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Categoria: Economia

Custo médio do metro quadrado de construção no RN chega a R$ 1,7 mil em outubro

FOTO: TÂNIA RÊGO

O custo médio de construção no Rio Grande do Norte registrou leve alta de 0,12% em outubro, alcançando R$ 1.746,64 por metro quadrado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). O resultado representa uma desaceleração expressiva em relação a setembro, quando o estado havia registrado a maior variação do ano, de 0,88%.

O levantamento mostra que os números potiguares ficaram abaixo da média nacional, que foi de 0,27% no mesmo período. Em âmbito nacional, o resultado de outubro também foi um dos menores do ano, atrás apenas da taxa de fevereiro (0,23%).

No detalhamento dos componentes, o custo com materiais de construção no Rio Grande do Norte atingiu R$ 1.056,87, enquanto a mão de obra representou R$ 689,77 do valor total do metro quadrado.

No acumulado de 2025, o custo médio do metro quadrado no estado subiu 3,68%. Já a variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 4,13%, a segunda menor entre os estados do Nordeste, o que indica um cenário de maior estabilidade nos preços da construção civil potiguar.

O Sinapi, realizado mensalmente pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, produz séries de custos e índices que servem de referência para o planejamento e a execução de obras públicas e privadas. Os dados completos podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

Portal 98 FM

Ações da Guararapes caem 8,65% após anúncio de venda do Midway Mall

FOTO: DIVULGAÇÃO

Mesmo com avaliação positiva de analistas do mercado financeiro, as ações da Guararapes (GUAR3), controladora da Riachuelo, caíram 8,65% nesta segunda-feira (10), sendo negociadas a R$ 10,45. A queda ocorreu após o anúncio da venda do shopping Midway Mall, em Natal (RN), operação que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A empresa informou ao mercado que assinou um memorando de entendimentos não vinculante com um grupo de investidores liderado pela Capitânia Investimentos, dando início às tratativas para a transação. O Brazil Journal estima que o ativo pode ser avaliado em cerca de R$ 1,6 bilhão, com pagamento parcelado.

Mercado vê operação como positiva, mas ações recuam

Apesar da queda no valor das ações, analistas da XP Investimentos e do Itaú BBA classificaram a operação como estrategicamente positiva para a companhia. O negócio, segundo as instituições, deve simplificar a estrutura da Guararapes, liberar valor e gerar caixa para distribuição de dividendos.

A XP avalia que, se a venda for concluída, o múltiplo P/L da empresa cairá de 9,7 para 8 vezes em 2026, abrindo espaço para dividend yield entre 20% e 30%, considerado elevado para o setor. Já o Itaú BBA estima um valor presente líquido (VPL) de R$ 360 milhões, equivalente a 6% do valor de mercado da companhia.

Guararapes reforça solidez financeira

A Guararapes encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de 0,7 vez o Ebitda, o que demonstra solidez e equilíbrio financeiro. Mesmo com a possível elevação da alavancagem para uma vez o Ebitda após a venda, o banco Itaú BBA avalia que a estrutura de capital continuará saudável.

A XP Investimentos mantém recomendação de compra para as ações GUAR3, com preço-alvo de R$ 17, enquanto o Itaú BBA recomenda outperform — desempenho acima da média do mercado.

Ponta Negra News

Exportações do Brasil para os EUA caem 25% nos três primeiros meses após tarifaço

FOTO: BLOOMBERG

As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 25% nos três primeiros meses após Donald Trump aplicar tarifas de 50% sobre a importação de diversos produtos brasileiros.

A sobretaxa entrou em vigor no dia 6 de agosto.

Somando agosto, setembro e outubro de 2024, o Brasil exportou US$ 10,2 bilhões ao mercado americano, contra US$ 7,6 bilhões nos mesmos meses de 2025 – efeito direto do tarifaço.

Entre os principais produtos brasileiros afetados pelas tarifas, estão:

Açúcares e melaços: queda de 78,7%

Tabaco: queda de 70,6%

Carne bovina: queda de 53,6%

Café não torrado: queda de 16,6%

Outros produtos que não estão incluídos na sobretaxa, como petróleo e minério de ferro, também registraram quedas superiores a 20%, por questões de mercado e de demanda.

As exportações para a China, por outro lado, registraram alta de 26% na soma de agosto, setembro e outubro. Foram US$ 27,1 bilhões em vendas aos chineses em 2025, ante US$ 21,5 bilhões no mesmo período de 2024.

Grande parte dessa alta foi puxada pela venda de soja aos chineses.

No caso da carne bovina, um dos produtos mais afetados pelo tarifaço, as vendas a Pequim quase dobraram, passando de US$ 1,79 bilhão em 2024 para US$ 2,97 bilhão em 2025 nesse período.

A venda de café não torrado para a China – embora ainda pouco expressiva – teve um salto de 335%, chegando a US$ 125 milhões no período.

No caso da carne bovina, o México também ajudou a sustentar a balança do setor, com alta de 174% nas vendas nos três meses.

Já no caso dos açúcares e melaços, países árabes e do Sudeste Asiático contribuíram para manter o desempenho do setor relativamente estável.

CNN Brasil

Pesquisa do Procon Natal aponta redução no preço da cesta básica em outubro

FOTO: ALESSANDRO MARQUES

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal divulgou, neste mês de outubro, a pesquisa da cesta básica e identificou uma redução de R$ 2,66 em relação a setembro, quando o preço médio era de R$ 438,63.

O Núcleo de Pesquisa do Procon acompanha mensalmente os preços de 40 itens essenciais que compõem a cesta básica no comércio da capital. Neste levantamento, constatou-se que 60% dos produtos apresentaram variação negativa, percentual inferior ao registrado em setembro (67%).

Das quatro categorias analisadas, todas apresentaram redução neste mês:

-Mercearia: -0,09% (R$ 94,64 em outubro contra R$ 94,72 em setembro);

-Hortifrúti: -1,85% (R$ 50,92 em outubro contra R$ 51,86 no mês anterior);

-Produtos de limpeza: -0,44% (R$ 30,15 em outubro contra R$ 30,66 em setembro);

-Açougue: -0,44% (R$ 260,26 em outubro contra R$ 261,40 no mês anterior).

Entre os itens específicos com maior redução, destacam-se:

-Açúcar cristal (kg): -1,83% (em setembro, -0,92%);

-Arroz agulhinha tipo 2 (kg): -2,22% (em setembro, -0,92%);

-Feijão-carioca tipo 1 (kg): -4,40% (em setembro, -2,52%).

No grupo do açougue, as carnes de primeira e de sol apresentaram reduções de 1,12% e 0,36%, respectivamente. Em setembro, esses produtos haviam registrado aumentos de 1,27% e 0,08%.

No hortifrúti, oito produtos registraram redução, com destaque para:

-Cebola branca: -4,60% (em setembro, -15,38%);

-Jerimum: -7,62% (em setembro, -7,37%).

A pesquisa semanal também mostrou oscilações de preços ao longo de outubro. Na primeira semana, o preço médio foi de R$ 437,87; caiu para R$ 436,16 na segunda; reduziu para R$ 434,69 na terceira; subiu para R$ 439,56 na quarta; e encerrou o mês em R$ 431,57.

Na análise por regiões, o maior preço médio da cesta básica foi registrado na Zona Leste (R$ 447,89), seguida da Zona Norte (R$ 443,73) e da Zona Oeste (R$ 438,75). A Zona Sul apresentou o menor valor, R$ 431,44, com redução em relação ao mês anterior.

Comparando a cesta básica da cidade do Natal com a média do Nordeste, observa-se que a capital potiguar se destaca com preços mais competitivos. Enquanto em Natal o preço médio foi de R$ 435,98 em outubro, a média das capitais nordestinas gira entre R$ 450,00 e R$ 470,00, diferença que pode ser explicada por fatores como logística, condições de mercado e regionalidade dos produtos.

Por fim, o Procon Natal recomenda que os consumidores fiquem atentos às promoções e estratégias de venda dos estabelecimentos, que costumam oferecer descontos em dias específicos. Planejar as compras com base na pesquisa pode gerar economia significativa.

Mais informações, dúvidas ou denúncias podem ser encaminhadas pelo e-mail [email protected] ou presencialmente na sede do órgão, na Rua Ulisses Caldas, 181, Cidade Alta.

Indústria potiguar registra alta de empregos em 2025

FOTO: ASSECOM

O Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI) tem impulsionado a geração de empregos e o fortalecimento do setor industrial no estado. Segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, nesta quarta-feira (5), o 4º bimestre de 2025 registrou crescimento de 9,3% no total de vínculos ativos, atingindo 62.251 empregos — o maior número do ano até agora.

O Boletim PROEDI – Balanço Bimestral (Julho – Agosto) mostra que o aumento do número de empregos formais foi estimulado pela expansão da indústria e pela interiorização das atividades produtivas. Municípios estratégicos do estado responderam por 36,5% da dinâmica do emprego industrial, com destaque para Mossoró, onde o número de trabalhadores saltou de 6.538 para 12.943, impulsionado pelo setor de transformação.

Entre junho e agosto, o número de empresas beneficiadas pelo PROEDI passou de 322 para 330, reforçando a confiança do setor produtivo na política de incentivos. O avanço foi impulsionado pela inclusão do setor salineiro, que passou a integrar o programa em dezembro de 2024.

Empregos em alta

De janeiro a agosto de 2025, o saldo total de empregos vinculados ao PROEDI passou de 55.776 para 62.251, um aumento de 11,6%. Os empregos diretos cresceram 8,3%, enquanto os terceirizados avançaram 16,1%, refletindo maior dinamismo nas atividades de apoio à produção e nos serviços industriais.

O relatório também aponta que, no mesmo período, o PROEDI gerou 6,5 mil novas vagas formais, resultado superior à média nacional da indústria, que apresentou crescimento de 2,24%.

Desde o início do ano, o número de empresas beneficiadas aumentou de 306 para 348, consolidando o PROEDI como uma das principais políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos no Rio Grande do Norte.

Ponta Negra News

Aneel confirma bandeira vermelha 1 na conta de luz em novembro

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira 31, a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 para o mês de novembro. Com isso, as contas de energia elétrica terão um adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Nos meses de agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, o patamar foi reduzido para 1.

Segundo a agência, a medida é necessária devido ao baixo volume de chuvas, que impacta o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. “O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a Aneel.

A agência ainda destacou que a energia solar é intermitente e não injeta energia ao sistema durante todo o dia, o que exige o acionamento das termelétricas, especialmente nos horários de ponta.

Agora RN

Brasil passa a enfrentar tarifas mais altas que a China após acordo entre Trump e Xi

FOTO: RICARDO STUCKERT

O Brasil começou a enfrentar tarifas mais altas do que a China nos Estados Unidos depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a redução das alíquotas sobre produtos chineses, de 57% para 47%, nesta quinta-feira (30). O anúncio ocorreu após reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, em um movimento que deixou o país sul-americano em desvantagem comercial.

Atualmente, os produtos brasileiros estão sujeitos a tarifas de até 50% para entrar no mercado americano, embora existam exceções para determinados setores. A Índia também foi penalizada com taxas semelhantes, em resposta à manutenção das compras de petróleo russo, contrariando as sanções dos EUA relacionadas à guerra na Ucrânia. No caso do Brasil, a penalidade foi atribuída por Trump a ações do país contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, julgado pelo STF por tentativa de golpe.

O encontro entre Lula e Trump, ocorrido no domingo (26) na Malásia, havia levantado expectativas de que as tarifas poderiam ser reduzidas. Apesar do tom otimista das negociações, Trump ressaltou que o encontro “não garante um acordo imediato” e que o Brasil continua pagando cerca de 50% de tarifa. Representantes comerciais dos dois países já iniciaram um calendário de reuniões para tratar dos setores mais afetados.

No mesmo período, Trump e Xi Jinping definiram um acordo que envolve a redução de tarifas sobre produtos chineses e compromissos de Pequim, incluindo a retomada da compra de soja americana, manutenção da exportação de terras raras e combate ao comércio ilícito de fentanil. O acordo também evita a imposição de tarifas de 100% sobre produtos chineses e suspende, por um ano, controles recentes sobre a exportação de terras raras, garantindo uma trégua temporária na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Com informações do G1

Natal lidera geração de empregos no RN pelo oitavo mês consecutivo

FOTO: DIVULGAÇÃO

Pelo oitavo mês seguido, Natal se consolida como líder na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte. Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), referentes a setembro de 2025, mostram que a capital potiguar segue impulsionando o mercado de trabalho estadual.

Foram 8.879 admissões e 7.484 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 1.395 novos postos de trabalho com carteira assinada. O estoque total de empregos formais em Natal chegou a 241 mil vínculos ativos, o melhor resultado entre todos os municípios do Estado.

O desempenho reforça a trajetória de crescimento consistente desde o início de 2024, impulsionada principalmente pelos setores de serviços, comércio e construção civil, que seguem como os principais responsáveis pela expansão do emprego formal na cidade.

O prefeito Paulinho Freire comemorou os números e destacou o equilíbrio da gestão. “Natal está avançando com equilíbrio fiscal, valorização dos servidores e estímulos à iniciativa privada. Essa combinação fortalece a confiança dos investidores e consolida o desenvolvimento sustentável do nosso município.”

Já o secretário municipal de Administração, Brenno Queiroga, ressaltou o papel das políticas de modernização da Prefeitura no fortalecimento da economia local. “A política de modernização da Prefeitura, com medidas de eficiência administrativa, digitalização de serviços e novos programas de mobilidade e gestão, tem favorecido o ambiente econômico e impulsionado a geração de empregos na cidade.”

Com desempenho expressivamente superior à média estadual, Natal reafirma sua posição de destaque na economia potiguar, contribuindo de forma decisiva para o crescimento do emprego formal em todo o Rio Grande do Norte.