14 de abril de 2025 às 17:15
14 de abril de 2025 às 14:46
FOTO: DIVULGAÇÃO
A Páscoa de 2025 promete trazer um novo fôlego para o varejo potiguar. Levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio RN revela um cenário positivo, com crescimento expressivo na intenção de consumo, aumento do ticket médio e maior movimentação econômica. A pesquisa reforça o papel estratégico da data para o comércio, consolidando a Páscoa como um dos principais impulsionadores do setor neste primeiro semestre.
Em todo o estado, a estimativa é de que a Páscoa de 2025 movimente R$ 573,4 milhões — crescimento de 15,2% em relação ao ano passado. Em Natal, o volume deverá atingir R$ 158,1 milhões (+10,6%), e em Mossoró, R$ 61,8 milhões (+20,5%). Esse desempenho é impulsionado pelo aumento da intenção de compra e pela disposição de gastar mais, mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador para parte da população.
Em Natal, a intenção de presentear chegou a 66,8%, o maior percentual da série histórica desde 2021. Em Mossoró, o índice também apresentou crescimento significativo: 58,3% dos consumidores afirmaram que pretendem comprar presentes, superando os 51,9% registrados no ano anterior. O principal motivo segue sendo o afeto pelas pessoas presenteadas, apontado por 63,4% dos natalenses e 67,5% dos mossoroenses. O chocolate continua sendo o presente preferido, com mais de 97% das intenções de compra nas duas cidades pesquisadas.
Ticket médio em alta
O ticket médio teve alta nas duas cidades. Em Natal, o valor médio dos presentes poderá alcançar R$ 116,48 — aumento de 11% em relação a 2024. Já em Mossoró, o valor poderá chegar a R$ 112,80, 3,8% acima do ano anterior. Os consumidores com maior renda e escolaridade foram os que mais pretendem gastar, superando os R$ 140 em ambos os municípios. Chama atenção, em Natal, o crescimento da faixa de consumo acima de R$ 200, que atingiu quase 18% — o maior índice já registrado na série histórica. Já em Mossoró, a maioria dos consumidores (50,5%) planejou gastar entre R$ 51 e R$ 100.
O perfil dos consumidores também apresenta particularidades. Em Natal, predominam mulheres (67,3%) entre 25 e 34 anos (75,7%), enquanto em Mossoró a maioria é masculina (60,1%) e na mesma faixa etária (64,6%). Em ambas as cidades, o pagamento à vista, por Pix ou dinheiro, lidera como preferência — uma tendência que reflete o controle financeiro e a busca por evitar o endividamento.
“Os dados da nossa pesquisa confirmam uma recuperação importante do consumo durante a Páscoa no Rio Grande do Norte. O aumento no ticket médio, o crescimento no número de consumidores dispostos a presentear e a expansão da movimentação econômica refletem uma confiança maior por parte da população e a valorização das tradições desta data. Mesmo diante dos desafios do cenário macroeconômico, como a inflação e as limitações orçamentárias de muitas famílias, percebemos um ambiente de otimismo e novas oportunidades para o comércio potiguar”, concluiu o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.
14 de abril de 2025 às 12:00
14 de abril de 2025 às 08:06
FOTO: DIVULGAÇÃO
Os brasileiros devem gastar menos com chocolate na Páscoa deste ano, segundo um levantamento da Associação Brasileira de Cartão de Crédito. Em média, cada consumidor deve desembolsar cerca de R$ 150.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o preço do chocolate aumentou quase 13% neste ano e desde 2023 acumula uma alta de 27,22%.
Mesmo assim, sete em cada dez brasileiros (67%) pretendem comprar chocolates ou outros produtos nesta Páscoa.
A advogada Rafaela Marques deve gastar mais que a média. “Tem dois sobrinhos, um enteado, um afilhado, amigo-oculto do trabalho e amigos. Acho que vai dar uns 400 reais”, diz.
As caixas de bombons (36%) e as barras de chocolate (34%) são a escolha de quem prefere quantidade, como a cabeleireira Venilza Maia.
Já a produção caseira é a opção para 26% dos consumidores.
14 de abril de 2025 às 08:00
14 de abril de 2025 às 06:41
FOTO: CANINDÉ SOARES
Uma das principais forças da economia potiguar, o turismo ainda carece de melhorias em áreas específicas visando expandir e utilizar plenamente o seu potencial. Nesse sentido, um dos segmentos turísticos que pode ser potencializado em grandes proporções é o de cruzeiros, mercado que passou por constantes transformações no Brasil e no mundo nos últimos anos. Um estudo inédito feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN) mostrou que essa área turística no Estado, por meio do Porto de Natal, pode sair dos atuais R$ 3,5 milhões de impacto econômico para R$ 89,5 milhões. O quantitativo de passageiros, que foi de 2.539 em 2023, poderia chegar a 63 mil, segundo o estudo. Para se chegar nesses quantitativos, no entanto, “muita água precisa correr por debaixo da ponte” como diz o ditado popular. Isso porque obras estruturantes, estratégias de captação e parcerias comerciais precisariam ser feitas para potencializar ainda mais este mercado.
Os números constam no estudo “Mercado e Impacto Econômico de Cruzeiros em Natal”, feito pelo Sebrae-RN a pedido da Companhia Docas do RN (Codern) e Secretaria de Estado do Turismo (Setur-RN), divulgado nesta semana. Segundo os dados do mapeamento, Natal está atrás no fluxo de passageiros em comparação aos portos de Recife e Maceió, por exemplo. Neste último caso, a capital alagoana recebeu 99.446 cruzeiristas em 2023, com impacto econômico total de R$ 140 milhões. Recife, por sua vez, recebeu 27.287 cruzeiristas e movimentou R$ 38,4 milhões.
Para se chegar nesses números, foi feito um diagnóstico de 50 embarcações que chegam no Brasil em rotas já conhecidas. Destas, 14 delas já atracaram ou estão programadas para atracar na capital em 2025/2026, demonstrando que o destino já faz parte de algumas rotas de cruzeiros. Além disso, 20 dessas embarcações operam no Nordeste brasileiro, o que representa oportunidade estratégica para ampliar a captação de novas escalas para Natal, fortalecendo sua posição no mercado de turismo marítimo.
Além disso, o turismo de cruzeiros tem suas particularidades e especificidades, como por exemplo a limitação de atrativos e o tempo disponível para a realização de atividades turísticas, ficando limitada a 6 horas, em alguns casos. Entre os atrativos indicados estariam passeio nas dunas e city tour pelo Centro Histórico de Natal.
“Essas 14 embarcações vieram de uma maneira espontânea, não tivemos trabalho de prospecção ativa desde que veio a pandemia, desde que perdemos a rota que era nossa principal em 2013, que era Fernando de Noronha, por questões ambientais. Nossa rota acabou sendo perdida e depois da pandemia houve uma queda de viagens de cruzeiros dentro desse panorama nacional. Agora ele está voltando e com uma força muito grande. Estamos vindo de um período de pós-pandemia e estamos agora retomando o que perdemos baseando no que gostaríamos de trazer para o nosso Estado”, explica Ana Raquel Pena, coordenadora do estudo e consultora de mercado credenciada do Sebrae-RN.
Além disso, o estudo também fez entrevistas com oito instituições/associações do turismo local, além de agências de receptivos do Estado. Foram feitas perguntas como “Quais os principais atrativos turísticos para o turista que chega de cruzeiros em Natal/RN considerando suas limitações?”, “Qual o potencial para o turismo de cruzeiro em Natal/RN?”, entre outras.
“Um dos grandes fatores da nossa pesquisa foi justamente aproveitar esse momento para identificar nosso posicionamento futuro em função dos cruzeiros, respeitando nossa capacidade de infraestrutura atual, no mercado potencial e de como essa movimentação hoje mundial e das tendências e oportunidades que os cruzeiros estão trazendo no setor do turismo”, acrescenta a pesquisadora.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Estado do Turismo para repercutir o estudo. A pasta enviou a seguinte nota. “Os primeiros resultados do estudo foram apresentados inicialmente à Codern, e posteriormente ao Conselho Estadual de Turismo – Conetur, reforçando o compromisso da Setur e do Sebrae em fomentar ações que ampliem a competitividade e atratividade do destino Rio Grande do Norte no cenário nacional e internacional. O detalhamento completo do estudo será apresentado em reunião técnica entre a Setur e o Sebrae nos próximos dias, quando serão discutidas as próximas etapas e possíveis desdobramentos das propostas levantadas”.
Potencial
O diagnóstico aponta, por exemplo, que apesar da baixa performance atual, o Porto de Natal possui “grande potencial a ser explorado”. Entre as perspectivas estariam a realização de reformas e aumento da capacidade operacional do terminal, que poderia aumentar em 25x o valor atual. Essa reforma, por exemplo, consistiria numa dragagem a ser feita no Rio Potengi, que seria uma nova bacia de evolução para o fundeio de navios de cruzeiro. A área selecionada para essa infraestrutura está situada na margem direita do Rio Potengi, entre a Ponte Newton Navarro e o Farol Recife de Natal. Essa dragagem citada no estudo é diferente da que é alvo de licitação para 2025.
Restrição histórica desse tipo de turismo em Natal, a altura da Ponte Newton Navarro deixaria de ser um empecilho. Isso porque, com essa nova bacia de evolução, os navios atracariam antes da ponte, com os cruzeiristas desembarcando em terra por meio de embarcações menores. Além disso, o comprimento máximo permitido para recepção de embarcações seria ampliado para 300 metros.
“Se eu tenho um limite na ponte para que os cruzeiros aportem aqui, a solução foi termos uma área de fundeio antes da ponte. Fizemos a batimetria e constatamos um volume de 900 mil m³ de remoção para que ali tenhamos um calado a 10m e atenda exatamente os cruzeiros.
O cruzeiro não aportaria direto no Porto, ficaria antes da Ponte e os turistas iriam de barco, indo num transfer. Esse tipo de operação é feita em Búzios, Ilhabela, Camboriú, ou seja, é bem recebida pelo mercado. Não é nenhum gargalo”, explica o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique de Macedo, acrescentando ainda que existe uma ideia de se criar uma rota de cruzeiros na costa Nordeste para atrair os turistas.
O diretor-presidente da Codern acrescenta ainda que já estão sendo feitos estudos e diagnósticos acerca dessas questões, com o intuito de viabilizar recursos junto ao Governo Federal. “Pedimos ao Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias uma solução operacional para que pudéssemos receber grandes cruzeiros. Fizemos a batimetria e entregamos para o INPH, e a Codern começa a elaborar uma solução operacional para que saibamos quanto vai custar receber grandes cruzeiros. Não adianta visualizarmos um potencial de um setor sem que possa efetivamente mensurar isso em números e poder projetar. Para o Governo do Estado fazer esse estudo, ele precisava de uma solução a médio prazo”, acrescenta.
Captação e divulgação do destino
Além das obras para ampliação do Porto de Natal e de sua infraestrutura ao redor, o estudo sugere um trabalho integrado de captação desses navios, além de ações de promoção e divulgação desses destinos. “Temos, com certeza, oportunidades de trabalhar um perfil de embarcações desse nível com a infraestrutura que temos hoje. Esse estudo permite ter essa radiografia do que nós temos hoje e o que está deixando de ser feito, que seria a parte de estratégia de captação de novos navios e embarcações”, explica Ana Raquel Pena.
Segundo George Costa, coordenador da Câmara Empresarial de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomercio-RN), o turismo de cruzeiros depende de toda uma conjuntura, não apenas de infraestrutura, mas também comercial.
“Os navios de pequeno porte, que é o que temos capacidade de receber, estão se dedicando a um turismo cada vez mais de luxo ou de grandes travessias, que são cruzeiros de 30, 60 dias, em que as pessoas dão a volta ao mundo. Esse tipo de cruzeiro está ficando mais raro no mercado mundial, porque os navios viraram verdadeiras cidades, que são muito grandes e que rendem muito mais dinheiro, porque concentra-se mais pessoas”, explica.
Ainda segundo George, grandes cruzeiros saem de rotas como Rio e São Paulo, mas não acabam passando nem desembarcando por cidades como Natal. “Não temos ainda força econômica e conjunto de cidades que junte Fortaleza, com Natal, João Pessoa e Maceió e consiga sair daqui um cruzeiro de grande porte. Esses de 3, 5 mil, a gente não consegue fazer com que eles venham para o Nordeste neste momento pela questão econômica”, aponta, acrescentando ainda as dificuldades estruturais existentes no Porto.
Outro ponto que pode ser beneficiado com o turismo de cruzeiros é o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP Natal), que foi inaugurado em 2014 em função da Copa do Mundo em Natal mas acabou acabou se tornando um equipamento subutilizado com a falta de cruzeiros vindos ao Estado. O espaço custou R$ 72,5 milhões. A Codern estuda fazer mudanças internas para utilização ampla do espaço, além de possibilidade de cessões onerosas com o intuito de ampliar a relação “porto-cidade”.
11 de abril de 2025 às 15:15
11 de abril de 2025 às 14:56
FOTO: ILUSTRAÇÃO
Em fevereiro, a receita do setor de serviços potiguar cresceu 7,1%, em termos reais, ou seja, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o 11º mês consecutivo de alta, nessa comparação, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE.
Os dados analisados pela equipe técnica do Instituto Fecomércio RN mostram que o desempenho do setor de serviços no RN foi superior à média nacional (+4,2%) e o oitavo maior entre os estados brasileiros.
No Nordeste, o RN apresentou o quarto maior crescimento, superior aos estados de Alagoas (+6,3%), Maranhão (+6,0%), Pernambuco (+3,4%), Piauí (+2,7%) e Bahia (+2,1%).
Os números nacionais mostram que 13 dos 19 segmentos de serviços analisados pela PMS apresentaram desempenho positivo em fevereiro, a se destacar:
» Transporte aéreo: +29%; » Tecnologia da Informação: +18%; » Apoio a entidades empresariais: +5,3%; » Saneamento: +4,8%;
No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o crescimento das vendas de serviços no RN foi de +6,3%, mais que o dobro da média brasileira (+2,6%).
Entre os estados brasileiros, apresentou o terceiro melhor desempenho e, regionalmente, o segundo melhor do Nordeste, à frente de Ceará (+4,9%), Paraíba (+4,6%), Alagoas (+2,3%), Maranhão (+2,2%), Pernambuco (+1,8%), Bahia (+1,5%) e Piauí (+0,8%).
Apesar dos bons números, é importante notar que a recuperação de serviços prestados às famílias ainda é lenta, o que reflete impactos de fatores como inflação persistente e endividamento das famílias, que afetam o consumo de serviços presenciais e discricionários. O turismo, por exemplo, apresentou crescimento mais modesto no RN nesse início de ano, tanto em fevereiro (+0,8%) como no acumulado do 1º bimestre (+2,4%).
10 de abril de 2025 às 17:45
10 de abril de 2025 às 13:34
FOTO: ILUSTRAÇÃO
A recente queda global nos preços das commodities (bens primários com cotação internacional) fará os preços dos alimentos caírem ainda mais nas próximas semanas, disse nesta quarta-feira (9) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Segundo ele, o recuo também ocorrerá por outros fatores, como a renovação dos estoques e a queda da demanda por ovos após a Páscoa.
“Hoje, eu recebi um dado do varejo e do atacado para a carne bovina. No varejo, ela já caiu e, no atacado, caiu muito mais. É o tempo de consumir o estoque pelo preço antigo, vai cair mais ainda no varejo, como já está se mostrando no atacado. Isso serve para óleo de soja, para arroz, para feijão. Após a Páscoa, os preços dos ovos também venham a ceder um pouco”, declarou Fávaro.
Segundo o ministro, o governo está começando a colher os resultados de medidas tomadas sem intervenção direta no mercado, preferindo agir pelo estímulo à safra e à ampliação da oferta.
“A gente está muito confiante de que, com as medidas tomadas de forma ortodoxa, sem nenhum tipo de pirotecnia, de estímulo à safra brasileira, os preços dos alimentos vão ceder na ponta para o supermercado, para o consumidor, mais do que hoje”, acrescentou.
Plano Safra
Fávaro reuniu-se nesta tarde com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o Plano Safra 2025-2026, que entrará em vigor em 1º de julho. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, a prioridade da pasta será a subvenção das linhas de crédito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
“A ideia é que a gente gaste o máximo possível de recursos do Tesouro para manter o Pronamp nos níveis atuais, com juros de 8% ao ano. Mas isso requer muito mais recursos do Tesouro”, disse Fávaro.
O Plano Safra atual tem R$ 65 bilhões para a equalização de juros. Com a alta da Taxa Selic (juros básicos da economia) para 14,25% ao ano, a manutenção dos juros do Plano Safra em um dígito exigirá mais recursos do Orçamento. Isso porque o Tesouro Nacional cobre a diferença entre os juros subsidiados do Plano Safra e as taxas de mercado.
Grandes produtores
Para os produtores de grande porte, Fávaro diz que o Ministério da Agricultura e Pecuária negocia a ampliação de oferta de linhas vinculadas ao dólar. Segundo ele, o grande produtor está protegido da alta do dólar porque exporta boa parte da produção, que segue cotações internacionais.
“A linha dolarizada tem custo zero para o Tesouro, mas juros ainda abaixo de 10% [ao ano], sendo praticado hoje em 8,5% ao ano e custo da variação cambial para produtores que têm hedge natural [proteção contra o câmbio]. Serão as linhas gerais do novo Plano Safra para que possamos ter um Plano Safra maior que o do ano passado, apesar da Selic elevada”, observou o ministro.
10 de abril de 2025 às 16:15
10 de abril de 2025 às 13:41
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Em fevereiro, a receita do setor de comércio potiguar cresceu 2,6%, em termos reais, ou seja, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Análise da Fecomércio RN destaca que foi o 14º mês consecutivo de alta, nessa comparação, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (9) pelo IBGE.
O crescimento do setor de comércio do Rio Grande do Norte em fevereiro foi bastante significativo, pois ocorreu sobre uma base elevada de comparação, quando observado o desempenho do mesmo mês do ano passado (+6,6%), ainda que com um ritmo inferior ao de 2024.
Os números positivos refletem um início de ano bastante promissor, ainda na esteira de 2024 onde a economia potiguar cresceu mais de 6,0%.
No Nordeste, o desempenho das vendas no RN apresentou o sexto melhor desempenho, superior aos estados do Maranhão (0,0%), Bahia (+0,5%) e Sergipe (+0,7%). Os números nacionais mostram que sete dos 11 segmentos analisados pela PMC apresentaram desempenho positivo em fevereiro:
» Veículos, motos, partes e peças: +10%; » Material de construção: +9,7%; » Móveis e eletrodomésticos: +9,3%; » Tecidos, vestuário e calçados: +8,6%; » Artigos farmacêuticos e de perfumaria: +3,2%; » Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +2,6%; » Combustíveis e lubrificantes: +1,5%
No acumulado do primeiro bimestre de 2025, o crescimento das vendas no RN foi de +3,3%, superior à média brasileira (+2,3%). Regionalmente, apresentou o quinto melhor desempenho do Nordeste, à frente de Maranhão (-3,5%), Sergipe (-0,8%), Bahia (+0,0%) e Alagoas (+1,8%).
Para os próximos meses, o cenário econômico traz alguns desafios, como a permanência de juros elevados e o aumento da carga tributária estadual a partir de março. Esses fatores podem impactar o ritmo de crescimento das vendas no comércio. Do lado do consumidor, o aumento da inflação e o nível de endividamento — que em Natal supera a média nacional (84,9% contra 76,4% em fevereiro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, CNC) — também exigem atenção. Ainda assim, o setor segue atento às oportunidades e estratégias para manter a atividade econômica aquecida.
10 de abril de 2025 às 15:30
10 de abril de 2025 às 11:36
FOTO: DIVULGAÇÃO
Os Estados Unidos taxou as importações vindas da China em 104%, mas mesmo sendo a Apple uma das empresas mais prejudicadas com a decisão de Donald Trump, comprar um iPhone no país norte-americano ainda ficará mais barato que comprar no Brasil.
Mesmo assim, comprar um iPhone 16 Pro com 256 GB ainda compensa mais nos EUA. Hoje, ele custa 1.099 de dólares (cerca de R$ 6.588). Com a nova tarifa, pode subir para 1.703 de dólares (aproximadamente R$ 10.201).
No Brasil, o mesmo aparelho custa R$ 11.299. Ou seja, mesmo com o imposto extra, ele ainda sai 10% mais barato lá fora.
Esse cálculo parte do custo de produção na China, estimado em 580 de dólares (R$ 3.478) pela consultoria TechInsights. Com 104% de tarifa, o imposto sobre a produção chegaria a 604 de dólares (R$ 3.622), totalizando 1.703 dólares (R$ 10.201) no varejo.
O aumento das tarifas começou com 20%, depois subiu para 54% e agora, segundo a Casa Branca, vai chegar a 104% a partir desta quarta-feira (9). A medida é uma resposta à falta de recuo da China em meio à guerra comercial entre os dois países.
IPHONE SERIA MAIS CARO SE PRODUZIDO NOS EUA
Produzir o iPhone totalmente nos EUA também não resolveria. Especialistas afirmam que o preço poderia ultrapassar 3.500 dólares (mais de R$ 21.000). Só para transferir parte da produção, a Apple teria que investir 30 bilhões de dólares (cerca de R$ 180 bilhões).
A tendência é que os preços subam ainda mais, já que algumas peças do iPhone são fabricadas nos EUA, como a memória. A China também aplica taxas sobre esses componentes, o que aumenta o custo geral do aparelho.
8 de abril de 2025 às 08:00
8 de abril de 2025 às 06:05
FOTO: CARLOS AZEVEDO
Os atrasos nos leilões para a construção de linhas de transmissão de energia têm preocupado o setor de energias renováveis no Rio Grande do Norte. A falta de infraestrutura já afeta a produção elétrica e pode comprometer a implantação de novos projetos eólicos e solares.
Atualmente, o Brasil conta com 179,3 mil quilômetros de linhas de transmissão, que integram o sistema nacional. No entanto, a capacidade de escoamento da energia gerada não acompanha o crescimento da produção, sobretudo nas fontes renováveis. Isso tem provocado cortes na geração, chamados tecnicamente de curtailment, quando há mais energia disponível do que o sistema consegue absorver.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, o país precisará construir pelo menos 15 mil quilômetros de novas linhas e instalar 16 subestações até 2032. O investimento estimado é de R$ 50 bilhões para atender à expansão da geração renovável nas regiões Norte e Nordeste.
Levantamento da EPE apontou sobrecarga nas Linhas de Transmissão Lagoa Nova II, Paraíso e Paraíso e Campina Grande II, que interligam Paraíba e o Rio Grande do Norte.
O Rio Grande do Norte tem 309 empreendimentos de energia eólica em operação, que geram 10,1 GW de energia. Além disso, há outros 18 parques em construção e 54 projetos aguardando início das obras. Estes projetos devem ampliar em 2,9 GW a capacidade de produção do estado.
As reduções na geração são determinadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A limitação no escoamento tem motivado pedidos de ressarcimento à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Procurado pelo NOVO, o ONS não respondeu aos questionamentos sobre os cortes até o fechamento desta edição.
Em estudo publicado em fevereiro, o Itaú BBA apontou que o Ceará liderou os cortes na geração eólica em 2024, com 15%, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 14%. Já na solar fotovoltaica, Minas Gerais (21%) e Bahia (20%) concentraram os principais impactos.
Para o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, o contingenciamento na transmissão é reflexo de uma estratégia que prioriza segurança, mas compromete o desempenho do setor. Segundo ele, mais de 1,4 mil usinas solares e eólicas operam hoje com cortes que chegam a 70% da capacidade.
“Há soluções de curto, médio e longo prazo para o curtailment, mas nenhuma delas parece ser prioridade do Ministério de Minas e Energia”, afirmou.
De acordo com a Aneel, o Nordeste possui mais de 71 mil megawatts (MW) de projetos autorizados para construção, sendo 19 mil MW de origem eólica e 52,2 mil MW solar.
No entanto, a demora na ampliação da rede de transmissão gera um estrangulamento que freia o avanço do setor, aponta a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER). A entidade informou que parques eólicos têm sido desligados nos fins de semana por falta de capacidade para escoar a energia gerada.
“Reforçamos a necessidade de ações urgentes para viabilizar a expansão da infraestrutura elétrica, garantindo que o potencial eólico do estado continue sendo aproveitado de forma eficiente e sustentável”, afirmou Williman Oliveira, presidente da APER.
O Ministério de Minas e Energia informou que os leilões de transmissão têm ocorrido regularmente. O leilão mais recente, realizado este ano, destinou R$ 18 bilhões à ampliação da rede no norte da região Nordeste. Para 2025, está previsto um novo leilão em outubro, com aporte de R$ 7 bilhões.
Em 2026, diz o Ministério, devem ser realizados dois leilões adicionais, com instalações ainda em fase de definição.
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