10 de novembro de 2022 às 16:30
10 de novembro de 2022 às 16:32
FOTO: GETTY
O mercado financeiro refletia nesta quinta-feira (10) temores sobre a agenda fiscal do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto investidores digeriam os dados do IPCA de outubro, que mostravam uma aceleração da inflação doméstica.
Por volta das 13h30, o dólar comercial à vista disparava 3,14%, cotado a R$ 5,3490. O Ibovespa, índice referência da Bolsa de Valores brasileira, tombava 2,67%, aos 110.536 pontos.
Lula disse nesta quinta que “algumas coisas encaradas como gastos nesse país vão passar a ser vistas como investimentos”. O petista criticou a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL) e as mudanças na legislação trabalhista feitas na gestão do ex-presidente Michel Temer.
Também afirmou que a Petrobras não será fatiada e descartou privatizar Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, comentou que o mercado tende a reagir quando discursos de governantes passam a mensagem de que é necessário gastar além do limite para atender demandas sociais.
“Hoje tivemos um forte gatilho com o discurso de Lula trazendo uma relação dicotômica entre responsabilidade fiscal e gasto social”, disse Sanchez. “O mercado ou quem prega responsabilidade fiscal não é contra a assistência social.”
A volta da inflação no país também contribuía para o mau humor do mercado doméstico. Após três meses consecutivos de deflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) voltou a subir em outubro, informou nesta quinta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Puxado pelos alimentos, o indicador oficial de inflação do país teve alta de 0,59% no mês passado. A taxa ficou acima das projeções de analistas consultados pela agência Bloomberg, que esperavam avanço de 0,49%.
Na véspera, o mercado de ações já tinha recuado devido à frustração de investidores internacionais com o desempenho abaixo do esperado do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, o que também provocou alta global do dólar.
10 de novembro de 2022 às 11:30
10 de novembro de 2022 às 11:06
FOTO: HEILYSMAR LIMA
O futuro das energias renováveis foi discutido durante dois dias, 8 e 9 de novembro, durante o Fórum de Energias Renováveis, realizado no centro de eventos do Hotel Holiday Inn, em Natal. A Associação Potiguar de Energias (Aper) renováveis esteve presente como parceira e na programação, apresentando em um dos painéis a evolução da energia solar distribuída no Rio Grande do Norte e os benefícios do associativismo.
Segundo dados da Aper, o Rio Grande do Norte possuía, até 30 de setembro deste ano, 32.224 sistemas conectados à rede em todos os 167 municípios do estado. O RN também exporta energia limpa, através da geração das eólicas instaladas no estado, que produzem 30% da energia eólica do Brasil.
O Fórum reuniu especialistas na área, empresários, prestadores de serviços e representantes de instituições públicas e privadas para debaterem os rumos do setor e definir uma política de transição da matriz energética do país. A programação contou com palestras e painéis simultâneos em duas arenas: Arena Solar e Arena Eólica.
A diretoria da APER esteve presente, participando ativamente do evento. O vice-presidente da APER, José Maria Vilar, apresentou na tarde desta quarta-feira (09) os dados sobre o crescimento da energia solar distribuída no Estado, com comparativos da evolução, através de gráficos e estatísticas atualizados até o mês de setembro. Durante sua apresentação, José Maria Vilar também revelou alguns desafios do setor, além da missão da APER e os benefícios do associativismo.
Mais de 500 participantes se inscreveram no evento que foi realizado pelo Sebrae e Sistema Fiern, através do Senai-RN, com o apoio do Governo do Estado e das associações da área: ABiogás (Associação Brasileira de Biogás), Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) e APER (Associação Potiguar de Energias Renováveis), além da Comissão de Energias Renováveis (COERE) da Federação das Indústrias do Estado.
10 de novembro de 2022 às 06:30
10 de novembro de 2022 às 06:53
FOTO: DIVULGAÇÃO
A poucos dias da Copa do Mundo, o comércio potiguar já se encontra aquecido com a venda de camisas da Seleção Brasileira, acessórios temáticos, artigos de decoração, bebidas, alimentos e televisores.
Em Natal, o clima de Copa já começa a contagiar as ruas e se misturar com o período natalino, uma vez que neste ano o maior torneio de futebol do mundo acontece em dezembro, no Catar. Uma pesquisa da Fecomércio-RN aponta que 62,1% dos natalenses farão alguma compra no período, que deve movimentar R$ 70 milhões na capital e outros R$ 10 milhões em Mossoró.
Para os vendedores, o cenário já é de melhora diante dos últimos anos de pandemia.
Um levantamento do Instituto Fecomércio apontou que 566 mil consumidores devam ir às compras com o objetivo de adquirir itens relacionados à Copa do Mundo de Futebol, o que representa um incremento de, aproximadamente, R$ 80 milhões nos comércios de Natal e Mossoró, onde a pesquisa foi feita.
Nas duas principais cidades do estado, a intenção de gasto foi superior a R$ 120, em média. O natalense pretende gastar em R$ 144, dando preferência ao comércio de rua e ao shopping; enquanto o mossoroense pretende gastar R$ 125, tendo também o comércio de rua como primeira opção e a internet em segundo lugar.
9 de novembro de 2022 às 13:00
9 de novembro de 2022 às 13:18
RODRIGO MELLO, DIRETOR DO SENAI-RN: CADEIA PRODUTIVA TEM FEITO A DIFERENÇA NO AMBIENTE ECONÔMICO EM QUE SE INSTALA. FOTO: LUANA TAYZE
Municípios com parques eólicos instalados no Rio Grande do Norte deram um salto nos últimos anos em geração de riquezas, empregos e criação de negócios. Para que os benefícios econômicos ajudem a alavancar também indicadores sociais, entretanto, políticas públicas e atenção à gestão são consideradas fundamentais.
As conclusões fazem parte da análise “Impactos Socioeconômicos da produção de energia eólica nos municípios do Rio Grande do Norte”, apresentada em primeira mão nesta terça-feira (8), durante o Fórum de Energias Renováveis, promovido pela Comissão Temática de Energias Renováveis (COERE), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), em conjunto com o SENAI-RN e o SEBRAE.
Foram analisados 10 municípios, que concentram 76% da geração eólica no estado e 84% dos parques. A lista inclui Areia Branca, Bodó, Guamaré, João Câmara, Parazinho, Pedra Grande, São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Serra do Mel e Touros.
O objetivo foi identificar se a instalação dos empreendimentos influenciou indicadores socioeconômicos nessa região, considerando especialmente os anos 2005, 2015 e 2020 – apresentados como marcos de antes do início das atividades do setor eólico, da fase de transição e da instalação e operação da atividade econômica no conjunto dos municípios estudados.
RESULTADOS
Em números, os dados revelam que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas geradas na economia, cresceu a uma taxa média de 70% na área em análise, acima da média do estado — estimada em 54%.
A partir do ano 2010, ou seja, após o primeiro leilão de energia eólica, realizado em 2009, o crescimento no conjunto dos 10 municípios chegou a ser quase o dobro do verificado nas demais regiões potiguares. O PIB per capita também avançou.
Com relação aos empregos com carteira assinada e às receitas públicas, a taxa de crescimento também supera a média estadual nos municípios com atividade eólica. O número de estabelecimentos comerciais aumentou, em um contexto em que milhares de negócios fecharam as portas em outras áreas do estado.
“O estudo reconhece com números, com dados medidos, que essa cadeia produtiva tem feito a diferença no ambiente econômico em que se instala. Ele mostra um real e importante impacto econômico nos municípios. Se verifica claramente a oportunidade de transformação desses benefícios econômicos em benefícios sociais. E a sociedade espera que esse segundo passo aconteça”, diz o diretor do SENAI-RN, Rodrigo Mello, em referência a outra conclusão da análise: indicadores sociais, como educação e saúde, não tiveram um comportamento homogêneo entre os municípios. Em alguns deles houve melhorias. Em outros, os indicadores se comportaram abaixo da média.
“TRANSFORMAÇÃO SOCIAL”
“Os benefícios econômicos das atividades eólicas são evidentes, enquanto os sociais são reflexo de políticas públicas”, observa a análise do MAIS RN, frisando que “aqueles municípios capazes de se planejar e aproveitar o impulsionamento vivenciado em suas localidades terão capacidade de realizar uma transformação social”.
Pedro Albuquerque, gerente do Centro de Economia e Pesquisa da FIERN, apresentou os dados no Fórum, destacando que “a eólica se espraia para outras cadeias produtivas e que os benefícios econômicos não ficam restritos à etapa de construção dos parques”. “Os benefícios se propagam pelo tempo. O que precisa ser analisado é o que os municípios que melhoraram fizeram. A eólica é uma janela de grandes oportunidades. Então como aproveitar esse momento para ter realmente um legado?”, disse ele.
José Bezerra Marinho, coordenador do MAIS RN, complementou no painel em que foi apresentada a análise: “O futuro é promissor dependendo do que a gente vai fazer com ele. Os Megawatts crescendo não significam nada se o ser humano não for o valor supremo de tudo isso”.
Questões de gestão, observou ainda Marinho, precisam ser “consideradas na sua real dimensão e resolvidas” para que o desenvolvimento seja realidade. Questões como “o que estamos fazendo com todo esse potencial energético e com toda essa tecnologia, e como estamos encaminhando isso na vida das pessoas”, frisou, precisam ser objeto de reflexão.
“Há a tendência de as pessoas acharem que o problema é da prefeitura, do governo, mas não, as responsabilidades precisam ser compartilhadas. É preciso haver uma oposição vigilante, mas também é necessário haver ajuda. É preciso olhar o Rio Grande do Norte na perspectiva do que somos capazes de fazer para alterar o futuro de quem ainda não nasceu”.
Rodrigo Mello, diretor do SENAI-RN, ressaltou sobre as conclusões que a análise traz que “municípios pobres, de baixo Índice de Desenvolvimento Humano estão tendo oportunidades de emprego e de geração de novos negócios, por exemplo, e que as empresas do setor de energia eólica têm dado exemplo de investimentos sociais dentro do possível e do que está nas mãos delas”. “Mas a gente precisa de mais. Políticas públicas são fundamentais para que benefícios cheguem e sejam transformados em legado, para que esse legado que passa a existir possa a médio prazo trazer reflexos sociais”, acrescenta.
8 de novembro de 2022 às 16:00
8 de novembro de 2022 às 14:33
FOTO: REPRODUÇÃO
O Índice de Preços ao Consumidor – IPC, da cidade do Natal, calculado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos – CES, registrou para o mês de outubro de 2022, uma variação positiva de 0,34% em relação ao mês anterior. Com este resultado, a variação no ano ficou em 5,50%, nos últimos doze meses (novembro/2021 a outubro/2022) atingiu 7,04% e 606,93% desde o início do Plano Real.
O grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 32,43% do índice geral em termos de participação no orçamento familiar, apresentou uma variação positiva de 0,72% em relação ao mês anterior. Os itens que mais contribuíram para esse aumento de preços foram: Farinhas, Féculas e Massas (6,06%), Tubérculos, Raízes e Legumes (4,96%), Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (2,74%), Frutas (2,74%), Aves e Ovos (1,24%), e Bebidas e Infusões (0,52%).
Já o grupo Transportes apresentou uma variação positiva de 0,62%. Os itens que mais contribuíram para essa queda de preços foram: Combustíveis (Veículos) (1,90%), Transporte Público (0,31%) e Veículo Próprio (0,29%). O setor de Artigos de Residência neste período apresentou uma variação positiva de 0,51% em função do aumento de preços nos seguintes itens: Cama, Mesa e Banho (2,56%), Mobiliário (2,44%) e Utensílios e Enfeites (0,04%).
Cesta Básica
A Cesta Básica teve uma variação negativa de 0,30% em relação ao mês anterior.
As despesas com os produtos essenciais, o custo com a Alimentação por pessoa foi de R$ 548,84. Para uma família constituída por quatro pessoas, esse valor alcançou R$ 2.195,36. Se a essa quantia fossem adicionados os gastos com Vestuário, Despesas Pessoais, Transportes etc., o dispêndio total seria de R$ 6.769,66.
Dos treze produtos que compõem a Cesta Básica, sete tiveram variação positiva: Feijão (3,25%), Tubérculos (2,53%), Farinha (2,46%), Frutas (1,44%), Pão (0,78%), Margarina (0,49%) e Açúcar (0,43%). As variações negativas ocorreram em seis produtos restantes: Leite (-4,87%), Óleo (-2,64%), Legumes (-1,87%), Carne de Boi (-1,82%), Arroz (-1,03%) e Café (-0,50%).
8 de novembro de 2022 às 06:15
8 de novembro de 2022 às 06:23
FOTO: GETTY
O preço da gasolina comum teve alta pela quarta semana consecutiva, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgada nessa segunda-feira, 7.
Na semana passada, o litro do combustível foi vendido por R$ 4,98 nos postos de gasolina do Brasil. A alta registrada no período entre os dias 30 de outubro e 5 de novembro é de 1,4%. São R$ 0,07 a mais se comparado a pesquisa anterior, quando o preço estava em R$ 4,91, de acordo com a ANP.
Ainda segundo a agência, o valor da gasolina é de R$ 5,00 ou mais, em média, em 11 estados. Na Bahia, o valor registrado foi de R$ 5,51, seguido pelo Rio Grande do Norte (R$5,44). Mato Grosso do Sul e Paraíba foram os estados que apresentaram os menores valores: R$4,78 e R$4,79, respectivamente.
Ainda segundo a pesquisa, o etanol e o diesel também tiveram alta. O litro do etanol chegou a R$3,70. O aumento foi de 19% em relação aos sete dias anteriores, quando o combustível era vendido por R$3,63. O diesel chegou a R$6,58 e teve um leve aumento de 0,3%. Na pesquisa anterior, o valor atingido era de R$6,56.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) contabilizava a defasagem da gasolina em 3% por litro nas refinarias, o que representa R$0,10 abaixo da paridade de importação. O percentual do diesel era de 8%, ou R$0,40.
7 de novembro de 2022 às 15:00
7 de novembro de 2022 às 14:41
FOTO: GETTY
O número de inadimplentes é alarmante para todo o Brasil, mas tem um peso ainda maior no Rio Grande do Norte. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Brasil atingiu em outubro o maior percentual de inadimplência desde 2016. Pior: no RN, a proporção de famílias com contas em atraso é a segunda maior do Brasil.
O Nordeste lidera o percentual de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas cresceu em doze Estados brasileiros entre setembro e outubro. Bahia (43,7%), Rio Grande do Norte (42,4%), Minas Gerais (42,2%), Ceará (41,9%) e Roraima (38,5%) registraram as maiores proporções de famílias com contas atrasadas. Em relação a outubro de 2021, foi entre baianos e gaúchos que se observou o maior aumento de famílias que atrasaram dívidas (11,1% e 12,6%, respectivamente).
Já entre os estados que tiveram redução do indicador, o destaque é o Ceará, que, mesmo sendo a quarta localidade com mais inadimplentes, teve queda de 4,3 p.p. na proporção de consumidores com dívidas atrasadas. Em outubro do ano passado, os consumidores cearenses eram os que apontavam as maiores dificuldades para quitação de dívidas no País. O Pará e o Maranhão também registraram quedas mais expressivas do volume de inadimplentes em um ano (reduções de 5 p.p. e 4,3 p.p., respectivamente).
NO BRASIL, NÚMEROS TAMBÉM SÃO ALARMANTES
A CNC apontou queda de 0,1 ponto percentual na proporção de endividados em outubro, após três altas consecutivas. No total, 79,2% das famílias pesquisadas relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa). Em um ano, no entanto, a proporção de endividados avançou 4,6 p.p., a menor taxa anual desde julho de 2021.
Na inadimplência, a proporção de famílias brasileiras com contas atrasadas cresceu de 30% para 30,3%, quarta alta mensal seguida. Em um ano, o avanço de 4,6 p.p. no indicador foi o maior desde março de 2016.
O endividamento está menor tanto entre as famílias de rendas média e baixa (até 10 salários mínimos) quanto para aquelas na faixa de maiores rendimentos (acima de 10 salários mínimos). A redução, na passagem mensal, foi mais expressiva entre os consumidores de renda elevada, para quem houve queda de 0,5 p.p. Porém, em um ano, a proporção de endividados cresceu mais, justamente, nesse grupo – a alta foi de 5,8 p.p., ante 4,3 p.p. para os que recebem até 10 salários mínimos.
“A geração progressiva de vagas no mercado de trabalho, a queda da inflação nos últimos meses, além das políticas de transferência de renda mais robustas têm aumentado a renda disponível, o que explica a desaceleração da proporção total de endividados”, indica o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
JUROS ALTOS
Mesmo com a retomada progressiva do fôlego na economia, os orçamentos domésticos seguem apertados, principalmente entre as famílias de menor renda. “O nível de endividamento alto e os juros elevados pioram as despesas financeiras associadas às dívidas em andamento, ficando mais difícil quitar todos os compromissos financeiros dentro do mês”, pontua Tadros. Segundo ele, esse conjunto de variáveis resultou na quarta alta do volume de consumidores com dívidas atrasadas.
Os dados do Banco Central (Bacen) mostraram que os juros anuais em todas as linhas de crédito às pessoas físicas atingiram 53,7% em média, em setembro, crescimento de 12,5 p.p. Mas, segundo a economista da CNC responsável pela Peic, Izis Ferreira, a boa notícia é que a proporção de famílias com dívidas atrasadas por mais de 90 dias vem se reduzindo desde abril. Em outubro, esse indicador alcançou 41,9% dos inadimplentes, a menor proporção desde dezembro de 2021. “Os consumidores têm buscado renegociar as dívidas sem pagamento há mais tempo”, avalia Izis Ferreira. A porcentagem de famílias que afirmaram não ter condições de pagar as contas caiu 1 p.p. de setembro para outubro, representando 10,6% do total de famílias.
2 de novembro de 2022 às 16:00
2 de novembro de 2022 às 15:33
FOTO: GETTY
Apesar de a Petrobras manter congelado há 60 dias o preço do combustível para as refinarias, a gasolina continua subindo de preço nos postos de abastecimento, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana de 23 a 29 de outubro, o combustível teve alta de 0,6%, com preço médio em todo o País de R$ 4,91 por litro, ainda se mantendo abaixo dos R$ 5.
O preço máximo de revenda encontrado pela ANP foi de R$ 7,34 por litro e o mais baixo, de R$ 3,49 por litro.
Já o preço do diesel S10 caiu 0,6%, para uma média de R$ 6,68, com o valor mais alto atingindo R$ 8,49 e o mais baixo, R$ 5,96 por litro.
Gás 0,2% mais barato
Já o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de 13 quilos, ou gás de cozinha, teve queda de 0,2% na revenda, para uma média de R$ 109 86. O preço mais alto encontrado pela agência no período foi de R$ 149 e o mais baixo, de R$ 83 por botijão.
Durante a campanha eleitoral encerrada no domingo passado, a queda no preço dos combustíveis foi uma das principais bandeiras que o presidente Jair Bolsonaro utilizou para sinalizar à população que o governo tomara medidas para reduzir o valor do insumo. A zeragem de impostos federais contribuiu para a queda de preços, além da redução dos impostos estaduais, mas também contribuiu para o cenário o fato de o preço do barril do petróleo ter caído nos últimos meses. Essa realidade, porém, mudou nas últimas semanas, devido à instabilidade no cenário internacional, e o preço do petróleo voltou a subir, de forma a pressionar a Petrobras, que ainda assim evitou reajustes.
Conforme o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), na terça-feira anterior à eleição a gasolina da estatal estava 12 27% (ou R$ 0,46 por litro) mais barata do que os preços internacionais, e o diesel, 14,13% (ou R$ 0,80 por litro). Mesmo sem reajustes nas refinarias, a pressão inflacionária levou a aumentos no preço dos combustíveis nos postos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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