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Categoria: Economia

Balança Comercial: RN movimenta mais de US$ 80 milhões em maio

FOTO: SANDRO MENEZES

Com o resultado de uma corrente de comércio em US$ 83 milhões no mês, o Rio Grande do Norte somou na Balança Comercial de maio, US$ 45,7 milhões em exportações e US$ 37,4 milhões em importações, acumulando aos cinco primeiros meses de 2025, US$ 413 milhões em exportações e US$ 200,1 milhões nas importações, demonstrando superávit comercial expressivo no período, o que consolida a importância crescente do estado no cenário do comércio internacional brasileiro. Esses e outros dados estão disponíveis no Boletim da Balança Comercial – Nº07/2025, divulgado nesta quinta-feira 5 pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação.

Dentre os principais produtos exportados, o óleo combustível rendeu US$ 24 milhões, as frutas tropicais frescas (melão, mamão e melancia) US$ 5,4 milhões e o sal marinho US$ 2,8 milhões. Os principais destinos das exportações foram: os Estados Unidos, a Nigéria, o Reino Unido, Portugal e os Países Baixos.

No que diz respeito às importações, destacaram-se os seguintes bens e insumos: outras gasolinas (exceto para aviação) com US$ 6,7 milhões; máquinas e aparelhos para esmagar, moer ou pulverizar substâncias minerais sólidas com US$ 6,3 milhões; e, grupos eletrogêneos de energia eólica US$ 3,2 milhões. Os principais parceiros comerciais nas importações realizadas pelo estado foram: China, Rússia, Estados Unidos e Uruguai.

No Boletim você ainda confere um detalhamento dos valores movimentados por cada produto, além dos principais modais utilizados nas exportações e importações.

Agora RN

Dia dos Namorados deve movimentar R$ 431 milhões no estado, aponta Instituto Fecomércio RN

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O comércio potiguar deve encerrar o primeiro semestre de 2025 com bons resultados. Levantamento do Instituto Fecomércio RN (IFC) sobre o comportamento do consumidor para o Dia dos Namorados aponta que a data deve movimentar cerca de R$ 431,2 milhões no estado — um crescimento de 11,7% em relação a 2024.

O otimismo é impulsionado por fatores como o aumento do ticket médio e o fortalecimento do consumo experiencial, além da coincidência com os festejos juninos, que devem potencializar o fluxo de renda, sobretudo em Natal, cuja programação de São João foi ampliada este ano, e em Mossoró, com o tradicional Mossoró Cidade Junina.

Na capital, o ticket médio das compras subiu para R$ 167,09, o maior valor desde 2019, o que representa um crescimento de 6%, em relação ao ano passado. Os itens mais procurados são vestuário (38,6%), perfumes (23,1%) e calçados (12,8%).

A pesquisa mostra ainda que a marca dos produtos passou a ser o principal critério de escolha, superando, pela primeira vez, as promoções. Mais de 70% dos entrevistados deve comprar um único presente, embora haja tendência de aumento nas compras múltiplas.

Em relação às comemorações, o levantamento aponta uma movimentação estimada de R$ 60,6 milhões em Natal, um salto de 19,3% frente ao ano anterior.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, os números confirmam uma tendência já percebida em outras datas comemorativas recentes. “O crescimento dos gastos com comemorações reforça o apelo emocional da data e sinaliza um foco maior no consumo afetivo e experiencial, comportamento que vem se consolidando no período pós-pandemia”, destaca.

Mossoró: maior intenção de compra desde 2019

Na segunda maior cidade do estado, 52,8% da população pretende celebrar a data — um crescimento de 3,8 pontos percentuais em relação a 2024 e o maior índice desde 2019. O gasto médio com presentes será de R$ 153,02, com predominância de compras na faixa entre R$ 101 e R$ 200.

Os produtos mais desejados são semelhantes aos de Natal: vestuário (34,5%), perfumes (26,5%) e calçados (18,6%). Na Capital do Oeste, as promoções continuam sendo o principal critério de decisão (43,6%), mas a marca dos produtos também tem ganhado relevância (33,7%).

Mais de um quarto dos consumidores (26,4%) pretende comprar mais de um presente. No total, devem ser injetados R$ 21,4 milhões no comércio da cidade, o que representa um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior. Já com as comemorações, Mossoró deve movimentar R$ 18,6 milhões — alta de 17,7%.

Ao todo, serão injetados R$ 40 milhões na economia mossoroense nesta data festiva. Já com as comemorações, Mossoró deve movimentar R$ 18,6 milhões — alta de 17,7%. Ao todo, serão injetados R$ 40 milhões na economia mossoroense nesta data festiva.

Ainda segundo Marcelo Queiroz, o cenário exige atenção estratégica do varejo. “É uma oportunidade para investir em kits afetivos, ampliar o mix de produtos na faixa entre R$ 100 e R$ 300 e reforçar ações promocionais na semana do Dia dos Namorados. Também é essencial aproveitar o fluxo gerado pelos festejos juninos, promovendo ações que integrem a temática do amor com o clima das festas”, recomenda.

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,6% a partir desta terça-feira 3

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira 2 uma redução de 5,6% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo valor, que passa a vigorar a partir desta terça-feira 3, será de R$ 2,85 por litro — uma queda de R$ 0,17 por litro.

A companhia informou que, ao considerar a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para compor a gasolina C, vendida ao consumidor nos postos, a parcela da Petrobras no preço final ao consumidor será de R$ 2,08 por litro. Isso representa uma redução de R$ 0,12 por litro da gasolina C.

De acordo com a estatal, desde dezembro de 2022, os preços da gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,22 por litro, o equivalente a uma queda de 7,3%. Considerando o impacto da inflação no mesmo período, a companhia afirma que o recuo chega a R$ 0,60 por litro, ou 17,5%.

A nova redução acompanha o cenário de queda nos preços internacionais do petróleo verificado desde o início de 2025, que tem possibilitado cortes nos valores dos combustíveis no país. A última alteração no preço da gasolina promovida pela Petrobras havia ocorrido em julho de 2024.

No caso do diesel, a estatal realizou três reduções ao longo de 2025, sendo a mais recente em 5 de maio, com corte de 4,66% ou R$ 0,16 por litro. Os preços dos demais combustíveis não sofreram alterações neste novo anúncio.

A Petrobras também esclareceu que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor praticado pela companhia. Entre eles estão os custos e remunerações de distribuidoras e revendedores, custo do etanol, impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e o imposto estadual ICMS.

Agora RN

Emprego formal no RN atinge melhor abril da história e sinaliza retomada sólida

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte encerrou abril de 2025 com saldo positivo de 2.927 novas vagas formais de trabalho, o melhor desempenho já registrado para o mês desde o início da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 2010. A análise é do Instituto Fecomércio RN (IFC) com base nos dados divulgados na quarta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O número representa um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo mês de 2024, quando o estado havia gerado 2.723 postos com carteira assinada. A alta reverte o saldo negativo de março deste ano, quando foram fechadas 1.887 vagas, e reforça o sinal de recuperação consistente do mercado de trabalho potiguar.

O setor de Serviços foi o principal responsável pela recuperação, com saldo de 2.638 empregos, seguido por Construção (+459), Comércio (+230) e Indústria (+223). Apenas a Agropecuária apresentou retração, com perda de 623 postos — número ainda assim inferior ao observado em abril do ano passado.

“Estamos acompanhando uma inflexão positiva importante. Os dados mostram que a economia potiguar tem reagido, especialmente nos segmentos mais ligados ao consumo e à infraestrutura urbana”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

No acumulado do ano, o saldo ainda é modesto: 3.395 vagas criadas entre janeiro e abril, abaixo das 5.820 registradas no mesmo período de 2024. Segundo a análise do IFC, esse resultado é reflexo dos saldos negativos de fevereiro e março, marcados por incertezas no consumo e nos investimentos.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o estado mantém trajetória de crescimento: foram 31.671 novos empregos formais, uma alta de 19,2% frente ao período anterior. O desempenho posiciona o RN entre os estados com curva mais promissora de retomada no segundo trimestre do ano no Nordeste.

Para Marcelo Queiroz, a retomada do emprego depende de fatores que vão além dos indicadores conjunturais. “O recorde alcançado em abril mostra que o Rio Grande do Norte pode sim voltar a um ritmo mais consistente de geração de empregos, desde que mantenha os estímulos à economia, o apoio aos pequenos negócios e a confiança do consumidor”, defende.

Financiamento solar dispara no RN e banco registra alta de 124% nos pedidos

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O Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 124% nos pedidos de financiamento de placas fotovoltaicas em 2024, segundo dados da Financeira do Santander, referência nacional em crédito para projetos de energia solar.

No Nordeste, região estratégica para o segmento, a expansão foi ainda mais expressiva: alta de 150% no volume de financiamentos. Já as simulações realizadas por parceiros e clientes no primeiro trimestre de 2025 cresceram 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A região concentra 7,23 GW de geração solar distribuída — 19,7% do total nacional — e 9,17 GW de geração centralizada, mais da metade da produção do país. A expectativa é que a capacidade de exportação de energia do Nordeste aumente 30% até 2029, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico. “O aumento na busca por financiamento mostra que o brasileiro está atento às vantagens da energia limpa. Nosso papel é facilitar esse acesso com agilidade e segurança.”, afirma Cezar Janikian, diretor da Financeira do Santander.

A Financeira do Santander financia toda a estrutura necessária para projetos solares, incluindo placas, baterias de armazenamento, sistemas de monitoramento e estruturas de montagem. A contratação é simples, digital e pode ser feita pelo site www.santander.com.br/santanderfinanciamentos.

Natal registra saldo histórico de 2.220 empregos formais em abril

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Natal alcançou, em abril de 2025, o melhor desempenho mensal na geração de empregos formais desde o início da série histórica do Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), iniciada em 2020. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a capital potiguar registrou 10.030 admissões e 7.810 desligamentos no período, resultando em um saldo positivo de 2.220 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Esse resultado representa não apenas o maior avanço do ano, mas também consolida Natal como protagonista na recuperação econômica do Rio Grande do Norte. Somente em abril, a cidade foi responsável por 75,8% de todas as vagas formais geradas no estado, que totalizou 2.927 novos empregos em seus 167 municípios. O desempenho potiguar também superou capitais vizinhas, como João Pessoa (PB), que registrou saldo de 1.620 empregos no mesmo período.

Com esse crescimento, o estoque de vínculos formais ativos em Natal chegou a 237.360. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, já são 3.917 novos postos de trabalho criados, reforçando uma trajetória consistente de recuperação do mercado de trabalho. O setor de serviços liderou a geração de empregos em abril, com 1.692 vagas abertas, evidenciando sua força na economia local.

O prefeito Paulinho Freire comemorou os dados e destacou o compromisso da gestão com a criação de oportunidades e o fortalecimento da economia. “Esses resultados refletem o esforço conjunto da Prefeitura do Natal para fomentar o desenvolvimento econômico da nossa cidade. Estamos trabalhando incansavelmente para atrair investimentos, apoiar o empreendedorismo e criar um ambiente favorável à geração de empregos. Vamos seguir firmes para ampliar ainda mais essas conquistas”, afirmou. Ele também enfatizou a importância do momento: “Os dados mostram que estamos no caminho certo, com uma gestão focada na criação de oportunidades para quem mais precisa”.

Instrumento estratégico para o monitoramento do mercado de trabalho formal, o Novo CAGED acompanha mensalmente as admissões e demissões sob o regime da CLT e orienta a formulação de políticas públicas de combate ao desemprego e incentivo à inclusão produtiva.

Preço do ovo vai cair com a gripe aviária? Saiba o que o mercado diz

FOTO: PIXABAY

Após passar um longo período com preços nas alturas, o ovo de galinha deve dar algum alívio para o bolso do consumidor. Isso porque a iguaria já dá indícios de queda nas gôndolas dos supermercados. Algo que já era esperado com o fim da quaresma, que pressionou muito os preços do ovo no mês passado, e com a pressão do próprio mercado.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP, o ovo caiu pelo menos 13,7% desde a Semana Santa na região metropolitana de Belo Horizonte. Em 17 de abril, Quinta-feira Santa, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos era negociada pelo preço médio de R$ 209,59, já na atualização mais recente, em 19 de maio, o preço da caixa estava em R$ 180,73. Se comparado com três meses atrás, a queda é de 28% – em 20 de fevereiro, a caixa estava em R$ 251,48.

A dúvida agora é se o preço pode cair ainda mais como consequência da gripe aviária. A redução de preços recente foi percebida também pela pesquisa do Mercado Mineiro em Belo Horizonte, que deve divulgar em breve os resultados do levantamento. De acordo com o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, é possível observar uma queda no preço do ovo desde antes de estourar a notícia sobre o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil – que gerou, a princípio, a expectativa de queda na exportação e uma possível “sobra” de produto no mercado interno.

Agora, a tendência é cair mais, mas por diversos motivos, entre eles pressão do próprio mercado. “Chegou ao limite. O ovo estava muito caro, e o mercado segura por si só”, contextualiza Feliciano. Para ele, a gripe aviária também deve provocar queda no preço, motivada por mais ofertas do produto, pelo menos no início.

A influência da gripe aviária no preço dos ovos, no entanto, ainda não está clara. O que se sabe é que há uma expectativa de queda de 20% nas exportações de frango, isso porque, União Europeia e China, por exemplo, interromperam a compra de carne de frango brasileira. Mas ainda não há menção sobre os ovos.

Além disso, o próprio cenário da gripe aviária no Brasil ainda é incerto, não sendo possível, segundo entidades do setor agropecuário, prever impactos diretos nos preços ao consumidor interno. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o país está preparado para enfrentar os casos pontuais de gripe. “A gente já vinha trabalhando e se prevenindo. É por isso que estamos preparados. Hoje você consegue controlar, você consegue fazer com que esse foco fique somente reduzido ao local onde aconteceu, fruto da biosseguridade”, explica. “Aqui no Brasil, nós podemos assegurar que não há risco de se espalhar porque estamos preparados já desde muito tempo para enfrentar esse desafio”, garante.

Ricardo Santin também dá esperanças de que, apesar das recentes sanções, as relações comerciais internacionais com o Brasil não sejam afetadas. “A gente espera que, desse episódio, a gente saia mais forte. A confiança que o mundo já tem no Brasil agora vai ser reforçada”, diz. “O mundo vai ver que o Brasil leva muito a sério e que cumpre as regras. E também, ao mesmo tempo, vai ver que nós temos biosseguridade para conseguir manter um surto isolado em um só lugar e que somos parceiros fortes e confiáveis do mundo na segurança alimentar”, afirma.

O Tempo

RN aparece no fim da fila do crescimento no Nordeste e no Brasil em 2025

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O Rio Grande do Norte aparece apenas na 21ª colocação entre os estados com maior projeção de crescimento do PIB em 2025, segundo levantamento da Resenha Regional do Banco do Brasil.

A previsão de 1,8% o coloca como o penúltimo do Nordeste, atrás até de estados historicamente mais frágeis economicamente.

O dado expõe fragilidades na gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), que enfrenta críticas por falta de desenvolvimento econômico e pouca atração de investimentos.

O desempenho abaixo da média nacional é um alerta sobre os rumos do futuro do estado potiguar.

Veja a projeção de crescimento do PIB:

Blog do BG