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Categoria: Saúde

Redução de peso pode evitar 15 mil casos de câncer por ano no Brasil

DE ACORDO COM O ESTUDO, O CRESCIMENTO DO SOBREPESO E DA OBESIDADE NA POPULAÇÃO ESTÁ ELEVANDO O NÚMERO DE CASOS DE CÂNCER (WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL)

Estima-se que pelo menos 15 mil casos de câncer por ano no Brasil, ou 3,8% do total, poderiam ser evitados com a redução do excesso de peso e da obesidade. E esse número deve ainda crescer até 2025, quando se estima que mais de 29 mil novos casos de câncer atribuíveis à obesidade e sobrepeso devam surgir por ano, índice que vai representar 4,6% de todos os novos casos da doença no país.

Os dados são de um estudo epidemiológico feito no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em colaboração com a Universidade de Harvard (Estados Unidos).

“O problema principal é que vem ocorrendo um aumento nas prevalências de excesso de peso e obesidade no Brasil e, com isso, os casos de câncer atribuíveis a essas duas condições também devem crescer. Fora isso, espera-se que haja um aumento nos casos de câncer como um todo, pois a população do país vai aumentar e envelhecer”, acredita o doutorando na FMUSP, Leandro Rezende.

Rezende é um dos autores do artigo publicado na revista Cancer Epidemiology, com o título The increasing burden of cancer attributable to high body mass index in Brazil. O trabalho é resultado de uma Bolsa de Pesquisa no Exterior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) realizada na Harvard University. Segundo o pesquisador, o aumento do poder econômico nos últimos anos levou a um maior consumo, porém, no caso da alimentação, o fenômeno ficou atrelado principalmente aos alimentos ultraprocessados.

“O estudo mostra essa fase de transição nutricional epidemiológica. São justamente esses alimentos altamente calóricos, com quantidade elevada de açúcar, sal e gordura, que também são os produtos mais baratos”, disse.

Obesidade e sobrepeso estão associados ao aumento de risco de 14 tipos de câncer, como o câncer de mama (pós-menopausa), cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a incidência desses 14 tipos de câncer corresponde à metade do total de casos da doença diagnosticados por ano.

O estudo feito por Rezende, em colaboração com pesquisadores brasileiros e norte-americanos, calculou a fração atribuível populacional (FAP) do câncer relacionado ao índice de massa corporal (IMC) elevado. A FAP é uma métrica para estimar a proporção da doença possível de prevenir na população caso o fator de risco (nesse caso o sobrepeso e a obesidade) fosse eliminado, mantendo os demais fatores/causas estáveis.

População feminina

De acordo com o estudo, 3,8% dos mais de 400 mil casos de câncer diagnosticados anualmente são atribuíveis ao IMC elevado. Verificou-se também que esses casos são mais comuns em mulheres (5,2%) do que em homens. Isso se dá não apenas pelo fato de a média do IMC ser mais elevada nas mulheres, mas, principalmente, porque três tipos de câncer atribuíveis à obesidade e sobrepeso – ovário, útero e câncer de mama – afetam quase exclusivamente a população feminina.

Para estimar o excesso de peso e a obesidade na população brasileira, os pesquisadores usaram dados sobre IMC no Brasil em 2002 e 2013 da Pesquisa de Orçamentos Familiares e da Pesquisa Nacional de Saúde, ambas conduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise de dados em dois momentos, e com dez anos de diferença, se justifica para analisar a latência da doença a partir do excesso de peso ou obesidade.

De acordo com os dados do IBGE, 40% da população brasileira tinha sobrepeso ou obesidade em 2002. Em 2013, o total subiu para aproximadamente 60%. Levando em conta IMC, magnitude do risco relativo, casos da doença e período de latência, os pesquisadores estimaram que, em 2012, cerca de 10 mil casos de câncer em mulheres e 5 mil casos em homens eram atribuíveis ao excesso de peso e obesidade aferidos dez anos antes. Já os dados sobre a incidência de câncer foram obtidos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e da base Globocan da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, da OMS.

De modo a quantificar a dimensão da contribuição do sobrepeso e da obesidade na incidência de câncer no Brasil, os autores do estudo estimaram FAPs da doença em 2012 (com dados existentes) e em 2025 (por meio de projeção) atribuídas a IMC elevado. As frações foram calculadas de acordo com sexo, idade, área geográfica e tipo de câncer.

Abordagem regional

O trabalho é um dos primeiros a fazer comparações regionais sobre a relação entre obesidade e câncer. De acordo com o estudo, as maiores FAPs, para todos os tipos de câncer, foram encontradas nos estados das regiões Sul (3,4% de mulheres para 1,5% de homens) e Sudeste (3,3% de mulheres para 1,5% de homens).

Nas mulheres, as maiores FAPs foram encontradas nos estados de Rio Grande do Sul (3,8%), Rio de Janeiro e São Paulo (ambos 3,4%). Nos homens, as FAPs mais altas foram em Mato Grosso do Sul e São Paulo (ambos 1,7%).

“Houve aumento do IMC no país inteiro. Observamos que o impacto da obesidade é maior nas regiões Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mais ricos e com maiores IMC. No entanto, não se justifica uma estratégia de prevenção de câncer e redução da obesidade exclusivamente nessas duas regiões”, disse Rezende.

Isso porque, de acordo com o artigo, ao comparar os dados de IMC de 2013 e de 2002, os autores perceberam que as regiões Norte e Nordeste tiveram o maior aumento de IMC em comparação com outras regiões. “Os dados mostram que é preciso tomar precauções em outros locais, além do Sul e Sudeste”, alerta Rezende.

Políticas públicas

Na avaliação do professor titular da FMUSP e orientador do estudo, José Eluf Neto, o interessante é poder mensurar o impacto da relação de câncer e obesidade para a saúde pública e, com base nisso, planejar ações e investimentos.

“Hoje, se sabe que há uma razão biológica para haver essa relação, com mecanismos moleculares ou metabólicos bem descritos. É o caso da insulina. A obesidade causa resistência à insulina gerando inflamações e o aumento da proliferação celular”, esclarece Eluf Neto.

Alimentos ultraprocessados

De acordo com o artigo, as vendas de produtos ultraprocessados cresceram 103% em toda a América Latina entre os anos de 2000 e 2013, acompanhadas de um consequente aumento no IMC nos países da região. Para os autores, reverter esse quadro exige políticas públicas como a regulamentação de imposto, rotulagem nutricional e restrição de marketing de alimentos ultraprocessados.

“Esse crescimento de vendas na América Latina retrata uma estratégia da indústria de alimentos, assim como foi, ou tem sido, a da indústria de tabaco. Quando alguns países começam a regular minimamente a venda e publicidade desses alimentos, eles partem para regiões em que as leis ainda não foram estruturadas para promover a saúde da população”, analisa Rezende.

Segundo ele, o crescimento dos alimentos ultraprocessados no Brasil é comparável ao que ocorreu com a indústria de tabaco nos anos 1980. “O tabagismo, hoje, é um problema maior em países de baixa e média renda porque é onde a indústria de tabaco está focada. Fazer isso no Brasil em 2018 ficou mais complicado. Temos restrição de publicidade, é proibido fumar em ambiente fechado. Já no caso dos alimentos ultraprocessados, é como se estivéssemos em 1980. Os produtos não são comercializados, rotulados e taxados de maneira adequada a garantir a saúde da população”, disse.

Outros fatores

A equipe de pesquisadores está calculando também o peso de outros fatores, como sedentarismo, tabagismo, alimentação e consumo de álcool, na incidência e mortalidade por câncer. Os dados desses outros fatores ainda não foram publicados, mas o objetivo final do trabalho é compará-los e estimar quantos casos de câncer seriam evitáveis no Brasil.

“Existem fatores genéticos que aumentam o risco do desenvolvimento do câncer, mas isso não é algo modificável e também eles não excluem os outros fatores que causam a doença. O tabagismo é o principal fator de risco ou causa de câncer no Brasil, podemos adiantar essa análise, mas ele está caindo de forma importante, com prevalência em cerca de 15% da população. Com isso, outros fatores começam a ganhar relevância na formação de políticas públicas. Os dados mostram que não dá para cessar os esforços para reduzir o tabagismo, mas combater o sobrepeso e a obesidade também deve ser prioridade”, avalia o pesquisador.

Agência Brasil

 

Cícero Martins questiona centralização de serviços especializados do SUS em hospitais particulares

O VEREADOR LEVANTOU O TEMA DURSNTE REUNIÃO DA COMISSÃO DA SAÚDE DA CMN, NESTA SEGUNDA (23). (FOTO: ELPÍDIO JUNIOR)

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal realizou mais um encontro na tarde desta segunda-feira (23). Além de distribuir seis projetos e de apreciar outros três, a frente de trabalho questionou a centralização de serviços hospitalares especializados em apenas uma unidade da rede privada por meio de convênio.
O vereador Cícero Martins (PSL), que levantou o tema, lembrou que os serviços são pagos através do Sistema Único de Saúde (SUS) e que os contratos são, normalmente, centralizados. Ele exemplificou o que acontece na ortopedia, que tem os serviços ofertados por apenas um hospital particular, mas que o Município tem condições de fazer outros convênios com outros hospitais.
“Hoje há uma centralização de alguns contratos. O maior problema do Hospital Walfredo Gurgel, por exemplo, é na ortopedia. Chega lá, não tem vaga, não tem placa, não tem parafuso. Aí vai pro Deoclécio, que não tem vaga e vai pro Hospital Memorial, que é particular, mas que também não tem a vaga. Como não tem outro, termina que o paciente vai pra casa. Como se trata de uma estrutura óssea, muitas vezes há calcificações e as pessoas ficam com defeitos nos ossos do corpo. Não entendo porque Natal tem tantas estruturas hospitalares e se concentram em um hospital só. Não questiono o serviço. O serviço é espetacular. Questiono o porquê de não abrir mais espaço pra outros hospitais que podem acolher essas demandas. Quero essa descentralização que acontecem em outras especialidades médicas também”, observou.
O contrato da Prefeitura de Natal com o hospital particular para a prestação dos serviços de ortopedia é superior aos R$ 2,2 milhões e contratos semelhantes também existem em outras áreas de atendimento médico especializado. O vereador Preto Aqui (PEN), que também integra a Comissão, lembrou que o debate foi importante tanto diante do valor pago, quanto pelos questionamentos que foram levantados.
“Importantíssimo o debate hoje aqui com relação à fiscalização dos contratos, principalmente, os específicos da saúde. Muitas vezes o contrato é só com uma clínica. Será que Natal não tem mais de uma clínica pra determinados atendimentos? Será que as outras clínicas, que sabemos que tem, também não tem condições de prestar o serviço? São contratos altíssimos e isso acone em todas as áreas do sistema de saúde que é pago pela Prefeitura do Natal”, analisou.
 
Relatório Geral da Saúde de 2016
Durante a reunião, foram distribuídos seis projetos e votados outros seis, mantando a Comissão de Saúde com a pauta zerada, sem pendência de deliberações. Além dos projetos, também foi votado o Relatório Geral da Saúde de 2016, que foi aprovado com ressalvas à unanimidade. O presidente da Comissão, Fernando Lucena (PT), explicou que as ressalvas são importantes porque o projeto também trata de questões contábeis, que não são de responsabilidade da comissão temática e que serão encaminhadas aos órgãos de controle.
“A Comissão de Saúde não tem um projeto pendente. Estamos com tudo em dia. Isso nos ajuda a ajudar a colocar a saúde em dia. Inclusive, hoje, aprovamos com ressaltas o relatório. A gente tem médicos, dentistas e advogados da comissão, mas não temos contadores especialistas em contabilidade pública, vamos dizer assim. A gente coloca a ressalva, mas não é questionando o mérito. É porque os órgãos de controle, que além de terem um corpo técnico competente e com experiência, tem mais condições de fazer a análise dos números. Nossa parte é a médica e ela aprovamos sem dificuldades”, explicou.

Assembleia Legislativa lança campanha de cuidado com os idosos

A CAMPANHA EDUCATIVA DA ASSEMBLEIA TEM A EXPECTATIVA DE SENSIBILIZAR A SOCIEDADE POTIGUAR

“A vida começa frágil e termina também”. É com esse slogan que a Assembleia Legislativa lança campanha e chama a atenção para o cuidado com os idosos que representam hoje 14,3% da população do Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), há hoje 29,3 milhões de idosos no país. Envelhecer com dignidade e qualidade de vida é algo desejado pela sociedade mundial para todas as nações.

“Os cuidados que recebemos desde criança até adultos devemos retribuir a quem cuidou de nós com carinho. Esse é o objetivo da campanha educativa que conscientiza a todos sobre a importância de cuidar, superar os preconceitos que ainda colocam os mais velhos como excluídos muitas vezes por questões de locomoção, outras por falta de respeito e atenção aos mais velhos” destaca o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).

As versões da campanha no rádio e na TV alertam que o abandono do idoso longe dos cuidados e da atenção da família é tão grave quanto fazer o mesmo com uma criança. Lidar com as fases da vida e aprender a respeitar os diferentes contextos desperta nos jovens a tolerância e a fraternidade entre gerações. Destaca também a sabedoria dos mais velhos em entender as novas gerações. “Cuide de quem dedicou a vida a você e respeite os idosos: dê preferência em filas, assentos de transporte público e respeite as vagas exclusivas”, alerta a campanha.

“A campanha educativa da Assembleia tem a expectativa de sensibilizar a sociedade potiguar, como nas outras edições das campanhas da adoção em 2015, da campanha de saúde e combate ao zika vírus e microcefalia e da doação de órgãos em 2017, mudando a realidade de muitos norte-rio-grandenses com peças publicitárias em todas as áreas de comunicação”, comenta a diretora de Comunicação da Assembleia, Marília Rocha.

Ainda de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a estimativa é que, até 2030, o universo de idosos no Brasil chegue a 41,5 milhões de pessoas, o equivalente a 18% dos brasileiros. Nesse ano, essa participação deve ultrapassar a de crianças entre 0 a 14 anos.

Vacinação contra a gripe começa hoje em todo o país


PROFISSIONAIS DE SAÚDE SÃO VACINADOS CONTRA A GRIPE H1N1 NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS (ROVENA ROSA/ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)

Começa hoje (23) a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Até o dia 1º de junho, devem ser imunizados idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem receber a dose. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Dia D

O chamado Dia D de mobilização nacional deve ocorrer em 12 de maio. A previsão é de que nessa data estejam abertos 65 mil postos de vacinação, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes, com o envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis, para a mobilização, 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.

De acordo com o Ministério da Saúde, a dose protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, conforme determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), incluindo o H1N1 e o H3N2.

“A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos”, informou o ministério.

Reações adversas

Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. As manifestações, segundo o governo, são consideradas benignas e os efeitos costumam passar em 48 horas.

A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.

Agência Brasil

Campanha de vacinação contra gripe inicia próxima segunda (23)

SERÃO IMUNIZADOS IDOSOS A PARTIR DE 60 ANOS; CRIANÇAS DE 6 MESES A 4 ANOS E ONZE MESES; MULHERES ATÉ 45 DIAS PÓS PARTO; TRABALHADORES DA SAÚDE, PROFESSORES E DOENTES CRÔNICOS.

Na próxima segunda-feira, 23, a Prefeitura de Parnamirim iniciará a campanha de vacinação contra a gripe Influenza, cujo slogan é “Entre para o time da Saúde: vacine-se contra a gripe e fique protegido”. A imunização se estenderá até o dia 1º. de junho e a meta é atingir 47.293 pessoas dentro dos grupos determinados pelo Ministério da Saúde. O Dia D no município está programado para 12 de maio, com a participação de todas as UBS.

Serão imunizados idosos a partir de 60 anos; crianças de 6 meses a 4 anos e onze meses; mulheres até 45 dias pós parto; trabalhadores da saúde, professores e doentes crônicos. A meta de vacinação deste ano é atingir 90%, imunizando inclusive os acamados. Em 2017 foram imunizados 37.477 pessoas, representando 86%. A maior dificuldade encontrada foi nos grupos de gestantes e crianças.

A orientação é que os profissionais de saúde levem a respectiva carteira do conselho e os professores um comprovante como crachá, contra-cheque ou uma declaração da escola. Já os doentes crônicos devem apresentar uma prescrição médica com a patologia. As demais pessoas devem apresentar a carteirinha de vacinação.

SERVIÇO:

Vacinação contra o Influenza

23/04 a 01/06

Dia D: 12/06

Natal registra mais de 2.500 agravos respiratórios em crianças no primeiro trimestre

AS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS (IRA) SEGUEM COM A MAIOR QUANTIDADE DE CASOS, COM 1.102. (FOTO;SITE/SMS)

Entre os meses de janeiro e março de 2018, Natal registrou 2.502 agravos respiratórios em crianças. Os dados foram divulgados pela Vigilância em Saúde de População Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar), do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Da quantidade de agravos, 817 ocorreram em janeiro, 830 em fevereiro e 855 em março. Atualmente, há quatro unidades ‘sentinelas’, de onde o Vigiar recebe os dados. Delas, a que registrou o maior número de casos foi o Hospital Municipal de Natal (HMN), com 1.118, seguido por: UPA Potengi, com 632; UPA Esperança, com 389; e UPA Pajuçara, com 363.

As Infecções Respiratórias Agudas (IRA) seguem com a maior quantidade de casos, com 1.102. Asma e bronquite também aparecem nas estatísticas como agravos recorrentes.

De acordo com os resultados obtidos, as equipes de Vigilância em Saúde se reúnem com os diretores das unidades das regiões mais afetadas para discutir possíveis ações para melhorar o quadro.

Através do Vigiar, é possível fazer uma avaliação epidemiológica para o monitoramento de fenômenos onde o foco está na análise dos possíveis impactos à saúde de crianças menores de cinco anos que apresentem sintomas respiratórios como dispneia, falta de ar, cansaço, síbilos, chiados no peito e tosse.

Sesap emite nota com dicas de prevenção à conjuntivite

A CONJUNTIVITE PODE SER CAUSADA POR VÍRUS E BACTÉRIAS

A conjuntivite é uma inflamação que geralmente ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas. No entanto, traz alguns incômodos como deixar os olhos vermelhos e lacrimejantes, as pálpebras inchadas e grudadas quando a pessoa acorda, uma sensação de areia ou de ciscos nos olhos, coceira, visão borrada, presença de secreção nos olhos e dor ao olhar para a luz. No intuito de deixar a população preparada para a prevenção do problema, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) preparou uma Nota Técnica com dicas e informações sobre os cuidados que as pessoas com a doença devem tomar.

De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Maria Lima, a conjuntivite pode ser causada por vírus e bactérias. Nesses casos, ela é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados. Mas há também situações em que pode ser provocada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes.

É uma doença caracterizada pela inflamação da membrana conjuntiva que cobre o olho e a superfície interna das pálpebras. É de extrema importância agir corretamente no tratamento. Caso suspeite estar com conjuntivite, procure imediatamente um médico na sua Unidade Básica de Saúde mais próxima para que seja investigado o agente causador. Nada de automedicação, pois alguns colírios são altamente contraindicados, porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Além do tratamento indicado pelo médico, alguns cuidados devem ser seguidos como lavar os olhos e fazer compressas com água fria após ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico comprado em farmácias ou distribuído nos postos de saúde, não coçar os olhos, não usar remédios caseiros, antes de colocar as mãos no rosto, lavá-las com água e sabão, usar óculos escuros, suspender o uso de lentes de contato e evitar lugares com grande aglomeração de pessoas.

Para evitar a contaminação em casos de surto da doença, a Sesap sugere que se lave com frequência o rosto e as mãos, com água e sabão e que seque com toalhas e lenços descartáveis, não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou qualquer outro produto de beleza, de sabonete, toalha e colírios. Evite frequentar piscinas de academias ou clubes, e saunas que não estejam devidamente tratadas, e caso conviva com uma pessoa que esteja com conjuntivite, não compartilhe toalha, lenço, copo, travesseiro e outros objetos de uso pessoal.

 

Sesap disponibiliza medicamento que previne infecções em prematuros

Nos meses mais frios ou chuvosos, (em especial de fevereiro a julho), grande parte das crianças prematuras até 2 anos de idade é infectada pelo  Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O vírus ataca o sistema respiratório e, apesar de ter tratamento, pode até levar à morte. Para prevenir o problema, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte (Sesap) disponibiliza gratuitamente na rede pública o Palivizumabe, medicamento que aumenta a proteção dessas crianças contra a infecção pelo VSR.

O Palivizumabe é um medicamento caro, custa em média 5 mil reais. Ele deve ser disponibilizado pelo SUS, conforme a portaria n. 522 de 2013 e pelos Planos de Saúde. Podem tomar o remédio, bebês que nasceram abaixo de 29 semanas ou que tenham alguma doença grave pulmonar ou cardíaca. Nesses casos, o vírus é bem mais agressivo. Por isso, eles precisam tomar o medicamento, durante um período de tempo.

Atualmente, um total de 160 crianças são cadastradas para receber o medicamento em Natal, além de 16 cadastradas em Mossoró. A administração do Palivizumabe ocorre no período de sazonalidade (maior circulação do VSR), que é justamente no período chuvoso. Nos casos indicados, o medicamento poderá ser administrado em até cinco doses, a cada 30 dias, enquanto houver circulação do vírus.

Para solicitar o medicamento, os pais devem procurar o Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica, que fica na UNICAT, em Natal, ou o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. Devem estar portando documentos pessoais da criança, receituário médico com indicação do Palivizumabe e formulário para a solicitação, avaliação e autorização preenchido pelo médico solicitante.

Estando dentro dos critérios, a mãe recebe uma carteira de aplicação e procura os polos de atendimento. Atualmente, o RN conta com 2 polos de aplicação ambulatorial (CRIE Natal e Hospital Rafael Fernandes – Mossoró), além da aplicação em hospitais com UTI pediátrica na rede de saúde estadual.

Critérios para receber o palivizumabe?

•      Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas.

•      Crianças menores de 1 ano de idade, que nasceram prematuras com idade gestacional entre 29 e 31 semanas e 6 dias, nascidas a partir de janeiro do ano vigente.

•      Crianças menores de 2 anos de idade, com doença pulmonar crônica da prematuridade com necessidade de tratamento nos últimos seis meses.

•      Crianças menores de 2 anos de idade, com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada.