Comerciantes que atuam no Mercado da Redinha serão recebidos na próxima segunda-feira (3) pelo chefe da Casa Civil da Prefeitura do Natal, Sérgio Freire. A reunião servirá para discutir a possível reabertura do mercado, que está fechado desde 26 de janeiro, após o encerramento do Festival Boteco de Natal.
Nesta sexta-feira (31), comerciantes fizeram um protesto em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura, e foram recebidos pelo adjunto da Casa Civil, Dickson Nasser Júnior, que se comprometeu a levar as demandas da categoria para o prefeito Paulinho Freire (União Brasil).
Como mostrou a 98 FM, a Prefeitura do Natal decidiu manter o Mercado da Redinha fechado até que seja realizada a licitação para escolha do operador privado que vai administrar o espaço. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira em uma reunião dos secretários Arthur Dutra (Concessões e Parcerias) e Felipe Alves (Serviços Urbanos) com os comerciantes da região. A vereadora Samanda Alves (PT) também participou do encontro.
Os comerciantes pediam que o mercado funcione pelo menos de quinta a domingo até o Carnaval, para que eles aproveitassem a movimentação da alta estação, mas os secretários alegaram que o mercado só deverá reabrir com a concessionária escolhida em licitação.
Recém-reformado pela Prefeitura do Natal, o Mercado da Redinha ficou aberto entre 26 de dezembro e 26 de janeiro para a realização do Festival Boteco de Natal. Com o fim do festival, o mercado fechou e a abertura definitiva está prevista apenas para quando houver o contrato com uma concessionária. A licitação para escolha do operador deve ocorrer entre fevereiro e março.
Na madrugada desta quinta-feira (30), uma igreja localizada na avenida João Medeiros Filho, na Zona Norte de Natal, foi alvo de um arrombamento. Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) ao ser flagrado deixando o local com sacolas contendo alimentos que haviam sido furtados do interior do templo religioso.
De acordo com informações do 4º Batalhão da PM, os policiais foram acionados por moradores da região, que relataram ter ouvido batidas de marreta por volta das 2h. Ao chegarem ao local, a equipe encontrou um homem saindo da igreja carregando sacolas com os produtos furtados.
Durante a ocorrência, policiais constataram que uma abertura havia sido feita na parede com o uso de uma marreta. Além disso, portas e armários foram quebrados e revirados, indicando que o suspeito vasculhou o local em busca de itens para levar.
O homem foi detido no local e encaminhado à Delegacia de Plantão da Zona Norte, onde aguardava a realização da audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (30). A identidade do suspeito e a motivação do crime ainda não foram divulgadas pelas autoridades.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar as circunstâncias do arrombamento e se o suspeito agiu sozinho ou com a participação de outras pessoas. A igreja, que teve parte de sua estrutura danificada, ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
O suspeito responderá pelos crimes de arrombamento e furto, além de danos ao patrimônio. A audiência de custódia deve definir as medidas judiciais a serem tomadas.
Trinta e seis deputados filiados a cinco partidos que integram a base de Lula assinam pedido de impeachment do presidente previsto para ser protocolado na Câmara, na semana que vem. Parlamentares do MDB, União Brasil, PSD, Republicanos e PP se juntaram ao PL e a outras legendas de oposição para cobrar o afastamento do mandatário.
Essas legendas – que aderiram ao governo, mas possuem núcleos bolsonaristas – estão distribuídas da seguinte maneira na Esplanada:
O União Brasil tem três ministros: Juscelino Filho (Comunicações), Celso Sabino (Turismo) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional);
O PSD também conta com três representantes no primeiro escalão do governo Lula: Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura) e André de Paula (Pesca);
O MDB é representado pelos ministros Renan Filho (Transportes), Jáder Filho (Cidades) e Simone Tebet (Planejamento);
Já o PP conta com o Ministério do Esporte, chefiado por André Fufuca, ex-líder da sigla na Câmara;
O Republicanos comanda Portos e Aeroportos com o deputado Silvio Costa Filho.
De autoria do deputado Rodolfo Nogueira (PL), o pedido de impeachment soma até o momento 117 signatários e tem como base irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC).
O pedido de afastamento conta ainda com o apoio de parlamentares de Cidadania, Podemos, Novo e PRD. A coleta de assinaturas teve início após o TCU bloquear recursos bilionários destinados ao Pé-de-Meia, principal aposta do governo Lula na área da educação.
Esse programa fornece incentivo financeiro para estudantes do Ensino Médio inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O benefício, de acordo com o governo federal, funciona como uma poupança, paga em parte ao fim de cada ano letivo. O objetivo é evitar a evasão escolar dos jovens em situação de vulnerabilidade social.
Congressistas de oposição denunciam haver “pedalada fiscal”, uma vez que foram empregados recursos que não estavam previstos em lei. A suposta pedalada seria de R$ 3 bilhões, segundo apontou o deputado Sanderson (PL-RS) ao TCU.
Marcel Van Hattem (Novo-RS) citou o impeachment de Dilma Rousseff, oficialmente causado por uma pedalada: “Há claros motivos para impeachment. Não havia previsão legal para a utilização de recursos do orçamento da União para o programa Pé-de-Meia. É um crime contra o orçamento, assim como foram as pedaladas fiscais que acabaram baseando o impeachment de Dilma Rousseff. Temos que ir para as ruas”.
Nomes
Entre os partidos da base, os deputados que apoiaram o impeachment de Lula são:
Um grave acidente na tarde desta quarta-feira (8) tirou a vida de uma mulher e seus dois filhos, de 4 e 6 anos, na RN-084, estrada que liga Timbaúba dos Batistas à BR-427, no Rio Grande do Norte. O veículo Hyundai HB-20, conduzido por Jobson Felipe dos Santos Silva, capotou após uma curva.
Maria do Nascimento Lima, de 36 anos, ficou presa às ferragens e morreu no local. Seus filhos, Maria Rita e Nicolau Arcanjo, chegaram a ser socorridos por equipes de resgate, mas não resistiram aos ferimentos. Jobson, pai das crianças e motorista do carro, sofreu lesões e segue internado sob cuidados médicos.
A família, residente em Jardim do Seridó, estava retornando de uma visita a parentes em Timbaúba dos Batistas quando o acidente aconteceu. A tragédia chocou os moradores da região e levantou questões sobre a segurança do trecho rodoviário, que possui curvas acentuadas e requer atenção redobrada dos motoristas.
Equipes da Polícia Rodoviária Estadual, Polícia Civil e Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) foram acionadas para o local. A perícia deve analisar as causas do acidente, incluindo a possibilidade de falhas mecânicas, condições da pista ou excesso de velocidade.
O caso segue em investigação para esclarecer as circunstâncias do capotamento.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) registrou 25 resgates de pessoas em situação de afogamento nas praias do litoral Norte e Sul do estado, durante os primeiros seis dias do ano. Neste mesmo período, foram contabilizados dois óbitos.
Para reforçar a segurança durante a alta temporada, o Corpo de Bombeiros detalhou que está atuando com todo o seu efetivo de guarda-vidas, além do apoio de alunos bombeiros e do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), que dispõe do helicóptero Potiguar 01 para ações de resgate e patrulhamento.
O tenente e subcomandante do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático (GBSA), Christian Bari, esclareceu que o trabalho nas praias é intensificado diariamente. “Nossas equipes realizam reforço constante nas praias de maior movimentação. Além disso, estamos sempre atentos à sinalização e orientando os banhistas sobre os riscos, para garantir a segurança de todos”, destacou Christian.
Em comunicado, o Corpo de Bombeiros orienta os frequentadores das praias a respeitarem as bandeiras de sinalização e sempre procurarem um guarda-vidas para se informarem sobre os locais mais seguros para o banho.
O senador Rogério Marinho (PL) criticou nesta segunda-feira (6) a política de valorização do salário mínimo criada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil, o líder da oposição no Senado classificou a política como “populista e irresponsável” e que “impacta negativamente na economia”, já que os reajustes também elevam os custos do governo com previdência e demais programas assistenciais que têm valores atrelados ao mínimo.
“(A política) impacta fortemente nas contas públicas, porque pressiona Previdência e BPC (Benefício de Prestação Continuada). O governo faz tudo errado e perde credibilidade e legitimidade de fazer o debate de forma séria”, afirmou Rogério.
Criada pelo Governo Lula, a política de valorização prevê que o salário mínimo deve ser reajustado todos os anos acima da inflação. A política não vigorou durante os quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do qual Rogério era ministro. Em 2023, no terceiro mandato de Lula, ela foi retomada. No fim do ano passado, a regra foi alterada para limitar esse crescimento real a 2,5%, mas ainda assim acima da perda inflacionária.
Para Rogério Marinho, só pode haver aumento de salário caso haja “ganho de produtividade”. “Só pode haver aumento de salário se houver ganho de produtividade. Quando se dá aumento de salário, impacta negativamente na economia, gera efeito contrário do que se espera na política econômica. Ao contrário do que se espera, e é o que aconteceu, em vez de aumentar o poder de compra, gera desajuste na economia, e esse é apenas um dos aspectos”, afirmou o senador.
Segundo o senador, quando o governo amplia muito os seus gastos, a economia como um todo fica prejudicada, o que anula, na avaliação dele, o efeito causado pelo ganho salarial.
“Prejudica as contas públicas porque aumenta o custo de manutenção da previdência e do BPC e gera efeito contrário do que se imagina. A economia está se deteriorando. Estamos perdendo capacidade de ter uma moeda forte, de se ter investimentos na economia. É uma espiral negativa, populista e irresponsável”, finalizou.
A cirurgia de Lula no cérebro confrontou o PT com seu maior fantasma: a posse do vice Geraldo Alckmin. Já aconteceu antes em sua trajetória, quando vice de Mário Covas, falecido no cargo. Os petistas até toleram, mas não confiam em Alckmin. Ontem cedo, com aval de Janja, “ministros da casa” plantaram que Lula não se afastaria do cargo. Ele está na UTI, incapacitado de tomar decisões, mas o vice foi impedido de exercer seu papel constitucional. Alckmin não reclama. Coisa de quem sabe esperar. As informações são da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Ao vice são confiados só fatos irrelevantes, como ontem, no Rio, com o premiê eslovaco. A “vice” Janja representa Lula em eventos midiáticos.
Janja se impôs para representar relutante marido na visita à tragédia gaúcha, em setembro de 2023, e na abertura das Olimpíadas de Paris.
A “vingança” ficou por conta dos criadores de memes, das montagens mostrando o vice “atleta” alongando ou posando com faixa presidencial.
O ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates, que foi senador do Rio Grande do Norte entre 2019 e 2022, falou pela primeira vez sobre sua saída do Governo Lula, em maio deste ano. Ele deu declarações em entrevista ao jornal O Globo publicada nessa sexta-feira (6).
Jean afirmou acreditar ter contrariado interesses “que certamente não estava atento” e, embora diga não saber quais eram, aponta o ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, como um dos responsáveis por convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a tirá-lo do cargo.
Ele relatou ter ficado incomodado com a presença de Silveira no gabinete de Lula quando foi comunicado da demissão. “Foi muito desagradável”, relembra Prates, que disse ainda buscar uma audiência com o presidente para “passar a situação a limpo”.
Para o ex-senador potiguar, Lula erra ao manter na base aliada partidos que criam dificuldades no Congresso e crises dentro do próprio governo, como a que resultou em sua demissão. “A oposição está dentro do próprio governo”, afirmou.
Veja trechos da entrevista:
Ficou alguma mágoa da forma como o senhor foi demitido pelo presidente Lula, na presença dos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil)?
Na hora foi muito desagradável, mas depois entendi a situação. Houve uma última conversa em que o presidente me disse: “você não está recuando, tem alguns pontos de vista aqui dos ministros”. E eu falei: “eu não posso (recuar), porque eu sei o que eu estou fazendo. Sinta-se à vontade, o cargo é seu”. Aí ele respondeu que iria me substituir. Refletindo muito sobre aquela cena, eu percebi que o presidente estava desgastado com o embate, não era comigo. Tanto que depois houve um contato dele por uma pessoa dizendo: “vamos conversar, aquele momento ali não foi muito legal”. Ele estava pressionado e as pessoas ali aproveitaram a circunstância. Não tinha a ver com a Petrobras, nunca teve, na verdade. Não tenho ressentimentos, não existe mágoa com o presidente, nem mesmo com os ministros, porque é o jogo da política. Eu perdi essa batalha.
O senhor falou com o presidente depois?
Não, só através de outras pessoas.
O que o senhor acha que pesou mais para a sua demissão?
Foram falsas crises criadas para fragilizar a presidência da Petrobras. Por qual razão, eu não sei. Um dia vai se descobrir. Mas não havia crise do gás, não havia crise na fábrica de fertilizantes, também não teve crise dos estaleiros. Nós tínhamos programado, inclusive, um negócio chamado Mar de Oportunidades, que era um programa de resgate de estaleiros que nunca foi lançado. Foi apresentado à Casa Civil e foi engavetado, porque disseram que era mais do mesmo e não era. E, por fim, não havia crise de dividendos. Tanto não havia que os dividendos foram pagos agora.
Qual interesse o senhor acredita ter contrariado?
Haviam alguns outros interesses envolvidos, provavelmente, que eu certamente não estava atento. Talvez alguma coisa com relação ao próprio plano estratégico, à política, indicação de algumas pessoas na Petrobras que desagradaram. Pontualmente, foram coisas muito pequenas.
O senhor atribui a esses mesmos interesses as trocas nas diretorias que ocorreram após sua saída e, neste momento, as disputas no Conselho de Administração?
O desgaste com o Alexandre (Silveira) ocorreu inclusive por conta dessas coisas. O problema não era com o fato de o ministro indicar conselheiro, mas alguns conselheiros, alguns, é bom que se diga, começaram a deliberadamente dificultar as coisas. A gente levava para a pauta, não evoluía, e o próprio presidente do conselho falava: “você tem que falar com o ministro, tem que pedir para ele”. Para a presidência da Petrobras, isso é absurdo. A empresa é vinculada ao Ministério de Minas e Energia, ela não é subordinada.
Para o senhor, isso configurou uma interferência do governo?
Não acho que seja interferência. Interferência pode haver, porque o governo é o acionista majoritário, mas faz parte de uma lacuna de governança essa nebulosidade de até onde você pode mexer numa diretoria, ou pior ainda, numa gerência. A forma de dar comandos ao presidente da Petrobras e à sua diretoria é o Conselho de Administração. Então, a ordem dada pelo ministro ou mesmo pelo presidente da República tem que ser comunicada. E essa é a falha da governança que ainda existe na Petrobras. Eu diria que 98% da governança está perfeita. Os 2% que faltam são exatamente a lacuna de como o governo, sendo acionista majoritário, se comunica e organiza as diretrizes e instruções que ele dá para a diretoria.
O senhor tem planos de voltar a disputar um cargo político?
Não. Zero intenção de disputar. Eu saí da Petrobras e ninguém me ofereceu nada. Acho que a forma pela qual tudo aconteceu foi tão bem feita que pessoas devem ter pensado: alguma coisa ele fez, sendo que eu não fiz nada. Não roubei, não traí o presidente, tudo era balela. Eu conto nos dedos de uma mão pessoas do PT que me ligaram e foram meus amigos até esse momento.
Acredita que sua imagem foi prejudicada?
Não acho que ficou prejudicada. É uma opção minha baseada numa convicção que o partido é o técnico do político. Se eu estou na política partidária e eleitoral, o meu técnico não sou eu, o meu técnico é o partido. Neste momento compreendi que a mensagem é: “você não está escalado para nada”. Então, vou cuidar da minha vida porque eu não tenho política como profissão. Minha profissão é executivo e gestor público ou privado de recursos naturais e energia.
E como vê a estratégia do PT em relação à governabilidade, ao abrir espaços para partidos de centro, como o PSD, do ministro Silveira?
As circunstâncias mudaram muito. O que antes o governo controlava com ministérios, abrindo espaços, hoje não controla mais. Acabamos de ver uma votação em que dois partidos governistas votaram majoritariamente contra medidas do governo. Falta articulação, mas não é só isso. Falta uma visão de guarda-chuva geral, chamar todo mundo e dizer: “se você é o partido x e tem o delegado, o coronel, o antilulista, ou você trata com esse cara ou tem que sair da base do governo. Vai me devolver o ministério”. Tem que haver um basta para atrair uma base uníssona. A oposição hoje está dentro do governo Lula. Toda crise que acontece não é provocada pela oposição, é pela própria base governista.
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