do cacau nos ovos de Páscoa, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) ¹.
A alta do preço do cacau é resultado da restrição da oferta mundial e atingiu um pico de quase 300% em junho de 2024. No entanto, a Abia destaca que grande parte dessa alta não é repassada ao consumidor, sendo absorvida pela indústria que busca otimizar custos com investimento em tecnologia.
21 de fevereiro de 2025 às 11:00
21 de fevereiro de 2025 às 10:33
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Com a alta dos alimentos, consumidores brasileiros viram produtos básicos do dia a dia, como café e ovo, ficarem mais caros. No acumulado de 2024, o grupo de alimentos e bebidas foi o que registrou maior alta, de 7,7%. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os preços desses produtos aumentaram pelo quinto mês seguido em janeiro. Para especialistas, a tendência é de que os valores continuem altos, especialmente, para itens como carne, azeite e frango. Além do cenário exterior, mudanças climáticas são as principais responsáveis pelo índice.
Nesta quinta-feira (20), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a população já pode encontrar alimentos mais baratos, porém, nas palavras dele, os preços precisam cair “ainda mais”. A inflação oficial de janeiro ficou em 0,16%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor). No entanto, analistas entendem o cenário inflacionário como algo momentâneo, uma vez que o resultado foi puxado, principalmente, pelo bônus de comercialização da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional.
Mesmo com a desaceleração da inflação geral, os preços dos alimentos seguem altos. Especialistas explicam que isso acontece porque a alimentação tem seus próprios fatores de pressão, como o clima, que afeta a safra de diversos produtos, e os custos de produção e transporte. Além disso, a demanda por alguns alimentos segue forte, o que mantém os preços elevados.
No caso do café arábico, por exemplo, o item sofreu um aumento de 188% nos últimos 10 anos, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ligado à Universidade de São Paulo. Os valores são referentes ao preço em real à vista entre os anos de 2015 e 2024.
Clima e cenário internacional O administrador e mestre em governança Marcello Marin aponta que insumos como milho e soja, assim como os ovos, têm mais chance de subir de preço. “Um bom exemplo é o frango, pois o custo da ração tem impacto direto no preço final da carne. Além disso, frutas, verduras e legumes [hortifrúti] podem sofrer aumentos, principalmente quando há eventos climáticos extremos, como secas prolongadas ou chuvas intensas, que comprometem as safras”, analisou.
Para o especialista em comércio internacional da BMJ Consultores, Guilherme Gomes, a tendência é de que os preços continuem elevados pelos próximos meses, principalmente devido ao cenário de incerteza no exterior causada por ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Caso essas medidas sejam confirmadas, é possível haver desajustes no comércio global de bens — inclusive de alimentos — o que poderá trazer novo período inflacionário para os consumidores no Brasil”, pontuou.
Além do cenário exterior, o professor do Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia Benito Salomão comentou que as questões climáticas também influenciaram diretamente no preço dos alimentos no país. O especialista diz que as altas estão relacionadas a micro choques de oferta causadas por perturbações ambientais em regiões específicas.
Tentativas do governo
Nessa quinta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os preços dos alimentos no país e voltou a dizer que o governo federal vai baratear os produtos. No entanto, o chefe do Executivo ainda não apresentou nenhuma medida efetiva para conter a alta, que afeta principalmente o orçamento das famílias mais pobres.
“O preço vai abaixar e eu tenho certeza que vamos fazer com que os preços voltem aos padrões do poder aquisitivo do trabalhador. Nós queremos discutir com os empresários para que eles exportem, mas que não falte ao povo brasileiro. E vamos ter que fazer reuniões com atacadistas para discutir como vamos trazer isso para baixo”, disse Lula.
Segundo o presidente, a alta nos preços é influenciada por diversos fatores, como chuva e calor extremo, subida do dólar e commodities. “Obviamente, não se consegue controlar do dia para noite, mas pode ter certeza que nós vamos trazer o preço para baixo, e as coisas vão ficar acessíveis.”
Analistas entendem que, apesar dos fatores externos que influenciaram os preços dos alimentos, o governo tem uma responsabilidade significativa no cenário. Para Marin, a falta de planejamento eficiente e a ausência de incentivos adequados à produção acabaram agravando a situação.
“Embora fatores como o clima e o mercado internacional estejam fora do controle direto do governo, a ausência de políticas fiscais claras, subsídios estratégicos e apoio à modernização da cadeia produtiva prejudicam a competitividade do setor. Se houvesse uma gestão mais eficiente e focada em reduzir os custos de produção e melhorar a logística, seria possível minimizar o impacto dos aumentos de preços”, opinou.
Em complemento, Gomes lembrou que o “desentendimento” do governo com o mercado financeiro também teve influência no tema. “A dificuldade do governo em convencer o mercado financeiro sobre seu compromisso com o equilíbrio fiscal levou à desvalorização do real e ao aumento do dólar, o que explica boa parte da inflação causada pela menor oferta de alimentos no mercado interno.”
20 de fevereiro de 2025 às 11:15
20 de fevereiro de 2025 às 09:35
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Nesta quarta-feira (19), o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontou que, em fevereiro, o café arábica, variedade mais consumida no Brasil, atingiu o maior preço real dos últimos 30 anos.
Só em 2025, o o valor já subiu mais de R$ 500 por saca, refletindo a combinação de estoques baixos, demanda firme e preocupações com a safra atual, de acordo com os pesquisadores.
No último dia 12 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, atingiu R$ 2.769,45 por saca de 60 quilos, representando um recorde real.
Nos dias seguintes, os preços registraram pequenas oscilações, mas ficaram em torno dos R$ 2.70 por saca.
Ainda segundo pesquisadores do Cepea, os baixos estoques nacional e global da variedade vêm sustentando o movimento de alta. Além disso, a produção brasileira da safra 2025/26 deve ser novamente modesta.
A demanda, por sua vez, segue aquecida, mesmo diante dos preços elevados. No campo, as lavouras de arábica estão chegando na parte final do desenvolvimento da temporada.
O forte calor e alguns dias mais secos, sobretudo nesta semana, deixam produtores em alerta.
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