Pelo menos três dos seis bandidos mortos em assalto a banco na cidade de Jaguaruana, no Ceará, eram do Rio Grande do Norte. As investigações que permitiram que as forças policiais surpreendessem os assaltantes foram coordenadas pela Polícia Federal (PF), em Mossoró (RN), e começaram em setembro de 2016, de acordo com o chefe da delegacia da PF na cidade, o delegado federal Samuel Elânio Oliveira Júnior.
O revide ao bando de mais de 20 homens que atacou a cidade de Jaguaruana na madrugada deste sábado (1°) terminou com seis assaltantes mortos, um ferido e quatro presos.
Um dos mortos no tiroteio é Ediondas Duarte, de Mossoró, que segundo a polícia, era o principal alvo da operação, batizada de ‘Andarilho’. Ele é apontado como chefe da quadrilha – que é formada por mais de 30 homens-, sendo o responsável por fazer as explosões e arregimentar homens para o grupo, segundo a PF.
Ele também já atuou em outros estados como São Paulo. Além dele, foi identificado um assaltante de Campina Grande (PB), mas o bando também reunia cearenses, agindo quase que semanalmente, segundo a PF. A polícia trabalha para descobrir a exata identificação dos demais.
Segundo a Polícia Federal no RN, desde setembro de 2016, a delegacia de Mossoró empreendia investigações sobre assaltos a instituições bancárias e carros-forte e surgiram conexões no Ceará, Pernambuco e Paraíba. As investigações focavam nos chefes das quadrilhas e acabaram por detectar a ação planejada para Jaguaruana.
“Começamos a fazer alguns trabalhos de investigações de algumas quadrilhas focando os chefes e, diante dos levantamentos, já estavam bem encaminhadas as investigações. Tínhamos uma boa troca de informações com os policiais do Cotar, que foi imprescindível nesse trabalho, sem ele não teria ocorrido, a Polícia Civil do Ceará ajudou, a Polícia Civil em Mossoró também ajudou no repasse de informações, e gostaria de ressaltar o apoio da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Norte e no Ceará’, disse o delegado Elânio.
Os ataques começaram por volta das 2h do sábado, nas agências do Bradesco e Banco do Brasil, que foram metralhadas.
