7 de fevereiro de 2026 às 03:15
7 de fevereiro de 2026 às 03:43
FOTO: DIVULGAÇÃO
O presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, foi exonerado do cargo de assistente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (5). A decisão foi assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), primeiro vice-presidente da Casa em exercício, e publicada no Diário Oficial Legislativo.
A exoneração ocorre às vésperas do carnaval de 2026, quando a Acadêmicos de Niterói desfilará na Marquês de Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.
A escola abrirá a primeira noite de desfiles no Sambódromo, em 15 de fevereiro.
Palhares ocupava o cargo na Alerj desde 2025 e estava lotado na Comissão de Transportes, vinculada ao gabinete do deputado Dionísio Lins (PP), vice-líder do governo Cláudio Castro (PL). Em janeiro deste ano, recebeu R$ 7.961,34 – valor que quase triplicou em relação a abril de 2025 – segundo dados do Portal da Transparência da Alerj.
Procurada, a Acadêmicos de Niterói não respondeu. A assessoria de Delaroli informou que não comenta casos específicos e afirmou que as exonerações fazem parte do processo de transição administrativa da Alerj.
7 de fevereiro de 2026 às 03:14
7 de fevereiro de 2026 às 03:42
FOTO: RICARDO STUCKERT
Nessa sexta-feira (6), o presidente Lula (PT) disse que vive seu melhor momento aos 80 anos. Ele deu declarações durante a entrega de equipamentos de saúde em Salvador (BA).
– Vivo o melhor momento da minha passagem pelo planeta Terra aos 80 anos de idade. Meu melhor momento do ponto de vista político, do exercício da minha Presidência, da minha relação com meus companheiros deputados de todos os partidos políticos – falou.
O petista destacou que está melhor fisicamente do que quando foi eleito para o primeiro mandato como presidente da República, em 2003. Ele disse ainda que faz musculação e que determinou viver até 120 anos. As informações são do Poder360.
– Naquele tempo, eu andava na esteira a quatro quilômetros por hora cansando e bufando. Com 80 anos, ando a seis quilômetros por hora, com ciclo de inclinação, faço musculação. Porque eu determinei viver até 120 anos. Ainda tenho muito compromisso com o povo pobre desse país.
7 de fevereiro de 2026 às 03:02
7 de fevereiro de 2026 às 03:20
FOTO: GETTY
Uma perícia médica a respeito da saúde de Jair Bolsonaro (PL) indica que o ex-presidente necessita de cuidados especiais na Papudinha, onde cumpre pena, e apresenta risco de queda, mas sem necessidade de transferência para um hospital.
O laudo elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conclui que Bolsonaro apresenta doenças crônicas sob controle e recomenda otimizar tratamentos e medidas preventivas por causa do risco de complicações.
Moraes pediu que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre a perícia.
A expectativa de bolsonaristas é a de que o laudo reforce o pleito da defesa para que o ex-presidente seja transferido para a prisão domiciliar.
As perguntas respondidas no laudo buscam determinar o quadro de Bolsonaro, suas necessidades e se ele precisaria ficar preso hospital penitenciário, o que foi descartado pelos médicos. Moraes havia barrado perguntas com referência à prisão domiciliar.
Em janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) conversou com Moraes e perguntou ao ministro se ele não poderia conceder a Bolsonaro o mesmo benefício dado por ele ao ex-presidente Fernando Collor em maio do ano passado -prisão domiciliar humanitária. Moraes respondeu que Collor foi diagnosticado com Parkinson e tem risco de queda.
O laudo da PF aponta que há risco de que Bolsonaro sofra nova queda, especialmente se não houver vigilância contínua. “[Bolsonaro] apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, necessitando de investigação diagnóstica”, diz.
Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça no início de janeiro, quando estava preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Depois disso e da conversa com Michelle, Moraes transferiu o ex-presidente para uma cela mais espaçosa, na Papudinha.
A visita dos médicos a Bolsonaro na Papudinha, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, localizado no complexo do presídio da Papuda, ocorreu no último dia 20. Eles entrevistaram e examinaram o ex-presidente, verificaram resultados de exames anteriores e inspecionaram as condições do local. A principal queixa de Bolsonaro foi o soluço constante.
Os médicos da PF levantam a hipótese de que o uso combinado de certos medicamentos apresenta relação com o risco de queda.
“O uso concomitante especialmente de medicamentos que atuam no sistema nervoso central e cardiovascular cria, portanto, um cenário farmacológico de risco, no qual os possíveis efeitos adversos -sedação, letargia, tontura, lentificação psicomotora e hipotensão postural- apresentam relação com o risco de queda”, afirma o laudo.
Bolsonaro relatou aos médicos ter sensação de tontura ao mudar de posição e disse que, ao caminhar, precisa se manter concentrado para evitar desequilibrar ou precisa do apoio de outras pessoas. Os médicos dizem que é “inegável a presença de comorbidades crônicas”, como hipertensão, obesidade clínica, refluxo e apneia (pausa na respiração) obstrutiva do sono grave.
O laudo recomenda uma maior investigação do quadro neurológico do ex-presidente. Enquanto isso, lista cuidados especiais como instalar grades de apoio nos corredores e no box de banho, instalar campainhas de emergência e equipamentos de monitoramento em tempo real na cela, seguir dieta prescrita por nutricionista, além de praticar atividade física e fisioterapia.
Atualmente, Bolsonaro tem uma campainha de emergência próxima à cama e barras de apoio também na lateral da cama e ao lado do vaso sanitário. Ele também faz fisioterapia e acupuntura. A Papudinha não tem um ambulatório -o mais próximo fica na Papuda, a três quilômetros. Mas Bolsonaro tem especialmente dedicados a ele um médico e uma unidade do Samu durante 24 horas.
Os médicos, porém, criticaram sua alimentação. Bolsonaro toma apenas o café da manhã servido na Papudinha, que tem pão com manteiga e achocolatado. As demais refeições são trazidas por familiares -Michelle costuma postar a preparação de marmitas para o marido, com recados escritos por ela na tampa.
O ex-presidente disse que as marmitas têm “arroz, feijão, uma proteína (carne ou frango) e salada de alface e tomate”.
“Atualmente, o periciado [Bolsonaro] tem uma dieta pobre em frutas, verduras e hortaliças, além de consumir, com frequência, alimentos ultraprocessados e ricos em açúcares refinados, como biscoitos e bolos, além de não haver nenhum fármaco prescrito para o tratamento da obesidade”, diz o laudo.
O documento descreve ainda a rotina de Bolsonaro, que costuma ir dormir por volta de 22h, acordar em torno de 5h e se levantar às 8h. De manhã, o ex-presidente diz tomar banho, fazer a barba e ler livros. Durante a tarde, ele descansa 20 minutos depois do almoço, assiste a programas esportivos na TV e conversa com o policial de plantão. Suas caminhadas diárias ocorrem no fim da tarde.
A respeito do soluço, Bolsonaro disse que não encontrou ainda solução definitiva e que o remédio atual causa fadiga e “redução da disposição para leitura ou outras atividades”. Ele relatou ainda que as cirurgias feitas em dezembro para amenizar as crises “surtiram pouco efeito”. Durante a visita dos médicos, porém, Bolsonaro não teve soluços.
Bolsonaro disse ainda que seu sono havia melhorado desde que começou a usar em janeiro o aparelho CPAP, uma espécie de máscara para respiração. Em relação a Papudinha, Bolsonaro afirmou ter mais espaço do que na PF e não se incomodar com barulhos.
Os médicos afirmam que não ficou comprovado que Bolsonaro tenha depressão. O ex-presidente relatou que procura se manter equilibrado e que se preocupa com Michelle, sua filha Laura e sua enteada.
A equipe de coordenação espera a participação de cerca de 30 mil pessoas.
7 de fevereiro de 2026 às 03:01
7 de fevereiro de 2026 às 03:19
FOTO: REPRODUÇÃO
Após quase três semanas de internação, Fenanda Cristina Policarpo. 29 anos, que foi atropelada no interior de São Paulo e chegou a ser dada como morta por engano, deixou o hospital, mas ainda enfrenta um longo processo de recuperação. A jovem recebeu alta na tarde desta quinta-feira (5), após passar 19 dias internada, sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A saída do Hospital de Base ocorreu com Fernanda sendo levada em uma maca. Ela apresenta dificuldades para andar e falar e precisará seguir em tratamento com fisioterapia e acompanhamento especializado para recuperar os movimentos e a autonomia.
O atropelamento aconteceu no dia 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Na ocasião, uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a atestar a morte da vítima ainda no local. Minutos depois, no entanto, Fernanda foi reanimada por um médico da concessionária responsável pela administração da via, o que permitiu o socorro e a transferência ao hospital.
De acordo com a equipe médica, Fernanda deu entrada no Hospital de Base em estado gravíssimo. Apesar do quadro inicial, a paciente evoluiu bem ao longo da internação. Segundo o médico intensivista Bruno Rosa, que acompanhou o caso, ela recebeu alta consciente, orientada, sem necessidade de alimentação por sonda e com respostas neurológicas preservadas.
Mesmo com a evolução positiva, o médico explica que a recuperação ainda exige cuidados contínuos. O tratamento agora será focado na reabilitação física, com apoio de fisioterapia e de uma equipe multidisciplinar, fundamental para que a jovem possa retomar plenamente os movimentos e a comunicação.
Lembre o caso
O caso foi registrado no dia 19 de janeiro. A Polícia Militar Rodoviária chegou ao local quando a equipe do Samu já havia deixado a área. Em seguida, o médico da concessionária identificou que a vítima ainda respirava e iniciou o atendimento.
A direção do Samu informou que abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento. A médica que atestou o óbito foi afastada até a conclusão da apuração.
Em entrevista à TV TEM, Adriana Cristina Roque, mãe da vítima, descreveu o desespero vivido no local. Ela criticou o atendimento inicial e disse que não soube em que versão acreditar ao ser informada, primeiro, da morte da filha e, depois, de que ela ainda apresentava sinais vitais.
“Na hora que eu vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, e eles falaram pra mim que não podia chegar perto. Falaram que infelizmente minha filha já estava morta, já estava sem vida, e eu queria ver, queria ver, eles não deixavam”, contou.
6 de fevereiro de 2026 às 16:30
6 de fevereiro de 2026 às 15:26
FOTO: DIVULGAÇÃO
O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou nesta quinta-feira (5) requerimentos solicitando a convocação de Marcola, Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, líderes de facções, a prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do crime organizado no Brasil.
Os pedidos devem passar pelo colegiado da CPI e receber aval da maioria dos integrantes. O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), defende que as investigações sejam efetuadas de forma técnica, priorizando dados e falhas no sistema penitenciário, em vez de focar no depoimento de líderes já em prisão.
Parte de parlamentares também demonstra preocupação para que os depoimentos sirvam apenas de “palco” para criminosos ou que a transferência de presos de alta periculosidade crie riscos à segurança pública.
“A própria CPI, conforme calendário e normas divulgadas pelo Senado, tem como objetivo compreender as estruturas decisórias e econômicas das facções, o que inclui necessariamente ouvir personagens centrais e de grande relevância histórica e atual no crime organizado brasileiro”, destaca o senador em um dos pedidos.
Malta cita como exemplo de que Marcinho VP e Ferandinho Beira-Mar, mesmo em detenção, continuam a liderar suas facções criminosas. Suas oitivas serviriam para explicar e entender a dinâmica de governanças carcerárias.
6 de fevereiro de 2026 às 15:00
6 de fevereiro de 2026 às 15:00
FOTO: DIVULGAÇÃO
O presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, foi exonerado do cargo de assistente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quinta-feira (5). A decisão foi assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), primeiro vice-presidente da Casa em exercício, e publicada no Diário Oficial Legislativo.
A exoneração ocorre às vésperas do carnaval de 2026, quando a Acadêmicos de Niterói desfilará na Marquês de Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil.
A escola abrirá a primeira noite de desfiles no Sambódromo, em 15 de fevereiro.
Palhares ocupava o cargo na Alerj desde 2025 e estava lotado na Comissão de Transportes, vinculada ao gabinete do deputado Dionísio Lins (PP), vice-líder do governo Cláudio Castro (PL). Em janeiro deste ano, recebeu R$ 7.961,34 – valor que quase triplicou em relação a abril de 2025 – segundo dados do Portal da Transparência da Alerj.
Procurada, a Acadêmicos de Niterói não respondeu. A assessoria de Delaroli informou que não comenta casos específicos e afirmou que as exonerações fazem parte do processo de transição administrativa da Alerj.
6 de fevereiro de 2026 às 14:15
6 de fevereiro de 2026 às 16:49
FOTO: ADRIANO MACHADO
A PF (Polícia Federal) afirmou, em um laudo médico divulgado nesta sexta-feira (6), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é portador de sete doenças crônicas. O ex-mandatário passou por exame clínico e teve os documentos analisados pela corporação.
Apesar das comorbidades, a PF avaliou que não há, neste momento, necessidade de transferência de Bolsonaro para cuidados em nível hospitalar. Segundo o laudo, o ex-presidente apresenta as seguintes condições de saúde:
Hipertensão arterial sistêmica;
Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) grave;
Obesidade clínica;
Aterosclerose sistêmica;
Doença do refluxo gastroesofágico;
Queratose actínica;
Aderências (bridas) intra-abdominais
O documento também aponta que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco potencial de novos episódios de queda, o que demanda investigação adicional para definição de diagnóstico.
Entre as recomendações, a PF determinou a instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho e de campainha de emergência. O laudo ainda indica avaliação nutricional, prática regular de atividade física e tratamento fisioterápico.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a defesa de Bolsonaro e a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestem, em até cinco dias, a respeito do laudo.
Bolsonaro foi transferido para a chamada “Papudinha” na quinta-feira, dia 15 de janeiro. A unidade fica localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. Antes, Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da PF, em Brasília, desde 22 de novembro, quando foi preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica.
6 de fevereiro de 2026 às 13:30
6 de fevereiro de 2026 às 15:09
FOTO: DIVULGAÇÃO
O senador Sergio Moro (União-PR) criticou nesta sexta-feira (6) a declaração de Lula (PT), que diz ter conversado com seu filho Fábio Luiz, o Lulinha, a esclarecer as acusações de que tem sido alvo, como de “parceria” ou mesmo sociedade com Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do roubo bilionário aos aposentados e pensionistas. Profundo conhecedor de Lula, que interrogou e condenou na Lava Jato, Moro duvida que o petista tenha tido a conversa com seu filho, ao menos nos termos que mencionou em entrevista ao site Uol.
Para o senador, Lula (PT) “continua mentindo ao povo brasileiro”:
“Segundo Lula, seu filho deve explicações sobre suas relações como o Careca do INSS, mas enquanto isso a base governista do Governo Lula impede que ele seja investigado na CPMI do INSS. Lula continua mentindo ao povo brasileiro”, disse o senador no X (antigo Twitter).
Na entrevista Lula afirmou: “quando saiu o nome do meu filho, eu o chamei. Eu falo isso com todo mundo, olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade.’ Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda”.
Moro lembra que a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos na CPMI tem sido sido impedida por parlamentares ligados ao presidente e ao governo federal. Assim, se houvesse sinceridade nas declarações de Lula sobre o filho esclarecer os fatos, sua convocação não teria sido impedida por petistas e parlamentares dos demais partidos de esquerda, da base de apoio ao atual governo.
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