26 de dezembro de 2022 às 04:22
26 de dezembro de 2022 às 04:22
FOTO: DIVULGAÇÃO
A média de economia, quando se utiliza a energia solar em substituição à elétrica, chega a até 90%. A estimativa é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
O setor, que vem crescendo muito no Brasil, já ocupa o 3º lugar em geração de energia, perdendo apenas para eólica e elétrica.
O país ultrapassou a marca de 19 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica. Desse total, 13 são de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos. O restante corresponde às usinas de grande porte.
O número é considerado histórico pelo setor e, com base neles, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a capacidade instalada poderá dobrar até o início do ano que vem.
O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, disse que os crescentes reajustes nas contas de luz e a redução dos custos para instalação das placas fotovoltaicas explicam o crescimento desse tipo de energia no país.
A energia solar é considerada uma fonte limpa, que não produz resíduo ou poluição. Segundo a Absolar, essa energia evitou a emissão de quase 28 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) na geração de eletricidade.
O custo de instalação, no entanto, não é baixo. Para residências, o preço médio é de R$ 25 mil e para indústrias, de até R$ 200 mil. Sauaia afirmou ainda que esses valores devem cair. Como a redução nas contas mensais é alta, o investimento é recuperado em poucos anos.
Desde 2012, de acordo com dados da Absolar, a energia solar garantiu R$ 10 bilhões em novos investimentos no Brasil, além de 640 mil empregos. A arrecadação aos cofres públicos foi de quase R$ 40 bilhões.
25 de dezembro de 2022 às 07:00
25 de dezembro de 2022 às 07:29
FOTO: ILUSTRAÇÃO
A ceia do natalense está 15% mais cara neste ano. É o que mostra um levantamento do Procon Natal que pesquisou os preços de 62 itens natalinos entre frios, massas, proteínas, bebidas e doces tradicionais do período natalino. Neste ano, os consumidores têm de desembolsar em média R$ 471,05 para montar a ceia de Natal, enquanto que a mesma cesta de produtos custava R$ 397,94 em 2021, um incremento de R$ 73 ou 15,5%.
O trabalho do Procon revelou também que a pesquisa segue sendo a principal dica para economizar. O preço do bacalhau, por exemplo, variou até 164% entre os estabelecimentos da capital.
O típico peru de Natal, um dos protagonistas da ceia, está mais salgado neste ano e é o item mais caro dentro da categoria das proteínas, custando R$ 31,65/kg. A ave de 5 kg pode chegar a custar R$ 158,25. A alternativa mais barata é a carne suína, que teve uma leve redução no preço em relação ao ano passado. O pernil de porco congelado está saindo a R$ 21,27/kg. O lombo suíno foi a que teve a menor redução de preços de um ano para o outro: caiu de R$ 25,78/kg em 2021 para R$ 18,52/kg, uma redução de 28,1%.
A pesquisa do Procon concluiu ainda que os atacarejos são os estabelecimentos com os melhores preços ante os supermercados.
21 de dezembro de 2022 às 06:00
20 de dezembro de 2022 às 20:04
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Rio Grande do Norte tem potencial eólico onshore (em terra) duas vezes maior que o estimado 20 anos atrás e capacidade de expandir a geração dessa fonte de energia em pelo menos 93 Gigawatts (GW) a 200 metros de altura – o equivalente a 15 vezes o que está em operação atualmente em seu território. O estado é o maior produtor brasileiro de energia eólica.
O potencial para futura geração offshore – com parques eólicos no mar – alcança, por sua vez, 54,5 GW e seria suficiente para suprir cerca de ⅓ de toda energia elétrica brasileira em 2020 (aproximadamente 651TWh).
As áreas mais promissoras estão no Litoral Norte. Mas, a uniformidade de cor que salta aos olhos em mapas que indicam o recurso eólico no estado não deixa dúvidas: o offshore potiguar inteiro é um oásis. O estado também tem abundância de energia solar.
Os dados e análises foram divulgados nesta terça-feira (20), na Casa da Indústria, em Natal, durante apresentação do novo Atlas Eólico e Solar do estado. O documento é fruto de um Termo de Colaboração firmado entre o governo, através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e a Federação das Indústrias (FIERN), com execução do SENAI-RN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER).
Atlas
O Atlas Eólico e Solar do RN aponta onde estão as melhores áreas no estado para energia eólica e solar. Traz textos, mapas e outras imagens com informações inéditas sobre o potencial do estado e regiões mais promissoras para investimentos em terra, no mar e, no caso da energia solar, também em lagos, açudes e barragens monitorados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). É o primeiro levantamento com dados disponibilizados ao público sobre o offshore no Rio Grande do Norte. E também o primeiro Atlas de energia solar do estado.
No caso da energia eólica onshore, o documento aponta potencial eólico, ou seja, capacidade instalável em terra, de 56 Gigawatts (GW), com ventos acima de 7 metros por segundo (m/s) e considerando uma altura de 100 metros – compatível com a média dos aerogeradores existentes nos atuais parques. O parâmetro é o mesmo utilizado no primeiro Atlas Eólico potiguar, publicado duas décadas atrás, em 2003. Mas não foi o único utilizado.
“As análises apresentadas neste trabalho consideram alturas de até 200 metros e medições realizadas por um conjunto de estações que instalamos em campo, entre elas, uma torre de 170 metros, a maior existente no Brasil, seis estações solarimétricas, e uma torre offshore (no mar), no Porto-Ilha de Areia Branca. O resultado são dados inéditos possibilitados pela evolução da tecnologia utilizada e por técnicas mais avançadas de análise do que as que estavam disponíveis no início dos estudos sobre o setor”, diz o diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, Rodrigo Mello.
O Atlas Eólico e Solar, frisa ele, é parte de um projeto mais amplo, que também incluiu o lançamento da plataforma http://atlaseolicosolarn.com.br/, no ar desde março, com abastecimento contínuo de informações coletadas por torres e estações meteorológicas instaladas em campo, além de outras disponibilizadas por bases de dados oficiais, públicas. O investimento total do governo no projeto foi de R$ 2,6 milhões.
“O nível de precisão para a tomada de decisão dos investimentos passa a ser outro a partir de agora. É uma evolução de 100% e com mais uma vantagem: Os dados são permanentemente atualizados e ficam disponíveis online para a sociedade”, diz Mello.
O documento lançado nesta terça é composto por aproximadamente 200 páginas, distribuídas em oito capítulos com um panorama contextualizado das principais fontes de energia renováveis no estado. A população poderá consultar a versão impressa na Sedec e baixá-la online, gratuitamente, no site da Secretaria: http://www.sedec.rn.gov.br/. Exemplares também serão distribuídos para as universidades e bibliotecas públicas.
19 de dezembro de 2022 às 06:15
19 de dezembro de 2022 às 07:39
FOTO: TÂNIA RÊGO
Como já foi visto durante todo o ano – quando o preço das passagens aéreas subiu, em parte impulsionado pelo aumento no querosene de aviação -, os bilhetes para viagens no fim do ano e em janeiro devem continuar a tendência de alta. Das dez rotas mais buscadas na plataforma Voopter (de comparação de preço de passagem) para o réveillon, nove estão mais caras do que no mesmo período do ano passado. O resultado é o mesmo quando analisados os valores de janeiro.
Para o ano-novo, o maior aumento é entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Recife (PE), com 124,7%. Segundo o levantamento, o preço médio da viagem de ida e volta é de R$ 5.855,13. No ano passado, o valor médio dos voos ficava em R$ 2.605,38. Ainda para o réveillon, apenas a viagem entre Guarulhos (SP) e Fortaleza (CE) está mais barata do que em 2021. A queda é de 15% (veja comparação completa na pág. B2).
Considerando os valores médios das passagens mais buscadas para janeiro, a viagem de ida e volta entre Salvador (BA) e Guarulhos é a que mais subiu, passando de R$ 970,10, no começo do ano, para R$ 2.132,10 em janeiro de 2023. Já a viagem entre o aeroporto de Galeão, no Rio de Janeiro, e Fortaleza foi a única com recuo, de 3%.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) destaca, em nota, que o preço das passagens vem oscilando muito por conta da volatilidade nas cotações do barril de petróleo e do dólar. Esse cenário, acrescenta, tem pressionado os custos do setor.
16 de dezembro de 2022 às 04:45
16 de dezembro de 2022 às 05:51
FOTO: IGOR QUIRRENBACH DE CARVALHO
O Rio Grande do Norte registrou o abate de 20.853 bovinos (bois, vacas, novilhos, novilhas, vitelos e vitelas) no terceiro trimestre de 2022. Esse é o sexto trimestre seguido em que a quantidade de bovinos abatidos aumenta no estado, segundo o IBGE.
Desde o início da Pesquisa do Abate de Animais do IBGE em 1997, nunca o RN havia registrado seis meses seguidos de alta. Em termos percentuais, essa quantidade representa um aumento de 4,86% em comparação ao trimestre anterior, seguindo a tendência de crescimento nacional (6,32%).
Apesar disso, o estado ainda não chegou a superar o quarto trimestre de 2007 quando registrou o abate de 32.652 bovinos.
Na comparação com o mesmo período de 2021, o estado registrou um crescimento de 21,13% no abate bovino. Mesmo assim, o RN tem a terceira menor quantidade de bovinos abatidos do Brasil, ficando à frente apenas de Roraima (20.466) e Paraíba (13.733).
A Pesquisa Trimestral de Abate de Animais investiga informações sobre a quantidade de animais abatidos e o peso total das carcaças, por espécie pesquisada, tendo como unidade de coleta abatedouros sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal.
Abate de suínos tem leve aumento
O RN registrou o abate de 4.927 cabeças de suínos nos meses de julho, agosto e setembro, um leve aumento se comparado ao segundo trimestre do ano. Com 48 cabeças a mais, esse número representa mais um recorde desde o início da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. Essa quantidade representa um acréscimo de 29,2% ante o mesmo período de 2021 e de quase 1,0% frente ao 2º trimestre deste ano.
No Nordeste, os únicos estados que não registraram aumento foram Piauí (-5,1%), Bahia (-5,9%) e Maranhão (-18,4%).
Número de ovos produzidos cai no RN
No terceiro trimestre de 2022, o Rio Grande do Norte produziu cerca de 9,4 milhões de dúzias de ovos de galinha, o que representa uma diminuição de 2,09% em relação ao trimestre anterior e de 3,66% ante o mesmo período de 2021.
Em contrapartida, o número de galinhas poedeiras nesse período teve um acréscimo de 35.406 cabeças em comparação ao último trimestre o que representa, em termos percentuais, um aumento de aproximadamente 2,3%.
14 de dezembro de 2022 às 17:00
14 de dezembro de 2022 às 15:37
FOTO: MARCELO CAMARGO
O Rio Grande do Norte teve uma queda de -3,4% no volume de serviços em outubro, na comparação com setembro. Com isso, o estado chegou ao segundo mês seguido de redução e apresentou o sexto pior desempenho do Nordeste.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse foi o quinto mês com registro de queda do volume de serviços em 2022, no RN. O setor registrou queda no país como um todo, no mês de outubro, e a média nacional ficou em -0,6%.
Ainda de acordo com o IBGE, a receita nominal dos serviços também teve resultado negativo ficando 2% menor na comparação com o mês anterior. Esse número é o pior resultado para o mês de outubro desde 2011.
Comparado ao mesmo mês de 2021, o Índice de Volume de Serviços registrou uma variação positiva de 2,5%. A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de 7,2%.
De acordo com o IBGE, a Pesquisa Mensal de Serviços produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, excluídas as áreas de saúde e educação.
Comércio
O Rio Grande do Norte também teve em outubro uma baixa de -1,3% no volume do comércio varejista em comparação ao mês anterior. Foi a quinta vez no ano em que a taxa obtida pelo estado ficou no campo negativo.
A queda registrada no estado, no décimo mês do ano, foi na contramão da média nacional (0,4%). Entre os estados do Nordeste, o decréscimo do RN só não foi maior do que o registrado na Paraíba (-6,8%).
No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o estado potiguar teve um aumento de 2,7%. Já a variação acumulada em 12 meses foi negativa em -0,8%. Com isso, o Rio Grande do Norte registrou variação positiva no ano de 0,7% na receita de vendas no comércio varejista.
Esses dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE.
Varejo ampliado
Em outubro, o varejo ampliado no Rio Grande do Norte teve decréscimo de -0,3% no volume de vendas em comparação ao mês anterior, diferentemente da taxa registrada no país, que cresceu 0,5%.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o estado potiguar registrou um crescimento de 2,0%. Já o acumulado dos últimos 12 meses foi negativo, atingindo o índice de -0,6%. Paraíba (2,4%), Alagoas (1,8%), Ceará (1,2%) e Piauí (0,9%) foram os estados do Nordeste que acumularam desempenho positivo durante esse período.
O comércio varejista ampliado inclui, além do varejo comum, a venda de veículos, motos, partes e peças e material de construção.
14 de dezembro de 2022 às 15:30
14 de dezembro de 2022 às 15:17
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Governo do Estado inicia o pagamento salarial de dezembro para ativos, inativos e pensionistas nesta quinta-feira (15). Mais da metade do funcionalismo estadual irá receber o salário integral já na primeira quinzena do mês.
Amanhecerá na conta dos servidores o salário integral para quem recebe até R$ 4 mil e para toda a categoria da Segurança Pública, independentemente da faixa salarial, além de 30% para quem recebe acima de R$ 4 mil.
Os trabalhadores lotados em pastas com recursos próprios receberão o salário integral no próximo dia 30 de dezembro, dentro do mês trabalhado, concluindo a folha total de R$ 577 milhões.
A conclusão do “décimo terceiro”, já adiantada para 65% dos servidores estaduais, será anunciada em breve.
13 de dezembro de 2022 às 13:30
13 de dezembro de 2022 às 13:24
FOTO: ALESSANDRO MARQUES
O reajuste médio nos preços das mensalidades das escolas particulares de Natal, proposto para 2023, ficou menor em comparação a 2022, em todos os níveis de ensino pesquisados. Os dados foram analisados pelo Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor Procon Natal, após pesquisa realizada entre os dias 24 a 30 de novembro deste ano.
O Procon Natal realizou o estudo abrangendo os níveis IV, V e a 1º série da Educação Infantil, o Ensino Fundamental I e II, e também o Ensino Médio. O objetivo do trabalho é informar e orientar estudantes, pais e responsáveis sobre matrículas para o ano letivo de 2023.
A pesquisa relativa ao Ensino Médio mostrou redução no índice de reajuste de 11,58%, sendo que o reajuste para este ano letivo de 2022 foi de 15,90%. Para o nível fundamental I e II, o reajuste para 2023 foi de 12,17% e 12,22%, respectivamente, e em 2022 os percentuais de aumento foram de 14,77% e 18,88%.
Na educação infantil, com os níveis IV e V, foi observada a mesma tendência de reajuste menor. Para 2023 o índice foi de 12,66% e para o ano de 2022 o reajuste foi de 15,08%. Esses percentuais foram encontrados pela média das variações anuais.
De acordo com a Lei nº 9.870 de 1999, atualizada pela Lei 12.866 de 2013, não existe um teto para o reajuste, contudo este deve estar de acordo com as despesas da escola e só poderá ser realizado uma vez a cada 12 meses.
A mesma lei versa sobre o contrato de prestação de serviço educacional, e no quesito referente ao pagamento dos valores contratados, no ato da matrícula ou de sua renovação, estes poderão ocorrer em seis ou doze parcelas iguais, constituindo a semestralidade ou anuidade.
Além disso, a necessidade do aumento deve ser comprovada por meio da apresentação de planilha de custos da instituição, mesmo que o reajuste seja resultado de modificações no processo didático-pedagógico, os novos valores e o número de vagas por sala, devem estar acompanhados de documentos que justifiquem o aumento e devem ser fixados em locais visíveis e de fácil acesso na escola, 45 dias antes do prazo final para a realização da matrícula.
O Núcleo de Pesquisa, para apresentar esses percentuais, analisa os preços praticados neste ano e os preços que as escolas propõem para o próximo ano. A equipe de pesquisa do Procon Natal percorreu 30 escolas da cidade para coleta de dados, e os estabelecimentos pesquisados foram selecionados dentre as maiores e mais tradicionais da capital, distribuídas pelas quatro regiões da cidade.
A pesquisa considera os valores apenas de um turno principal. Isso porque algumas escolas estabelecem preços diferenciados para os períodos matutino e vespertino. Então, o núcleo de pesquisa definiu os seguintes parâmetros para a pesquisa:
1 – Quanto aos níveis pesquisados foram: Infantil – IV, V e 1º ano, Fundamental I do 2º ao 5º ano, Fundamental II do 6º ao 9º ano, e o ensino médio do 1º a 3º ano;
2 – A pesquisa considera os preços sem eventuais descontos, ou seja, o valor anual dividido em 12 parcelas. Uma vez que as escolas praticam diversos descontos, entre eles: por pontualidade e percentuais de bolsas.
3 – A análise da pesquisa teve o intuito de identificar as regiões e escolas onde tenham as melhores mensalidades e estejam no nível de cada consumidor, ou seja, todas as regiões da capital.
As planilhas completas com dados por nível de ensino de cada estabelecimento pesquisado, bem como, médias variações, maior e menor preço, dentre outras informações podem ser obtidas através do endereço eletrônico http://www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. É permitido cópia dos dados da pesquisa, desde que seja citada a fonte: Núcleo de pesquisa Procon Natal. No entanto, é vedada a utilização deste material, integral ou parcial, para fins de anúncio publicitário comercial de qualquer espécie.
ANÁLISE DOS DADOS
O Núcleo de Pesquisa analisou os dados e identificou escolas com os valores mais diversos de acordo com o padrão e a sua metodologia de ensino aplicada.
Na educação infantil a média encontrada da mensalidade foi de R$ 963,77, com 48,39% das escolas aplicando preço abaixo dessa média. O maior custo encontrado para o consumidor foi de R$ 1.895,06 e o menor de R$ 295,00.
No ensino fundamental I, a pesquisa encontrou um custo médio de R$ 1.093,99, e em 54,84% das escolas estavam praticando preço abaixo dessa média. O órgão registrou, nesse caso como o maior preço, de até R$ 3.570,00 e o menor de R$ 295,00.
O ensino fundamental II teve o mesmo percentual 54,84%, com mensalidades em média de R$ 1.208,99, maior preço de até R$ 3.500,00 e menor de R$ 484,50.
Para o ensino médio a mensalidade foi de R$ 1.507,36, e em 45,16% das escolas pesquisadas praticavam preços abaixo dessa médio. O maior valor encontrado para o ensino médio foi de até R$ 3.615,50, e o menor de R$ 639,00.
As maiores mensalidades encontradas pelos pesquisadores estavam na região leste e sul da capital potiguar, já as menores estavam na região oeste e norte. Os serviços educacionais estão enquadrados no Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078 de 1990. O Procon Natal recomenda a leitura detalhada do contrato de prestação de serviços de educação antes de o mesmo ser datado e assinado.
Uma via deve ficar em poder do responsável e a outra com a escola. Informações sobre como será efetuada a cobrança do débito, pagamento de parcelas, mensalidade, desistência ou trancamento de matrículas, atrasos de pagamento, multas, entre outras, devem estar claramente descritas no contrato.
A anuidade é o valor a ser pago em 12 parcelas mensais e iguais, desse total, a quantia paga antecipadamente a título de reserva ou matrícula deve ser descontada. As escolas podem apresentar planos alternativos de pagamento, mas o valor total não pode ser superior ao da anuidade.
Os dados analisados pelo Núcleo de pesquisa, apontam que as mensalidades encontradas em certos estabelecimentos de ensino, sugerem que o nível principal estabelecido pela escola apresenta valores de mensalidades superiores ao valor médio, enquanto os demais níveis, apresentam preços inferiores aos valores médios encontrados.
Por exemplo, se o foco principal da instituição é a preparação para ensino superior, as mensalidades referentes aos anos do ensino médio se apresentam com valores superiores à média, o mesmo ocorre quando o foco principal da escola está situado no ensino fundamental. Nesse caso, suas mensalidades para esta faixa de níveis se apresentam acima da média encontrada por este órgão.
Também foi observado quanto à pedagogia da escola está voltada ao ensino, ou seja, a preparação dos alunos e formação direcionada.
Por fim, algumas iniciativas de pais ou responsáveis podem auxiliar na escolha da escola. Assim, é importante realizar uma visita aos estabelecimentos, conhecer detalhes como espaço, número de alunos por sala de aula, instalações, biblioteca, laboratório, metodologia de ensino, carga horária e a maneira como é realizada a comunicação com os pais. Uma forma de evitar problemas é a troca de informações com outros pais e a participação em reuniões de representação junto à direção da escola.
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