No mundo liberal, existe um movimento que dá preferência para pessoas casadas e não monogâmicas do que, necessariamente, solteiras. É o que indica um novo levantamento da Ashley Madison, rede especializada em encontros extraconjugais.
De acordo com a pesquisa feita com os usuários, 70% dos homens solteiros que utilizam a rede preferem ter experiências com mulheres casadas, enquanto apenas 29% têm preferência por mulheres solteiras.
Mas o que, afinal, motivaria esse critério? Entre os pesquisados, 45% querem tentar um método mais discreto para conhecer outras pessoas, enquanto 38% indicaram que não estão procurando compromisso, porque desejam a liberdade de ter relacionamentos múltiplos. Logo, em suas concepções, tudo isso seria mais simples de encontrar com uma mulher que já está em um relacionamento não monogâmico.
“Um número maior de pessoas está interessado em explorar a não monogamia porque viu que confiar em uma pessoa para satisfazer todas as necessidades às vezes não funciona. Em vez de se contentar com a decepção, os homens solteiros estão mudando sua mentalidade e fazendo conexões íntimas de maneiras que melhor se adequem às suas preferências”, diz Paul Keable, diretor de estratégia da Ashley Madison.
Uma mulher fez um relato no Reddit sobre uma viagem que mudou sua vida. Na publicação, ela escreveu que fez um cruzeiro em janeiro com seu noivo e a família dele. Tudo corria bem até ela ficar com o sogro após descobrir que o parceiro a traiu.
“Ficamos noivos no ano passado e vamos nos casar em maio, então (a viagem) foi um presente de Ano-Novo e de noivado de sua mãe e de seu pai”, iniciou a mulher. Segundo a usuária, o cruzeiro era ótimo e a família estava se divertindo muito até a terceira noite da viagem.
“Estávamos todos bebendo no salão quando comecei a me sentir exausta. Fui para a cabana para relaxar e passar algum tempo sozinha. Logo depois, meu sogro chegou e começamos a conversar. Começou como uma conversa normal, porém, estávamos ambos alcoolizados e a conversa se aprofundou”, relatou.
Instantes depois, o sogro revelou que o noivo da mulher teve um caso enquanto ela estava grávida do filho deles. Além disso, ele começou a falar dos problemas que tinha com a esposa. De acordo com a moça, “uma coisa levou à outra” e os dois dormiram juntos naquela noite.
“Eu me sentiria culpada pelo que fiz, mas honestamente estou mais zangada com meu noivo”. Refletindo sobre o momento da gravidez, ela sentiu que seu noivo estava “extremamente distante” e teve a sensação de que algo estava acontecendo, porém ignorou e se convenceu de que eram seus hormônios.
E agora?
Ela, então, perguntou aos usuários do Reddit como trazer isso à tona, já que não queria separar a família. Na seção de comentários, um internauta respondeu: “Se o pai dele contou para você que ele te traiu, ele com certeza vai contar para o filho que ele dormiu com você também”.
Outra pessoa escreveu: “Francamente, nenhum de vocês está pronto para o casamento. Se seu noivo realmente te traiu como seu sogro disse, isso vai poupar a vocês dois e a seu filho anos de estresse e trauma”.
São muitos os desafios de criar um filho. Um deles, e que preocupa a maioria dos pais, é falar sobre sexo. Apesar de muitos responsáveis acharem que não é um assunto pertinente, abordar o tema da sexualidade com os filhos pode gerar impactos positivos no desenvolvimento e vida adulta.
Foi o caso da atriz Dakota Johnson, protagonista da trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Ela afirmou, em recente entrevista à Bustle, que se sente sortuda pelo fato de o sexo sempre ter sido um assunto tranquilo entre ela e a mãe.
“Sempre foi assim: ‘seja qual for a sua preferência e quando você quiser fazer sexo, é só me avisar que providenciamos contraceptivos’ (…) Foi realmente saudável e me fez sentir que eu tinha permissão para descobrir minha sexualidade por conta própria, o que acho um presente tão especial”, disse.
O psicólogo e terapeuta sexual André Almeida garante que, ainda que as pessoas ainda tenham muito tabu acerca do assunto por falta de conhecimento, a educação sexual de qualidade é primordial.
“Sexualidade é estrutural, não se trata apenas do comportamento sexual em si. Ela entra no vivenciar do ser humano nesse mundo, n0 autoconhecimento sobre corpo, em nomear sensações e colocar limites… Tudo isso é educação sexual. É muito importante, e deveria ser priorizado se a gente quer um desenvolvimento mais saudável das crianças”, explica.
Conhecimento é munição contra abusos
A sexualidade ainda é um tabu na sociedade, mesmo quando diz respeito a adultos. Logo, quando se trata de infância e adolescência, existe uma ideia distorcida que educação sexual é sinônimo de “ensinar a fazer sexo”, ou mesmo expor a criança a situações para as quais elas não estariam preparadas.
O especialista, porém, garante que a realidade está longe de ser essa e que, em vez de expor, levar o assunto da forma correta mune os pequenos de linguagem e percepção acerca do que pode ser um abuso sexual.
“Educação sexual dá ferramentas importantes para a criança entender principalmente sobre o próprio corpo, limites e sobre o que são comportamentos de abuso. Normalmente não é algo que vai doer, que vai machucar; o abusador trata como se fosse um carinho, uma brincadeira. Se ela não tiver uma boa educação sexual, só vai compreender muito mais pra frente que foi abusada”, afirma.
Como falar de sexualidade para os filhos?
Muito além de “falar de sexo”, educação sexual é algo sério e subjetivo, e a abordagem vai depender tanto da curiosidade quanto do nível de desenvolvimento. “Começa-se com o básico, como higiene; o que é cada coisa e como nomeá-las; quais regiões são adequadas ou não para um carinho; quem pode fazer a higienização ou não…”, lista.
Se feita de forma adequada, além de proteger a infância contra abusos, cria-se também jovens que, ao começarem a engatar comportamentos sexuais, lidam melhor com o próprio prazer e o prazer do outro, utilizam métodos contraceptivos mais eficazes e também têm maior compreensão e aceitação do próprio corpo, da própria orientação e assim por diante.
André explica como é feita a abordagem de sexualidade ao longo do desenvolvimento infanto-juvenil em cada uma das fases.
1 a 4 anos
Nessa idade, é importante que as crianças aprendam a nomear e identificar as partes do corpo, incluindo as genitais.
Não há problema em usar apelidos como “piu piu” e “pepeca”, mas identificar pelos nomes “pênis” e “vagina” também é importante – principalmente para munir a criança na hora de comunicar qualquer desconforto, problemas de saúde, machucados e até abusos.
Pontue também a existência das diversas formas de expressão de gênero (exemplo: figuras masculinas com cabelo grande). Acostumar-se com diversidade ajuda na construção de uma autoimagem mais positiva, inclusive.
5 a 7 anos
A criança pode mostrar interesse pela forma como nascem os bebês. Você pode falar sobre fecundação, crescimento no útero e nascimento, por meio da história da criança ou de forma lúdica.
Além disso, explicar que existem diversas composições familiares diferentes pode ser uma boa maneira de ratificar a diversidade. Atente-se à curiosidade da criança, não precisa ir muito além do que é questionado.
Ensine a criança sobre privacidade, toques apropriados e inapropriados e consentimento (aprender a perguntar antes de tocar em alguém, além de sempre saber que devem pedir permissão quando forem tocar nela e esperar seu consentimento).
8 a 10 anos
Explique sobre a existência das orientações sexuais e identidades de gênero. A exploração do próprio corpo é comum nesse período, então, trate com naturalidade, mas mostrando a importância de realizar determinadas ações (tocar nas genitálias, por exemplo) em privacidade.
Vivemos em uma era na qual o acesso a conteúdos eróticos é muito fácil. Ensine sobre o acesso seguro à internet e o que fazer caso seja exposto a algo que gere desconforto. A puberdade é um assunto importante para se introduzir, pois ela está batendo à porta. Introduza as mudanças no corpo (pelos, menarca, mamas, espinhas…) e a importância da higiene íntima.
11 a 13 anos
Acolha e explique sobre as mudanças naturais do corpo. Explique sobre a menstruação, as emissões noturnas e outras mudanças que estão acontecendo.
Aqui, o conhecimento sobre navegação saudável pela internet também é imprescindível. É importante saber dos riscos de acessar materiais adultos, bullying, compartilhamento de fotos e vídeos.
Pré-adolescentes também precisam saber como as redes sociais afetam a autopercepção acerca dos corpos, além de treinar o senso crítico a respeito de como questões de sexualidade são representadas na mídia.
14 a 18 anos
Segundo estudos, a média de idade de início das relações sexuais é de 15 anos. Por isso, quanto mais próximo dessa faixa etária, mais informações sobre infecções sexualmente transmissíveis, contracepção, sexo seguro e gravidez precisam ser introduzidas.
É importante ressaltar que existem diferentes corpos e ficar atento às pressões estéticas.
Os adolescentes precisam saber sobre relações saudáveis e tóxicas, além de estarem munidos de habilidades de consentimento, negociação, frustração e término de relações. Conversas sobre álcool e drogas também fazem parte desse escopo.
No Dia da Mulher, ainda é preciso encarar um triste fato: apesar do corpo feminino ser o único que tem um órgão com a única função de dar prazer (o clitóris) e que tem mais que o dobro de terminações nervosas que o pênis, os homens gozam mais que as mulheres.
Dados mostram que, de uma forma geral, as mulheres chegam a gozar 35% menos que os homens. De acordo com o Censo do Sexo, pesquisa realizada pela Pantynova, quando sozinhas, 66% das mulheres disseram gozar sempre. Quando transam com outra pessoa, por sua vez, esse número cai para 19%. Ou seja, apenas 19% das mulheres gozam ao transar com um(a) parceiro(a).
Já entre os entrevistados que se identificam com o sexo masculino, 86% gozam sempre durante a masturbação, e 54% quando estão outra pessoa. O Censo do Sexo foi realizado com 1813 brasileiros de todos os gêneros, orientações sexuais e residentes de todas as regiões do Brasil.
Com todo o avanço no que diz respeito ao empoderamento e liberdade sexual feminina, por que as mulheres ainda gozam tão menos que os homens? Segundo a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo, isso se deve, em grande parte, à forma como a sociedade ensinou as mulheres a lidarem com o prazer.
“As mulheres são tolhidas demais quanto ao prazer que seu corpo pode proporcionar. Muitas vezes, a cultura diz que fomos feitas só para procriar, não se podia, por muito tempo, nem olhar as próprias partes íntimas. Sendo assim, ainda existe muita vergonha de falar para o parceiro o que gosta ou não, as preferências e desejos”, explica.
E quando isso é levado para o relacionamento, a especialista garante que a comunicação é essencial.
Afinal, ainda que haja autoconhecimento e liberdade o suficiente para se explorar inteiramente, se a pessoa não souber como levar isso para a parceria, a transa ainda não vai atingir o potencial que poderia.
“Romper a vergonha e se abrir ao diálogo sobre a relação sexual possibilita o casal ter e dar prazer mútuo e ambos chegarem ao orgasmo. Quando eu, mulher, me conheço, claro que vou me dar um dos melhores orgasmos, no entanto, o prazer fica muito mais gostoso quando advém do meu ou da minha parceira. Ensinar ao outro onde tocar e como tocar é essencial”, diz.
Entre as pessoas que querem evitar uma gravidez ou mesmo têm fetiches que envolvem sêmen, o “gozar fora” é uma prática muito comum. Também conhecido como coito interrompido, o hábito consiste em parar a penetração no momento em que o homem sente que vai atingir o orgasmo e destinar a ejaculação para outro lugar que não o interior da vagina ou do ânus.
Uma pesquisa encomendada exclusivamente pelo Metrópoles ao Sexlog aponta que, entre os adeptos do coito interrompido, para 64,09% o local em que se vai gozar é relevante. O local queridinho da grande maioria (49,25%) é dentro da boca da parceria. A outra metade se dividiu entre bumbum (18%), rosto (14,22%), barriga (4,30%), e costas (1,37%). Para quem preferia outros lugares, seios foi um dos mais citados.
Mas por que o sêmen e o lugar onde é despejado seria fonte de fetiche? “Existem pessoas que possuem grande excitação em ver e sentir o esperma jorrar sobre o corpo delas. Há também a questão de sentir prazer em ver o prazer do outro”, explica o psicólogo especialista em sexualidade humana Marcos Santos.
O especialista aponta ainda que o fetiche pode partir também da parte do corpo em que se ejacula, e não à ejaculação em si. No imaginário erótico das pessoas e nas categorias das plataformas pornô, o “gozar na cara”, “gozar na boca” e outras modalidades fazem sucesso.
Para quem utiliza o coito interrompido como método contraceptivo, fica o alerta: apesar de muito usado, especialistas não o recomendam, uma vez que existem chances de engravidar com o líquido de lubrificação e também correr o risco do homem não tirar o pênis a tempo. Logo, o ideal seria usar camisinha ou, ao menos, associar o coito com algum outro método.
O prazer anal ainda é um grande tabu entre homens heterossexuais. Contudo, uma pesquisa da Sexlog encomendada exclusivamente para o Metrópoles aponta que 62,13% dos homens héteros aceitariam receber o famoso fio terra durante o sexo se a parceira pedisse.
Além disso, 43,90% afirmam que já receberam e gostaram, enquanto apenas 4,29% já receberam e não gostaram.
Entre os entrevistados, 78,41% disseram não acreditar que um fio terra tenha alguma relação com orientação sexual, enquanto 21,59% afirmam que acredita.
Apesar de todo ser humano ter um ânus e poder sentir prazer com ele, ainda existe a crença de que é uma “área proibida” para homens héteros, ainda que o estímulo seja feito por mulheres. Essa crença, além de preconceituosa, está longe de ser verdade.
“Por causa da eterna necessidade de autoafirmação masculina, a prática é, pelas mulheres que propiciam e pelos homens que a recebem, associada à homossexualidade. Mas não tem a ver com orientação sexual. Muitas mulheres são adeptas do sexo anal pelo prazer que sentem. A mesma sensação pode ser vivenciada pelos homens”, conta a sexóloga e psicoterapeuta Poema Ribeiro.
Quando pessoas acostumadas à monogamia pensam nas que vivem relações liberais, geralmente imaginam pura agitação, curtição e “baladas mil”. Mas, ao que tudo indica, não é bem assim. Uma pesquisa apontou que 72% dos liberais vão preferir passar o Carnaval em casa.
Os dados são do site liberal Sexlog, que entrevistou seus usuários e descobriu que muitos deles preferem focar no on-line para conhecer pessoas dispostas a viver aventuras sexuais.
A CMO do site, Mayumi Sato, relata que a plataforma espera receber um alto volume de acessos, já que em 2023, durante os dias de carnaval, de 17 a 21 de fevereiro, foram postadas mais de 40 mil fotos e 4,4 mil vídeos, além das transmissões de mais de 30 mil livecams.
“O Carnaval é a época em que as pessoas naturalmente se sentem mais livres para explorar seus limites, inclusive na sua sexualidade. Se elas não estão prontas para colocar em prática numa casa de swing ou em um ménage, os sites de relacionamento são uma porta de entrada válida, seja para casais ou solteiros!”, diz.
Em uma busca rápida no Google Trends, não é incomum encontrar “ninfeta” como um dos termos relacionadas a “sexo“. Para quem não sabe, no dicionário, ninfeta significa “menina adolescente que desperta desejo sexual”. Em outras palavras, é o olhar sexualizado para meninas menores de idade e com características infantis.
Outro termo muito usado para se referir ao “fetiche” é lolita — popularizado pelo romance de mesmo nome, lançado em 1955 por Vladimir Nabokov. A narrativa conta a história da controversa paixão entre um professor universitário de meia idade e Lolita, uma criança de 12 anos.
Enquanto, para alimentar esse desejo específico, a indústria pornográfica coloca mulheres adultas de estaturas menores com penteados maria-chiquinha, roupas e colegial e abraçadas em ursinhos de pelúcia, fica implícito o fomento do que é chamado de cultura da pedofilia.
Parte disso é o padrão estético genital “ideal” cobrado das mulheres, com vulvas lisas, claras, menores e apertadas. Não por coincidência, características que apenas órgãos infantis têm naturalmente.
A psicóloga Alessandra Araújo explica que, apesar da pedofilia ser um crime no Brasil, sabe-se que milhares de crianças são abusadas todos os dias.
“O poder sobre aquela pessoa indefesa causa desejos libidinais nos abusadores. São traços de inocência, desproteção e submissão, que são fetiches e trazem a possibilidade de dominação ao homem que é movido a controlar”, explica.
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