22 de julho de 2019 às 17:15
22 de julho de 2019 às 17:15
A cidade de Currais Novos será o segundo destino da Sesc Saúde Mulher – e o 30º desde que começou a atuar no estado. A unidade móvel do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio, disponibilizará mamografias e preventivos, além de orientações sobre saúde sexual feminina, de 25/7 a 30/8. A solenidade de instalação, na qual a população pode conhecer a estrutura da unidade, acontece dia 24/7, às 17h30, na Av. Teotônio Freire, 346-460, Currais Novos.
A meta do projeto é realizar 1.664 exames, divididos entre mamografias (832) e preventivos (832), também conhecidos como Papanicolau, além de 1.365 orientações sobre saúde. Enfermeira, educadora em saúde, técnica de radiologia, artífice compõem a equipe que assistirá às currais-novenses. A estrutura é equipada com consultório ginecológico, sala de mamografia com mamógrafo digital, banheiro, sala de atendimento e área externa para as palestras.
Os agendamentos dos exames já estão sendo realizados no município por meio dos agentes de saúde, e poderão ser feitos na própria unidade após a solenidade de instalação. Podem fazer o exame Papanicolau mulheres com idade entre 25 e 64 anos. Já as mamografias são destinadas a mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.
Os documentos necessários para o agendamento dos exames são RG, CPF, cartão SUS e comprovante de residência. A Sesc Saúde Mulher funciona às segunda-feira, das 13h às 18h; de terça a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h e nas sextas-feiras, das 8h às 12h.
Sobre o projeto
O RN foi pioneiro no país ao receber, em 2012, a unidade móvel Sesc Saúde Mulher, à época um projeto piloto. Desde então, já foram realizadas 47.914 exames de mamografias e preventivos, além de 153.221 ações de educação em saúde.
Das 54.088 mulheres atendidas pela unidade em 29 municípios potiguares, foram detectadas alterações em 990 delas a partir dos exames ofertados pelo projeto, sendo encaminhadas ao serviço público de saúde para dar continuidade ao tratamento.
Serviço:
O quê? Sesc Saúde Mulher em Currais Novos
Solenidade de instalação? 24/7, 17h30, Av. Teotônio Freire, 346-460, Manoel Salustino, Currais Novos.
Permanência? 17/7 (início dos agendamentos) a 30/8 (exceto fins de semana e feriados) | Segunda-feira, das 13h às 18h; de terça a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h e nas sextas-feiras, das 8h às 12h.
18 de julho de 2019 às 17:23
18 de julho de 2019 às 17:23
O CHECK-UP VASCULAR CONSISTE EM REALIZAR CONSULTAS MÉDICAS PARA TRABALHAR A PREVENÇÃO E ORIENTAR SOBRE OS FATORES DE RISCOS DAS DOENÇAS VASCULARES COMO O AVC. FOTO: DIVULGAÇÃO
A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, regional do Rio Grande do Norte – SBACV/RN realiza dia 17 de agosto, o Check-up Vascular, no shopping Via Direta. A ação envolve médicos angiologistas, cirurgiões vasculares e residentes da especialidade para oferecer, gratuitamente, atendimento individualizado e informações à população.
O Check-up Vascular consiste em realizar consultas médicas para trabalhar a prevenção e orientar sobre os fatores de riscos das doenças vasculares como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a trombose e o aneurisma; problemas de circulação no geral, maneiras de prevenção e tratamento, orientação quanto aos sinais e sintomas estão entre as atividades da campanha. Em 2018, o evento atendeu cerca de 800 pessoas.
18 de julho de 2019 às 07:58
18 de julho de 2019 às 07:58
DADOS PODEM SERVIR PARA INDICAR POLÍTICAS PÚBLICAS A SEREM ADOTADAS. FOTO: GETTY
O aumento
dos casos de câncer na população entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a
atenção de especialistas. Nesse período, a incidência por ano do câncer da
glândula tireóide registrou uma elevação de 8,8%, o de próstata 5,2% e o de
cólon e reto 3,4%. Os dados fazem parte do estudo elaborado pelo Observatório
de Oncologia, que teve como tema Câncer antes dos 50: como os dados podem
ajudar nas políticas de prevenção.
O trabalho
foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante o Fórum Big Data em Oncologia,
que ocorreu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro foi organizado
pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC).
De acordo
com o estudo, houve aumento ainda na mortalidade por alguns tipos da doença. O
maior percentual foi de câncer no corpo do útero, que subiu 4,2% por ano;
seguido por cólon e reto com 3,2%, mama 2,5%, cavidade oral 1,2% e colo de
útero 1%.
A líder do
TJCC e presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale),
Merula Steagall, disse que após pesquisas da Sociedade Americana de Câncer,
divulgadas em fevereiro, nos Estados Unidos, identificando a ligação entre
obesidade e o aumento nos casos de câncer em indivíduos mais jovens,
especialistas do Observatório de Oncologia, que pertence ao TJCC, se dedicaram
ao estudo para verificar o que ocorria no Brasil e analisaram dados gerados no
setor de Saúde. Foram analisados dados do DATASUS e do Inca.
O resultado,
além de um alerta, vai servir para indicar tipos de políticas que podem ser
adotadas pelos gestores e impedir que a tendência tenha um crescimento maior.
“Os que
aumentaram na incidência e na mortalidade eram cânceres relacionados ao tipo de
vida. A gente está pressupondo que álcool, tabaco, alimentação não saudável e
falta de prática de exercício podem estar refletindo no aumento de incidência”,
detalhou Merula Steagall.
A
pesquisadora ainda diz acreditar que o aumento da mortalidade se deu porque as
pessoas procuram o tratamento em estágio avançado da doença. ”Como se espera
que o câncer é uma doença depois dos 50 anos mais predominantemente, porque as
células estão mais envelhecidas e começa uma produção irregular que acarreta no
câncer, a pessoa entre 20 e 50 não está atenta para isso. O sistema não
facilita o fluxo para ir rápido para um diagnóstico”.
Demora
No encontro,
os especialistas destacaram dois fatores que contribuem para esses números: a
falta de acesso a informações e aos tratamentos. “Esse fator da demora de
acesso a um especialista e a um centro adequado também acarreta na mortalidade
e a pessoa perde o controle da doença”, contou.
Merula
acrescentou que em termos de tecnologia, nesses 20 anos, houve avanços, então,
para o especialista é triste verificar que o progresso científico não teve
impacto na vida das pessoas. “Não teve resultado para muitos tipos de cânceres.
Dos 19 analisados, 10 aumentaram a mortalidade”, observou, destacando a
importância da mídia no alerta e na divulgação da vida saudável.
“Você tem
que planejar a sua terceira idade enquanto é jovem. Só que as pessoas jovens
acham que a mortalidade para elas está distante. Falo isso como uma pessoa com
doença genética e como a morte estava sempre próxima sempre me cuidei, me
tratei, procurei fazer esportes e tive alimentação saudável. É importante
alertar porque precisamos planejar o nosso envelhecimento.”
Diagnóstico
A médica
mastologista, Alice Francisco, teve uma experiência própria com diagnóstico
precoce. Ao fazer um exame de rotina para verificar um histórico familiar de
hipotireoidismo ficou constatado, mesmo sem ter sintomas, que tinha câncer na
tireóide. A avaliação foi há 12 anos, o tratamento foi feito, o tumor sumiu,
mas dois anos depois voltou. “Precisei fazer novamente o tratamento. Foi uma
coisa bem inesperada para a situação do meu diagnóstico naquele momento”,
revelou.
Alice
completou que foi muito importante ter o diagnóstico precoce e que pôde ver o
quanto é relevante o impacto nos resultados dos tratamentos. A médica reforçou
a necessidade de ter bons hábitos alimentares e físicos. “Para mim, isso foi
muito importante e adaptar ao meu dia a dia. Hoje eu repercuto muito isso como
profissional de saúde e estudo tudo. Uma das minhas linhas de estudo é a
atividade física, então, mudou muito a minha forma de ser profissional depois
de ter passado por isso”, indicou.
Parceria
Segundo a
presidente da Abrale, o objetivo da entidade é trabalhar junto com o Ministério
da Saúde para a definição, entre outras medidas, de maior divulgação de
informações sobre o que é a doença, como pode ser diagnosticada e quais são os
fatores de risco.
No encontro,
foi apontada a diferença de acesso das informações e à disponibilidade de
tratamento entre as regiões do país, com maior dificuldade no Norte, no
Nordeste e no Centro-Oeste. O diretor do Departamento de Informática do SUS
(DATASUS/SE/MS), Jacson de Barros, que participou dos debates, reconheceu que é
preciso qualificar mais as equipes de atendimento, que podem apresentar um
diagnóstico precoce, facilitar o tratamento e em muitos casos evitar a morte do
paciente. Para ele, isso pode também reduzir as sub-notificações. “A gente quer
mudar a forma de disponibilizar os dados do DATASUS para que todo mundo consiga
além do acesso, poder fazer estudos longitudinais, acompanhar o desfecho. A
ideia é aprimorar todo esse sistema”, disse.
O diretor
afirmou que falta infraestrutura para permitir o registro adequado da
informação. Um estudo do ano passado dos hospitais que têm mais de 50 leitos
mostra que mais da metade não tem prontuário eletrônico, ou seja, faz o básico
quando o paciente entrou, se precisou ficar internado e quantos dias permaneceu
na unidade, mas não é feita uma análise clínica. “Mesmo assim, com as
informações que a gente tem ainda dá para sair muito suco de laranja, mesmo não
tendo as informações clínicas”, afirmou.
Para resolver o problema das regiões onde há carência de acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, o diretor disse que o Ministério da Saúde está fazendo um mapeamento para adequar o primeiro atendimento a fazer o registro adequado. “Será um mapeamento baseado na classificação do IBGE, e para cada região vamos subsidiar soluções para investimento de infraestrutura na ponta e para melhor atender e registrar”, disse.
15 de julho de 2019 às 18:03
15 de julho de 2019 às 18:04
O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN), realiza a 230ª reunião ordinária com secretários municipais de saúde de todo o Estado e discutirá as principais demandas do Sistema Único de Saúde no RN. O encontro será nesta quarta-feira, 17, a partir das 9 horas, no hotel Monza, em Natal.
Confira pauta:
I – VERIFICAÇÃO DO QUORUM REGIMENTAR
II – LEITURA PARA APROVAÇÃO DA ÚLTIMA ATA
Experiências Exitosas (para canal saúde) – Caicó e Jucurutu;
III – ORDEM DO DIA
3.1 – Discussão e encaminhamento da situação de implantação dos CAPS/RN que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) referente a portaria nº 3.718/22/11/2018;
3.2- Discussão e encaminhamentos Rede de Doenças Crônicas no RN (Linha obesidade e recursos crescer saudável);
3.3 – Pactuação cronogramas e logística das Oficinas Regionais da Assistência Farmacêutica;
3.4 – Proposta do “II Seminário de Qualificação da assistência ao pré-natal e IV Seminário de prevenção da transmissão vertical do HIV, Sífilis, Hepatites Virais;
IV – EXTRA – PAUTA
PAUTA DA CIB – DISCUSSÃO E ENCAMINHAMENTOS
V – INFORMES GERAIS
5.1 – Situação dos Instrumentos de Gestão – (órgãos de controle) e cronograma – Digi-SUS – Modulo Planejamento;
5.2 – Movimentação de recursos financeiros de contas antigas do FMS e as novas contas referente a custeios e investimentos;
5.3 – Pregão eletrônico de compras – Adesão ata de registro de preço – ambulância padrão tipo SAMU e outros segmentos;
5.4- Adiamento da Campanha Nacional de Multivacinação;
5.5- Nova portaria FAEC – Cirurgias Eletivas ;
5.6- Prontuário Eletrônico – Empresa líder em desenvolvimento de soluções paga gestão em saúde;
15 de julho de 2019 às 08:02
15 de julho de 2019 às 08:02
ESTUDO COMPROVOU QUE A REDE PÚBLICA TEM CAPACIDADE PARA OFERTAR O CATETERISMO CEREBRAL, CONSIDERADO UM DOS MAIS EFICIENTES TRATAMENTOS PARA O AVC. FOTO: GETTY
O acidente
vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata a população brasileira, além
de ser a principal causa de incapacidade no mundo, segundo a Sociedade
Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV). Nesse cenário, é fundamental
desenvolver métodos de tratamento capazes de evitar não apenas a morte, mas o
risco de sequelas que condenam muitos pacientes à dependência locomotiva e
financeira. Também é importante garantir que esses tratamentos sejam
disponibilizados para toda a população.
Existem dois
tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico. O primeiro, caracterizado pelo
entupimento dos vasos que transportam sangue para o cérebro, é responsável por
85% dos casos da doença. As opções de tratamento são: trombectomia mecânica,
também conhecida como cateterismo cerebral, ou alteplase intravenosa.
A
trombectomia mecânica é realizada por meio da inserção de um cateter (um tipo
de tubo) dentro de um vaso sanguíneo. Para o AVC, o cateter é inserido em uma
artéria da virilha e, por meio de equipamentos de raio-X, os médicos conduzem o
tubo até o cérebro, retirando o coágulo mecanicamente. Já a alteplase (TPA, na
sigla em inglês) é um medicamento aplicado de forma intravenosa. Uma vez dentro
da corrente sanguínea, a substância chega até cérebro e dissolve o coágulo.
O cateterismo
cerebral é considerado um dos tratamentos mais eficazes contra o AVC, porém no
Brasil só é realizado na rede privada, de forma limitada. Um dos empecilhos
para seu oferecimento no Sistema Único de Saúde (SUS) é a complexidade e o alto
custo.
Uma equipe de pesquisadores brasileiros decidiu investigar o
desfecho do oferecimento do procedimento no sistema público. A avaliação de
desempenho nas instituições públicas mostrou que a implementação do cateterismo
cerebral no SUS é perfeitamente viável. Esses resultados são importantes, pois
podem significar maior acesso ao melhor tratamento pela população.
Trombectomia mecânica versus alteplase intravenosa
Na rede pública, o único tratamento disponível atualmente é
a alteplase intravenosa, que apesar de apresentar certa eficiência, só pode ser
usada nas primeiras quatro horas do aparecimento dos sintomas do AVC. A
limitação do medicamento também reflete nos resultados: há maiores riscos de
sequelas e seu uso não é recomendado para coágulos grandes.
Já o novo tratamento pode ser utilizado até oito horas do
início dos sintomas. Além de assegurar 30% mais chance de sobrevivência, os
pacientes estão 35% mais propensos a manter a independência e apresentam 30%
mais chance de ficar sem qualquer sequela.
“Em termos de riscos, o cateterismo cerebral não mostrou
taxas mais elevadas em comparação ao tratamento disponível atualmente. Mas os
benefícios foram maiores do que os encontrados na alteplase intravenosa”,
comenta Raul Nogueira, do Grady Memorial Hospital, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores ainda conseguiram demonstrar que a
incorporação da terapia no SUS traz outros benefícios, como redução de custos
decorrentes de longas internações e do uso de medicamentos, além de garantir
menos sequelas ao paciente, possibilitando a recuperação física e,
consequentemente, o retorno à rotina, incluindo o trabalho, para que ele não
precise depender de familiares.
O estudo
O estudo, realizado pela Rede Brasil AVC com financiamento
do Ministério da Saúde, avaliou o desempenho da trombectomia mecânica no
tratamento de 221 pacientes atendidos em 12 hospitais da rede pública
espalhados por todo o país. Os resultados da investigação foram apresentados em
maio na Conferência da European Stroke Organisation (ESCO 2019), que aconteceu
em Milão, na Itália.
Pesquisas anteriores realizadas fora do país já haviam
demonstrado os benefícios da trombectomia mecânica para o tratamento de AVC por
oclusão de vasos grandes. No entanto, não estava claro se a técnica poderia ser
utilizada no âmbito do SUS, uma vez que a rede pública poderia não ter
capacidade para atender às exigências requeridas para a implementação do
tratamento, como atendimento rápido semelhante ao de instituições privadas e
internacionais.
Os resultados mostraram que apesar das dificuldades enfrentadas pelo SUS, o cateterismo cerebral pode ser implantado de forma eficiente e gerar os resultados esperados, ou seja, reduzir a taxa de mortalidade e de sequelas. Embora o tratamento seja mais caro para o orçamento público, a longo prazo, ele pode diminuir custos relacionados a internações subsequentes e necessidade constante de medicação, que seria fornecida pelo Estado.
12 de julho de 2019 às 09:28
12 de julho de 2019 às 09:28
“PRATIQUEI EXERCÍCIOS FÍSICOS REGULARES EM TODA A MINHA VIDA, BEM COMO FAZIA OS CONTROLES ANUAIS, DISSE GIRÃO”. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Em fase de recuperação pós-operatória, o deputado General Girão (PSL-RN) lembrou nesta sexta-feira em suas redes sociais, da importância de cuidar da saúde. Ele foi submetido no último dia 1° a uma cirurgia na aorta em detrimento de um aneurisma. Segue convalescente e espera retomar os trabalhos na Câmara dos Deputados.
“Vamos levantar essa Bandeira juntos?Peço aos amigos que aproveitem para meditar e comentar que devemos estar sempre diligentes com a saúde. Não basta fazer os exercícios para evitar o sedentarismo, é necessário fazer aqueles controles de saúde, nas visitas aos médicos. Numa dessas, sem sintoma nenhum, foi descoberto meu aneurisma de aorta e deficiência da válvula. Pratiquei exercícios físicos regulares em toda a minha vida, bem como fazia os controles anuais, sempre sem alterações que preocupassem. Agora, graças à Deus e à Equipe Médica do INCOR SP, estou em plena recuperação, depois de 11 dias da cirurgia. Espero vê-los em breve, com saúde, sempre.”
11 de julho de 2019 às 16:20
11 de julho de 2019 às 16:20
A AÇÃO DA SUBSTÂNCIA NO ORGANISMO AUMENTA A FREQUÊNCIA CARDÍACA E SUA AÇÃO ESTIMULANTE FAZ A PRESSÃO ARTERIAL SUBIR. FOTO: REPRODUÇÃO
Uma recente pesquisa realizada na Unifesp de Marília, no interior do estado de São Paulo, mostrou que o café pode ser bastante prejudicial se tomado antes das atividades físicas, podendo levar a paradas cardíacas e até ao infarto. Publicado na revista Scientic Reports, o estudo contou com 32 participantes homens de 18 a 25 anos, que consumiram a cafeína antes de um exercício físicos.
Os cientistas puderam concluir que os voluntários demoraram mais de uma hora para que os batimentos cardíacos voltassem ao normal, o dobro do tempo que levariam sem a ingestão de cafeína. A ação da substância no organismo aumenta a frequência cardíaca e sua ação estimulante faz a pressão arterial subir, aumentando os riscos de infarto, principalmente em pessoas que praticam exercícios físicos, já que o esforço causado pela atividade também faz o coração bater mais rápido.
Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, é preciso tomar cuidado com todas as substâncias estimulantes, assim como o termogênico. “Conhecidos por acelerar o metabolismo, o termogênico pode ser bastante perigoso à saúde cardiovascular, podendo levar ao desenvolvimento de arritmias cardíacas. Para quem faz atividade física, o ideal é ficar de olho no que está ingerindo e manter a consulta com o cardiologista em dia”, alerta o médico.
No geral, as atividades físicas estão entre as principais recomendações quando o assunto é a saúde cardiovascular. Antes de sair correndo do sedentarismo, o ideal é passar por um check-up para avaliar o coração e a sua capacidade de realizar o esforço físico.
“No check-up, vários exames serão pedidos pelo médio. Entre eles, o teste ergométrico e o ecocardiograma são os mais comuns. O teste ergométrico avaliará as condições cardiológicas durante o esforço, onde acompanhamos as frequências cardíacas e a pressão arterial antes e depois do paciente caminhar pela a esteira. Já no ecocardiograma, é feito um ultrassom do coração, assim conseguimos imagens do órgão. No check-up, além de exames que medem o colesterol e a glicemia, é comum realizarmos hemograma completo”, conta o cirurgião.
Essa bateria de exames é a melhor maneira de identificar qualquer irregularidade no coração. Após a liberação médica, o paciente é autorizado a praticar qualquer tipo de atividade física que, além de reduzir o colesterol, diminui as chances de desenvolver o diabetes e a hipertensão.
“As atividades físicas aumentam a qualidade de vida e é benéfica para o organismo em geral. Saiba seus limites e restrições, faça acompanhamento médico para o emagrecimento saudável e evite substâncias que podem prejudicar o seu coração, como a cafeína, termogênicos e bebidas energéticas”, finaliza o cirurgião.
11 de julho de 2019 às 12:08
11 de julho de 2019 às 12:08
A IDEIA É, ANTES DE INICIAR O SERVIÇO, REALIZAR UM FÓRUM E CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, ALÉM DE ARTICULAÇÃO COM A REDE MUNICIPAL DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU. FOTO: DIVULGAÇÃO/SESAP
O Hospital Regional
Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, passará a oferecer o serviço
de Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), que consiste no uso de medicamentos
antirretrovirais para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao
vírus.
A previsão é que o
serviço esteja disponível ainda no segundo semestre deste ano. O Hospital será
então referência na 1ª Região de Saúde, com sede em São José de Mipibu, na
assistência a mulher e a criança no atendimento a PEP.
Nesta quinta-feira
(11) uma reunião envolvendo a coordenação de hospitais (Cohur) e coordenação de
IST Aids/HIV da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), além da Direção
Geral do Hospital e coordenadores de obstetrícia, pediatria, serviço social,
nutrição e enfermagem.
A ideia é, antes de
iniciar o serviço, realizar um fórum e capacitação dos profissionais, além de
articulação com a rede municipal de saúde de São José de Mipibu.
A Profilaxia
Pós-Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV,
hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que
consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas
infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de
contágio, tais como: violência sexual; relação sexual desprotegida (sem o uso
de camisinha ou com rompimento da camisinha) e acidente ocupacional (com
instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).
Trata-se de uma
urgência médica, que deve ser iniciada o mais rápido possível –
preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até
72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela
equipe de saúde.
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