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Categoria: Saúde

Campanha de vacinação contra gripe inicia próxima segunda (23)

SERÃO IMUNIZADOS IDOSOS A PARTIR DE 60 ANOS; CRIANÇAS DE 6 MESES A 4 ANOS E ONZE MESES; MULHERES ATÉ 45 DIAS PÓS PARTO; TRABALHADORES DA SAÚDE, PROFESSORES E DOENTES CRÔNICOS.

Na próxima segunda-feira, 23, a Prefeitura de Parnamirim iniciará a campanha de vacinação contra a gripe Influenza, cujo slogan é “Entre para o time da Saúde: vacine-se contra a gripe e fique protegido”. A imunização se estenderá até o dia 1º. de junho e a meta é atingir 47.293 pessoas dentro dos grupos determinados pelo Ministério da Saúde. O Dia D no município está programado para 12 de maio, com a participação de todas as UBS.

Serão imunizados idosos a partir de 60 anos; crianças de 6 meses a 4 anos e onze meses; mulheres até 45 dias pós parto; trabalhadores da saúde, professores e doentes crônicos. A meta de vacinação deste ano é atingir 90%, imunizando inclusive os acamados. Em 2017 foram imunizados 37.477 pessoas, representando 86%. A maior dificuldade encontrada foi nos grupos de gestantes e crianças.

A orientação é que os profissionais de saúde levem a respectiva carteira do conselho e os professores um comprovante como crachá, contra-cheque ou uma declaração da escola. Já os doentes crônicos devem apresentar uma prescrição médica com a patologia. As demais pessoas devem apresentar a carteirinha de vacinação.

SERVIÇO:

Vacinação contra o Influenza

23/04 a 01/06

Dia D: 12/06

Natal registra mais de 2.500 agravos respiratórios em crianças no primeiro trimestre

AS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS (IRA) SEGUEM COM A MAIOR QUANTIDADE DE CASOS, COM 1.102. (FOTO;SITE/SMS)

Entre os meses de janeiro e março de 2018, Natal registrou 2.502 agravos respiratórios em crianças. Os dados foram divulgados pela Vigilância em Saúde de População Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar), do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Da quantidade de agravos, 817 ocorreram em janeiro, 830 em fevereiro e 855 em março. Atualmente, há quatro unidades ‘sentinelas’, de onde o Vigiar recebe os dados. Delas, a que registrou o maior número de casos foi o Hospital Municipal de Natal (HMN), com 1.118, seguido por: UPA Potengi, com 632; UPA Esperança, com 389; e UPA Pajuçara, com 363.

As Infecções Respiratórias Agudas (IRA) seguem com a maior quantidade de casos, com 1.102. Asma e bronquite também aparecem nas estatísticas como agravos recorrentes.

De acordo com os resultados obtidos, as equipes de Vigilância em Saúde se reúnem com os diretores das unidades das regiões mais afetadas para discutir possíveis ações para melhorar o quadro.

Através do Vigiar, é possível fazer uma avaliação epidemiológica para o monitoramento de fenômenos onde o foco está na análise dos possíveis impactos à saúde de crianças menores de cinco anos que apresentem sintomas respiratórios como dispneia, falta de ar, cansaço, síbilos, chiados no peito e tosse.

Sesap emite nota com dicas de prevenção à conjuntivite

A CONJUNTIVITE PODE SER CAUSADA POR VÍRUS E BACTÉRIAS

A conjuntivite é uma inflamação que geralmente ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. No entanto, traz alguns incômodos como deixar os olhos vermelhos e lacrimejantes, as pálpebras inchadas e grudadas quando a pessoa acorda, uma sensação de areia ou de ciscos nos olhos, coceira, visão borrada, presença de secreção nos olhos e dor ao olhar para a luz. No intuito de deixar a população preparada para a prevenção do problema, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) preparou uma Nota Técnica com dicas e informações sobre os cuidados que as pessoas com a doença devem tomar.

De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Maria Lima, a conjuntivite pode ser causada por vírus e bactérias. Nesses casos, ela é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados. Mas há também situações em que pode ser provocada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes.

É uma doença caracterizada pela inflamação da membrana conjuntiva que cobre o olho e a superfície interna das pálpebras. É de extrema importância agir corretamente no tratamento. Caso suspeite estar com conjuntivite, procure imediatamente um médico na sua Unidade Básica de Saúde mais próxima para que seja investigado o agente causador. Nada de automedicação, pois alguns colírios são altamente contraindicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Além do tratamento indicado pelo médico, alguns cuidados devem ser seguidos como lavar os olhos e fazer compressas com água fria após ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde, não coçar os olhos, não usar remédios caseiros, antes de colocar as mãos no rosto, lavá-las com água e sabão, usar óculos escuros, suspender o uso de lentes de contato e evitar lugares com grande aglomeração de pessoas.

Para evitar a contaminação em casos de surto da doença, a Sesap sugere que se lave com frequência o rosto e as mãos, com água e sabão e que seque com toalhas e lenços descartáveis, não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza, de sabonete, toalha e colírios. Evite frequentar piscinas de academias ou clubes, e saunas que não estejam devidamente tratadas, e caso conviva com uma pessoa que esteja com conjuntivite, não compartilhe toalha, lenço, copo, travesseiro e outros objetos de uso pessoal.

 

Sesap disponibiliza medicamento que previne infecções em prematuros

Nos meses mais frios ou chuvosos, (em especial de fevereiro a julho), grande parte das crianças prematuras até 2 anos de idade é infectada pelo  Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O vírus ataca o sistema respiratório e, apesar de ter tratamento, pode até levar à morte. Para prevenir o problema, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) disponibiliza gratuitamente na rede pública o Palivizumabe, medicamento que aumenta a proteção dessas crianças contra a infecção pelo VSR.

O Palivizumabe é um medicamento caro, custa em média 5 mil reais. Ele deve ser disponibilizado pelo SUS, conforme a portaria n. 522 de 2013 e pelos Planos de Saúde. Podem tomar o remédio, bebês que nasceram abaixo de 29 semanas ou que tenham alguma doença grave pulmonar ou cardíaca. Nesses casos, o vírus é bem mais agressivo. Por isso, eles precisam tomar o medicamento, durante um período de tempo.

Atualmente, um total de 160 crianças são cadastradas para receber o medicamento em Natal, além de 16 cadastradas em Mossoró. A administração do Palivizumabe ocorre no período de sazonalidade (maior circulação do VSR), que é justamente no período chuvoso. Nos casos indicados, o medicamento poderá ser administrado em até cinco doses, a cada 30 dias, enquanto houver circulação do vírus.

Para solicitar o medicamento, os pais devem procurar o Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, que fica na UNICAT, em Natal, ou o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. Devem estar portando documentos pessoais da criança, receituário médico com indicação do Palivizumabe e formulário para a solicitação, avaliação e autorização preenchido pelo médico solicitante.

Estando dentro dos critérios, a mãe recebe uma carteira de aplicação e procura os polos de atendimento. Atualmente, o RN conta com 2 polos de aplicação ambulatorial (CRIE Natal e Hospital Rafael Fernandes – Mossoró), além da aplicação em hospitais com UTI pediátrica na rede de saúde estadual.

Critérios para receber o palivizumabe?

•      Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.

•      Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional entre 29 e 31 semanas e 6 dias, nascidas a partir de janeiro do ano vigente.

•      Crianças menores de 2 anos de idade, com doença pulmonar crônica da prematuridade com necessidade de tratamento nos últimos seis meses.

•      Crianças menores de 2 anos de idade, com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada.

Projeto de Nelter busca assegurar direitos aos portadores de surdez unilateral

DE ACORDO COM O PARLAMENTAR, A INICIATIVA EM QUESTÃO ATENDE OS PRECEITOS DA LEI FEDERAL Nº 13.146/2015, TAMBÉM CONHECIDA COMO ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Buscando proporcionar uma maior inclusão ao mercado de trabalho das pessoas diagnosticadas com audição unilateral, também denominada surdez unilateral, o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) protocolou Projeto de Lei (PL), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte (ALRN), com o objetivo de que os indivíduos portadores desta necessidade especial possam prestar concurso público e ou seleção em empresas privadas, no percentual de vagas direcionadas às pessoas com deficiência.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa em questão atende os preceitos da Lei Federal nº 13.146/2015, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, e iguala as condições e oportunidades oferecidas aos portadores da surdez unilateral com os demais membros da sociedade; evitando que os portadores desta condição sejam obrigados a recorrerem ao Poder Judiciário para assegurarem o direito de concorrerem e ingressarem no serviço público ou privado dentro do percentual de vagas reservadas às pessoas com deficiência.

“Estados brasileiros como a Paraíba [Lei nº10.971/2017] e o Distrito Federal [Lei nº 4.317/2009] já classificam, por iniciativa legislativa própria, o indivíduo com surdez unilateral como deficiente. No mesmo sentido também existem iniciativas tramitando na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo [PL nº 1.055/2015] e no Congresso Nacional [PLC nº 23/2016]”, lembrou Nelter, destacando que a aprovação deste Projeto será de grande importância e proporcionará avanços para os potiguares portadores de surdez unilateral.

Em Parnamirim, campanha é lançada para prevenir, diagnosticar e tratar Sífilis

PARA DISCUTIR AS ESTRATÉGIAS E INTERAGIR COM O MUNICÍPIO, A ENFERMEIRA CHYRLY MOURA, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE (MS), TEVE NA MANHÃ DE HOJE, 17, O PRIMEIRO MOMENTO COM A GESTÃO.

A Prefeitura de Parnamirim irá intensificar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da Sífilis na cidade. Para discutir as estratégias e interagir com o município, a enfermeira Chyrly Moura, do Ministério da Saúde (MS), teve na manhã de hoje, 17, o primeiro momento com a gestão. “Parnamirim e Natal foram selecionados por ser capital e região metropolitana, respectivamente, e estou aqui para somar”, disse.

Especialista em Gestão das Políticas de IST, AIDS e Hepatites Virais,  Chyrly Moura atuará como apoio para fortalecer os nexos entre o projeto de combate à sífilis e os gestores de saúde envolvidos no processo, articulando os objetivos programáticos pactuados na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) com os planos locais, oferecendo o apoio necessário para a resposta oportuna à doença nas redes de atenção.

A enfermeira destaca que o projeto trabalhará com 4 eixos: Vigilância, com a ampliação de Comitês para investigação da transmissão vertical (da mãe para o bebê) e o fortalecimento das Salas de Situação para o monitoramento da situação epidemiológica; Gestão e governança, com o fortalecimento de ações intersetoriais no território; Cuidado integral,  com a implementação de linhas de cuidado para a sífilis e intervenção em populações-chave; e, Educomunicação,  que visa a realização de Campanhas Educativas e o desenvolvimento de estudos e pesquisas voltados para o enfrentamento e monitoramento da doença.

O secretário de Saúde, João Albérico, se colocou à disposição dos técnicos do MS para cumprir as ações do projeto e, dessa forma, reforçar as ações na atenção básica. “Quanto mais cedo diagnosticarmos gestantes com sífilis, menos crianças nascerão com a doença”, disse João Albérico que participou da reunião juntamente com a secretária adjunta Elizabeth Carrasco.

O projeto “Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção” é uma estratégia de cooperação técnica que envolve o Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Organização Panamericana da Saúde (OPAS).

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), curável e de caráter sistêmico, causada pela bactéria Treponema Pallidum. A infectividade por transmissão sexual é maior (cerca de 60%) nos estágios iniciais (primária, secundária e latente recente), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (latente tardia e terciária). Pode ser transmitida também da mãe para o feto, causando consequências, como aborto, natimorto, parto pré-termo, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, lesões de pele e malformações, com mortalidade em torno de 40% nas crianças infectadas. Segundo a OMS, a sífilis atinge mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo. Uma de suas manifestações mais danosa, a sífilis congênita, contabiliza 1,6 milhões de casos.

Comissão de Saúde da CMN visita a UPA de Cidade Satélite

DURANTE A VISITA, OS VEREADORES CONSTATARAM A FALTA DE FUNCIONAMENTO DA PEDIATRIA POR FALTA DE PROFISSIONAIS. (FOTO: VERÔNICA MACEDO)

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal realizou uma visita surpresa na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do conjunto Cidade Satélite. Durante a visita, os vereadores constataram a falta de funcionamento da pediatria por falta de profissionais e fizeram um apelo para que os aprovados no último concurso temporário da saúde para que fiquem atentos às convocações feitas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) por meio do Diário Oficial do Município (DOM).
A vereadora Carla Dickson (PROS), integrante da Comissão, se disse surpresa com a qualidade do atendimento prestado na unidade, mas lamentou a falta de funcionamento dos serviços de pediatria por falta de enfermeiros e de técnicos de enfermagem. Ela lembrou que há duas semanas os aprovados no último concurso temporário estão sendo convocados, mas que ninguém compareceu para assumir e convocou a população para acompanhar o Diário Oficial do Município.
“A análise da visita é positiva em vista que tivemos aqui na inauguração cerca de seis meses atrás. E hoje chegamos aqui sem avisar, em pleno funcionamento, e encontramos quase todos os setores em pleno funcionamento. Está faltando apenas a pediatria e não é por falta de médico, e sim por falta de auxiliares de enfermagem e enfermeiros. Faço um apelo para que as pessoas que fizeram parte do processo seletivo que olhem o Diário Oficial. A Secretaria de Saúde está publicando todos os dias nomes das pessoas, há duas semanas, mas ninguém aparece. É um apelo que fazemos à população que olhe se o nome já saiu e que procure a Secretaria. Sala tem, escala médica tem e o que falta é técnico de enfermagem e enfermeira”, destacou.
A UPA do Cidade Satélite atende cerca de 300 pessoas durante o dia. No período da noite, a quantidade de atendimentos é reduzida. Mesmo assim, o diretor da Unidade, Kleiber Fernandes, confirmou que a estrutura está pronta e que, em havendo os profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem, a unidade, que já conta com três leitos de UTI e oito de clínica médica, passará a ter mais cinco leitos de pediatria.

“Nosso serviço está oferecendo 24 horas de atendimento para clínica geral. Estamos com previsão para inaugurar a pediatria, mas ainda estamos aguardando a convocação de alguns profissionais técnicos de enfermagem e enfermeiros. Sem esses profissionais, a gente não tem como colocar a pediatria em funcionamento. Com a pediatria funcionando, vamos disponibilizar mais cinco leitos”, adiantou.
O presidente da Comissão, vereador Fernando Lucena (PT), observou que apesar dos problemas encontrados, a unidade tem um funcionamento melhor que o encontrado em muitas unidades do setor privado. Ele defendeu a UPA destacando a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população, que muitas vezes não dispõe de recursos financeiros para custear atendimentos na rede privada.
“A pediatria está faltando, pelo menos, 10 auxiliares de enfermagem e dois enfermeiros. A iluminação externa não está funcionando. O raio-x também não. Mas, no demais, o serviço está muito bom. Mostra que o SUS não é o que se prega por aí. Aqui eu diria que está muito melhor que muitas unidades privadas. Temos alguns problemas, vamos reivindicar as melhorias e esperamos que a Secretaria de Saúde resolva esses problemas. As UPAs são o que tem de mais moderno na saúde de Natal”, enfatizou.
O vereador Preto Aqui (PEN), que é da região, também lamentou o fechamento da pediatria, mas adiantou que um dos encaminhamentos da Comissão será cobrar a convocação dos profissionais da saúde necessários para o funcionamento do setor. De acordo com ele, mesmo com o problema, o índice de satisfação das pessoas que busca o atendimento no local é de 85%.
“A Comissão está visitando todas as UPAs para saber como está o atendimento. Aqui nós podemos visualizar um grande índice de aprovação por parte da população que procura o atendimento, uma aprovação de 80% a 85%. O grande problema é o não funcionamento da pediatria. Isso é um fato, mas daremos um encaminhamento para resolver esse problema”, disse.
Próximas visitas
O vereador Franklin Capistrano (PSB), que também é médico, lembrou que uma das funções do Legislativo é fiscalizar o Executivo e que a Comissão de Saúde tem uma agenda de visitas às unidades de atendimento que são administradas pela Prefeitura do Natal. Ele acredita que a próxima visita acontecerá no dia 30 de abril na UPA do conjunto Pajuçara.
“Temos observado que as UPAs, a cada dia que passa, se aprimoram mais com serviços mais eficazes, mesmo com os entraves burocráticos. A UPA do Satélite está funcionando satisfatoriamente. Visitamos hoje e vamos manter a agenda de visitas. Por isso continuaremos a fazer as visitas periódicas. Próxima visita, possivelmente, será na UPA Pajuçara, onde já estivemos, mas vamos voltar porque é preciso manter a fiscalização sistemática e as visitas periódicas para ajudarmos a melhorar mais e mais o atendimento para a população”, revelou.

Paciente com insuficiência respiratória terá tratamento custeado pelo Estado

O juiz Cicero Martins de Macedo Filho, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou que o Estado do Rio Grande do Norte adote as medidas necessárias para internação imediata de uma paciente, que sofre de problemas pulmonares, em Unidade de Terapia Intensiva na rede hospitalar pública, ou em rede hospitalar privada, caso não haja vaga nas unidades públicas, arcando com todos os custos necessários com a sua internação e tratamento médico.

Para cumprimento da decisão judicial, determinou a intimação pessoal do secretário de Saúde do Estado, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 2 mil, em caso de descumprimento.

Na ação judicial, a paciente, que foi representada por seu marido, alegou ser usuária do Sistema Único de Saúde, encontrando-se internada no na UPA de Cidade Satélite desde o dia 26 de março de 2018, necessitando com urgência de um leito de UTI.

Esclareceu que, de acordo com o relatório médico a paciente se encontra “com quadro de dor torácica associado a dispneia há 2 dias. Evoluiu com insuficiência respiratória franca, dessaturação e cianose central. Foi entubada, com melhora do padrão respiratório necessitando de parâmetros de altos para manter oxigenação adequada. Tem história de cardiopatia com cirurgia para troca valvar há aproximadamente 04 meses. História de HAS e IC de longa data por cardiopatia reumática”.

Assim, pediu liminarmente que o Estado do Rio Grande do Norte providencie de imediato a sua transferência para uma de suas unidades de UTI, e caso as unidades de saúde pertencentes ao quadro do Estado não detenham leito de UTI disponível, que o mesmo providencie a sua transferência para a UTI de um hospital particular, em Natal.

Ao analisar a questão, o magistrado observou que a paciente se encontra com quadro clínico de dor torácica associado a dispneia há 2 dias, evoluindo com insuficiência respiratória franca, dessaturação e cianose central, apresentando estado gravíssimo, conforme laudo médico anexo, e necessitando de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Sob tal contexto, neste juízo preliminar, mostra-se evidente a obrigação do Estado do Rio Grande do Norte, uma vez que se constata evidente afronta a direitos e princípios resguardados pela CF, com expressão mais marcante sobre o direito à vida e à saúde”, considerou.

Para ele, entendeu que ficou suficientemente demonstrada em juízo inicial a verossimilhança jurídica favorável à pretensão da autora, diante da gravidade da situação e sendo crível a alegação de impossibilidade no custeio, por seus próprios recursos, da internação em Unidade de Terapia Intensiva, caso em que impõe-se ao Estado do Rio Grande do Norte a responsabilidade em custear a internação e o tratamento necessário ao restabelecimento da saúde da paciente.