Nessa terça-feira (10), data que marca o 11º dia dos confrontos no Oriente Médio, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Mike Johnson, manifestou otimismo quanto ao desfecho das operações militares contra o Irã.
Segundo o parlamentar, a intervenção possui uma “propositadamente limitada em escopo e missão” e os objetivos traçados pelas forças americanas estariam em fase final de execução. “Está quase concluída”, declarou Johnson durante coletiva de imprensa, reforçando sua crença de que a tarefa delegada às tropas está sendo finalizada com êxito.
O congressista também aproveitou o pronunciamento para tranquilizar a população americana a respeito da instabilidade econômica gerada pelo conflito. Johnson descreveu a recente elevação no custo da gasolina nos Estados Unidos como um “problema temporário”. De acordo com sua análise, o mercado de combustíveis deve apresentar sinais de recuperação em breve, estimando que levará “algumas semanas para os preços do combustível voltarem ao normal”.
A perspectiva de Johnson caminha em sintonia com os posicionamentos recentes de Donald Trump, que também indicou a proximidade do fim dos combates. Na segunda-feira, 9, em conversa com a CBS News, Trump defendeu que a guerra deve cessar em curto prazo, embora tenha feito uma ressalva pessoal sobre a percepção do cenário:
“O fim só está claro para mim, para mais ninguém”. Entretanto, essa visão otimista não é unânime dentro da estrutura de defesa dos Estados Unidos; o Pentágono havia sinalizado anteriormente uma postura mais cautelosa, afirmando que o país “mal começaram a lutar”.
No campo de batalha, o discurso de encerramento contrasta com as atualizações vindas de Teerã. O exército do Irã comunicou nesta terça-feira ter realizado ofensivas bem-sucedidas contra alvos estratégicos em território israelense, atingindo um posto militar e uma unidade de inteligência.
A nota oficial da corporação, veiculada pela agência Tasnim, detalha o uso de “drones destrutivos” para atacar uma instalação em Haifa e uma central de processamento de dados de satélites de espionagem. Segundo o comando iraniano, o complexo bombardeado “desempenha um papel fundamental na produção de armas e é de grande importância estratégica para fortalecer as capacidades de combate do inimigo”.
O Comando Central dos EUA divulgou um vídeo na terça-feira (10) afirmando mostrar ataques a embarcações e navios lança-minas iranianos.
O Exército dos EUA “eliminou” 16 navios lança-minas iranianos perto do Estreito de Ormuz na terça-feira, disse o Comando Central dos EUA em um comunicado, enquanto o presidente Donald Trump alertava que quaisquer minas lançadas pelo Irã no Estreito devem ser removidas imediatamente.
A Reuters não conseguiu verificar a localização e a data do vídeo. Nenhuma versão anterior da filmagem foi encontrada online antes de 10 de março.
Trump havia dito anteriormente que os EUA haviam “destruído completamente” 10 navios lança-minas inativos.
Em aparente resposta a reportagens da mídia iraniana de que o Irã havia começado a lançar minas na hidrovia, uma passagem crucial para o transporte de petróleo, Trump publicou no Truth Social: “Se o Irã lançou alguma mina no Estreito de Ormuz, e não temos relatos disso, queremos que elas sejam removidas, IMEDIATAMENTE!”
Ele afirmou que, se Teerã não o fizesse, enfrentaria consequências militares, sem fornecer detalhes.
Trump também disse que os EUA estavam usando a mesma tecnologia empregada contra traficantes de drogas para “eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o Estreito de Ormuz”.
Nos últimos meses, os EUA realizaram uma série de ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental que transportavam drogas de seus aliados, matando dezenas de pessoas.
O Pentágono afirmou na terça-feira que estava atacando navios iranianos lançadores de minas e instalações de armazenamento de minas.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã já interrompeu efetivamente o transporte de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, ao longo da costa iraniana, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, tornou facultativa a ida de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, à CPMI do INSS. “Defiro o pleito formulado na petição para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultativa, deixando a cargo do requerente a decisão de comparecer, ou não”, diz a decisão, protocolada nesta terça-feira (10). A oitiva do ex-sócio estava marcada para esta quarta-feira (11).
No documento, o ministro diz que, caso Ferreira decida comparecer, ele assegura “nos termos da jurisprudência”, o direito ao:
Silêncio;
Assistência por advogado;
Não ser submetido ao compromisso com a verdade;
Não sofrer constrangimentos físicos ou morais;
A relação de Lima com o Master começou em 2019, após o banco incorporar a Credcesta. Ele teria deixado a sociedade em 2024 e chegou a ser preso em novembro de 2025, na Operação Compliance Zero.
Lima é controlador do Banco Pleno e sua primeira e única reunião de Lima como diretor-presidente do Pleno foi realizada em 11 de setembro, cerca de um mês após a transferência de controle societário ser aprovada pela autarquia. O encontro ocorreu por meio de videoconferência com Aquino e Gomes.
O senador Carlos Viana reagiu à decisão de Mendonça e classificou-a como uma “interferência no trabalho do Parlamento”. “Decisões monocráticas como essa acabam atrasando e dificultando o trabalho do Congresso Nacional na busca de respostas ao povo brasileiro sobre as graves irregularidades investigadas na Previdência Social”, escreveu o presidente da CPMI, acrescentando que ” a CPMI foi criada justamente para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos no escândalo que atingiu aposentados e pensionistas em todo o país.”.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi feito após declarações públicas de sindicatos do setor informarem que distribuidoras teriam elevado os preços de venda para os postos, alegando alta no preço internacional do petróleo em razão de um conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio.
No entanto, até o momento, a Petrobras não anunciou reajuste nos preços praticados nas refinarias, o que levantou suspeitas sobre a justificativa apresentada.
Possível prática anticoncorrencial
Diante do cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado de combustíveis.
Segundo o órgão, o aumento simultâneo pode indicar tentativa de influência ou adoção de conduta comercial uniforme entre concorrentes, o que pode configurar infração econômica.
A secretaria ressaltou que o pedido faz parte do monitoramento permanente das práticas comerciais, com o objetivo de garantir transparência e proteger os consumidores.
Procon Natal fiscaliza postos na capital
Em paralelo, o Procon Natal iniciou uma fiscalização em postos de combustíveis da cidade de Natal para verificar os preços cobrados da gasolina.
A ação começou na última quinta-feira (5) após registros de aumento no valor do combustível em diversos estabelecimentos. Na manhã desta segunda-feira (9), o preço da gasolina chegou a R$ 6,99 em alguns postos da capital potiguar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nessa terça-feira (10) que Darren Beattie, assessor de Donald Trump, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita fosse realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. Os visitantes deverão realizar o cadastro prévio que permite a visita.
Porém, Moraes deixou claro em sua decisão que as visitas só podem acontecer às quartas-feiras e aos sábados. “As visitas passarão a ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, com o ingresso simultâneo de até 2 (dois) visitantes, dos quais um deverá ser necessariamente maior de 18 (dezoito) anos, nos horários de 8h às 10h; 11 às 13h; ou 14h às 16h”, determinou o ministro.
“Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação, para segunda (16/3) ou terça (17/3) feiras, conforme solicitado pela Defesa, uma vez que os visitantes devem ser adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário, no sentido de resguardar a organização administrativa e a segurança”, completou.
Mais cedo, Jair Bolsonaro pediu ao STF a autorização para receber a visita de Darren Beattie. Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado norte-americano e é responsável pelos assuntos ligados ao Brasil. A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu como “indelicadeza” o convite feito pelo presidente eleito do Chile, José Antônio Kast, para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareça à cerimônia de posse, nesta quarta-feira (11).
A avaliação feita pelo presidente brasileiro a aliados é de que, apesar do gesto inicial de ponderação feito por Kast, o convite ao adversário do petista no processo eleitoral deste ano demonstra falta de diplomacia por parte do novo presidente chileno.
Além de Flávio, Kast convidou Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o que irritou ainda mais Lula. O ex-deputado é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por coação em processo judicial.
O episódio, no entanto, segundo diplomatas brasileiros, não deve representar uma interrupção no diálogo entre Lula e Kast, já que é considerado menor em comparação às críticas a Lula feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei.
Deputados da oposição defendem que o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, seja convocado para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Os parlamentares querem que o secretário explique o atraso do Governo do Estado no repasse, aos bancos, de parcelas de empréstimos consignados contratados por servidores públicos.
O pedido de convocação partiu do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL). Em pronunciamento no plenário da Assembleia nesta terça-feira 10, ele disse que a Casa precisa ter acesso às informações sobre os atrasos antes das renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do secretário Cadu Xavier (PT), que estão previstas para o início de abril.
“Nós não podemos mais aguardar. A governadora está dizendo que vai ser candidata. Para isso ocorrer, até dia 4 de abril, ela tem que deixar o Governo. E vai deixar o Governo sem essa explicação? É inadmissível. É uma falta de respeito muito grande do Executivo para com o Legislativo. Nós temos que dar uma resposta ao servidor público estadual. Está passando da hora”, afirmou Gustavo Carvalho.
O parlamentar citou, ainda, que pretende apresentar pedido para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação. Segundo ele, já há apoio de oito parlamentares para a iniciativa — número suficiente.
A discussão ocorre em meio às denúncias de atraso no repasse de valores descontados em folha de pagamento dos servidores ao Banco do Brasil. O Sindicato dos Servidores da Administração Direta (Sinsp) afirma que o Governo do Estado está, desde julho de 2025, descontando parcelas de empréstimos consignados na folha de pagamento, mas sem repassar os valores ao Banco do Brasil. A situação teria provocado bloqueio de novos empréstimos e até negativação de servidores em serviços de proteção ao crédito.
A dívida do Estado com o Banco do Brasil já passa dos R$ 600 milhões, segundo informações levantadas pelo Sinsp.
Presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização, o deputado Luiz Eduardo (PL) afirmou que o requerimento de convocação será votado nesta quarta-feira 11 no colegiado. O parlamentar ressaltou que a linha de crédito consignado serve como um “socorro” para os servidores em momentos de dificuldade, seja para exames de alta complexidade, reformas de moradia ou manutenção de veículos. Além do impacto direto na vida dos funcionários públicos, o parlamentar alertou para o prejuízo ao comércio local, uma vez que esses recursos não estão circulando na economia.
“Há oito meses não é repassado o consignado do Estado. O governo retém o recurso e não repassa para o banco. O Governo Fátima tem uma grande dificuldade de pagar. É um mau pagador. Esse consignado tem trazido muitos problemas para os servidores”, afirmou Luiz.
Ao tratar do assunto, José Dias (PL) afirmou que o volume de recursos mencionados no debate seria equivalente à dívida com servidores deixada pelo Governo Robinson Faria, que antecedeu Fátima Bezerra, e defendeu que o governo apresente esclarecimentos sobre os valores descontados dos servidores e os repasses às instituições financeiras. “É absurdamente volumoso o que está sendo retido dos funcionários públicos do estado”, declarou o deputado.
PEC dos Consignados
Na semana passada, Gustavo apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de reforçar a proteção aos servidores públicos em operações de empréstimo consignado.
A proposta estabelece que os valores descontados diretamente da remuneração dos servidores não podem ser utilizados pelo Estado para outras finalidades nem gerar prejuízos ao trabalhador caso o repasse às instituições financeiras não ocorra dentro do prazo.
Em justificativa anexada à proposta, o deputado argumenta que o Estado atua apenas como intermediário entre o servidor e a instituição financeira e, por isso, não poderia utilizar esses recursos em seu fluxo financeiro.
“Isso é crime, isso é apropriação indébita”, destacou Gustavo Carvalho, afirmando que não tem tido sucesso na busca de informações oficiais sobre o atraso. Ele afirmou que já acionou, além do próprio governo e do Banco do Brasil, instituições como o Ministério Público Estadual e o Banco Central — sem êxito.
Explicações
No fim de agosto de 2025, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, fez uma exposição na Comissão de Administração da Assembleia Legislativa e reconheceu os atrasos nos pagamentos. Em conversa com os deputados estaduais, ele afirmou que os débitos seriam quitados até dezembro, o que não ocorreu.
Na ocasião, o secretário informou que o Estado possuía cerca de 106 mil servidores ativos, dos quais 50 mil tinham algum tipo de consignação em folha, como empréstimos, contribuições sindicais e descontos de planos de saúde e associações. No total, eram 259 mil operações que somavam cerca de R$ 96 milhões por mês. O Banco do Brasil concentra 82% desse valor, em torno de R$ 73,5 milhões. Segundo Cadu Xavier, os repasses estavam regulares para associações e demais instituições financeiras, mas pendentes com o Banco do Brasil.
Ele admitiu também que os atrasos nos consignados acontecem porque a prioridade do governo é manter o pagamento da folha em dia. Segundo Cadu Xavier, se os consignados fossem pagos, faltaria dinheiro para pagar salários.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu parecer favorável à condenação do vereador de Natal Stanley Luciano da Silva Nascimento, conhecido como Luciano Nascimento, por uso indevido de recursos públicos. O posicionamento foi apresentado nesta terça-feira (10) no âmbito de uma ação popular que questiona a destinação de verba municipal para a realização de um evento com o nome do próprio parlamentar.
A ação foi ajuizada pelo advogado Dayvson Marques de Moura, que questiona a legalidade da destinação de recursos públicos para custear o evento. Segundo o processo, em 2022 foram utilizados R$ 20 mil do erário municipal no custeio do “Aniversário Beneficente do Vereador Luciano Nascimento”.
De acordo com os autos, o recurso utilizado no evento teve origem em emenda parlamentar indicada pelo próprio vereador homenageado, o que, na avaliação do Ministério Público, caracteriza desvio de finalidade na execução do orçamento público.
No parecer encaminhado à 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, o promotor de Justiça Christiano Baía Fernandes de Araújo afirma que ficou comprovado que a despesa pública foi realizada para atender interesses de autopromoção do agente político.
Para o Ministério Público, a conduta viola princípios constitucionais da administração pública, especialmente os da impessoalidade e da moralidade administrativa, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. O dispositivo estabelece que atos, programas ou campanhas custeados com recursos públicos não podem conter elementos que caracterizem promoção pessoal de autoridades.
Diante disso, o promotor opinou pela procedência parcial da ação popular e pela condenação do vereador à restituição integral do valor gasto — R$ 20 mil — ao erário do Município de Natal, com acréscimo de juros e correção monetária a partir da citação no processo.
O parecer também esclarece que a ação popular tem limites jurídicos específicos. Esse tipo de instrumento, que pode ser apresentado por qualquer cidadão, busca anular atos considerados lesivos ao patrimônio público e garantir a reparação dos danos causados aos cofres públicos.
Por essa razão, o Ministério Público rejeitou os pedidos feitos na ação que solicitavam o afastamento do vereador do cargo ou outras sanções político-administrativas, por entender que tais medidas não podem ser aplicadas nesse tipo de processo.
Apesar disso, o parecer aponta que outras vias institucionais podem ser adotadas para apurar a conduta do parlamentar. Uma delas seria a eventual abertura de ação de improbidade administrativa pelo próprio Ministério Público, caso o órgão entenda que há elementos suficientes para isso.
Outra possibilidade é a abertura de processo político-administrativo na Câmara Municipal de Natal, que possui competência para investigar a conduta de seus membros e, se for o caso, deliberar sobre eventual cassação de mandato.
O processo tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal sob o número 0907404-09.2025.8.20.5001 e agora aguarda decisão judicial. Conforme os autos, o vereador não apresentou contestação dentro do prazo legal estabelecido.
A Polícia Civil investiga se a mulher presa no caso da morte de um homem após um ataque de pitbull em Extremoz, na Grande Natal, cometeu outros crimes, dessa vez, no município de Ceará-Mirim. O caso aconteceu na sexta-feira (7) em uma casa localizada na Rua Marechal Cunha Machado, no conjunto Portal do Sol. Ela foi presa no último domingo (8). A vítima foi identificada como Paulo Montanha, de 62 anos.
A polícia teve acesso a áudios no qual a tutora do animal fala sobre supostos crimes. De acordo com a delegada adjunta de Extremoz, Ana Beatriz Alves, a suspeita confirma que é ela nas gravações, porém nega que as informações são verídicas. “Ela fala que ela criou essas informações”, disse a delegada.
Ainda de acordo com a delegada, todo o material está de posse da Polícia Civil e está sendo investigado. “Como se tratam de supostos cometimentos de crime em outro município, que no caso é Ceará-Mirim, está sob a investigação das unidades de Ceará-Mirim”, completou.
O caso De acordo com a delegada adjunta de Extremoz, Ana Beatriz Alves, a Polícia Civil iniciou as investigações após receber uma denúncia de que o ataque do pitbull não teria sido um acidente, mas que se tratava de um caso de homicídio. A polícia teve acesso a mensagens e áudios trocados entre a suspeita e uma testemunha que levantou a suspeita que o caso se tratava de um crime.
“Nesse conteúdo, nós encontramos elementos de informação que, de fato, convergiam para o cometimento de crime”, disse.
A delegada disse ainda que ao chegar ao local do fato, a suspeita relatou que havia se tratado de um acidente, que o animal teria se soltado e saído de um cômodo e avançado em direção à vítima.
“A versão inicial da investigada era a de que, de fato, a porta estaria fechada sem estar trancada e que o cachorro teria aberto essa porta, considerando que ele é um cachorro de grande porte, ele teria ficado em pé e teria aberto a alavanca desse cômodo e saído de lá em direção à vítima. Porém, no interrogatório, a interrogada chegou a afirmar que achava que tinha deixado essa porta aberta”, afirmou a delegada.
Ainda de acordo com a delegada Ana Beatriz, a mulher teria mudado a versão mais uma vez, voltando para a versão de que teria fechado essa porta, só não trancado.
Demora para chamar o socorro Ainda de acordo com a delegada, a suspeita relatou à polícia que teria tentado salvar a vítima, arrastando da parte externa da casa, onde ele estava trabalhado, e levando para o banheiro do imóvel para prestar o socorro.
“Ela alega ter cortado a calça dele com uma faca e ter tentado realizar um torniquete, tendo em vista que a lesão teria sido na parte mais abaixo da perna. Ela fala também que acionou os serviços de atendimento, de prestação de socorro à Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)”, disse.
Porém, segundo a delegada, houve um lapso temporal entre o ataque da vítima e o acionamento do Samu. A mulher trocou mensagens e fez ligação com uma irmã por volta das 12h08, e alegou na conversa que só teria acionado a ambulância por volta das 12h29.
De acordo com a delegada a mulher deve permanecer presa por pelo menos 30 dias. A polícia ainda aguarda o resultado do laudo necroscópico e a perícia em dois celulares da suspeita.
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