11 de março de 2026 às 08:45
11 de março de 2026 às 06:29
FOTO: MARCELO CAMARGO
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi feito após declarações públicas de sindicatos do setor informarem que distribuidoras teriam elevado os preços de venda para os postos, alegando alta no preço internacional do petróleo em razão de um conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio.
No entanto, até o momento, a Petrobras não anunciou reajuste nos preços praticados nas refinarias, o que levantou suspeitas sobre a justificativa apresentada.
Possível prática anticoncorrencial
Diante do cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado de combustíveis.
Segundo o órgão, o aumento simultâneo pode indicar tentativa de influência ou adoção de conduta comercial uniforme entre concorrentes, o que pode configurar infração econômica.
A secretaria ressaltou que o pedido faz parte do monitoramento permanente das práticas comerciais, com o objetivo de garantir transparência e proteger os consumidores.
Procon Natal fiscaliza postos na capital
Em paralelo, o Procon Natal iniciou uma fiscalização em postos de combustíveis da cidade de Natal para verificar os preços cobrados da gasolina.
A ação começou na última quinta-feira (5) após registros de aumento no valor do combustível em diversos estabelecimentos. Na manhã desta segunda-feira (9), o preço da gasolina chegou a R$ 6,99 em alguns postos da capital potiguar.
10 de março de 2026 às 09:00
9 de março de 2026 às 18:58
FOTO: REPRODUÇÃO
O Brasil deverá concentrar a maior fatia da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Um entendimento firmado entre entidades do setor nos países do bloco estabelece a divisão proporcional do volume entre os exportadores sul-americanos.
Pelo arranjo, o Brasil ficará com 42,5% da cota destinada ao Mercosul, seguido por Argentina (29,5%), Uruguai (21%) e Paraguai (7%).
A divisão foi definida em um acordo empresarial firmado em 2004, ainda antes da conclusão das negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia. O entendimento foi estabelecido entre associações representativas da cadeia da carne e do setor agropecuário dos países do bloco.
Entre os signatários estão:
ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes)
CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)
SRB (Sociedade Rural Brasileira)
ABC (Consorcio de Exportadores de Carnes Argentinas)
SRA (Sociedad Rural Argentina)
CRA (Confederaciones Rurales Argentinas)
ARP (Asociación Rural del Paraguay)
CPC (Cámara Paraguaya de Carne)
ARU (Asociación Rural del Uruguay)
ADIFU (Asociación de la Industria Frigorífica del Uruguay)
CIF (Cámara de la Industria Frigorífica del Uruguay)
FR (Federación Rural)
O entendimento estabelece que a distribuição da cota europeia entre os países do Mercosul deve seguir o peso relativo das exportações de cada país para o mercado internacional de carne bovina.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia prevê uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina com tarifa reduzida para o bloco sul-americano.
9 de março de 2026 às 10:00
9 de março de 2026 às 05:55
FOTO: EFE
Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril pela primeira vez em mais de três anos e meio, com a guerra no Irã impedindo a produção e o transporte no Oriente Médio. Pesa também sobre essa cotação o anúncio feito neste domingo (8) que o Irã escolheu o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em um ataque na primeira semana do conflito, como seu novo líder supremo.
O preço do barril de petróleo Brent, o padrão internacional, estava em US$ 101,19 logo após a retomada das negociações na Bolsa Mercantil de Chicago, um aumento de 9,2% em relação ao preço de fechamento de US$ 92,69 na sexta-feira (6).
O West Texas Intermediate (WTI), petróleo bruto leve e doce produzido nos Estados Unidos, estava sendo vendido por volta das 20h por cerca de US$ 107,2 o barril. Isso representa um aumento de mais de 16,2% em relação ao preço de fechamento de sexta-feira, de US$ 90,90.
Os aumentos ocorreram após os preços do petróleo bruto dos EUA subirem 36% e os preços do petróleo Brent aumentarem 28% na semana passada. Os preços do petróleo subiram à medida que a guerra, agora em sua segunda semana, envolveu países e locais críticos para a produção e o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
Aproximadamente 15 milhões de barris de petróleo bruto – cerca de 20% do petróleo mundial – são normalmente transportados todos os dias pelo Estreito de Ormuz, de acordo com a empresa de pesquisa independente Rystad Energy. A ameaça de ataques com mísseis e drones iranianos praticamente impediu os petroleiros de atravessarem o estreito, que faz fronteira ao norte com o Irã, transportando petróleo e gás da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Irã.
O Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos reduziram sua produção de petróleo à medida que os tanques de armazenamento se enchem devido à redução da capacidade de exportação de petróleo bruto. O Irã, Israel e os Estados Unidos também atacaram instalações de petróleo e gás desde o início da guerra, exacerbando as preocupações com o abastecimento.
A última vez que os futuros do petróleo bruto dos EUA foram negociados acima de US$ 100 por barril foi em 30 de junho de 2022, quando o preço atingiu US$ 105,76. Para o Brent, foi em 29 de julho de 2022, quando o preço atingiu US$ 104 por barril.
O aumento global dos preços do petróleo desde que Israel e os EUA atacaram o Irã no fim de fevereiro abalou os mercados financeiros, gerando preocupações de que os custos mais altos da energia alimentem a inflação e levem a uma redução nos gastos dos consumidores americanos, o principal motor da economia.
Nos EUA, o galão de gasolina comum subiu para US$ 3,45 no domingo, cerca de 47 centavos a mais do que na semana anterior, de acordo com o clube automotivo AAA. O diesel estava sendo vendido por cerca de US$ 4,60 o galão, um aumento semanal de cerca de 83 centavos.
8 de março de 2026 às 07:21
8 de março de 2026 às 07:22
O município de Parnamirim segue se destacando no cenário econômico do Rio Grande do Norte. A cidade ocupa o 2º lugar na geração de empregos no estado, refletindo o fortalecimento da economia local e a ampliação de oportunidades para a população.
De acordo com dados do levantamento “Pequenos Negócios em Números”, divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN), o município já conta com 26.177 empreendimentos optantes pelo Simples Nacional, o que representa mais de 10% do total registrado em todo o estado.
O ambiente favorável ao empreendedorismo também se reflete na abertura de novos negócios. Somente em 2025, mais de 600 empresas foram abertas em Parnamirim, muitas delas já estruturadas no formato digital, evidenciando a conexão da cidade com as novas tendências do mercado e da economia.
Outro indicador positivo é a geração de empregos formais. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados mais de 2.100 novos postos de trabalho com carteira assinada no município.
Os números representam não apenas crescimento econômico, mas também histórias de superação, empreendedorismo e conquistas para milhares de famílias. Cada novo negócio aberto e cada vaga criada reforçam o papel de Parnamirim como um município que cresce com trabalho, inovação e oportunidades para a população.
6 de março de 2026 às 16:15
6 de março de 2026 às 15:12
FOTO: DIVULGAÇÃO
A cesta básica em Natal registrou aumento de 1,58% no mês de fevereiro, segundo pesquisa divulgada pelo Procon Natal. A alta representa um acréscimo médio de R$ 6,91 no custo para o consumidor.
Dos 40 itens analisados no levantamento, 28 apresentaram aumento de preço em relação ao mês de janeiro, o equivalente a 70% dos produtos pesquisados. As maiores altas foram registradas nas categorias hortifrúti e açougue.
Entre os itens que mais subiram estão o chuchu (25,28%), o tomate (15,56%), o repolho (13,82%) e a cebola branca (4,02%). Já na categoria açougue, os aumentos foram observados no filé de merluza e na caixa de ovos com 30 unidades, ambos com alta de 11,24%, além da carne de segunda tipo músculo (1,52%) e da carne de sol de primeira (0,65%).
Apesar da alta geral, duas categorias apresentaram redução de preços: higiene e limpeza, com queda de 7,26%, e mercearia, com recuo de 0,64%.
A pesquisa também identificou diferença de preços entre os tipos de estabelecimentos. Nos hipermercados, a cesta básica teve preço médio de R$ 479,39. Nos supermercados de bairro, o valor médio foi de R$ 441,14. Já nos atacarejos, o preço médio foi de R$ 410,39, uma diferença de até 16,81% em relação aos hipermercados, o que pode representar economia de cerca de R$ 69 para o consumidor.
O estudo ainda apontou variação entre as regiões da cidade. A Zona Leste registrou o maior aumento médio, de R$ 15,81, seguida pela Zona Oeste (R$ 10,17) e pela Zona Sul (R$ 3,64). Já a Zona Norte apresentou redução média de R$ 8,47 no preço da cesta básica.
O levantamento do Procon monitora semanalmente os preços em 26 estabelecimentos comerciais da capital, incluindo hipermercados, atacarejos e supermercados de bairro, analisando 40 produtos divididos entre as categorias mercearia, açougue, hortifrúti e higiene e limpeza.
5 de março de 2026 às 15:00
5 de março de 2026 às 10:34
FOTO: DIVULGAÇÃO
A proposta de redução da jornada de trabalho elevaria os custos do setor produtivo do Rio Grande do Norte em até R$ 2,29 bilhões por ano, é o que aponta uma análise do Observatório da Indústria Mais RN, núcleo de planejamento estratégico contínuo da Federação das Indústrias do RN (FIERN). O levantamento tem como base o painel “PL Redução da Escala de Trabalho”, do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, e considera os impactos de uma redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.
Com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o painel indica que o RN possui 709,35 mil vínculos formais de emprego, dos quais 421,13 mil têm jornada entre 41 e 44 horas semanais. Ou seja, 59,4% dos vínculos formais no estado seriam diretamente afetados pela mudança, exigindo reorganização da produção ou aumento de custos.
A análise estima dois cenários de compensação do volume de horas trabalhadas, com pagamento de horas extras ou contratação de novos trabalhadores. No primeiro cenário, em que a compensação se daria por meio de horas extras, a simulação estima o aumento anual de custos de aproximadamente R$ 2,29 bilhões, um aumento de 5,8% nos custos do setor produtivo. Já no segundo, em que a recomposição das horas reduzidas seria realizada pela contratação de outros trabalhadores, o valor adicional seria de R$ 1,53 bilhão, ou 3,9% a mais nos gastos com empregados.
“Ambos os cenários implicam aumento significativo dos custos empresariais, com repercussões diretas sobre a atividade econômica, especialmente nos setores industriais mais intensivos em trabalho, como a Indústria de Transformação, a Construção e a Indústria Extrativa”, destaca Pedro Albuquerque, analista do Observatório da Indústria Mais RN.
Antes de discutir a diminuição da escala 6×1, alerta o presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, “é necessário enfrentar um fato incontornável: o Brasil apresenta desempenho modesto em produtividade quando comparado a outras economias”. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) evidenciam essa fragilidade estrutural.
“Reduzir jornada sem elevar produtividade significa aumentar custos sem ampliar a geração de riqueza. Ao mesmo tempo, o país iniciou a transição decorrente da Reforma Tributária de 2023, que demanda adaptação, investimentos e reorganização das estruturas empresariais. Introduzir simultaneamente mudanças estruturais na legislação trabalhista e no sistema tributário representa um risco elevado para a economia. Soma-se a isso o desafio de que parte relevante do parque industrial brasileiro opera com defasagem tecnológica, baixa automação e competitividade pressionada”, ressalta Serquiz.
Para o presidente da FIERN, o Brasil precisa fortalecer sua base produtiva, modernizar seu parque industrial, elevar a qualificação da mão de obra e alinhar incentivos ao trabalho formal.
Repercussões para a economia industrial do RN
O levantamento aponta que, para o Rio Grande do Norte, cuja estrutura produtiva apresenta forte dependência da indústria e de cadeias associadas à construção civil, mineração, energia e produção industrial, os impactos tendem a ser estruturalmente relevantes.
Entre o conjunto de prováveis repercussões da medida, estão impactos na competitividade e no custo unitário do trabalho, risco de perda de produção e PIB, pressão maior sobre micro e pequenas empresas e efeitos setoriais específicos.
A redução do teto semanal, sem redução salarial, elevaria o custo da hora trabalhada e pressionaria o custo unitário do trabalho, o que tende a se refletir em preços, margens e capacidade de competir com outros estados e com importados. No cenário de horas extras, o estudo destaca que a hora regular pode subir cerca de 10% para trabalhadores que excedem 40h, além do custo adicional das 4 horas compensatórias pagas com adicional.
Pressão sobre micro e pequenas empresas
No Rio Grande do Norte, onde a estrutura produtiva tem forte presença de pequenos estabelecimentos em diversos ramos industriais e de construção, os riscos da medida são amplificados. O estudo mostra que micro e pequenas empresas concentram a maior proporção de empregados com jornada acima de 40h semanais.
“Isso pode acelerar informalização, substituição de trabalho por serviços terceirizados, postergação de investimentos e até encerramento de operações menos produtivas”, afirma o analista do Observatório Mais RN, Pedro Albuquerque.
5 de março de 2026 às 14:45
5 de março de 2026 às 14:24
FOTO: JOSÉ ALDENIR
O Rio Grande do Norte registrou alta de 55% no número de turistas internacionais em 2025, segundo dados consolidados e exclusivos da Amadeus/FowardKeys sobre chegadas e permanência de viajantes estrangeiros. O índice é o segundo maior do país em um ano em que o Brasil bateu recordes no setor.
O mesmo estudo aponta que o estado deve crescer 73% em 2026 no turismo internacional, mantendo o ritmo de expansão observado entre 2024 e 2025. A análise também indica uma redistribuição do fluxo turístico entre os estados brasileiros.
Os números e o detalhamento dos rankings e variações apresentados pela Amadeus são destaque na edição da revista do Fórum PANROTAS 2026. O levantamento mostra que a Argentina respondeu pelo maior número de visitantes internacionais no Brasil e no Rio Grande do Norte, com 53,5% do total.
“Para mim, esses resultados estão sustentados em três pilares muito claros. Primeiro: posicionamento de destino. O RN passou a se afirmar como um destino verde, acolhedor, seguro, com boas estradas e de experiências exclusivas. Não vendemos mais paisagens. Estamos entregando sensações. Segundo: conectividade aérea. Mais voos internacionais, já são 3 em menos de um ano e meio. Além da ampliação de oferta das três companhias nacionais, através da nossa política de incentivo fiscal. Terceiro: investimento consistente em promoção. Com inteligência de mercado, com base em dados, e presença estratégica em grandes veículos. Só nos primeiros quatro meses de 2026, colocamos o Rio Grande do Norte em quase mil minutos na Rede Globo nacional”, afirma Raoni Fernandes, diretor-presidente da Emprotur.
De acordo com a Amadeus, o ciclo deve continuar em 2026, com a consolidação de novos polos nacionais, entre eles o Rio Grande do Norte.
“Estamos prontos para o crescimento previsto neste ano. Temos a confiança do mercado internacional, com bons produtos e uma inesgotável fonte de novidades: Gostoso se consolidou de vez na prateleira que já contava com Natal e Pipa; Galinhos, Furna Feia e Geoparque Seridó despontam como estrelas na internacionalização”, ressalta Raoni.
5 de março de 2026 às 04:10
5 de março de 2026 às 05:21
FOTO: DIVULGAÇÃO
A compra e o consumo de peixes são seguros, se o consumidor adquirir o pescado em estabelecimentos registrados e que identifiquem a origem dos produtos comercializados. A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), Arimar França Filho. Ele destaca que, com esse cuidado, o pescado é adquirido com a tranquilidade de se tratar de um alimento de qualidade, em conformidade com as normas sanitárias e de integridade.
O presidente do Sindipesca-RN acrescenta que, ao optar por peixes pescados em alto-mar, o consumidor praticamente elimina o risco de adquirir um produto contaminado por ciguatera. A primeira notificação sobre a presença da toxina causadora do problema no Estado ocorreu em 2022. Segundo Arimar França, ao seguir as recomendações quanto à espécie consumida e ao estabelecimento escolhido para a compra, o pescado é adquirido com segurança em relação a essa possibilidade.
Ele ressalta que espécies como atum, meca, cavala, cação e dourado são capturadas por embarcações que operam a mais de 500 quilômetros da costa. Nesse tipo de pesca, não há risco de captura de peixes com a toxina responsável pela ciguatera.
A toxina está presente em microalgas associadas a recifes de coral. Por isso, apenas peixes que vivem em áreas recifais, portanto em águas próximas à costa, apresentam possibilidade de contaminação, a exemplo de arabaiana, bicuda e guariba.
Para o presidente do Sindipesca-RN, a população deve contribuir adquirindo pescado em estabelecimentos formais, que mantenham o registro da origem do produto. Ele recomenda, ainda, atenção na escolha das espécies, priorizando aquelas pescadas em alto-mar, que reduzem ou praticamente anulam o risco de contaminação por ciguatera.
“Os produtos certificados, comercializados em estabelecimentos registrados, que possuem o SIF [Serviço de Inspeção Federal] ou são fiscalizados pela vigilância sanitária estadual ou municipal, garantem a oferta de produtos com origem identificada e que cumprem as normas em todas as etapas, desde a captura até a chegada ao ponto de venda ou à mesa, no caso dos restaurantes”, afirma. “É importante observar esses critérios e fazer uma escolha segura”, acrescenta Arimar França.
A veterinária Ana Carolina Braga, especialista em Gestão da Segurança de Alimentos de Origem Animal, explica que o principal fator para assegurar a qualidade do pescado é a garantia da origem. “É preciso ter certeza de onde vem o pescado”, ressalta. Segundo ela, a rastreabilidade permite verificar se o peixe não foi capturado, por exemplo, em áreas contaminadas.
A identificação da origem descarta a possibilidade de o produto ser proveniente de região com risco de intoxicação pela toxina que provoca a ciguatera. “Além disso, o desconhecimento da procedência pode trazer outros problemas. Sem a informação de origem, não é possível assegurar a adoção de boas práticas e a realização de análises que evitem a comercialização de produtos contaminados por metais pesados ou parasitas. Tudo isso é minimizado quando se conhece a origem”, observa.
Com o registro adequado, acrescenta, é possível identificar inclusive a embarcação utilizada na pesca. “Isso é relevante porque, se necessário, pode-se confirmar se a embarcação adotou o manejo de acordo com as normas. Esse controle é fundamental”, afirma.
Ana Carolina informa também que, quando o manejo segue os padrões recomendados desde a captura, as qualidades naturais do peixe são preservadas. “Os procedimentos garantem a qualidade, que precisa ser mantida desde o abate. Uma vez perdida, não há como recuperá-la”, alerta. “Após o abate, o peixe deve ser imediatamente acondicionado em gelo e mantido sob controle adequado até chegar à mesa do consumidor”, explica.
Também são realizadas análises para confirmar se o produto foi preservado dentro dos padrões exigidos, inclusive no caso dos pescados comercializados congelados.
Segundo a veterinária, esses cuidados são obrigatórios para empresas formais e fiscalizadas pelos órgãos de controle sanitário. “Com isso, há segurança no produto oferecido, o que é fundamental, pois se trata de um alimento que deve chegar ao consumidor com suas características de sabor, valor nutricional, equilíbrio e segurança plenamente preservados”, conclui.
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