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Categoria: Economia

São João de Natal movimentou R$ 188 milhões e atraiu 938 mil pessoas, aponta pesquisa

FOTO: MAGNUS NASCIMENTO

O São João de Natal 2025 movimentou R$ 188,6 milhões durante o período do evento, de 31 de maio a 29 de junho, de acordo com pesquisa do Instituto Fecomércio, divulgada nesta quinta-feira 17 A Prefeitura do Natal informou que a festa reuniu 938,5 mil pessoas nos três polos montados em diferentes regiões da cidade.

O levantamento da Fecomércio ouviu empresários da cidade e participantes do evento e usou como base comparativa a edição de 2023 do São João de Natal.

Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados disseram que pretendem retornar ao São João de Natal em outra oportunidade. O perfil do público foi formado por 64,4% de residentes e 35,6% de visitantes/turistas. Ainda conforme o estudo, 96% dos participantes eram do Rio Grande do Norte, sendo 64% de Natal.

O gasto médio diário individual estimado foi de R$ 161,57 para residentes e R$ 272,24 para visitantes e turistas.

Entre os empresários consultados, 76,6% relataram influência positiva do evento nos negócios. Do total ouvido, 47% apontaram lucro relacionado à movimentação do São João de Natal. A pesquisa identificou que 36% dos empresários contrataram funcionários durante o período da festa — percentual superior ao registrado em 2023, quando 22% informaram necessidade de contratação temporária.

A programação do São João de Natal 2025 ocorreu em três polos e incluiu apresentações musicais e de quadrilhas juninas.

Agora RN

Com 98% da produção nacional salineira, RN teme colapso do setor após taxação dos EUA, alerta SIESAL

FOTO: CANINDÉ SOARES

O Sindicato da Indústria da Extração do Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN) afirma que a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros “vai excluir o sal nacional do mapa de negócios com as empresas americanas”, em nota técnica emitida nesta segunda-feira (14). O estado é responsável por produzir 98% do sal brasileiro e deve, portanto, sofrer grandes consequências com a medida.

O tarifaço coloca em risco, portanto, 4 mil empregos diretos instalados em municípios do Semiárido Potiguar, além de postos de trabalho nas cadeias subjacentes, como venda, distribuição, frete rodoviário e frete marítimo. A perda dessa fonte de receita inviabiliza também a operação da concessão portuária do Terminal Salineiro Intersal, o Porto Ilha, que movimenta exclusivamente sal, aponta a nota. “O sal é estratégico e a derrocada da indústria salineira jogará o Brasil na dependência da importação”, afirma o documento.

O presidente do SIESAL-RN, Airton Torres, destaca ainda que os EUA respondem por 47% de todos os negócios que a indústria salineira tem com o exterior, segundo dados dos últimos seis anos levantados pelo sindicato. “Os Estados Unidos são, notadamente, o maior importador de sal do mercado atingível pelo produto sal brasileiro, com participação de 27% dos embarques”, informa.

Torres aponta que os Estados Unidos consomem cerca de 16 milhões de toneladas de sal importado e têm um consumo total de aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais, valor expressivamente superior ao consumo interno. “A título de informação, o mercado brasileiro consome por ano cerca de 7 milhões de toneladas.”

A nota destaca também que 58% do sal embarcado pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto Ilha-Intersal, se destina ao exterior, e que 27% dos embarques totais são exportados para os Estados Unidos, gerando uma média de vendas de 530 mil toneladas de sal por ano.

Impactos na competitividade e inviabilidade de novos mercados

O sindicato aponta que a desvantagem competitiva do produto brasileiro se acentua à medida que todos os competidores estrangeiros, como Chile, Egito, Namíbia e México, são taxados pelo governo americano com tarifas inferiores.

Sobre a busca por possíveis novos mercados, o presidente Airton Torres afirma, em nota, que a possibilidade de exportar para outros destinos, como o mercado asiático, torna-se inviável devido aos altos custos logísticos. Outros mercados, como o europeu, que possui produção própria e importa seu déficit do Norte da África e do Oriente Médio, também são considerados fechados para a produção potiguar.

“Trata-se, pois, de produto com vendas regionalizadas e não globais, como é o caso de outras commodities. Logo, não há alternativas que possam receber o volume de sal brasileiro que deixará de ser enviado aos Estados Unidos”, afirma Torres.

Entenda o cenário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%, na noite da última quarta-feira (9). O país, até então, havia ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.

A posição dos Estados Unidos foi formalizada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o comunicado, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas e afirmou que a medida será respondida com base na Lei de Reciprocidade Econômica.

Novo Noticias

IOF: Empresas se preparam para recorrer à Justiça seja qual for o resultado de mediação do STF

FOTO: WILTON JUNIOR

Não importa a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira, 15: as empresas já se preparam para recorrer à Justiça contra o aumento da tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), defendido pelo governo Lula.

Moraes media nesta terça a primeira reunião de conciliação entre Legislativo e Executivo no impasse do IOF. O governo aumentou as alíquotas do imposto e o Legislativo suspendeu a decisão por meio de um decreto legislativo, alegando que o Executivo usa um imposto de caráter regulatório para aumentar a arrecadação. Inconformado, o Executivo recorreu ao Supremo, que agora dará a palavra final sobre a legalidade da cobrança.

O núcleo da discussão é sobre se o governo pode usar o IOF de forma arrecadatória ou se isso extrapola a função do tributo, como alega o Legislativo. Ao anunciar o aumento do imposto, a equipe econômica informou que previa arrecadar R$ 20 bilhões neste ano, o que ajudaria a fechar as contas. Com a resistência do setor privado, o decreto foi alterado; mas, ainda assim, a expectativa de receita era de R$ 12 bilhões.

Assim, a ação de empresas contra a medida pode atrapalhar os planos do governo na arrecadação do imposto.

Em entrevista ao Estadão, o número 2 da Fazenda, Dario Durigan, disse que o objetivo do governo é regulatório e que a arrecadação era uma consequência secundária – tese que o governo defenderá na Corte.

Na semana passada, líderes partidários da Câmara e do Senado sinalizaram uma via de acordo em que aceitavam um aumento do IOF desde que o governo reduzisse a tributação, deixando clara a intenção meramente regulatória. Nesta segunda-feira, 14, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, fez uma declaração sugerindo que o governo não está aberto a acordos.

Empresas e tributaristas a postos

Seja a decisão pró-governo ou pró-Legislativo, tributaristas a serviço do setor privado já estão preparados para recorrer à Justiça em nome de empresas dos mais variados setores.

“Independentemente do deslinde final, cabe medida judicial em ambos os casos”, afirma o tributarista Menndel Macedo, do escritório Mendel e Melo Associados.

Ele afirma que, caso seja acolhida a tese do governo, de que é constitucional a cobrança do IOF, haverá uma série de ações na Justiça questionando a cobrança de IOF sobre operações de “risco sacado”.

Essas operações são muito comuns entre empresas e seus fornecedores e consistem na antecipação de pagamentos a fornecedores. Até o momento, essa operação não era caracterizada como crédito e não recolhia imposto. No decreto do IOF, o governo estipulou que se trata de uma operação de crédito e que, assim, vale a tributação.

“O Executivo tentou empurrar por meio de um decreto um novo fato gerador, uma nova constituição de incidência de IOF sobre o risco sacado. Só que, para instituir um tributo e um fato gerador, é necessário uma lei complementar ou ordinária; ele não pode fazer isso por meio de decreto”, afirma Menndel.

Segundo ele, cada empresa afetada pela tributação poderá recorrer à Justiça alegando que houve desvio no princípio da legalidade estrita e na competência do Executivo ao estipular a tributação.

“O objetivo é não incidir IOF sobre o risco sacado independentemente do resultado da decisão sobre se o decreto presidencial é ou não é constitucional. O fato é que empurraram um ‘jabuti’ tentando emplacar a tributação sobre o risco sacado”, diz Menndel. “É possível requisitar que sejam reavidos os recursos tributados no risco sacado desde o início do processo de tributação”.

O sócio tributarista do Mattos Filho Advogados, Eduardo Melman Katz, tem a mesma opinião e avalia que o governo deverá apostar em uma redução maior da alíquota sobre o risco sacado para desestimular a litigância – a Fazenda já fez um recuo em relação ao primeiro decreto, baixando a tributação, após pressão do setor financeiro. Ainda assim, diz ele, muitas empresas terão apetite de recorrer à Justiça devido ao alto volume de operações feitas com fornecedores.

“Ainda que o resultado da negociação (entre governo e Legislativo) seja reduzir a carga sobre o risco sacado, há uma tendência de as empresas a irem à Justiça alegando que a cobrança não poderia ter vindo por decreto”, disse.

Segundo ele, o varejo e todos os ramos industriais, do químico ao alimentício, utilizam da modalidade de antecipação de pagamento a fornecedores e são afetados pela tributação.

Estadão

IPI zero: Carros de entrada ficam mais baratos no Brasil; veja a lista

FOTO: DIVULGAÇÃO

O programa “Carro Sustentável” anunciado pelo governo federal, lá mostra efeito. Lançado na última sexta-feira (11) pelo governo federal, ele zerou o IPI para modelos que seguem regras ambientais e técnicas. Pelo menos 12 carros de sete montadoras já caíram de preço.

Quais os critérios para o IPI zero?

Para ter o benefício, os carros devem emitir pouca poluição, ser produzidos no Brasil, ter alta taxa de reciclagem, motor com potência máxima de 115 cv (flex), além de cumprir normas de segurança.

Quanto caiu o preço dos carros?

As montadoras não só repassaram o IPI zero como deram descontos extras. Veja as maiores quedas:

Renault Kwid

A versão Zen caiu de R$ 80.690 para R$ 67.290. Redução total: R$ 13.400.

Fiat Mobi

O modelo Like saiu de R$ 80.990 para R$ 67.990. Economia de R$ 13 mil.

Volkswagen Polo

A versão Track agora custa R$ 87.845, R$ 7.945 mais barata.

Outros modelos com descontos

A Volkswagen estendeu promoções para outros carros:

  • Saveiro Robust:R$ 88.867 – R$ 20.623 de desconto
  • Virtus Highline: R$ 144.080 – R$ 11.410 mais barato

E as outras marcas?

Hyundai, Citroën e Peugeot, que também têm modelos que se enquadram no programa “Carro Sustentável”, ainda não aplicaram os novos preços.

A Chevrolet confirmou que o Onix 2026, recém-lançado no Brasil, terá os descontos a partir de agosto.

O Tempo

Tarifaço de Trump pode causar impactos nas exportações do Rio Grande do Norte

FOTO: ASSECOM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (9) a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as importações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida, segundo ele, responde a ações de “censura às mídias sociais americanas” atribuídas ao Brasil e a uma “caça às bruxas” promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A sobretaxa anunciada contra o Brasil é a mais alta da nova leva de sanções tarifárias divulgadas por Trump nesta semana. Ele também ameaça impor uma tarifa adicional de 10% sobre produtos de países membros do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

O Rio Grande do Norte pode ser um dos maiores afetados por esse “tarifaço”. Isso porque os Estados Unidos alternam como principal destino dos produtos exportados pela economia potiguar.

As exportações e importações do Rio Grande do Norte apresentaram um desempenho expressivo no mês de maio de 2025, com um movimento de 83 milhões de dólares (US$), o equivalente a R$ 471,15 milhões de reais, na cotação média do mês. Foram US$ 45,7 milhões em exportações e US$ 37,4 milhões em importações.

O RN, por exemplo, é o maior produtor e exportador de melão do Brasil. O estado responde por grande parte da produção nacional e tem destaque no mercado internacional, com exportações para diversos países.

Ponta Negra News

Preços do diesel e GNV caem no RN, mas continuam entre mais altos do Nordeste

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Rio Grande do Norte registrou o maior preço médio de revenda do gás natural veicular (GNV) e do diesel entre os estados da região Nordeste, com o primeiro combustível sendo vendido a R$ 5,19 por m³ e o segundo a R$ 6,06 por litro. Os dados são da última pesquisa de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre os dias 29 de junho e 5 de julho.

Apesar de apresentarem os maiores valores entre os estados do Nordeste, tanto o GNV quanto o diesel registraram queda no preço médio de revenda no estado em comparação à pesquisa anterior. Segundo a ANP, entre 22 e 28 de junho, os combustíveis eram vendidos aos consumidores por R$ 5,33 por m³ e R$ 6,09 por litro, respectivamente.

Em relação à gasolina comum, segundo a pesquisa mais recente, o Rio Grande do Norte também está entre os estados nordestinos com preços mais altos. Na última semana, a gasolina foi vendida por, em média, R$ 6,35 por litro, o quarto valor mais caro da região, mas com uma queda de R$ 0,15 em relação ao final de junho.

Já o etanol registrou preço médio de R$ 5,14 por litro, sendo o terceiro maior do Nordeste, atrás apenas do Ceará (R$ 5,30) e de Alagoas (R$ 5,15). Em comparação à pesquisa anterior, o combustível apresentou aumento de R$ 0,12.

Confira preços do GNV no Nordeste por m³ (semana: 29 de junho a 5 de julho):

Alagoas – R$ 4,79

Bahia – R$ 4,28

Ceará – R$ 5,15

Paraíba – R$ 4,99

Pernambuco -R$ 4,72

Rio Grande do Norte – R$ 5,19

Sergipe – R$ 4,99

Confira preços do diesel Nordeste pelo litro (semana: 29 de junho a 5 de julho):

Alagoas – R$ 6,01

Bahia – R$ 5,95

Ceará – R$ 6,26

Maranhão – R$ 5,95

Paraíba – R$ 5,76

Pernambuco – R$ 5,95

Piaui – R$ 5,91

Rio Grande do Norte – R$ 6,06

Sergipe – R$ 5,62

Café, margarina e pão registram maiores aumentos em 2025 em Natal

FOTO: DIVULGAÇÃO

O café da manhã do natalense ficou mais caro no primeiro semestre de 2025. Isso porque o pó de café, a margarina e o pão francês, três insumos populares e comuns na mesa dos consumidores, tiveram os maiores aumentos registrados entre janeiro e junho deste ano, segundo pesquisa do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon). Além deles, a carne de primeira e o pescado também fecham o top-5 de maiores aumentos registrados pelo órgão entre janeiro e junho de 2025.

Segundo os dados do instituto, que pesquisa mensalmente 40 produtos da cesta básica em 26 supermercados e estabelecimentos de Natal, o pó de café foi o que registrou a maior variação no semestre: 20,53%. A margarina, comumente utilizada para passar no pão, fazer biscoitos, bolos e fritar ovos, por exemplo, ficou em 2º lugar na capital potiguar, com aumento de 10,93%. O pão francês aparece na sequência, com aumento médio de 2,15%. Por sua vez, a carne de 1ª e o pescado apresentaram variações semestrais de 0,83% e 0,68%, respectivamente.

“Essa alta acumulada de quae 6% [cesta básica de Natal acumulada em junho] tem sido fruto de uma alta que atinge o mercado como um todo. Temos a influência de elevação do dólar, temos as questões da sazonalidade, como o café, por exemplo. Estamos atravessando uma entressafra. As secas, geadas e queimadas tiveram impacto significativo sobre produção e o que é que acontece: quando o mundo todo passa por esse problema de entressafra, vai gerar uma alta na procura, o que faz com que os preços se elevem. Isso tem um reflexo direto no mercado interno, tanto que tivemos subidas significativas no café. É importante salientar que essa composição desses itens é de uma cesta básica que considera família de quatro pessoas”, explica o economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Helder Cavalcanti.

Na semana passada, o Procon Natal divulgou a pesquisa acerca dos itens da cesta básica do mês de junho. No mês passado, foi observada variação positiva em todas as categorias em comparação ao mês de maio. A categoria mercearia apresentou aumento de 0,11% e o açougue de 0,44%. As categorias de higiene/limpeza e hortifrúti também registraram elevação nos preços: 1,50% e 0,50%, respectivamente.

“Apesar de Natal figurar entre as capitais com o menor valor absoluto da cesta básica, a pressão acumulada sobre produtos essenciais acende um alerta: o impacto sobre a renda do consumidor é real e crescente. O Procon Natal segue monitorando os preços com frequência mensal e reforça a importância de práticas como pesquisa de preços, substituição de itens e consumo consciente”, explica Dina Pérez, diretora-geral do Procon Natal.

Junho

Neste mês de junho, 25 dos 40 itens pesquisados apresentaram elevação nos preços em relação ao mês anterior. Na categoria de mercearia, destacam-se o feijão-carioca (kg) com aumento de 4,90%; macarrão espaguete sêmola (pacote de 500 g) com aumento de 2,46% e café (pacote de 250 g) que teve variação de 1,79%. Na categoria açougue, também foram verificados aumentos na carne de primeira (alcatra kg) com 1,17%; carne de segunda (kg) com 2,31%; carne de sol (kg) 1,07% e filé de merluza (kg) 3,63%.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio da cesta básica foi de R$ 451,18, com pico registrado em abril, quando o valor chegou a R$ 454,21. O aumento acumulado no semestre foi de 5,48%. Vale destacar que, em maio, a cesta apresentou uma redução de 0,93%, após aumentos sucessivos desde o início do ano.

“Tivemos pressão de custos logísticos — especialmente com o transporte e combustíveis — e efeitos sazonais na oferta de hortifrútis, como tomate e cebola, que são altamente sensíveis ao clima e à distribuição nacional. Também é importante considerar a alta da inflação alimentar e dos insumos agrícolas, que foi agravada pelo câmbio e por reajustes tributários recentes, o que impacta diretamente o custo ao consumidor final”, acrescenta Dina Pérez.

Consumidores em Natal têm constatado a alta dos preços dos alimentos e procuram alternativas para driblar a carestia nas prateleiras. Para Cleide Gomes, 74, os altos preços afetam sua vida de maneira dupla. Dona de um restaurante nas Rocas e também consumidora, ela é enfática. “Nunca vi as coisas altas como estamos vendo agora”.

“Aqui eu compro arroz no supermercado e cada dia que vamos nos surpreendemos com os preços, porque só trabalho com tudo de primeira. Toda carne que uso é de primeira e está caríssima. O prato fica a cota pela receita, não ganhamos praticamente nada. É só para manter aberto”, explica. “O café subiu quase 300%. Comprávamos de R$ 7 e pouco, hoje é quase R$ 18, R$ 20. Está muito caro”, lamenta.

Cesta em Natal tem aumento acumulado de 3,18%, diz Dieese

A cesta básica em Natal apresentou um aumento acumulado de 3,18% nos seis primeiros meses de 2025, segundo novo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O levantamento abrange apenas 12 produtos, diferente do realizado pelo Procon, que inclui 40.

Segundo a pesquisa, em junho de 2025, o preço da cesta básica de Natal apresentou queda de -1,25% em relação a maio e custou R$ 636,95, a quarta cesta básica mais barata dentre as capitais pesquisadas. Em comparação com junho de 2024, a cesta acumula elevação de 6,28%.

No acumulado do ano, segundo o Dieese, sete produtos registraram redução: arroz agulhinha (-21,39%), óleo de soja (-11,37%), farinha de mandioca (-9,37%), leite integral (-7,40%), açúcar cristal (-6,55%), feijão carioca (-5,21%) e manteiga (-2,99%). Outros cinco bens tiveram aumento de preço: café em pó (55,12%), tomate (34,20%), banana (2,43%), carne bovina de primeira (2,14%) e pão francês (1,95%).

Tribuna do Norte

Natal: Café em pó, pão e carne continuam sendo inimigos do orçamento familiar

FOTO: DIVULGAÇÃO

Apesar da redução no preço da cesta básica, registrado em Natal no mês de julho, três itens muito tradicionais da mesa do natalense continuam sendo os maiores inimigos do orçamento: o cafezinho, o pão frânces e a carne bovina.

Em levantamento divulgado pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o preço da cesta básica de Natal apresentou queda de -1,25% em relação a maio e custou R$ 636,95, a quarta cesta básica mais barata dentre as capitais pesquisadas. Em comparação com junho de 2024, a cesta acumula elevação de 6,28%.

Na variação acumulada ao longo do ano, entretant, a cesta já subiu mais de 3%. Entre maio e junho de 2025, nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: arroz agulhinha (-7,40%), tomate (-7,06%), farinha de mandioca (-3,34%), óleo de soja (-3,24%), leite integral (2,00%), banana (-1,56%), açúcar cristal (-1,56%), feijão carioca (-0,27%) e manteiga (-0,02%).

Os outros três produtos apresentaram elevação de preço: café em pó (2,91%), pão francês (1,18%) e carne bovina de primeira (0,53%).

ALTA NOS ÚLTIMOS 12 MESES

No acumulado dos últimos doze meses, foram registrados redução em sete dos 12 produtos: arroz agulhinha (-23,58%), feijão carioca (-14,26%), farinha de mandioca (-12,36%), açúcar cristal (-11,42%), tomate (-4,55%), banana (-2,57%) e manteiga (-1,36%).

As elevações foram registradas no preço médio dos seguintes produtos: café em pó (91,90%), carne bovina de primeira (24,95%), óleo de soja (18,17%), leite integral (8,69%) e pão francês (4,65%).

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, sete produtos registraram redução: arroz agulhinha (-21,39%), óleo de soja (-11,37%), farinha de mandioca (-9,37%), leite integral (-7,40%), açúcar cristal (-6,55%), feijão carioca (-5,21%) e manteiga (-2,99%). Outros cinco bens tiveram aumento de preço: café em pó (55,12%), tomate (34,20%), banana (2,43%), carne bovina de primeira (2,14%) e pão francês (1,95%).

Em junho de 2025, o trabalhador de Natal remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 92 horas e 19 minutos para adquirir a cesta básica. Em maio de 2025, o tempo de trabalho necessário havia sido de 93 horas e 29 minutos. Em junho de 2024, quando o salário mínimo era de R$ 1.412,00, o tempo de trabalho necessário era de 93 horas e 22 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em junho de 2025, 45,36% da sua renda para adquirir a cesta. Em maio de 2025, esse percentual correspondeu a 45,94% da renda líquida e, em junho de 2024, a 45,88%.

Portal 96 FM