SELO BLOG FM (4)

Categoria: Saúde

RN já contabiliza mais de 4 mil casos suspeitos de dengue, com 356 já confirmados

Somente neste ano, o Rio grande do Norte já notificou 4.753 casos de dengue. No período de 03 de janeiro a 13 de fevereiro de 2016 , 356 casos já foram confirmados. Em relação ao ano passado, no mesmo período, observa-se um aumento de 98,46% com relação à notificação.

Com relação aos números da Chikungunya, foram notificados 13 casos suspeitos, até o dia 13 de fevereiro, todos ainda estão em investigação. No tocante aos casos de Zika, foram notificados  414 casos e, destes, 04 foram confirmados – contra apenas dois casos notificados e confirmados em 2015, no mesmo período.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17), pelo Programa Estadual de Controle da Dengue (PECD) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

 

Leituristas da Cosern irão colaborar com trabalho dos agentes de saúde

O secretário de Saúde do RN, Ricardo Lagreca, se compromenteu em disponibilizar técnicos da SESAP para o treinamento dos leituristas

O secretário de Saúde do RN, Ricardo Lagreca, se comprometeu em disponibilizar técnicos da SESAP para o treinamento dos leituristas

Por meio de uma parceria firmada entre a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e o grupo Neoenergia, os leituristas da Cosern que diariamente percorrem residências e prédios comerciais em todo o Estado irão realizar parte do trabalho feito pelos agentes de saúde, no combate a proliferação do mosquito Aedes Aegyptae, vetor de transmissão da Dengue, Zika e Chikungunya.

A atuação dos leituristas agora também será identificar os possíveis focos e criadouros de mosquitos, além de distribuir panfletos informativos para a população. Na prática, quando forem identificados os locais com perfil de foco e criadouros do mosquito, os leituristas emitirão para a secretaria as coordenadas geográficas com a localização do problema. Os relatórios dos possíveis focos serão disponibilizados semanalmente. Com o retorno das ações, a secretaria enviará um balanço com as ações desencadeadas a partir deste relatório. Além disso, a companhia irá divulgar material publicitário da campanha contra o aedes nas faturas de energia a partir de abril.

Atualmente a Cosern dispõe de 400 leituristas, que passam por mais de 1 milhão e 300 mil residências no Estado.

Governo estuda multa para quem mantiver focos de Aedes aegypti em casa

A medida foi discutida em reunião na manhã de hoje entre a presidenta e nove ministros para fazer um balanço do Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti.

A medida foi discutida em reunião na manhã de hoje entre a presidenta e nove ministros para fazer um balanço do Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti, que ocorreu em todo o país no sábado, (13).

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse hoje (15) o governo federal estuda uma multa para quem continuar a manter focos do mosquito Aedes aegypti em seu imóvel. Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff encomendou um estudo à Advocacia-Geral da União para saber se cabe esse tipo de multa em nível federal já que o país está em uma situação de emergência de saúde.

“Dentro dessa reunião veio a possibilidade de estabelecimento de multa como forma de acionar os proprietários de terrenos baldios, residências ou casas fechadas. A multa seria para os casos em que as pessoas se recusassem ou reincidissem em manter focos do mosquito dentro das residências. Se o proprietário do imóvel não deixa entrar, o agente público entra por força da medida provisória. Se tiver foco do mosquito, então a pessoa está infestando a sua rua e seu município. Cabe multa pela irresponsabilidade na manutenção do seu imóvel, seja terreno, seja casa fechada”, disse Jaques Wagner.

Os ministros da Defesa, Aldo Rebelo, da Casa Civil, Jaques Wagner, da Saúde, Marcelo Castro, e o chefe do Estado- Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, durante balanço da mobilização contra o Mosquito Aedes AegyptiElza Fiuza/Agência Brasil

Os ministros da Defesa, Aldo Rebelo, da Casa Civil, Jaques Wagner, da Saúde, Marcelo Castro, e o chefe do Estado- Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho, durante balanço da mobilização contra o Mosquito Aedes AegyptiElza Fiuza/Agência Brasil

Permissão

O governo publicou no dia 1º de fevereiro medida provisória (MP) que permite o ingresso forçado de agentes de saúde em imóveis públicos e particulares abandonados para ações de combate ao Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

O texto autoriza, ainda, a entrada do agente público em casas onde o proprietário não esteja para garantir o acesso e quando isso se mostre “essencial para contenção de doenças”. O agente poderá, nestes casos, solicitar auxílio de autoridade policial.

A MP estabelece como imóvel abandonado aquele com flagrante ausência prolongada de utilização, situação que pode ser verificada por características físicas do imóvel, por sinais de inexistência de conservação, pelo relato de moradores da área ou por outros indícios.

Já a ausência de pessoa que permita o acesso do agente de saúde ao imóvel fica caracterizada, conforme o texto, pela impossibilidade de localização de alguém que autorize a entrada após duas visitas devidamente notificadas, em dias e períodos alternados, dentro do intervalo de dez dias.

“Naquelas residências que estiverem fechadas ou abandonadas, nós vamos entrar à força pelo império da lei e da medida provisória”, completou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Dia da Mobilização

O Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti, no sábado (13), ocorreu em 428 municípios brasileiros e 2,865 milhões de residências foram visitadas. Desse total, 295 mil estavam fechadas e em 15 mil casas a entrada dos militares não foi autorizada. O balanço da mobilização foi divulgado hoje pelo ministro da Saúde.

Segundo ele, 220 mil integrantes das Forças Armadas, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde participaram da mobilização.

Próximas ações

A partir de hoje (15) até quinta-feira (18), 55 mil militares treinados percorrem 270 cidades do país dando continuidade à terceira fase de ações de combate ao Aedes Aegypti. Nesta etapa, o reforço das Forças Armadas é uma ação direta de eliminação de criadouros do mosquito e envolve a aplicação de larvicidas e inseticidas com acompanhamento dos agentes de saúde. O mosquito é o transmissor da dengue, da chikungunya e do vírus Zika.

Do próximo dia 19 a 4 de março, as ações serão nas escolas, em uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Educação. Militares vão percorrer escolas públicas e privadas, além de universidades, levando informações aos alunos.