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WhatsApp detecta falha de segurança que permite acesso de hackers a celulares

Foto: shutterstock

Um grupo de hackers encontrou uma falha de segurança no WhatsApp, um dos aplicativos de mensagens instantâneas mais utilizados no mundo, informou a empresa, que pede que seus usuários o atualizem. A falha permitia que hackers instalassem spyware em alguns telefones e acessassem os dados contidos nos aparelhos, infectando sistemas operacionais da Apple (iOS) e do Google (Android).

A vulnerabilidade, informada primeiro pelo Financial Times, foi reparada na última atualização do WhatsApp, de propriedade do Facebook e utilizado por cerca de 1,5 bilhão de pessoas. Os hackers conseguiam inserir um programa malicioso nos telefones mediante chamada telefônica através do aplicativo.

Segundo o Financial Times, que cita um distribuidor de spyware, a ferramenta foi desenvolvida por uma empresa com sede em Israel chamada NSO Group, acusada de ajudar governos do Oriente Médio e até o México a espionar ativistas e jornalistas. Especialistas em segurança indicaram que o código malicioso tem semelhanças com outras tecnologias desenvolvidas pela empresa, segundo o New York Times.

Esta nova vulnerabilidade de segurança foi descoberta no início deste mês e o WhatsApp rapidamente resolveu o problema, lançando uma atualização em menos de 10 dias. “WhatsApp incentiva as pessoas a baixar a versão mais recente do nosso aplicativo, bem como manter em dia o sistema operacional do seu telefone, para se proteger contra possíveis ataques de segurança que visam comprometer as informações armazenadas no aparelho”, disse um porta-voz da empresa.

A companhia não informou o número de usuários prejudicados ou os alvos do ataque, mas ressaltou que reportou o caso às autoridades americanas.

Os hackers faziam uma ligação através do WhatsApp para o telefone cujos dados queriam acessar e, mesmo que o destinatário não respondesse à chamada, um programa de spyware era instalado nos dispositivos. Em muitos casos, a chamada desaparecia posteriormente do histórico do aparelho, de modo que, se ele não tivesse visto a chamada entrar naquele momento, o usuário não suspeitaria de nada.

Este vazamento é o mais recente de uma série de problemas do Facebook, que tem enfrentado fortes críticas por permitir que os dados pessoais de seus usuários sejam usados por empresas de pesquisa de mercado. A empresa também foi questionada por sua resposta lenta ao uso da plataforma pela Rússia para divulgar informações falsas durante a campanha presidencial americana em 2016.

Programa invasivo

O programa de espionagem que afetou o WhatsApp é sofisticado e “estaria disponível apenas para atores avançados e altamente motivados”, disse a empresa, acrescentando que “visava um número seleto de usuários”. “Este ataque tem todas as características de uma empresa privada que trabalha com alguns governos no mundo”, de acordo com as primeiras investigações.

O WhatsApp relatou o problema para organizações de direitos humanos, mas também não as identificou. O Citizen Lab, um grupo de pesquisa da Universidade de Toronto, disse no Twitter que acredita que hackers tentaram atacar um advogado especializado em direitos humanos no domingo usando essa falha de segurança, mas o WhatsApp os impediu.

O NSO Group ganhou notoriedade em 2016, quando especialistas o acusaram de ajudar a espionar um ativista nos Emirados Árabes Unidos. Seu produto mais conhecido é o Pegasus, um programa muito invasivo que pode ativar remotamente a câmera e o microfone de um determinado telefone e acessar seus dados. A empresa garantiu nesta terça que só vende este produto para os governos “combaterem o crime e o terrorismo”.

O NSO Group “não opera o sistema e, após um rigoroso processo de estudo e autorização, as agências de segurança e inteligência determinam como usar a tecnologia em suas missões de segurança pública”, disse em um comunicado. “Nós investigamos qualquer denúncia crível de uso indevido e, se necessário, tomamos medidas, incluindo a desativação do sistema.”

Estadão

Devassa nas contas de Flávio Bolsonaro tem potencial “avassalador”, dizem políticos e magistrados

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Coluna Painel de Daniela Lima na Folha de S.Paulo informa que a abrangência da quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) chamou a atenção de políticos e magistrados que observam, de longe, o desenrolar das investigações no Rio. Integrantes de órgãos de controle chamaram de “avassaladora” a devassa de mais de dez anos nas contas do filho do presidente, de sua mulher e de mais de 80 ex-funcionários, entre eles Fabrício Queiroz. A amplitude do material indica apuração de vida muito longa —e várias ramificações.

De acordo com a publicação, a quebra dos sigilos de Flávio, revelada pelo jornal O Globo, foi rapidamente associada por políticos ao “tsunami” anunciado por Jair Bolsonaro na semana passada. Integrantes de partidos de centro e centro-direita disseram que pai e filho, se antecipando à ofensiva, deram indícios de que houve vazamento.

Havia expectativa entre integrantes do Ministério Público do Rio que não atuam no caso de uma ação ainda mais incisiva sobre Fabrício Queiroz, como um pedido de prisão. Em local incerto desde o início do ano, Queiroz é apontado como a ponte entre o gabinete de Flávio e familiares de milicianos, completa a Folha.

Informações: DCM

Escritório compartilhado é a tendência do mercado para profissionais liberais e empreendedores

Foto: Divulgação

Trabalhar em um espaço de alto padrão, localizado em um dos endereços mais nobres da cidade, planejado para que o empreendedor exerça sua atividade com tranquilidade e estrutura e tome as melhores decisões sobre os seus negócios. Essa é a proposta o Tirol Office, um escritório compartilhado que reúne em um só lugar salas de atendimento, espaços para coworking, auditório e salas de reuniões – uma para doze e outra para seis pessoas – além do espaço para aquele cafezinho.

A proposta do Tirol Office, que fica na avenida Afonso Pena, em Natal, é facilitar a vida de profissionais liberais, pequenos empreendedores e startups que não possuem um ponto fixo de trabalho. Os espaços são alugados por demanda para reuniões, tomada de decisões, trabalhos temporários. Basta reservar o local por um período de horas e por um valor bastante acessível. O escritório compartilhado ainda possui uma equipe capacitada, com serviço de manutenção, vendas e atendimento, portaria e recepção, além de oferecer gerenciamento de correspondência e endereço fiscal. Atualmente, além dos associados que utilizam eventualmente o espaço, há empresas com sede fixa no endereço, usufruindo de toda o suporte para o trabalho.

Foto: Divulgação

“A gente investe muito na qualidade do nosso atendimento, do nosso espaço. Todos os meses fazemos algum tipo de modificação para nos adequarmos ao que surge de novidade. A manutenção do prédio também é muito importante. Sempre ter tudo organizado, funcional e limpo para que o cliente esteja satisfeito e possa desempenhar bem o seu trabalho”, destacou Augusto Cunha Lima, proprietário do Tirol Office.

Um dos destaques do Tirol Office é o espaço para coworking, uma das tendências no mundo dos pequenos negócios. O local reúne pessoas que não trabalham necessariamente para a mesma empresa ou na mesma área de atuação e que estão ali, lado a lado, compartilhando do mesmo espaço de trabalho. A grande vantagem é o baixo custo e a oportunidade de criar uma rede de contatos, o famoso networking.

Foto: Divulgação

“É uma forma diferente de trabalhar, mais aberta, convivendo com outras realidades. Um advogado pode trabalhar ao lado de um contador, de um consultor. Essas pessoas se relacionam, almoçam juntas, criam um grande networking e isso vira uma grande empresa, com um custo baixo, sem a necessidade de alugar uma sala, mobiliar, colocar internet, segurança”, explicou Augusto Cunha Lima.

A tendência é que escritórios compartilhados como esse se tornem mais comuns nos próximos anos, o que faz o empresário cogitar a abertura de mais um espaço desse tipo em 2020. “A gente quer que as pessoas tirem os fones do ouvido e escutem o que os outros estão falando, num espaço agradável, onde podem surgir vários negócios e oportunidades”, finalizou.

Assessoria de Comunicação

Otaviano Costa começa a gravar seu último trabalho na Globo

Divulgação / TV Globo

Após a enorme repercussão do anúncio de sua saída da Globo, o ator e apresentador Otaviano Costa decidiu continuar na emissora carioca para realizar um último trabalho, uma participação na nova temporada da ‘Escolinha do Professor Raimundo’.

Segundo informações da colunista Fábia Oliveira, do jornal ‘O Dia’, Otaviano começará a gravar seu último trabalho na Globo nesta terça-feira (14). O ator, que interpreta o personagem Seu Ptolomeu, estará presenta nesta leva de episódios do humorístico que vai estrear no segundo semestre deste ano.

“Assim, eu fecho meu ciclo com a Globo. Por enquanto, é isso e nada mais”, disse Otaviano para a colunista.

NOTÍCIAS AO MINUTO

 

Propostas sobre Fundeb vitalício ganham força no Senado

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Relatórios de duas propostas de emenda à Constituição que querem tornar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) uma política vitalícia devem ser concluídos esta semana e apreciados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ainda em maio.

Uma dessas PECs, a 33/19, foi apresentada no final de março pelo senador Jorge Kajuru (PSB – GO) e tem como relator o senador Zequinha Marinho (PSC – PA). A assessoria de Marinho diz que uma primeira versão do relatório foi concluída, mas está sendo aperfeiçoada para ser apresentada durante esta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A outra, a PEC 65/2019 – apresentada depois da reunião dos governadores em Brasília na última semana – é do senador Randolfe Rodrigues (Rede- AP) e tem o senador Flávio Arns (Rede -PR) como relator. Segundo Arns, que não era membro da CCJ e entrou no colegiado no lugar de Randolfe só para se dedicar à relatoria da proposta, a ideia é votar o texto o quanto antes. “O fim da vigência do Fundeb é muito preocupante, pois pode gerar uma desorganização e perda de recursos aplicados na educação básica pela União. Por isso, é fundamental avançarmos com essa PEC para que possamos garantir a sua permanência e aperfeiçoar o ensino no país”, avaliou.

O senador acredita que a proposta criará um clima de mais segurança e tranquilidade para o Brasil, já que a vigência do Fundeb termina no ano que vem.

Governadores

O assunto ganhou força na última semana depois ter sido tema de conversas em Brasília entre governadores e o presidente da República, Jair Bolsonaro. Os chefes dos Executivos estaduais também tiveram audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para tratar do assunto.

Em dificuldades financeiras, eles são unânimes em dizer que é impossível perder os recursos que começaram a ser pagos em 2007. Só no ano passado, o Fundeb realocou cerca de R$ 148 bilhões em recursos, usados para pagamento de salários e manutenção de creches e escolas. O pedido pela manutenção do Fundo é um dos seis pontos de uma carta entregue a Bolsonaro.

Fundeb

O Fundeb cobre toda a educação básica, da creche ao ensino médio, e é a principal fonte para o pagamento dos professores da rede pública em todo o país. O fundo ainda pode ser usado para a manutenção de escolas, aquisição de material didático e capacitação dos docentes, entre outras despesas.

É formado por dinheiro proveniente dos impostos e das transferências obrigatórias aos estados, Distrito Federal e municípios (fundos de participação constitucionais). Além desses recursos, a União faz aporte complementar em alguns estados o que, no ano passado, representou R$ 13 bilhões. O recurso da União é repassado quando o valor por aluno no estado não alcança o mínimo definido nacionalmente (atualmente, R$ 3.016,17 ao ano).

Em cada estado, os recursos apurados são redistribuídos conforme o número de alunos das redes de ensino estaduais e municipais. O Fundeb foi instituído pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1996.

Texto

Uma das principais diferenças entre as PECs é que a apresentada por último, pelo senador Randolfe, inclui algumas sugestões de governadores como a implementação do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), a oferta de educação em tempo integral em no mínimo 50% das escolas públicas, a política de valorização dos profissionais da educação básica pública e a destinação de 10% do Produto Interno Bruto para a educação pública.

Esse mesmo texto estabelece ainda que a Complementação Custo Aluno-Qualidade Inicial da União ao Fundeb será de no mínimo 40%, sendo ampliada progressivamente a partir do percentual de 20% no primeiro ano de vigência do novo Fundeb. Outro ponto da proposta prevê que 75% de cada fundo seja destinado ao pagamento dos profissionais da educação básica pública em efetivo exercício, para assegurar a aplicação dos recursos dos fundos para a remuneração e valorização dos profissionais da educação.

CCJ

Segundo a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), de maneira geral, quando não há acordo entre os autores de propostas sobre o mesmo tema, a votação de um texto não impede a de outro. “Todas podem ser votadas na CCJ”, garantiu . A partir da daí, explicou à Agência Brasil, por decisão da Mesa Diretora da Casa, podem ser apensadas em plenário. Simone, que tem por hábito fechar a pauta do colegiado às quintas-feiras pela manhã, disse que se os relatórios chegarem até lá, pode pautar o assunto para a próxima semana.

Tramitação

Se aprovados na CCJ do Senado, as PECs sobre o Fundeb seguem direto para o plenário da Casa, por onde precisam passar por outros dois turnos de votação. Vencida essa etapa as propostas seguem para deliberação da Câmara dos Deputados.

A discussão não é nova no Congresso onde pelo menos outras duas PECs sobre o assunto tramitam. Além da PEC 15/2015, da ex-deputada federal Raquel Muniz, há ainda a PEC 24/2017, da ex-senadora e atual deputada federal Lídice da Mata (BA).

Agência Brasil

Já apelidado de “deputado de férias”, Robinson Faria passa em teste de popularidade em Natal

Foto: Reprodução

O ex-governador Robinson Faria passou no “teste drive político”. Nas redes sociais o líder estadual do PSD comemora a aceitação popular. “Almoçando aqui no Natal Shopping e muito feliz com o carinho das pessoas”, ressalta Robinson.

Robinson disputou um cargo eletivo pela primeira vez em em 1986, elegendo-se deputado estadual no Rio Grande do Norte, sendo então, o deputado mais jovem da Assembleia Legislativa na época, com 27 anos. Foi reeleito seis vezes, ocupando os cargos de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por duas vezes, primeiro secretário, vice-presidente e presidente da Assembleia Legislativa por quatro biênios (2003-2006/2007-2010). Na sua gestão em 8 de outubro de 2003 foi criada a TV Assembleia, primeira TV legislativa do Norte-Nordeste do Brasil.

Nas eleições estaduais no Rio Grande do Norte em 2010, elegeu-se vice-governador potiguar, na chapa encabeçada por Rosalba Ciarlin, acumulando o cargo de vice-governador e titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos durante dez meses, quando ao fim da gestão anunciou a ida ao bloco de oposição ao governo de Rosalba Ciarlini do qual foi vice-governador, e que encerrou o mandato com uma aprovação de apenas 7%, a menor do Brasil.

Nas eleições estaduais em 2014 elegeu-se governador potiguar, derrotando, no segundo turno, o político e candidato Henrique Eduardo Alves. Com 100% das urnas apuradas, Robinson Faria atingiu 54,42% dos votos, contra 45,58% do adversário.

Nas eleições estaduais em 2018 Robinson Faria candidatou-se à reeleição pelo PSD, tendo como vice o administrador Tião Couto, na coligação ‘Trabalho e Superação’ composta por PRB, PTB, PPS, PMB, PTC, PSB, PRP, PSDB, PSD, AVANTE e PROS.

Em meio a crises de segurança pública e atrasos nos pagamentos dos servidores públicos, sofreu duras críticas durante a eleição embaladas pela reprovação do governo que, de acordo com o IBOPE, atingiu 57% em setembro, provocando desgaste de sua imagem. Foi derrotado ainda no primeiro turno, obtendo 192.037 votos válidos (11,85%), ficando em terceiro lugar atrás do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e da senadora Fátima Bezerra (PT), que se classificaram para o segundo turno. Faria declarou neutralidade na disputa de segundo turno para o Governo do Estado, já na disputa presidencial declarou, desde o primeiro turno, apoio ao deputado Federal Jair Bolsonaro.

Depois de deixar o governo com a imagem política desgastada, Robinson Faria, após quatro meses sem mandato, parece manter intacta a base política que mantém na região Agreste potiguar, agora ampliada em todo o RN, condição que favorece o ex-governador a receber o apelido de “deputado de férias”. Nas redes sociais o nome de Robinson Faria também aparece para disputar a Prefeitura de Natal em 2020.

Fonte/ Dalton Emereciano

Corinthians e Flamengo vivem situações financeiras opostas

Foto: Paulo Whitaker/Reuters

O Corinthians recebe nesta quarta-feira o Flamengo na arena em Itaquera, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida colocará frente a frente os times que conseguiram os melhores contratos de TV, ambos com a Rede Globo, e que motivaram a revolta do Palmeiras – o clube alviverde ainda não fechou contrato para a TV aberta e pay-per-view e na fechada tem vínculo com a Turner.

O Corinthians espera faturar pelo menos R$ 240 milhões com a Globo neste ano, de acordo com seu balanço financeiro. O Flamengo não divulgou valores, mas os números são semelhantes. O dinheiro de um e outro pode ser maior ou menor porque há variáveis no contrato, como porcentagem referente ao número de jogos exibidos e mais um valor pago de acordo com o desempenho.

Apesar de estarem em padrão de igualdade, as realidades financeiras das equipes são quase opostas. “O Flamengo vem de reestruturação financeira muito grande nos últimos cinco anos: reduziu despesas e fez caixa. Por isso, nos últimos dois, está com patamar financeiro mais interessante para contratar e pagar bons salários. O clube não depende só da TV, é o segundo que mais arrecada com patrocínios, tem a bilheteria… são fontes de receitas diversificadas”, informou Pedro Daniel, líder de esportes da EY, empresa de consultoria.

O clube paulista vive momento mais complicado por causa da dívida de seu estádio, que hoje é de R$ 1,1 bilhão – mensalmente, o Corinthians tem de desembolsar R$ 6 milhões para pagar o financiamento junto ao BNDES e isso compromete quase toda a bilheteria. “O clube fica muito refém da TV. E fica com dificuldade em termos competitivos para poder contratar e pagar seus principais atletas”, analisou Daniel.

Os números divulgados pelo site Transfermaket exemplificam um pouco o que o analista comentou sobre os clubes. O Corinthians investiu 6,59 milhões de euros (cerca de R$ 29,5 milhões) em contratações nos últimos 12 meses, enquanto o Flamengo gastou 51 milhões de euros (R$ 228 milhões).

Apesar de ter trazido 12 jogadores para a atual temporada, além do técnico Fábio Carille, o presidente Andrés Sanchez estipulou um teto salarial e reduziu a folha 4% em relação a 2018. Hoje paga mensalmente algo em torno de R$ 11 milhões.

O Flamengo investiu alto nas contratações e só de salário para o atacante Gabriel gasta cerca de R$ 1,25 milhão – o jogador está emprestado pela Inter de Milão. A folha salarial do elenco está em torno de R$ 15 milhões.

“Em curto prazo o Corinthians não tem como competir com o Flamengo. Para conseguir isso, precisa antes de qualquer coisa, de alguma maneira, reduzir despesa e com o tempo fazer caixa para poder contratar atletas de peso. O Flamengo fez a lição de casa recentemente e colhe os frutos”, encerrou Daniel.

Notícias ao Minuto

Justiça nega reintegração de ex-policial envolvido no caso Amarildo

Foto: Reprodução

A Justiça do Rio julgou improcedente o pedido de reintegração à Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro de Wellington Tavares da Silva, um dos policiais investigados pelo desaparecimento, em julho de 2013, do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, morador da Favela da Rocinha, na zona sul da capital fluminense.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) atuou contra o pedido feito pelo ex-servidor. O policial foi demitido como resultado de um processo administrativo disciplinar. O ex-policial recorreu da decisão, mas a Justiça não acatou a ação, mantendo o resultado do processo administrativo.

Condenações

Ao todo, 25 policiais foram processados pelo desparecimento de Amarildo de Souza. Um deles morreu antes da decisão, e 12 foram condenados pelo sequestro, tortura, morte e ocultação do cadáver de Amarildo.

A pena mais rigorosa foi a do então comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, major Edson Santos, condenado a 13 anos e sete meses de prisão. A decisão que decretou a prisão dos policiais também determinou que eles perdessem a função pública.

Agência Brasil

STJ julga hoje habeas corpus de Michel Temer

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga nesta terça-feira (14) pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Michel Temer. O caso será analisado, a partir das 14h, pela Sexta Turma do tribunal, responsável pelo julgamento de questões criminais.

Na semana passada, Temer foi preso, pela segunda vez, por determinação da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado no Rio de Janeiro. O colegiado derrubou decisão individual do desembargador Ivan Athié, que havia concedido liberdade a Temer.

No dia 21 de março, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a prisão preventiva de Temer pela primeira vez. Na ocasião, o ex-presidente foi levado ao Rio de Janeiro, onde ficou preso por quatro dias na Superintendência da Policial Federal (PF) na capital fluminense, sendo liberado em 25 de março, conforme liminar concedida pelo desembargador.

O ex-presidente é investigado na Operação Descontaminação, da PF, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de R$ 1,8 bilhão nas obras da Usina Nuclear Angra 3.

A defesa de Michel Temer afirma no pedido de habeas corpus que o ex-presidente não praticou nenhum crime e não há fundamentos para justificar a prisão.

“O paciente [Temer] nunca integrou organização criminosa nem praticou outras modalidades de crime, muito menos constitui ameaça à ordem pública. Sua liberdade não coloca em risco a instrução criminal, nem a aplicação da lei penal. Teve sua prisão preventiva decretada, sem que se indicasse nenhum elemento concreto a justificá-la”, diz a defesa.

A Sexta Turma é composta pelos ministros Nefi Cordeiro, Laurita Vaz, Rogerio Schietti e Antonio Saldanha Palheiro, relator do caso. Sebastião Reis Júnior se declarou impedido e não vai participar do julgamento, que contará apenas como quatro votos. Caso haja empate na votação, Temer poderá ser beneficiado com resultado positivo para ganhar liberdade.

Outro acusado, João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, amigo de Temer, também está preso e recorreu ao STJ. Até o momento, não foi confirmado se o caso também será julgado.

Agência Brasil

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