21 de outubro de 2025 às 04:06
20 de outubro de 2025 às 17:24
FOTO: ARQUIVO
A Petrobras anunciou nessa segunda-feira (20) que vai reduzir em 4,9% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (21).
A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos de revenda.
Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.
Segunda redução em 2025
Esta é a segunda queda no preço promovida pela estatal em 2025. Em 3 de junho, a Petrobras já havia diminuído o valor em 5,6%. No acumulado do ano, a redução soma R$ 0,31 por litro, recuo de 10,3%.
No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa cita que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,36 ─ um recuo de 22,4%, já considerando a inflação do período.
O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que o combustível é o com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.
Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.
20 de outubro de 2025 às 18:00
20 de outubro de 2025 às 13:12
FOTO: DIVULGAÇÃO
A partir desta segunda-feira (20), mais de 5 milhões de famílias em todo o Brasil começam a receber o Auxílio Gás, no valor de R$ 108. No Rio Grande do Norte, a capital Natal se destaca, com 26.228 famílias atendidas e R$ 2.832.624,00 transferidos.
O benefício é pago bimestralmente e segue o calendário do Bolsa Família, iniciando pelos beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) final 1. O cronograma segue até 31 de outubro, quando recebem os beneficiários com NIS final zero.
Municípios atendidos no RN
Além de Natal, outras cidades do estado também recebem o auxílio neste bimestre. Entre os destaques estão:
Parnamirim: 4.928 famílias, R$ 532.224,00
Macaíba: 3.818 famílias, R$ 412.344,00
São Gonçalo do Amarante: 3.712 famílias, R$ 400.896,00
20 de outubro de 2025 às 04:06
19 de outubro de 2025 às 17:28
FOTO: DIVULGAÇÃO
Com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos importados brasileiros, o Brasil corre o risco de perder espaço no maior mercado consumidor de café do mundo a partir das próximas safras e ser substituído por outros fornecedores. O alerta é do diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos.
– O grande receio é perder o maior mercado global, onde estão as principais empresas. É um prejuízo enorme perder o acesso ao maior mercado global para seus concorrentes – afirmou Matos, em entrevista exclusiva ao Broadcast nas Redes.
Diante da sobretaxa que atinge o café brasileiro, outros países, como México, Honduras e Colômbia, passaram a exportar maior volume aos Estados Unidos.
– Levamos muito tempo para conquistar o primeiro lugar no mercado americano. Com novas safras vindo e perspectiva de maior colheita em importantes players, o grande risco é o Brasil ser o maior fornecedor e depois ir para o fim da fila e perder espaço nos blends deste grande mercado, quando a produção mundial de café aumentar. O caminho é resolver isso o mais rápido possível – observou Matos.
O Brasil, por sua vez, redirecionou parte do que deixou de vender aos EUA para países europeus, árabes e asiáticos, minimizando efeitos sobre a balança comercial do setor em movimento de realocação no mercado mundial. No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 29,105 milhões de sacas, queda de 20,5% em relação aos nove meses de 2024, enquanto a receita gerada saltou 30%, para 11,049 bilhões de dólares.
Com a aplicação da alíquota , os Estados Unidos saíram de principal destino do café brasileiro em julho, antes da vigência da sobretaxa, para o terceiro destino em setembro, perdendo o posto de maior importador de cafés do Brasil para a Alemanha. Segundo o Cecafé, os impactos para os exportadores de café são “incalculáveis”.
– Há um prejuízo enorme com custo de postergação de contratos e suspensão e cancelamento de contratos, por isso, não temos outra estratégia se não a isenção total aos cafés brasileiros. Se não resolvermos isso o mais rápido possível, além dos exportadores, os impactos chegarão aos produtores – apontou o CEO do Cecafé.
Dados do conselho apontam para queda de 52,8% nos embarques do grão ao mercado norte-americano em setembro, adquirindo 332.831 sacas. No ano passado, a exportação brasileira de café para os EUA somaram 8,1 milhões de sacas e 2 bilhões de dólares, 16% de tudo o país exportou.
– O aumento de 40% no preço internacional do café somado à tarifa de 50% sobre o grão brasileiro inviabiliza os embarques – apontou.
O Brasil responde por 34% de tudo que os Estados Unidos consome de café.
– 76% dos americanos consomem café diariamente. São dois países insubstituíveis no comércio de café – pontuou o diretor-executivo do Cecafé.
O setor exportador defende que o café seja incluído na lista de exceções ao tarifaço. As sinalizações dos importadores é de que o produto é o item número 1 na lista, segundo Matos, para potenciais novas exceções. A abertura de diálogo entre os países, que começou com a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, e a missão diplomática brasileira ao governo americano, pode contribuir nesse movimento, segundo Matos.
– Talvez seja factível a suspensão geral da tarifa ou a ampliação da lista. O importante é virar a página das tarifas – defendeu o CEO do Cecafé.
O impacto inflacionário do encarecimento do café, que registrou em agosto a maior alta no varejo americano desde 1997 nove vezes superior à média, bem como os efeitos já sentidos pelos consumidores e o fim do estoque da indústria local influenciam ainda no convencimento das autoridades e na pressão da opinião pública para isenção do café, conforme avaliou o Cecafé.
Em paralelo, o setor busca também a diversificação de mercados. Para Matos, os movimentos de preservação de mercados consolidados, como Estados Unidos e Europa, e a abertura de novos destinos são pautas distintas que não devem se sobrepor. China e Austrália despontam entre os países em crescimento do consumo do grão brasileiro. Nesse cenário de escalada tarifária, estoques mundiais baixos e incertezas quanto à nova safra, os preços do grão tendem a seguir elevados no mercado internacional pelo menos até o fim do ano.
16 de outubro de 2025 às 15:44
16 de outubro de 2025 às 15:44
FOTO: FERNANDO FRAZÃO
O comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 2,6% em agosto em relação a julho, o maior percentual do país no período. O resultado também representa o melhor desempenho do indicador potiguar em 2025. Em comparação com agosto de 2024, o aumento foi de 7,3%.
As informações são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo nstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Receita nominal acompanha crescimento das vendas
O aumento do volume de vendas foi acompanhado pelo crescimento da receita nominal, que subiu 2,9%, também o maior índice nacional. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a receita apresentou alta de 12,7%.
No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 2,2%, enquanto a receita nominal aumentou 2,3% em agosto frente a julho. Nesse segmento, Goiás (4,8%) e Maranhão (2,3%) lideraram o crescimento de volume, enquanto o RN compartilhou o terceiro lugar com Roraima (2,2%).
Desempenho nacional e acumulado no ano
No Brasil, as vendas do comércio variaram apenas 0,2% em agosto, interrompendo quatro meses de queda consecutiva. Em relação a agosto de 2024, o crescimento foi de 0,4%, o quinto resultado positivo consecutivo. No acumulado de 2025, o varejo nacional registra aumento de 1,6% no volume de vendas e de 2,2% em 12 meses, menor taxa desde janeiro de 2024, mas mantendo a série positiva iniciada em setembro de 2022.
No Rio Grande do Norte, o acumulado do ano mostrou crescimento de 3,1% no volume de vendas e 8,7% na receita nominal. Em 12 meses, as vendas aumentaram 3,5% e a receita 9,0%. Para o varejo ampliado, o crescimento acumulado no ano foi de 1,9% no volume e 8,0% na receita, enquanto em 12 meses o volume subiu 3,5% e a receita 9,1%.
O desempenho evidencia a forte retomada do comércio potiguar, destacando-se nacionalmente em agosto de 2025.
14 de outubro de 2025 às 16:15
14 de outubro de 2025 às 15:23
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal realizou, na segunda-feira (13) de outubro, pesquisa de preços de combustíveis e identificou aumento nos valores praticados nos postos da capital em relação ao mês anterior.
O aumento foi identificado em todos os combustíveis pesquisados nas quatro regiões, 71% dos postos pesquisados aumentaram seus preços para a gasolina comum, gasolina aditivada, diesel comum e o diesel S-10.Dos postos pesquisados 76% aumentaram seus preços este mês. O percentual encontrado nos postos com aumento nos preços para o etanol este mês foi de 74%. Já o gás veicular manteve-se estável.
Dos 4 combustíveis analisados houve uma alta no preço de três deles:
gasolina comum: aumento R$ 0,44, passando de R$ 6,03 para R$ 6,47
gasolina aditivada: aumento de R$ 0,42, saindo de R$ 6,11 para R$ 6,53.
Diesel comum: aumento de R$ 0,25 , passando de R$ 6,01 para R$ 6,26
Diesel S-10: aumento de R$ 0,25, saindo de R$ 6,05 para R$ 6,30.
Etanol:aumentou R$ 0,51, passando de R$ 4,97 para R$ 5,48.
O gás veicular manteve seus preços inalterados R$ 5,10.
Já na análise da variação nos preços do combustível por região, a região oeste teve os menores preços médios de combustíveis, com exceção do diesel comum, que teve o seu menor preço médio na região leste. Já a região sul teve o menor preço médio para o gás natural veicular, em contraponto a região Norte apresentou o maior número de postos que aumentaram os preços este mês, com 83% dos estabelecimentos elevando os valores da gasolina comum e do etanol.
O Procon alerta que há grande variação entre os postos: foram encontradas diferenças de até R$ 1,20 no etanol e R$ 1,02 na gasolina comum. A orientação é que o consumidor sempre pesquise antes de abastecer.
O Procon Natal, realiza o monitoramento mensal dos preços, garantindo transparência à população e acompanhando a evolução do mercado para prevenir práticas abusivas. A pesquisa abrangeu as quatro regiões da cidade e envolveu 87 postos de combustíveis. As planilhas com os preços praticados, variações e nomes dos estabelecimentos estão disponíveis no site da Prefeitura do Natal.
Em caso de recusa ou persistência da dúvida, o consumidor deve registrar denúncia junto ao Procon Natal. As denúncias podem ser feitas presencialmente, na sede do órgão na rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, no Whatsapp (84) 3232-6189 ou pelo e-mail: [email protected].
13 de outubro de 2025 às 14:45
13 de outubro de 2025 às 16:15
FOTO: PETROBRAS
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição temporária das operações da Brava Energia na Bacia Potiguar. A medida deve impactar cerca de 3,5 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) neste mês, o que representa aproximadamente 3,8% da produção média total registrada no terceiro trimestre deste ano. A informação foi confirmada pela empresa nesta segunda-feira (13), por meio de comunicado oficial.
A decisão da ANP foi tomada após uma auditoria conduzida pela Superintendência de Segurança Operacional (SSO), concluída na última sexta-feira (10). O órgão identificou a necessidade de adequações nas instalações da companhia.
Em nota, a Brava Energia informou que a produção média total dos últimos 30 dias permanece acima de 90 mil barris por dia, mesmo já refletindo parte do impacto da interdição. A empresa destacou também que os investimentos necessários para as adequações exigidas pela ANP estão previstos no ciclo orçamentário de 2025/2026.
A companhia afirmou estar mobilizada para executar, de forma segura e rápida, todas as melhorias solicitadas, com o objetivo de retomar gradualmente as operações nos ativos interditados até o fim do quarto trimestre de 2025.
12 de outubro de 2025 às 08:03
12 de outubro de 2025 às 08:28
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Terminal Pesqueiro de Natal entrará em operação após anos de paralisação, com a expectativa de gerar cerca de 3 mil empregos diretos e mais de 5 mil indiretos. Na sexta-feira (10), uma reunião no Salão Nobre do Palácio Felipe Camarão reuniu Prefeitura, empresários e instituições parceiras para discutir a ativação do terminal, que está parado desde 2010.
O terminal foi leiloado há cerca de um mês pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A empresa Turc Operações Marítimas, única habilitada no certame, arrematou o espaço e será responsável pela administração, revitalização e modernização do equipamento pelos próximos 20 anos. A expectativa é de que a empresa assuma o terminal em novembro.
O presidente da Turc Serviços Marítimos, Daniel Penteado, demonstrou entusiasmo com o desafio de tocar o equipamento. Ele destacou que o terminal, por seu potencial, poderá fortalecer grandes cadeias produtivas, como a pesca industrial e artesanal, a aquicultura e a logística de transporte, e que a expectativa é gerar cerca de 3 mil empregos diretos e mais de 5 mil indiretos.
O secretário municipal de Governo, Sérgio Freire, que representou o prefeito Paulinho Freire, classificou o encontro como “ponto de partida” para uma nova fase do terminal e da região da Ribeira. “Estamos iniciando hoje um diálogo com as empresas e as secretarias envolvidas sobre a implantação do terminal. Posteriormente, vamos marcar também uma visita técnica ao próprio equipamento para avançar na definição das soluções”, afirmou.
O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz, ressaltou o papel da gestão municipal na retomada do terminal. “É uma satisfação contar com um prefeito com a visão empreendedora de Paulinho Freire, que possibilita darmos continuidade a essa iniciativa. A receptividade foi muito positiva e, a partir de agora, vamos caminhar com as melhores definições”, observou.
Localizado às margens do Rio Potengi e ao lado do Porto, o Terminal Pesqueiro ocupa uma área de 13.500 m², com 4.800 m² de área construída. Iniciado em 2009, o projeto chegou a 95% de execução, mas teve as obras paralisadas em 2010 em razão de impasses judiciais e ainda não entrou em operação, o que agora está mais próximo de acontecer.
7 de outubro de 2025 às 17:30
7 de outubro de 2025 às 14:25
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Dia das Crianças, comemorado no próximo domingo (12), deve movimentar R$ 377,9 milhões no Rio Grande do Norte, segundo pesquisa de Intenção de Compras realizada pelo Instituto Fecomércio RN (IFC). O levantamento mostra um avanço nominal de 9,6% em relação ao ano passado, o que, descontada a inflação, significa crescimento real de cerca de 4%. Os dados apontam para um aquecimento do comércio e dos serviços, com impacto direto nas lojas de rua, nos shoppings e em setores ligados ao lazer.
Na capital, a movimentação estimada é de R$ 127,6 milhões, o que representa leve alta de 0,7% em relação ao ano passado. O IFC avalia que o resultado reflete um mercado maduro, mais voltado para conversão de vendas do que para expansão de volume. Dos entrevistados, 69,8% pretendem comprar presentes, com tíquete médio de R$ 157,48. O gasto médio com passeios é ainda maior, chegando a R$ 180,51. A maioria deve deixar as compras para a semana do Dia das Crianças (70,5%), pesquisando preços antes de decidir (75,5%). O pagamento à vista será a principal forma escolhida, citada por 59,2% dos consumidores.
Em Mossoró, o cenário é de maior dinamismo. O comércio local deve alcançar R$ 32,7 milhões, um crescimento de 22,2% em relação a 2024, acima da média estadual. Apesar de a intenção de compra ser menor que em Natal (57,8%), os mossoroenses devem gastar em média R$ 143,25 com presentes e R$ 158,68 em passeios. O comércio de rua lidera as preferências, reunindo 45,2% das compras.
Brinquedos (69,5%) e vestuário (42,8%) são os itens mais procurados, enquanto os eletrônicos seguem em expansão, representando 13,4% das intenções. Diferentemente da capital, em Mossoró o parcelamento domina as formas de pagamento (54,6%).
Juntas, as duas cidades concentram grande parte da expectativa de vendas no estado. O IFC sugere estratégias distintas para cada mercado. Em Natal, ações de desconto para Pix, combos de produtos e parcerias com o setor de lazer podem atrair consumidores. Já em Mossoró, onde o consumo cresce de forma acelerada, o parcelamento, campanhas de vizinhança e horários estendidos são considerados fundamentais para atender à alta demanda da véspera da data.
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) também realizou uma pesquisa de Intenção de Compras para a data neste ano, com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Offerwise Pesquisas. Este levantamento aponta que o brasileiro deve movimentar R$ 16,7 bilhões no varejo para o Dia das Crianças. “O Dia das Crianças é uma data importante para o varejo, pois é um aquecimento para as vendas de fim de ano. Serve de termômetro para a Black Friday e para o ciclo natalino”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena.
Segundo ele, os resultados servem como base para que empresários decidam sobre campanhas de marketing e até sobre contratações temporárias. Para ele, apesar da cautela dos consumidores, há disposição em manter a tradição de presentear. “A estimativa de movimentação de R$ 16,73 bilhões mostra a força do setor, ainda que este ano o ticket médio esteja mais baixo. Isso revela um consumidor cauteloso, que busca equilibrar orçamento e desejos, mas que não abre mão de ver a alegria das crianças”, avalia. Segundo ele, esse tem sido um comportamento recorrente observado pela CDL nas datas comerciais de 2024 e 2025.
Comércio sente impacto positivo
No tradicional bairro comercial do Alecrim, em Natal, a expectativa já se transforma em realidade. Lojas populares de brinquedos, roupas e acessórios registram aumento no movimento e se preparam para o pico de vendas até o fim de semana. Damiana Gondim, repositora de uma dessas lojas, relata o crescimento nas vendas. “O setor de brinquedo está bombando. Nosso preço é único, a gente se preparou com antecedência e o estoque está cheio de mercadoria. Mas as pessoas têm que se antecipar para evitar filas longas ou não encontrar mais o que procura, porque o movimento vai ser grande”, comenta.
Segundo ela, muitos clientes estão buscando itens também para revenda e doações. É o caso da dona de casa Rosiane da Conceição. Ao fazer suas compras, ela reforçou o caráter afetivo da data. “Eu tenho muito prazer de sempre presentear, gosto muito de criança e de ver a alegria delas. Hoje vou comprar presentes para seis crianças, filhos de amigos, porque os meus já cresceram e ainda não tenho netos. Sempre faço uma brincadeira no Dia das Crianças ou no São João. É maravilhoso participar desse momento”, afirma.
A oportunidade de solidariedade se estende a outros consumidores. A cliente Luísa Melo explica que costuma aproveitar as promoções da data para comprar em quantidade e doar. “Aqui dá para dar uma lembrancinha para as crianças. Quem gosta de fazer doação também encontra preços em conta. Eu sempre procuro um lugarzinho para doar, porque meu trabalho também pede brinquedos para caridade. Então, compro tanto para minha filha quanto para vizinhos ou instituições”, diz.
O comportamento dos consumidores também confirma o clima de otimismo. Francisca Zuleide saiu de Parnamirim para fazer compras em Natal e conta que já garantiu um presente para a filha. “A minha filha estava pedindo uma cafeteria de brinquedo. Apesar de eu já ter comprado, guardei surpresa. Foi uma geladeira de brinquedo que ela também queria”, relata.
Perspectiva para os próximos meses
Para o presidente da CDL Natal, a confiança dos consumidores, mesmo diante de um cenário de cautela econômica, é um fator positivo para o setor. “Em Natal, acompanhamos essa tendência: os consumidores estão atentos ao custo-benefício, valorizam a qualidade e a segurança dos produtos e dão preferência a presentes que unem utilidade e diversão. Isso reforça a importância do comércio local estar preparado, oferecendo opções diversificadas, promoções atraentes e atendimento de excelência”, pontua Lucena.
A data, considerada um dos principais marcos do calendário varejista, deve consolidar o movimento que antecede as grandes campanhas de novembro e dezembro. “Mesmo diante de um cenário de retração no poder de compra, o fato de 70% das pessoas planejarem ir às compras demonstra confiança no varejo e disposição para movimentar a economia. Para nós da CDL Natal, esse é um sinal positivo de que, quando o comércio se reinventa e mantém o foco no cliente, a data se transforma em oportunidade de vendas e de fortalecimento da relação com os consumidores”, completa.
Números
R$ 180,51 – Será o gasto médio dos natalenses com passeios no Dia das Crianças
70,5% – É o percentual de entrevistados que devem deixar para comprar na semana do Dia das Crianças
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