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Categoria: Economia

Secretário e pré-candidato ao Governo do RN anuncia pagamento de servidores para esta sexta-feira

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O secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte e Pré-Candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier, confirmou que o governo realizará amanhã o pagamento integral dos servidores do RN. Servidores ativos, inativos e pensionistas receberão os salários de janeiro ao longo do dia.

Cadu Xavier reforçou que o pagamento amanhã mostra o compromisso do governo da professora Fátima Bezerra com a valorização do funcionalismo. Além disso, ele destacou que o governo quitará a folha de forma única, sem parcelamentos, garantindo previsibilidade e segurança para todos.

Pagamento amanhã movimenta a economia

O secretário lembrou que o governo já pagou o décimo terceiro salário no início de janeiro. Segundo ele, essas medidas injetam recursos na economia local, beneficiando o comércio e os serviços. Além disso, Cadu Xavier afirmou que o final de 2025 e o início de 2026 indicam um cenário mais positivo para o Estado. Embora o ano ainda seja desafiador, ele avaliou que as perspectivas superam as de 2025.

Reajustes não comprometem a folha

Cadu Xavier garantiu que os reajustes salariais não atrasarão os pagamentos. O secretário explicou que o planejamento financeiro do Estado permite cumprir a folha integral amanhã. Portanto, os servidores podem ficar tranquilos, pois a gestão mantém controle rigoroso das contas públicas.

Além disso, ele destacou que o governo segue atento ao equilíbrio fiscal, priorizando a folha sem comprometer direitos, fornecedores ou prestadores de serviço.

Redução de despesas será divulgada amanhã

Cadu Xavier anunciou que os números oficiais sobre a redução das despesas com pessoal serão divulgados amanhã, no mesmo dia do pagamento. Ele ressaltou que os dados vão demonstrar avanços no controle de gastos públicos, reforçando a responsabilidade fiscal da gestão estadual.

Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PT, Cadu Xavier afirmou que seguirá priorizando a valorização do funcionalismo e a responsabilidade fiscal, enquanto mantém a continuidade dos projetos e serviços do Estado.

Ponta Negra News

PIB do RN pode crescer até 2,3% em 2026, projeta SEDEC

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SEDEC projeta crescimento do PIB do RN entre 1,1% e 2,3% em 2026, acompanhando a economia nacional e com destaque para o setor de serviços.Foto: Marcello Casal
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (SEDEC) divulgou, nesta segunda-feira (27), uma nota técnica com a projeção de crescimento do PIB do RN em 2026. De acordo com o estudo, a economia potiguar deve registrar expansão entre 1,1% e 2,3%, em linha com a dinâmica nacional e regional, em um cenário de crescimento moderado da economia brasileira.

Cenário nacional e regional influencia projeção
A estimativa considera o contexto macroeconômico projetado para o país, marcado por uma política monetária ainda restritiva e por menor dinamismo dos investimentos.

Segundo a Resenha Regional de Economia – Nordeste, do Banco do Brasil, divulgada em dezembro de 2025, o PIB do Brasil deve crescer entre 1,5% e 2,2% em 2026.

Para o Nordeste, a expectativa é de desempenho próximo à média nacional, com crescimento estimado entre 1,3% e 2,0%, sustentado principalmente pelo setor de serviços.

Estrutura produtiva do RN orienta estimativas
Nesse cenário, o Rio Grande do Norte tende a seguir a trajetória regional, respeitando as especificidades de sua estrutura produtiva.

A SEDEC adotou uma faixa de crescimento, prática alinhada às normas de análise econômica institucional, ao reconhecer as incertezas do cenário macroeconômico e ampliar a transparência das estimativas oficiais.

Dois cenários projetados para 2026
O cenário base prevê crescimento de 1,1%, com premissas conservadoras. Nesse caso, o desempenho mais moderado da indústria seria compensado pela expansão dos setores de serviços e agropecuária.

Já o cenário mais favorável aponta crescimento de até 2,3%, condicionado à melhora do desempenho setorial, especialmente da indústria e dos serviços, que possuem maior peso na economia estadual.

Serviços concentram maior peso no PIB estadual
Atualmente, o setor de serviços responde por cerca de 75% do PIB do Rio Grande do Norte. A indústria representa aproximadamente 20%, enquanto a agropecuária corresponde a 5%, conforme dados das Contas Regionais do IBGE.

Apesar dos desafios enfrentados pela indústria extrativa, especialmente no segmento de petróleo, a análise indica que parte dos impactos tende a ser compensada pela diversificação da base industrial e por políticas de estímulo ao desenvolvimento.

Entre as iniciativas citadas está o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).

Fatores determinantes para o crescimento
De acordo com a SEDEC, fatores como o comportamento da economia nacional, as condições de crédito, o ritmo dos investimentos produtivos, a evolução do mercado de trabalho e a estabilidade do ambiente econômico serão decisivos para a consolidação dos cenários projetados.

A expectativa é de que o Rio Grande do Norte mantenha uma trajetória de crescimento moderado em 2026, com possibilidade de desempenho mais robusto caso o ambiente econômico se mostre mais favorável.

Ponta Negra News

Exploração de ouro impulsiona exportações e movimenta US$ 91 milhões no RN

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Com o início da exploração comercial, o ouro ganhou protagonismo na pauta de exportações do Rio Grande do Norte e já figura entre os principais produtos vendidos pelo estado ao exterior. Em 2025, as exportações potiguares totalizaram US$ 1,08 bilhão, com forte impacto do grupo “pedras e metais preciosos e semipreciosos”, que cresceu 1.688% em relação a 2024, saltando de cerca de US$ 5,4 milhões para US$ 96,5 milhões em vendas.

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec) mostram que, apenas no ano passado, as exportações de ouro em formas brutas para uso não monetário somaram US$ 91,2 milhões. O valor corresponde a 94% de todo o volume registrado pelo grupo de pedras e metais preciosos e semipreciosos. Com esse desempenho, o mineral liderou o segmento e alcançou a quarta posição no ranking geral de exportações do estado, respondendo por 8,4% das vendas totais, segundo o Observatório Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado.

O coordenador de Desenvolvimento Mineral da Sedec, Paulo Morais, atribui os resultados ao início das operações do Projeto Aura Borborema, em Currais Novos, em junho do ano passado. Ele destaca que os números são expressivos, considerando o curto período de exploração. “O ano passado foi praticamente um ramp-up do projeto, que só atingiu a fase comercial, de fato, por volta de outubro, a três meses do final de 2025. Então, esses números são muito relevantes”, avalia.

Atualmente, o projeto é o único de extração de ouro em operação no Rio Grande do Norte. A empresa responsável, a Aura Minerals, não comentou os dados. Segundo Morais, os números oficiais da produção aurífera do estado devem ser divulgados em março. A expectativa é de que, em 2026, a mina opere em plena capacidade, com produção estimada em 83 mil onças de ouro por ano.

Com esse avanço, a Sedec projeta um crescimento ainda mais forte das exportações já neste ano. “O potencial é ficar muito perto do principal item de exportação do estado atualmente, que é o petróleo”, analisa Morais.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Materiais Básicos de Minerais Não-Metálicos do RN (Sindiminerais), Mário Tavares, a liderança absoluta do petróleo deve ser mantida no curto prazo, devido à alta demanda mundial. Ainda assim, ele acredita em um salto significativo na produção de ouro. “A produção deverá aumentar bastante, com foco tanto na qualidade quanto na quantidade”, afirma, sem estimar números.

O professor e geólogo Alexandre Rocha também pondera que é difícil prever se o ouro liderará a pauta de exportações do estado, mas ressalta o grande potencial da atividade, impulsionado pela valorização do metal no mercado internacional. “Há dois anos, a onça custava US$ 1,5 mil. Hoje, está em torno de US$ 5 mil, e a tendência é chegar a US$ 7 mil”, explica. Segundo ele, o cenário é influenciado pela corrida de países como Rússia e China para ampliar reservas de ouro, o que pode beneficiar a extração local. “Com isso, a Aura deverá dobrar a produção em dois anos”, estima.

Tribuna do Norte

RN é destaque no NE em número de devedores; total de potiguares inadimplentes impressiona

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Cerca de 1,24 milhão de potiguares encerraram 2025 com algum tipo de dívida em atraso. Dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa, indicam que 49,65% da população adulta do Rio Grande do Norte estava inadimplente em dezembro, acima dos 45,65% registrados no mesmo mês de 2024. A variação representa 100 mil novos inadimplentes em 12 meses.

O número ajuda a dimensionar o impacto das dívidas sobre o orçamento das famílias no estado. A virada do ano costuma concentrar despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e reajustes de serviços, o que tende a aumentar a pressão financeira sobre quem já enfrenta dificuldades para manter as contas em dia.

Além do crescimento no total de inadimplentes, o levantamento detalha a composição dessas dívidas. Bancos e cartões de crédito concentram 26,1% dos débitos, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e por financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27, indicador que ajuda a explicar a dificuldade de regularização para parte dos consumidores sem um planejamento financeiro estruturado.

Tendência nacional

O cenário observado no estado acompanha uma tendência nacional. Em dezembro, o Brasil chegou a 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número já registrado na série histórica, após 12 meses consecutivos de alta. A maior concentração de pessoas com o nome negativado está na faixa etária entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida pelos grupos de 26 a 40 anos, acima de 60 anos e jovens entre 18 e 25 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os números reforçam a importância da organização financeira como ponto de partida para a reversão do endividamento. “Quando o consumidor entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e onde estão os principais compromissos financeiros, ele passa a ter condições reais de tomar decisões mais equilibradas e evitar o acúmulo de novas dívidas”, afirma.

Dependência do crédito

Segundo o especialista, outro aspecto relevante é a definição de prioridades. “Não é possível resolver tudo de uma vez. Priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e valores e, ao mesmo tempo, criar o hábito de guardar pequenas quantias mensalmente já produz efeito. Mesmo valores baixos, quando organizados, ajudam a reduzir a dependência do crédito”, diz Erli.

Bandeira destaca que, para quem busca avançar na regularização das contas para uma estratégia de longo prazo, a divisão do orçamento pode ajudar. “No planejamento financeiro, uma referência bastante utilizada é a organização da renda em blocos percentuais. Um modelo simples é destinar cerca de 30% da renda para despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação”, explica.

“Outros 30% podem ser direcionados a compromissos financeiros e objetivos, como pagamento de dívidas, educação ou aquisição de bens, enquanto os 40% restantes ficam para poupança, investimentos e despesas pessoais. Essa estrutura facilita o controle do orçamento e a visualização dos limites de gasto”, completa o consultor.

BNews Natal

Controladora da Refinaria Clara Camarão eleva preços da gasolina e do diesel nesta quinta 22

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A Brava Energia, controladora da unidade de produção, promoveu novos reajustes nos preços dos combustíveis comercializados na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, unidade responsável por suprir parcela relevante do mercado potiguar de combustíveis. No intervalo entre os dias 15 e hoje, 22 de janeiro de 2026, a Gasolina A acumulou dois reajustes consecutivos na refinaria.

No primeiro movimento, a partir de 15 de janeiro, o preço do produto passou de R$ 2,4287 para R$ 2,5662, uma elevação de R$ 0,1375 por litro. Já no segundo reajuste, vigente a partir desta quinta-feira, 22, o valor subiu novamente, alcançando R$ 2,6015, o que representa um acréscimo adicional de R$ 0,0353 por litro.

Juntos, os dois aumentos elevaram em quase R$ 0,18 por litro a gasolina retirada em Guamaré.

No caso do Diesel A S500, houve aumento apenas no segundo reajuste. O preço, que vinha sendo praticado a R$ 3,1965, passou para R$ 3,2375 a partir de hoje, com variação de R$ 0,0410 por litro.

Vale destacar que esses reajustes ocorrem no nível da refinaria e impactam a cadeia de distribuição, refletindo custos adicionais para o setor.

Blog do BG

Natal registra queda de 6,25% na cesta básica e se mantém entre as capitais mais baratas

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Natal encerrou 2025 com uma redução de 6,25% no preço da cesta básica de alimentos. O valor médio passou de R$ 636,95 em junho para R$ 597,15 em dezembro, uma diminuição de R$ 39,80. A capital potiguar registrou a 10ª maior queda entre todas as capitais brasileiras e figura como a quinta cidade com a cesta mais barata do país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre os itens que compõem a cesta, os maiores recuos foram do tomate (-28,91%), arroz (-19,24%) e açúcar (-9,50%). Também registraram queda relevante o café (-8,11%), a banana (-7,92%) e a farinha (-3,88%). Por outro lado, apenas o pão (+1,23%) e o óleo (+8,44%) tiveram aumento de preço no período.

Para Ediran Teixeira, técnico do Dieese no RN, a queda reflete maior abastecimento interno e aumento da produção agrícola. “Houve uma redução das exportações de carne e outros produtos, que foram canalizados para o mercado interno. O aumento na produção de hortaliças, especialmente do tomate, fez com que os preços caíssem em todas as capitais”, explicou.

Ele destacou ainda que fatores sazonais, como clima, área plantada e demanda internacional, influenciam a variação dos preços. Segundo Teixeira, a tendência é que os valores se mantenham estáveis em 2026, levando em conta a possível atualização do salário mínimo e a oferta interna de alimentos.

Supermercados percebem impacto positivo

Gilvan Mikelyson, presidente da Associação dos Supermercados do RN (Assurn), ressaltou que a queda nos preços beneficiou o setor. “Muitos produtos tiveram rebaixa devido à maior oferta, tanto industrializados quanto do agro. Sem isso, o segundo semestre teria sido muito mais difícil”, afirmou.

Segundo Mikelyson, o crescimento das vendas no acumulado do ano até novembro ficou pouco acima de 4%, acompanhando praticamente a inflação, graças à redução do custo da cesta básica.

Tendência nacional

A queda em Natal acompanha uma tendência observada nas 26 demais capitais brasileiras. O levantamento faz parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab em parceria com o Dieese, que monitora variações de preços e impactos no orçamento das famílias em todo o país.

Pecuária leiteira no RN atinge produção diária em torno de um milhão de litros

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O Rio Grande do Norte quase dobrou, em quatro anos, o valor em Reais da produção de leite, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), edição de 2024. O levantamento mostra que em 2020 a produção anual saiu de cerca de R$538 milhões para mais de R$981 milhões em 2024, em todo o Estado. Um dado significativo para o setor que mostra a importância da pecuária leiteira para a economia.

Com relação ao ano anterior (2023), o aumento na produção no Estado foi de 2,4% em volume de litros. Neste último levantamento, no ano passado, o volume da produção anual atingiu 394,5 milhões de litros de leite, o que representa uma média diária de 1,09 milhão de litros. Na mesma faixa de produção do Rio Grande do Norte estão os estados do Pará, do Tocantins, de Alagoas e do Rio de Janeiro. No Nordeste, o RN fica à frente do Maranhão, Piauí e Paraíba.

Ainda sobre os dados do Rio Grande do Norte, entre os municípios com maior produção estão Caicó, com 41 milhões de litros, liderando o ranking, seguido de outras cidades do Seridó. Mas o Estado registra produções expressivas nos municípios das regiões Oeste, como Mossoró; Agreste, Nova Cruz, e Ceará-Mirim, região metropolitana de Natal.

Quadro nacional

O valor de produção nacional na PPM 2024 chegou à marca de R$132,8 bilhões, uma alta de 8,8% em relação a 2023, segundo relatório do IBGE. E a produção estimada de leite de vaca foi de 35,7 bilhões de litros, deixando a região Nordeste em terceira colocação em termos de produção, respondendo por 18% do total nacional. Com 6,4 bilhões de litros e um aumento de 4,5%, o Nordeste sustenta uma trajetória de crescimento desde 2017.

Diário do RN

Mercosul-UE: café e frutas terão tarifa zero; para carnes e açúcar, cotas e tarifas reduzidas

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O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE), assinado hoje pelos blocos, prevê a exportação de frutas como abacates, limões, limas, melões, melancias, uvas de mesa e maçãs, além de café do Mercosul para a UE, sem tarifas e sem cotas, segundo informações do governo brasileiro divulgadas em factsheet. As condições previstas no tratado foram acordadas entre os blocos ao fim de dezembro de 2024. Outros produtos agropecuários do Mercosul estarão sujeitos a cotas e tarifas reduzidas em relação aos tributos atuais, com condições como uma desgravação mais gradual.

Com o acordo de livre comércio entre Mercosul e UE, o agronegócio brasileiro deve obter melhores condições tarifárias para acesso ao seu segundo maior destino. Atualmente, a União Europeia responde por 14,9% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, com US$ 25,2 bilhões exportados em 2025. Alguns produtos terão desgravação gradual, enquanto outros entrarão com acesso preferencial, com cotas divididas entre os países do Mercosul e tarifas inferiores às atualmente vigentes.

Os pontos relativos ao comércio de produtos agrícolas, dentro do capítulo sobre comércio de bens, são os mesmos anunciados em 2019 pelos blocos e confirmados na conclusão das negociações em 2024. A livre entrada de produtos agropecuários do Mercosul na Europa era uma das principais preocupações de países produtores do bloco europeu, que temiam perda de competitividade. Por isso, o tratamento com adoção de cotas e redução gradual de tarifas foi aplicado principalmente a itens do setor agrícola e da agroindústria considerados sensíveis pela UE. Para cada produto, haverá um cronograma específico de desgravação, que pode chegar a tarifa zero após alguns anos. Excedido o volume da cota, os produtos estarão sujeitos às tarifas atualmente em vigor.

Para cafés verde, torrado e solúvel, cuja alíquota atual varia de 7,5% a 11%, a retirada das tarifas ocorrerá em um período de quatro a sete anos. No caso do café, haverá exigência de que 40% do café verde e entre 40% e 50% do café solúvel sejam originários do Brasil.

Para uvas frescas de mesa, atualmente taxadas em 11%, haverá retirada imediata das tarifas, com livre comércio. Para abacates, hoje sujeitos a uma alíquota de 4%, a desgravação ocorrerá ao longo de quatro anos, até zerar a tarifa. Limões e limas, com tarifa atual de 14%, melancias, com alíquota de 9%, e melões, também com 9%, terão eliminação das tarifas em sete anos. No caso das maçãs, cuja alíquota é de 10%, a retirada da tarifa ocorrerá em um prazo de dez anos.

Também terão tarifas zeradas de forma gradual, mas com cotas, as exportações de açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo. Para o açúcar, o Mercosul poderá exportar à UE um volume de 180 mil toneladas com tarifa zero já na entrada em vigor do acordo. O volume excedente à cota ficará sujeito às alíquotas atuais, que variam entre 11 euros e 98 euros por tonelada. Para o etanol industrial, a cota será de 450 mil toneladas sem tributo na entrada em vigor do acordo. Já para o etanol destinado a outros usos, incluindo combustível, a cota será de 200 mil toneladas, com um terço sujeito à tarifa europeia, de 6,4 ou 3,4 euros por hectolitro, em volume crescente ao longo de seis estágios em cinco anos.

No caso do arroz, poderão ser exportadas 60 mil toneladas pelo Mercosul com tarifa zero, válidas a partir da entrada em vigor do acordo, também em volume crescente em seis estágios ao longo de cinco anos. Para o mel, a cota com imposto zerado será de 45 mil toneladas, com vigência imediata e crescimento em seis estágios em cinco anos. Para milho e sorgo, os países do Mercosul poderão exportar 1 milhão de toneladas isentas de tarifa na entrada em vigor do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais ao longo de cinco anos. No caso dos ovos, poderão ser exportadas 3 mil toneladas com tarifa zero, com crescimento em seis estágios anuais em cinco anos, tratamento igual ao concedido à ovoalbumina.

Já as proteínas exportadas pelo Mercosul à UE estarão sujeitas a cotas com alíquotas reduzidas. Para a carne bovina, poderão ser exportadas 99 mil toneladas em peso carcaça, sendo 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa de 7,5% e volume crescente em seis estágios. Para o volume já destinado à cota Hilton, de 10 mil toneladas, a tarifa passará de 20% para zero na entrada em vigor do acordo. Atualmente, a tarifa máxima aplicada à carne bovina exportada pelo Brasil chega a 178,4%.

Para a carne de aves, a cota será de 180 mil toneladas em peso carcaça, com tarifa zero, sendo 50% com osso e 50% desossada, também com crescimento em seis estágios. No caso da carne suína, poderá ser exportada uma cota de 25 mil toneladas, com tarifa de 83 euros por tonelada e volume crescente em seis estágios. Hoje, a alíquota varia de 46,7 euros por tonelada a 86,9 euros por tonelada.

As cotas previstas para a exportação de produtos agrícolas do Mercosul à UE serão posteriormente distribuídas entre os países do bloco. Outros produtos, como suco de laranja, cachaça, fumo, queijos, iogurte e manteiga, terão tratamentos específicos nas exportações do Mercosul para o mercado europeu.

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