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Categoria: Economia

Procon Natal cita parecer do MP e diz que não há cartel de combustíveis

FOTO: JOSÉ ALDENIR

A diretora do Procon Natal, Dina Pérez, afirmou que pareceres de órgãos responsáveis pela investigação da atuação de postos de combustíveis não identificaram crime de cartel no Rio Grande do Norte. “O que acontece é que o consumidor passa por uma rota diariamente, onde ele vê que os preços dos postos são mais ou menos iguais. Mas eles não são idênticos. O consumidor tem que entender o que é o crime de cartel: é a combinação de diversos estabelecimentos onde há aquele tabelamento de forma igual”, explicou.

Segundo ela, o Procon realiza fiscalizações, enquanto a investigação cabe a outros órgãos. “Em 2025, fizemos uma fiscalização em todos os postos de Natal nas quatro zonas. Juntamos uma vasta documentação, relatórios técnicos e enviamos para o Ministério Público, que é o órgão competente para investigar o crime de cartel. E o MP emitiu um parecer informando que não há crime de cartel no Rio Grande do Norte”, disse Dina Pérez, em entrevista à Mix FM nesta terça-feira 24.

“Fizemos a mesma coisa para tirar a prova, vamos dizer assim, com a Agência Nacional do Petróleo, que também é outro órgão que pode fiscalizar os postos e investigar o crime de cartel. E também foi dada a mesma informação”, relatou.

A diretora afirmou que preços semelhantes não caracterizam, por si só, cartel. “O consumidor combate o tabelamento, mas ao mesmo tempo, ele quer que o Procon faça o tabelamento inverso. ‘Para baixar o tabelamento para ser a favor do consumidor’. E o consumidor tem que entender o que é o livre mercado. Existe na Constituição Federal o livre mercado e a livre concorrência, onde pode haver o aumento ou a diminuição daquele preço, mesmo havendo essa semelhança. Isso não é crime”, pontuou.

No último dia 9, o Procon Natal realizou uma pesquisa de preços de combustíveis em 87 postos de todas as regiões da capital. O levantamento apontou redução média de 0,56% no valor da gasolina em relação a janeiro, equivalente a R$ 0,04, passando de R$ 6,58 para cerca de R$ 6,54. A queda acompanha a redução de 5,2% anunciada pela Petrobras nas distribuidoras, embora o preço final ainda inclua mistura com etanol, impostos e margens de distribuição e revenda.

Entre as regiões da cidade, a Zona Norte apresentou os menores preços para gasolina comum (R$ 6,50), etanol (R$ 5,49) e diesel S-10 (R$ 6,35), enquanto o gás veicular mais barato foi encontrado na zona Sul, a R$ 4,98. A Zona Oeste também aparece entre as mais econômicas, com gasolina a R$ 6,54 e etanol a R$ 5,51.

Fiscalizações nos supermercados devem ir além das prateleiras

Dina Pérez também falou sobre fiscalizações em supermercados e venda de produtos vencidos. “As nossas fiscalizações entram dentro das câmaras frigoríficas dos supermercados, porque o problema não está apenas na prateleira, não é só a falta de informação, não é apenas essa questão de haver uma combinação nos preços em determinados produtos. A questão da validade em si não é superficial, apenas do que está exposto. Então, a nossa fiscalização adentrou muito mais além nessa questão de como fiscalizar os produtos que estão ali expostos nas prateleiras. E isso começa na câmara frigorífica, no armazém, no galpão”.

Ela afirmou que irregularidades podem resultar em autuações e outras medidas. “Quando a gente encontra animais dentro desses galpões, cachorro, pombo… o pombo prolifera determinadas doenças que são prejudiciais ao ser humano. Quando nós ingressamos dentro dos galpões, vemos como é feita essa logística. E aí, sim, nós autuamos o estabelecimento, aplicamos multas. Podemos, inclusive, fechar o estabelecimento, levar o responsável do estabelecimento para uma delegacia”.

Dina Pérez explicou as regras de validade após o corte de carnes. “A peça, quando está inteira, no rótulo aponta que vale até sete dias após aberto. Essa peça tem que ter essa informação no visor do refrigerador e precisa ser consumida dentro daqueles sete dias. E o que acontece? A peça que não foi totalmente fatiada é guardada no frigorífico, aberta, e aí pronto, é bactéria, é mosca, é tudo que você pode imaginar”.

Denúncias

A diretora disse que o órgão recebe denúncias por redes sociais e telefone. O WhatsApp do Procon Natal é (84) 3232-0089.

Agora RN

Efeito Donald Trump: Brasil terá a maior redução de tarifa média, com taxa de 15%

FOTO: RICARDO STUCKERT

O Brasil será o principal beneficiado pelas novas tarifas globais de 15% impostas pelo presidente Donald Trump, no sábado (dia 21). Segundo o Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas comerciais, o país terá, em média, uma redução de 13,6 pontos percentuais nas tarifas.

Aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, Japão e União Europeia, serão os principais prejudicados com a nova taxa. A análise completa foi reportada pelo jornal Financial Times.

Neste final de semana, Lula não quis comentar a decisão da Suprema Corte americana, que suspendeu a aplicação de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. Em alguns casos, como o Brasil, a mudança traz alívio a setores que ainda eram taxados em 50%. A nova política entra em vigor na terça-feira e terá validade de 150 dias até que precise ser aprovada pelo Congresso para continuar vigente.

A China, principal rival dos americanos, será o segundo país mais beneficiados após Trump reagir à decisão de sexta-feira da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegal o mecanismo usado por ele para aplicar tarifas sobre produtos de parceiros no ano passado. O gigante asiático terá redução de 7,1 pontos percentuais nas taxas.

“Países como China, Brasil, México e Canadá, que foram alvo das críticas mais severas da Casa Branca e das tarifas da IEEPA sob decretos executivos especiais, foram os que tiveram a maior queda nas tarifas”, disse ao Times Johannes Fritz, economista e diretor-executivo da GTA.

Segundo a análise, fabricantes asiáticos como Vietnã, Tailândia e Malásia, frequentemente apontados por Trump por apresentarem enormes superávits comerciais com os EUA, também serão beneficiados pelo novo regime. Já o Japão terá aumento de 0,4 ponto percentual na tarifa geral.

O maior perdedor com a nova taxa fixa global é o Reino Unido, que terá um aumento de 2,1 pontos percentuais em sua taxa média de tarifa — anteriormente os britânicos tinham negociado uma taxa de 10%. A UE, que fechou uma tarifa de 15% em seu acordo comercial com Washington, terá um aumento geral de 0,8 ponto percentual, com a Itália e a França mais expostas.

A Câmara Britânica de Comércio afirmou que 40 mil empresas britânicas que exportam produtos para os EUA serão afetadas pelas novas taxas e pediu para o governo britânico entrar em diálogo com os americanos.

No sábado, o governo britânico havia indicado que esperava manter sua posição comercial privilegiada, mas William Bain, chefe da Câmara de Comércio Britânica (BCC), alertou que a decisão “pouco contribuiu para esclarecer as águas turvas. Para o Reino Unido, a prioridade continua sendo a redução das tarifas sempre que possível”, disse ele à Reuters.

Já o chefe de comércio do Parlamento Europeu irá propor o congelamento do processo de ratificação do acordo comercial da União Europeia com os Estados Unidos até que recebam detalhes do governo do presidente Donald Trump sobre sua política comercial.

As novas tarifas afetam os principais aliados dos EUA, pois suas exportações são dominadas por aço, alumínio e automóveis, setores taxados sob outros regimes que permanecem em vigor após a decisão de sexta-feira.

Brasil foi bastante afetado pelo primeiro tarifaço

Em abril de 2025, Trump havia anunciado as chamadas tarifas recíprocas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). Isso incluiu uma tarifa global de 10% sobre importações de parceiros e taxas adicionais a certos países. O que a Suprema Corte derrubou na sexta-feira foi justamente o uso dessa lei para embasar a aplicação das tarifas.

A nova taxa anunciada por Trump no sábado tem como base outro marco jurídico, a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias sem aprovação do Congresso. O instrumento nunca foi acionado por um governante americano.

No caso brasileiro, a sobretaxa total chegou a 50% (10% da tarifa universal imposta em 2025 mais 40% extra) para alguns produtos. Depois, um grupo de itens foi completamente isento, como carne e café. Não está claro se essas mercadorias que gozavam de isenção passarão a ser taxadas com a nova alíquota de 15%.

Mas os produtos brasileiros que não entraram na lista de isenções serão beneficiados com a substituição da tarifa anterior pela nova. De acordo com documento divulgado em novembro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 22% do que é exportado para os EUA ainda estavam sujeitos ao tarifaço de 50% no fim do ano passado.

Há ainda produtos brasileiros que estão enquadrados em outra regra, como aço e alumínio. Esses itens estão sujeitos à chamada seção 232, instrumento legal que autoriza o presidente dos Estados Unidos a impor tarifas e outras restrições sobre importações que possam ameaçar a segurança nacional. Eles representavam em novembro passado, 27% das exportações brasileiras para os americanos. Para estes, nada muda.

Extra

Nova configuração tarifária dos EUA reduz impactos sobre exportações do RN

FOTO: CODERN

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (SEDEC) divulgou análise técnica sobre os impactos das recentes mudanças na política tarifária dos Estados Unidos nas exportações brasileiras e, especificamente, na pauta exportadora do Rio Grande do Norte.

Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o governo norte-americano não poderia utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) como fundamento jurídico para impor tarifas amplas e generalizadas sobre importações. A decisão resultou na anulação das tarifas recíprocas de 10% e das sobretaxas adicionais de até 40% aplicadas ao longo de 2025 a diversos produtos brasileiros, no contexto do chamado “tarifaço”.

Em resposta ao entendimento da Corte, o presidente Donald Trump anunciou a criação de uma nova tarifa global temporária de 15%, com base na Seção 122 da Lei Comercial de 1974. A medida tem validade inicial de até 150 dias, podendo ser prorrogada, e incide de forma uniforme sobre importações provenientes de todos os países, incluindo o Brasil, funcionando como adicional às alíquotas regulares de cada produto.

De acordo com levantamento da Global Trade Alert, o Brasil está entre os países que registraram maior redução na tarifa média após a reconfiguração das medidas adotadas pelos Estados Unidos. A estimativa aponta queda de aproximadamente 13,6 pontos percentuais na tarifa média incidente sobre produtos brasileiros, quando comparado o cenário do auge do tarifaço com o novo arranjo baseado na tarifa global de 15%.

Impactos para o Rio Grande do Norte

Conforme análises da Equipe Técnica da SEDEC, a nova configuração tarifária representa redução relevante da carga média sobre as exportações brasileiras, ainda que permaneça um custo adicional frente ao cenário pré-2025.

Sob a ótica do Rio Grande do Norte, o novo contexto tende a produzir efeitos positivos, especialmente para setores estratégicos da pauta exportadora estadual, como o salineiro e o de pescado.

O setor salineiro potiguar — responsável por parcela expressiva da produção nacional de sal marinho — passa a operar em ambiente tarifário menos adverso do que o verificado durante a escalada protecionista de 2025. A redução da tarifa média amplia a previsibilidade comercial e contribui para a manutenção dos fluxos exportadores, mesmo com a incidência adicional de 15%.

No caso do pescado, segmento relevante para polos produtivos do estado, a retirada das sobretaxas adicionais reduz distorções abruptas de preço e melhora as condições de competitividade no mercado norte-americano. Embora o adicional de 15% ainda represente custo relevante, o novo cenário amplia as possibilidades de reinserção, consolidação e celebração de contratos internacionais de médio e longo prazo.

Aplicação de tarifas por segmento

Segundo informações divulgadas pelo InfoMoney (2026), a aplicação atual de tarifas nos Estados Unidos está estruturada da seguinte forma:

  • Aço – 50% (ativa)
  • Alumínio – 50% (ativa)
  • Peças de cobre – 50% (ativa)
  • Madeira – 10% (ativa)
  • Demais produtos – nova tarifa adicional de 15%

A substituição de sobretaxas que chegaram a 50% por uma tarifa global temporária de 15% representa redução significativa do nível de proteção extraordinária anteriormente imposto, contribuindo para restabelecer parte da competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Conclusões estratégicas

A análise técnica da SEDEC aponta que:

  • A decisão judicial de 2026 reduziu substancialmente o grau de restrição tarifária imposto aos produtos brasileiros.
  • O setor de pescado tende a registrar ganhos mais perceptíveis, diante da retirada das sobretaxas adicionais que haviam comprometido sua competitividade.
  • O setor salineiro estratégico para o Rio Grande do Norte passa a operar em ambiente menos restritivo.
  • A volatilidade da política comercial dos Estados Unidos e o caráter temporário da nova tarifa exigem monitoramento técnico contínuo.

Monitoramento permanente e inteligência comercial

Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, reconfigurações comerciais e elevada volatilidade regulatória, a inteligência comercial integrada a estratégias qualificadas de Relações Internacionais consolida-se como ativo estratégico para sustentar e ampliar a competitividade do Rio Grande do Norte no comércio exterior.

Diante desse quadro, a SEDEC reforça a importância da manutenção de acompanhamento técnico permanente do arcabouço regulatório internacional, não apenas para mitigar riscos decorrentes de mudanças abruptas na política comercial norte-americana, mas também para identificar oportunidades e orientar, de forma proativa, políticas públicas voltadas ao fortalecimento da inserção internacional do estado.

Novo Notícias

Comércio do Alecrim registra aumento de vendas no Carnaval e projeta novas altas

FOTO: JOSÉ ALDENIR

As vendas no comércio do Alecrim durante o Carnaval deste ano superaram o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, segundo avaliação do presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alacrim (Aeba), Matheus Feitosa. Embora os números consolidados ainda dependam da conclusão de uma pesquisa da Fecomércio RN, o dirigente afirma que o fluxo de consumidores foi visivelmente maior no bairro.

“No comparativo com a semana de maiores festividades do Carnaval passado, superou sim. Recebemos um público maior, não só na cidade, mas no comércio em si, no Alecrim também”, diz Feitosa, ao AGORA RN.

No ano anterior, levantamento divulgado pela entidade empresarial apontou crescimento nas vendas do período, impulsionado principalmente pelo aumento da circulação de foliões e turistas. A expectativa do setor agora é que o novo estudo confirme a expansão observada pelos lojistas neste ciclo.

Confecções lideram vendas

Entre os segmentos com melhor desempenho, as confecções — especialmente roupas e vestuário em geral — voltaram a liderar as vendas. Na sequência aparecem calçados, maquiagem e adereços, tanto para fantasias quanto para decoração de ambientes.

Tecidos também registraram boa saída, refletindo a produção de figurinos e customizações de última hora. Alimentos e bebidas mantiveram ritmo consistente, assim como perfumaria, esmaltes e itens de uso rápido no período festivo.

Produtos típicos de Carnaval, como serpentinas, espuma, tintas de cabelo de remoção instantânea e acessórios diversos também contribuíram para o resultado. O segmento de descartáveis acompanhou o movimento, abastecendo eventos e confraternizações.

Mesmo após os dias de maior concentração de blocos, o comércio ainda projeta vendas relevantes neste fim de semana, com os desfiles das escolas de samba e das tribos indígenas. Segundo Feitosa, as agremiações ainda realizam ajustes em fantasias e alegorias, enquanto o público que vai à avenida costuma adquirir acessórios para acompanhar as apresentações.

Próximas datas no radar

Com o encerramento do ciclo carnavalesco, os lojistas já direcionam esforços para as próximas datas comemorativas do calendário do varejo: Dia da Mulher, Páscoa e Dia das Mães.

De acordo com o presidente da Aeba, fabricantes e fornecedores, especialmente do setor de chocolates, iniciaram com antecedência a organização logística para a Páscoa. “As empresas se antecipam meses antes para estar com tudo organizado”, afirma.

Além do reforço nos estoques, o comércio também investe em capacitação. Estão sendo promovidos cursos voltados tanto para trabalhadores já inseridos no mercado quanto para pessoas que buscam uma oportunidade no setor, estratégia que visa sustentar o ritmo de vendas ao longo do primeiro semestre.

A confirmação dos números pelo levantamento do Fecomércio RN deve balizar as projeções do varejo para as próximas datas sazonais e indicar se o desempenho observado no Carnaval se traduzirá em crescimento consolidado no trimestre.

Em 2025, o Carnaval em Natal movimentou quase R$ 197 milhões

O balanço econômico do Carnaval divulgado pelo Fecomércio RN no ano passado mostrou que, em 2025, o evento gerou R$ 196,8 milhões em negócios na Natal entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março — um crescimento de 34,5% em relação aos R$ 146,2 milhões movimentados em 2024.

O estudo do Instituto Fecomércio RN (IFC) aponta ainda que os turistas foram responsáveis por cerca de R$ 123 milhões desse total, enquanto os residentes contribuíram com aproximadamente R$ 73 milhões — reflexo do maior fluxo de visitantes durante os dias de festa.

Além do impacto financeiro, a pesquisa revelou que 45% dos foliões participaram da celebração por três dias, e o gasto médio diário por pessoa foi de cerca de R$ 362,47, acima dos R$ 355,03 registrados no ano anterior.

O levantamento também incluiu percepção de empresários dos setores de comércio e serviços, que apontaram aumento no faturamento médio diário durante o período carnavalesco, contribuindo para o cenário de recuperação e dinamismo econômico em setores ligados ao turismo e ao varejo local.

Agora RN

RN lidera ranking nacional de dívidas pagas pela União em janeiro de 2026

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O Rio Grande do Norte começou 2026 no topo da lista dos estados com mais dívidas assumidas pela União. Em janeiro, o governo federal quitou R$ 84,32 milhões em parcelas pendentes do estado, segundo dados do Tesouro Nacional.

O valor supera os montantes registrados no Rio de Janeiro (R$ 82,34 milhões) e no Rio Grande do Sul (R$ 70,55 milhões).

No total, a União desembolsou R$ 257,73 milhões em débitos de estados e municípios apenas no primeiro mês de 2026.

Os números reforçam uma tendência observada nos últimos anos. Em 2025, o volume de garantias honradas pelo governo federal já havia atingido R$ 11,08 bilhões.

Histórico desde 2016

Desde 2016, a União desembolsou R$ 86,78 bilhões para cobrir garantias de operações de crédito de entes federativos.

Desse total:

  • Cerca de R$ 79 bilhões tiveram a cobrança suspensa por decisões judiciais ou por adesão a programas de recuperação fiscal;
  • R$ 6,03 bilhões foram efetivamente recuperados pela União;
  • Em 2026, já retornaram R$ 104,97 milhões aos cofres federais.

Como funciona o mecanismo

O modelo é baseado em garantias concedidas pela União em operações de crédito contratadas por estados e municípios com bancos nacionais e internacionais.

Quando o ente federativo não paga a parcela do empréstimo, o governo federal assume o débito. Posteriormente, o Tesouro Nacional realiza a compensação nos repasses federais e pode bloquear novos financiamentos até a regularização da situação. Enquanto isso, juros e encargos seguem incidindo sobre os valores devidos.

Portal 98 FM

Comércio de Natal volta a funcionar nesta Quarta-feira de Cinzas com horários diferenciados

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Encerrado o período de Carnaval, o comércio de Natal retoma o atendimento ao público nesta quarta-feira (18), mas com horários diferenciados em vários pontos da cidade. As orientações foram divulgadas pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) e abrangem lojas de rua, shoppings, supermercados e agências bancárias.

No comércio de rua, as atividades são retomadas nesta quarta-feira com horários diferenciados. No Centro da Cidade, as lojas abrem a partir das 12h. Já no Alecrim e na Zona Norte, o comércio funciona normalmente, mas com horários variados, algumas lojas abriram às 8h, enquanto outras iniciarão o atendimento apenas ao meio-dia.

Nos shoppings da capital, o expediente também sofre ajustes devido à Quarta-feira de Cinzas. No Partage Norte Shopping Natal, as lojas, quiosques, praça de alimentação e lazer funcionam das 10h às 22h, enquanto o Carrefour atende das 7h às 22h.

O Shopping Cidade Jardim abre das 11h às 21h. No Midway Mall, a praça de alimentação opera das 11h às 22h e as lojas e quiosques das 12h às 22h. O supermercado Pão de Açúcar funciona das 7h às 22h, e o Cinemark segue programação própria.

No Natal Shopping, a praça de alimentação funciona das 11h às 22h, e as demais operações das 12h às 22h. O cinema mantém a programação normal. O Shopping 10 terá expediente das 12h às 18h, enquanto o Shopping Via Direta funciona das 11h às 21h.

Já no Praia Shopping, as lojas abrem das 12h às 22h e a praça de alimentação das 11h às 22h. No Shopping Cidade Verde, o funcionamento é obrigatório para todas as lojas a partir das 12h.

Os supermercados operam normalmente nesta quarta-feira. As agências bancárias retomam o atendimento presencial ao público a partir das 12h.

Em caso de dúvidas, a CDL Natal orienta os consumidores a consultarem os canais oficiais de cada estabelecimento para confirmar horários específicos, especialmente no caso de cinemas, academias e serviços que possam adotar funcionamento diferenciado.

Portal 98 FM

Cadeia produtiva do leite no RN bate recorde em 2025, resultado de investimentos em tecnologia

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O Rio Grande do Norte alcançou, em 2025, a produção inédita de 1 milhão de litros de leite por dia. A marca é acompanhada por modernizações que a indústria de lacticínios potiguar realizou nos últimos anos, com ampliações de parques fabris, novos empreendimentos e inovações nas linhas de produção. Os avanços são fruto de investimentos, do trabalho conjunto do setor produtivo e diversas instituições para impulsionar o setor.

Atualmente, o setor de laticínios do Rio Grande do Norte conta com 43 indústrias inspecionadas de diferentes portes, presentes em todas as regiões do estado. Juntas, geram quase 800 empregos diretos. Os dados constam no Atlas da Indústria Potiguar, desenvolvido pelo Observatório da Indústria Mais RN, núcleo de planejamento estratégico contínuo da Federação das Indústrias do RN (FIERN).

O Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN (SINDLEITE-RN) atua no fortalecimento da cadeia produtiva do leite. “Nos últimos 10 anos, a indústria láctea no Rio Grande do Norte tem acompanhado as tendências nacionais, movimentando-se em direção às tecnologias, automação e buscando mais competitividade”, destaca o presidente do SINDLEITE-RN, Túlio Veras.

“É notório a maior oferta dos produtos lácteos potiguares nas gôndolas dos supermercados, o lançamento de novos produtos, de embalagens mais modernas e o transporte de leite refrigerado nas estradas do RN. Veja, 10 anos atrás não se produzia muçarela no estado e, hoje, já existem oito marcas produzindo esse tipo de queijo. Também há produção de leite e derivados de búfala com produtos especiais, algo que não está presente em outros estados”, acrescenta.

A modernização não se restringe às indústrias. A pecuária leiteira, base da cadeia produtiva, também passa por transformações estruturais e profissionalização. Responsável pela produção e fornecimento da matéria-prima do setor de laticínios, o setor também realizou aprimoramentos com foco em aumentar o volume, qualidade do leite, rendimento e, consequentemente, tornar o setor mais competitivo.

Isso inclui a transição da retirada manual do leite para padrões mais profissionais e seguros, com uso de ordenha mecânica, tanque de resfriamento, automação, balanceamento nutricional nas dietas dos animais, melhoramento genético com raças mais produtivas e atenção às questões sanitárias. “Já há ‘compost barn’ [tipo de instalação para vacas leiteiras que visa o conforto dos animais] em pleno funcionamento no Seridó e outro sendo construído no Agreste. Esse sistema envolve um galpão para o confinamento dos animais oferecendo alto conforto, reduzindo lesões, além de aumentar a produtividade, controle e a qualidade do leite, tende a gerar mais receita para o próprio negócio, com produção de adubo, biofertilizante e energia”, explica Veras.

Os aprimoramentos na produção da matéria-prima enriquecem a cadeia produtiva como um todo. Além do recorde no número da produção diária de leite, o valor da produção também teve avanços, com um salto de R$ 538 milhões para R$ 981 milhões entre 2020 e 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE.

Segundo o presidente do SINDLEITE-RN, o estado superou um cenário de baixa produtividade, mas ainda pode ser muito mais produtivo e eficiente, após buscar referências em outros estados e até na Argentina. “Pudemos constatar uma grande modernização, eficiência e competitividade na pecuária leiteira desses locais. Vimos, inclusive, que essas inovações e eficiência podem e devem chegar ao nosso estado, trazendo assim mais empregos e renda aqui, além de novos produtos lácteos para gôndola dos supermercados do Brasil”, ressalta.

Inovação amplia competitividade

O grande objetivo das iniciativas de modernização e inovação do setor é a busca por competitividade para romper as fronteiras do estado. Esse trabalho envolve a atuação dos profissionais, produtores, indústrias, universidades, instituições financeiras, bem como de instituições como a FIERN, o SINDLEITE-RN, o Sebrae-RN, FAERN/SENAR, e o Poder Público. O foco é estruturar a cadeia produtiva para enfrentar desafios históricos no estado, como as secas, baixa produtividade e ociosidade.

“Nós não podemos mais esperar a seca chegar para tomar providências, porque quando o produtor diminui produção de leite ele perde receita, a indústria diminui escala de produção e consequentemente abre-se espaço no mercado para produtos de fora. Precisamos ser proativos, de políticas públicas estruturantes, que preparem a cadeia produtiva para enfrentar esse cenário já vivido e muito sofrido. Somente estruturados é que vamos trazer estabilidade para o setor”, afirma o presidente do SINDLEITE-RN.

Mas situações conjunturais também precisam ser enfrentadas. “A política de importação do Mercosul afeta a competitividade e a sustentabilidade da produção de leite no Rio Grande do Norte de forma muito danosa. Produtos lácteos estão chegando ao Brasil e ao RN mais barato do que o custo de produção local”, aponta Veras.

Outros fatores que afetam a competitividade do leite são os custos da energia elétrica, falta de biomassa de qualidade e de mão de obra especializada. Segundo o presidente do SINDLEITE-RN, o custo da energia eléctrica é quase R$ 1,00 por kW/h no RN, contra R$ 0,65, no Paraná, e R$ 0,60, em Santa Catarina.

“Em agosto de 2025 estivemos na bacia leiteira de Castro, no Paraná, e pudemos comprovar que produtores atuam num nível profissional altíssimo, o que levou o estado a ser o segundo maior produtor de leite do país. Eles produzem biomassa para alimentação do gado e guardam na forma de silagem, feno ou pré-secado para usar em até 20 meses. Como podemos competir só esperando por chuvas?”, questiona Veras. “Precisamos melhorar as condições para os produtores se estruturarem, inovarem e se tornarem mais eficientes. Com energia elétrica mais barata podemos proporcionar produção de biomassa irrigada para garantir a alimentação das vacas nos períodos secos”, acrescenta.

Os aprimoramentos produtivos da pecuária de leite, explica o presidente do SINDLEITE-RN, podem beneficiar o consumidor final e a economia do estado de diversas maneiras. “Para o consumidor, a modernização permite que os produtos lácteos cheguem à mesa de forma mais acessível e com melhor preço, mantendo a inocuidade. Para a economia do estado, a modernização significa mais empregos e mais renda no campo”, conclui.

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RN está no top-5 de estados do NE com custo de vida mais caro

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O Rio Grande do Norte aparece como o 5º estado com maior custo de vida do Nordeste, com gasto médio mensal de R$ 2.550 por pessoa, segundo pesquisa “Custo de Vida no Brasil”, da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box. O valor engloba despesas básicas como moradia, supermercado, contas fixas, transporte, saúde, lazer e serviços pessoais — e mostra que o orçamento dos potiguares segue pressionado.

Entre os principais vilões estão o supermercado, com média de R$ 870 por mês, a moradia, que chega a R$ 790, e as contas recorrentes, estimadas em R$ 370. O economista Thales Penha, da UFRN, alerta que o peso desses itens essenciais reduz o poder de compra e força muitas famílias a trocar alimentos por opções mais baratas e a buscar moradias mais distantes para aliviar o aluguel.

O estudo aponta ainda gastos médios de R$ 420 com saúde e atividade física, R$ 290 com transporte e lazer e R$ 240 com compras diversas. Para Nathália Fernandes, especialista em educação financeira da Serasa, quando as despesas básicas ocupam grande parte da renda, o risco de endividamento aumenta, tornando o planejamento financeiro indispensável.

Mesmo com o custo de vida elevado, apenas 10% dos brasileiros cogitam mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. A pesquisa destaca que, em regiões onde os preços sobem mais rápido que a renda, organizar o orçamento e controlar gastos se torna essencial para evitar dívidas e manter as contas em dia.

Com informações da Tribuna do Norte