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Categoria: Economia

Brasileiro sente no bolso: preços sobem e comprar picanha fica mais difícil no governo Lula

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Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 71,4% dos brasileiros acham que os preços dos produtos no supermercado aumentaram depois que Luiz Inácio Lula da Silva voltou a governar o Brasil.

Apenas 9,4% acham que os preços diminuíram; e 17,2% acham que os preços dos produtos permanecem como estavam. Não opinaram 2,1% dos entrevistados.

O resultado não é o pior da série histórica do governo Lula 3. O maior porcentual de pessoas que acham que os preços aumentaram foi registrado em abril deste ano — 73,7% dos entrevistados tinham essa percepção.

Percepção sobre o preço da picanha no governo Lula

O Paraná Pesquisas também perguntou sobre a percepção da variação do preço da picanha no governo Lula e na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 50%, o preço está mais alto, e para 17,9%, mais baixo.

Por fim, a maioria dos entrevistados demonstrou pessimismo sobre a possibilidade de voltar a comprar picanha e cerveja, produtos que, na campanha, Lula prometeu que todos voltariam a ter acesso. Para 67,1%, a situação econômica não permitirá que o brasileiro volte a comprar picanha e cerveja.

A pesquisa foi feita entre 18 e 22 de junho. Foram ouvidos 2.020 eleitores no Distrito Federal e em 162 municípios dos 26 Estados. A amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2,2 pontos porcentuais para os resultados gerais.

Revista Oeste

RN registra R$ 11,17 bilhões em compras online desde 2016, aponta MDIC

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O Rio Grande do Norte registrou um volume de R$ 11,17 bilhões em compras feitas pela internet entre 2016 e 2024. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base em dados da Receita Federal.

Desse total, a maior fatia foi para produtos adquiridos de empresas de São Paulo (R$ 3,42 bilhões), seguido por Paraíba (R$ 1,81 bilhão) e Pernambuco (R$ 1,41 bilhão).

Por outro lado, as empresas locais efetuaram R$ 1,75 bilhão em vendas por e-commerce no mesmo período. O produto mais vendido pelo comércio potiguar foi o relacionado à telefonia celular, que somou R$ 394 milhões.

Os dados fazem parte da terceira edição do Dashboard de Comércio Eletrônico Nacional. O levantamento mostra que, em todo o país, as vendas de micro e pequenas empresas (MPEs) pelo comércio eletrônico cresceram perto de 1.200% nos últimos cinco anos. O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. As empresas de médio e grande porte também tiveram forte crescimento, de 220% no mesmo período.

O secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira, atribui o crescimento ao impulso da pandemia e à recuperação econômica. “De um lado, esses números refletem as novas dinâmicas do mercado; de outro, o ritmo crescente de expansão da economia brasileira de 2023 para cá”, afirmou. Ele citou a valorização do salário mínimo e a isenção de IR como ações que impulsionam as vendas.

No total, o comércio eletrônico com notas fiscais emitidas no país movimentou R$ 225 bilhões em 2024. Os produtos mais vendidos em valores foram aparelhos de telefonia celular, livros e refrigeradores.

Desconcentração Regional

O levantamento reflete a concentração dos negócios na região Sudeste, que respondeu por 77,2% das vendas via e-commerce em 2024. O Nordeste aparece em terceiro lugar, com 5,5% das vendas e 16,1% das compras.

Para promover a desconcentração regional, o MDIC e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram o edital E-Commerce.BR. A ação selecionou 20 projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para receberem mentorias. Um projeto do Rio Grande do Norte está entre os selecionados. Ao final do processo, nove projetos receberão apoio financeiro de R$ 380 mil cada, e três avançarão para uma fase de escala com um novo aporte de R$ 500 mil.

Novo Noticias

Aneel mantém bandeira vermelha na conta de luz em julho

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A conta de luz seguirá mais cara em julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (27), que permanecerá com o acionamento da bandeira vermelha, no patamar 1, para o mês de julho. Neste caso, as contas de energia elétrica terão cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kW/h (quilowatt-hora) consumidos a partir da próxima terça-feira, 1º de julho.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira vermelha se dá pela continuidade do cenário de afluências abaixo da média em todo o país, reduzindo a geração de energia por hidrelétricas. “Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, disse a Aneel.

Sobre as bandeiras tarifárias

Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

A intenção é que, ao saber que a energia está mais cara naquele momento, o consumidor economize na hora de utilizar aparelhos eletrodomésticos.

Preço do café cai nas bolsas e mercado espera redução ao consumidor nos próximos meses

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Ao contrário do movimento observado em 2024 e no início deste ano, o preço do café está recuando nas bolsas internacionais. A saca do arábica opera, em junho, abaixo de R$ 2.200, valor que não era visto desde dezembro do ano passado. Apesar do recuo na cotação, o produto só deve ficar mais barato ao consumidor, no varejo, no segundo semestre, conforme projeções de representantes do setor.

O preço do café, inclusive, subiu 2,86% em todo o país, conforme os resultados apresentados nessa quinta-feira (26) pelo IBGE na prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15. Em Belo Horizonte e região metropolitana, o avanço foi menor – de 1,45%. Por outro lado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Departamento de Economia, Administração e Sociologia (Cepea), a redução acompanha o avanço da colheita de café nas principais regiões produtoras.

“No acumulado da parcial de junho (até o dia 16), a retração é de 7,2%”, atestou o Cepea. No caso do café tipo robusta, o recuo foi de 8,65%. A analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Sistema Faemg Senar) Ana Carolina Alves explica que a queda de preço, com o avanço da colheita, é um movimento normal. “Uma vez que a gente aumenta a oferta do produto no mercado, então tem mais disponibilidade de café”, diz.

A especialista lembra que no início da colheita, os produtores ainda estavam trabalhando com preços mais elevados. “E os produtores acabaram vendendo bastante café nessa época, aproveitando os bons preços, então essa condicionante de queda nesse momento é normal. Porém, o café depois do petróleo é a commodity que tem mais volatilidade no mercado. Ou seja, fatores geopolíticos, câmbio, clima, ritmo de produção tudo isso impacta e afeta drasticamente o preço. Não somente fatores como oferta e demanda”, relembra Alves.

Geada preocupa

Em Minas Gerais, estado que concentra a maior produção de café do país, possibilidades de geadas na região Sul preocupam o setor. Ana Carolina Alves, da Faemg, diz que o setor espera uma frente fria, com possibilidade de formação de camadas de gelo de fraca intensidade. “É uma região típica cafeeira, a maior de Minas Gerais. E isso deixa o mercado em alerta. Pode ser que nas próximas semanas a gente, se a geada acontecer, tenha uma elevação dos preços”, projeta.

A analista acredita que, no curto prazo, os preços do café devem se manter nos patamares atuais. “Uma vez que a gente está com entrada de café no mercado, né? Com essas exceções de geada e chuva, que podem fazer com que os preços possam se elevar, mas isso tudo depende muito do impacto do grau de severidade desses fatores na produção”, complementou.

E nos supermercados?

Oficialmente, os supermercados não comentam sobre os preços. Nas últimas semanas, no entanto, as embalagens de 500gr de café ficaram ligeiramente mais baratas em Belo Horizonte e região metropolitana. O presidente do Sindicato e Associação Panificação e Confeitaria de Minas Gerais (Amipão), Vinicius Dantas, diz que há uma projeção, no mercado, para uma queda em torno de 15% no preço do café.

“Agora, estamos com estoque muito alto e isso provoca queda de preço”, destaca. Segundo ele, o encarecimento de 82% considerando os últimos 12 meses, afetou as vendas. “Tivemos um declínio, em quantidade, nas vendas. A gente percebe que houve essa queda até mesmo nos próprios hábitos”, complementa.

O Tempo

Com mais etanol na gasolina, preço pode diminuir até R$ 0,11 por litro

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Segundo estimativa do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30% pode gerar uma queda de R$ 0,11 no preço da gasolina paga pelo consumidor final. A decisão, que também estabelece o aumento de biodiesel no diesel para 15%, foi tomada nessa quarta-feira (25/6).

Com a mistura e o fim da dependência em relação à gasolina importada, o custo por km rodado será até R$ 0,02 menor por km. Sendo asssim, o governo federal calcula que, para um motorista de taxi ou de aplicativo, que roda 7.500 km por mês, significando uma economia de R$ 150,00 por mês ou R$ 1.800 por ano.

Entenda

  • A mistura obrigatória de etanol na gasolina aumentará de 27,5% para 30% (E30), e a de biodiesel no diesel de 14% para 15% (B15). Essas novas porcentagens entram em vigor a partir de 1º de agosto, após decisão tomada em 25 de junho.
  • O aumento da mistura de etanol pode gerar uma queda de R$ 0,11 no preço da gasolina e reduzir o custo por km rodado em até R$ 0,02. Para motoristas de táxi ou aplicativo, isso representa uma economia de R$ 1.800 por ano, e para caminhoneiros, de R$ 960 anuais.
  • O governo federal estima uma entrada de mais de R$ 15 bilhões em investimentos e a redução do consumo de gasolina A em até 1,36 bilhão de litros. O Brasil deixará de ser importador líquido de gasolina, com potencial para um excedente exportável de 700 milhões de litros por ano.
  • A medida busca o fim da dependência em relação à gasolina importada, otimizando a produção nacional de combustíveis. As estimativas foram feitas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Em relação à aplicação do biodiesel, para um motorista de caminhão que roda 12.000 km por mês, haveria uma economia de R$ 80 mês ou R$ 960 por ano. No total, o governo federal estima uma entrada de mais de R$ 15 bilhões em investimentos.

Com a mudança, a presença de etanol na gasolina passa de 27,5% para 30% (E30), enquanto a do biodiesel passou de 14% para 15% (B15). As novas misturas entram em vigor a partir de 1º de agosto.

O Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) realizou os testes da nova mistura de etanol na gasolina, sob supervisão do MME. Estimativas indicam que a mistura E30 deve reduzir o consumo de gasolina A em até 1,36 bilhão de litros e elevar o consumo de etanol anidro em até 1,46 bilhão de litros.

Segundo informações do Ministério de Minas e Energia (MME), mantidos os atuais níveis de produção nacional de gasolina, país deixará de ser importador líquido, gerando excedente exportável de 700 milhões de litros por ano.

Metrópoles

Governo decide aumento da mistura de etanol na gasolina para 30%

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O aumento da mistura de etanol na gasolina e biodiesel para 30% está na pauta de reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na manhã desta quarta (25), que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Também vai ser avaliado o aumento de biodiesel no diesel para 15%, o B15.

A proposta de alteração do teor de etanol na gasolina, de 27% para 30%, está alinhada com a Lei do Combustível do Futuro, que foi aprovada e sancionada no ano passado, e que já permite uma mistura de até 35% de etanol. Para embasar a decisão do CNPE, testes de viabilidade foram realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), e foram concluídos em fevereiro.

Especialistas destacam que a utilização da mistura de etanol na gasolina permite a redução do consumo de moléculas de origem fóssil, substituindo-as por outras de origem renovável. A combustão do etanol emite apenas um terço do CO₂ produzido pela gasolina, e parte desse gás é reabsorvida pelo cultivo da cana-de-açúcar, matéria-prima do biocombustível.

Um estudo da consultoria agro do Itaú BBA aponta que, se confirmada, a mudança na mistura poderá afetar os preços dos combustíveis para os motoristas, com uma expectativa de alta de 0,6% no preço da gasolina comum e de 3,6% no etanol hidratado nos postos. Já o etanol anidro, usado na mistura, pode aumentar 4,3%.

Gazeta do Povo

RN é o único estado do País a estourar limite de despesa com pessoal

FOTO: JOSÉ CRUZ

O Rio Grande do Norte destinou 56,01% das suas despesas para os gastos com pessoal do Executivo de janeiro a abril de 2025. O valor ultrapassa o limite de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para esses desembolsos.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira 23 pelo Tesouro Nacional, dentro do RGF em Foco, documento elaborado com base nos Relatórios de Gestão Fiscal publicados pelos próprios estados em um sistema nacional (o Siconfi).

O Rio Grande do Norte foi o único estado que ultrapassou o limite no 1º quadrimestre do ano, segundo o Tesouro.

Apesar disso, o índice está em trajetória de queda. No segundo e terceiro quadrimestres de 2024, o índice no Estado estava em 58,26% e 57,56%, respectivamente. Agora, caiu para 56,01%. A expectativa é que caia ainda mais nos próximos meses, quando o Estado começar a sentir os efeitos na arrecadação do aumento do ICMS, de 18% para 20%.

Os gastos com pessoal incluem as despesas com salários, aposentadorias, pensões e encargos sociais de funcionários do Poder Executivo Estadual. São uma das maiores fatias das despesas públicas.

A Lei de Responsabilidade Fiscal também determina um limite de 3% para os gastos com o Legislativo dos Estados. Só Alagoas (3,35%) ultrapassou. Os percentuais fixados para o Judiciário (6%) e o Ministério Público (2%) foram respeitados em todos os estados.

Outro destaque do relatório são os precatórios em relação à receita. Os maiores compromissos percentuais foram registrados por Rio Grande do Sul (27,7%), Rio Grande do Norte (27,2%) e Paraíba (23,6%). Na outra ponta, Amapá (0%), Pará (0,3%) e Espírito Santo (0,6%) aparecem com os menores índices.

Agora RN

Fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, pode disparar preços dos combustíveis no RN

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O conflito entre Irã e Israel ganhou um novo desdobramento neste domingo (22), com o anúncio do parlamento iraniano sobre o fechamento do Estreito de Ormuz — principal rota marítima por onde passa cerca de 21% de todo o petróleo consumido no mundo. A medida foi apresentada como resposta aos recentes ataques dos Estados Unidos ao território iraniano.

A possibilidade de bloqueio total já pressiona o mercado internacional. Segundo relatório da seguradora holandesa ING, uma interrupção prolongada pode fazer o barril do tipo Brent ultrapassar os US$ 150 — valor próximo ao recorde histórico registrado em 2008.

O impacto recai diretamente sobre o preço dos combustíveis, com efeito ainda mais acentuado em regiões como o Nordeste, que dependem da importação e do transporte rodoviário de derivados.

No Rio Grande do Norte, a refinaria Clara importa a maior parte dos combustíveis que comercializa — o que a torna ainda mais suscetível às oscilações do mercado externo. A expectativa é de que, caso o bloqueio se confirme e se prolongue, os preços dos combustíveis passem por novos reajustes nos próximos meses.

O reflexo disso será sentido não apenas nos postos, mas também nos produtos e serviços que dependem de frete rodoviário, como alimentos, gás de cozinha e materiais de construção. A pressão sobre o dólar também contribui para agravar o cenário inflacionário.

Até o momento, não há registro de desabastecimento no estado. As bases de distribuição seguem operando normalmente, com estoques abastecidos pela própria refinaria potiguar.

Apesar da queda recente nos preços registrada na pesquisa do Procon Natal — divulgada em 11 de junho —, o cenário é instável e pode mudar rapidamente, a depender dos próximos passos do conflito no Oriente Médio.

Portal 96 FM