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Categoria: Economia

RN tem superávit de US$ 404,9 milhões e ultrapassa US$ 1 bilhão em transações

FOTO: SANDRO MENEZES

O Rio Grande do Norte alcançou um desempenho expressivo no comércio exterior em setembro de 2025. De acordo com a análise da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC/RN), o estado registrou um superávit acumulado de US$ 404,9 milhões entre janeiro e setembro deste ano. No período, a corrente de comércio – soma de exportações e importações – ultrapassou US$ 1 bilhão, com US$ 729,6 milhões em exportações e US$ 324,7 milhões em importações.

Somente em setembro, o comércio exterior potiguar movimentou US$ 105,8 milhões, resultado de US$ 77 milhões em exportações e US$ 28,8 milhões em importações, o que gerou um saldo positivo de US$ 48,2 milhões no mês.

Produtos potiguares ganham força no exterior

As exportações do Rio Grande do Norte em setembro foram lideradas pelo bulhão dourado para uso não monetário, que movimentou US$ 23,6 milhões, seguido por melancias frescas (US$ 16,9 milhões), melões frescos (US$ 15,4 milhões), outros óleos combustíveis (US$ 5,5 milhões) e rolamentos de esferas (US$ 1,9 milhão). Juntos, esses produtos representaram 82,2% do total exportado pelo estado, evidenciando a diversificação e o fortalecimento das cadeias produtivas potiguares, com destaque para a fruticultura e a mineração.

Entre os principais destinos das exportações, o Canadá liderou as compras com US$ 24,1 milhões, seguido pelos Países Baixos (US$ 23,7 milhões), Reino Unido (US$ 12 milhões), Espanha (US$ 2,7 milhões) e México (US$ 2 milhões). Esses cinco países responderam por 83,7% de todas as exportações do RN em setembro, confirmando o alcance internacional da pauta comercial do estado.

Perfil das importações e parceiros comerciais

No mesmo mês, o Rio Grande do Norte importou US$ 28,8 milhões em produtos, sendo os principais itens: outros trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 3,8 milhões), caldeiras aquatubulares (US$ 3,2 milhões), coque de petróleo não calcinado (US$ 1,7 milhão), redutores e caixas de transmissão (US$ 1,4 milhão) e produtos laminados planos de aço (US$ 993,3 mil). Esses cinco produtos somaram 37% do total importado pelo estado.

Entre os principais países fornecedores, a China liderou com US$ 12,7 milhões, seguida pela Argentina (US$ 5,4 milhões), México (US$ 1,8 milhão), Alemanha (US$ 1,5 milhão) e Suíça (US$ 1 milhão). Juntos, esses países responderam por 77,7% do volume total importado em setembro, reafirmando a diversidade das relações comerciais do RN com diferentes regiões do mundo.

Exportações por via marítima se consolidam como principal modal

A via marítima foi responsável pela maior parte das exportações potiguares, com US$ 48,6 milhões em transações – o equivalente a 63,1% do total exportado. Na sequência, a via aérea movimentou US$ 27,5 milhões, o modal rodoviário, US$ 552 mil, e a modalidade “em mãos” representou US$ 291,8 mil.

Nas importações, o transporte marítimo também predominou, com US$ 26,5 milhões, seguido pelo aéreo (US$ 2 milhões) e rodoviário (US$ 258 mil) – o que reforça a importância da infraestrutura portuária e logística para o desempenho do comércio exterior do estado.

Desempenho consistente e fortalecimento econômico

Segundo o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, embora o estado registre queda nas exportações de óleo combustível pelo segundo mês consecutivo, a balança comercial potiguar continua demonstrando força e resiliência.

“Os efeitos do tarifaço imposto pelo governo americano ainda persistem sobre alguns produtos, mas, mesmo diante desse cenário, temos observado uma ampliação significativa na diversificação das exportações e na abertura de novos mercados, o que tem contribuído para o equilíbrio da balança com superávit.

Em um ambiente global ainda desafiador — marcado por uma taxa Selic de 15% e por incertezas decorrentes de conflitos geopolíticos e tensões econômicas internacionais —, o Rio Grande do Norte reafirma sua capacidade de adaptação e competitividade. Essa trajetória é resultado de um trabalho conjunto entre o governo, o setor produtivo e as instituições que acreditam no potencial do nosso estado para crescer com sustentabilidade e inovação”, destacou.

Agora RN

Fruticultura do RN mira expansão no mercado europeu em evento em Madri

FOTO: APEX

Com produção estimada em 300 mil toneladas de frutas para a safra 2025/2026, a fruticultura do Rio Grande do Norte aposta em estratégias de acesso a novos mercados, a fim de ampliar a já marcante presença internacional. Hoje, cerca de 90% das frutas frescas do Estado têm como destino países europeus. Para conseguir essa ampliação, um grupo de produtores potiguares atendidos pelo Sebrae no Rio Grande do Norte participou da edição 2025 da Fruit Attraction Madri, considerada uma das maiores feiras do setor na Europa.

A ideia é prospectar novos clientes, consolidar parcerias com compradores já existentes e ampliar a competitividade do setor frutícola potiguar. Para alcançar tal objetivo, na capital espanhola, os fruticultores, com o apoio do Sebrae Nacional e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), participaram de vasta programação, marcada por exposição de produtos, visitas técnicas a centros de comercialização de frutas e encontros de negócios. A feira, realizada no Ifema Madri, foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro.

Evandro Borgatto é um dos produtores potiguares que foi a Madri participar da Fruit Attraction. Otimista com os resultados em diversas rodadas de negócios no evento, o empresário acredita que a oportunidade será decisiva para ampliar a atuação da Viva Agrícola no mercado europeu.

“Nossa participação na feira foi sensacional, com apoio do Sebrae, da CNA, Abrafrutas, AgroBR e Apex Brasil, proporcionando uma série de rodadas de negócios. No meu caso, não parei um minuto, saindo de uma reunião com potenciais compradores e começando outra. Tudo muito proveitoso, de modo que esperamos expandir nossa presença na Europa, onde já atuamos no mercado da Holanda”, detalha Borgatto.

Cultivo promissor

Além do melão, carro-chefe da fruticultura do Rio Grande do Norte, outras frutas potiguares estão conquistando o exigente paladar europeu e despontam com potencial promissor de crescimento no mercado. É o caso do limão Tahiti, aposta do produtor Rafael Rogério, da Natural Citrus. Com mais de 20 anos de atuação no setor, ele participa pela segunda vez da feira internacional. O objetivo é fechar novos acordos comerciais para parte da produção de 1.300 toneladas da fruta, correspondentes à safra deste ano. Os principais destinos já incluem Holanda, Espanha, Alemanha, Polônia, Escandinávia e Inglaterra.

Atendido pelo Projeto de Fruticultura do Sebrae-RN, o empresário espera colher bons frutos na Fruit Attraction, alcançando novas oportunidades comerciais com outros países europeus. Segundo ele, o suporte técnico do Sebrae tem sido estratégico para elevar a competitividade da empresa.

“Nossa expectativa é muito positiva. Já participamos de diversas feiras patrocinadas pelo Sebrae e sempre conseguimos evoluir em nossas exportações. O apoio logístico e toda infraestrutura disponibilizada para a Natural Citrus nos coloca no mesmo nível das grandes empresas exportadoras brasileiras. A verdade é que, sem o apoio do Sebrae, não estaríamos exportando. Estamos muito felizes e confiantes, porque o Sebrae e toda sua equipe sempre proporcionaram oportunidades que não teríamos em outros cenários”, reconhece.

Ao todo, oito fruticultores apoiados pelo Sebrae participaram do evento em Madri. Gestor do Projeto de Fruticultura do Sebrae RN, Franco Marinho considera a participação na Fruit Attraction “oportunidade de ouro” para os produtores potiguares. Segundo ele, além de concentrar compradores de mais de 100 países, a logística privilegiada na Espanha torna a feira ainda mais atrativa.

“A nossa fruta potiguar tem como principal destino o mercado europeu. Então é o momento de firmar e ampliar esses laços. A feira é uma excelente chance para quem quer entrar no mercado internacional e por isso, mais uma vez, estamos, junto com a CNA e o Sebrae Nacional, apoiando nossos produtores. A Espanha é um país extremamente sério e oferece a oportunidade de distribuir os produtos pela Europa, sendo um grande hub de comercialização. Somado a isso, temos uma fruta de ótima qualidade, e nossa perspectiva é que se gere realmente negócios e amplie os já existentes”, pontua.

Sobre o evento

A Fruit Attraction reúne mais de 2,2 mil expositores de 150 países, com estimativa de público de cerca de 120 mil visitantes entre operadores, varejistas e profissionais do setor. O evento acontece anualmente, em outubro, no Ifema Madri, na Espanha.

Agora RN

Preço do café pode subir até 15% nos próximos dias, alerta Abic

FOTO: DIVULGAÇÃO

O preço do café deve voltar a subir nos próximos dias, alertou a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Em entrevista coletiva concedida no início da tarde desta quarta-feira (24), na capital paulista, o presidente da entidade, Pavel Cardoso, informou que é possível que haja um acréscimo entre 10% e 15% nos preços do produto a serem repassados aos supermercados, já que os custos com a compra da matéria-prima foram alavancados.

No entanto, destacou Pavel, esse reajuste no preço do café “não deve ser superior à média do ano”.

O diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio da Silva, adiantou que esse novo preço já foi comunicado ao varejo no início deste mês. “Mas, como o varejo só foi às compras agora, a partir do dia 15, então, a gente acredita que, a partir da semana que vem ou no início do mês, esses preços já estejam nas prateleiras, com repasse de 10% ou 15%”, previu.

Retração

A associação de produtores informa que a alta dos preços do café observada em 2025 causou uma retração no consumo do produto no mercado brasileiro. Segundo os dados que foram divulgados hoje pela Abic, houve queda de 5,41% nas vendas de café no mercado brasileiro, entre os meses de janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em números absolutos, as vendas caíram de 10,11 milhões de sacas para 9,56 milhões de sacas neste ano.

A Abic reconhece que a alta nos preços foi bem expressiva, fazendo com que alguns tipos de café, como o solúvel, acumulassem aumentos de até 50,59%.

Apesar dessa volatilidade nos preços e também da retração no consumo, a Abic espera fechar este ano de 2025 com patamar semelhante ao do ano anterior.

“Os dados de setembro nos levam a crer que teremos um comportamento surpreendente ainda este ano, para o próximo fechamento. Este é um sentimento ainda incipiente, com base em números de setembro, já que estamos quase fechando o mês, mas é um indicativo de que possivelmente teremos boas notícias em relação ao consumo no fechamento do ano”, projetou Cardoso.

Tarifaço

Segundo Pavel, a indústria brasileira de café também vive incertezas a respeito das sobretaxas às exportações do grão para os Estados Unidos. O Brasil, ressaltou ele, é hoje o maior fornecedor de café aos norte-americanos, que aumentaram as tarifas contra produtos brasileiros, como forma de pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

“A ordem executiva [do governo dos Estados Unidos], publicada no dia 6 de setembro, indica que os Estados Unidos concluíram e ouviram o mercado de que o café, não sendo lá produzido, não terá tarifas. Essa leitura ainda não nos dá clareza se voltará a zero [de tarifa] ou se continuará com 10%. A leitura que nós fizemos é que não terá tarifas, porque os Estados Unidos não produzem café. Tem apenas uma produção muito incipiente, no Havaí e em Porto Rico, mas quase nada”, falou o presidente da entidade.

Além dessa ordem executiva, o setor avaliou como positiva a possibilidade de ocorrer uma reunião entres os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. “Vamos conferir o encontro que haverá entre os dois presidentes na próxima semana, mas isso revela como o café e também o complexo de carnes é sensível em relação à inflação americana”, ressaltou.

Queda de preços

Um estudo divulgado também nesta quarta-feira (24) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), apontou que, entre os dias 15 e 22 de setembro, o preço do café arábica tipo 6, caiu 10,2% em São Paulo, enquanto o do café robusta recuou 11,1%.

Segundo o Indicador Cepea/Esalq, essa redução do preço foi resultado “da expectativa de chuvas mais expressivas nas regiões produtoras do Brasil, da realização de lucros e da liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York (ICE Futures), após fortes altas, além da possibilidade de que as tarifas dos Estados Unidos sobre o café sejam retiradas”.

O Tempo

Com aluguel de imóveis em alta, Natal fica entre as mais atrativas para investir

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Em julho de 2025, Natal foi a 9ª cidade com maior rentabilidade do aluguel no Brasil (7,59% ao ano), destacando-se como um mercado de alto retorno financeiro para quem investe em imóveis para alugar. Esse número supera a média nacional (5,93%). No Nordeste, a capital potiguar fica em 3º lugar, atrás de Recife (8,36%) e São Luís (7,72%). Os dados são do Índice FipeZAP de Locação Residencial, indicador que analisou o mercado imobiliário em 36 cidades brasileiras.

“A rentabilidade do aluguel é um comparativo entre o custo de aquisição do imóvel e o que ele pode render mensalmente. A pesquisa monitora o preço de compra e venda do imóvel com o preço de aluguel que ele está sendo ofertado no mercado. É como se você tivesse um valor numa aplicação financeira e visse o quanto ela rende por mês. Só que no lugar do dinheiro, é o imóvel”, explica Renato Gomes Netto, presidente do Secovi-RN (Sindicato de Habitação do Rio Grande do Norte).

O índice pode servir de guia para que aqueles que desejam investir em imóveis tenham uma noção de quanto retorno terão. Assim, o potencial investidor pode decidir se o negócio vale ou não a pena.

A principal razão para a capital potiguar apresentar um bom desempenho, segundo Gomes Netto, é um desequilíbrio no mercado: a procura por imóveis para alugar é muito maior que a oferta disponível. “A cidade tem uma carência de determinados imóveis e passa muito tempo sem ter novas construções, principalmente de apartamentos”, diz ele.

A demanda de apartamentos com três quartos em bairros como Tirol, Petrópolis e Lagoa Nova, por exemplo, é muito superior à oferta. “Quando um apartamento desses desocupa, tem fila de gente querendo alugar. Com menos oferta e maior procura, o valor do aluguel sobe”.

Esse cenário é potencializado pelo setor turístico da cidade, que impulsiona a demanda por aluguel de curto prazo, especialmente em áreas como Ponta Negra, conhecida por sua infraestrutura completa e pela praia, e que atrai uma alta rotatividade de visitantes ao longo do ano.

Em julho de 2025, o preço médio do metro quadrado para locação em Natal foi de R$ 39,24/m², superando capitais como Fortaleza (CE) e Aracaju (SE). A valorização segue em ritmo constante: no acumulado do ano, até julho de 2025, a alta foi de 6,40%, e nos últimos 12 meses, de 10,73%.

No mesmo mês, os preços de locação residencial em Natal tiveram um aumento de 0,45%. O valor é idêntico à média nacional registrada pelo Índice FipeZAP no mesmo período, que também foi de 0,45%.

Investimento a longo prazo

Para quem investe, no entanto, a conta vai além do rendimento mensal. Renato Gomes destaca que o investidor experiente analisa o cenário a longo prazo, considerando dois fatores principais.

“Quem adquire imóvel para ter renda de locação não pensa mês a mês, pensa por período, porque o aluguel fica fixo por 12 meses. O que vale é a rentabilidade acumulada”, explica. “Além disso, ele também leva em consideração um dado que a pesquisa não traz, mas que usamos muito: a valorização do próprio imóvel. Esses são os gatilhos para se investir.”

Além da rentabilidade atual, um aspecto torna 2025 um ano estratégico para a compra de imóveis em Natal: a reforma tributária, que está na fase de regulamentação. Gomes Netto pontua que as novas regras, previstas para entrar em vigor em 2026, devem impactar os custos da construção civil.

Reforma tributária em 2026

“Acreditamos que, com a reforma, o preço dos imóveis em Natal, principalmente os que vão ser lançados, deve subir entre 15% e 18%”, projeta o especialista. Esse aumento no valor de compra pode gerar um efeito em cascata. “A pessoa que adquiriu o imóvel mais caro para alugar vai repassar esse aumento para o valor do aluguel. É uma cadeia sucessiva”, pontua.

Por isso, o momento atual é visto como uma janela de oportunidade. Os preços de venda em Natal ainda são considerados atrativos em comparação com outras capitais do Nordeste, como Fortaleza e Recife.

“Tenho reforçado que é hora de quem está indeciso sobre comprar um imóvel, seja para morar ou para investir, fazer isso agora, antes do final do ano”, sugere Gomes Netto. “É o momento de se adiantar para não ser impactado pela reforma tributária e pelo encarecimento futuro. O preço ainda não reflete o que virá.”

Antes de a reforma ser regulamentada, no entanto, aumentar o aluguel pode ser considerado um ato abusivo, segundo o advogado tributarista Luiz Bezerra, em entrevista ao Central Agora RN, da TV Agora RN, no último dia 17. Alguns proprietários já têm usado a reforma tributária como justificativa para elevar preços de forma indevida.

“Primeiramente, tem que se obedecer ao contrato. Se o contrato está vigente e tem lá que o aumento deve ser o IPCA, por exemplo, anual, ele deve se manter”, disse Bezerra. O advogado orientou os inquilinos a exigirem o cumprimento dos contratos. Ele ressalta que o aumento sem previsão contratual pode ser considerado abusivo.

Gasolina em Natal é a quinta mais cara entre capitais do Nordeste, aponta ANP

FOTO: DIVULGAÇÃO

O preço da gasolina nos postos de combustíveis de Natal ficou, em média, a R$ 5,99 na semana terminada no último sábado (20). É o que aponta o Levantamento de Preços de Combustíveis, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com isso, o combustível vendido em Natal figura na 5ª posição entre os mais caros das capitais nordestinas.

Conforme o levantamento, o preço médio da gasolina teve uma redução de R$ 0,14 em relação à semana anterior. Ao todo, foram monitorados 18 postos em Natal sendo o menor preço encontrado de R$ 5,85 e o maior, de R$ 6,59.

Entre as capitais com o menor preço para o litro do combustível, quem lidera é São Luís/MA, onde a gasolina saiu a R$ 5,65, em média. Já em Maceió/AL, o produto registrou o preço médio de R$ 5,69.

Nas capitais com a gasolina mais cara, a primeira foi Aracaju/SE, com o custo médio de R$ 6,64, seguida de Recife/PE, com R$ 6,52.

Preço médio da gasolina vendida nas capitais do Nordeste

Semana entre 14 a 20/9/2025

São Luís: 5,65

Maceió: 5,69

Teresina: 5,75

João Pessoa: 5,97

Natal: 5,99

Salvador: 6,05

Fortaleza: 6,29

Recife: 6,52

Aracaju: 6,64

Com informações de Tribuna do Norte

Nordeste lidera redução no preço da cesta básica com Natal apresentando queda de 3,7%

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A Região Nordeste apresentou a maior redução (-2,98%) no preço da cesta básica do país no mês de agosto, em relação ao mês anterior. Para comprar os 13 alimentos que compõem a cesta básica, o nordestino pagou R$ 643,00, em média. O levantamento é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do BNB, com base em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em Natal, a cesta básica ficou em R$ 622, em agosto, com queda de 3,73%.

De acordo com a pesquisa, quatro capitais nordestinas apresentaram as maiores reduções no preço da cesta básica no Brasil: Maceió (-4,10%), Recife (-4,02%) e João Pessoa (-4,00%). Em agosto, Aracaju foi a capital com o menor preço da região (R$ 558,16), e Fortaleza teve o maior (R$ 723,06).

Dos 13 alimentos pesquisados, 12 registraram queda no valor de compra no Nordeste, com destaque para o tomate (-16%), o arroz (-3,1%), o feijão (-2,2%) e o café (-1,3%). O único alimento com aumento no preço foi a banana (+0,8%).

No ano, três produtos respondem pelas principais reduções: o arroz (-22,9%), o feijão (-8,4%) e o leite (-6,1%). Outros três alimentos registraram as maiores altas desde janeiro: café (+47,3%), tomate (+46,8%) e banana (+14,3%). Em doze meses, o tomate (+72,4%), o café (+67,4%) e a carne (+23%) respondem pelas principais variações.

“É interessante observar a redução progressiva dos preços dos alimentos na região. Destaco o caso da carne, que representa um terço da cesta básica nordestina e registra variação acumulada de 23%, mas apresenta queda de -0,91% em agosto. Como a maioria dos produtos sofreu reduções no mês, à exceção da banana, talvez se inicie uma inflexão para baixo, reduzindo ainda mais a variação em doze meses. Um dos problemas se encontra no café, que pode ser resiliente a baixas mais significativas”, disse o economista e coordenador de pesquisas do Etene, Ricardo Vidal.

Novo Notícias

RN registra maior média do etanol hidratado no Nordeste por R$ 4,99

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No Nordeste, o Rio Grande do Norte atingiu a média mais alta do etanol hidratado na última semana, custando R$ 4,99, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa analisou 50 estabelecimentos entre 7 a 13 de setembro. Outro produto que foi identificado com maior alta entre a região nordestina foi o Gás Natural Veicular (GNV) com a média de R$ 5,18. Na análise desta mercadoria, a pesquisa foi feita com 9 postos de combustíveis entre o mesmo período.

Segundo os dados, outro estado que atingiu a mesma média do RN referente ao etanol hidratado foi o Ceará. Da mesma forma para o GNV. Na análise por município, Caicó apresentou a média mais acentuada da gasolina aditivada, registrando R$ 6,79, seguido de Natal (R$ 6,21), Parnamirim (R$ 6,11) e Mossoró (6,05).

Quanto a gasolina comum, a média mais cara foi encontrada em Caicó (R$ 6,74), em seguida aparece Natal (R$ 6,74), Parnamirim (R$ 6,03) e Mossoró (R$ 6,01).

Na capital potiguar, o óleo diesel foi detectado com a média de R$ 6,18. Enquanto o óleo diesel S10 com média de R$ 6,12.

Portal 98 FM

Pesquisa revela que salário de admissão no RN é um dos menores do Brasil

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Um estudo recente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), intitulado “Raio-X do salário de admissão”, apontou que o Rio Grande do Norte teve o quinto menor salário médio de admissão do Brasil em 2024.

O valor estipulado foi de R$ 1.760, representando um modesto aumento de apenas 0,8% em comparação com o ano anterior.

O valor médio do Rio Grande do Norte está R$418 abaixo da média nacional, que foi de R$2.178 neste ano. O estudo da FIRJAN ressalta que, apesar do crescimento real dos salários ter começado em 2023, os estados das regiões Norte e Nordeste ainda se mantêm com os menores salários de admissão do Brasil.

No ranking, o Rio Grande do Norte não está sozinho. Outros estados também registraram salários baixos, como Paraíba (R$1.792), Sergipe (R$1.784), Alagoas (R$1.753), Amapá (R$ 1.725), Roraima (R$ 1.715) e Acre (R$1.700).

De acordo com a FIRJAN, essa concentração de salários mais baixos nas regiões Norte e Nordeste se deve à menor presença de setores industriais e tecnológicos nessas áreas.

Em contrapartida, os maiores salários médios de admissão do Brasil foram observados em São Paulo, com R$ 2.473, um aumento de 1,3%. O Distrito Federal alcançou a segunda posição, com o maior crescimento percentual do país, 3,3%.

Outros estados com médias salariais acima de R$ 2.000 foram Santa Catarina (R$ 2.198), Paraná (R$ 2.129), Mato Grosso (R$ 2.127), Rio Grande do Sul (R$ 2.062), Minas Gerais (R$ 2.028), Espírito Santo (R$ 2.006) e Mato Grosso do Sul (R$ 2.000).

A pesquisa também aponta que 77% das ocupações analisadas tiveram um aumento real nos salários de admissão em 2024. Os setores da Indústria (R$ 2.310) e de Serviços (R$ 2.250) apresentaram as maiores médias salariais, enquanto a Agropecuária e o Comércio continuaram com valores mais baixos, apesar de também terem registrado crescimento.

As áreas de tecnologia, engenharia e inovação foram as que mais valorizaram os salários este ano.

O estudo da FIRJAN mostra que os salários de admissão voltaram a subir em 2023, após anos de queda, e a tendência de alta continuou em 2024, com um avanço de 2,0% na média nacional.

BNews