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Categoria: Política

Empreendedora Any, que participou do Rancho do Carlinhos Maia entra na nominata de Paulinho e Ezequiel

FOTO: DIVULGAÇÃO

O cenário político do Rio Grande do Norte começa a se movimentar com a possível entrada de novos nomes na disputa eleitoral. A empresária e nail designer Any Alcântara deve oficializar sua pré-candidatura a deputada estadual integrando a chapa liderada pelo presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, e pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire.

Também conhecida como Any Spadas Unhas é uma manicure pioneira no Rio Grande do Norte e parceira oficial da Uze Nails, que se destacou por buscar uma oportunidade no Rancho do Carlinhos Maia. Trata-se de um reality show de internet criado pelo influenciador Carlinhos Maia, um sucesso de audiência. Antiga tem hoje mais de 112 mil seguidores comente en seu instagram.

Com uma trajetória consolidada fora da política, Any surge como um nome com forte apelo popular, especialmente entre mulheres empreendedoras. Manicure de origem, empresária e CEO da marca Any SPA das Unhas, ela construiu sua carreira ao longo de mais de duas décadas no setor da beleza. Cristã e mãe de dois filhos, iniciou sua jornada profissional aos 14 anos, após participar de um curso profissionalizante oferecido por um projeto da prefeitura, momento que marcou o início de sua identificação com a área. No instagram, Any interage com 112 mil seguidores.

Filha de uma professora da rede pública, Any destaca a influência da mãe como decisiva em sua trajetória. Ao longo dos anos, acumulou 22 anos de experiência como manicure e 15 anos como nail designer, consolidando-se como referência no segmento. Além da atuação empresarial, também se destacou na formação de outras mulheres, tendo ministrado mais de 20 mil treinamentos no Rio Grande do Norte e em outros países.

Com a possível candidatura, Any Alcântara deve defender pautas voltadas ao empreendedorismo feminino e à inclusão produtiva, com foco na qualificação profissional como ferramenta de transformação social. A proposta é ampliar projetos que incentivem mulheres a empreender, gerar renda e sair de situações de vulnerabilidade. A expectativa é de que sua filiação a sigla ligada ao quarteto Paulinho Freire, Ezequiel Ferreira, Ériko Jácome e Fábio Dantas, além de composição com lideranças políticas já consolidadas fortaleçam sua entrada no debate eleitoral estadual nos próximos meses.

Polícia vai vigiar casa de Bolsonaro e revistar visitas durante prisão domiciliar

FOTO: VALTER CAMPANATO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira 24 que a Polícia Militar do Distrito Federal faça a vigilância da casa de Jair Bolsonaro (PL) durante o período de prisão domiciliar, fixado inicialmente em 90 dias.

Na decisão que autorizou a transferência da Papudinha, em razão da internação do ex-presidente por causa de uma broncopneumonia, Moraes estabeleceu que veículos que entrarem e saírem do imóvel, no condomínio Solar de Brasília, deverão ser vistoriados. “As vistorias deverão ser devidamente documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros”, registrou.

Os visitantes também serão revistados, com recolhimento de celulares e outros dispositivos eletrônicos, em razão da proibição de uso de meios de comunicação externa, direta ou indiretamente. Os aparelhos deverão ficar guardados em depósito.

Bolsonaro poderá receber os filhos, seguindo as mesmas regras do presídio, com visitas às quartas e sábados, entre 8h e 16h. Advogados terão acesso diário, por 30 minutos, mediante agendamento prévio junto ao 19º Batalhão da PM. Já a equipe médica terá acesso livre.

As demais visitas estão suspensas, segundo Moraes, “para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e [manter o] controle de infecções”. O ministro acrescentou que “qualquer visita a outro morador da casa está, igualmente, vedada, salvo autorização judicial específica”.

O monitoramento também será feito nas áreas externas do imóvel, diante da “existência de ‘imóveis contíguos nas duas laterais e nos fundos, o que causa a existência de pontos cegos’”. Além disso, ficam proibidas manifestações em um raio de 1 km da residência.

O ex-presidente vai para casa assim que tiver alta do Hospital DF Star — o que ainda não tem data prevista. Bolsonaro também precisará usar tornozeleira eletrônica.

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Até ser internado, cumpriu 119 dias de prisão, menos de 1% da pena.

Botão do pânico

Na mesma decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro poderia ter antecipado o atendimento médico ao acionar o “botão do pânico” disponível na Papudinha, onde estava preso antes da internação.

Segundo o ministro, o procedimento adotado foi “extremamente eficiente” e garantiu a remoção imediata do ex-presidente ao hospital DF Star na madrugada de 13 de março. Ele destacou que o atendimento não teria sido mais rápido caso Bolsonaro já estivesse em prisão domiciliar, afirmando que “dificilmente, o atendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente se estivesse em prisão domiciliar”.

Moraes também ressaltou que “o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 (vinte e quatro) horas por dia”.

Ao rebater argumentos da defesa, que apontava risco de falta de assistência médica na prisão, o ministro concluiu que não há dúvida sobre a capacidade da unidade em garantir atendimento adequado, “com absoluto respeito à sua saúde e dignidade”.

Agora RN

Prefeito de Lagoa D’Anta (RN) muda Lei para conceder licença para o vice

FOTO: REPRODUÇÃO

Uma proposta de emenda à Lei Orgânica de Lagoa d’Anta (RN), já aprovada em primeiro turno pela Câmara Municipal, pode abrir caminho para que o vice-prefeito Einart Guedes (União Brasil) se afaste do cargo por até dois anos sem remuneração para tratar de interesses particulares. A medida, que ainda precisa passar por uma segunda votação, surge enquanto o gestor já cursa uma residência médica em São Paulo, iniciada no começo de março. A apuração é do Estadão.

A emenda, elaborada pelo prefeito João Paulo Lopes (MDB), institui um novo tipo de licença para prefeito e vice, com duração inicial de um ano, prorrogável por igual período. Atualmente, a Lei Orgânica do município não prevê esse tipo de afastamento para chefes do Executivo, diferentemente do que ocorre com vereadores. O prefeito tenta aprovar a manobra para conceder o afastamento prolongado das funções públicas do companheiro de Prefeitura.

Pela proposta, o pedido de afastamento deverá ser encaminhado ao Legislativo municipal, com justificativa fundamentada, cabendo aos vereadores autorizar ou não a licença. Na justificativa do projeto, o prefeito argumenta que há um “contraste” entre as regras aplicadas aos membros do Legislativo e do Executivo.

“A presente proposta visa corrigir as referidas lacunas e aperfeiçoar o regime de licenças, (…) dotando a Lei Orgânica de regras claras, proporcionais e em harmonia com os princípios constitucionais”, diz o texto. O documento, no entanto, não menciona que o principal beneficiado com a mudança seria o próprio vice-prefeito, primo do chefe do Executivo.

Segundo o Estadão, a proposta avançou com apoio da base governista, que detém maioria na Câmara. O primeiro turno de votação ocorreu em 11 de março, com aprovação por 7 votos a 1.

Pelo regimento interno da Casa, a matéria precisa ser votada em dois turnos, com intervalo mínimo de dez dias entre eles.

Einart Guedes, que é médico, foi eleito vice-prefeito em 2024 na chapa de João Paulo Lopes. Ele se matriculou na residência em Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de São Paulo, curso com carga horária de 60 horas semanais e duração de três anos. Mesmo com a dedicação integral exigida pela especialização, ele não renunciou ao mandato e segue no cargo, que garante remuneração bruta de R$ 8 mil mensais.

Caso a licença seja aprovada, o vice poderá cursar parte da residência sem exercer a função pública. Ainda assim, restariam pelo menos dois semestres a serem cumpridos após o período máximo de afastamento previsto na proposta.

Procurados pelo jornal, Einart Guedes e a Prefeitura de Lagoa d’Anta não se manifestaram. A Irmandade da Santa Casa de São Paulo informou que não divulga dados de colaboradores, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados e às suas políticas de privacidade.

Com cerca de 6 mil habitantes, Lagoa d’Anta está localizada a 109 quilômetros de Natal, no agreste potiguar. Como ocorre em outros municípios e estados, a autonomia administrativa permite a organização interna, desde que respeitados os princípios constitucionais. A Constituição Federal não estabelece limite máximo para licenças de prefeitos e governadores, mas fixa em 120 dias o afastamento de deputados federais por interesse particular, entendimento que o Supremo Tribunal Federal (STF) estende às demais instâncias do Legislativo.

Diário do RN

Apesar da negativa a Nina, Agripino nega rompimento com Paulinho

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O ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil no Rio Grande do Norte, afirmou em entrevista ao Diário do RN que não houve rompimento na relação com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), mesmo diante de recentes divergências políticas entre os dois. Ao ser questionado diretamente sobre a situação do prefeito dentro do partido e seu posicionamento eleitoral, Agripino evitou aprofundar a análise e ressaltou o distanciamento no diálogo político entre ambos.

“Eu não sei, eu não estive mais com o Paulinho. Paulinho é uma pessoa por quem eu tenho uma estima pessoal, mas eu não conversei mais política com ele não”, disse, ao ser perguntado se o prefeito continua no União Brasil.

Sobre o fato de Paulinho apoiar um candidato de outro partido, o ex-senador se esquivou: “Eu não tenho muito o que comentar sobre isso não”.

Sobre a decisão do prefeito da capital apoiar Álvaro Dias (PL), e não o candidato do União Brasil, Allyson Bezerra (UB), para governador do Rio Grande do Norte, Agripino evitou abordar a posição e reforçou que não cabe a ele justificar a decisão.

“Pergunta a ele isso daí. Acho que você deve perguntar a ele as razões disso daí. Ele já até falou sobre isso. Eu não tenho que justificar a posição de ninguém. Eu tenho que votar no presidente do meu partido”, disse o presidente do União Brasil no RN.

Mesmo com o cenário de divergência, ele descartou qualquer rompimento político: “Não, não, não. Já declarei para você isso daqui. Você fez uma pergunta e eu não tenho resposta para lhe dar sobre isso”.

A possibilidade de desgaste entre os dois ganhou força após a negativa de carta de anuência para a vereadora licenciada Nina Souza (UB), atual secretária de Assistência Social de Natal e esposa de Paulinho Freire, deixar o União Brasil. A decisão foi formalizada em nota conjunta assinada por Agripino e pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, em 10 de março.

Nina pretende se filiar ao PL para disputar uma vaga de deputada federal. A medida também atingiu outros vereadores da sigla, como Camila Araújo e Robson Carvalho, que articulam candidaturas por outras legendas.

Questionado se a negativa arranhou sua relação com o prefeito, Agripino minimizou: “Não, não tem nada que arranhar, não. Isso é disciplinamento da política. Política é feita com estatutos, com normas e com a lei. É quem baliza a relação na política, é estatuto de partido e o que reza a lei eleitoral”.

Resolução nacional do União Brasil

Sobre a recente decisão da direção nacional do União Brasil, emitida no dia 16 de março e publicada nesta segunda-feira (23), de centralizar na executiva nacional a prerrogativa de conceder anuência, retirando essa possibilidade das instâncias estaduais, o ex-senador afirmou ao Diário do RN que apenas tomou conhecimento da medida após sua publicação.

“Eu recebi a comunicação. Eu não tratei mais desse assunto a partir daquela nota passada por mim e por Rueda, que é o retrato fiel do que diz o estatuto. Eu não tratei mais o assunto com o nacional não. Eu recebi ontem e fiz conhecimento público a definição trazida por ele e por ACM Neto, o presidente e o vice-presidente nacional do partido. Isso deve consultar, suponho eu, uma definição a nível nacional. O que vale para o Paraná, vale para o Amazonas, vale para o Rio Grande do Norte, vale para todo canto, remetendo tudo para executiva nacional”, afirmou.

Ao ser provocado de que a nota assinada por ele e por Rueda teria perdido valor com a nova resolução, Agripino discordou e explicou a mudança.

“Não. Essa nova agora remeteu tudo o que era de decisão de candidatura para um único fórum, o nacional. Antes estava escrito: era o nacional ou o estadual, por três quintos dos votos. Essa agora restringiu. Agora não, agora é só o nacional. Ou seja, não era uma questão do Rio Grande do Norte, era uma questão nacional que foi disciplinada. Eu entendo isso, que foi disciplinada pelo presidente nacional e pelo vice nacional”, disse o ex-senador à reportagem.

Diário do RN

Janela partidária expõe disputa por espaço e poder na política do RN

FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A reta final do prazo de filiações partidárias tem acirrado a disputa entre os grupos políticos que se movimentam de olho nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Pré-candidato a governador do União Brasil, nos bastidores comenta-se que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, mira o partido Republicanos para ampliar sua base de apoio, aproveitando-se do fato de que seu presidente e principal concorrente, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, está de saída para o Partido Liberal (PL), mas também articula o fortalecimento do seu grupo em Brasília, passando o Republicanos às mãos do aliado, senador Styvenson Valentim (PSDB).

O prefeito Allyson Bezerra já informou que se desincompatibiliza do cargo na sexta-feira (27) e investe na sigla para agregar tempo de rádio e televisão, além do acesso ao fundo partidário.

Já o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), atua diretamente nas articulações. Ele liderou, no início do mês, um movimento para retirada de nomes da chapa proporcional da federação União Brasil/PP. Entre os envolvidos estão os deputados federais Benes Leocádio e Robinson Faria, além do ex-deputado estadual Kelps Lima, que avaliam migração para partidos alinhados ao grupo de Álvaro Dias.

Mas o presidente estadual do PL, senador Rogério Marinho não avalizou, por exemplo, a volta ao partido do deputado Robinson Faria que deixou a legenda para ingressar no PP, presidido no Estado pelo deputado federal João Maia. Na legenda também há oposição interna de parlamentares como Carla Dickson, Sargento Gonçalves e General Girão.

Já ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB) articula fechamento de nominatas com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), que também se encontra em Brasília e com o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome (PP), e o ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade), que buscam consolidar um partido no Estado.

“Eu estou trabalhando na nominata, para mim tanto faz qual é o partido, estou tentando fechar qual o pessoal que vai participar”, disse Fábio Dantas.

Em Brasília, as negociações avançam com participação direta de lideranças nacionais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, acompanham as tratativas.

Aliado ao ex-senador José Agripino Maia, Allyson Bezerra tentaria viabilizar a filiação do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSD), ao Republicanos para compor chapa ao lado da senadora Zenaide Maia (PSD), considerando o desempenho eleitoral de Carlos Eduardo na capital e sua posição como adversário político de Paulinho Freire e Álvaro Dias em Natal.

Pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Álvaro Dias, o ex-prefeito de São Tomé, Babá Pereira, acha que “até o fim de semana essa questão estará resolvida”, mas desconhece a investida de Allyson para controlar o Republicanos.

O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB) é cotado para integrar uma chapa organizada por Ezequiel Ferreira, mas admitiu que ainda “está analisando” o quadro político e o partido mais viável para disputar a reeleição: “Não me defini em relação à proporcional, ninguém sabe quem é quem, todo mundo está em todo lugar e ninguém está em lugar nenhum”. Ubaldo Fernandes assegura que até segunda-feira (30) define seu destino político-partidário.

Tribuna do Norte

Flávio sobre decisão de Moraes: “Isso não existe na legislação”

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (24) que a concessão de prisão domiciliar dada a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, é “exótica”, por ter caráter temporário.

– É uma decisão exótica, porque traz mais uma inovação uma prisão domiciliar provisória, isso não existe na legislação – declarou à Globonews.

Flávio afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidará com os cuidados de Bolsonaro e que o líder conservador deve contar com o auxílio de equipe médica. Flávio disse ainda que a prisão domiciliar também deve ajudar no quadro mental do pai, porque não haveria isolamento.

– Não consigo compreender coerência nisso. Sua vida estava em risco no batalhão, por mais que ele tenha um tratamento digno ali, como funciona? Ele volta para um local em que a saúde dele estava piorando? Eu não consegui compreender a lógica desse período de 90 dias – disse o senador.

O prazo inicial da medida é de 90 dias a contar da data em que Bolsonaro receber alta.

Pleno News

Único senador com motorista mulher, Styvenson cobra coerência da esquerda e cita desrespeito de Boulos com jornalistas em Natal

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Durante a votação do PL 896/2023, nesta terça-feira (24), o senador Styvenson Valentim (PSDB) lembrou que é o único parlamentar a ter uma mulher como motorista de carro oficial – função historicamente ocupada por homens – e defendeu que a valorização feminina precisa ir além do discurso.

A motorista é Dayse Freire, que atua com o senador desde 2019. Não há registro de outro caso semelhante na Casa. Styvenson também destacou que cerca de 70% do seu gabinete é formado por mulheres. “A gente tem que defender na prática”, afirmou.

O senador potiguar citou ainda o lamentável episódio em Natal envolvendo o ministro Guilherme Boulos, que agiu de forma desrespeitosa e agressiva com três jornalistas mulheres durante entrevista, questionando se a nova lei alcançará esse tipo de conduta.

O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo e inclui a misoginia na Lei do Racismo, passando a tratá-la como crime de preconceito, com pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa. Antes, casos semelhantes eram enquadrados como injúria.

A votação dividiu o Senado: governistas, como Paulo Paim (PT-RS), defenderam a medida como proteção às mulheres, enquanto oposicionistas, como Damares Alves (Republicanos-DF), apontaram riscos à liberdade de expressão. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

Com informações de BZN

Rogério Marinho considera ‘tardia’ concessão de prisão domiciliar do STF a Bolsonaro

FOTO: MARCOS CORRÊA/PR

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou, por meio de nota pública divulgada nesta terça-feira (24), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 90 dias para tratamento de saúde.

Na nota, o parlamentar afirma que a medida representa um “reconhecimento tardio” de uma decisão que, segundo ele, deveria ter sido adotada anteriormente. Marinho também questiona a fixação de prazo para a prisão domiciliar, alegando tratamento desigual em comparação a outros casos.

O senador cita o ex-presidente Fernando Collor como exemplo, afirmando que, em situação semelhante, não houve limitação temporal para a concessão do benefício. Para ele, a decisão evidencia diferenças na aplicação da lei.

A nota também faz referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Diferente de Lula, condenado por corrupção em todas as instâncias, Bolsonaro não responde por desvio de recursos públicos”, declarou.

NOTA PÚBLICA

A concessão de prisão domiciliar ao presidente Jair Bolsonaro é, no máximo, o reconhecimento tardio de uma medida que teria sido adotada há muito tempo se fosse qualquer outro cidadão nas mesmas condições.

Ao impor prazo de 90 dias, o ministro Alexandre de Moraes ignora seus próprios precedentes e escancara o tratamento desigual. No caso de Fernando Collor, não houve essa limitação.

Fica evidente que Bolsonaro está sendo tratado como refém, com sua execução penal usada para intimidar seu grupo político.

Não bastasse a condenação por um crime impossível, fruto de um julgamento político que atropelou direitos e garantias desde o início, a perseguição continua. Bolsonaro é alvo por suas opiniões e pela força política que representa.

Diferente de Lula, condenado por corrupção em todas as instâncias, Bolsonaro não responde por desvio de recursos públicos, mas por uma narrativa construída para afastá-lo da vida pública.

A prisão domiciliar não é favor. É o mínimo de humanidade e respeito à lei. Ainda assim, não corrige a injustiça original: Bolsonaro é inocente.

A lei precisa valer para todos. O Brasil não pode seguir refém de decisões que corroem a segurança jurídica e a confiança nas instituições.

Sem autocontenção do Judiciário, resta ao povo eleger, em 2026, um Congresso com coragem para restaurar a separação de poderes e conter os abusos de um Supremo Tribunal Federal que se afasta de sua função constitucional.

O país precisa voltar à normalidade democrática, onde divergência não é crime e justiça não é instrumento de perseguição.

ROGÉRIO MARINHO
Senador da República (PL-RN)
Líder da Oposição no Senado

Com informações da Tribuna do Norte