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Categoria: Saúde

Em Natal, Clínica de Fisioterapia atende crianças com doenças neurológicas gratuitamente

CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA FACULDADE ESTÁCIO DE NATAL – UNIDADE PONTA NEGRA – ESTÁ COM VAGAS ABERTAS PARA ATENDIMENTOS

Crianças e adolescentes de zero a 15 anos de idade com distúrbio neurológico e que necessitam de acompanhamento fisioterápico, têm a oportunidade de receber o tratamento gratuitamente. A Clínica Escola de Fisioterapia da faculdade Estácio de Natal – unidade Ponta Negra – está com vagas abertas para atendimentos. São ofertadas duas sessões por semana, de uma hora cada, para cada paciente.

São consideradas patologias neurológicas a paralisia cerebral, microcefalia, hidrocefalia, espectro do autismo, desenvolvimento neuropsicomotor atrasado, espinha bífida, entre outros. Os estudantes do curso de Fisioterapia, orientados pelos professores, utilizam na Clínica todos os recursos possíveis da área para reabilitar o paciente.

O professor Ozair Argentille, coordenador do atendimento, explica que o foco principal é atenuar o comprometimento físico da criança, por causa da patologia, com o objetivo de promover uma melhor qualidade de vida. “O resultado é diferenciado para cada criança. Algumas têm pequenos avanços, outras progridem mais notoriamente em um curto período, mas todo progresso é bem-vindo para o paciente e sua família”, expõe o profissional.

Os atendimentos ocorrem nas quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 17h30. Serão cadastrados os voluntários para atendimento imediato e para lista de espera.

Mais vagas

Além dos atendimentos pediátricos, a Clínica de Fisioterapia está com vagas abertas nas especialidades de traumato ortopedia, neurologia adulto e infantil, reumatologia e dermatofuncional. O atendimento é gratuito e o paciente será agendado de acordo com a disponibilidade de vagas. Para informações e inscrições, entrar em contato por meio do telefone: 3642-7514, no horário da tarde.

Dickson Júnior discutiu com secretário de Saúde George Antunes projeto sobre depressão nas escolas

DICKSON JUNIOR E EQUIPE ELABORAM PROJETO SOBRE SAÚDE MENTAL NAS ESCOLA

A ansiedade e depressão tão presentes nos tempos atuais, principalmente em crianças e adolescentes, deve receber atenção especial no município de Natal em 2019. É o que articula o vereador Dickson Júnior, que apresentou um novo projeto – de saúde mental nas escolas – ao secretário de Saúde George Antunes, e sua equipe, nesta quinta-feira, 07 de março. Ação que pretende ser implantada ainda no primeiro semestre desse ano.

O parlamentar está articulando com psicólogos e especialistas da área programações com palestras, que trabalhem a temática de forma preventiva nas escolas da rede pública da capital. A ideia, segundo Dickson, foi recebida com entusiasmo pelo gestor municipal. “Esse problema social precisa ser prioridade na nossa sociedade. Estamos assustados com a quantidade de jovens atentando contra as próprias vidas e sofrendo transtornos psicológicos. Vamos conversar na secretaria de Educação também e, se necessário, fazer um projeto-de-lei”, disse o edil.

O vereador também levou outras sugestões de melhorias na rede municipal, coletadas nas comunidades, através de seus projetos “Mandato Cidadão” e “Conversando com Você”. Entre as reivindicações, retorno do laboratório de análises clínicas e exames preventivos para Nova Descoberta; ampliação de cobertura dos usuários do Guarapes, Planalto e Passo da Pátria; contratações de médicos, dentistas e agentes de saúde para Cidade Nova, Guarapes e Pajuçara; ativação do Posto de Saúde do Conjunto Jardim Progresso, no bairro Nossa Senhora da Apresentação; abastecimentos de medicamentos nas Rocas e Pajuçara, retorno de assistente social para Lagoa Seca, ampliação do horário de atendimento de farmácias do Bom Pastor e Novo Horizonte, retorno de ginecologista e dentista para Novo Horizonte, entre outros.

“Foi uma reunião muito proveitosa, com respostas claras para as demandas, nas quais umas infelizmente são mais difíceis de ser viabilizadas, como a ampliação de médicos nas unidades, uma vez que vários se recusam a asumir o cargo e começar a trabalhar, mesmo tendo passado no concurso público, mas com sinalizações positivas para o atendimento de outras, como a construção de um laboratório central que vai ampliar o número de exames realizados em Natal, e a manutenção de equipamento dentário que vai permitir o retorno de atendimento odontológico na Unidade do Guarapes”, observa o vereador.

Veneno de aranha pode tratar disfunção erétil, diz estudo mineiro

Homens picados chegaram ao hospital com ereção

HOMENS PICADOS CHEGARAM AO HOSPITAL COM EREÇÃO FOTO: GETTY IMAGES

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontraram em uma aranha armadeira, um dos aracnídeos mais venenosos do mundo, a solução para os problemas de vários homens do planeta. É testado pelos estudiosos a utilização do veneno da espécie para o tratamento da disfunção erétil.

Segundo os pesquisadores, a ideia começou após relatos das pessoas que eram picadas pela aranha e chegavam aos hospitais com ereção. Foi observado que na maioria dos casos isso acontecia.

Os primeiros testes aconteceram, com sucesso, em ratos. De acordo com a professora Maria Elena de Lima, do departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), foi necessário isolar uma toxina que provoca a ereção e injetaram nos ratos. Logo após eles reduziram os efeitos colaterais, que poderiam inclusive afetar o coração.

Para que os efeitos sejam reduzidos, uma pomada está sendo criada por uma aluna de doutorado da Faculdade de Farmácia da UFMG. Com essa nova fórmula será possível que os problemas para os usuários sejam mínimos. Os testes podem custar agora mais de R$1 bilhão. A expectativa é que em até 10 anos o novo “remédio” seja comercializado para os homens.

Maria Elena garante que a pesquisa ajudará as pessoas com esses problemas e poderá ser um remédio importante para auxiliar na doença. “Essa descoberta poderá resultar em um medicamento nacional. Podemos dizer que será equivalente ao Viagra”, afirmou.

A aranha armadeira pode ser encontrada em vários cantos de Minas Gerais, sempre em locais com muito entulho ou embaixo de troncos de madeiras em estado de decomposição.

 

Pesquisa: 5,6 milhões de brasileiras não vão ao ginecologista

Especialistas latino-americanos e de países Nórdico participam de seminário internacional sobre equidade de gênero e representação política das mulheres, na Enap.

O RESULTADO MOSTRA QUE 20% DAS MULHERES COM MAIS DE 16 ANOS CORREM O RISCO DE TER UM PROBLEMA SEM AO MENOS IMAGINAR. (FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)

Pelo menos 5,6 milhões de brasileiras não costumam ir ao ginecologista-obstetra, 4 milhões nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 16,2 milhões não passam por consulta há mais e um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com o Datafolha, divulgada hoje (12).

Segundo a pesquisa Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o país.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. Em seguida, mencionam clínica geral e cardiologia.

“Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista”, explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez brasileiras costumam ir ao ginecologista – principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.

Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%). Normalmente quem as motivou a procurar o médico foram mulheres próximas (57%), a mãe (44%) ou mesmo a iniciativa própria (24%).

“Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual ou até antes disso para entender quais são os eventos de amadurecimento puberal que ela tem para que possa ter noção de como deverá ser a sua habitualidade menstrual, para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos”, ressaltou Fernandes.

De acordo com as informações da pesquisa, entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’. Há ainda aquelas que dizem não ter acesso ao médico ginecologista ou não haver esse especialista na localidade onde residem (12%), ter vergonha (11%), ou não ter tempo (8%).

Relação médico-paciente

Todas as brasileiras entrevistadas (98%) consideram importante que o ginecologista dê acolhimento, realize exames clínicos, dê atenção, aconselhe, passe confiança e forneça informações claras. Nove em cada dez dizem estar satisfeitas com esses atributos em seus médicos.

“Esse é o dado que mais nos envaidece. Os números são extremamente favoráveis à atenção dos ginecologistas. Essa é uma especialidade que precisa ser resgatada, porque ela é fundamental para a boa assistência à mulher. Claro que há especialistas que merecem condenação, mas essa não é a realidade da maioria dos ginecologistas e obstetras”, disse o presidente das Febrasgo.

Em uma situação de parto, 89% declararam que se sentiriam seguras com a assistência de um ginecologista/obstetra, percentual que cai para 54% se o atendimento fosse feito por um plantonista, 49% se fosse uma doula, 43% se fosse uma enfermeira e 42% caso o parto fosse acompanhado por uma parteira.

“Existe uma confusão conceitual por parte das pessoas, especialmente da mulher, com relação ao que é uma boa assistência ao parto. Então, ela pede à doula, que não é profissional de saúde, apesar de ser importante para oferecer suporte emocional e físico. Mas a doula não pode fazer o parto. Quem pode fazer o parto é uma enfermeira com formação obstétrica, desde que acompanhada por um médico”, disse Fernandes.

Interrupção da gravidez

A pesquisa mostrou ainda que sete a cada dez brasileiras acreditam que a decisão sobre a interrupção da gravidez cabe somente à mulher. Outras 25% disseram que a questão deve ser decidida pelas leis da sociedade. A Febrasgo destacou que não é nem contra nem a favor do aborto, mas luta pela descriminalização.

“Nós entendemos que essa é uma decisão da mulher. E isso está alinhado ao que 70% das mulheres pensam. Nossa legislação é da década de 40 e manda prender a mulher que faz o aborto e qualquer pessoa envolvida em ajudar essa mulher”, lembrou o presidente da Febrasgo.

Segundo Fernandes, a orientação da entidade é a de que os médicos não soneguem a informação e orientação sobre os prós e contras no momento em que forem indagados pela paciente que manifestar desejo bem discutido. “Mas a decisão não nos cabe e nem devemos induzi-la a tomar uma ou outra decisão. O problema começa quando ela nos pergunta para onde a encaminhamos porque não temos para onde encaminhar”.

 

Agência Brasil

Cigarro eletrônico: entenda se o polêmico aparelho faz mal à saúde ou não

Mulher fumando cigarro eletrônicoO cigarro eletrônico surgiu como uma promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar – Direito de imagem GETTY IMAGES –

cigarro eletrônico surgiu como uma promessa de auxílio para quem deseja parar de fumar. Bastante controverso no mundo, ele é visto como redutor de danos – uma forma de minimizar o impacto do tabagismo na saúde – em alguns países, especialmente no Reino Unido, e tratado com cautela em outros, como no Brasil e na Espanha.

A Public Health England (PHE), uma agência do Serviço de Saúde da Inglaterra, realizou uma experiência para comparar efeitos do produto, também chamado de e-cigarette, e-ciggy, e-cigar e caneta a vapor, entre outros nomes, com os dos cigarros tradicionais (comburentes).

Pesquisadores utilizaram dois recipientes cheios de chumaços de algodão: o primeiro foi exposto durante um mês ao fumo do tabaco e, o segundo, ao vapor dos eletrônicos.

No vídeo divulgado pelo órgão britânico, o pote que recebeu o cigarro de combustão aparece totalmente impregnado e pegajoso, com uma coloração escura e carregado de alcatrão, enquanto o do eletrônico contém apenas vapor.

A conclusão foi que este tipo de produto é menos prejudicial e tem potencial para exercer um importante papel na redução do impacto na saúde pública associado ao consumo de cigarros. Mas será que isso é mesmo verdade?

Comercialização, importação e propaganda são proibidas no Brasil

Homem fuma cigarro eletrônicoSegundo a Anvisa, não há pesquisas conclusivas sobre os supostos benefícios do cigarro eletrônico – Direito de imagemGETTY IMAGES

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não existem pesquisas conclusivas que comprovem esta função e nem a segurança na utilização dos cigarros eletrônicos.

Por outro lado, diversos estudos realizados mundo a fora mostram que ele causa danos à saúde, em especial ao coração e ao pulmão, mas também à bexiga e ao estômago – mesmo se usado por pouco tempo (dois ou três meses).

Baseado nestes elementos, o governo brasileiro, em 2009, publicou a resolução RDC 46/2009, proibindo a comercialização, a importação e a propaganda de qualquer dispositivo eletrônico para fumar (DEF) no território nacional – ainda assim, não é difícil encontrá-lo em lojas virtuais e de produtos importados.

Em abril do ano passado, foi realizado, em Brasília, um painel para discutir mais a fundo o tema e possíveis alterações na regulação, mas os participantes, com exceção dos fabricantes, que buscam a liberação das vendas no país, demonstraram preocupação.

A constatação foi a de que são necessárias mais evidências para liberar o comércio do produto.

Como funciona o cigarro eletrônico

O primeiro aparelho eletrônico para fumar foi desenvolvido e patenteado nos Estados Unidos, em 1963, por Herbert Gilbert, mas ele não chegou a ser comercializado em razão da falta de tecnologia disponível naquela época.

Quarenta anos depois, o chinês Hon Lik, fundador e diretor executivo da Dragonite International, criou um novo modelo e, em 2013, o vendeu para o Imperial Tobacco Group.

Caracterizado como um dispositivo eletrônico para fumar (DEF), é um aparelho alimentado por bateria de lítio recarregável. No geral, ele conta com uma ponteira, que funciona como piteira e, na parte interna, um tanque onde é inserido o líquido, quase sempre composto de propilenoglicol, glicerina vegetal, água, nicotina e, opcionalmente, aromatizantes – os compostos e as concentrações variam de fabricante para fabricante.

Diferentemente do cigarro tradicional, ele não queima tabaco, ato que produz milhares de substâncias tóxicas, como o monóxido de carbono (fator de risco para infarto) e os alcaloides do alcatrão (agentes cancerígenos). Nele, os aditivos são aquecidos, saem em forma de vapor e são aspirados pelo usuário.

Mão segura um cigarro
Image captionDiferentemente do cigarro tradicional, o cigarro eletrônico não queima tabaco – Direito de imagem GETTY IMAGES

De acordo com Stella Regina Martins, do Programa de Tratamento ao Tabagismo do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e autora do livro “Cigarro eletrônico: o que sabemos?”, estima-se que a temperatura de vaporização possa atingir 350°.

“Isso é alto o suficiente para induzir reações químicas e mudanças físicas nos compostos, formando outras substâncias potencialmente tóxicas, como formaldeído, acetaldeído, acroleína e acetona”, informa a médica especialista em dependência química.

Em teoria, esse produto contém menos “ingredientes” que o cigarro tradicional. Porém, para o pneumologista Luiz Fernando Pereira, coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), isso não significa uma vantagem.

“É porque ele possui outros elementos que o comburente não tem. Na realidade, ainda não temos conhecimento de tudo o que o compõe, até porque não existe um padrão entre os produtores. Outra questão preocupante é que alguns modelos dispõem de uma quantidade maior de nicotina, e, apesar de ela não causar câncer, é o que vicia”, relata o médico.

Assim como o governo brasileiro, os especialistas consultados pela BBC News Brasil afirmam que são necessários mais estudos para determinar se o cigarro eletrônico é capaz de ajudar a reduzir os danos à saúde causados pelo tabagismo e também para responder outras perguntas importantes. Causa câncer? É uma porta de entrada para o uso do tabaco? Faz menos mal que o cigarro comburente?

“O que podemos garantir é que este produto não é desprovido de malefícios. Mesmo não queimando tabaco, ele tem substâncias nocivas. Ainda não temos como saber quais são as consequências de longo prazo e, infelizmente, teremos de esperar de 20 a 30 anos para isso”, enfatiza Martins.

Produto tem grande apelo entre os jovens

Jovens fumando cigarro eletrônico
Image captionUm temor é que jovens que normalmente não se interessariam pelo cigarro tradicional sejam atraídos pelo eletrônico – Direito de imagemGETTY IMAGES

Uma questão que tem preocupado diversos países é que os DEFs, atualmente na quarta geração, e com aparência cada vez mais dissociada do cigarro comburente, têm um grande apelo entre os jovens, por dois motivos: a opção de poder lhe conferir sabor e toda a tecnologia que eles recebem.

“Existem no mercado modelos parecidos com pendrives e recarregáveis via USB. Tudo isso tem sido um chamariz para os adolescentes. Muitos que nunca tinham fumado um cigarro na vida, agora fumam o eletrônico, e vários fumam os dois, o que é ainda pior”, afirma Pereira.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), agência local de controle e regulamentação de alimentos e remédios, declarou recentemente que o uso destes dispositivos entre os jovens atingiu proporções epidêmicas.

Em 2017, mais de 2 milhões de estudantes americanos em nível escolar declararam ao órgão serem usuários regulares, e um relatório elaborado pela US Surgeon General, entidade pertencente ao Serviço de Saúde Pública do país, revelou que o uso desses dispositivos, de 2011 a 2015, aumentou 900% entre alunos do ensino médio. “No Brasil, a situação ainda não é tão grave, mas pode se tornar”, avalia Pereira.

Stella, do Incor, concorda: “Os nossos jovens estão mais protegidos do que os americanos e, para que se mantenham assim, é preciso que o cigarro eletrônico continue proibido. Somos um país reconhecido internacionalmente por nossa exitosa política de combate ao tabagismo e não podemos abrir mão disso liberando a venda”.

Brasil é o 8º país do mundo com mais fumantes

Pesquisa publicada na revista científica britânica The Lancet mostra que o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes: são 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens. Apesar dos altos números, a boa notícia é que a porcentagem de quem fuma diariamente caiu entre 1990 e 2015 – passou de 29% para 12% entre os homens e de 19% para 8% entre as mulheres.

Pela pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, houve redução de 36% na prevalência de fumantes no país, indo de 15,7%, em 2006, para 10,1%, em 2017 – em 2016, eram 10,2%.

O Ministério da Saúde informa que isso “é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo governo federal”. Dentre elas, destaca a política de preços mínimos e a legislação antifumo, que proibiu o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos, derivados ou não do tabaco, em locais de uso coletivo, públicos ou privados, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou toldo.

Homem acende cigarroHouve redução de 36% no número de fumantes no Brasil, diz o governo –Direito de imagemGETTY IMAGES

Fumar cigarro envolve riscos. O dependente de nicotina expõe-se a mais de 3 mil substâncias presentes no fumo não queimado e mais de 4 mil na fumaça do tabaco, e suas defesas ficam enfraquecidas, favorecendo várias doenças, com destaque para as pulmonares, as cardiovasculares e as oncológicas, e sendo um agravante para o controle de problemas pré-existentes.

Pereira, da SBPT, explica que a gravidade e o risco de surgimento das enfermidades estão relacionados a três fatores: tempo de vício, quantidade de cigarros consumidos e genética.

“Fumar até quatro cigarros por dia já aumenta as chances de desenvolver alguma patologia relacionada. E o fumante, seja ele homem ou mulher, vive, em média, dez anos menos do que o não fumante.”

Para quem deseja largar o tabagismo, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito. Mais informações podem ser obtidas nos centros ou postos de saúde e na Secretaria de Saúde do município de residência.

Fonte: 

Hospital Municipal de Natal realizou mais de 500 mil atendimentos em 2018

DURANTE O ANO DE 2018 FORAM REALIZADOS 511.299 ATENDIMENTOS, ENTRE INTERNAÇÕES, CONSULTAS E PROCEDIMENTOS HOSPITALARES.

O Hospital Municipal de Natal Dr. Newton Navarro (HMN), localizado na Rua Joaquim Manoel, em Petrópolis, completou três anos de funcionamento e conta com atendimento de urgência e emergência com pronto atendimento adulto regulado 24h, pronto socorro Infantil e ortopédico com atendimento diferenciado das 7h à meia noite. Durante o ano de 2018 foram realizados 511.299 atendimentos, entre internações, consultas e procedimentos hospitalares.

De acordo com os usuários, o Hospital Municipal de Natal é bem localizado, o atendimento é satisfatório e tem uma excelente ambiência. Essa é razão da grande procura pelos serviços oferecidos.

O usuário Diogo Brito disse que sempre procura o HMN quando precisa e gosta do atendimento. “Sempre venho aqui porque gosto do atendimento. Fui na ortopedia e o atendimento foi rápido”.

“Gostei do Hospital e fui muito bem atendida”, afirmou outra paciente de ortopedia, Flávia Gomes. Já GilmaSimplício, procurou o Hospital para a filha e afirmou que que gostou muito do atendimento. Anny Kaiuza, trouxe a filha para o atendimento pediátrico no pronto socorro infantil Dra. Sandra Celeste. “Gosto do atendimento e da localização, porque atende as minhas expectativas. Minha filha sempre foi bem atendida aqui”.

Durante o ano passado, o hospital realizou um total de 107.291 consultas, sendo 40.592 pediátricas, 43.497 adultas e 23.202 ortopédicas. O ano também foi marcado por avanços como a porta regulada no Pronto Socorro Adulto (PSA), aquisição de equipamentos hospitalares; reforma do Centro Cirúrgico, manutenção da sala de preparo, melhora do processamento de dados do laboratório que passou a ser digitalizado, entre outros.

Os procedimentos somaram 404.008, sendo 101.957 administrações de medicamentos; 5.418 eletrocardiogramas; 65.504 raios x; 183.200 exames laboratoriais; 825 trocas de gessos; 32.035 nebulizações; 1.044 retirada de pontos; 277 drenagens de abscessos; 247 suturas; 338 lavagens gástricas; 30 cateterismos vesicais; e, 13.133 imobilizações, entre outros procedimentos hospitalares.

O Hospital Municipal de Natal conta com 80 leitos de retaguarda, sendo dez de terapia intensiva, seis de saúde mental, 10 pediatria clínica, 34 de clínica médica e 20 de clínica cirúrgica. O HMN dispõe ainda do Pronto Socorro adulto com demanda aberta nas Rocas.

A Unidade Hospitalar ainda dispõe de sala de administração, recepção, sala de atendimento, reanimação, três salas no bloco cirúrgico, farmácia, laboratório de análise e bioquímica, serviço de nutrição e dietética, fisioterapia, psicologia, exames de imagem (raio x e USG), serviço social, Núcleo de Saúde Coletiva, Núcleo Interno de Regulação, central de material e esterilização, refeitório, hotelaria (manutenção, serviço de higienização, rouparia, recepção, portaria, almoxarifado), necrotério, subestação de energia com grupo gerador, e prontos atendimentos de urgência e emergência.

Parceria entre Natal e Fiocruz apresenta bons resultados no combate ao Aedes aegypti

EM JANEIRO, A QUANTIDADE DE OVOS ENCONTRADOS NAS 1.400 ARMADILHAS INSTALADAS NO BAIRRO ERA DE SEIS MIL E ACABOU BAIXANDO PARA CERCA DE 1.500 EM DEZEMBRO

Implementadas em Natal no final de 2017, em uma parceria entre o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as estações disseminadoras de larvicidas (espécie de armadilhas) para o monitoramento e combate ao Aedes aegypti têm trazido bons resultados, principalmente no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte da capital potiguar.

Em janeiro, quando as estações passaram a funcionar plenamente, a quantidade de ovos encontrados nas 1.400 armadilhas instaladas no bairro era de seis mil e acabou baixando para cerca de 1.500 em dezembro. A redução dos ovos significa também uma quantidade menor de mosquitos que chegam à fase adulta.

Além do trabalho dos agentes de endemias, que todos os meses passam nas residências onde as armadilhas estão para fazer a manutenção, outro fator importante para a redução é o engajamento da população, que tem mantido o equipamento sempre cheio de água.

Além de Nossa Senhora da Apresentação, as estações disseminadoras também estão instaladas em Felipe Camarão, na zona Oeste. Na região, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) fará nas próximas semanas ações para aumentar a participação dos moradores, mostrando a importância da manutenção das armadilhas.

Como funcionam as estações disseminadoras

As estações são parecidas com vasilhas de plástico, revestidas com um tecido impregnado com larvicidas. Quando o mosquito pousa nessas estações ele vai sair impregnado com o larvicida e leva para outro criadouro, que muitas vezes é de difícil acesso para os agentes.

Mutirão de Mamografias retoma atendimento na zona Norte de Natal

PROMOVIDO PELA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE O MUTIRÃO INICIOU EM OUTUBRO E PERMANECEU EM NOVEMBRO, PERCORRENDO OS DIVERSOS SERVIÇOS DA REDE MUNICIPAL

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal, em parceria com o Grupo Reviver, retomou este mês, o mutirão de mamografias gratuitas com a Unidade Móvel Savana Galvão, no Centro de Especialidades Integradas (CEI I), antigo Zeca Passos na Ribeira.

O mutirão de mamografias prossegue já na tarde desta terça-feira na Unidade de Saúde da Família de Santarém, devendo permanecer até o mês de fevereiro. Após isso, o mutirão segue na Policlínica Oeste, na Cidade da Esperança.

Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde o mutirão iniciou em outubro e permaneceu em novembro, percorrendo os diversos serviços da rede municipal, obteve grande adesão do público feminino.

A mamografia é a única maneira de se detectar precocemente o câncer de mama. “O exame realizado no início tem chances de cura em 90% dos casos. A aceitação do público é muito grande e consciente surtindo um efeito positivo. Somente este mês foi realizado 600 exames”, coordenadora do Grupo Reviver, Ana Tereza Mota.