9 de dezembro de 2025 às 14:15
9 de dezembro de 2025 às 13:05
FOTO: CANINDE SOARES
O Porto de Natal registrou em novembro a maior movimentação para o mês dos últimos três anos. Em novembro de 2025, foram movimentadas 68.777 toneladas, o que representa um crescimento de 19,63% em relação às 57.492 toneladas registradas no mesmo mês de 2024.
Segundo o diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique Macedo, o resultado demonstra o impacto das ações implementadas para fortalecer a eficiência e a competitividade do porto.
“Este crescimento é reflexo direto do trabalho integrado de modernização da infraestrutura, melhoria dos processos operacionais, esforço dos trabalhadores e aproximação com os usuários e operadores portuários. O Porto de Natal está retomando seu papel estratégico para a economia potiguar, e os números de novembro mostram que estamos no caminho certo.”
6 de dezembro de 2025 às 04:01
5 de dezembro de 2025 às 14:17
FOTO: SANDRO MENEZES
O Rio Grande do Norte ampliou a presença internacional e passou a exportar para 11 novos mercados em 2025, segundo a Nota Técnica divulgada nesta sexta-feira 5 pela Secretaria de Desenvolvimento, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC). O documento informa que 37% dessas novas relações comerciais foram estabelecidas com países do continente africano. Os dados têm como base informações da plataforma Comex Stat.
De acordo com a análise, o estado passou a exportar para Geórgia, Mauritânia, Serra Leoa, Haiti, Cabo Verde, Ilhas Turcas e Caicos, Guiana, Ucrânia, Bangladesh, Suécia e Burundi. A Geórgia aparece como o principal novo parceiro comercial, movimentando US$ 4,8 milhões em 2025, impulsionados pela exportação de outros açúcares de cana.
A SEDEC aponta que o resultado mostra a capacidade do setor sucroenergético potiguar de atuar em mercados não tradicionais.
Entre os produtos enviados ao exterior estão açúcares, caramelos e derivados; têxteis; frutas frescas ou processadas; querosene de aviação; peixes congelados, exceto filés; calçados de borracha ou plástico; outros sacos para embalagem; resíduos e outras ligas de aço; e outras preparações capilares.
A Nota Técnica classifica os novos mercados por continente: África, Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. O documento relaciona a ampliação do comércio com países africanos às ações da política externa brasileira e ao aumento da demanda do continente por commodities como açúcar, milho e carnes.
Segundo o levantamento, a aproximação também é influenciada por iniciativas governamentais lideradas por ApexBrasil, Ministério da Agricultura (MAPA) e Itamaraty (MRE), que atuam na abertura de mercados, missões empresariais e estímulo às relações diplomáticas e comerciais.
Os pesquisadores da SEDEC afirmam que “o avanço observado em 2025 sinaliza um esforço contínuo de internacionalização apoiado por empresas exportadoras, entidades do setor produtivo e ações do Governo do Estado voltadas para inteligência comercial, facilitação de negócios e fortalecimento das relações internacionais. Com a entrada desses novos países na pauta exportadora, o Rio Grande do Norte amplia sua presença no comércio global, reforça seu posicionamento estratégico e fortalece o papel do comércio exterior como motor de crescimento econômico e de desenvolvimento regional”.
5 de dezembro de 2025 às 13:15
5 de dezembro de 2025 às 12:52
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Brasil deixou a lista das dez maiores economias do mundo referente ao Produto Interno Bruto (PIB) em dólares. De acordo com o ranking global da Austin Rating, o país caiu da 10ª para a 11ª posição.
A Rússia ultrapassou o Brasil e o Canadá e passou a ocupar a 9ª posição no ranking estimado para 2025, conforme mostrou o levantamento. No ranking do ano anterior, a economia russa ocupava o 11º lugar.
O estudo teve como base o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro sobre o panorama da economia global e perspectivas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (4), apontaram que a economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre. O resultado veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de variação de 0,2%.
3 de dezembro de 2025 às 15:00
3 de dezembro de 2025 às 10:40
FOTO: DIVULGAÇÃO
Em 2024, 33,5% da população do Rio Grande do Norte vivia com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza. É a primeira vez na série histórica, iniciada em 2012, que o número fica abaixo dos 40%. Em 2023, a pobreza atingia 43,8% dos potiguares, indicando uma redução de 10,3 pontos percentuais em um ano. Em 10 anos, a redução foi 14,6 p.p. Com o resultado, o estado potiguar manteve-se com a menor proporção de população pobre do Nordeste no último ano.
Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2025, divulgada hoje (05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A publicação considera a linha de pobreza adotada pelo Banco Mundial segundo o Poder de Paridade de Compra (PPC), que é de US$ 6,85 PPC por dia ou R$ 692 por mês para o RN e seus territórios.
Já o percentual de potiguares abaixo da linha de extrema pobreza caiu para 5,2% em 2024, ante os 6,4% do ano anterior. Seguindo a metodologia do Banco Mundial, foram considerados extremamente pobres as pessoas com rendimento domiciliar per capita de US$ 2,15 PPC por dia ou R$ 217 por mês para o RN.
O levantamento também apresenta dados para a Região Metropolitana de Natal, onde 25,7% da população estava abaixo da linha de pobreza e 5,1% estava abaixa da linha de extrema pobreza em 2024. No ano anterior, os percentuais eram de 40,1% e 5%, respectivamente.
Quando se considera apenas a população da capital, o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza caiu de 31,9% para 21,7% entre os anos de 2023 e 2024. Já a população em extrema pobreza de Natal reduziu de 4,3% para 3,8% no período.
Os números no Rio Grande do Norte estão abaixo da média da Região Nordeste (39,4% na pobreza e 6,5% na extrema pobreza), mas acima das médias nacionais (23,1% e 3,5%, respectivamente).
No Brasil, 1,9 milhões de pessoas saíram da situação de extrema pobreza entre os anos de 2023 e 2024. No mesmo período, o contingente de pessoas pobres reduziu 8,6 milhões no País.
2 de dezembro de 2025 às 15:30
2 de dezembro de 2025 às 14:09
FOTO: REPRODUÇÃO
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) participou da 81ª Convenção Nacional da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), realizada entre os dias 26 e 28 de novembro no Wish Natal Resort, na capital potiguar. Considerado o mais importante encontro da panificação no país, o evento reuniu diretores, empresários e profissionais de todas as regiões do Brasil para debater tendências, inovação e os rumos do setor.
Ao destacar a receptividade de Natal e a força do setor no Estado, o presidente da Abip, Paulo Menegueli, ressaltou o protagonismo do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do RN (Sindipan-RN). “O Sindicato do RN é forte, premiado, e conduzido com excelência por Ivanaldo Maia. Estamos felizes demais de estar aqui. Tivemos debates muito importantes desde o dia 26, além de uma apresentação fantástica do Coral do Sesi”, afirmou.
Entre os principais temas discutidos esteve a reforma tributária, com apresentações do deputado Luiz Carlos Hauly, do tributarista Luiz Renato e de Mário Sérgio Telles, assessor da CNI. Segundo Menegueli, o debate foi essencial para esclarecer as mudanças e os impactos para o setor.
A convenção também marcou o lançamento nacional do projeto Padaria do Futuro, iniciativa alinhada às pautas de sustentabilidade e ao contexto da COP30. O modelo propõe padarias integradas às comunidades, comprometidas com práticas ambientais, sociais e de gestão que envolvem todos os stakeholders do segmento.
O presidente da Fiern, Roberto Serquiz, destacou o impacto econômico e social da panificação no Estado e reforçou a relevância da convenção para o fortalecimento do setor. “Quando o mundo acelera, a panificação se reinventa. Este evento proporciona experiências, conhecimento e estratégias que posicionam o setor potiguar e brasileiro para os novos desafios”, afirmou. Serquiz também ressaltou o trabalho de excelência realizado pelo Sindipan-RN, que pelo segundo ano consecutivo ficou entre os 10 setores industriais mais fortalecidos a receber o Mérito Industrial.
A programação incluiu palestras técnicas, painéis e conteúdos sobre mercado, produtividade e gestão. Entre os destaques, o chef Luiz Farias, embaixador da Ireks no Brasil, apresentou o tema “Natal: A melhor época do ano”; e a confeiteira e empresária Vivi Costa abordou estratégias para aumentar a lucratividade sem abrir mão da qualidade.
O presidente do Sindipan-RN, Ivanaldo Maia, reforçou a importância da convenção para o desenvolvimento da panificação potiguar. Segundo ele, o Rio Grande do Norte conta com 1.600 padarias, movimenta entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão por ano, e gera 12 mil empregos diretos e indiretos, demonstrando a força e o alcance do setor. “Este é um evento nacional que traz inovação, tecnologia e conhecimento técnico. Realizamos também uma pesquisa que premiou as padarias com o melhor pão francês da cidade, produto que é o carro-chefe de qualquer estabelecimento”, afirmou.
A 81ª Convenção Nacional da Abip foi realizada pela Abip, Sindipan-RN, Fiern, Sebrae Nacional, Sebrae RN e Rede Pão, com patrocínio das empresas Ireks, Prática, Bat, JTI, Philip Morris, Rigel e, localmente, M Dias Branco, São Braz, Super Fácil, Coca-Cola, Clan e Massas Bom Jesus.
2 de dezembro de 2025 às 12:30
2 de dezembro de 2025 às 11:38
FOTO: DIVULGAÇÃO
O preço médio do etanol hidratado caiu 4,15% no Rio Grande do Norte na semana de 16 a 22 de novembro, chegando a R$ 4,39 o litro, a maior redução percentual entre todos os estados, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo período, os valores recuaram em 11 unidades da Federação, subiram em nove, além do Distrito Federal, e permaneceram estáveis em seis.
A maior alta ocorreu em Minas Gerais, onde o litro do combustível também foi comercializado a R$ 4,39, após avanço de 2,33% na semana. Em São Paulo, foi registrado o menor preço individual em um posto: R$ 3,39 o litro. Já o maior valor encontrado no país foi de R$ 6,49, em Pernambuco.
A ANP também destacou que o etanol mantém paridade inferior a 70% em relação à gasolina em vários estados, indicador que aponta maior vantagem econômica para o consumidor. As medições apontaram paridade de 70% em São Paulo e Mato Grosso; 69,8% em Goiás; 69,5% no Paraná; e 69,7% no Rio Grande do Sul.
2 de dezembro de 2025 às 09:15
2 de dezembro de 2025 às 06:24
FOTO: RICARDO STUCKERT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. No Rio Grande do Norte, cerca de 158,5 mil contribuintes serão impactados pelas mudanças. As informações são do Blog do BG.
Segundo o Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), a projeção é de que 98.073 trabalhadores com renda de até R$ 5 mil fiquem isentos a partir de 2026. Outras 60.480 pessoas, com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, terão descontos progressivos.
Atualmente, 146,7 mil contribuintes no estado estão livres do pagamento. Com a nova regra, o volume deve alcançar 244,7 mil pessoas totalmente isentas. A medida inclui também descontos parciais para rendas de até R$ 7.350 e passa a valer já na declaração do próximo ano.
1 de dezembro de 2025 às 16:00
1 de dezembro de 2025 às 12:58
FOTO: DIVULGAÇÃO
O acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (24) abriu caminho para que o Rio Grande do Norte contrate até R$ 855 milhões em empréstimos, mas impõe uma série de restrições fiscais que afetam diretamente servidores e a gestão do Estado. As medidas incluem limites para reajustes, concursos, criação de cargos e novas despesas, e já provocam preocupação entre categorias do funcionalismo.
O acordo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin na ACO 3733, autoriza o RN a acessar recursos do Plano de Recuperação Fiscal (PEF) mesmo sem cumprir integralmente as metas do programa. Em troca, o Estado aceita as contrapartidas previstas no artigo 167-A da Constituição. Entre as obrigações estão: proibição de reajustes gerais, vedação à criação de novos cargos, bloqueio de concursos (exceto reposições) e restrição à ampliação de benefícios ou despesas obrigatórias.
Essas limitações valerão até o cumprimento de três metas fiscais:
despesa de pessoal abaixo de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL);
caixa líquido positivo;
despesas correntes menores que 90% das receitas.
Atualmente, o RN ultrapassa esses limites. No segundo quadrimestre de 2025, o Estado comprometeu 55,73% da RCL com a folha do Executivo — maior índice do país e acima do teto de 49%, segundo o Tesouro Nacional. Pelas regras do acordo, o Governo deverá enviar relatórios periódicos comprovando o ajuste, que será acompanhado pelo STF. As operações de crédito poderão chegar a 6% da RCL inicialmente, com possibilidade de ampliação para 9%.
Em nota, o Governo do RN afirmou que os R$ 855 milhões serão importantes para reforçar a estabilidade financeira e permitir novos investimentos. Questionado sobre impactos diretos das medidas, o Estado não respondeu até o fechamento.
Especialistas avaliam impactos
Para o economista Arthur Néo, professor convidado da Ufersa, o acordo reflete um cenário de desequilíbrio prolongado: o Estado “já tem sua situação fiscal comprometida há muito tempo, acima do limite de alerta da LRF e gastando mais do que arrecada”. Ele afirma que a limitação de reajustes deve ajudar a equilibrar as contas junto à entrada dos empréstimos, somando reforço para infraestrutura e para recompor despesas acumuladas. Porém, alerta para efeitos colaterais: “Compromete-se a renda futura para o consumo do presente”.
O economista prevê ainda possíveis tensões sindicais, queda de renda em municípios dependentes do funcionalismo e riscos associados ao endividamento.
Precedente no PEF
Segundo a Advocacia-Geral da União, esta é a primeira vez que União e Estado negociam, em mesa de conciliação, medidas para ajustar a trajetória fiscal e liberar investimentos dentro do PEF. A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável ao acordo.
Reações do funcionalismo
O Sindsaúde-RN divulgou nota afirmando que acompanha o caso: “Esse tipo de ajuste costuma significar congelamento de contratos, de reajustes e até de benefícios já conquistados pelos servidores”. A entidade considera o acordo um pacote de ajuste fiscal disfarçado, com consequências diretas para quem atua no serviço público.
A diretora Rosália Fernandes critica a sobrecarga enfrentada pela categoria: “Já somos penalizados diariamente: falta material básico, falta equipamento, falta alimentação para pacientes e equipes; fornecedores não recebem, terceirizados ficam sem salário e seguimos trabalhando na improvisação, em condições precárias; e mesmo assim garantindo que o SUS funcione”.
Na segurança pública, o presidente do Sinpol-RN, Nilton Arruda, afirma que o Estado opera com apenas 34% do efetivo necessário e que a suspensão de concursos e reajustes agrava a crise. Segundo ele, a falta de valorização ameaça os avanços recentes: “Estamos caminhando também para o pior salário do Brasil.”
Ele alerta que a categoria já enfrenta sobrecarga severa: “Sobrecarga de trabalho e falta de valorização trará, nos próximos meses, um aumento significativo nos índices de violência. Sem uma política voltada para valorizar de verdade os profissionais, a segurança do RN entrará mais uma vez em colapso”.
Comentários