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Categoria: Cidades

Macaíba reencontra sua vocação cultural e transforma 2025 em vitrine de tradição e novos públicos

FOTO: EDEILSON MORAIS

Depois de mais de duas décadas sem um calendário cultural estruturado, Macaíba viveu em 2025 um ano de inflexão em sua relação com a cultura e o turismo. A cidade apostou no resgate de festas tradicionais, lançou eventos inéditos e ampliou o fomento direto a artistas locais, em um movimento que reposicionou o município como polo de produção cultural e de atração de visitantes na região metropolitana de Natal.

Sob a gestão do prefeito Emídio Júnior, a Prefeitura retomou um calendário anual contínuo de eventos que voltou a ocupar o espaço público ao longo de todo o ano. Carnaval, Paixão de Cristo, São João, Festa das Crianças, aniversário da cidade, Semana da Consciência Negra e as celebrações natalinas deixaram de ser ações pontuais para integrar uma programação organizada, com impacto direto no cotidiano da população e na circulação de visitantes.

O principal símbolo dessa virada foi o lançamento do I Festival Gastronômico de Macaíba, realizado dentro da programação de emancipação política do município. Com oficinas culinárias, valorização de sabores regionais e apresentações culturais, o evento atraiu grande público e recebeu avaliações positivas tanto de moradores quanto do setor empresarial local. Restaurantes, comerciantes e pequenos produtores relataram aumento no fluxo de clientes, reforçando o papel da gastronomia como ativo cultural e econômico.

Outras iniciativas inéditas ajudaram a ampliar o repertório cultural da cidade. A primeira corrida de jegue, promovida em parceria com o Parque Otaviano Pessoa, resgatou uma prática popular associada ao imaginário rural do interior potiguar e mobilizou famílias inteiras. Já o I Festival de Bandas Marciais e Fanfarras reuniu dezenas de grupos de escolas municipais e estaduais, transformando ruas e praças em palcos para jovens músicos e reafirmando a tradição das bandas como ferramenta de formação cultural.

O turismo pedagógico também ganhou protagonismo. O Museu Solar Ferreiro Torto, um dos principais patrimônios históricos de Macaíba, registrou cerca de 12 mil visitantes ao longo do ano, número recorde. Escolas de diferentes municípios passaram a incluir o espaço em seus roteiros educativos, conectando história local, arquitetura e identidade regional.

No campo do fomento, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo celebrou a execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo. Aproximadamente R$ 1 milhão foi investido em editais que contemplaram segmentos como música, dança, teatro, artesanato e artes visuais, além de manifestações tradicionais e centenárias, como Boi de Reis, Maculelê e Pau Furado. Também receberam apoio específico quadrilhas juninas, arraiás de rua e músicos independentes.

Ao distribuir cerca de R$ 600 mil apenas em editais culturais ao longo do ano, a gestão buscou descentralizar o acesso aos recursos e alcançar tanto artistas consolidados quanto grupos comunitários e expressões ancestrais. O resultado foi um calendário mais diverso e representativo, com maior presença de produções locais nos palcos da cidade.

Para além do entretenimento, o investimento em cultura refletiu-se na economia. Eventos regulares, festivais temáticos e maior fluxo turístico estimularam setores como comércio, alimentação e serviços, ampliando a permanência do público nos espaços urbanos. Em 2025, Macaíba não apenas celebrou sua cultura: fez dela um instrumento de identidade, educação e desenvolvimento.

Agora RN

Empresa Dismed nega irregularidades e diz que dinheiro apreendido em caixa de isopor têm origem lícita

FOTO: DIVULGAÇÃO

A distribuidora de medicamentos Dismed – apontada pela Polícia Federal (PF) como integrante de um esquema de desvio de recursos públicos da saúde no Rio Grande do Norte – negou nesta quarta-feira 28 a prática de irregularidades. Segundo a empresa, o dinheiro apreendido em uma caixa de isopor na casa de um dos sócios, no âmbito da Operação Mederi, têm origem lícita e compatível com a atividade comercial exercida.

Em nota, o advogado da empresa afirma que a Dismed atua “há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos”, exercendo atividade lícita, fiscalizada e reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades. O texto, assinado pelo advogado Rodrigo de Oliveira Carvalho, afirma que o esclarecimento técnico e documental demonstrará “a inexistência de qualquer conduta criminosa”.

O comunicado também contesta informações divulgadas por parte da imprensa sobre os valores encontrados durante a operação. De acordo com a defesa, “não corresponde à realidade a informação publicadas de que teriam sido encontrados cifras de milionários”, seja nas dependências da empresa ou na residência de Oseas Monthalggan – sócio. Conforme a nota, o montante apreendido foi de aproximadamente R$ 52 mil.

Ainda segundo a defesa, os valores “decorrem de atividade comercial lícita” e “são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico”, acrescentando que a manutenção de numerário em residência, por si só, não configura crime. “É pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime”, diz o texto.

Em relação aos diálogos entre os sócios citados nas investigações, a defesa informou que aguarda acesso integral aos autos para análise técnica do conteúdo. “A defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais”, afirma a nota.

Por fim, a Dismed reiterou respeito às instituições e ao devido processo legal, destacando a confiança na apuração dos fatos com equilíbrio e discrição. “Reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.”

Operação Mederi

A empresa Dismed foi um dos alvos da Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira 27 pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação tem o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.

Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço divulgado pela PF, foram apreendidos ao todo: 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.

Parte do dinheiro apreendido – os R$ 52 mil – foi encontrado em uma caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan, um dos sócios da Dismed. Gravações mostram o empresário conversando com um sócio sobre a possível distribuição de propina em contratos com a Prefeitura de Mossoró.

Em uma das conversas captadas pelos investigadores, sócios da Dismed afirmam que Allyson Bezerra teria acesso a um repasse de R$ 60 mil, equivalente a 15% de um contrato de R$ 400 mil. A distribuição do recurso foi batizada pelos próprios sócios de “Matemática de Mossoró”.

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), também esteve entre os alvos. Da casa dele, os agentes levaram um celular, dois HDs e um notebook.

Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e Upanema.

De acordo com a PF, a operação tem como base auditorias realizadas pela CGU. Documentos do órgão apontam falhas na execução contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço nos contratos analisados.

Veja a nota na íntegra

A defesa que representa a DISMED e Oseas Monthalggan Fernandes Costa acompanha os fatos com responsabilidade e serenidade, confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa.

A DISMED atua há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos, exercendo atividade lícita, fiscalizada e amplamente reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades.

Esclarece-se, ainda, que não corresponde à realidade a informação publicadas de que teriam sido encontrados cifras de milionários como noticiado por alguns veículos de imprensa, seja nas dependências da empresa, seja na residência de Oseas.

Os valores existentes e encontrados, em montante aproximado de R$ 52.0000,00, decorrem de atividade comercial lícita, são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico e não configuram qualquer ilícito, sendo pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime.

No tocante a supostos diálogos envolvendo terceiras pessoas, a defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais.

Por fim, reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.

RODRIGO DE OLIVEIRA CARVALHO
OAB/RN 11.421

Agora RN

Secretária de Cultura explica manutenção de estrutura em Ponta Negra para o Carnaval de Natal 2026

FOTO: DIVULGAÇÃO

A secretária municipal de Cultura de Natal, Iracy Azevedo, explicou, nesta quinta-feira (28), os motivos da manutenção da estrutura de palco em Ponta Negra após o período do evento Natal em Natal. A explicação foi dada durante entrevista ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, após questionamentos de moradores sobre a permanência da montagem no local.

Segundo a secretária, a decisão está relacionada a critérios técnicos, logísticos e de economia de recursos públicos. O palco instalado em Ponta Negra durante as festividades natalinas será o mesmo utilizado no Carnaval de Natal 2026.

“Esse palco vai do Natal em Natal direto para o Carnaval. A empresa fornecedora, que é licitada, informou que desmontar e montar novamente geraria um custo maior e um prazo semelhante ao de manter a estrutura no local”, explicou Iracy Azevedo.

Economia para os cofres públicos

De acordo com a secretária, a permanência do palco não gera custo adicional para o município e evita um gasto dobrado com desmontagem e nova montagem da estrutura.

“A gente não teve custo nenhum em manter o palco ali. Para a cidade, economicamente, é melhor. Para o fornecedor também. É uma via de mão dupla entre o setor público e o privado”, afirmou.

Iracy destacou ainda que, durante o período de permanência, a estrutura passou por revitalização e ajustes, garantindo que esteja pronta para o Carnaval.

Dois palcos no mesmo espaço

A secretária também esclareceu que a estrutura instalada em Ponta Negra conta com dois palcos, o que facilita a logística do evento e permite maior agilidade na troca de bandas e atrações.

“O espaço permite isso. Em outros polos da cidade, a gente não consegue trabalhar dessa forma”, explicou.

Segundo ela, a estratégia adotada em Ponta Negra contribui para a otimização do tempo de montagem, redução de impactos urbanos e melhor organização da programação carnavalesca.

Planejamento antecipado do Carnaval 2026

A manutenção da estrutura faz parte do planejamento antecipado do Carnaval de Natal 2026, que busca conciliar economia de recursos, eficiência logística e qualidade na oferta cultural.

Ponta Negra News

‘Parte da elite não suporta ver uma mulher como eu governadora do Estado’, diz Fátima

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que enfrenta resistência política e social motivada por preconceito de gênero, classe e orientação sexual, sobretudo por parte de segmentos da elite potiguar. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Universitária FM, no programa Tamo Junto, na noite desta terça-feira 27.

Segundo Fátima, há um componente de discriminação que ultrapassa a crítica administrativa ou política. “Tem uma parte da elite desse Estado que não suporta ver uma mulher como eu governadora”, afirmou. Em seguida, detalhou: “Preconceito de classe, preconceito de gênero, preconceito de orientação sexual, preconceito de toda sorte”.

A governadora disse que sua trajetória pessoal e política ajuda a explicar esse incômodo. “Professora do Estado, vinda do interior do Seridó, Paraíba, para a capital do Rio Grande do Norte, migrante, sobrevivente da seca, que passou por muitas dificuldades na vida, viu a fome de perto, um período ficou sem poder estudar, não porque os pais não quisessem, porque não tinham condições”, enumerou.

Fátima afirmou ainda que o incômodo se amplia pelo fato de seu governo ser pautado, segundo ela, por princípios éticos. “Tem uma parte dessa elite aqui que não suporta isso. E que não suporta ver um governo, sem falsa modéstia, pautado, alicerçado nos princípios da ética, da seriedade, da honestidade”, destacou.

Durante a entrevista, a governadora também criticou setores da mídia local, que classificou como “mídia corporativa”, acusando-os de distorcer informações por motivações ideológicas. Segundo ela, esses agentes são “movidos por questões de natureza ideológica” e, “ao invés de informar, desinformam”.

“Há um setor da mídia corporativa, da mídia comercial aqui do Estado, que distorce os fatos, chegando ao ponto de não reconhecer aquilo que está tão visível aos olhos da população, que são os avanços que esse governo tem. Governo tem problema? Tem, como todo governo tem. Agora, os avanços são inegáveis”, enfatizou.
Ao comentar a política de comunicação institucional, Fátima afirmou que adota uma postura de contenção de gastos em publicidade, priorizando áreas sociais. “Eu tenho senso de responsabilidade. Comunicação é superimportante para prestar contas à sociedade, à população. Eu estou aqui em nome dela. Mas, evidentemente, ter um aporte maior de recursos para a comunicação e faltar recursos para as áreas sociais vitais do Estado, aí não tem nem o que discutir de maneira nenhuma”, complementou.

Para a governadora, apesar das resistências, o compromisso central de sua gestão permanece o mesmo.

“O governo tenta romper com essa visão patrimonialista, essa visão fisiológica, essa visão conservadora, com que, no geral, com raríssimas exceções, o Rio Grande do Norte foi conduzido ao longo desses anos. O governo que chega para não ter compromisso com o grupo A, B ou C, com o interesse aqui, com o interesse lá. É para ter compromisso com o interesse legítimo do povo do Rio Grande do Norte. É para olhar para a coletividade, é para governar para todos, é para dialogar com o empresário, com o trabalhador, com os diversos segmentos da sociedade”, finalizou.

Ponta Negra News

Em nota, prefeito de Ielmo Marinho se manifesta após operação da Polícia Civil

FOTO: REPRODUÇÃO

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), divulgou nota à imprensa nesta quarta-feira (28) após a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrar a Operação Securitas, que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro municípios do estado.

Na nota, a assessoria do gestor informou que ele recebeu com surpresa a diligência judicial realizada em sua residência e destacou que os fatos investigados teriam ocorrido em meados de 2023, período anterior ao início do mandato eletivo, que começou em 2025. Segundo o comunicado, a apuração não teria relação com a atual administração municipal.

O prefeito afirmou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e que a defesa técnica aguarda acesso integral aos autos para adoção das medidas judiciais cabíveis. Fernando Batista Damasceno reiterou confiança nas instituições, no Poder Judiciário e reforçou o compromisso com a transparência, informando que a agenda administrativa segue mantida.

Operação Securitas

A Operação Securitas foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil do RN, com apoio do Ministério Público do Estado e da Polícia Militar. As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

De acordo com a Polícia Civil, o prefeito de Ielmo Marinho é apontado como líder de uma organização criminosa, que teria a participação de agentes políticos, incluindo ocupantes de mandato legislativo, além de um policial militar.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, Fernando Batista Damasceno foi preso em flagrante por embaraço à investigação, após, segundo a polícia, arremessar valores em dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência, na tentativa de ocultar provas.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos, valores, armas, munições e dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Origem das investigações

As apurações tiveram início após uma ocorrência registrada em Ielmo Marinho, que apontava a presença de homens fortemente armados no interior da Câmara Municipal. Conforme a polícia, o grupo estaria atuando como segurança privada de um parlamentar e intimidando opositores políticos.

Na ocasião, foi apreendido um arsenal composto por armas de fogo, munições, inclusive de calibres restritos, como .40 e .45, além de outros materiais.

Segundo a Polícia Civil, a operação busca esclarecer a possível prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos no esquema investigado.

As investigações seguem em andamento.

Ponta Negra News

Mais de 3 mil fraudes no sistema elétrico foram desativadas pela Neoenergia Cosern em 2025

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Com mais de 12 mil inspeções realizadas de janeiro a dezembro de 2025, a Neoenergia Cosern reforçou o combate às fraudes e desativou 3.281 ligações irregulares em todas as regiões do estado. Foram recuperados, no período, aproximadamente 15 milhões de kWh de energia. Esse volume seria suficiente para abastecer as cidades de Macaíba, Currais Novos e São Gonçalo do Amarante, juntas, por 15 dias. Energia que beneficiaria quase 255 mil pessoas nos três municípios.

“A Neoenergia Cosern ampliou o investimento em sistemas de inteligência, monitoramento e identificação de fraudes no sistema elétrico em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Além das ferramentas de inteligência, realizamos ações periódicas em campo que visam combater as ligações irregulares. Essas ações são importantes pois reduzem o risco de acidentes provocados pelas fraudes no sistema elétrico”, ressalta Rafael Biondi supervisor da Neoenergia Cosern.

O gato de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e a pena para o responsável pela irregularidade (fraude, furto ou adulteração de medidor) pode chegar a oito anos de reclusão. Além de crime, o “gato” representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo. A ligação clandestina também provoca perturbações no fornecimento de energia da região e pode causar a queima de eletrodomésticos dos vizinhos no local onde é feita.

A população pode denunciar ligações clandestinas de energia elétrica, de forma anônima e segura, no telefone 116 da Neoenergia Cosern.

Portal da Tropical

Lei urbanística busca reposicionar Natal no mapa do turismo, diz secretário da Semurb

FOTO: JOSÉ ALDENIR

Por mais de uma década, Natal conviveu com um modelo urbanístico que, na avaliação da atual gestão municipal, freou investimentos e comprometeu o aproveitamento de algumas de suas áreas mais estratégicas para o turismo. A aprovação da Lei nº 7.801/24, representa, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, um “resgate ao desenvolvimento econômico” interrompido pelo Plano Diretor de 2007, que teria imposto regras consideradas excessivamente restritivas e pouco técnicas.

Em entrevista ao AGORA RN, Mesquita afirma que a nova legislação não promove uma flexibilização inédita do uso e ocupação do solo, como parte do debate público sugere, mas restabelece parâmetros urbanísticos que historicamente viabilizaram empreendimentos turísticos em áreas como a Via Costeira, Ponta Negra, Rota do Sol, Redinha e os eixos da avenida Engenheiro Roberto Freire. “O que se fez foi retornar às prescrições que vigoraram por décadas e que permitiram a consolidação de equipamentos turísticos que existem até hoje”, diz.

Segundo o secretário, as regras para a Via Costeira, especialmente no trecho da avenida Dinarte Mariz, datam originalmente de legislações municipais entre 1987 e 1994, que criaram as Zonas Especiais de Interesse Turístico (ZETs). Essas normas, posteriormente consolidadas pelo Plano Diretor de 1994, autorizaram o uso turístico e estabeleceram gabaritos e coeficientes que possibilitaram a construção de ao menos oito hotéis ao longo da orla. “Praticamente tudo o que está edificado ali decorre dessas leis”, afirma.

O ponto de inflexão, segundo Mesquita, ocorreu com o Plano Diretor de 2007. “Foi o maior desastre da história urbanística de Natal”, diz. A norma determinou que novas edificações respeitassem o nível da Via Costeira, o que, na prática, obrigava a construção para baixo, inviabilizando economicamente novos projetos. “Isso não foi técnico, foi ideológico. A cidade ficou engessada enquanto capitais vizinhas avançaram”, afirma, ao comparar Natal com João Pessoa, Recife, Fortaleza e Maceió no mesmo período.

A revisão do Plano Diretor, sancionada em março de 2022, teria iniciado a correção desse cenário ao retomar os parâmetros anteriores, como gabaritos de até 15 metros acima da via, taxas de ocupação e coeficientes compatíveis com a infraestrutura atual, considerada muito superior à existente há 30 anos. A Lei nº 7.801/24 surge, nesse contexto, como a regulamentação das Áreas Especiais de Interesse Turístico e Paisagístico (AEITPs), prevista no próprio Plano Diretor revisado.

A norma define regras específicas para toda a orla urbana, incluindo Ponta Negra, praias centrais e Redinha — esta última, segundo Mesquita, nunca havia sido devidamente regulamentada. Entre os principais pontos estão a autorização expressa para uso misto e residencial multifamiliar nas AEITPs, a definição clara de gabaritos por meio de mapas anexos e a criação de incentivos urbanísticos para projetos que dialoguem com o espaço público, como o chamado “térreo ativo”.

Empreendimentos que destinarem ao menos 50% da fachada do térreo a atividades abertas ao público poderão ampliar o coeficiente de aproveitamento em até 50%, limitado ao índice 5,0, além de não computar a área do térreo no potencial construtivo e dispensar o recuo frontal. A medida tende a impactar especialmente os corredores da Roberto Freire e da Rota do Sol, áreas com forte vocação comercial e turística.

Na Via Costeira, classificada majoritariamente como AEITP-2, a lei condiciona novos licenciamentos à apresentação de projetos de contenção costeira e estabilidade da linha de costa, de responsabilidade do empreendedor. Para Mesquita, a exigência demonstra a tentativa de conciliar desenvolvimento econômico e proteção ambiental. “As áreas de preservação permanente continuam claramente definidas, especialmente do lado do Parque das Dunas. O lado voltado para o mar sempre foi destinado a empreendimentos turísticos”, afirma.

A lei também revoga um conjunto de normas das décadas de 1980 e 1990, concentrando em um único instrumento as diretrizes para as áreas turísticas e paisagísticas. Na avaliação da gestão municipal, isso amplia a segurança jurídica ao alinhar o plano diretor, a regulamentação municipal e uma lei estadual posterior, que teria eliminado contradições com decretos ambientais.

Apesar disso, a nova legislação enfrenta questionamentos do Ministério Público Estadual e Federal, o que, segundo o secretário, volta a gerar insegurança para investidores. “O papel do Ministério Público é legítimo, mas a judicialização permanente pode comprometer um processo que foi amplamente debatido, com mais de 30 atos públicos e milhares de contribuições”, diz. A expectativa da prefeitura é que o Judiciário considere o histórico legislativo e o esforço de equilíbrio entre crescimento urbano, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Para Mesquita, o impacto da Lei nº 7.801 dependerá, agora, da forma como os projetos serão analisados e aprovados, mas o marco regulatório já representa uma inflexão importante. “Natal voltou a ter regras coerentes com sua vocação turística. A cidade precisa aproveitar melhor seus ativos naturais, sem repetir erros do passado que a deixaram para trás”, afirma.

Agora RN

Prefeitura de Parnamirim reforça prazo para desconto de 20% no IPTU 2026 e amplia atendimento ao contribuinte

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Para facilitar a vida de quem deseja garantir o benefício, a gestão da prefeita Nilda ampliou o horário e os pontos de atendimento da Secretaria Municipal de Tributação (Semut), reforçando o compromisso com o cidadão. Além de funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, a Semut também passou a atender no bairro de Cidade Verde, além dos polos em Nova Parnamirim e Pirangi do Norte, descentralizando ainda mais os serviços, e aproximando a Prefeitura da população. Em todos os locais, os contribuintes podem receber orientações, negociar débitos, emitir carnês e acessar diversos serviços relacionados à tributação municipal. Para o desconto é necessário pagar até sexta-feira (30).

Para ter direito ao desconto máximo, é necessário estar regular com a Fazenda Municipal, manter o cadastro do imóvel atualizado e realizar a emissão do Documento de Arrecadação Municipal (DAM) por meio do site oficial da Prefeitura. O DAM é composto pelo IPTU, com 20% de desconto, pela Taxa de Coleta e Remoção de Lixo (TCRL) e pela Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP).

A prefeita Nilda destacou a importância de aproveitar o momento e manter as obrigações em dia.
“Estamos oferecendo todas as condições para que o contribuinte regularize sua situação e aproveite esse desconto tão importante. É uma forma de reconhecer quem é bom pagador e contribui para o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou.

A gestora também reforçou que os recursos arrecadados retornam diretamente para a população. “O IPTU é fundamental para manter e ampliar os investimentos em saúde, educação, limpeza urbana, praças, iluminação pública e para garantir o pagamento dos servidores. Cada contribuinte que mantém seus impostos em dia ajuda a construir uma Parnamirim melhor para todos”, ressaltou Nilda.

A Prefeitura lembra que o prazo para garantir o desconto está chegando ao fim e reforça o chamado para que os contribuintes não deixem para a última hora.

“Essa é uma oportunidade que premia quem é responsável com a cidade. Organizamos nossa estrutura para atender bem e facilitar o acesso. Aproveitem, regularizem sua situação e garantam o desconto”, concluiu a prefeita.