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Categoria: Comportamento

Pesquisa revela ‘número ideal’ de parceiros no sexo

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Com quantos anos você teve a sua primeira relação sexual? E quantos parceiros você já teve ao longo da vida? Os brasileiros fazem sexo pela primeira vez aos 18 anos e, em média, têm até 10 parceiros durante a vida. Será?

Quando você começa um relacionamento, tem curiosidade em saber quantos parceiros sexuais a outra pessoa teve? Se a resposta for “sim”, o número tem influência na hora de decidir se a pessoa vale a pena ou não?

Uma pesquisa publicada na revista científica Social Psychological and Personality Science tentou definir o nível “ideal” de parceiros sexuais, ouvindo algumas pessoas e questionando-as a respeito. As informações são do Metrópoles.

Para isso, os estudiosos entrevistaram mais de 340 participantes na Alemanha e perguntaram como a sociedade veria um homem ou uma mulher de 25 anos com diferentes níveis de atividade sexual.

Para os homens, os números mágicos eram cerca de quatro a cinco parceiros sexuais ao longo da vida e para as mulheres o “ideal” era menor, dois a três parceiros sexuais no total.

Contrariando esses dados, uma outra pesquisa, realizada em 2021 pelo site britânico IllicitEncunters, entrevistou dois mil usuários – sendo mil homens e mil mulheres — e os questionou sobre qual seria uma boa quantidade de parceiros sexuais anteriores a um relacionamento.

A opinião de 52% dos participantes foi que 13 seria um número bom. De acordo com o levantamento, um número muito maior que 13 significaria que o pessoal é “muito exigente” ou mesmo pouco confiável, enquanto um número muito menor deixaria claro que o(a) pretendente não tem experiência o suficiente.

População evangélica deve ultrapassar católica no Brasil em poucos anos

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A hegemonia histórica do catolicismo romano no Brasil parece viver seus últimos instantes nessa década. O país, que segue na liderança com a maior população seguidora do Vaticano no mundo, vive uma reviravolta cristã protagonizada pelo evangelicalismo especialmente nos últimos 35 anos.

Em 1940, quando o IBGE passou a produzir os censos nacionais, 95% da população se declarava católica. Sete décadas depois, no levantamento de 2010, os fiéis da Santa Sé já haviam diminuído para 64,6% do total. A expectativa é que, com essa tendência, o catolicismo perca o posto de maior religião do Brasil para os evangélicos em poucos anos.

De acordo com a projeção do doutor em demografia José Eustáquio Diniz Alves, até 2032 a proporção de católicos e evangélicos no país deve se inverter: os fiéis apostólicos romanos devem cair para 38,6%, enquanto os advindos do protestantismo sobem para 39,8%.

Pesquisador aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, Alves afirma que é possível haver um deslocamento desse ponto de virada. “Esse gráfico é uma projeção com os dados que a gente tem hoje.” Os números oficiais mais recentes, provenientes do Censo Demográfico 2022, ainda estão em processamento pelo instituto e não foram divulgados.

Mesmo com a tendência de queda no número de fiéis, a robustez da Igreja Católica se fundamenta também no crescente número de padres e paróquias no Brasil. Nos últimos 25 anos, a quantidade de presbíteros saltou de 16,8 para 22,5 mil — a progressão é acompanhada pelo número de paróquias, que cresceu 43,6% no mesmo período, passando das 12,6 mil comunidades neste ano.

Em uma toada diferente, no entanto, estão as mulheres religiosas membros da Igreja no país. Em 1969, a participação feminina em cargos de freiras, monjas, professas e correlatas atingiu seu pico, com quase 42 mil pessoas.

A tendência desde então seguiu a do número de fiéis. Hoje elas são 23,1 mil mulheres nesses espaços, o que indica uma queda histórica de quase 45% no número de membros.

Os fatores para a diminuição proporcional da religião no Brasil são muitos e, para Alves, rondam o fato de a “Igreja Católica não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da cidade”. Segundo ele, essa característica também está atrelada à “maior afinidade que o discurso evangélico tem com o capitalismo” em relação ao discurso católico.

O pesquisador ainda ressalta ser provável um movimento em que tanto o catolicismo quanto o evangelicalismo cheguem em níveis de “piso e teto”, respectivamente — algo que resultaria em um estágio de platô após a reviravolta.

O Tempo

Mulheres que namoram homens pobres envelhecem 12 vezes mais rápido, diz estudo

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Um novo levantamento realizado pela plataforma MeuPatrocínio, pioneira em relacionamentos Sugar na América Latina, revelou que a falta de estabilidade financeira em relacionamentos pode afetar significativamente a saúde das mulheres — incluindo a aceleração do envelhecimento. A pesquisa, que ouviu 1.200 mulheres com idades entre 21 e 34 anos, comparou a saúde física e mental de mulheres que se relacionam com homens financeiramente estáveis com aquelas que têm parceiros com renda de até um salário mínimo.

Os resultados indicam que 93% das mulheres que vivem relacionamentos com homens de baixa renda relataram altos níveis de estresse, dificuldades para manter cuidados médicos adequados e sensação constante de incerteza. Em contrapartida, 89,5% das mulheres que optam por relacionamentos com homens financeiramente bem-sucedidos relataram melhores condições de saúde geral, menor incidência de doenças crônicas e níveis de estresse consideravelmente mais baixos.

Segundo Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos da plataforma, o fator financeiro tem impacto direto no bem-estar das mulheres:

“Apesar dos reajustes no salário mínimo, inclusive em 2025, ele ainda está muito distante de garantir a estabilidade necessária para uma vida confortável. Quando a mulher não tem um parceiro capaz de proporcionar esse conforto, ela começa a enfrentar uma série de problemas que afetam tanto a saúde mental quanto física. Por isso, o conceito de hipergamia, ou seja, o desejo de estar ao lado de um homem bem-sucedido, tem ganhado cada vez mais força. Essas mulheres buscam parceiros maduros, que ofereçam estabilidade e evitem dores de cabeça”, afirma.

Pesquisas acadêmicas também já apontaram dados sobre o assunto. Um estudo divulgado pela revista científica PLOS ONE aponta que o estresse financeiro está associado ao surgimento de sintomas como depressão, ansiedade e até envelhecimento precoce. Já o portal HealthyWomen destaca que esse tipo de estresse pode desencadear doenças autoimunes, distúrbios na tireoide, ganho de peso, insônia e dores de cabeça frequentes.

O conceito de hipergamia — a busca por relacionamentos com parceiros de maior status socioeconômico — tem ganhado força entre mulheres que desejam estabilidade emocional e financeira. No caso das usuárias do MeuPatrocínio, conhecidas como Sugar Babies, esse comportamento é reforçado pela preferência por homens maduros e bem-sucedidos, que ofereçam segurança e conforto.

“Não dá para pensar só em amor ao escolher um parceiro. No começo tudo parece lindo, mas com o tempo a falta de condições financeiras pode se tornar um peso. Amor sozinho não paga as contas nem oferece qualidade de vida”, conclui Bittencourt.

A pesquisa acende um alerta sobre o impacto real das finanças na saúde feminina e no equilíbrio dos relacionamentos, mostrando que a busca por estabilidade vai muito além do materialismo — trata-se de uma questão de saúde e bem-estar.

O Tempo

Roleta-russa do sexo: conheça desafio que viralizou entre adolescentes

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Geralmente, acontece em festas privadas com adolescentes e sem supervisão de adultos. Já no final, vem o desafio: os meninos sentam em cadeiras com o órgão sexual ereto, e as meninas sentam como se estivessem brincando de “roleta-russa”, mas com teor totalmente adulto — e arriscado.

28,5% dos adolescentes entre 13 e 15 anos já fazem sexo, diz pesquisa
A prática costumava acontecer em bailes funk no Rio de Janeiro, mas, depois de viralizar, o relato de uma menina, de 13 anos, que engravidou durante o desafio — e não sabia quem era o pai por causa do número de jovens envolvidos —, jogou luzes para a chegada da nova “brincadeira” entre os adolescentes. O local onde ocorreu a situação não foi divulgado.

Metrópoles

DIA DO CÔRNO: Nordeste mergulha no fetiche cuckold; RN ocupa segunda posição no ranking

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No calor do Nordeste, o prazer também ferve — e não apenas sob o sol. Uma nova pesquisa do Sexlog, o maior site de sexo e swing da América Latina, revela que milhares de casais nordestinos estão ressignificando o papel do “corno”, transformando o termo em símbolo de liberdade, confiança e desejo compartilhado. Trata-se do fetiche cuckold, prática na qual o parceiro sente prazer ao ver — ou saber — que sua companheira se relaciona sexualmente com outro homem.

Um levantamento realizado pela plataforma em abril de 2025, em comemoração ao Dia do corno (25/4), mostra que sete estados do Nordeste têm índices por volta de 35% de usuários que se identificam com esse fetiche. Os maiores destaques são:

Ceará (38,32%)

Rio Grande do Norte (37,99%)

Pernambuco (36,53%)

Sergipe (36,51%)

Alagoas (35,61%)

Bahia (35,40%)

Piauí (34,99%)

Paraíba (34,23%)

Maranhão (34,36%)

Os cornos brasileiros

Entre os adeptos do fetiche, 92% sentem tesão ao imaginar a parceira com outro homem, e 78% dizem ter esse desejo desde antes do relacionamento atual. A maior parte, 53%, prefere assistir aos encontros ao vivo. Outros 22% gostam apenas de ouvir os relatos e 14% recebem fotos ou vídeos. Só 11% não curtem acompanhar de nenhuma forma.

O estímulo inicial mais comum vem da pornografia: 57% se excitaram pela primeira vez assistindo vídeos do tema. Outros 23% foram influenciados por experiências de amigos ou parceiros e 15% começaram a explorar o desejo após vivenciar o swing.

Na divisão de papéis, 74% dos homens se identificam como cuckolds, 15% como comedores de casadas e 11% transitam entre os dois. Além disso, 78% estão em relacionamentos estáveis, e 89% dizem que o fetiche fortaleceu o vínculo com a parceira.

“Sentir que ela é desejada me excita”

O casal Fagner e Kriss vive o fetiche abertamente — e compartilha isso com seu público no Hotvips, plataforma de conteúdo adulto. Juntos há quatro anos, eles começaram a explorar o cuckold após muito diálogo. “Eu sempre tive essa fantasia, mas foi com a Kriss que entendi que ela podia ser excitante e saudável”, conta Fagner. Ele sente prazer ao ver a parceira sendo desejada por outros — e muitas vezes participa dos encontros.

Kriss, por sua vez, se diz que se sente poderosa com a dinâmica: “Saber que ele se excita com isso me deixa mais livre para aproveitar. O sexo com terceiros fortaleceu nosso laço”. O casal mantém regras claras, conversa antes e depois de cada encontro e reforça: confiança é essencial.

O papel do comedor de casadas (Bull)

O terceiro na relação — o comedor de casadas (ou bull como é conhecido por alguns casais) — precisa entender que está entrando numa intimidade a dois. Gabe Spec, que já participou de dinâmicas assim, explica: “Tem que saber quando chegar, quando sair e respeitar os limites do casal”. Plataformas como o Sexlog ajudam na escolha segura do parceiro ideal.

Pesquisa revela as maiores mentiras ditas em inícios de namoros

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A honestidade é sempre a melhor estratégia em um relacionamento? Enquanto uma resposta verdadeira pode ofender e levar a uma briga, uma resposta desonesta pode criar problemas de confiança no futuro. Dizer a verdade fortalece os relacionamentos românticos, ou é uma medida que pode sair pela culatra?

Para o graduado em psicologia Fabiano de Abreu Agrela, pós-PhD em neurociências e mestre em psicologia, a honestidade absoluta é uma aspiração, e não uma realidade. “Do ponto de vista neurocientífico, o cérebro humano tem mecanismos evolutivos que priorizam a sobrevivência e a aceitação social e, portanto, a omissão ou distorção da verdade pode ser uma estratégia inconsciente de adaptação”, comenta.

Uma mentirinha de vez em quando?

Uma pesquisa realizada pelo aplicativo Happn destacou que 78% dos solteiros dizem nunca ter mentido em relacionamentos e somente 22% dos usuários admitiram já ter feito isso.

A pesquisa mostrou ainda as mentiras mais comuns contadas. O destaque é esconder o real interesse em um relacionamento (35%), principalmente entre as mulheres (42%), ao dizer para o crush que estão mais ou menos interessadas do que realmente estão.

Em segundo lugar, está esconder as verdadeiras intenções (29%), a mais comum entre os homens (33%). Por sua vez, 28% dos usuários acredita que mentirinhas inocentes não prejudicam os relacionamentos, o principal motivo que leva as pessoas a mentirem neste contexto é para evitar julgamentos e inseguranças (36%).

Para o psicólogo, os números provam que honestidade é um terreno delicado quando o tema em questão são as relações. “Não se trata, necessariamente, de manipulação intencional, mas de um instinto inconsciente de se tornar mais atraente, mais aceitável, mais amado. E aqui reside o paradoxo: buscamos conexão genuína oferecendo uma versão filtrada de quem somos”, comenta.

Por que temos dificuldade em revelar nossos reais interesses nos relacionamentos?
O profissional avalia que essa dificuldade nasce da fragilidade do ego diante do julgamento. “Revelar interesses reais sobretudo os mais profundos ou vulneráveis nos expõe à rejeição e rompe com o imaginário idealizado da reciprocidade”, comenta.

Além disso, Fabiano explica que a cultura moderna reforça a performance e a conquista, e não a transparência. “Assim, a mentira ou a omissão no início de um relacionamento não é apenas uma falha de caráter, é um reflexo da tensão entre o desejo de pertencer e o medo de não ser suficiente.”

Metrópoles

Neomonogamia apresenta modelo intermediário com brechas e acende debates

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Em um episódio da célebre série de comédia “Friends”, Chandler conta que está dedicado a criar uma lista com o nome de cinco mulheres famosas com as quais teria a possibilidade de ficar se as encontrasse pessoalmente, num acordo com a namorada Janice. Ross, então, se põe à mesma tarefa, com a anuência de Rachel, e chega, inclusive, a plastificar a lista, tirando, de última hora, o nome da atriz Isabella Rossellini.

O modelo, que aparece na segunda temporada da série criada em 1994, tem semelhanças com a chamada Neomonogamia, termo que se tornou comum nas redes sociais e que seria uma espécie de intermediário entre a monogamia e o relacionamento aberto, permitindo brechas combinadas com o parceiro ou parceira, como a possibilidade de se relacionar com outra pessoa durante o Carnaval, em viagem, ou, como no caso da série, em eventuais encontros fortuitos com celebridades.

A psicóloga e terapeuta de casais com especialidade em sexualidade e terapia cognitivo-comportamental, Mariana Galuppo, reforça que a Neomonogamia “pode ser entendida como uma adaptação do modelo monogâmico tradicional, onde o casal mantém um compromisso exclusivo, mas dentro de um acordo mais flexível e consciente, que permite explorar a sexualidade de maneiras diferentes, sem perder a conexão emocional primária”.

Ela diferencia a prática do poliamor, “em que múltiplos relacionamentos íntimos são estabelecidos com a permissão e o consentimento de todos os envolvidos”, e do relacionamento aberto, “que foca principalmente na liberdade sexual”.

“A neomonogamia foca na manutenção de um vínculo afetivo profundo e exclusivo com o parceiro principal, ao mesmo tempo em que permite a experimentação sexual com outras pessoas, sempre com consentimento e comunicação, a partir de acordos pré estabelecidos”, sublinha Mariana.

Adesão

A estudante Somaia Cruz, de 23 anos, afirma que não gosta de “dividir nem roupa, imagina homem ou mulher?”. “Se for para dividir, é melhor ficar solteira, para mim é tudo ou nada”, declara. O também estudante Miguel Couto, de 18 anos, segue a mesma linha. “Para mim não funciona, é melhor a pessoa aceitar não namorar e viver sem nenhum compromisso com ninguém. Mesmo que no começo funcionasse, a longo prazo geraria ciúmes”, acredita.

A diarista Dayse Machado, de 52 anos, diz que “não julga quem opta” pela Neomonogamia, mas também recusa o modelo. “Jamais teria esse tipo de relacionamento, até para evitar doenças”, observa. O policial militar Alberto Pereira, de 50 anos, afirma que o que move as pessoas nessa direção são “emoções momentâneas”. “A meu ver, é algo que está fadado ao fracasso”.

Gerente de restaurante, Gustavo Ferreira, de 28 anos, tampouco adere à ideia. “Quando eu amo uma pessoa, quero só ela, não existe nenhuma outra no mundo. Se quero outra pessoa, é porque o amor não é verdadeiro. Meu relacionamento não é uma prisão, mas não preciso abri-lo para isso. Ele para mim já basta, já supre as minhas necessidades”, garante.

Estudante, Stefany Lima, de 19 anos, informa não ser contra essa modalidade de relacionamento. “Mas não sou adepta, sinto que não conseguiria dividir a minha atenção com mais de uma pessoa”. No entanto, ela não descarta o “sucesso de um relacionamento neomonogâmico, desde que todas as partes estejam de acordo”.

Comum acordo

Esse é um ponto fundamental apontado pela especialista em sexualidade Mariana Galuppo. “Os limites saudáveis em um relacionamento neomonogâmico são aqueles que respeitam tanto as necessidades emocionais quanto as sexuais de cada parceiro, garantindo que ambos se sintam seguros e respeitados. Para que as ‘brechas combinadas’ não se tornem uma fonte de conflito, é fundamental que as permissões acordadas sejam claras, com espaços para revisar os acordos sempre que necessário”, orienta.

Nesse sentido, “a prática de comunicação contínua e a reavaliação dos limites são importantes para prevenir mal-entendidos ou a sensação de desequilíbrio na relação”. “Como terapeuta cognitivo-comportamental, incentivo o uso de estratégias como o reforço positivo e a negociação constante, para que o casal possa adaptar suas expectativas de maneira flexível, sem que haja sobrecarga emocional”, destaca Mariana.

A psicóloga e sexóloga Leni Oliveira corrobora. “Na Neomonogamia, as expectativas precisam ser bem trabalhadas para não se frustrarem com o ciúmes e a insegurança. Uma vez vividos, podem gerar rancor e atrapalhar o relacionamento. E, antes de tudo, precisa ser um desejo de todos os envolvidos, e não uma imposição”.

Motivação

Leni acredita que uma das principais motivações para a Nenomonogamia é “a possibilidade de viver alguma experiência sem perder a segurança da monogamia, até como forma de silenciar o desejo que incomoda na perspectiva romântica”.

A sexóloga indica a terapia sexual como uma forma de “compreender as necessidades e o desejo de explorar a Neomonogamia, e também pode ajudar a pensar nos combinados e nas frustrações que surgirem com a experiência”. “Alguns casais só querem sair da rotina e apimentar a relação”, destaca Leni.

Mariana opina que “casais podem ser atraídos pela Neomonogamia quando buscam equilibrar a necessidade de conexão e estabilidade com o desejo de explorar novas experiências sexuais”. “Em muitos casos, as necessidades emocionais de segurança, intimidade e compromisso são atendidas no vínculo primário, enquanto as necessidades sexuais, como a curiosidade, novas práticas sexuais ou a busca por variedade de pares, podem ser exploradas fora dessa relação”, afiança.

Desafios

Como se esperava, um problema recorrente em relações que fogem ao tradicionalismo monogâmico são os ciúmes, aliados à insegurança e à adaptação de expectativas. “O ciúme pode surgir quando um dos parceiros sente que sua conexão emocional ou a estabilidade relacional estão sendo ameaçadas, o que pode gerar insegurança. A comunicação inadequada também pode ser um problema, já que muitos casais não sabem como expressar seus sentimentos e necessidades de forma clara e respeitosa”, pondera Mariana.

Para lidar com esses desafios, ela sublinha ser “essencial desenvolver habilidades de comunicação assertiva, identificando e reestruturando pensamentos automáticos que podem gerar ansiedade e insegurança”. “A terapia cognitivo-comportamental com casais oferece ferramentas eficazes para ajudar os pares a trabalhar esses aspectos, promovendo uma comunicação aberta e a redefinição de expectativas de forma realista”, complementa a psicóloga.

Preconceito

A sexóloga Leni Oliveira não tem dúvidas de que “relacionamentos não monogâmicos sempre lidam com o estigma e o preconceito”. “No caso da Neomonogamia, ela reforça os modelos, só traz alguma flexibilidade momentânea e circunstancial”, pondera. O que não impede que boa parte do conjunto da sociedade mantenha “uma visão rígida sobre o que constitui um ‘relacionamento saudável’”, diz a terapeuta sexual Mariana Galuppo.

“Para lidar com esse julgamento, é essencial que o casal desenvolva confiança em sua própria relação e nos acordos que fazem. Construir um relacionamento autêntico significa estar alinhado com os próprios valores, em vez de se preocupar com a validação externa. A psicoterapia pode ajudar os casais a fortalecerem sua resiliência emocional, desafiando crenças limitantes e aprendendo a lidar com a pressão externa de forma mais equilibrada”, arremata Mariana.

O Tempo

Ménage, sexo na praia e mais: confira as fantasias sexuais que os brasileiros desejam realizar em 2025

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O aplicativo de encontros “MePega” realizou uma pesquisa que revelou as fantasias sexuais que os brasileiros desejam realizar em 2025. O estudo, que envolveu 5.768 participantes de todo o Brasil, com idades entre 35 e 55 anos, aponta que 73% dos usuários já fantasiaram experiências durante o sexo.

A pesquisa revelou ainda que 68% não têm coragem de compartilhar as fantasias com seus parceiros, o que levanta questões sobre a comunicação e a confiança no contexto das relações.

Quando o assunto é realização das fantasias, os desejos mais mencionados para o ano de 2025 aponta o ménage (sexo a três), com 45% dos votos no topo do top 5 de fantasias sexuais.

Abaixo, confira o top 5 das fantasias sexuais dos brasileiros entrevistados pela pesquisa:
Ménage à trois

  • Sexo na praia
  • Uso de vibradores
  • Prática de swing
  • Fantasia de policial

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