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Categoria: Cidades

Prefeitura de São Gonçalo intensifica medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypti

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa), em São Gonçalo do Amarante/RN, registrou uma redução na sua taxa percentual no mês de abril. O índice, que era de 3,5% em janeiro deste ano, caiu para 1,8% no último mês. Isso significa dizer que, para cada 100 residências visitadas, cerca de duas apresentaram focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

Apesar da redução, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância em Saúde, alerta que não há motivos para relaxar nos cuidados e intensificou as medidas de combate ao mosquito. “Pelo contrário, as ações da Vigilância têm se intensificado, com nossas equipes buscando redução ainda maior desses números, sobretudo, em função do período chuvoso e porque essa taxa que representa o dado geral do município pode variar de acordo com cada localidade”, informou Vicente Maurício – coordenador municipal da Vigilância em Saúde.

Entre as ações para o combate dos focos do mosquito estão as visitas dos agentes de endemias às residências, blitz educativas e orientações em forma de conversas com usuários nas salas de espera das unidades de saúde, alertando e conscientizando à população sobre os riscos da proliferação do Aedes Aegypti.

CONSCIENTIZAÇÃO

O Aedes Aegypti é causador de diversas doenças que podem, inclusive, levar à morte. Para evitar isso, é necessária conscientização de toda a população, impedindo o surgimento de focos do mosquito e, consequentemente, que a doença se espalhe.  É fundamental manter os quintais e terrenos limpos, despejar o lixo de forma adequada, higienizar e deixar as caixas d’água vedadas, além de recolher todos os demais recipientes que possam acumular água.

DENÚNCIAS

É possível realizar denúncias, de forma anônima, sobre possíveis criadouros dos mosquitos, como piscinas sem uso e terrenos abandonados.  Para isso, basta entrar em contato com a Vigilância em Saúde e fornecer o máximo de informações possíveis para que o proprietário do local seja notificado. O número para denúncias é o (84) 9 8152-9740.

Caminhão carregado de tijolos tomba em acesso a Viaduto de Ponta Negra em Natal

APESAR DO SUSTO, MOTORISTA NÃO SE FERIU. TRÂNSITO FICOU LENTO NA REGIÃO. FOTO: SÉRGIO HENRIQUE SANTOS

Um caminhão carregado de tijolos tombou na via de acesso ao Viaduto de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, na tarde desta segunda-feira (16). O motorista não se feriu.

A pista ficou temporariamente interditada após o acidente e o trânsito ficou travado na região. Pouco depois, houve a liberação de uma das vias.

Um motociclista que estava atrás do caminhão viu de perto quando o caminhão se chocou com a grade de proteção da pista e virou. O veículo que pertence a um depósito de construção estava descendo o viaduto para chegar à BR-101, no sentido Natal-Parnamirim. “O caminhão vinha descendo na velocidade normal da via. O motorista falou que faltou freio no caminhão, puxou para o guard rail e não conseguiu mais controlar o carro, quando veio a capotar”, contou.

O mesmo motociclista correu para ajudar o motorista e acionou o Corpo de Bombeiros. Como houve o vazamento de óleo do veículo, os bombeiros utilizaram pó de serra para evitar o deslizamento e novos acidentes.

A Polícia Rodoviária Federal também esteve no local e um agente afirmou à Inter TV Cabugi que o veículo estava com os pneus carecas (lisos), o que pode ter influenciado no acidente, e que a empresa foi multada.

G1RN

Violação dos direitos das crianças e adolescentes cresce 257% no RN; acima da média nacional

OS NÚMEROS EXPOSTOS FORAM REUNIDOS ATRAVÉS DAS LIGAÇÕES EFETUADAS PARA O DISQUE DIREITOS HUMANOS – DISQUE 100. FOTO:DIVULGAÇÃO

O cenário pandêmico e a imposição do isolamento social como medida mitigadora do avanço do coronavírus no Brasil podem ter mascarado as infrações dos direitos das crianças e dos adolescentes ao longo de 2020. Na passagem para 2021, os casos de violação contra esse público notificados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) cresceram 217,97%. No Rio Grande do Norte, o avanço negativo foi ainda maior: 257,91%. Esse percentual é superior ao registrado em atos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Os dados foram tabulados pelo Instituto Santos Dumont (ISD) e chamam a atenção da sociedade para a temática em virtude do 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

“Tendo em vista que a maior parte das violações são cometidas no ambiente intrafamiliar, considerando o aspecto da pandemia e a permanência das famílias em isolamento por maior tempo ao longo de 2020, compreende-se que as pessoas que sofrem violência, sobretudo a sexual, tiveram mais dificuldade em denunciar aos órgãos oficiais bem como à comunicação aos parentes, aos professores, pessoas próximas que poderiam prestar algum apoio”, analisa a preceptora assistente social do ISD, Alexandra Lima. Ao avaliar os números, ela aponta que a flexibilização para o retorno às rotinas pré-pandemia possibilitou que as vítimas e parentes se sentissem mais seguros em denunciar, visto que, encontraram alternativas de notificação dos casos sem a presença dos supostos agressores.

Os números expostos foram reunidos através das ligações efetuadas para o Disque Direitos Humanos – Disque 100, cuja base de dados é de responsabilidade da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH). Conforme o órgão ministerial, o Rio Grande do Norte contabilizou, no primeiro ano da pandemia, 935 denúncias que se configuraram em 2.345 violações aos direitos das crianças ou adolescentes. Uma denúncia pode gerar mais de uma violação. No ano de 2021, esses números saltaram para: 2.096 denúncias e 8.393 violações. Do total de denúncias do ano em referência, 35,54% são relacionadas à violência sexual (física ou psíquica) cometida contra crianças e adolescentes no território potiguar.

Ela aconselha que a criança deve ser educada a reconhecer os sinais de violência, quais tipos de atitude configuram violações ao seu próprio corpo e que segredos entre ela e seus responsáveis não devem existir. “Deve-se estabelecer uma relação de confiança entre as crianças e os seus cuidadores para que elas se sintam seguras e protegidas para relatarem situações que causem medo e dor”, enfatiza Alexandra Lima.

Os números relativos às violações sofridas por crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte são, inclusive, superiores aos registrados em relação à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a pessoa idosa no estado. O MMFDH registrou, ao longo de 2021 nos municípios potiguares, 1.234 denúncias e 5.713 violações cometidas contra mulheres. No que diz respeito às infrações dos direitos dos idosos foram 1.635 denúncias e 6.948 violações. A maioria dos casos de violência ocorre na residência da própria vítima e por um intervalo de tempo superior a um ano até o registro da denúncia, segundo o órgão ministerial. A comunicação do ato violento às autoridades, na maioria dos casos, ocorre por terceiros ou anônimos.

“Houve um aumento muito grande de denúncias, principalmente, através da internet. Nós migramos muito para o ambiente virtual, em razão da pandemia, e isso possibilitou um maior quantitativo de casos notificados. A internet possibilitou uma visibilidade maior do fenômeno da violação de direitos”, afirma Manoel Onofre de Souza Neto, promotor de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude no Rio Grande do Norte.

Subnotificação

Segundo a última pesquisa Fora das Sombras (Em inglês, “Out of the Shadows Index” 2019) criada pela The Economist Intelligence Unit, com o apoio da Childhood, OAK Foundation e CarlsonFamily Foundation, o Brasil ocupava a 13ª posição (entre 60 países) em enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Mesmo com um número tão alto de registros, de acordo com pesquisas (TIC Kids online 2018), é estimado que menos de 10% dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes sejam denunciados às autoridades – o que pode elevar o número ainda mais de crianças e adolescentes abusadas e exploradas sexualmente.

A subnotificação também pode aparecer em outras bases de dados. De acordo com informações do Ministério da Saúde, entre 2011 e 2017, 70% das 527 mil pessoas estupradas no Brasil anualmente, em média, eram crianças e adolescentes. Além disso, 51% das que foram abusadas têm entre 1 e 5 anos.

Números

Brasil – 2020

Denúncias: 153.183

Violações: 386.747

Brasil – 2021

Denúncias: 308.694

Violações: 1.229.760

Variação

Denúncias: + 101,51% (em números absolutos foram  155.511 a mais)

Violações: + 217,97% (em números absolutos foram 843.013 a mais)

Rio Grande do Norte – 2020

Denúncias: 935

Violações: 2.345

Brasil – 2021

Denúncias: 2.096

Violações: 8.393

Variação

Denúncias: + 124% (em números absolutos foram 1.161 a mais)

Violações: + 257,91% (em números absolutos foram 6.048 a mais)

Fonte: Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (ONDH/MMFDH)

Governo do RN decreta epidemia de dengue após registrar mais de 11 mil casos suspeitos em 2022

OS NÚMEROS ESTÃO NO BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DAS ARBOVIROSES, DIVULGADO PELA SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE (SESAP) NESSA SEXTA-FEIRA. FOTO: PIXABAY

O Rio Grande do Norte está em situação de epidemia de dengue. Em 2022, até a semana epidemiológica 01 a 18, terminada em 07 de maio, o estado já registrou 11.427 casos prováveis da doença. A incidência geral de casos está em 323,93 casos/100 mil habitantes.

Os números estão no Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) nesta sexta-feira (13). Em relação às Regiões de Saúde, a maior incidência foi registrada na 1ª Região (489,2/100 mil hab.), seguida da 4º Região (435,77/100 mil hab.) e 7ª Região (435.06/100 mil hab.).

O crescimento da doença no estado pode ser constatado na comparação com 2021, quando foram registrados, até a semana 18, um total de 806 casos prováveis, passando para os 11.427 casos em 2022.

O número de casos das demais arboviroses está crescendo em todo o Rio Grande do Norte. Em 2022 já foram registrados 3.397 casos prováveis de chikungunya e 708 casos prováveis de zika vírus.

Ao constatar a emergência em saúde pública vivenciada com relação às arboviroses, inclusive já com um certo impacto na rede assistencial, a Sesap vem desenvolvendo uma série de ações para mitigar o número de casos e reduzir os danos causados. Assim, foram retomadas as discussões no Comitê Operacional de Emergências, no qual, além da Sesap, estão o Ministério Público Estadual, o Conselho Estadual de Saúde e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do RN.

Com informações do Agora RN

MPF recorre para que Caixa Econômica reforce fiscalização de obras públicas no RN

CAIXA ECONÔMICA REFORCE FISCALIZAÇÃO DE OBRAS. FOTO: DIVULGAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão que indeferiu os pedidos feitos em uma ação civil pública (ACP) movida contra a Caixa Econômica Federal (CEF) e a União. Nessa ACP, o MPF cobra a devida fiscalização das obras realizadas com recursos públicos no estado do Rio Grande do Norte, cujos contratos tenham sido intermediados pelo banco. Falhas nessa vistoria vêm permitindo o desvio de verbas e servindo de argumento para a defesa de maus gestores, já que a CEF acaba atestando obras superfaturadas, incompletas e até mesmo serviços que não foram executados.

O recurso do MPF deverá ser analisado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e reforça que aproximadamente 15% dos procedimentos que apuravam possíveis casos de corrupção – entre os que tramitavam na Procuradoria da República no Rio Grande do Norte em 2020 – estão relacionados a contratos nos quais a Caixa é interveniente e tutora e que, se somados, representam milhões de reais em recursos públicos.

Ao negar os pedidos do MPF em primeira instância, o magistrado entendeu que “não compete ao Judiciário definir a forma como os órgãos públicos devem proceder à fiscalização dos recursos que eles destinam para outros órgãos públicos ou a pessoas jurídicas de direito privado para a consecução de obras públicas”.

Para o procurador da República Fernando Rocha, autor da ACP, não se trata de definir a forma por meio da qual ocorrerá a fiscalização, mas tão somente de assegurar que tenha o mínimo de efetividade. Ele reforça que a Caixa vem desrespeitando claramente disposições legais que tratam dessa fiscalização, incluindo as da Lei 8.666/1993 (Lei de Licitações) e da Resolução 1.010, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Isso tudo se soma à jurisprudência do STF, que tem interpretado como constitucionalmente legítimo a Justiça, em casos excepcionais, determinar ao Poder Público a realização de correções pontuais em políticas públicas já em curso, “especialmente quando tais medidas são imprescindíveis à garantia de direitos fundamentais”.

Omissão – O MPF defende uma vistoria eficaz, do ponto de vista quantitativo e qualitativo, com equipe de engenharia que confira in loco a compatibilidade entre o que foi executado e o que era previsto. Para isso, porém, não ingressou diretamente com a ação na Justiça. Em 2017, enviou recomendação ao banco para alertar dos cuidados necessários para fiscalização mais eficiente e dos riscos em não adotá-los. O pedido, contudo, não gerou mudanças e o monitoramento das obras seguiu apresentando sérias falhas, em prejuízos de toda a sociedade. Daí a necessidade de ingressar com a ação, em 2020.

Ao mesmo tempo que o banco realiza vistorias ineficientes das obras, a União se mantém omissa diante dessa ineficiência, embora possua o dever de zelar pela integridade do contrato de repasse. “A omissão e a deficiência na fiscalização pelo setor de engenharia da CEF das obras objeto do contrato de repasse em que atua como mandatária tem como efeito sabido o desvio dos recursos públicos da União pelos executores das obras. Essa omissão (…) é legalmente imputada à CEF em corresponsabilidade com a União”, resume o procurador.

Depoimentos – Servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) reforçaram à Justiça os prejuízos causados pela fiscalização ineficiente. Eles alertam que diversos gestores usam os dados superficiais da fiscalização da Caixa para rebater os relatórios da CGU. O Relatório de Acompanhamento de Empreendimento – RAE – usado pelo banco, descreveram os representantes da controladoria, é “apenas uma folha onde se marca ‘x’ e diz se a obra está atrasada, uma análise bem superficial (…) não há fotos, laudos, pareceres, só o RAE e por ele não tem como ter ideia se vistoria atendeu aos requisitos; (…) esse método favorece o desvio de recursos”.

Em seu contrato com a União, a CEF se obrigou a aferir se as obras estão sendo executadas em conformidade com a documentação técnica, plano de trabalho e projeto de engenharia, entre outros documentos apresentados pelo governo federal. “À vista desses dispositivos, mister concluir que a CEF, enquanto mandatária da União nos contratos de repasse, está obrigada a desempenhar atividade que vai muito além de um mero acompanhamento formal ou visual”.

Olhada – Na execução dos contratos de repasse no Rio Grande do Norte em que atua como interveniente, a fiscalização das obras por parte da Caixa se limita a uma vistoria que consiste, literalmente, em “visualizar” a obra. Em diversas ações por desvio de recursos que tramitam na Justiça, os engenheiros da Caixa informam que sua função se resume à “análise visual da obra”. A orientação do banco seria a de se fazer a inspeção sem se aprofundar em relação a quantitativos ou à qualidade do material.

O pedido do MPF é para que a Justiça obrigue o banco a incluir na fiscalização metodologias mais eficazes, como a realização de medições, comparações com os materiais previstos e exigidos no Plano de Trabalho, tanto em seus aspectos quantitativos quanto qualitativos, seja nas obras em andamento, ou nos futuros contratos.

Pesquisadores criam tecnologia para que peças de roupa apresentem aplicação biomédica

OVO PROCESSO DE TINGIMENTO POR ESGOTAMENTO OU EXAUSTÃO APLICADO A NANOPARTÍCULAS INORGÂNICAS E ORGÂNICAS TEM CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES SUPERIORES AOS JÁ EXISTENTES. FOTO: – PEXELS

Do Egito antigo aos indígenas da América Latina, civilizações ancestrais usavam técnicas de tingimento, ainda que classificadas como artesanais. Em virtude da demanda e com a chegada da Revolução Industrial no século XVIII, o cenário da coloração têxtil mudou e os corantes sintéticos começaram a ser explorados em larga escala pelas fábricas. A partir daí, várias técnicas surgiram e são ainda desenvolvidas para, por exemplo, aumentar a qualidade ou acrescentar características aos produtos.

Uma dessas técnicas nasceu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e acaba de receber o patenteamento pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A invenção trata de um novo processo de tingimento por esgotamento ou exaustão aplicado a nanopartículas inorgânicas e orgânicas, com características e propriedades superiores aos já existentes no mercado, pois possui a facilidade de aplicação de forma industrial, uma vez que todas as indústrias de beneficiamento de produtos têxteis na atualidade possuem equipamentos que podem ser utilizados para este processo.

Tal situação é diferente de boa parte dos processos já existentes no mercado, que são limitados à produção apenas em laboratório e de pequenas amostras. O produto é resultado da tese de Iris Oliveira da Silva, na época estudante da Universidade e atualmente professora da Instituição. Ela explica que a invenção transforma vários tipos de substratos têxteis, como malhas, tecidos e tecido não tecido (TNT), em substratos multifuncionais, com potencial aplicação biomédica, principalmente através da ação antimicrobiana, bactericida e de proteção ultravioleta.

Inicialmente, o substrato é tratado quimicamente para remoção de ceras e gorduras, conforme processos industriais convencionais de desengomagem, cozinhamento e alvejamento. Em seguida, é ‘mergulhado’ em solução com nanopartículas sintetizadas por via química. Após, utiliza-se equipamentos de tingimentos industriais para que as nanopartículas sejam absorvidas – ou retidas – na superfície de diversos materiais têxteis. Essas partículas podem ser metálicas inorgânicas, como ouro e zinco, e orgânicas, na forma de nanocápsulas quitosana e queratina.

“Essa ação tem a facilidade no sentido de que o processo de impregnação das nanopartículas facilita a impregnação em escala industrial por utilizar máquinas usadas atualmente, apenas considerando alguns parâmetros de processo. O que desenvolvemos pertence ao ramo do beneficiamento têxtil, mais especificamente nos processos de acabamento final da indústria”, explica a cientista. A utilização de nanopartículas metálicas em substratos têxteis tem sido inclusive foco de diversos estudos, sobretudo em decorrência das propriedades físicas, químicas e ópticas que elas possuem, quando se apresentam em forma nanométrica, sendo foco de grandes empresas em todo o mundo.

Ao lado de Íris, estão envolvidos na pesquisa Rasiah Ladchumananandasivam, José Heriberto Oliveira do Nascimento e Christiane Siqueira de Azevedo Sá. Eles pontuam que outra distinção da nova tecnologia é o melhor rendimento de nanopartículas na superfície do substrato, em comparação com outros processos como dip-coating e sol-gel, entre outros, melhorando consideravelmente as propriedades físicas, químicas e ópticas.

Concessão da patente

Denominada “Processo de esgotamento de nanopartículas orgânicas e inorgânicas em substratos têxteis (malha, tecido e não-tecido) com o uso de máquina de tingimento fechada e controle de tempo, temperatura e pressão”, a concessão da patente aconteceu no último dia 03 de maio. Depositada em 2015, o título de propriedade tem sua concepção vinculada na época ao Programa de pós-graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) e ao Laboratório de Processos Químicos Têxteis, e atualmente ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Têxtil (PPgET), programa no qual Íris Oliveira e Heriberto do Nascimento desenvolvem pesquisas.

Pit stop alerta população sobre combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

AÇÃO BUSCOU CHAMAR A ATENÇÃO DA SOCIEDADE PARA O PREOCUPANTE FATO DE QUE CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO EXPOSTOS A DIVERSAS FORMAS DE VIOLÊNCIA. FOTO: DIVULGAÇÃO

Buscando sensibilizar a coletividade ao propósito do 18 de maio, data dedicada ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração de Crianças e Adolescentes, no último sábado, 14 de maio, foi realizado um pit stop no centro da cidade, organizado pela Prefeitura do Assú, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho, Cidadania e Habitação e outras entidades e instituições.

A ação buscou chamar a atenção da sociedade para o preocupante fato de que crianças e adolescentes são expostos a diversas formas de violência, nos diversos ambientes que frequentam. A iniciativa apresentou que, geralmente, a família, a sociedade e o poder público, devem estar envolvidos na discussão e nas atividades propostas em relação à prevenção ao abuso e exploração sexual, alertando, principalmente, que as vítimas, em sua grande maioria, não têm percepção do que é o abuso sexual.

RN registrou acumulado de chuvas acima de 100mm no final de semana

CHOVEU BEM EM TODAS AS REGIÕES DO RN. FOTO: ELISA ELSIE

Mais um final de semana chuvoso no Rio Grande do Norte. O Sistema de Monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) registrou chuvas acima de 100 milímetros no final de semana. O boletim pluviométrico registrou precipitações em todas as regiões do estado, com maiores acumulados nos municípios, por região, de Encanto (Oeste Potiguar) com 102,6mm, Serra Negra Potiguar (Central Potiguar) com 88,6mm, Vila Flor (Leste Potiguar) com 62,8mm e Lagoa D´Anta (Agreste Potiguar) com 38,8mm.

De acordo com as análises da unidade de meteorologia da Emparn, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue atuando no território potiguar e as águas oceânicas, próximas ao litoral, seguem mais aquecidas. “A atuação da ZCTI é uma importante condição meteorológica que favorece a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas no estado”, comentou o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot.

Previsão e temperatura

A previsão para semana é de céu parcialmente nublado a claro com pancadas de chuvas nas regiões do Alto Oeste, Mossoró e Litoral, nesta terça-feira (17) e chuvas em todas as regiões na quinta-feira(19). Nos demais dias, a previsão é de céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.

Nos municípios da área do Litoral Potiguar, como Natal, os termômetros deverão variar entre 22°C nas madrugadas e 32°C, durante as tardes. No interior, a previsão de temperaturas entre 20°C e 24°C. 

O Sistema de Monitoramento da Emparn pode ser acessado pelo endereço eletrônico emparn.rn.gov.br, aba Meteorologia ou pelo meteorologia.emparn.rn.gov.br. Lá estão disponíveis boletins pluviométricos diários por município, região, previsão do tempo, zoneamento agrícola e outros dados relacionados.

Previsão dia a dia

  • 16/05/22 – segunda-feira – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões, com pancadas de chuva no Litoral.
  • 17/05/22 – terça-feira – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões, com pancadas de chuva no Alto Oeste, Mossoró e Litoral do estado.
  • 18/05/22 – quarta-feira – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.
  • 19/05/22 – quinta-feira – Céu parcialmente nublado com chuvas em todas as regiões.
  • 20/05/22 – sexta-feira – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.
  • 21/05/22 – sábado – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.
  • 22/05/22 – domingo – Céu parcialmente nublado a claro em todas as regiões.