24 de fevereiro de 2026 às 15:00
24 de fevereiro de 2026 às 14:58
FOTO: DIVULGAÇÃO
Com o objetivo de aprimorar os trabalhos desenvolvidos pelo Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesad), realizou na manhã desta terça-feira (24) uma reunião para apresentar o relatório anual de gestão, além de definir novas metas e ações para 2026.
Participaram do encontro as equipes da Vigilância em Zoonoses, Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental e Vigilância Epidemiológica. Durante a reunião, foram apresentados e avaliados os resultados alcançados no ano anterior, a fim de identificar avanços, desafios e o cumprimento das metas estabelecidas.
O momento também seviu para alinhar as ações que serão executadas em 2026, com foco na antecipação de riscos por meio de medidas preventivas, garantindo mais proteção e segurança em saúde pública para a população parnamirinense.
24 de fevereiro de 2026 às 14:54
24 de fevereiro de 2026 às 15:25
FOTO: REPRODUÇÃO
A estátua de Nossa Senhora de Fátima, localizada na zona Norte de Natal, pegou fogo durante a tarde desta terça-feira (24). Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que as chamas se espalham pela parte superior da estátua.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes de combate a incêndio e salvamento encontram-se no local, atuando para controlar as chamas e garantir a segurança da área.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre as causas do incêndio.
24 de fevereiro de 2026 às 14:30
24 de fevereiro de 2026 às 13:24
FOTO: MANOEL BARBOSA
A Educação Municipal de Natal vivencia um momento de transformação estrutural no Ensino Fundamental, colhendo os frutos do seu planejamento estratégico. Sob a gestão do secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes de Sousa Neto, a Rede registrou em 2025 índices mais elevados nas aprendizagens, impulsionados pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA). Os dados consolidados pela plataforma PARC (Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração) revelam que, mais do que números em planilhas, a capital potiguar está conquistando melhores resultados na fluência em leitura.
O desempenho do 1º ano do Ensino Fundamental tornou-se o principal emblema deste progresso. Em um único ano letivo, a porcentagem de alunos com aprendizado adequado em leitura subiu de 21% para expressivos 48%, enquanto a defasagem escolar, que antes atingia quase metade dos estudantes, foi reduzida drasticamente para 19%. Esse fôlego educacional estendeu-se à Matemática, em que a proficiência saltou de 37% para 65% no primeiro ano, alcançando seu ápice de crescimento no 2º ano, com um acréscimo de 34 pontos percentuais ao longo dos ciclos avaliativos.
Para o secretário Aldo Fernandes, esses resultados são o reflexo de uma Rede que aprendeu a utilizar a tecnologia e a avaliação constante como bússolas para o sucesso. O gestor enfatiza que o avanço nos índices de fluência leitora no 2º ano demonstra que as intervenções pedagógicas e o assessoramento pedagógico estão atingindo o coração do problema, transformando alunos que antes mal reconheciam letras em leitores capazes de interpretar o mundo ao seu redor.
“Ao longo desse período, organizamos a Rede, fortalecemos os processos pedagógicos e estruturamos um sistema permanente de acompanhamento da aprendizagem. Mas é preciso destacar: os resultados que Natal celebra hoje são fruto de ações nas escolas; são provenientes da responsabilidade compartilhada entre professores, assessores e coordenadores pedagógicos e diretores, que fazem da sala de aula um espaço real de transformação. São esses profissionais que analisam dados, planejam intervenções, ajustam rotas e acompanham cada estudante com compromisso e sensibilidade. A gestão cria as condições, mas é a escola que concretiza a mudança”, ressaltou Fernandes.
Ainda de acordo com o titular da SME, os avanços observados nas avaliações externas como SAEB, SIMAIS-Alfa e PARC não representam apenas indicadores técnicos. Eles traduzem o esforço coletivo de uma Rede que compreendeu que alfabetizar é garantir dignidade e futuro. “Reduzimos significativamente o percentual de pré-leitores, ampliamos os índices de leitores iniciantes e fluentes e fortalecemos o vínculo do estudante com a aprendizagem. Quando a escola se organiza, quando há direção pedagógica clara e quando cada profissional entende seu papel nesse processo, os resultados aparecem. O que estamos vivendo em Natal é a consolidação de uma cultura de compromisso, acompanhamento e corresponsabilidade. Educação se faz com escolhas baseadas em planejamento e avaliação, mas se concretiza com pessoas. E são as pessoas da nossa Rede que estão escrevendo, todos os dias, uma nova história para a educação pública de Natal”, ressaltou Aldo Fernandes.
A inteligência por trás desses dados ganha vida no cotidiano das unidades de ensino, como explica a diretora pedagógica da Escola Municipal Professor Ascendino Henriques de Almeida Júnior, Ana Beatriz Batista de Paula. Segundo a gestora, o segredo do sucesso reside na análise minuciosa das plataformas de dados, que permitem personalizar o ensino. “Incentivamos nossos professores a mergulhar nos dados do CNCA e da fluência de leitura para que cada intervenção em sala de aula seja precisa. O objetivo é transformar a avaliação formativa em uma ferramenta de progresso, reforçando as habilidades onde os estudantes encontram maior dificuldade, utilizando os recursos de organização de dados para não deixar ninguém para trás”, pontua Batista de Paula.
Nas palavras da professora Naire Capistrano, secretária adjunta de Gestão Pedagógica, “os resultados já alcançados nas avaliações externas, como vemos na divulgação recente da PARC, expressam que estamos no caminho certo para conquistar a melhoria da Educação Básica de Natal. Reconhecemos que ainda temos muitos desafios a enfrentar, mas Natal já apresenta uma trajetória de avanços. Trata-se de investimento no quadro de profissionais, na formação de professores, de coordenadores e diretores, na aquisição de materiais pedagógicos, além do trabalho de parceria visando à garantia das aprendizagens escolares e à formação dos nossos estudantes”.
Na ponta final desse processo, o impacto é sentido por quem mais importa: os estudantes. Etham Calebe Tavares de Brito, de oito anos, do 3º ano, é um exemplo da autonomia conquistada. “Eu aprendi a ler com ajuda dos meus professores e com os livros que pegava na biblioteca. A leitura é importante para tudo. Estou muito feliz pois aprendi a ler”, afirmou o estudante. O colega de turma, João Gabriel Dantas da Silva, de oito anos, reforça o coro, destacando que saber ler transformou sua participação nas atividades escolares e ampliou seu vocabulário, tornando as aulas um momento de descoberta.
Ao unir a visão estratégica da Secretaria Municipal de Educação, a dedicação técnica dos gestores e o despertar dos estudantes, Natal encerra o ciclo de 2025 com estatísticas positivas e com a certeza de que está construindo uma base sólida para as futuras gerações. O desafio da alfabetização plena continua, mas o caminho trilhado pela atual gestão demonstra que, com dados precisos e incentivo constante, a educação pública de Natal caminha a passos largos para a excelência.
24 de fevereiro de 2026 às 14:00
24 de fevereiro de 2026 às 15:01
FOTO: DIVULGAÇÃO
O Instituto Previdenciário do Município (MacaíbaPREV) realiza, de 02 a 12 de março, a prova de vida para todos os segurados neste corrente ano de 2026. O procedimento é obrigatório. Deverão ser apresentados pessoalmente: documento oficial com foto e comprovante de residência atualizado.
O horário para atendimento é das 8h às 15h, na sede do MacaíbaPREV, localizada na Av. Mônica Dantas, nº 32, ao lado da sede da Prefeitura.
O calendário foi elaborado de acordo com a letra inicial do nome do segurado. Nomes iniciados com A, B e C realizam a prova de vida no dia 02/03; D, E, F no dia 03/03; G, H, I no dia 04/03; J, K, L no dia 05/03; M entre os dias 06 e 09/03; N, O, P, Q, R, S no dia 10/03; T, U, V, W, X, Y, Z no dia 11/03; remanescentes no dia 12/03; e incapazes de locomoção na data de 13/03, mediante visita domiciliar.
O não comparecimento para a comprovação de vida por parte do segurado durante o período estabelecido poderá implicar na suspensão do pagamento da aposentadoria ou da pensão por morte até que se regularize a situação.
24 de fevereiro de 2026 às 10:30
24 de fevereiro de 2026 às 03:01
FOTO: REPRODUÇÃO
Um cachorro vira-lata, de 15 anos, chamado de Nino, foi atacado por dois pitbulls que estavam soltos em uma rua no conjunto Parque das Dunas, bairro Pajuçara, zona Norte de Natal. O animal estava sozinho quando foi atacado pelos outros cachorros.
Os donos dos pitbulls conseguiram conter o ataque, mas Nino ficou bastante ferido. Ele foi socorrido para atendimento veterinário e está em recuperação. De acordo com a dona do vira-lata, essa não é a primeira vez que os pitbulls ficam soltos pela rua.
O ataque foi filmado por moradores e a cena é desesperadora.
24 de fevereiro de 2026 às 10:00
24 de fevereiro de 2026 às 07:54
FOTO: JOSÉ ALDENIR
O Rio Grande do Norte destinou R$ 1,7 bilhão para o sistema de Justiça em 2024. O valor representa 9% de todo o orçamento estadual daquele ano, o que coloca o RN com o 2º maior percentual do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que reservou R$ 2,1 bilhões para o sistema de Justiça, o equivalente a 10,5%.
Os dados fazem parte do relatório Justiça e Orçamento nos Estados – 2026, elaborado pela Plataforma Justa e divulgado nesta segunda-feira 23. Os dados de 2024 são os últimos disponíveis.
No conjunto dos estados analisados, o total com o sistema de Justiça em 2024 chegou a R$ 93,2 bilhões. Do gasto do Rio Grande do Norte (R$ 1,7 bilhão), R$ 1,2 bilhão foi destinado ao Tribunal de Justiça, enquanto R$ 400 milhões foram para o Ministério Público e R$ 100 milhões cobriram as despesas da Defensoria Pública.
Segundo o relatório, a verba destinada ao TJRN é superior à soma dos orçamentos de 12 áreas do Executivo do Estado: gestão ambiental (R$ 270 milhões), agricultura (R$ 169 milhões), assistência social (R$ 164 milhões), cultura (R$ 69 milhões), comércio e serviços (R$ 47 milhões), comunicações (R$ 29 milhões), ciência e tecnologia (R$ 10 milhões), habitação (R$ 5 milhões), indústria (R$ 4 milhões), desporto e lazer, trabalho e energia (R$ 1 milhão, cada).
O estudo mostra que, nacionalmente, alguns estados chegam a comprometer mais de 10% do orçamento com o sistema de Justiça. Rondônia lidera no País, com 12,8%, seguido por Minas Gerais (11,5%) e Rio de Janeiro (11%).
Um dado que chama atenção é o peso das despesas com pessoal. No caso do Rio Grande do Norte, cerca de 61% do orçamento do sistema de Justiça é destinado às folhas de pagamento, segundo o relatório. Em valores absolutos, o RN gastou aproximadamente R$ 1 bilhão com folha de pagamento dentro do sistema de Justiça.
O MP é quem mais compromete o seu orçamento com despesa de pessoal: 71%. Em seguida, aparece a Defensoria, com 68%. O TJRN tem 57% do seu orçamento para pagar folha.
Esse padrão se repete nacionalmente. O relatório mostra que, na média dos estados analisados, 67% do gasto total com Justiça vai para salários e encargos. Em alguns estados, esse percentual ultrapassa 70%. Isso significa que sobra uma parcela relativamente menor do orçamento para investimentos, infraestrutura, tecnologia e expansão de serviços.
Outro ponto abordado pelo estudo é a evolução dos gastos. Em 11 estados, o crescimento do orçamento do sistema de Justiça entre 2023 e 2024 foi maior do que o crescimento do orçamento geral do Estado. O relatório aponta que essa tendência pressiona as contas públicas, já que o aumento da Justiça cresce em ritmo superior ao das demais áreas do Executivo. No caso do RN, não há dados oficiais de 2023 para fazer a comparação.
Créditos adicionais
O levantamento também analisou os chamados créditos adicionais, que são recursos extras liberados pelo Executivo ao longo do ano além do valor originalmente previsto na lei orçamentária. Em 2024, as instituições de Justiça receberam R$ 4,3 bilhões em créditos adicionais em todo o País. Além disso, R$ 4,7 bilhões foram direcionados especificamente para complementar folhas de pagamento, segundo o estudo.
O relatório mostra que os Tribunais de Justiça são os que mais recebem créditos adicionais, em comparação com Ministérios Públicos e Defensorias. Entre os estados que mais receberam recursos extras estão Paraná, São Paulo, Pará, Bahia e Mato Grosso.
Ao longo de 2024, o sistema de Justiça do Rio Grande do Norte demandou 116 créditos adicionais. Ao todo, foram R$ 116 milhões além do que estava previsto no Orçamento, sendo R$ 98 milhões para o TJ, R$ 17 milhões para o MP e R$ 2 milhões para a Defensoria.
Além disso, outros 24 créditos foram para complementar folhas de pagamento. Foram R$ 24 milhões para o MP e R$ 9 milhões para a Defensoria. O TJRN não demandou créditos adicionais para essa finalidade.
A pesquisa ressalta ainda que, embora a abertura de créditos adicionais para a Justiça seja recorrente, o mesmo padrão não se repete necessariamente em outras áreas da administração pública.
No caso do Rio Grande do Norte, enquanto o sistema de Justiça consumiu mais recursos do que o originalmente previsto, outras áreas tiveram gastos inferiores ao estabelecido na lei orçamentária, como trabalho (-77%), energia (-70%) e indústria (-55%).
Sobre o estudo O levantamento analisou os gastos dos estados com três instituições que compõem o sistema de Justiça: Tribunais de Justiça (TJ), Ministérios Públicos (MP) e Defensorias Públicas (DP).
Foram juntados dados de 22 estados e no Distrito Federal, considerando o exercício de 2024. Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí e Roraima não enviaram informações. Goiás e Santa Catarina encaminharam apenas dados parciais. No DF, a Justiça e o Ministério Público são financiados pela União.
GASTOS DO SISTEMA DE JUSTIÇA
Gasto total: R$ 1,7 bilhão
Percentual do orçamento estadual: 9%
Posição no Nordeste (proporcional): 2º lugar
Destinação por órgão: TJ: R$ 1,2 bilhão | MP: R$ 400 milhões | Defensoria: R$ 100 milhões
Despesa com folha (total): Cerca de R$ 1 bilhão
Percentual do orçamento da Justiça destinado a folha: 61%
Percentual da folha por órgão: MP: 71% | Defensoria: 68% | TJ: 57%
Créditos adicionais (total): R$ 116 milhões
Créditos adicionais por órgão: TJ: R$ 98 mi | MP: R$ 17 mi | Defensoria: R$ 2 mi
Créditos para complementar folha: MP: R$ 24 mi | Defensoria: R$ 9 mi
Áreas do Executivo que somadas ficam abaixo do orçamento do TJ: 12 áreas (como cultura, habitação, ciência e tecnologia, indústria, energia, trabalho, entre outras)
Desembargador potiguar teve o maior contracheque do Judiciário do País em janeiro O desembargador Ibanez Monteiro da Silva, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), teve em janeiro o maior rendimento entre todos os representantes dos judiciários estaduais do país. Um levantamento com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o contracheque do potiguar alcançou R$ 384,5 mil no primeiro mês do ano, montante cerca de oito vezes superior ao teto constitucional do funcionalismo, de R$ 46,3 mil, equivalente ao subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o balanço do CNJ, que detalha os rendimentos de todo o Judiciário brasileiro — incluindo tribunais federais e as Justiças Militar e Eleitoral —, mais de 80% das remunerações descritas ficaram acima do teto constitucional. No caso do Judiciário potiguar, os dados de janeiro apontam que 100% dos magistrados, entre desembargadores e juízes, receberam acima dos R$ 46,3 mil, referência usada como limite máximo para o serviço público.
Entre os dez maiores rendimentos de todo o País em janeiro, o TJRN emplacou outro representante: o desembargador Amílcar Maia, com R$ 292 mil, que ficou no sexto lugar. Os valores elevados decorrem do acréscimo no contracheque de “direitos eventuais”, também chamados de “penduricalhos”, que somaram R$ 320,1 mil para Ibanez Monteiro e R$ 232 mil para Amílcar Maia.
Em geral, conta no contracheque dos magistrados valores como direitos pessoais (abono de permanência), indenizações legais (auxílio-alimentação) e direitos eventuais ou verbas indenizatórias, discriminadas como licenças compensatórias e gratificações por exercício cumulativo, gratificações natalinas, entre outros itens.
Somente com o pagamento destes direitos eventuais, que são alvo de questionamento do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Judiciário estadual somou R$ 16,7 milhões em janeiro, o que representa cerca de 60% de tudo o que foi recebido pelos magistrados no período. A folha do mês ficou em R$ 28,6 milhões, ao se considerar vencimentos básicos, indenizações e penduricalhos.
Ainda em janeiro, o vencimento médio de todos os magistrados potiguares foi de R$ 119 mil. Dos 240 contracheques do Judiciário estadual, apenas cinco não ultrapassaram a linha dos R$ 100 mil. O menor registro foi o do juiz Isaac Costa Soares de Lima, que atua em Caicó, com rendimento de R$ 57,7 mil.
Em 2025, a folha de pagamento total do ano passado foi de R$ 308 milhões. A média mensal ficou em R$ 160 mil. Para efeito de comparação, o rendimento médio mensal do presidente do TJRN foi de R$ 166 mil em 2025.
Em nota, o TJRN informou que o “salário do presidente da Corte está dentro do teto constitucional”.
24 de fevereiro de 2026 às 09:45
24 de fevereiro de 2026 às 02:36
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O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL-UFRN), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), está com recrutamento aberto para crianças do Norte e Nordeste que apresentem sintomas compatíveis com Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), uma doença rara, crônica e potencialmente grave que afeta as células do sangue. O estudo clínico é voltado à população pediátrica e posiciona a instituição como o único hospital da Rede Ebserh nas duas regiões com pesquisa ativa nessa área.
O hospital tornou-se apto para a realização do estudo a partir de dezembro de 2025, após a aprovação de regulatório, aferição dos equipamentos necessários ao suporte dos participantes envolvidos e treinamento da equipe, composta por oito profissionais que atuam no Centro de Pesquisa Clínica do HUOL.
De acordo com Ana Katarine Caldeira, chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica do hospital universitário, podem participar crianças que apresentem sinais suspeitos da doença. “Crianças que possuam os sintomas como anemia, urina escura como Coca-Cola e trombose, a partir da identificação e indicação feita por qualquer profissional pediatra. Durante o estudo, é feito o exame que atesta se a criança está com a doença ou não”, ressalta.
Condição rara
A Hemoglobinúria Paroxística Noturna é uma condição rara e de difícil diagnóstico. Cansaço persistente, anemia recorrente, dores no corpo e episódios de trombose estão entre os principais sinais.
Celebrado em 26 de fevereiro, o Dia Mundial de Conscientização sobre a HPN reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento adequado e da disseminação de informação qualificada, fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir estigmas associados à condição.
Segundo Cassandra Valle, médica da Hematologia Pediátrica e investigadora principal do estudo, trata-se de “um distúrbio genético adquirido, raro, que afeta de um a 10 casos por milhão de pessoas e provoca redução ou ausência de uma proteína presente na célula-tronco hematopoética, que dá origem a outras células sanguíneas. A ausência dessa proteína faz com que essas células fiquem predispostas à destruição pelo sistema complemento”, explica.
A doença ocorre com maior incidência em pessoas acima de 30 anos, mas também pode atingir crianças. A alteração leva à destruição mais frequente das hemácias, causando anemia intensa, predisposição à trombose e até falência medular, podendo evoluir para aplasia com indicação de transplante.
A médica também cita outros sinais associados. “Podemos destacar como principais manifestações uma anemia hemolítica com Coombs Direto negativo [quando a anemia, se presente, provavelmente não é autoimune], além de um quadro hemolítico não hereditário, após exclusão de outras causas. Em adultos e crianças, pode haver diminuição de número de plaquetas e eventos trombóticos sem causa aparente, evolução para pancitopenia [queda dos glóbulos vermelhos, brancos e das plaquetas], falência medular e até comprometer a função renal”.
Diagnóstico
De acordo com Valle, o diagnóstico começa com a suspeita clínica, diante de um quadro de anemia hemolítica, em que há destruição das células sanguíneas. “São solicitados exames como o Coombs Direto negativo, além de outros testes laboratoriais de fácil acesso, como hemograma e LDH. Também pode ser realizada análise de sangue periférico por citometria de fluxo, exame disponibilizado no estudo realizado no HUOL”, explica.
A especialista ressalta que as estratégias terapêuticas variam conforme o grau de comprometimento da medula e, em situações mais avançadas, pode ser indicado o transplante de medula óssea. “Existem medicamentos que inibem o complemento responsável pela destruição das hemácias e há também um novo medicamento de uso oral, ainda em fase de estudo no HUOL, que oferecerá mais comodidade ao participante do estudo, já que não será administrada por via endovenosa. Medidas complementares, não curativas, incluem suplementação de ferro, ácido fólico e uso de anticoagulantes para prevenção de complicações trombóticas, incluindo ainda transfusões”, ressalta.
Cassandra Valle reforça a importância da pesquisa na área, considerando que a HPN é uma doença rara, grave e potencialmente fatal, sobretudo em crianças, especialmente quando evolui para aplasia medular. “A condição também apresenta risco relacionado ao tromboembolismo, podendo levar a um Acidente Vascular Cerebral e até ao óbito”, alerta.
Importância do estudo
O estudo contribui diretamente para a busca de novas abordagens terapêuticas. “Por ser muito incomum na infância, há poucos estudos sobre medicamentos direcionados a essa patologia. Isso dificulta a identificação de tratamentos eficazes, já que são complexos de serem testados. Um ensaio clínico pediátrico permite compreender melhor as manifestações, a resposta às terapias e os impactos no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Esses achados fortalecem práticas clínicas mais seguras e eficazes no futuro”, salienta.
Para o HUOL e a UFRN, a participação na pesquisa é estratégica. “Essa iniciativa nos consolida como centro de referência em patologias hematológicas, sendo o principal e único centro das regiões Norte e Nordeste com recrutamento para essa condição, com foco no estudo de novos medicamentos”, conclui.
Como participar da pesquisa
A triagem é realizada pelo Centro de Pesquisa Clínica do HUOL, pelo telefone (84) 99670-8676. O estudo é aberto a crianças do Norte e Nordeste com suspeita de Hemoglobinúria Paroxística Noturna, mediante avaliação e indicação de pediatra. Durante a pesquisa, é feito o exame que confirma ou descarta o diagnóstico. Os participantes recebem o medicamento em teste, acompanhamento especializado e ressarcimento de despesas relacionadas à participação.
24 de fevereiro de 2026 às 09:15
24 de fevereiro de 2026 às 07:56
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou nesta terça-feira (24) a operação “Firewall” para combater um esquema de golpes virtuais e comercialização ilegal de dados sigilosos. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Parnamirim com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
A investigação teve início após a análise de dados extraídos de um celular periciado por autoridade policial. O alvo é suspeito de praticar crimes cibernéticos, incluindo ataques de phishing — modalidade em que criminosos se passam por instituições confiáveis para enganar vítimas e roubar senhas, dados bancários e informações de cartões de crédito por meio de links falsos.
Segundo o MPRN, a ação também buscou proteger dados de acesso restrito das forças de segurança, bloquear a venda clandestina de informações e neutralizar acessos ilegais a sistemas protegidos. Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos celulares, computadores, HDs, pen drives e dispositivos com possível armazenamento em nuvem.
O nome da operação faz referência a mecanismos de proteção digital usados para conter invasões e ameaças virtuais. Participaram da ação um promotor de Justiça, quatro servidores do MPRN e sete policiais militares. As investigações continuam para identificar possíveis ramificações do esquema.
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