16 de setembro de 2021 às 09:30
15 de setembro de 2021 às 17:53
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Facebook sabe o quão prejudicial o Instagram pode ser para
adolescentes, mas se recusa a divulgar isso publicamente. De acordo com
documentos obtidos pelo jornal The Wall Street Journal, a rede social chegou a
conduzir pesquisas sobre o tema.
O relatório mostra como o Instagram e seu mecanismo de
comparação social afetam a saúde mental dos usuários, sobretudo os
adolescentes. “Tornamos os problemas de imagem corporal piores para uma em
cada três meninas adolescentes”, diz um dos slides da apresentação
mostrada internamente no Facebook.
O Facebook sabe o quão prejudicial o Instagram pode ser para adolescentes, mas se recusa a divulgar isso publicamente. De acordo com documentos obtidos pelo jornal The Wall Street Journal, a rede social chegou a conduzir pesquisas sobre o tema.
O relatório mostra como o Instagram e seu mecanismo de
comparação social afetam a saúde mental dos usuários, sobretudo os
adolescentes. “Tornamos os problemas de imagem corporal piores para uma em
cada três meninas adolescentes”, diz um dos slides da apresentação
mostrada internamente no Facebook.
Confira alguns dos destaques da pesquisa que circulou
internamente no Facebook e foi obtida pelo jornal norte-americano:
Um estudo com adolescentes dos Estados Unidos e
do Reino Unido concluiu que mais de 40% dos que relataram se sentir “pouco
atraentes” começaram a notar isso após usar o Instagram;
Pesquisa mostrou, ainda, que o Instagram foi
projetado para uma maior “comparação social” do que os rivais TikTok
e Snapchat, destacando corpos e estilos de vida;
Os adolescentes relataram, no estudo, que se
sentiam “viciados” no Instagram e gostariam de usá-lo menos, mas não
conseguiam;
“Os adolescentes culpam o Instagram pelo
aumento da taxa de ansiedade e depressão”, disse uma pesquisa interna do
Facebook de 2019, que acrescentou que “essa reação foi espontânea e
consistente em todos os grupos”;
13% dos usuários do Reino Unido e 6% dos
usuários dos EUA que têm pensamentos suicidas disseram que esses impulsos estão
relacionados ao Instagram.
Apesar de circular essas informações internamente, o Facebook não as trouxe a público e costuma desviar do tema. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, chegou a ser questionado no Senado dos EUA sobre o impacto do Instagram em adolescentes e deu respostas vagas.
9 de agosto de 2021 às 09:30
8 de agosto de 2021 às 19:06
FOTO: PIXABAY
Com a pandemia de Covid-19, o número de nascimentos no País
em 2020 foi o menor desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de
Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, tabulados pelo Estadão. Foram
2.687.651 recém-nascidos no ano passado, ante 2.849.146 em 2019, queda de
5,66%.
Os nascimentos já estavam em queda ou estabilidade nos
últimos anos, mas em ritmo menos acelerado. Entre 2018 e 2019, por exemplo, a
diminuição no número de novos recém-nascidos havia sido de 3,2%. Já entre 2017
e 2018, o País tinha registrado leve alta de 0,7% nos nascimentos.
O impacto da pandemia no número de recém-nascidos foi maior
até mesmo que o do surto de zika e microcefalia que afetou o País entre 2015 e
2016. Naquele período, em que muitos casais adiaram a gravidez por medo das
sequelas deixadas pelo zika em algumas crianças, a queda de nascimentos foi de
5,3%. A última vez que o Brasil registrou um número menor de nascimentos do que
em 2020 foi há 26 anos, quando, em 1994, 2.571.571 bebês nasceram.
Os dados de 2020 analisados mês a mês demonstram que as
maiores quedas porcentuais ocorreram em novembro e dezembro, justamente nove e
dez meses depois de o coronavírus ser confirmado no Brasil. Nesses meses, a
queda foi de 9%, quase o dobro da média do ano.
A queda de nascimentos é algo que costuma ocorrer em
períodos críticos, mas não significa que ela se manterá constante com o passar
dos anos, explica Joice Melo Vieira, professora do Departamento de Demografia
(DD/IFCH) e pesquisadora do Núcleo de Estudos de População Elza Berquó (NEPO)
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Se nos voltarmos para
casos semelhantes ao longo da história humana, é esperado que o número de
nascimentos decline durante pandemias, mas há certa recuperação depois que esse
período crítico terminar”, observa. “É claro que sempre existem os
casos de mulheres que atravessam períodos de crise já nos anos finais de seu
período reprodutivo e podem ter vivenciado dois abalos grandes – o zika e agora
a covid-19 – e que terão menores chances de recuperação da fecundidade
desejada.”
Segundo Joice, a retomada dos planos para ter filhos, quando
a pandemia passar, vai depender de políticas que vão além do controle da
circulação do vírus. “As pessoas, especialmente as mulheres, vão querer
ter filhos se e quando se sentirem confortáveis para tê-los, se encontrarem
condições propícias para isso. Políticas de redução de desigualdades e que
proporcionem maior estabilidade financeira às famílias, políticas que promovam
equidade de gênero no âmbito público e privado, políticas que favoreçam melhor
gestão do tempo dedicado à vida laboral e pessoal, tudo isso favorece a
recuperação da fecundidade”, destaca.
Para Raquel Zanatta Coutinho, professora adjunta no
Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
ainda não é possível saber se as pessoas vão desistir do plano de ter filhos ou
se isso terá um efeito inverso. “Pode ser que uma pandemia desse porte
mude para sempre o desejo por crianças. Diante das inseguranças do mundo, pode
ser que quem já estivesse tentado a não ter filhos decida de uma vez que a
maternidade não é um bom caminho”, diz Raquel. “Por outro lado, a
pandemia pode aumentar a fecundidade na medida em que as mulheres perdem o pouco
acesso que tem aos métodos de controle. Talvez tenha um baby
boom para alguns grupos.”
A emergência do zika vírus, de acordo com a professora da
UFMG, teve seu impacto e afetou principalmente as mulheres em situação de
vulnerabilidade. “Em nível nacional, o efeito foi pequeno, mas importante,
cerca de 5% menor do que no ano anterior. Para alguns Estados, como Pernambuco,
onde os casos de microcefalia se concentraram, a redução foi de 23% em 2016.
Isso mostra que o medo da microcefalia e sua proximidade geográfica foram
cruciais para despertar respostas reprodutivas. Mas o que mais chama atenção na
zika é o fato de que mulheres mais jovens, com menos de 25 anos, apresentaram
maior probabilidade de postergar, enquanto as mais velhas mantiveram os planos,
muito por medo de não terem tempo biológico para engravidar”, explica
Raquel. “Além disso, as mais escolarizadas e as mais estáveis
financeiramente conseguiam manter seus planos. Não tenho a menor dúvida de que
as piores consequências da covid-19 serão sentidas pelas mulheres,
especialmente as de baixa escolaridade e menor renda.”
A pandemia teve diferentes efeitos sobre o número de
nascimentos ao redor do mundo. Uma análise feita pela The Economist em outubro
observou uma tendência de queda nos nascimentos nos países de renda mais
elevada, como Cingapura, enquanto o número estava em alta em regiões de renda
mais reduzida, como Uganda.
Congelamento de óvulos. No ano passado, em relação a 2019,
chegou a ocorrer um movimento de queda de congelamento de óvulos, porque muitas
clínicas interromperam atendimentos ou focaram em pacientes que tinham mais
urgência em preservar a fertilidade, caso das mulheres com câncer.
Depois, ocorreu a retomada. “Toda vez que restringe,
cria-se uma demanda reprimida, a procura para as clínicas aumentou
bastante”, diz Emerson Cordts, médico ginecologista e membro da Sociedade
Brasileira de Rerodução Assistida (SBRA).
Em clínicas de fertilização, o movimento de mulheres buscando o congelamento de óvulos cresceu até 25%, segundo especialistas. O principal perfil é o de mulheres que não estão em um relacionamento estável. “A pandemia intensificou esse processo por causa da insegurança quanto ao futuro reprodutivo”, diz Daniel Suslik Zylbersztejn, urologista e coordenador médico do Fleury Fertilidade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
28 de julho de 2021 às 17:45
28 de julho de 2021 às 16:49
FOTO: GETTY
Relacionamentos adúlteros cresceram na pandemia da Covid-19.
Segundo o levantamento do site Ashley Madison, líder global em namoro infiel, o
Brasil apresenta o maior crescimento de usuários cadastrados, com 12,5 milhões
de usuários cadastrados na plataforma. De março de 2020 até agora, foram
registradas 1,7 milhão de contas no Brasil.
Além do crescimento, o levantamento mostrou as cidades
brasileiras mais ativas na plataforma. No período de junho a setembro de 2020:
Brasília, Goiânia, Manaus são as cidades que aparecem nas primeiras posições.
Logo após, vem São Paulo, Curitiba, Campo Grande e Guarulhos. Belo Horizonte,
Porto Alegre, Campinas, João Pessoa, São Luís e Rio de Janeiro são vistos em
seguida. Por fim, Natal, São Bernardo do Campo, Santo André, Salvador, Recife,
Duque de Caxias e Teresina fecham o ranking.
Nas novas contas, 196 mil foram ao estado de São Paulo e 102
mil vieram do Rio de Janeiro. Além disso, a Ashley Madison aponta a faixa
etária de cada cidade participante do ranking de perfis ativos na plataforma.
Santo André – 35,9
Rio de Janeiro – 35,7
Belo Horizonte – 35,4
Porto Alegre – 35,4
São Bernardo do Campo – 35,2
Curitiba – 35,1
Salvador – 35,0
Campinas – 34,8
São Paulo – 34,5
Duque de Caxias – 34,4
Campo Grande – 34,1
Brasília – 34,0
Recife – 33,9
Guarulhos – 33,7
João Pessoa – 33,5
Natal – 33,5
São Luís – 32,7
Goiânia – 32,6
Teresina – 32,5
Manaus – 32,2
O porquê das aventuras acontecerem
Segundo o site Vida e Estilo do Terra, há estudos de
terapeutas de casais que mostram que há, pelo menos, 9 motivos reais para que
os relacionamentos extraconjugais aconteçam de forma frequente.
Motivos que vão desde variedade no cardápio, passando por curiosidade
e terminando até autoafirmação e carência. E é possível acrescentar um motivo,
pelo qual a sociedade global está atravessando desde o começo de 2020: a
pandemia e o isolamento social.
23 de julho de 2021 às 09:00
23 de julho de 2021 às 10:14
FOTO: KHAMKÉO VILAYSING
Em meio ao cenário da pandemia, o isolamento social levou
muitos relacionamentos amorosos à crises. O ano de 2020, ficou marcado em
nossas vidas e algumas pessoas decidiram colocar de vez um ponto final em uma
relação. Seguindo a tendência nacional, o Ceará registrou o maior número de
divórcios no Nordeste, com 2.060 casos, ficando na frente da Bahia (1.606), do
Maranhão (1.300) e de Pernambuco (1.339). Apesar disso, apresentou queda de
14,7% em relação à 2019, quando foram contabilizados 2.416 divórcios, segundo o
Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB-CF).
Segundo a ferramenta de busca do Google, na região
nordestina, a procura por Amarração Amorosa definitiva cresceu 170%. Com o
avanço das vacinas e mais da metade da população vacinada, muitas pessoas estão
buscando a reconciliação. Para o espiritualista Maicon Paiva, que desde 2002,
trabalha com magias para o amor, “Com a possibilidade da retomada do emprego,
a segurança da vacinação e entre outras coisas, as pessoas estão se preparando
para reconquistar a pessoa amada. E para isso nós auxiliamos deixando todas as
energias favoráveis”, explica.
A Amarração Amorosa , não se resume em uma única ação, na
verdade são práticas que trazem felicidade ao casal, para Maicon Paiva, cada
caso tem que ser olhado por um especialista, porém se há amor vale todo o
esforço para reconquistar a pessoa amada. “As pessoas que chegam aqui no
Espaço Recomeçar, por muitas vezes em um momento de impulsividade decidiram
terminar e agora estão buscando uma alternativa para trazer o amor de volta.
Nós então consultamos a espiritualidade e checamos qual o melhor caminho, todas
as Consultas Espirituais são sigilosas e individuais, cuidadas diretamente por
mim e os espíritos ascencionados que trabalham no Espaço Recomeçar”,
explica Maicon Paiva.
O Espaço Recomeçar hoje atua de forma online e tem
conquistado ainda mais adeptos da região nordeste. “Não há a necessidade
da pessoa se deslocar até São Paulo, só basta ela estar em oração no momento da
conexão que fazemos aqui no Espaço Recomeçar. Hoje atendemos o Brasil inteiro e
em média fazemos 15 atendimento por dia, onde por meio do jogo de Búzios e
Tarô, verificamos as energias presentes naquela relação”, finaliza Maicon
Paiva, Espiritualista do Espaço Recomeçar.
Sobre o Espaço Recomeçar
O Espaço Recomeçar auxilia pessoas por meio de trabalhos
espirituais. Seu fundador Maicon Paiva é um renomado espiritualista paulistano
e sentiu a necessidade de auxiliar as pessoas em suas vidas, seguindo a
tradição da leitura de Búzios e Tarô, ele e sua equipe auxiliam com Limpezas
Espirituais e Amarrações Amorosas. Nos anos de trabalho, o Espaço Recomeçar já
auxiliou mais de 35 mil pessoas e está aberto para receber você! Confira nossos
serviços através do site, clicando aqui!
30 de junho de 2021 às 11:30
30 de junho de 2021 às 09:02
FOTO: ILUSTRAÇÃO/PIXABAY
Recentemente, ataques de pais e professoras de alunos de uma
escola pública de Campinas (SP) a um menino de 11 anos repercutiu
nacionalmente. A criança sofreu retaliação ao sugerir no grupo de WhatsApp da
escola que fosse realizado um trabalho sobre o mês Internacional do Orgulho
LGBTQIA+, celebrado em junho. O acontecimento chama a atenção para a
necessidade da abordagem da diversidade sexual nas escolas.
Para o Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Norte (CRP-RN), a inclusão da diversidade e da educação sexual no plano pedagógico das instituições de ensino contribui para combater o preconceito desde a infância e prevenir as crianças de serem propagadoras da violência homofóbica. A instituição considera que é dever ético das escolas de todos os níveis, inserir no currículo escolar e no Plano Político-Pedagógico, o espaço de reconhecimento das sexualidades não heterossexuais para que sejam discutidos sem tabu, visto que a escola é o principal lugar das relações pessoais, subjetivas e de aprendizagem.
“Quando a escola não aborda essas expressões da sexualidade,
ela compactua para uma cultura homofóbica, e para a invisibilidade dos alunos
que sofrem com suas próprias questões de ordem da sexualidade. Dentro da escola
não cabe seletividade, cabe respeito e diversidade. Porque é na diferença que
aprendemos a construir nossos afetos. Quando educamos para a diversidade,
estamos apostando em todas as formas de viver uma sexualidade, além de combater
e prevenir a violência homofóbica no contexto escolar, familiar e social”,
afirma o psicólogo e conselheiro Robério Maia, que estuda sobre o tema.
Para o estudante universitário Samuel Nunes, 21 anos, a
temática da diversidade sexual fez falta durante sua trajetória escolar. ‘’Na
minha época de escola essas temáticas eram completamente esquecidas, era um
tabu, pois não era abordado de nenhuma forma, mesmo sendo a escola um dos
primeiros ambientes em que se encara com a homofobia”, afirma.
Samuel afirma que sente, hoje, no ambiente universitário um
local de acolhimento e segurança. “Na Universidade foi completamente diferente,
é um ambiente mais preparado para levantar esse debate. Sem dúvida, a
Universidade é o ambiente em que me sinto mais seguro. Foi justamente lá que
consegui superar bloqueios que acumulei em minha vida”, diz.
Desconhecimento gera preconceito
O conservadorismo e a intolerância no Brasil faz com o país
seja o que mais mata LGBTs no mundo. Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram
assassinados 237 LGBT+ – vítimas de mortes violentas, sendo 224 caracterizados
como homicídios e 13 por suicídios, segundo relatório da associação Grupo Gay
da Bahia. As pessoas trans lideram esse trágico ranking com 161 travestis e
mulheres trans mortas (70%), seguido de 51 Gays (22%), 10 lésbicas (5%), 3
homens trans e 3 bissexuais (1% cada) e dois heterossexuais confundidos com
gays (0,4%) .
Segundo o psicólogo Robério Maia, os ataques ao aluno da
escola pública de SP, é explicado por ideologias conservadoras propagadas há um
tempo no país, como a “ideologia de gênero” termo utilizado por grupos
conservadores e pregado como uma ameaça, limitando a sexualidade ao ato sexual
ou ao órgão reprodutor, gerando desconhecimento e aumentando o preconceito, a
violência e crimes contra a população LGBT+.
“As crenças conservadoras são terreno fértil para que se
polarizem as discussões sobre temáticas como a da diversidade sexual. Essas
pessoas limitam a sexualidade a um determinado órgão do corpo humano com função
reprodutiva, ou ao ato sexual. Abordar uma educação para a sexualidade não é
ensinar a fazer sexo, é ensinar que esse corpo não pode ser violado, ensinar
sobre o direito de existir na sociedade e respeitar o espaço do outro. Além
disso, é ensinar que existem várias formas de amor e de construir uma família.
Só combateremos o preconceito e a violência levando informações capazes de
conscientizar e educar”, afirma Robério.
O estudante Samuel Nunes corrobora com a discussão da
diversidade sexual no ambiente escolar desde a infância. “Acho que qualquer
temática que pregue o convívio harmônico com as diferenças deve ser abordada
nas escolas, principalmente na primeira infância, visto que é justamente nessa
fase da vida que as crianças têm os primeiros contatos com o mundo para além
das relações familiares, elas são expostas às diferenças nas escolas, entre
elas as diferenças sexuais e de gênero – o debate sobre homofobia e transfobia
é fundamental para construir uma sociedade menos intolerante às diversidades”,
enfatiza.
Impactos à saúde mental
De acordo com o conselheiro Robério Maia, o julgamento
social, a exclusão e a intolerância, impactam a vida social e a saúde mental
dessa população, podendo causar transtornos de ansiedade, depressão, autolesão,
consumo de drogas, e até o suicídio.
Além disso, contribui para o afastamento à educação
impactando no acesso à aprendizagem e consequentemente no acesso dessas pessoas
ao mercado de trabalho e a ocuparem lugares na sociedade, contribuindo para um
aumento da vulnerabilidade social. “Cabe uma reflexão mais crítica e de
políticas públicas mais efetivas a essa população, que garantam além do acesso
à educação, o direito a existir e conviver em sociedade”, afirma o psicólogo.
O estudante universitário Samuel Nunes reforça: “Não
tem como discutir a sociedade sem tratar da temática LGBTQIA+, visto que é na
sociedade que se reproduz tantas violências”.
Papel da Psicologia
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) define que a homossexualidade
não constitui doença nem distúrbio e nem perversão, sendo contrário às práticas
de reversão sexual, a medicalização e qualquer ato discriminatório. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) também descarta a patologização das
sexualidades.
“O compromisso da psicologia no Brasil é com a valorização e
o respeito às pessoas, e o nosso compromisso se pauta por uma psicologia
comprometida com os direitos humanos. Então combatemos toda e qualquer forma de
preconceito e violência às pessoas de expressões não heterossexuais”
afirma o representante do CRP-RN.
Em 2018, o CFP criou
a Resolução nº 01/2018 com objetivo de impedir o uso de instrumentos ou
técnicas psicológicas que reforcem preconceitos contra transexuais e travestis.
Nesta segunda-feira, 28 de junho, dia D do Orgulho LGBTQIA+, foi lançada pelo
CFP uma Nota técnica sobre a Resolução nº 01/1999 detalhando normas de atuação
para profissionais da Psicologia em relação ao atendimento relacionado à
orientação sexual.
“Nossas resoluções recomendam e orientam para o respeito às diversas formas de expressão, não compactuamos com modelos que patologizam e medicalizam as formas de sexualidade. É um trabalho que merece ser para além de um olhar individualizante, mas que ganhe outros territórios, como: escola, trabalho, família e sociedade”, afirma o conselheiro.
14 de maio de 2021 às 17:30
14 de maio de 2021 às 15:33
O GRUPO DE IDADE ENTRE 18 E 29 ANOS TEM A MENOR MÉDIA DE IDADE DE INICIAÇÃO SEXUAL NO ESTADO: 16,2 ANOS. FOTO: ILUSTRAÇÃO
No Rio Grande do Norte, 92,2% das pessoas de 18 anos ou mais
já tiveram relação sexual pelo menos alguma vez na vida, o que representa um
total de 2,4 milhões potiguares. A idade média de iniciação sexual no estado é
de 17,3 anos, seguindo o mesmo valor do nordeste e do Brasil. Natal também
registrou uma média semelhante, 17,6 anos.
Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE mostram
que a idade média de iniciação da atividade sexual no estado é menor entre a
população mais jovem. Isto significa dizer que, com o passar do tempo, há uma
tendência de redução da idade média de iniciação da atividade sexual dos
potiguares, em geral.
Identifica-se a tendência de redução da idade de iniciação
sexual observando as faixas etárias de 18 a 29 e de 30 a 39 anos, cujas idades
médias de iniciação sexual foram de 16,2 e de 16,6 anos, respectivamente. Entre
aqueles com idade entre 40 e 59 anos a idade média de iniciação sexual foi de
17,6 anos. Já na faixa etária de 60 anos ou mais, a idade média foi de 18,8
anos.
Pessoas de menor escolaridade e com menores rendimentos começaram sua vida sexual mais cedo
Pessoas de menor escolaridade dão início à atividade sexual
mais cedo do que aquelas de maior escolaridade, tanto no estado como na
capital. A maior diferença em anos ocorre entre as pessoas sem instrução ou com
fundamental completo e as pessoas com ensino superior completo, 2,4 anos.
Enquanto no estado aquelas apresentam idade média de iniciação sexual de 16,7 anos,
estas têm idade de 19,0 anos. Em Natal, as idades são de 17,1 e 19,1 anos,
respectivamente.
Rendimento domiciliar per capita
De modo semelhante, os dados da PNS apontam que o rendimento
domiciliar per capita das famílias tem relação com o início das atividades
sexuais e vice-versa. Quanto maior a faixa de rendimento atual, mais
tardiamente se deu início à atividade sexual. A idade de iniciação de
atividades sexuais para a menor faixa de rendimento médio domiciliar per capita
– até ¼ de salário mínimo – é de 16,4 anos no estado e de 16,8 anos na capital.
Em contraposição, a idade média do grupo de rendimento
domiciliar per capita mais elevado – 5 ou mais salários mínimos – é de 20,3
anos no Rio Grande do Norte e de 20,0 anos em Natal. Ou seja, em média, os
potiguares cujas famílias têm mais alto rendimento per capita deram início à
atividade sexual até 3,9 anos mais tarde em relação àqueles de menor rendimento
domiciliar per capita.
29 de abril de 2021 às 07:00
28 de abril de 2021 às 16:33
FOTO: REPRODUÇÃO
O Sexlog, rede social brasileira voltada para encontros
sexuais, registrou um aumento de 37% no número de novos cadastros em 2021, em
comparação ao mesmo período de 2020. Segundo pesquisa feita pela empresa, a
pandemia da Covid-19 colaborou para esse sucesso, especialmente para pessoas
solteiras e casais que tiveram sua rotina alterada dentro de casa e buscaram
melhorar a vida sexual com outros parceiros.
De acordo com o relatório do site, em março de 2020 a
plataforma possuía 11,4 milhões de usuários. Atualmente, o número subiu para
14,7 milhões. O crescimento teve início nas duas primeiras semanas de abril do
ano passado, quando registrou 15% de elevação nos cadastros. No decorrer do
ano, essa indicação só cresceu, chegando a bater uma média de 25% de alta entre
casais e mulheres.
O número de transmissões ao vivo realizadas por casais
também aumentou durante a pandemia. Entre março de 2020 e março de 2021, o
recurso de livecams subiu 72%. O crescimento durante o período de isolamento é significativamente
maior do que no ano anterior, quando essa estatística teve somente 12% de alta.
Segundo relatos de usuários da plataforma, os casais
utilizam as transmissões para realizar a prática do exibicionismo, mostrando e
assistindo a vídeos de outros pares, já que os nudes e vídeos amadores são
liberados dentro da plataforma. Eles também revelam que utilizam a rede social
para postar fotos em encontros programados com outros usuários. Até janeiro
deste ano, mais de 1 milhão de lives foram realizadas no serviço.
O relatório também aponta que a rede social aumentou em 25% o upload de fotos durante o período, mantendo uma média de 15 mil fotos publicadas por dia. Os vídeos também cresceram no período, subindo 18%, contabilizando mil novos clipes de usuários todos os dias.
Segundo o CEO do Sexlog, Leandro Kitamura, o aumento da
plataforma tem a ver com o isolamento social.
“O crescimento na busca pela rede social se deu muito devido
às medidas restritivas impostas na circulação social, onde pessoas solteiras e
casais precisaram se reinventar para satisfazer seus desejos”
Para criar uma conta no Sexlog, é preciso fazer um breve
cadastro com dados pessoais, informar o tipo de perfil no qual está
interessado, escolhendo entre homens, mulheres ou casais, além do tipo de
interação que está buscando. Depois do login, será possível encontrar perfis de
acordo com seus interesses, entrar em grupos, publicar fotos e vídeos com
conteúdo adulto, conversar com outros usuários e marcar encontros.
16 de abril de 2021 às 10:00
16 de abril de 2021 às 10:21
MAUS-TRATOS DEVEM SER DENUNCIADOS A ÓRGÃOS COMO OS CONSELHOS TUTELARES. FOTO: MARCELLO CASAL JR
O Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente
(CEDCA) informou que publicará em seu site nota técnica sobre todos os
procedimentos que devem ser adotados em casos de agressão contra menores de
idade. O texto será submetido à assembleia plena do conselho para aprovação.
O presidente da instituição, Carlos André Moreira dos
Santos, disse que o tema é pauta prioritária da instituição. “Além de ser um
órgão deliberativo e fiscalizador, o conselho estadual é um órgão de controle
social que vai acolher as denúncias e cobrar das autoridades competentes, para
que sejam tomadas as devidas providências”, acrescentou.
Pessoas com suspeita de que uma criança está sendo vítima de
maus-tratos podem denunciar o caso aos conselhos tutelares, às polícias Civil e
Militar, ao Ministério Público e também pelo canal Disque 100, da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República.
O professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de
Janeiro (PUC Rio), Daniel Monnerat, especializado em psiquiatria infantil,
explicou que, diferentemente de pacientes adultos, uma criança vítima de
violência pode apresentar quadros de depressão e ansiedade. Além de perda de
interesse em atividades antes prazerosas e humor deprimido, esses quadros podem
ser caracterizados por aumento de irritabilidade, isolamento social, alterações
de sono e no apetite.
Monnerat esclareceu que as crianças podem passar a comer
mais ou menos, como uma atitude compensatória para suprir a ansiedade, por
exemplo, de estarem sofrendo agressões verbais ou físicas. Esses são, segundo o
especialista, os principais pontos que devem ser observados.
“A criança pode apresentar, indiretamente, esses sinais ou sintomas, mostrando que é preciso investigar e esclarecer se essas agressões podem estar acontecendo ou não”. Para o professor, quanto mais nova uma criança e mais cedo é vítima de agressão, mais dificuldade, muitas vezes ela tem de verbalizar o que esteja sofrendo. É preciso que pais e responsáveis tenham sensibilidade para entender os sinais e sintomas de uma possível agressão contra os menores.
Comentários