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Categoria: Economia

Saldo comercial brasileiro com os EUA em 2020 é o pior em 6 anos

FOTO: REPRODUÇÃO

O saldo da balança comercial brasileira com os Estados Unidos em 2020 foi o pior em 6 anos: déficit de US$ 2,7 bilhões. O dado mostra que o país foi o parceiro mais afetado entre todos os destinos de exportação do Brasil no ano passado. As exportações para os EUA caíram 27,8% em termos absolutos, para US$ 21,5 bilhões. As importações somaram US$ 24,1 bilhões, queda de 19,8% em relação ao ano anterior.

O país é atualmente o 2º principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 12,4%. O intercâmbio comercial (soma de importações e exportações) atingiu o total US$ 45,6 bilhões no ano passado, queda de 23,8% em relação a 2019. É o pior resultado desde a crise financeira de 2009. Ou seja, em 11 anos.

Segundo a Amcham (Câmara Americana de Comércio), os efeitos negativos da pandemia e a queda do preço internacional do petróleo são alguns dos motivos da contração das trocas bilaterais em 2020. “O comércio entre Brasil e Estados Unidos é formado sobretudo por produtos de maior valor agregado, os mais afetados pela crise mundial”,disse Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham.

Para 2021, a Amcham está otimista. Espera avanço da vacinação contra o coronavírus e a retomada mais forte das atividades econômicas nos EUA. O país passar por uma grande mudança na sua gestão econômicas. O democrata Joe Biden assumiu nesta semana a Presidência no lugar do republicano Donald Trump.

Na avaliação da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o início do governo Biden permitirá a continuidade na agenda de acordos bilaterais visando preparar o empresário brasileiro para um livre comércio. “Esperamos que essa agenda seja acelerada nos próximos anos”, afirma Robson Braga de Andrade, presidente da instituição, em nota.

Poder 360

Com pandemia, Mercado Livre se transforma em gigante das compras

STELLEO TOLDA, COFUNDADOR DO MERCADOLIVRE. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia, que obrigou a população do mundo inteiro a fazer mais compras pela internet em função das medidas de isolamento, transformou o e-commerce Mercado Livre, que já era uma das empresas mais valiosas da América Latina, em um titã regional. Do início da crise da covid-19, em março, até agora, o valor de mercado da companhia, listada desde 2007 na bolsa americana Nasdaq, saltou de US$ 27 bilhões (R$ 145 bilhões) para quase US$ 77 bilhões (R$ 415 bilhões), uma alta de 185%.

O feito levou o marketplace a ultrapassar nomes tradicionais da economia brasileira em valor de mercado, como Petrobrás e todos os grandes bancos. A empresa chegou até mesmo a ultrapassar a Vale e ficar, momentaneamente, na primeira colocação das mais valiosas da região.

Considerada por analistas de mercado como a grande competidora latina das gigantes globais Amazon e Alibaba, a empresa se prepara agora para um novo salto: começar a vender alimentos frescos e ingressar no disputado nicho de delivery de restaurantes. Os números da empresa, que tem sede na Argentina, são superlativos. De janeiro a setembro do ano passado, o total de usuários únicos ativos na plataforma dobrou para 112,5 milhões. O volume de vendas foi a US$ 14,36 bilhões, um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O forte crescimento não passou despercebido pelos investidores, que passaram 2020 buscando investimentos em empresas de tecnologia com elevado ritmo de expansão: em todo o ano, a ação da companhia avançou de US$ 550 para US$ 1,7 mil.

Futuro adiantado

De acordo com Stelleo Tolda, cofundador da companhia, o período de confinamento – e o forte movimento de digitalização trazido por ele, que abriu vias rápidas de crescimento para o e-commerce – adiantou em dois anos as estimativas de crescimento traçadas para a empresa. “Isso porque tínhamos projeções muito agressivas, senão seria mais tempo”, afirma Tolda, que também liderou a chegada da companhia ao Brasil, em 1999.

Apesar do avanço, a plataforma tem ainda muito espaço para crescer, especialmente quando se analisa experiência em outros países. Em 2020, as vendas online no mercado brasileiro passaram de uma participação de 5% do total do varejo para 10%. “Esse é um movimento que veio para ficar. Olhando para outros mercados o número é próximo de 20%. Na China, onde o e-commerce tem mais penetração, está em 25%”, comenta o executivo.

Época

Apex investirá R$ 3,4 milhões para promover cachaça brasileira no exterior

SETOR REGISTROU UM FATURAMENTO DE US$ 9,5 MILHÕES EM 2020 E CRESCEU EM MERCADOS EUROPEUS. FOTO: ILUSTRAÇÃO

No Brasil, cachaça, pinga e até água que passarinho não bebe. Na França, simplesmente “cachaçá” e na Alemanha, “Branntwein”. Os dois países estão entre os maiores importadores da bebida brasileira na Europa. Tanto que os exportadores brasileiros da bebida registraram um faturamento de US$ 9,5 milhões em 2020, conforme aponta estudo da Comex Stat, sistema que consulta dados do comércio exterior brasileiro.

O valor foi inferior em relação ao ano anterior, por causa da pandemia, mas o Brasil aumentou a exportação (em valor e volume) para franceses e alemães.

Para o setor continuar crescendo em 2021, um convênio entre a Agência Brasileira de promoção de exportações e investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) pretende investir R$ 3,4 milhões na promoção da caninha brasileira.

O objetivo é ampliar a base exportadora. O projeto vai trabalhar inicialmente os mercados prioritários, como Alemanha, Estados Unidos, França, México, Reino Unido, Itália e Chile. E como mercados secundários, há a Bélgica e Suíça.

Qualidade

“A Cachaça é uma bebida cuja história se confunde com a do próprio Brasil e com qualidade comparável à dos grandes destilados que são produzidos internacionalmente”, explica Carlos Lima, diretor da IBRAC.

“Os bons resultados apresentados em alguns mercados e o potencial da bebida no cenário externo reforçam a importância das ações de promoção internacional”, completa.

Metrópoles

Honda anuncia paralisação de produção em Manaus por falta de insumos

A PRODUÇÃO SERÁ RETOMADA NO DIA 4 DE FEVEREIRO, DESDE QUE AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS SEJAM ATENDIDAS. FOTO: GILSON ABREU/FIEP

A Honda anunciou, nesta sexta-feira, a suspensão de sua produção de motocicletas em Manaus por 10 dias. Segundo a empresa, a situação do Estado por causa da pandemia provocou falta de insumos para a fabricação.

Os funcionários das áreas produtivas e administrativas terão férias coletivas até 3 de fevereiro, e apenas um “contigente mínimo” de pessoas trabalhará para realizar atividades essenciais.

A produção será retomada no dia 4 de fevereiro, desde que as condições necessárias sejam atendidas.

Em nota, a empresa informou que doou 454 cilindros de oxigênio e 20 mil máscaras para o Estado.

A indústria nacional tem sofrido com o desabastecimento durante a pandemia. Uma sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizada em outubro, apontou que 68% das indústrias consultadas estavam com dificuldades para adquirir insumos e fazer estoque.

Todas as montadoras tiveram perdas durante a pandemia. Há 11 dias, a Ford anunciou o fechamento de suas últimas 3 fábricas em atividade no Brasil.

Em dezembro, a Mercedes também anunciou o fechamento de uma unidade.  Ao menos 5.370 empregos serão dizimados até dezembro de 2021 com a saída das 4 fábricas.

Poder360

Comércio entre Brasil e EUA cai acima da média durante a pandemia

REPACTUAÇÃO COM JOE BIDEN SERÁ FUNDAMENTAL PARA RETORNO AOS NÍVEIS PRÉ-PANDEMIA. FOTO: REUTERS

Nem aproximação do governo de Jair Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump impediu uma queda expressiva do comércio entre Brasil e Estados Unidos em 2020, em meio à pandemia do coronavírus.

Levantamento da Amcham Brasil com base nos dados do Ministério da Economia dá conta de que o intercâmbio comercial entre os países teve o pior resultado em 11 anos, desde o desenrolar da crise do subprime.

Além de uma pauta comercial baseada em produtos mais trabalhados, as barreiras tarifárias impostas por Trump, que não puderam ser revertidas, prejudicaram a indústria brasileira, segundo a entidade.

De acordo com dados oficiais, a corrente de comércio em 2020 — soma entre exportações e importações — foi de US$ 45,6 bilhões, redução de 23,8% em relação a 2019. Foram vendidos US$ 21,5 bilhões (-27,8%), enquanto as compras somaram US$ 24,1 bilhões (-19,8%). Houve, portanto, déficit de US$ 2,6 bilhões.

O resultado destoa da média da balança comercial brasileira. A somatória das movimentações foi de US$ 368,847 bilhões em 2020 contra US$ 401,4 bilhões em 2019, uma redução de 9%.

O Brasil exportou US$ 209,9 bilhões e importou US$ 158,9 bilhões, quedas de 6,1% e 9,7%, respectivamente. No agregado, houve superávit de US$ 50,9 bilhões.

G1

Após novo aumento, preço da gasolina passa dos R$ 5 em Natal

LITRO DA GASOLINA COMUM CHEGOU A R$ 5,19 EM ALGUNS POSTOS DA CAPITAL, NA MANHÃ DESTA SEXTA-FEIRA. FOTO: REPRODUÇÃO

Com novo aumento de 7,6% anunciado no início da semana pela Petrobras, o preço da gasolina comum passou dos R$ 5 e chegou a R$ 5,19 nas bombas de postos de combustíveis de Natal, na manhã desta sexta-feira (22).

Estabelecimentos da Zona Sul da capital vendem a gasolina aditivada por R$ 5,25 e, em alguns casos, o litro passava dos R$ 5,40.

O primeiro aumento de 2021 foi anunciado na última segunda-feira (18) pela Petrobras. A empresa afirmou que os preços do produto que sai da refinaria têm como referência a chamada paridade de importação, impactada por fatores como os valores do petróleo e o câmbio. O aumento elevou o preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 0,15, para R$ 1,98 por litro.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natual e Biocombustíveis (ANP), na semana de 10 a 16 de janeiro, o preço médio da gasolina comum no Rio Grande do Norte era de R$ 4,869, com alguns postos vendendo a até R$ 4,899. Considerando somente esse preço mais alto, o aumento sentido no bolso do potiguar é de R$ 0,30 por litro.

O G1 procurou o Sindipostos RN, que representa os postos de combustíveis do estado, porém a assessoria informou que a entidade não comenta aumentos.

Disse, porém, que os revendedores são livres para praticarem o preço que acharem justos, sendo que os postos representam apenas 14% da margem bruta do valor do combustível que chega ao consumidor.

G1RN

Governo economiza mais de R$ 9 milhões com combustível em dois anos

REDUÇÃO É RESULTADO DA INTENSIFICAÇÃO NO TRABALHO DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO. FOTO: DIVULGAÇÃO/SEAD

Otimizar o consumo de combustível por parte dos veículos da frota do Governo do Rio Grande do Norte é uma das ações que a atual Administração Estadual vem priorizando. Tanto que, nos dois primeiros anos da gestão da governadora Fátima Bezerra, o Executivo registrou uma economia real de 2.393.541,93 milhões de litros de gasolina e óleo diesel, em relação aos anos de 2017 e 2018.

Essa redução representa uma economia estimada em R$ 9.393.031,84 milhões aos cofres estaduais, considerando um valor médio ponderado no preço dos combustíveis nos últimos quatro anos. Com relação ao volume, o Governo consumiu 17.283.969,31 litros nos dois anos finais da gestão anterior, para 14.890.427,38 litros somando 2019 e 2020. Os dados são da Secretaria de Estado da Administração (Sead), que faz o gerenciamento compartilhado da frota com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

De acordo com a Coordenadoria de Patrimônio (Copat) da Sead, responsável pela compra e gerência administrativa dos combustíveis, a maior economia foi registrada no posto interno, que abastece praticamente toda a frota que atende a Região Metropolitana de Natal. O consumo de combustível no local caiu cerca de 27%, passando de 7.987.427 de litros gastos entre 2017 e 2018 para 5.880 milhões de litros nos dois últimos anos.

Visto como um ano atípico, 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus, que implicou em momentos de quarentena e teletrabalho por parte de boa parte do funcionalismo público. Apesar disso, a redução com gasto de combustível é resultado da intensificação no trabalho de controle e fiscalização, resultante dos procedimentos adotados após a publicação do Decreto nº 28.700, de 24 de janeiro de 2019, que dispõe sobre o cadastramento da frota veicular do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Norte e estabelece a gestão compartilhada da fiscalização e do controle do uso de veículos oficiais.

Mais postos credenciados para abastecimento

A ampliação da rede de postos credenciados para abastecimento dos veículos a serviço do Governo do Estado também contribui para a economia financeira e produtividade operacional. Isso porque a iniciativa implica em diminuir o deslocamento das viaturas até postos de abastecimento situados em regiões distantes e, consequentemente, em reduzir o tempo de serviço e consumo do próprio combustível apenas nesse trajeto.

Até o final de 2018, o RN contava com apenas 12 postos credenciados para abastecimento da frota estadual. Na atual Administração, o Executivo ampliou a rede, visando cobrir todas as regiões do território norte-rio-grandense. Hoje, já são 27 postos aptos a abastecer os veículos do Governo do Estado.

Litro da gasolina sobe R$ 0,15 nas refinarias da Petrobras

FOTO: ILUSTRAÇÃO

A Petrobras reajustou o preço médio do litro da gasolina vendida nas refinarias em R$ 0,15. O novo valor será de R$ 1,98 para as revendedoras e entrará em vigência a partir desta terça-feira (19). O preço final aos motoristas dependerá de cada posto de combustíveis, que tem suas próprias margens de lucro, além do pagamento de impostos e custos com mão de obra.

“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. No ano de 2020, o preço médio da gasolina comercializada pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro”, esclareceu a companhia.

Segundo a Petrobras, dados do Global Petrol Prices, referentes ao último dia 11, indicavam que o preço médio ao consumidor de gasolina no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 pesquisados, estando 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito na semana entre os dias 10 e 16 de janeiro, o litro médio da gasolina comum no país custava R$ 4,572; o do diesel, R$ 3,685; o do etanol, R$ 3,202, e o botijão de 13 kg, R$ 76,50.