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Categoria: Saúde

Pesquisa indica 3,5 milhões de usuários de drogas ilícitas; governo rejeita dados

Crack

CRACK. O NÚMERO NACIONAL DE 208 MIL USUÁRIOS É MENOR DO QUE O APONTADO POR TRABALHO ANTERIOR DA FUNDAÇÃO, DE 370 MIL FOTO: ROBSON FERNANDJES/ESTADÃO (30/04/2014)

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz mostra que 3,563 milhões de brasileiros consumiram drogas ilícitas em período recente. Dos entrevistados, 208 mil disseram ter usado crack nos 30 dias anteriores ao levantamento. Concluído em 2017, o estudo permanecia inédito até o início desta semana. Observadores atribuem a omissão aos resultados, que poderiam desidratar o discurso do governo de que há uma epidemia de crack no País. Segundo o Ministério da Justiça, não houve divulgação porque a metodologia usada estava em desacordo com o estabelecido no edital do trabalho, o que a Fiocruz nega.

Ainda segundo a pesquisa, 9,9% dos brasileiros relatam ter usado drogas ilícitas uma vez – 7,7% da população consumiu maconha, haxixe ou skank, 3,1%, cocaína, 2,8%, solventes e 0,9%, crack. Além de drogas ilícitas, o estudo mapeou o consumo de álcool: 16,5% dos participantes indicaram abusar na dosagem. Homens consumiam numa única ocasião cinco doses ou mais de bebidas; e mulheres, quatro doses ou mais.

Feito com base em entrevistas domiciliares, o trabalho da Fiocruz adotou a metodologia da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad). Mas, para o Ministério da Justiça, os dados reunidos no projeto, que contou com a participação de cerca de 300 pesquisadores e técnicos, não permitia a comparação com pesquisas anteriores. A pesquisa custou aos cofres públicos R$ 7 milhões.

“Ignorar os dados da pesquisa é de uma irresponsabilidade enorme. As informações são essenciais para pensar nas políticas voltadas para essa população”, afirma a professora da Universidade de Brasília (UnB) Andrea Gallassi. Por contrato, a Fiocruz não teve permissão para divulgar os indicadores. Nesta semana, o teor da pesquisa foi divulgado pelo site The Intercept Brasil.

Batizado de 3.º Levantamento Nacional Domiciliar sobre o Uso de Drogas, o trabalho provocou uma crise entre o Ministério da Justiça e a Fiocruz. A fundação sustenta que não só atendeu aos requisitos, como também entregou dados que não haviam sido requisitados.

O ministério, por sua vez, enviou esta semana um ofício para a presidência da Fiocruz. E avisou que vai solicitar a arbitragem da Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU), que intermedeia conflitos entre órgãos públicos. A Fiocruz seguirá pelo mesmo caminho e deve recorrer ao Ministério Público para arbitragem.

Resultados

Observadores atribuem a polêmica aos resultados revelados pela pesquisa da Fiocruz. O número identificado de uso de crack, de 208 mil pessoas, é menor do que o apontado por outro trabalho da fundação, que indicava 370 mil que consumiam a droga em cracolândias e outras cenas de uso em 2013. Para observadores, integrantes do governo ficaram desapontados com resultados e temiam que os indicadores pudessem desidratar o discurso sobre a “epidemia do crack”.

A diferença nos dados, no entanto, não surpreendeu pesquisadores da Fiocruz. Isso porque a maior parte dos usuários vive em grupos que se formam para o consumo da droga. Seria muito mais fácil encontrá-los nesses locais do que em residências fixas, onde a pesquisa foi realizada. Mas o levantamento, como o próprio nome já afirma, é sobre drogas em geral, não apenas crack.

A Fiocruz afirma que a resistência começou a se formar no fim do governo de Michel Temer. Segundo a fundação, ao longo de todo o período de realização do trabalho, equipes do Ministério da Justiça acompanharam os resultados parciais. Pagamentos das parcelas do projeto somente eram liberados depois do cumprimento de metas estabelecidas. Já havia uma perspectiva de lançamento do trabalho, que foi adiada em virtude das sucessivas mudanças de equipes no Ministério da Justiça.

A maior crítica feita pela equipe do Ministério da Justiça atual é de que a metodologia usada no trabalho impede a comparação dos resultados com o primeiro e o segundo levantamentos. A pasta considera ainda que oficialmente não recebeu a pesquisa da Fiocruz. “Dessa forma, não detém propriedade intelectual sobre os dados da mesma, não os utiliza e não os divulga.”

Comparação

A Fiocruz sustenta que a comparação é feita. Mas observa que, em razão do grande intervalo entre as pesquisas, mudanças sociodemográficas ocorreram, o que, por si só, limita a capacidade de comparação. “Não em virtude de limitações da equipe de pesquisa, mas sim das alterações esperadas de um país, que conta hoje com mais de 208 milhões de habitantes e profundamente heterogêneo.”

O Ministério da Justiça argumenta ainda que não é possível, por meio da pesquisa, saber se o uso de drogas no Brasil é superior ou inferior ao de outros países. “Isto inviabiliza de forma significativa o uso da pesquisa especificamente para o desenho da Política Nacional de Drogas.”, declarou a pasta, em nota.

Secretário do Ministério da Saúde, Erno Harzheim diz não conhecer a pesquisa. “Tecnicamente a situação não se encaixa como epidemia, que se caracteriza por um aumento expressivo do número de casos. Seja como for, não há dúvida de que os números de crack no País são preocupantes.” O secretário afirma que uma das estratégias para atender pacientes com uso de drogas são os Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas. “O tratamento dos pacientes não pode ser feito com uma forma única. É preciso ter uma rede com oferta de vários serviços, mas sempre com atendimento todos os dias da semana, 24 horas.”

FONTE> Lígia Formenti / O Estado de S.Paulo

Número de vítimas por acidentes com moto diminui 59,31% no Hospital Walfredo Gurgel, nos últimos quatro anos

O PRONTO SOCORRO CLÓVIS SARINHO (PSCS) ATENDEU A UMA MÉDIA DE 17,2 PACIENTES/DIA. (FOTO: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO)

Um novo levantamento feito pelo Setor de Arquivo do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) registrou, pelo quarto ano consecutivo, redução no número de pessoas vítimas de acidentes sobre duas rodas. A maior média de vítimas destes casos foi registrada em 2015, com 29 novos pacientes/dia. Para estas mesmas situações, até o fim do ano passado, o Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS) atendeu a uma média de 17,2 pacientes/dia. Isso representa uma redução de 59,31% no número de motociclistas e motoqueiros feridos e que deram entrada na maior unidade de saúde pública para atendimentos do trauma.

Para o chefe do setor de cirurgia geral do HMWG, Ariano Oliveira, a diminuição do número destas vítimas se deve a uma maior conscientização tanto de motoristas, quanto de motociclistas. “Acredito que as pessoas estão ficando mais conscientes no trânsito, afirma”.

O cirurgião, no entanto, chama a atenção para a gravidade daqueles pacientes que continuam a dar entrada no PSCS. “Infelizmente essa redução do número de casos ainda não acompanhou uma queda na seriedade do quadro de saúde de quem chega ferido a nossa porta de urgência. É preciso que mais pessoas se conscientizem sobre os perigos de pilotar uma moto e que procurem se educar sobre pilotagem segura no trânsito”, sugere.

O acompanhamento do número de acidentes com moto é feito pelo setor de arquivo desde o ano de 2004 e computa, anualmente, o total de vítimas, assim como as médias mensais e diárias destes atendimentos.

Oftalmologistas discutem em Natal o avanço da Inteligência Artificial e cirurgias em 3D

TECNOLOGIA É TEMA DE PALESTRAS NO PRIMEIRO DIA 25º CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE OFTALMOLOGIA, QUE REÚNE MAIS DE MIL PARTICIPANTES ENTRE MÉDICOS, RESIDENTES E EXPOSITORES

O presente e o futuro da Oftalmologia no Brasil são aprofundados no 25º Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia, evento que reúne mais de mil participantes entre médicos, residentes e expositores em um hotel na Via Costeira de Natal. O Congresso, além de ser a oportunidade para os especialistas trocarem conhecimento sobre doenças, tratamentos e casos clínicos, também se debruça sobre uma das áreas da medicina que mais tem evoluído tecnologicamente, com palestras e cases de novas tecnologias que revolucionam a área.

Um dos ramos que tem contribuído para essa evolução da medicina como um todo é a Inteligência Artificial, que seria o recurso dos computadores imitarem a capacidade humana de pensar. “A Inteligência Artificial vem ganhando corpo nos últimos 10 anos, principalmente com a revolução dos computadores, e com a interdisciplinaridade. A partir do momento em que as empresas começam a promover a interdisciplinaridade entre os engenheiros da computação, entre a medicina, usando o big data, que é essa grande quantidade de dados organizados, começamos a ter algoritmos de Inteligência Artificial para apoio à decisão médica” destaca o oftalmologista João Marcelo Lyra, do Alagoas.

Um dos softwares que usam Inteligência Artificial auxilia os médicos na análise de risco para decisão de fazer ou não a cirurgia refrativa, procedimento usado para a correção da visão. “O paciente tem um grau e consulta o oftalmologista para saber se pode operar ou não. Com o software, o especialista vai calcular o risco de retornar o grau com base na imagem da córnea, na idade do paciente e no impacto da cirurgia”, aponta João Marcelo. O especialista, no entanto, afirma que o software é de apoio, ele não substitui a decisão médica, mas contribui com informações precisas para avaliação.

Com algoritmos de Inteligência Artificial, um mundo de possibilidades se abre na medicina. João idealiza um momento em que, junto com a telemedicina, a IA vai permitir o diagnóstico mais rápido e preciso, que irá possibilitar tanto o médico como o paciente uma economia de consultas e exames e, consequentemente de tempo. “Apenas 10% a 12% dos pacientes vão ter doenças, então se gasta muito tempo fazendo triagem de casos que são normais. No futuro essa triagem pode ser realizada por máquinas, e vamos fazer uma medicina mais assertiva”, destaca.

Para o palestrante do evento, o oftalmologista Jorge Rocha, da Bahia, a Inteligência Artificial entrará em todas as frentes da Medicina 4.0. “Essa tecnologia auxilia para processar a grande quantidade de dados que usamos, para gerenciar a saúde pública, além da facilidade que temos com ela na clínica diária”, esclarece. “Não tem como o médico ser contra, tem que adaptar-se para proporcionar uma medicina melhor para os nossos pacientes”, finaliza Jorge.

Cirurgia 3D

Há cerca de dois anos as cirurgias oftalmológicas foram incrementadas com a tecnologia 3D – assim é chamado o novo sistema de visualização ocular para o momento da operação. As cirurgias tradicionais utilizam o microscópio. Já na cirurgia em 3D, o aparelho é acoplado na ocular do microscópio e a imagem é transmitida para uma tela de televisão de 55 polegadas. Ao invés de olhar para o paciente, o oftalmologista realiza a operação visualizando a imagem na TV, explica David Lucena, oftalmologista e presidente do Conselho Norte-Nordeste de Oftalmologia.

“A grande diferença entre a forma tradicional e em 3D é a profundidade de foco. Isso vai trazer mais segurança para o cirurgião na realização das manobras e consequentemente menos risco de complicações para o paciente”, ressalta o médico. Lucena relata também que a 3D pode ser utilizada em qualquer área da oftalmologia cirúrgica, no entanto, atualmente está sendo mais utilizada em cirurgias de catarata e, principalmente, retina.

Congresso de Oftalmologia

O 25º Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia teve início nesta quinta-feira (28) e segue até sábado (30) no hotel SERHS Natal Grand Hotel. É uma oportunidade para atualização a respeito dos temas ligados a uma das áreas da medicina que mais evoluíram nos últimos 50 anos e é uma das três especialidades médicas mais procuradas entre os futuros profissionais de saúde. À frente da presidência do evento estão os especialistas Marco Rey e Nelson Galvão. O evento conta com uma vasta programação científica durante os três dias, além de apresentações de trabalhos científicos com defesas orais e pôsteres.

Mutirão de mamografias do Reviver prossegue até o dia 29 na Zona Norte de Natal

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UNIDADE MÓVEL DO REVIVER ESTÁ ATENDENDO POPULAÇÃO DA ZONA NORTE

Iniciado nesta segunda-feira (18), o mutirão de mamografias do Grupo Reviver prosseguirá até o dia 29 na Zona Norte de Natal, onde a unidade móvel Savana Galvão está disponibilizando exames para a população, de segunda a sexta, com distribuição de fichas diariamente a partir das 7h. O atendimento é realizado na Policlínica Norte, na Avenida Florianópolis, no Conjunto Potengi, ao lado do Nordestão.

O acesso à mamografia, um dos mais eficientes exames no diagnóstico precoce do câncer de mama e outras alterações no tecido mamário, é oferecido às mulheres a partir das 40 anos. As pacientes dos 40 aos 49 anos devem apresentar documento oficial de identidade com foto, cartão do SUS, comprovante de residência e encaminhamento do médico. As mulheres a partir de 50 anos não precisam da requisição do médico.

Além da parceria com o SUS, o Grupo Reviver mantém suas atividades graças às contribuições da população. Para conhecer mais sobre o grupo e como contribuir é só acessar www.gruporeviver.com.

Em Natal, Clínica de Fisioterapia atende crianças com doenças neurológicas gratuitamente

CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA FACULDADE ESTÁCIO DE NATAL – UNIDADE PONTA NEGRA – ESTÁ COM VAGAS ABERTAS PARA ATENDIMENTOS

Crianças e adolescentes de zero a 15 anos de idade com distúrbio neurológico e que necessitam de acompanhamento fisioterápico, têm a oportunidade de receber o tratamento gratuitamente. A Clínica Escola de Fisioterapia da faculdade Estácio de Natal – unidade Ponta Negra – está com vagas abertas para atendimentos. São ofertadas duas sessões por semana, de uma hora cada, para cada paciente.

São consideradas patologias neurológicas a paralisia cerebral, microcefalia, hidrocefalia, espectro do autismo, desenvolvimento neuropsicomotor atrasado, espinha bífida, entre outros. Os estudantes do curso de Fisioterapia, orientados pelos professores, utilizam na Clínica todos os recursos possíveis da área para reabilitar o paciente.

O professor Ozair Argentille, coordenador do atendimento, explica que o foco principal é atenuar o comprometimento físico da criança, por causa da patologia, com o objetivo de promover uma melhor qualidade de vida. “O resultado é diferenciado para cada criança. Algumas têm pequenos avanços, outras progridem mais notoriamente em um curto período, mas todo progresso é bem-vindo para o paciente e sua família”, expõe o profissional.

Os atendimentos ocorrem nas quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 17h30. Serão cadastrados os voluntários para atendimento imediato e para lista de espera.

Mais vagas

Além dos atendimentos pediátricos, a Clínica de Fisioterapia está com vagas abertas nas especialidades de traumato ortopedia, neurologia adulto e infantil, reumatologia e dermatofuncional. O atendimento é gratuito e o paciente será agendado de acordo com a disponibilidade de vagas. Para informações e inscrições, entrar em contato por meio do telefone: 3642-7514, no horário da tarde.

Dickson Júnior discutiu com secretário de Saúde George Antunes projeto sobre depressão nas escolas

DICKSON JUNIOR E EQUIPE ELABORAM PROJETO SOBRE SAÚDE MENTAL NAS ESCOLA

A ansiedade e depressão tão presentes nos tempos atuais, principalmente em crianças e adolescentes, deve receber atenção especial no município de Natal em 2019. É o que articula o vereador Dickson Júnior, que apresentou um novo projeto – de saúde mental nas escolas – ao secretário de Saúde George Antunes, e sua equipe, nesta quinta-feira, 07 de março. Ação que pretende ser implantada ainda no primeiro semestre desse ano.

O parlamentar está articulando com psicólogos e especialistas da área programações com palestras, que trabalhem a temática de forma preventiva nas escolas da rede pública da capital. A ideia, segundo Dickson, foi recebida com entusiasmo pelo gestor municipal. “Esse problema social precisa ser prioridade na nossa sociedade. Estamos assustados com a quantidade de jovens atentando contra as próprias vidas e sofrendo transtornos psicológicos. Vamos conversar na secretaria de Educação também e, se necessário, fazer um projeto-de-lei”, disse o edil.

O vereador também levou outras sugestões de melhorias na rede municipal, coletadas nas comunidades, através de seus projetos “Mandato Cidadão” e “Conversando com Você”. Entre as reivindicações, retorno do laboratório de análises clínicas e exames preventivos para Nova Descoberta; ampliação de cobertura dos usuários do Guarapes, Planalto e Passo da Pátria; contratações de médicos, dentistas e agentes de saúde para Cidade Nova, Guarapes e Pajuçara; ativação do Posto de Saúde do Conjunto Jardim Progresso, no bairro Nossa Senhora da Apresentação; abastecimentos de medicamentos nas Rocas e Pajuçara, retorno de assistente social para Lagoa Seca, ampliação do horário de atendimento de farmácias do Bom Pastor e Novo Horizonte, retorno de ginecologista e dentista para Novo Horizonte, entre outros.

“Foi uma reunião muito proveitosa, com respostas claras para as demandas, nas quais umas infelizmente são mais difíceis de ser viabilizadas, como a ampliação de médicos nas unidades, uma vez que vários se recusam a asumir o cargo e começar a trabalhar, mesmo tendo passado no concurso público, mas com sinalizações positivas para o atendimento de outras, como a construção de um laboratório central que vai ampliar o número de exames realizados em Natal, e a manutenção de equipamento dentário que vai permitir o retorno de atendimento odontológico na Unidade do Guarapes”, observa o vereador.

Veneno de aranha pode tratar disfunção erétil, diz estudo mineiro

Homens picados chegaram ao hospital com ereção

HOMENS PICADOS CHEGARAM AO HOSPITAL COM EREÇÃO FOTO: GETTY IMAGES

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontraram em uma aranha armadeira, um dos aracnídeos mais venenosos do mundo, a solução para os problemas de vários homens do planeta. É testado pelos estudiosos a utilização do veneno da espécie para o tratamento da disfunção erétil.

Segundo os pesquisadores, a ideia começou após relatos das pessoas que eram picadas pela aranha e chegavam aos hospitais com ereção. Foi observado que na maioria dos casos isso acontecia.

Os primeiros testes aconteceram, com sucesso, em ratos. De acordo com a professora Maria Elena de Lima, do departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), foi necessário isolar uma toxina que provoca a ereção e injetaram nos ratos. Logo após eles reduziram os efeitos colaterais, que poderiam inclusive afetar o coração.

Para que os efeitos sejam reduzidos, uma pomada está sendo criada por uma aluna de doutorado da Faculdade de Farmácia da UFMG. Com essa nova fórmula será possível que os problemas para os usuários sejam mínimos. Os testes podem custar agora mais de R$1 bilhão. A expectativa é que em até 10 anos o novo “remédio” seja comercializado para os homens.

Maria Elena garante que a pesquisa ajudará as pessoas com esses problemas e poderá ser um remédio importante para auxiliar na doença. “Essa descoberta poderá resultar em um medicamento nacional. Podemos dizer que será equivalente ao Viagra”, afirmou.

A aranha armadeira pode ser encontrada em vários cantos de Minas Gerais, sempre em locais com muito entulho ou embaixo de troncos de madeiras em estado de decomposição.

 

Pesquisa: 5,6 milhões de brasileiras não vão ao ginecologista

Especialistas latino-americanos e de países Nórdico participam de seminário internacional sobre equidade de gênero e representação política das mulheres, na Enap.

O RESULTADO MOSTRA QUE 20% DAS MULHERES COM MAIS DE 16 ANOS CORREM O RISCO DE TER UM PROBLEMA SEM AO MENOS IMAGINAR. (FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)

Pelo menos 5,6 milhões de brasileiras não costumam ir ao ginecologista-obstetra, 4 milhões nunca procuraram atendimento com esse profissional e outras 16,2 milhões não passam por consulta há mais e um ano, indicou uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) em parceria com o Datafolha, divulgada hoje (12).

Segundo a pesquisa Expectativa da Mulher Brasileira Sobre Sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras Com Suas Pacientes, o resultado mostra que 20% das mulheres com mais de 16 anos correm o risco de ter um problema sem ao menos imaginar. Foram entrevistadas 1.089 mulheres de 16 anos ou mais de todas as classes sociais, em todo o país.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, seis a cada dez (58%) são atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto 20% passam pelo médico particular e outras 20% têm plano de saúde. Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, 68% citam a ginecologia, principalmente por mulheres que usam atendimento particular ou convênio. Em seguida, mencionam clínica geral e cardiologia.

“Sete em cada dez mulheres têm o ginecologista como seu médico de atenção para cuidar da especialidade e para cuidar da saúde de um modo geral. Não é diferente em outros países. É como se a ginecologia fosse a porta de entrada da mulher para a assistência básica de saúde. É muito comum a mulher que tem problemas que não são propriamente ginecológicos marcar consulta com o ginecologista e ele encaminhar para outro especialista”, explicou o presidente da Febrasgo, César Eduardo Fernandes.

O levantamento mostra ainda que nove de cada dez brasileiras costumam ir ao ginecologista – principalmente as que utilizam atendimento particular e convênio. Metade delas vai ao médico, sendo metade uma vez ao ano. Já 2% não têm frequência definida, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.

Quando se trata do acesso ao ginecologista entre aquelas que já passaram por consulta, a média da idade para a primeira vez é de 20 anos e os motivos foram a necessidade de esclarecer algum problema ginecológico (20%), a gravidez ou a suspeita dela (19%) e a prevenção (54%). Normalmente quem as motivou a procurar o médico foram mulheres próximas (57%), a mãe (44%) ou mesmo a iniciativa própria (24%).

“Nós entendemos que a razão da primeira consulta não deveria ser por problemas ginecológicos ou gravidez. Acredito que falta da parte dos educadores e dos médicos esclarecer que a mulher deve ir na primeira consulta assim que iniciar seu período de vida menstrual ou até antes disso para entender quais são os eventos de amadurecimento puberal que ela tem para que possa ter noção de como deverá ser a sua habitualidade menstrual, para receber orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis, iniciação sexual, métodos contraceptivos”, ressaltou Fernandes.

De acordo com as informações da pesquisa, entre aquelas que não costuma ir ao ginecologista, as razões mais alegadas são ‘não preciso ir, pois estou saudável (31%)’ e ‘não considero importante ou necessário ir ao ginecologista (22%)’. Há ainda aquelas que dizem não ter acesso ao médico ginecologista ou não haver esse especialista na localidade onde residem (12%), ter vergonha (11%), ou não ter tempo (8%).

Relação médico-paciente

Todas as brasileiras entrevistadas (98%) consideram importante que o ginecologista dê acolhimento, realize exames clínicos, dê atenção, aconselhe, passe confiança e forneça informações claras. Nove em cada dez dizem estar satisfeitas com esses atributos em seus médicos.

“Esse é o dado que mais nos envaidece. Os números são extremamente favoráveis à atenção dos ginecologistas. Essa é uma especialidade que precisa ser resgatada, porque ela é fundamental para a boa assistência à mulher. Claro que há especialistas que merecem condenação, mas essa não é a realidade da maioria dos ginecologistas e obstetras”, disse o presidente das Febrasgo.

Em uma situação de parto, 89% declararam que se sentiriam seguras com a assistência de um ginecologista/obstetra, percentual que cai para 54% se o atendimento fosse feito por um plantonista, 49% se fosse uma doula, 43% se fosse uma enfermeira e 42% caso o parto fosse acompanhado por uma parteira.

“Existe uma confusão conceitual por parte das pessoas, especialmente da mulher, com relação ao que é uma boa assistência ao parto. Então, ela pede à doula, que não é profissional de saúde, apesar de ser importante para oferecer suporte emocional e físico. Mas a doula não pode fazer o parto. Quem pode fazer o parto é uma enfermeira com formação obstétrica, desde que acompanhada por um médico”, disse Fernandes.

Interrupção da gravidez

A pesquisa mostrou ainda que sete a cada dez brasileiras acreditam que a decisão sobre a interrupção da gravidez cabe somente à mulher. Outras 25% disseram que a questão deve ser decidida pelas leis da sociedade. A Febrasgo destacou que não é nem contra nem a favor do aborto, mas luta pela descriminalização.

“Nós entendemos que essa é uma decisão da mulher. E isso está alinhado ao que 70% das mulheres pensam. Nossa legislação é da década de 40 e manda prender a mulher que faz o aborto e qualquer pessoa envolvida em ajudar essa mulher”, lembrou o presidente da Febrasgo.

Segundo Fernandes, a orientação da entidade é a de que os médicos não soneguem a informação e orientação sobre os prós e contras no momento em que forem indagados pela paciente que manifestar desejo bem discutido. “Mas a decisão não nos cabe e nem devemos induzi-la a tomar uma ou outra decisão. O problema começa quando ela nos pergunta para onde a encaminhamos porque não temos para onde encaminhar”.

 

Agência Brasil