28 de janeiro de 2026 às 16:00
28 de janeiro de 2026 às 13:35
FOTO: JOEDSON ALVES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consultou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre políticas de segurança pública para a atual gestão.
Os dois almoçaram há duas semanas, a pedido de Lula, em meio à preocupação do petista de viabilizar uma bandeira eleitoral sobre o assunto.
Antes de ter sido indicado para a Suprema Corte, Moraes foi ministro da Justiça e secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo.
Segundo relatos feitos à CNN por assessores do governo, o presidente queria saber a opinião do ministro sobre a recriação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no rastro da PEC da Segurança Pública.
Além disso, Lula procurava a sugestão de nomes que poderiam conduzir a pasta com postura técnica, mas com discurso firme.
Em reunião nesta terça-feira (27), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a PEC da Segurança e o PL Antifacção como prioridades no retorno do processo legislativo.
28 de janeiro de 2026 às 15:15
28 de janeiro de 2026 às 13:42
FOTO: MARCELO CAMARGO
Um levantamento recente do PoderData, divulgado nesta quarta-feira (28), mostra que 57% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 34% aprovam sua gestão, enquanto 9% não souberam responder.
O estudo indica que a reprovação do presidente aumentou 7 pontos percentuais nos últimos quase dois anos. Em março de 2024, 50% dos brasileiros desaprovavam Lula. Nesse mesmo período, a aprovação caiu de 39% para 34%, registrando uma queda de 5 pontos percentuais.
A pesquisa entrevistou 2.500 pessoas por telefone, entre 24 e 26 de janeiro, e possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Embora 2026 seja ano eleitoral, o levantamento não é registrado no TSE, pois não se trata de pesquisa de intenção de voto.
28 de janeiro de 2026 às 15:00
28 de janeiro de 2026 às 13:43
FOTO: ANTÔNIO CRUZ
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avisou a aliados nesta terça-feira 27 que sairá do União Brasil para disputar a Presidência da República, após a resistência do PP, com quem a sua atual legenda está federada, à sua pré-candidatura.
Caiado mantém conversa avançada para possível filiação ao Solidariedade, do deputado federal Paulinho da Força, legenda que neste ano oficializou uma federação com o PRD.
“Falei com ele hoje, embarcou para o interior. Ele disse que vai sair do União e pediu uma conversa comigo para a próxima semana. Coloquei a sigla à disposição, nos interessa uma candidatura nacional”, disse o dirigente partidário em entrevista à Folha de S. Paulo.
Em entrevista à rádio Novabrasil, Caiado também disse ter avisado o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o secretário-geral, ACM Neto, sobre seu plano de desfiliação e afirmou ser algo “a ser resolvido nos próximos dias”.
Além da federação Renovação Solidária, Caiado manteve conversa com o Podemos, presidido pela deputada federal Renata Abreu. Segundo interlocutores, o diálogo com o Solidariedade ficou mais maduro. Ambos os partidos são de centro, com caminhos abertos para candidatura à Presidência.
Caiado tem dito a aliados que não abrirá mão da sua pré-candidatura. Correligionários dizem que ele vai para o “tudo ou nada” na corrida pelo Planalto visando encerrar sua carreira política numa disputa nacional.
28 de janeiro de 2026 às 14:00
28 de janeiro de 2026 às 08:02
FOTO: DIVULGAÇÃO
O contrato do Banco Master com o escritório de Ricardo Lewandowski objetivava recrutar o ministro aposentado do STF para seu conselho de administração, mediante R$250 mil mensais, totalizando de R$6,5 milhões. O contrato, a pedido do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), fez Lewandowski participar de duas reuniões, mas sua posse no Ministério da Justiça mudou tudo. Durante 21 meses os R$250 mil foram pagos, até a Polícia Federal prender Daniel Vorcaro.
Tô fora
À coluna, a assessoria de Lewandowski garantiu que o convite para integrar o conselho do Master não aconteceu e que ele nunca aceitaria.
Sem ligação
Amigos de Lewandowski juram que a demissão foi por “motivo pessoal”, mas ele confessou a Lula o temor de o contrato constranger o governo.
Peso morto
Lewandowski se queixa do enfraquecimento do cargo, sem que o governo se empenhasse na aprovação das suas propostas, daí a saída.
O que sobrou
Ele sustenta que o contrato milionário, na pessoa física, não seria ilegal. Mas o Master o queria e não ao escritório tocado pelos filhos.
28 de janeiro de 2026 às 13:45
28 de janeiro de 2026 às 08:00
FOTO: REPRODUÇÃO
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (27), em entrevista a uma rádio, que não será candidato à Presidência, mesmo que Jair Bolsonaro lhe faça o pedido.
– Isso [Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência] não vai acontecer. Mas eu diria não.
Segundo ele, a decisão já foi comunicada ao ex-presidente em conversa recente, quando o líder da direita ainda estava em prisão domiciliar. O governador disse que deixou claro que sua posição é disputar a reeleição.
– Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: “Qual é a sua posição na eleição presidencial?”. Eu respondi: “A minha posição é ficar em São Paulo”. Eu fui muito contundente.
Tarcísio também disse que visitará Bolsonaro nesta quinta-feira (29), na Papudinha, em Brasília, mas que o encontro não terá foco político.
– Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo – adiantou Tarcísio.
O governador reafirmou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. De acordo com ele, o candidato do grupo é aquele que Bolsonaro indicar.
– Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio – declarou.
Tarcísio ainda negou rumores de desentendimento com o senador e afirmou que a relação entre os dois segue tranquila e alinhada ao mesmo projeto político.
28 de janeiro de 2026 às 13:00
28 de janeiro de 2026 às 07:51
FOTO: RICARDO STUCKERT
Nesta terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que deve viajar em março para os Estados Unidos (EUA), onde conversará com Donald Trump. De acordo com o petista, a ideia é ter um encontro “olho no olho” com o presidente americano.
Lula abordou o assunto durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá.
– Eu conversei com o Trump ontem, conversei com o Macron hoje, conversei com o Boric hoje e depois vou conversar com mais gente. Estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro e eu espero marcar com o presidente Trump, no começo de março, eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente. Acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos – ressaltou.
O presidente também disse que espera que o mundo volte ao que chamou de normalidade.
– Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo, logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós – apontou.
28 de janeiro de 2026 às 10:45
28 de janeiro de 2026 às 05:27
FOTO: DIVULGAÇÃO
O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski recebeu autorização da CEP (Comissão de Ética Pública da Presidência) para retornar à advocacia sem a tradicional quarentena de 6 meses para ex-integrantes do alto escalão do governo federal. A decisão foi tomada na 3ª feira (27.jan.2026), depois da consulta feita pelo próprio ex-ministro, que saiu do cargo no início deste mês por “razões de caráter pessoal e familiar”.
Há, no entanto, restrições válidas por 6 meses. Entre as limitações impostas pela CEP estão a proibição de defender interesses privados junto ao Ministério da Justiça e seus órgãos vinculados. O ex-ministro também não poderá atuar em processos que envolvam informações estratégicas obtidas durante sua gestão, nem representar interesses privados em matérias sob competência da pasta, especialmente perante secretarias, PF (Polícia Federal) e PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Após deixar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lewandoswki retomou o seu registro profissional na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Agora, sua situação no Cadastro Nacional dos Advogados consta como “regular”.
A determinação da Comissão visa impedir o uso de informações privilegiadas ou influência indevida em benefício de interesses privados após a saída de cargos estratégicos no governo federal. Lewandowski está igualmente impedido de atuar perante órgãos colegiados vinculados ao Ministério ou em processos no Cade e na ANPD relacionados a informações privilegiadas.
Eis a nota da CEP:
“Conforme determina a Lei 12.813, de maio de 2013, o ministro Ricardo Lewandowski fez consulta à Comissão de Ética da Presidência (CEP) a respeito de eventual exercício da advocacia, assim que pediu exoneração do cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública.
Em conformidade com a legislação vigente, a CEP autorizou a atuação de Lewandowski como advogado, ressalvadas as hipóteses elencadas no Art. 6º da Lei 12.813, de 2013. Assim, pelo período de seis meses, estão fixadas as seguintes vedações, segundo a decisão: ‘a) intervir, direta ou indiretamente, em favor de interesses privados perante o Ministério da Justiça e Segurança Pública, seus órgãos e entidades vinculadas; b) atuar em processos administrativos, judiciais ou consultivos cujo mérito envolva matérias, informações estratégicas ou políticas públicas de conhecimento qualificado e privilegia.
Na 2ª feira (26.jan), a assessoria de Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao Banco Master, em período entre a sua saída do STF (Supremo Tribunal Federal), em abril de 2023, e sua nomeação ao Ministério da Justiça, em janeiro de 2024.
“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz a nota.
O comunicado também afirma que “ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), deixando de atuar em todos os casos”.
Segundo reportagem publicada pelos jornalistas Andreza Matais e Andre Shalders, o escritório de advocacia de Lewandowski manteve contrato com o Master de agosto de 2023 a setembro de 2025 –mais de 1 ano e meio depois de ele assumir o cargo de ministro da Justiça. O ministro formalizou sua saída do projeto em 17 de janeiro de 2024.
O valor mensal da consultoria jurídica, segundo a reportagem, era de R$250 mil. Com isso, o contrato do Master com o escritório Lewandowski Advocacia, cujos sócios são os 2 filhos do ex-ministro (Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski), resultou em pelo menos R$ 6,5 milhões brutos.
Este jornal digital procurou a assessoria de Ricardo Lewandowski para perguntar a data exata e os valores do serviço de consultoria jurídica prestado ao Banco Master. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
28 de janeiro de 2026 às 10:30
28 de janeiro de 2026 às 10:36
FOTO: REPRODUÇÃO
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu o pagamento de um crédito extra de fim de ano — conhecido como “vale-peru” — aos funcionários dos Correios.
A decisão, tomada de forma liminar (provisória e urgente), interrompe benefícios que haviam sido determinados pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas que, segundo a empresa, poderiam gerar um impacto financeiro de quase R$ 2 bilhões, informa a Folha de S. Paulo.
A medida atende a um pedido da própria estatal, que atravessa um processo de reestruturação financeira. Segundo a Folha, os Correios argumentaram que o TST excedeu seu poder ao conceder benefícios que superam as garantias da CLT e que só deveriam ser renovados por meio de negociação direta entre as partes.
Além do abono do “vale-peru” ou “vale Natal”, a decisão de Moraes atingiu outras cláusulas consideradas “generosas” pela gestão da companhia. Confira os pontos principais detalhados pela Folha de S. Paulo:
Vale-Peru de R$ 2,5 mil: o benefício seria pago em duas parcelas (setembro de 2025 e janeiro de 2026), com um custo estimado de R$ 197,2 milhões.
Gratificação de férias: o TST previa um adicional de 70%, valor bem acima dos 33% assegurados pela Constituição e pela CLT. O impacto seria de R$ 272,9 milhões.
Hora extra tripla: pagamento de 200% de adicional para trabalho em fins de semana e feriados, enquanto a lei prevê 100%. Custo anual: R$ 17 milhões.
Plano de saúde: Moraes suspendeu o trecho que obrigava os Correios a serem “mantenedores” do plano, arcando com todos os riscos e dívidas. O modelo atual deve ser de “patrocinador”, onde a empresa contribui, mas não assume o risco total da operação.
A manutenção do modelo de plano de saúde era a maior preocupação da empresa. Conforme apurado pela Folha, essa cláusula isoladamente representaria um custo extra de R$ 1,45 bilhão por ano, além de exigir uma reserva contábil de R$ 2,7 bilhões.
Moraes ressaltou em sua decisão que a situação financeira da estatal é “periclitante”. No final de 2025, os Correios precisaram contratar um empréstimo de R$ 12 bilhões para viabilizar seu plano de reestruturação. Para 2026, a previsão é de que a empresa precise de mais R$ 8 bilhões, seja via novos créditos ou aporte direto do Tesouro Nacional.
“Todas essas alegações sinalizam indevida extrapolação do poder normativo da Justiça do Trabalho”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que benefícios expirados não podem ser incorporados automaticamente aos contratos sem novo acordo.
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