SELO BLOG FM (4)

Categoria: Economia

Brasil tem o 5º pior salário mínimo da América Latina

FOTO: REPRODUÇÃO

Ao considerar os salários mínimos atualizados no ano de 2023, o Brasil ficou na 5ª pior posição do ranking da América Latina.

Somente 4 países possuem um salário mínimo menor que o Brasil: Venezuela, Argentina, Rep. Dominicana e Colômbia.

É o que revela um estudo divulgando pela plataforma de descontos online CupomValido.com.br com dados referentes às informações oficiais de cada país.

O valor do salário mínimo médio ao considerar todos os países foi de R$1.751, um valor mais de 32% maior que no Brasil.

O primeiro e o último colocado

Com o valor de R$3.183, a Costa Rica é o país com o maior salário mínimo da América Latina. Este valor é mais que 2.4x maior que no Brasil.

A Costa Rica possui uma forte economia no setor de turismo, agricultura e exportação. Além disso, ao levar em consideração a expectativa de vida, educação, e renda per capita, o país possui o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,809, um valor considerado como muito elevado.

Na ponta oposta, com apenas R$42, a Venezuela é o país com o pior salário mínimo.

O país sofre com uma crise severa, com o PIB encolhendo e a inflação subindo vertiginosamente. Somente em 2022 a inflação foi de mais que 300% no ano.

Preço médio da cesta básica sobe 1,43% em Natal no mês de fevereiro

FOTO: DIVULGAÇÃO

Em Natal, o preço médio da cesta básica apresentou um aumento de 1,43% em fevereiro, em relação ao mês anterior, de acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), por meio da Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos (CES). A alimentação por pessoa custou R$ 563,92, e uma família de quatro pessoas gastou R$ 2.255,68 apenas com alimentos essenciais. Se somados os gastos com Vestuário, Despesas Pessoais, Transportes e outros, o gasto total chegou a R$ 6.955,66.

Entre os treze produtos que compõem a cesta básica, oito tiveram aumento de preço em fevereiro: óleo (17,89%), legumes (14,82%), margarina (12,08%), frutas (4,87%), farinha (4,49%), arroz (3,01%), carne de boi (0,50%) e feijão (0,11%). Os outros cinco produtos apresentaram variação negativa: leite (-5,22%), tubérculos (-1,71%), pão (-1,61%), açúcar (-1,14%) e café (-0,40%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também teve uma variação positiva de 0,44% em fevereiro em relação a janeiro. No ano, o índice acumula variação de 0,99%, e nos últimos doze meses, de março/2022 a fevereiro/2023, a variação foi de 5,85%. Desde o início do Plano Real, a variação do IPC em Natal foi de 620,56%.

O grupo Alimentação e Bebidas, responsável por 32,43% do índice geral, apresentou uma variação positiva de 1,13% em relação ao mês anterior, sendo que os principais itens que contribuíram para o aumento de preços foram hortaliças e verduras (11,48%), tubérculos, raízes e legumes (6,82%), óleos e gorduras (6,08%), carnes e peixes industrializados (2,79%), farinhas, féculas e massas (2,57%) e frutas (2,12%).

O grupo Educação apresentou variação positiva de 4,72%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de cursos (8,22%) e leitura (1,86%). O grupo Habitação teve uma variação positiva de 0,36% em função do aumento de preço em artigos de limpeza (0,76%).

RN faz parte de acordo entre Petrobras e Equinor para geração de energia eólica offshore

PARQUE EÓLICO COLIBRI FICA NA FRONTEIRA LITORÂNEA ENTRE O RIO GRANDE DO NORTE E CEARÁ. FOTO: DIVULGAÇÃO/PETROBRAS

O Rio Grande do Norte está entre os sete projetos de geração de energia eólica offshore que fazem parte do acordo assinado ontem (06/03) pela Petrobras e Equinor.

As duas empresas estudam instalar parques eólicos nos estados do RJ, ES, PI, CE, RN e RS, com potencial para gerar até 14,5 GW.

“Esse acordo vai abrir caminhos para uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando o expressivo potencial eólico offshore do nosso país e impulsionando nossa trajetória em direção à transição energética”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

O acordo é fruto da parceria firmada entre Petrobras e Equinor em 2018 – e teve seu escopo ampliado para além dos dois parques eólicos Aracatu I e II (localizados na fronteira litorânea entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo), previstos inicialmente.

Além desses dois projetos, o novo acordo prevê avaliação da viabilidade de parques eólicos de Mangara (na costa do Piauí); Ibitucatu (costa do Ceará); Colibri (fronteira litorânea entre o Rio Grande do Norte e Ceará), além de Atobá e Ibituassu (ambos na costa do Rio Grande do Sul) – num total de sete projetos, com prazo de vigência até 2028.

Natal tem quinta cesta básica mais barata do país, diz Dieese

FOTO: JÚLIO CÉSAR COSTA

O preço da cesta básica em Natal foi o quinto menor entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em fevereiro de 2023. O valor médico chegou a R$ 626,15 – houve um aumento de 0,64% em relação a janeiro do mesmo ano.

No comparativo com fevereiro de 2022, o preço subiu 12,37% e acumulou aumento de 7,15% nos dois primeiros meses do ano.

Entre janeiro e fevereiro de 2023, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: banana (6,92%), farinha de mandioca (4,07%), feijão carioca (3,98%), manteiga (1,58%), tomate (0,36%) e pão francês (0,15%).

Os demais produtos apresentaram diminuição no preço médio: açúcar refinado (-3,00%), café em pó (-1,89%), carne bovina de primeira (-1,20%), arroz agulhinha (-1,13%), óleo de soja (-1,01%) e leite integral UHT (-0,49%).

O levantamento aponta que, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em 10 dos 12 bens alimentícios da cesta: feijão carioca (36,78%), farinha de mandioca (34,01%), manteiga (25,00%), pão francês (24,75%), leite integral UHT (22,87%), banana (16,62%), arroz agulhinha (13,04%), tomate (10,86%), óleo de soja (3,38%) e café em pó (2,18%).

G1RN

Ovos de Páscoa chegam aos supermercados em média 12% mais caros

FOTO: ILUSTRAÇÃO

Os ovos de Páscoa já estão chegando aos supermercados. Apesar da desaceleração da inflação no último ano, o consumidor deve se preparar para encontrar o produto mais caro em média em cerca de 12%.

No IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) de fevereiro, prévia da inflação do mês, chocolates e bombons tiveram aumento de 12,41% nos últimos 12 meses acumulados. O índice é o dobro da inflação acumulada no mesmo período, de 5,63%.

“No caso dos ovos de Páscoa, a tendência é que haja um incremento nos preços acima da inflação oficial do país (IPCA), em razão da elevação dos custos de produção e dos insumos”, explica em nota a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Com o aumento, quem comprou um ovo de Páscoa por R$ 50 no ano passado, agora pode ter de pagar R$ 56 pelo mesmo produto.

A associação projeta um crescimento real de 4,5% nas vendas de Páscoa neste ano. A data é a segunda com maior movimento, ficando à frente da Black Friday e perdendo apenas para o Natal.

Segundo pesquisa de confiança do setor (ICS-Apas), 40% dos empresários estão otimistas em relação ao movimento gerado pela Páscoa, enquanto 45% seguem cautelosos, preferindo colocar à disposição do consumidor produtos alternativos aos tradicionais ovos de Páscoa, como as barras de chocolates.

Com informações de R7

Petrobras avalia novos projetos de energia eólica na costa brasileira

FOTO: REUTERS

A Petrobras vai estudar a viabilidade de sete projetos de geração de energia eólica offshore na costa brasileira. Os parques eólicos em potencial abrangem os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A previsão é que gerem até 14,5 GW (gigawatts) de energia. A análise será feita em cooperação com a empresa privada Equinor, que atua no país desde 2001, e levará em conta as possibilidades técnicas, econômicas e ambientais.

“O acordo vai abrir caminhos para uma nova fronteira de energia limpa e renovável no Brasil, aproveitando o expressivo potencial eólico offshore do nosso país e impulsionando nossa trajetória em direção à transição energética”, afirmou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

Petrobras e Equinor já haviam firmado parceria em 2018 para implantação de dois parques eólicos na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo: o Aracatu I e II. O novo acordo inclui a análise dos parques de Mangara, no Piauí; Ibitucatu, no Ceará; Colibri, no Rio Grande do Norte/Ceará; e Atobá e Ibituassu, no Rio Grande do Sul. O prazo de vigência vai até 2028.

“Estamos felizes em expandir nossa colaboração para renováveis, possibilitando uma ampla oferta de energia no Brasil. Juntos, estamos engajados ativamente para contribuir com a realização da energia eólica offshore e da transição energética do Brasil, criando as condições iniciais necessárias para que a energia renovável se desenvolva de maneira sustentável”, disse o diretor executivo da Equinor, Anders Opedal.

Transição energética

A Petrobras pretende neutralizar as emissões de gases do efeito estufa nas atividades sob controle da companhia até 2050. A energia eólica offshore está entre as prioridades do plano estratégico para o período de 2023 a 2027, e atende ao objetivo de diversificar a matriz energética do país. A tecnologia usa a força dos ventos no mar para produzir energia renovável.

Segundo a companhia, as principais vantagens são a velocidade alta e a estabilidade dos ventos em alto-mar, que não sofrem interferência de barreiras geográficas naturais, nem de construções urbanas.

Outro projeto de desenvolvimento tecnológico da Petrobras em andamento é o de testes da Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore (chamada de Bravo), feitos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina.

Agência Brasil

Fecomércio-RN participa de agenda internacional com foco no turismo sustentável e capacitação profissional

FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio RN), Marcelo Queiroz, lidera missão internacional na Alemanha e em Portugal, no período de 06 a 15 de março. A Comitiva, formada por membros da Fecomércio e Senac RN, participará de eventos, para conhecer ações inovadoras com foco no turismo sustentável, bem como firmará novas parcerias com foco em capacitação profissional. 

A programação da comitiva potiguar na Alemanha foi articulada pelo Instituto Educacional da Economia Bávara (BBW) e prevê a participação na ITB Berlin, maior feira de turismo de mundo, que reúne, anualmente, mais de 10.000 expositores de até 180 países para expor seus produtos e serviços mais inovadores no segmento.  

Na ocasião, será realizada a cerimônia do Green Destinations Story Awards 2023, premiação internacional que irá anunciar os destinos com as histórias de turismo sustentável mais inspiradoras.  Os municípios de Tibau do Sul e Tibau, na Costa Branca estão na disputa graças a implementação do Programa DEL Turismo, realizado pelo Sistema Fecomércio RN, por meio do Senac, em parceria com a Alemanha. 

A instituição também possui longa parceria com o Governo Alemão, através das instituições BBW, EIC Trier – IHK, BMZ e SEQUA, com o objetivo de promover o crescimento econômico do Rio Grande do Norte, por meio de ações focadas no segmento turístico.

Além do presidente da Fecomércio RN, também compõem a comitiva o diretor regional do Senac, Raniery Pimenta, o gestor de Desenvolvimento Local do Senac, Marcelo Milito. O prefeito de Natal, Álvaro Dias, também estará presente do evento, assim como a gerente de Promoção Internacional da Setur, Nayara Santana, e a coordenadora dos projetos da BBW no Brasil, Anne Oertel.

Portugal

O presidente Marcelo Queiroz também cumprirá agenda em Portugal, visitando instituições do país com o objetivo de firmar parcerias estratégicas par capacitação profissional. O dirigente do Sistema Fecomércio assinará um protocolo de intenções para intercâmbio de alunos, bem como para envio de profissionais formados pela instituição, com foco no mercado português.

CNT realiza estudo de viabilidade para segundo terminal portuário em Natal

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Localização privilegiada na esquina da América do Sul, um dos pontos mais próximos dos continentes africano e europeu. Estes elementos geográficos dão ao Rio Grande do Norte um potencial gigantesco em termos de logística. Algumas questões, entretanto, inviabilizam a chegada ao Porto de Natal, já que as embarcações precisam passar por debaixo da ponte Newton Navarro para atracar no terminal da capital potiguar. Foi o caso da empresa francesa CMA-CGM, que com a compra de navios maiores, não vai mais operar no porto natalense, já que as novas embarcações não conseguirão operar no terminal.

Segundo a Companhia das Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a saída da operação da francesa CMA-CGM no Porto de Natal causará queda equivalente a 13% no faturamento planejado para 2023. Mas esta situação pode ser contornada nos próximos anos. Isso porque a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) contratou uma empresa para realizar um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), do chamado Porto Potengi, que ficaria na margem oposta ao atual porto de Natal. “Nós contratamos uma empresa que vai fazer o estudo sobre a ideia do Novo Porto de Natal, do outro lado do Rio. Uma empresa vai fazer o estudo de viabilidade econômica do porto. Daí em diante, teria um processo natural. O primeiro passo é saber a viabilidade econômica que o porto teria. O projeto é do outro lado do Porto Atual”, disse Eudo Laranjeiras, vice-presidente de Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, à reportagem.

De acordo com Laranjeiras, existe um projeto robusto, com a entrada ocorrendo pela Zona Norte e também com aproveitamento de modal ferroviário para São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. “Já foi feito um projeto que não é só o porto, é o porto com a entrada pela Zona Norte, com uma ligação ferroviária para São Gonçalo. É um projeto amplo. A CNT entrou para que a gente faça esse estudo de viabilidade econômica, primeiro, para ver se realmente existe na nossa economia a capacidade de um porto maior, para vir a quantidade de mercadorias que a gente compra e vende através do porto. Isso é o estudo de viabilidade econômica”, afirmou.

No entanto, ainda não há uma confirmação exata se o atual Porto de Natal iria operar em conjunto com o novo terminal. Eudo Laranjeiras foi questionado se a capital potiguar passaria a ter dois terminais, mas não deu certeza, uma vez que tudo depende do estudo de viabilidade técnica que, segundo o vice-presidente da Confederação Nacional dos Transportes, terá início neste mês de março. “Na realidade, acho que sim. O de comércio, de negócios, é o novo. O antigo poderia ser da Marinha, outra coisa, ou não sei se quando tiver navios de turismo. Sei que o outro porto seria totalmente novo”, explicou.

SETORES DA ECONOMIA

Esta pauta é do interesse de diversos setores da economia potiguar. Entre eles, o de comércio e serviços. De acordo com Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN, as deficiências estruturais do atual porto da capital potiguar interferem diretamente na competitividade do estado. “A implantação de um novo equipamento, que venha a suprir as deficiências atuais, para nós é bastante positiva. Vale ressaltar que, no ano passado, o Porto de Natal fechou o ano com um crescimento de 6,63% nas movimentações, entre embarques e desembarques, mas esse número poderia ser bem maior e, acreditamos, deverá ser com um novo complexo portuário”, comentou.

Para Queiroz, o desenvolvimento econômico do estado passa diretamente pelo terminal da capital potiguar. “Certamente, isso terá reflexos positivos em toda a cadeia produtiva, da indústria ao comércio, além de ser um caminho para a efetivação de uma logística intermodal, impulsionando o desenvolvimento econômico, ampliando novos negócios e, com isso, gerando mais ocupação e renda em todo o estado”, projetou.

O economista Robespierre Do Ó, afirmou que investimentos em projetos estruturantes são cruciais para fomentar a economia no estado. “O RN tem condições de ser um hub de logística. Tem atrativos para isso. Mas precisa ter uma política clara. Qual a proposta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para isso? Você tem um aeroporto, em SGA, que anda com déficit. A empresa que operava lá, entregou. Você tem o porto de Natal que recebe um navio por mês. Tem ferrovia. Então eu vou fazer investimento em infraestrutura para quê? Para que a logística funcione. De preferência integrando os quatro modais de transporte: aeroviário, rodoviário, ferroviário e portuário. Com isso você tem condições de trazer novos investimentos”, avaliou.

Em setembro do ano passado o ex-senador, hoje presidente da Petrobras, Jean Paul Prates visitou a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) para apresentar um projeto do complexo portuário do chamado Porto Potengi. De acordo com Prates, era uma proposta conceitual de logística portuária. À época, o presidente da Fiern, Amaro Sales, afirmou que a iniciativa era importante para o fortalecimento do setor produtivo estadual e afirmou que a entidade poderia contribuir por meio do MAIS RN, o núcleo de pensamento e planejamento estratégico contínuo da Federação. À época, Prates afirmou que havia a possibilidade de uma interligação entre o porto e o aeroporto.

SEM SAÍDA

Responsável por 62,5% das exportações do Rio Grande do Norte, o setor agropecuário tem grande participação na economia estadual. De acordo com a Federação da Agricultura, Pecuária e da Pesca do Estado do Rio Grande do Norte (Faern), a presença do agro nas exportações potiguares têm a presença principalmente da fruticultura – como o melão – e de pescados. No entanto, o setor vive na expectativa em saber como será a exportação do que foi produzido na safra 2022/2023, que termina em agosto deste ano. Mesmo com apoio do governo, o desfecho ainda é desconhecido pelo segmento.

No ano passado, a empresa francesa CMA-CGM, que opera em Natal, anunciou que deixará de operar no estado, por conta da impossibilidade de que navios maiores consigam chegar ao terminal natalense. “O que isso quer dizer? O RN não vai ter navio para exportar pelo Porto de Natal. Isso por conta de vários fatores. Primeiro, com relação à ponte [Newton Navarro], ela tem uma limitação grande da entrada de grandes navios, hoje em dia todas as empresas estão buscando eficiência. Uma coisa é um navio transportar 500 contêineres, outra é um navio maior transportar mil contêineres, o preço do custo diminui. E isso faz com que os outros estados absorvam essa demanda”, observou José Vieira, presidente da Faern.

Segundo Vieira, o Porto de Natal tem papel relevante na exportação de frutas para a Europa, com outros estados optando pelo terminal portuário da capital potiguar. “O porto do RN é um porto especializado para exportação de frutas. Então, a logística e a operacionalidade dele é muito mais eficiente e é o porto mais perto da Europa. Petrolina [em Pernambuco] prefere exportar pelo Porto de Natal, porque a fruta chega mais rápido na Europa do que se eu mandar pelo porto de Suape, em Pernambuco. Todas as frutas do vale do São Francisco, da Paraíba, algumas de Pernambuco e até da Bahia, para você ter ideia, sobem para ser exportadas aqui no RN”, explicou.

Agora RN